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notícias 2017
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Notícias em arquivo:
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Universidade do Porto na vanguarda da
inclusão de pessoas com deficiência
Dinheiro Vivo
| 20.12.2017
A Universidade do Porto é provavelmente a mais avançada escola de ensino
superior em Portugal no que respeita à integração de pessoas com
deficiência nos seus cursos e vida académica. O seu Gabinete de Apoio
aos Estudantes com Necessidades Específicas Especiais existe há mais de
20 anos e é dos poucos, no quadro do ensino superior português, que
dispõe de um orçamento anual fixo – 50 mil euros, maioritariamente
assegurados pelo mecenato do Banco Santander Totta – para auxiliar
estudantes com diversos tipos de deficiência. Um gabinete que hoje
emprega várias pessoas, com e sem deficiência, mas que tem por meta,
segundo confessou a sua responsável, atingir o dia em que a universidade
seja já tão inclusiva que possa dispensar os seus serviços.
A história começa no início da década de 1990, quando Alice Ribeiro era
estudante do Curso de Línguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de
Letras da Universidade do Porto. Um cartaz pedindo aos estudantes cegos
para irem à secretaria alertou Alice, e a recém-eleita Associação de
Estudantes a que pertencia, para a existência de um problema. “Aquilo
chocou-nos um bocado, porque era um cartaz para estudantes cegos!
Achámos que havia ali uma falta de comunicação muito grande”, conta
Alice Ribeiro, que é há mais de 20 anos responsável pelo Gabinete de
Apoio aos Estudantes com Necessidades Específicas Especiais da
Universidade do Porto (GAENEE.UP).
Com os seis colegas cegos ou com baixa visão que acabou por encontrar e
conhecer, Alice Ribeiro criou um serviço de apoio ao aluno com
deficiência visual na Faculdade de Letras. “Na altura, os estudantes com
necessidades específicas identificadas eram esses”, explica a
responsável. O serviço prestado desperta o interesse da U.Porto que nele
se envolve e que o passa a assegurar cinco anos mais tarde, mantendo
Alice Ribeiro, já licenciada, ao leme. “Em 2011, creio, este gabinete
torna-se uma estrutura integrada mesmo nos serviços da universidade”,
recorda hoje a responsável.
Hoje o GAENEE.UP presta apoio não só a estudantes com deficiências
físicas e sensoriais, como explica a responsável, mas também a outros
com doenças crónicas, do foro psicológico – como sejam as depressões
crónicas ou os transtornos obsessivos compulsivos –, ou com perturbações
inseridas no espetro do autismo, a estudantes que possam precisar de
assistência a nível temporário. “Porque há doenças e acidentes que levam
a que pessoas possam ter necessidades específicas durante um tempo”,
remata.
Concretizando, hoje “temos pessoas cegas, com baixa visão, com baixa
audição, surdos profundos, pessoas com mobilidade condicionada e muito
condicionada – os casos de paralisia cerebral, doenças neuromusculares,
etc.”, enumera a responsável.
No ano passado o gabinete de apoio da U.Porto apoiou 175 estudantes, mas
a responsável faz questão de salientar o que considera um aspeto
importante. “Nós trabalhamos com todos aqueles estudantes com
necessidades específicas que manifestam vontade de terem um percurso
diferente em relação aos colegas, ou seja, que pretendem frequentar a
universidade ao abrigo do estatuto do estudante com necessidades
especiais da Universidade do Porto, que existe desde 2008”, diz. “Há
outros que, achando que a sua condição não tem impacto no seu percurso
académico, não veem necessidade de solicitar o estatuto”, termina.
Portanto, tem de ser sempre iniciativa do estudante requerer a
frequência ao abrigo do estatuto, porque estamos a falar de adultos”.
Os que não requerem apoio, fogem às malhas das estatísticas e o gabinete
só vai dando por alguns deles quando “solicitam uma entrada para o
parque, porque têm dístico, ou chaves para os elevadores”, facto que a
sua responsável lamenta. “Este é um dos grandes problemas que temos com
este grupo específico, que é o facto de eles não serem detetados em
termos de dados estatísticos”, diz. Para a Alice Ribeiro, a falta de
dados e o pouco estudo que se faz sobre este grupo de população leva a
que, por vezes, seja muito difícil atuar, porque não há informação
fiável.
Um apoio que vai mais além
Se há aspetos – como é o caso das acessibilidades aos edifícios e à
informação e a aquisição de equipamentos e tecnologias específicas – que
competem à universidade assegurar, outros há que se tornariam
incomportáveis sem a existência do Gabinete de Apoio da U.Porto. Isto
porque, por vezes, o GAENEE.UP vê-se obrigado a ir além da prestação de
assistência “ao estudante”, dando também apoio “ao indivíduo”.
É o caso daquilo que Alice Ribeiro designou como o “apoio de 3.ª pessoa”
prestado a estudantes que, no seu dia a dia, dependem 100% de outrem. No
fundo, o que o gabinete faz é disponibilizar assistentes pessoais para
estudantes com mobilidade muito condicionada que, ao ingressarem na
universidade, são deslocados e não podem trazer consigo a família, que
era quem lhes dava apoio.
“Quando começámos a receber estes alunos, não tivemos muitas
alternativas, porque a verdade é que ou não os recebíamos, porque eles
não tinham outra forma de vir para a faculdade, ou então criávamos
condições para os apoiar”, disse a responsável, acrescentando: “E, no
fundo, a universidade acaba por extravasar muito as suas funções”.
Alice Ribeiro espera que em breve o panorama mude, com a publicação em
setembro último da lei sobre a vida independente. A sua expectativa é
que esta nova legislação crie condições no terreno para que a
universidade (e o GAENEE.UP, em concreto) possa abstrair-se de intervir
numa esfera tão íntima e pessoal do estudante com deficiência, “onde não
deveria entrar”. “Felizmente que agora se estão a organizar essas
soluções e, portanto, brevemente esperamos retirar-nos desse apoio e
centrarmo-nos e investir mais nos apoios académicos, porque o nosso
orçamento mesmo assim é reduzido e temos de priorizar”, disse.
Portanto, a função do GAENEE.UP, no entender de Alice Ribeiro, é dar um
conjunto de apoios específicos e individualizadas, de acordo com as
necessidades do estudante e do curso que está a frequentar, para que ele
possa ter condições equitativas de frequência do ensino superior. Por
isso, outro dos serviços que este gabinete da U.Porto garante é a
adaptação de conteúdos a um formato flexível para mais facilmente
poderem ser, digitalizados, ampliados, usados por tecnologias de apoio
ou traduzidos em escrita braille ou em língua gestual.
“Aqui, na Universidade do Porto, os nossos estudantes surdos profundos,
que usam a língua gestual como língua materna, têm tradução e
interpretação de língua gestual nas suas aulas, nos momentos de
avaliação e nos momentos de tutorias com os professores”. Pelas suas
contas, a prestação deste serviço aos cinco estudantes surdos profundos
inscritos na universidade, em diferentes cursos, com uma média de 25
horas semanais de aulas implica um custo de quase 6.000 euros mensais.
“Portanto, de facto seria complicado para a universidade poder facultar
este apoio”, afirma.
E é aqui que, para a responsável, ganha relevo o mecenato do Banco
Santander Totta. “Estamos a falar de um orçamento anual de 50 mil euros,
que vem na sua totalidade de verbas próprias, neste caso de um protocolo
assinado com o Santander. E isto é importante que seja dito, porque,
afinal, são os mecenas que estão a apoiar os estudantes e a fazer um
trabalho muito interessante nesta área”, sublinha Alice Ribeiro.
Dito isto, a responsável faz questão de frisar que o montante anual de
que dispõe é usado “exclusivamente nas ajudas técnicas aos estudantes
com necessidades educativas especiais”. Ou seja, descreve, financiam
“técnicos de mobilidade e orientação, língua gestual, apoio de 3.ª
pessoa… coisas muito concretas e dirigidas”. Tudo o mais está diluído no
orçamento global da universidade, sublinha. “Melhorias ou aquisição de
equipamentos, licenciamentos, produção de informação acessível, todo o
funcionamento do serviço, todas as melhorias que estão a ser feitas ao
nível dos sistemas de informação da universidade, da gestão da
informação, correções de acessibilidades nos edifícios… Tudo isto é
responsabilidade da universidade e entra noutro centro de custos e
orçamento”, explicou.
Uma mais-valia esquecida
Para Alice Ribeiro a questão dos gastos e do investimento que
Universidade do Porto tem feito para receber os seus alunos com
necessidades especiais traz uma mais-valia de que a maioria das pessoas
não se apercebe e que é preciso salientar. “A presença deste tipo de
estudantes na universidade tem-nos feito repensar e reavaliar todo o
nosso sistema de informação, tornando-o cada vez mais acessível, o que
faz com que ele também seja mais flexível e mais fácil de usar por
todos” afirma
texto integral
aqui.
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[27.Dez.2017] publicado por
MJA
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Seminário Literacia braille no séc. XXI
4 Janeiro 2018|Comemorações oficiais do Dia Mundial do
Braille
Local:
Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico
de Leiria
Objetivos do Seminário:
- Assinalar o dia mundial do braille 2018;
- Promover a reflexão sobre o ensino/aprendizagem do braille e
suas grafias e
- Refletir sobre a importância do braille na construção da
identidade das pessoas cegas e com baixa visão.
Programa:
Painel 1: "Desafios do ensino-aprendizagem do Braille"
Painel 2: "Perspetivas didáticas sobre o ensino-aprendizagem das
diferentes grafias Braille"
Painel 3: "O impacto da literacia Braille na construção identitária da
pessoa"
+ informações:
http://www.acapo.pt/
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[25.Dez.2017] publicado por
MJA
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Padrão dos Descobrimentos
Visita Guiada com recurso à audiodescrição
dia 16 de Dezembro 2017 às 10:00.
A próxima visita à exposição "Atlântico Vermelho", de Rosana Paulino,
terá audiodescrição para pessoas com deficiência visual.
Nesta visita, a audiodescrição de Anaísa Raquel descreverá as obras
apresentadas, dando-as a conhecer, também, a quem não vê. Na exposição
"Atlântico Vermelho", Rosana Paulino reflecte sobre o tráfico de
escravos a partir da sua condição de descendente de escravos e de negra.
Neste
vídeo Rosana Paulino fala sobre o seu trabalho.
Esta visita necessita de inscrição prévia até sexta, dia 15 de Dezembro.
Dura cerca de 01h15m. A inscrição pode ser feita via email para
info@padraodosdescobrimentos.pt ou por telefone para o número
213031950.
A exposição "Atlântico Vermelho" integra a programação de Passado e
Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017.
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[13.Dez.2017] publicado por
MJA
Ξ
Apoio a alunos portadores de deficiência precisa de enquadramento
legislativo
Correio do Minho
Paula Maia | 5-12-2017
É necessário conceptualizar um quadro regulamentar que defina os apoios
aos alunos portadores de deficiência que ingressam no ensino superior. A
ideia foi defendida ontem por Carlos Barbosa, responsável técnico do
Gabinete para a Inclusão (GIP) da UMinho, no âmbito da conferência
internacional que decorrer ontem na academia minhota, inserida nas
comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
Ao CM Carlos Barbosa referiu que, ao contrário do que acontece na
escolaridade obrigatória, não há actualmente um quadro legislativo que
defina os apoios a prestar aos alunos do ensino superior, quer do ponto
de vista monetário ou técnico, ficando este dependente do regulamento
interno definido por cada universidade, criando, desde logo, uma
situação de desigualdade para estes alunos já que esses apoios são
definidos em função da visão e da capacitação financeira de cada
instituição.
“As leis que enquadram e responsabilizam estruturas educativas para
estes alunos estão previstas somente até ao 12.º ano, não tendo paralelo
no ensino superior”, referiu o responsável, frisando a urgência “de uma
decisão legislativa que obrigue todas as instituições do ensino superior
a ter os mesmo apoios previstos aos alunos do ensino obrigatório”,
continua o responsável do GPI.
Os apoios de que Carlos Barbosa fala não se resumem aos processos de
ensino-aprendizagem. “Temos um aluno que necessita de transporte
adaptado para a universidade. Outro que precisa de uma assistente
pessoal. Outro ainda que necessita de um intérprete de língua gestual em
permanência. Estamos a falar de um conjunto de apoios que estão
previstos até ao 12.º ano, mas que depois não tem paralelo no ensino
superior”, adianta ainda Carlos Barbosa.
O facto destes apoios dependerem, no ensino superior, do investimento de
cada universidade pode criar, ainda segundo Carlos Barbosa, “uma
discriminação entre estas pessoas que, no período de candidatura, não
escolhem o curso que querem, no sítio que querem, mas optam pelo curso e
a instituição que lhe oferece melhores condições para prosseguir o seu
projecto no ensino superior”.
Criado há mais de duas décadas por despacho reitoral, o GIP esteve
ligado, numa primeira fase, aos Serviços Académicos, ganhando, nos
últimos anos, a sua própria autonomia.
A funcionar actualmente no CPI, no campus de Gualtar, o apoio dado a
estes estudantes centra-se, sobretudo, no processo do
ensino-aprendizagem, embora vá para além dele.
Em 2016, o GPI apoio 144 estudantes portadores de deficiência ou com
incapacidades.
“Penso que a UMinho foi a primeira universidade a incluir no seu
regulamento uma série de apoios para estudantes portadores de
deficiência ou outro tipo de incapacidade decorrente de qualquer
situação de saúde”, remata Carlos Barbosa.
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[5.Dez.2017] publicado por
MJA
Ξ
PS propõe alargamento da prestação para inclusão a
reformados com deficiência
MadreMedia / Lusa
18 nov 2017
A proposta, entregue na Assembleia da República na sexta-feira,
último dia para os partidos apresentarem as suas sugestões ao
Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), defende que esta
prestação passe a incluir também os reformados com deficiência.
"Com estas alterações fazemos ajustamentos à Prestação Social de
Inclusão, prevendo ajustamentos à consideração do leque de
beneficiários e prevendo reavaliação da prestação, nomeadamente
quanto aos limites de acumulação da prestação social para a
inclusão com rendimento", refere o PS na proposta.
A Prestação Social para a Inclusão (PSI) é um novo apoio social
para pessoas com deficiência ou incapacidade que pode ser
requerida desde o passado dia 01 de outubro.
A PSI, com uma componente base de 264 euros, será atribuída a
todas as pessoas com deficiência ou incapacidade igual ou
superior a 80%.
A componente base poderá ser acumulada com rendimentos de
trabalho e será atribuída independentemente do nível de
rendimentos dos beneficiários no caso de pessoas com deficiência
ou incapacidade igual ou superior a 80%.
Para graus de incapacidade iguais ou superiores a 60% e
inferiores a 80%, a componente permite a acumulação com
rendimentos da pessoa com deficiência ou incapacidade.
O valor de referência para a componente base é de 3.171,84 euros
por ano e o limiar de acumulação para rendimentos de trabalho é
de 8.500 euros anuais, valor acima do qual há direito a
benefícios fiscais.
A previsão de execução para 2017 com a implementação da PSI
perfaz o valor global de 229,6 milhões de euros, incluindo 209,6
milhões de euros referentes à estimativa de despesa com
prestações que, a partir de 2018, são total ou parcialmente
incorporadas nesta nova prestação (como por exemplo o Subsídio
Mensal Vitalício e a Pensão Social de Invalidez), acrescidos de
20 milhões de euros resultantes do acréscimo de proteção
reconhecido pela nova prestação.
fonte:
http://24.sapo.pt/
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[5.Dez.2017] publicado por
MJA
Ξ
3 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
A 14 de Outubro de 1992, o 37.º plenário da Assembleia Geral das Nações
Unidas, através da resolução nº 47/3, convida todos os estados membros e
as organizações envolvidas na problemática da deficiência, a
intensificarem os seus esforços de forma eficaz e sustentada, com vista
a melhorar a situação das pessoas com deficiência, proclamando o dia 3
de Dezembro como o “Dia Internacional da Pessoa com Deficiência”.
A fazer fé nas estatísticas internacionais, em Portugal 10% da população
tem algum tipo de deficiência / incapacidade. Os números oficiais que
existem já têm quase 10 anos pois são os recolhidos nos Censos 2001.
Nesses Censos, 634 408 pessoas, representativas de 6,1% da população,
tinha algum tipo de deficiência/incapacidade, repartido da seguinte
forma segundo o tipo: Visual (1,8%), auditiva (0,8%), motora (1,5%),
Mental (0,7%), Paralisia cerebral (0,1%), Outras (1,4%).
A taxa de incidência agrava-se com a idade sendo que a dos idosos ( + de
65 anos) é o dobro da média nacional, o que mostra que muita
deficiência/incapacidade é adquirida em função do envelhecimento da
pessoa, sendo o tipo visual, motora e auditiva a predominante.
De um modo geral passa despercebido ao comum dos cidadãos esta
problemática da deficiência / incapacidade. Somente quando lidamos com
alguém, algum familiar ou amigo, que entra nesta contagem é que
verificamos que existem pessoas com diferentes formas de funcionamento e
necessidades, mas que continuam a ser pessoas . A maioria é excluída de
qualquer actividade social e de trabalho por problemas de incapacidade
mas também de preconceito, sendo que as mulheres correm risco acrescido.
Por isso aparece o dia 3 de Dezembro. É um dia de tomada de consciência
para a existência de pessoas com deficiência/incapacidade, sendo que as
motoras são fácilmente percepcionadas, enquanto as mentais são de
difícil observação chegando a sua forma de estar a ser confundida com
problemas educacionais e desvios comportamentais. in
AiA
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[1.Dez.2017] publicado por
MJA
Ξ
Estado não cumpre quota de emprego para deficientes
JN | Carla Sofia Luz
31 Outubro 2017
Administração Pública contratou 46 pessoas com incapacidade desde 2010,
apesar de ter aberto 24 mil vagas. Nenhum deficiente recrutado em 2017.
O Estado não está a cumprir a quota de emprego para deficientes e esse
mecanismo, inscrito na lei desde 2010, não se traduziu num aumento
efetivo das contratações nos últimos sete anos. Não chega a meia centena
o número de pessoas recrutadas para trabalhar na Administração Central e
Local através da Bolsa de Emprego Público (BEP). E, até setembro de
2017, nenhum deficiente foi escolhido nos 377 concursos públicos
abertos.
continuar a ler aqui:
https://www.jn.pt/nacional/interior/estado-nao-cumpre-quota-de-emprego-para-deficientes-8884333.html
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[23.Nov.2017] publicado por
MJA
Ξ
Mudanças na alimentação podem prevenir doença oftalmológica - estudo
LUSA |
DN | 30.Out.2017
Uma investigação de José Paulo Andrade, do Cintesis, hoje divulgada,
concluiu que a alimentação tipicamente ocidental, rica em fritos, snacks
salgados e carne vermelha em abundância, poderá estar associada ao
aumento do risco de ter degenerescência macular da idade.
O investigador refere, em comunicado, que "a evidência científica atual
mostra que os doentes com degenerescência macular da idade devem ser
aconselhados a aumentar o consumo de vegetais de folha verde, a comer
peixes gordos e a seguir o padrão alimentar mediterrâneo, que tem também
benefícios noutras doenças".
A degenerescência macular da idade (DMI), uma doença oftalmológica, é
atualmente a principal causa de cegueira no mundo ocidental, de acordo
com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo dados disponibilizados pelo Cintesis - Centro de Investigação em
Tecnologias e Serviços de Saúde, em Portugal, haverá cerca de 350 mil
pacientes com DMI. Todos os anos surgem cerca de 45 mil novos casos da
forma precoce da doença e cerca de 5 mil com a forma tardia.
O autor do estudo, para o qual contribuiu também a investigadora e
oftalmologista Ângela Carneiro, da Universidade do Porto, salienta que
"existe um risco menor de desenvolver DMI nos indivíduos que aderem à
dieta mediterrânica, privilegiando o consumo de frutas, legumes, pão,
frutos secos, azeite e peixe".
O especialista considera que o papel dos profissionais de saúde na
educação dos doentes pode e deve ser melhorado, de modo a reduzir a
prevalência de DMI precoce, diminuir o número de casos de DMI avançada
e, consequentemente, fazer baixar as despesas elevadas e em crescimento
associadas ao tratamento desta doença.
A DMI é uma doença degenerativa que afeta progressivamente a zona
central da retina (mácula) e a visão central, condicionando
significativamente a autonomia e a qualidade de vida dos doentes.
O estudo, com o título "Nutritional and Lifestyle Interventions for
Age-Related Macular Degeneration: a Review", foi publicado na revista
"Oxidative Medicine and Cellular Longevity".
O Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde é uma
Unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) cuja missão é encontrar
respostas e soluções, no curto prazo, para problemas de saúde concretos,
sem nunca perder de vista a relação custo/eficácia.
Sediado na Universidade do Porto, o Cintesis detém polos em 8
instituições de Ensino Superior: Faculdade de Medicina da Universidade
do Porto, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade
Nova de Lisboa, Universidade de Aveiro, Universidade do Algarve,
Universidade da Madeira, Instituto Superior de Engenharia do Porto e
Escola Superior de Enfermagem do Porto. Coopera ainda com 18 institutos
politécnicos.
No total, o centro agrega mais de 450 investigadores, em 16 grupos de
investigação que trabalham em 4 grandes linhas temáticas: Investigação
Clínica e Serviços de Saúde; Neurociências e Envelhecimento Ativo;
Diagnóstico, Doença e Terapêutica; e Dados e Método.
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[16.Nov.2017] publicado por
MJA
Ξ
Imagens que guiam
Comunicação acessível no MNMC
Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC) - Coimbra
27 de Novembro de 2017
9:30H – 12:30H e 14:00H – 17:00H
Incapacidade Intelectual, Perturbação do Espectro do
Autismo e Perturbações Neuro Cognitivas -
Formadoras:
Virgínia Gomes (Conservadora do MNMC).
Catarina Santos (Terapeuta da Fala da APPACDM de Coimbra).
Ana Mendes (Terapeuta Ocupacional da APPACDM de Coimbra).
Objetivo:
Promover a autonomia das equipas de profissionais que
medeiam/facilitam a acessibilidade intelectual e social, junto de
públicos
com diferentes necessidades especiais em visitas a espaços e coleções do
Museu Nacional de Machado de Castro.
Público-alvo:
Animadores socioculturais, terapeutas, psicólogos, educadores sociais,
assistentes técnicos de museus, professores, monitores e auxiliares de
Instituições Particulares de Solidariedade Social, e outros técnicos
superiores.
Inscrição gratuita, através do formulário
aqui.
Organização: Museu Nacional de
Machado de Castro (MNMC ) e Associação Portuguesa de Pais e Amigos do
Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) Coimbra
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[8.Nov.2017] publicado por
MJA
Ξ
Ver o mundo pela voz do telemóvel
KARLA
PEQUENINO | 24 de Outubro de 2017
Rui Batista é programador informático
foto NUNO FERREIRA SANTOS
Os smartphones ajudam os cegos na viagem casa-trabalho, dizem se as
luzes da sala estão ligadas, e são capazes de distinguir entre um pacote
de leite e um litro de vinho.
Cego desde os cinco anos, Rui Batista passa a viagem diária de
autocarro para o trabalho, entre Algés e Alcântara, em Lisboa, com os
dedos a deslizar pelo ecrã do telemóvel. Além de aceder a notícias (que
são lidas por uma voz robótica com velocidade programada), ao email, e
às redes sociais, o telemóvel avisa-o quando tem de sair.
“Programo a paragem do 751 em que quero sair na aplicação Ariadne GPS, e
ela avisa-me cerca de 200 metros antes. Quando estou a andar a pé, uso o
BlindSquare para confirmar a rua em que estou, ou o cruzamento em que
tenho de virar”, diz ao PÚBLICO.
Aos 29 anos, divide o tempo entre o trabalho como programador e as
responsabilidades na direcção da ACAPO, a associação portuguesa para
pessoas com deficiência visual. “Os cegos podem perder facilmente a
noção de onde estão. Antes eu pedia mais ajuda, ou evitava caminhos
menos rotineiros, mas hoje em dia viajar é muito menos stressante."
Para quem vê bem, pode parecer difícil navegar pelo ecrã liso de olhos
fechados – seja para escrever uma mensagem ou escolher a aplicação certa
–, mas os aparelhos são considerados um dos maiores desenvolvimentos
tecnológicos para a população cega.
“A qualidade e quantidade de acesso à informação é incrível, e é feita
ao mesmo tempo dos outros utilizadores sem qualquer deficiência"
Patrícia Soares, cega desde a adolescência
Todos os smartphones (sejam os iPhone, Android, ou mesmo Windows
Phone) vêm com leitores de ecrã já incluídos, que utilizam vozes
sintetizadas para descrever os elementos. Quando se clica numa parte do
ecrã, o telemóvel diz onde se está a carregar (“mensagens”,
“calendário”, “73 por cento de bateria”). Ao deslizar o dedo, a voz
enumera as várias aplicações naquela direcção e ao clicar duas vezes
seguidas em qualquer parte do ecrã abre-se a última aplicação descrita.
“A qualidade e quantidade de acesso à informação é incrível, e é feita
ao mesmo tempo dos outros utilizadores sem qualquer deficiência, o que
não acontecia no passado”, diz Patrícia Soares, 26 anos, que perdeu a
visão durante a adolescência. “Recordo-me dos meus primeiros telefones
depois de cegar serem topos de gama, mas só me permitirem aceder aos
contactos, chamadas, e pouco mais.”
Hoje tem o telemóvel recheado de aplicações sociais, lazer, e apoio. O
LightDetector diz-lhe a luminosidade de uma sala (para perceber se tem
as luzes ligadas), e o CamFind reconhece o tipo de objecto que está à
sua frente. “Para quem não vê, um pacote de vinho ou leite parece
igual”, explica Patrícia Soares, que antes só encontrava equipamentos
para estas tarefas à venda por várias centenas de euros. “Estas
aplicações vieram substituir produtos que geralmente são um balúrdio.”
Em Julho, a Microsoft também lançou a Seeing AI, uma aplicação gratuita
que usa inteligência artificial para descrever o mundo à volta do
utilizador, incluindo outras pessoas. A câmara do telemóvel serve para
dizer ao utilizador a distância a que está de outras pessoas, bem como
para dar uma estimativa da idade, o nome (se o aparelho reconhecer a
pessoa a partir de fotografias), e uma descrição da expressão facial.
Portugal ainda não faz parte dos mercados em que a aplicação está
disponível. Já o projecto português CE4BLIND está a ser desenvolvido
para ajudar à leitura de textos, ementas de restaurantes ou ao
reconhecimento de embalagens.
Tecnologia de nicho
Este é um mercado difícil. Como programador, Rui já trabalhou na
criação de leitores de ecrã e outros produtos de acessibilidade. "É uma
área em que não se consegue fazer muito dinheiro”, diz o informático,
que actualmente só testa novas aplicações e serviços online para cegos
em regime de voluntariado. “Felizmente, não há assim tantos cegos! E
geralmente é só a malta mais nova que tem mais interesse em explorar as
novas tecnologias.”
A Organização Mundial de Saúde diz que há cerca de 285 milhões de
pessoas com problemas severos de visão em todo o mundo: 39 milhões são
cegas e 246 milhões têm baixa visão. Equivale a menos de 4% da população
mundial. Em Portugal, a percentagem é maior: cerca de 8%. Segundo dados
do Instituto Nacional de Estatística, referentes aos censos de 2011,
existiam cerca de 920 mil pessoas com dificuldades de visão.
“Em termos comerciais a tecnologia para invisuais ainda é vista como um
nicho, como algo que apenas se destina a uma pequena parte da
população,” explica João Guerreiro, 31 anos, um investigador português a
trabalhar na universidade de Carnegie Mellon, nos EUA. “Entre investir
num produto que sirva para todas as pessoas, ou por um produto que só se
destine a algumas, as empresas tendem a escolher aquilo que lhes vai dar
mais lucro.”
Para o investigador, ainda é difícil “traduzir estudos e trabalhos
académicos em produtos”. Um dos projectos que tem em mãos – uma parceria
entre várias instituições, liderada pela universidade de Lisboa – é uma
aplicação móvel para ajudar pessoas com problemas de visão a usar um
smartphone pela primeira vez. “A adaptação inicial ao aparelho pode ser
difícil”, diz Guerreiro. Com a “Hint me!”, as pessoas podem enviar
dúvidas a utilizadores com visão (por exemplo, “O que é que faz aquele
botão?”).
A aplicação é útil em aplicações que ainda não são completamente
compatíveis com um leitor de ecrã. Se não houver preocupação em
programar as aplicações acessíveis, os leitores de ecrã lêem toda a
informação numa aplicação ou site online, o que inclui soletrar o
endereço dos sites.
“A tecnologia pode derrubar barreiras, mas se não for criada da forma
certa, vai criar novas barreiras”, diz Rodrigo Santos, 39 anos, um
jurista especializado em direitos das pessoas com deficiência e que é
cego de nascença. Recorda um caso de 2014, quando a autoridade nacional
do medicamento, o Infarmed, lançou uma aplicação para consultar folhetos
e preços de medicamentos que não era compatível com um leitor de ecrã. O
problema foi resolvido, mas para o jurista, adaptar o produto não é
solução: “O objectivo devia ser criar algo que à partida pudesse logo
ser utilizado por todos."
Patrícia, Rui e Rodrigo estão confiantes que a tecnologia vai continuar
a evoluir. Mesmo que seja devagar. Rodrigo ainda se lembra de considerar
“uma enorme vitória” quando a tecnologia começou a permitir ler os
jornais que os pais traziam do café na década de 1990, depois de os
digitalizar com um scanner. Patrícia também passou pelo mesmo, mas com
romances que digitalizava individualmente, antes do lançamento da
plataformas de livros digitais da Apple.
“O advento do smartphone levou a que todas as tecnologias pudessem estar
reunidas num só aparelho, e disponíveis a partir do bolso em qualquer
instante”, frisa Rodrigo Santos. “Para todos.”
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[25.Out.2017] publicado por
MJA
Ξ
Guia da União Mundial de Cegos para o Tratado de
Marraquexe
10 de Outubro de 2017
A União Mundial de Cegos (UMC) tem acompanhado o Tratado de Marraquexe
desde o seu início, e em parceria com a Organização Mundial da
Propriedade Intelectual (OMPI) tem liderado a campanha internacional
para promoção e implementação do tratado.
No seguimento desta linha de atuação, a UMC publicou o Guia para o
Tratado de Marraquexe com a intenção de ajudar os governos que
ratificaram o tratado a incorporá-lo nos seus sistemas legais. Além
disso, é também uma ferramenta útil para as organizações representativas
dos direitos das pessoas com deficiência, para outros grupos da
sociedade civil ou até para os próprios indivíduos ao advogar a
ratificação e implementação do Tratado de Marraquexe.
A publicação encontra-se disponível em Inglês, Espanhol e Francês e pode
ser descarregada em:
Guia completo. Está também disponível a versão do Guia de bolso em
Inglês.
fonte:
http://www.acessibilidade.gov.pt/
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[19.Out.2017] publicado por
MJA
Ξ
Cientistas revertem cegueira em ratos
University of Oxford |
CC
16 Outubro, 2017
Cientistas da Universidade de Oxford conseguiram reverter em ratos a
cegueira provocada pela retinose pigmentar. Um ano após o tratamento, as
cobaias conseguiam localizar-se melhor no ambiente em que estavam e até
conseguiram reconhecer objectos.
A retinose pigmentar é a causa de cegueira mais comum entre os jovens.
Atinge uma em cada 4000 pessoas no planeta e era considerada como
irreversível. Graças à terapia genética, foi possível reprogramar as
células da visão que restaram e aumentar a sensibilidade dos olhos das
cobaias à luz. O estudo foi publicado no jornal PNAS.
Os cientistas esperam que a técnica sirva para recuperar pacientes em
estágios terminais de perda de visão.
“Os efeitos da retinose pigmentar para as famílias que têm de conviver
com a doença é devastador, e estivemos anos a trabalhar em novas formas
de reduzir as perdas e começar a restaurar a visão”, explicou Robert
MacLaren, professor da Universidade de Oxford, que conseguiu que
pacientes com uma forma rara de cegueira literalmente vissem as
estrelas.
“Essa nova técnica é promissora porque, ao usar uma proteína humana que
está presente no próprio olho, reduzimos a hipótese de causar uma
resposta imune no organismo”, acrescenta o investigador. Mesmo após a
morte dos foto-receptores, as outras células da retina que não são
sensíveis à luz permanecem intactas.
Os investigadores estimularam então essas células a “copiarem” a
habilidade das irmãs falecidas, injectando na retina das cobaias um
vírus modificado, encarregado de despejar um dos seus genes no interior
das células remanescentes. Esse gene permitiu às células sobreviventes
começarem a expressar a melanopsina, proteína sensível à luz.
As células tornaram-se assim capazes de responder aos estímulos visuais
e transmiti-los ao cérebro, o que permitiu aos ratos cegos recuperarem a
visão.
Os roedores não só melhoraram significativamente a sua resposta a
estímulos visuais, como se tornaram mais capazes de reconhecer objectos
no seu ambiente, e ficaram mais atentos ao que se passa à sua volta, em
comparação com ratos cegos que não tinham passado pelo tratamento.
“Há um grande número de pacientes nesta situação, e a possibilidade de
lhes devolver pelo menos parte da visão – usando um procedimento
genético simples – é animadora”, contou Samantha de Silva, que liderou o
estudo. “O nosso próximo passo será iniciar os testes clínicos em
pacientes humanos”, completa.
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[17.Out.2017] publicado por
MJA
Ξ
Dia Internacional da Bengala Branca
O dia 15 de Outubro é o Dia Internacional da Bengala Branca,
efeméride que tem por objectivo reconhecer a independência das pessoas
com deficiência visual e sua plena participação na sociedade.
O símbolo da bengala branca representa a independência, liberdade e
confiança das pessoas cegas, sendo que a data foi instituída pela
Federação Internacional de Cegos, em 1970.
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[14.Out.2017] publicado por
MJA
Ξ
Decreto-Lei n.º 126/2017 de 4 de Outubro oficializa o Sistema Braille em Portugal
O Decreto n.º 18.373, de 22 de maio de 1930, reconheceu a
conveniência de «uniformizar em Portugal o método de leitura e escrita
do Sistema Braille para uso dos cegos, em harmonia com a nova ortografia
oficial», e aprovou o método de leitura que faz parte integrante do
referido decreto.
Sucede que a realidade braillográfica então decretada deixou de
satisfazer, desde há muito, as necessidades sentidas pelos utilizadores,
que tiveram de passar a aplicar o Braille não só à escrita vocabular,
quer no modo integral quer no estenográfico, como também à escrita,
nomeadamente, da matemática, da química, da fonética, da informática, da
música.
Por outro lado, o Sistema Braille deixou de ser apenas um código
elementar de leitura e escrita tátil para se tornar também no cerne de
uma vasta problemática hoje em dia merecedora do interesse académico,
dando origem a investigação desenvolvida nos seus vários domínios,
servida por uma já ampla e reputada bibliografia.
Assim, torna-se necessário oficializar o material signográfico e as
suas diversas aplicações braillográficas e definir as condições
adequadas ao enquadramento, estruturação, normalização e orientação do
emprego do Braille, bem como o seu desenvolvimento como o meio natural
de leitura e escrita das pessoas com deficiência visual, o que o torna
numa ferramenta imprescindível à sua integração familiar, escolar,
profissional e social.
Além do que a normalização e a oficialização do Sistema Braille
constitui uma antiga aspiração das pessoas com deficiência visual e das
suas organizações representativas, as quais, em Portugal como em todo o
mundo e por largo tempo, têm vindo a promover empenhadamente a sua
adoção.
Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o
Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.º
Objecto
É aprovado o Sistema Braille, vigente em Portugal, em anexo ao
presente decreto-lei e do qual faz parte integrante, como matéria para
aplicação às diferentes grafias do Braille.
Artigo 2.º
Sistema Braille
1 - O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e
de escrita, usado por pessoas cegas. 2 - Os sinais do Sistema Braille aplicam-se a todas as grafias,
designadamente, à Língua Portuguesa, Matemática, Química, Música e
Informática. 3 - O sistema Braille assenta numa matriz de 6 pontos. 4 - Para permitir a representação em Braille de cada um dos pontos
de código das tabelas de codificação de carateres, incorporadas nas
tecnologias da informação e comunicação, são sotopostos ao ponto 3 e
ao ponto 6 da célula Braille, respetivamente os pontos 7 e 8.
Artigo 3.º
Aprovação das grafias
1 - A aprovação das grafias referidas no n.º 2 do artigo anterior, é
objeto de despacho a publicar pelos membros do Governo responsáveis
pelas áreas da deficiência, da educação e da ciência, tecnologia e
ensino superior, sob proposta do organismo público que tem a cargo o
planeamento, execução e coordenação das políticas destinadas a promover
os direitos das pessoas com deficiência.
2 - Após a publicação do despacho referido no número anterior, a
divulgação das grafias faz-se pela publicação das mesmas nos sítios
oficiais da Internet do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.,
da Direção-Geral da Educação e da Direção-Geral do Ensino Superior.
3 - A proposta referida no n.º 1 é elaborada pelo Núcleo para o
Braille e Meios Complementares de Leitura, no âmbito das respetivas
competências.
Artigo 4.º
Norma revogatória
É revogado o Decreto 18.373, de 22 de maio de 1930.
Artigo 5.º
Entrada em vigor
O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua
publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 10 de agosto de 2017. -
António Luís Santos da Costa - Manuel Frederico Tojal de Valsassina
Heitor - Tiago Brandão Rodrigues - José António Fonseca Vieira da Silva.
Promulgado em 11 de setembro de 2017.
Publique-se.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Referendado em 28 de setembro de 2017.
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
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[4.Out.2017] publicado por
MJA
Ξ
Amar criou viagens para cegos, como ele
Dina Arsénio c/
Ana Taborda
Aos 18 anos ficou quase sem ver. Disseram-lhe que se quisesse viajar
teria de ser com um cuidador. Então criou uma agência de viagens.
Saltou de aviões, escalou vulcões, fez esqui e já velejou para várias
ilhas – conduziu inclusivamente um carro. Até aqui tudo bem, não fosse o
facto de Amar Latif ser invisual. O empresário britânico tinha 4 anos
quando os médicos disseram aos seus pais que tinha uma doença rara
(retinite pigmentosa), e que iria ficar, de forma gradual, cego. O
prognóstico estava certo: aos 18 anos tinha apenas 5% de visão.
Quando se dirigiu a uma operadora de viagens, disseram-lhe que precisava
de levar alguém para cuidar dele. "Diziam-me muitas vezes "tu és cego,
não podes fazer isto nem aquilo", conta Amar Latif à SÁBADO. O
empresário, hoje com 46 anos, quis provar o contrário. E foi assim, que
em 2004, fundou a Traveleyes, a primeira agência de viagens para
turistas e deficientes visuais. Hoje, fazem mais de 60 viagens por ano,
com pessoas que têm até 80 anos. "Os viajantes com visão guiam e
descrevem os locais aos cegos e, em troca, viajam com até 50% de
desconto".
Saiba tudo sobre o projecto de Amar Latif na edição nº 701 da SÁBADO,
nas bancas a 4 de Outubro de 2017.
fonte:
Sábado
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[4.Out.2017] publicado por
MJA
Ξ
Cidadãos dizem que Coimbra não é amigável para cegos e
deficientes visuais
Notícias de Coimbra | Setembro 25,
2017
O candidato à Câmara Municipal do movimento Cidadãos por
Coimbra, Gouveia Monteiro, disse hoje que a cidade não é
amigável para cegos e deficientes visuais, que têm de se
confrontar com vários obstáculos, muitos intransponíveis, no
dia-a-dia.
Gouveia Monteiro visitou hoje a delegação de Coimbra da ACAPO
(Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) e ouviu José
Moreira, presidente da instituição, afirmar que embora na cidade
“já se tenha feito alguma coisa no âmbito da deficiência visual”
– como passadeiras táteis, sinais sonoros nos semáforos ou
“paragens falantes nos autocarros, em que Coimbra foi pioneira”
– subsistem problemas ao nível do mobiliário urbano, colocação
de esplanadas e carros em cima dos passeios.
“O problema dos carros em cima dos passeios é porque há um
excesso de carros. Na cidade, quando há congestionamento, quem
sofre mais são sempre os mais frágeis, são sempre os mais
frágeis aqueles que pagam as favas”, afirmou Gouveia Monteiro.
O candidato do movimento Cidadãos por Coimbra defendeu que
para criar uma cidade mais amigável, os “públicos” constituídos
por cidadãos deficientes visuais “são preciosos, porque são os
primeiros a transmitir-nos as consequências para uma cidade,
quando ela começa a tornar-se insuportavelmente não amigável”,
frisou.
Lembrou que a cooperação com a ACAPO “é antiga”, quer quando
foi vereador na autarquia quer já como candidato do movimento de
cidadãos, pois em abril a associação passou para braille vários
documentos da campanha do Cidadãos por Coimbra.
“Porque queríamos fazer chegar as nossas propostas e ideias
ao maior número de pessoas também invisuais”, explicou.
Gouveia Monteiro disse ainda que no passado foram feitas
propostas de alteração aos regulamentos urbanísticos, por
exemplo “por causa dos ‘mupis’ de publicidade” já que os cegos
“identificam com a bengala uma base com 40 centímetros de
largura e depois têm um obstáculo de metro e vinte e esbarram,
pode magoar”.
Também no passado, quando era vereador, a ACAPO chegou a
realizar uma ação de sensibilização à porta da autarquia,
vendando os olhos aos autarcas: “puseram-nos dentro de uma tenda
a fazer de conta que estávamos numa rua da cidade”.
“Nunca mais me esqueci”, afirmou Gouveia Monteiro.
***
Nas eleições autárquicas de 01 de outubro, são candidatos à
Câmara de Coimbra o atual presidente, Manuel Machado (PS),
Francisco Queirós (CDU), Jorge Gouveia Monteiro (Cidadãos por
Coimbra), Vítor Ramalho (PNR), Jaime Ramos (PSD/CDS-PP/PPM/MPT),
José Manuel Silva (‘Somos Coimbra’) e Vítor Marques (PAN).
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[29.Set.2017] publicado por
MJA
Ξ
Há mais de 300 professores com
deficiência a dar aulas
Jornal de Notícias | 15 Setembro 2017
Fenprof pondera "levar os resultados [do estudo] às entidades
que poderão alterar leis e impor regras de maior inclusão"
Pelo menos 317 professores com deficiência trabalham nas
escolas, sobretudo mulheres, revelou um estudo nacional, que
aponta para a falta de legislação que tenha em conta as
necessidades específicas destes profissionais.
O estudo, a que a Lusa teve acesso, foi realizado pelo
Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH), numa
parceria com a Federação Nacional de Professores (Fenprof),
tendo revelado que nas escolas portuguesas há, pelo menos, 317
professores com deficiência a trabalhar, com idades
compreendidas entre os 22 e os 63 anos, sobretudo mulheres.
Na investigação participaram 451 das 998 escolas agrupadas/não
agrupadas que foram contactadas, o que representa um nível de
participação de 45,2%. Entre as escolas que responderam ao
inquérito, 202 (45%) disseram ter pelo menos um docente com
deficiência a trabalhar.
O estudo identificou dois perfis distintos entre os 317
professores que assumiram ter uma deficiência, por um lado os
que nasceram com uma deficiência ou adquiriram-na durante a
infância ou adolescência (30%), por outro os que adquiriram a
deficiência em idade adulta (70%).
Em relação aos professores com deficiência congénita ou
adquirida até aos 19 anos, verificou-se uma maior incidência de
casos de deficiência motora e visual. Já entre os professores
com deficiência adquirida em idade adulta, a partir dos 20 anos,
a realidade mostrou uma maior proporção de professores com
dificuldades de memorização e/ou comunicação, multideficiência e
deficiência auditiva.
Redução do horário letivo e redução do número de alunos por
turma são necessidades apontadas
O estudo revelou que uma grande parte dos professores com
deficiência congénita disse precisar de apoios específicos para
a vigilância dos testes (36,6%), sobretudo no caso de
professores com deficiência visual, nas acessibilidades (42,2%)
e na alteração da localização da sala (47,6%), principalmente
nos casos de deficiência motora.
No entanto, nos dois perfis definidos, as necessidades mais
apontadas foram, por um lado, a redução do horário letivo e, por
outro, a redução do número de alunos por turma, "que foi
simultaneamente a necessidade menos disponibilizada pelas
escolas".
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do ODDH denunciou
a ausência de respostas por parte das escolas em relação às
necessidades específicas dos professores com deficiência, "em
grande parte por causa [da ausência] de um quadro normativo que
possa permitir às escolas esse tipo de ajustamentos".
"Este tipo de adaptações é fundamental para que estas pessoas
possam exercer em condições de igualdade a função de docência
com que estão comprometidas", defendeu Paula Campos Pinto.
Já a responsável pela área da deficiência na Fenprof destacou
que as queixas dos professores com deficiência mostram que "há
uma carga horária excessiva" além de que o "número de alunos por
turma é muitas vezes impeditivo de um melhor trabalho".
Ana Simões defendeu, por isso, que sejam rapidamente tomadas
medidas para que estes professores se possam aposentar sem
penalizações.
Frisou que há "uma grande discriminação por parte das direções
das escolas" no momento de arranjar soluções, apontando que há
pedidos, como permanecer numa sala do rés-do-chão no caso de um
professor em cadeira de rodas, que "era facílimo de resolver e
muitas vezes as escolas não acatam estes pedidos".
Com os resultados deste estudo, ainda provisórios, a Fenprof
pondera "levar os resultados às entidades que poderão alterar
leis e impor regras de maior inclusão", bem como pedir reuniões
com os vários grupos parlamentares, com o ministro da Educação e
com a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com
Deficiência.
Δ
[22.Set.2017] publicado por
MJA
Ξ
Deficientes têm pouco acesso a
museus por preconceito e falta de recursos
Notícias de Coimbra
Setembro 11, 2017
O preconceito social e a falta de recursos adaptados são os
principais impedimentos no acesso dos deficientes aos museus do
país, de acordo com um estudo realizado pela investigadora
Patrícia Roque Martins, que será lançado terça-feira, em Lisboa.
Intitulado “Museus (In)Capacitantes. Deficiência,
Acessibilidades e Inclusão em Museus de Arte”, o estudo é
editado pela Caleidoscópio no quadro da Coleção Estudos de
Museus, com coordenação da Direção-Geral do Património Cultural
(DGPC), e será apresentado às 18:30, no Museu Nacional do
Azulejo.
Contactada pela agência Lusa, a investigadora, que realizou o
estudo no âmbito da tese de doutoramento pela Faculdade de Belas
Artes da Universidade Lisboa, indicou que a obra incidiu sobre a
relação dos museus de artes plásticas e os públicos com
necessidades especiais.
“Tentei perceber como seria possível melhorar esta relação, de
forma a que exista uma maior aproximação com estes públicos, já
que os museus são espaços fundamentais para criar oportunidades
para a participação social das pessoas com deficiência”,
sublinhou.
Ao longo do seu trabalho, Patrícia Roque Martins descobriu que
“essa aproximação não tem acontecido, não tanto por falta de
interesse, mas sim por falta de oportunidades”.
“Os museus têm falta de visitas mediadas, falta de recursos
adaptados, falta de pessoas que estejam sensibilizadas para esta
área”, concluiu.
De acordo com a investigadora – que comparou as condições
nalguns museus portugueses com museus de outros países, como
Espanha, Reino Unido e Estados Unidos – outro grande entrave do
acesso de deficientes aos museus do país é o preconceito na
sociedade.
“Há uma certa atitude da sociedade em geral, um certo
preconceito, que impede uma maior abertura do acesso de
deficientes aos museus, locais especialmente focados na imagem e
leitura”, lamentou, acrescentando, que face à deficiência, a
sociedade coloca logo de parte a possibilidade das visitas.
Sustentando que os museus “têm um papel essencial no
desenvolvimento da inclusão, devem garantir o acesso físico,
informativo e educativo” às suas programações, através de boas
práticas, e maior investimento nos serviços educativos em
particular para o acesso a pessoas com deficiência.
No seu trabalho, Patrícia Roque Martins, apoiada por
instituições da área, desenvolveu três estudos de caso, no Museu
Calouste Gulbenkian – Coleção Fundador e Coleção Moderna, com
grupos de pessoas com deficiência intelectual, pessoas com
deficiência visual, e pessoas da comunidade surda.
O objetivo era proporcionar uma experiência no museu, recolher
comentários e, a partir deles, tentar perceber como se poderia
melhorar a relação entre os museus e estes grupos.
Questionada sobre a situação dos museus do país nesta área, a
autora indicou que “há muita falta de recursos, mas a situação
também tem vindo a melhorar, nos últimos anos, nalguns casos”.
Destacou como museus de boas práticas, o Museu Calouste
Gulbenkian, o Museu Nacional do Azulejo, e a Casa-Museu
Anastácio Gonçalves, em Lisboa, o Museu da Comunidade Concelhia
da Batalha, e o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.
Δ
[21.Set.2017] publicado por
MJA
Ξ
Prémio António Champalimaud de Visão 2017
O Prémio António Champalimaud de Visão 2017 foi atribuído em
conjunto à Sightsavers e à CBM, duas organizações com um longo e
meritório trabalho no apoio à prevenção, tratamento e
reabilitação da cegueira em países em vias de desenvolvimento
como o Nepal, Moçambique, Uganda, Etiópia ou Bangladesh.
Amplamente reconhecidas neste campo, a Sightsavers e a CBM
criaram um modelo inovador de combate aos distúrbios de visão
assente em 3 pilares: prevenção, cura e apoio. As organizações
premiadas levam este modelo a muitas comunidades esquecidas em
todo o mundo e trabalham com grupos locais na criação de
programas de visão eficazes e sustentáveis, enquanto
simultaneamente promovem oportunidades educacionais e de emprego
para aqueles que vivem com cegueira e deficiência visual grave
para que possam ter um papel social ativo.
Existem 39 milhões de pessoas cegas no mundo e 80% de todas
as cegueiras podem ser prevenidas ou curadas.
A Sightsavers e a CBM lutam há décadas contra a cegueira em
dezenas de países em todo o mundo. Ambas são reconhecidas como
pioneiras nesta área, tendo criado um modelo inovador de combate
aos distúrbios de visão assente em 3 pilares: prevenção, cura e
apoio. As organizações premiadas levam este modelo a muitas
comunidades esquecidas em todo o mundo e trabalham com grupos
locais na criação de programas de visão eficazes e sustentáveis.
Além das suas atividades na linha da frente na prevenção e
cura da cegueira, tanto a Sightsavers, como a CBM, trabalham
afincadamente para que as pessoas permanentemente incapacitadas
pela cegueira possam ter um papel social ativo. Em muitos
países, as pessoas que sofrem de distúrbios da visão, e outras
deficiências, são estigmatizadas e excluídas da sociedade. Isso
pode ser devastador para os próprios e para as suas famílias e
comunidades. A CBM e a Sightsavers trabalham no sentido de mudar
as atitudes sociais e promover oportunidades educacionais e de
emprego para aqueles que vivem com cegueira e deficiência visual
grave. O seu papel permite que muitas pessoas com deficiências
severas passem a poder viver de forma produtiva e independente,
dando o seu contributo para a sociedade de forma igual e digna.
Sightsavers
É uma instituição de solidariedade do Reino Unido que trabalha
em mais de 30 países em desenvolvimento para evitar a cegueira,
restaurar a visão e defender a inclusão social e a igualdade de
direitos para as pessoas com deficiência. Ao longo das seis
décadas desde a sua fundação, a Sightsavers apoiou mais de
576,79 milhões de tratamentos. Realizou mais de 8,14 milhões de
operações para restaurar a visão; treinou mais de 500.000
profissionais em cuidados de saúde primários na área da visão;
realizou ações de formação para 181 mil pessoas cegas ou com
visão reduzida; e apoiou 38 mil crianças cegas ou de visão
reduzida na obtenção de formação escolar.
CBM
É uma organização de desenvolvimento internacional cristã,
empenhada em melhorar a qualidade de vida das pessoas com
deficiência nas comunidades mais pobres do mundo. Com base nos
seus valores fundamentais e mais de 100 anos de experiência, a
CBM aborda a pobreza como causa e como consequência da
deficiência e trabalha em parceria com organizações da sociedade
civil locais e nacionais para criar uma sociedade inclusiva para
todos. Através de uma abordagem inclusiva da pessoa com
deficiência, a CBM procura a participação ativa das pessoas no
seu próprio desenvolvimento. Em 2016, com 373 parceiros, a CBM
ajudou mais de 28 milhões de pessoas em 59 países.
fonte:
www.fchampalimaud.org/
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[5.Set.2017] publicado por
MJA
Ξ
ACAPO cria petição para que Prestação para a Inclusão seja
para incapacidades a partir dos 60%
AGÊNCIA LUSA / PORTUGAL
26 AGO 2017
A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) lançou na
quinta-feira uma petição para que a Prestação Social para a
Inclusão (PSI) abranja pessoas com grau de incapacidade igual ou
superior a 60%, adquirida até aos 55 anos.
A petição, disponível no ‘site’ Petição Pública, já foi assinada
por 278 pessoas, e dirige-se ao Presidente da República,
presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro e
provedor de Justiça.
Nela, a ACAPO pede que sejam tomadas todas as iniciativas
políticas e legislativas com vista a corrigir aquilo que a
associação considera serem injustiças na nova Prestação Social
para a Inclusão, um apoio especificamente pensado para as
pessoas com deficiência, cuja componente base de 264 euros será
atribuída a todas as pessoas com grau de incapacidade igual ou
superior a 80%.
Este é logo o primeiro ponto da discórdia, já que para a
associação esta componente deveria abranger “todas as pessoas
com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, sempre que
a deficiência haja sido ou venha a ser adquirida desde o
nascimento até aos 55 anos de idade”.
O facto de estas pessoas ficarem de fora preocupa a ACAPO, desde
logo quando estão em causa pessoas que já ultrapassaram a idade
da reforma, atualmente nos 66 anos e três meses.
“São pessoas que, em razão da idade, estão mais vulneráveis e
fragilizadas quer do ponto de vista financeiro, quer em termos
de inclusão social e exercício da cidadania”, diz a ACAPO.
Para a associação, esta situação torna-se ainda mais injusta
porque a partir do momento em que a pessoa com deficiência
adquire o direito à PSI, esta torna-se vitalícia para os seus
beneficiários.
Por outro lado, pedem que o grau de incapacidade que define o
critério de acesso passe dos 80% para os 60% para que as pessoas
com grau de incapacidade igual ou superior a 60% não tenham que
fazer prova de rendimentos para ter direito à componente de
base, como está atualmente definido.
“Os custos com a deficiência também existem nos graus de
incapacidade entre os 60% e os 79%, ainda que os referidos
custos possam ser menores nestes casos”, lembra a ACAPO.
Acrescenta que “manter o direito a uma prestação para a inclusão
dependente de rendimentos, (...) não só não é consentâneo com o
espírito de cidadania promovido pela própria prestação, como
cria discriminações infundadas entre as próprias pessoas com
deficiência”.
Nesse sentido, a ACAPO sugere que, à semelhança do que acontece
com os diferentes patamares de incapacidade em sede de imposto
sobre o rendimento das pessoas singulares, a PSI poderia ter
distinções no que toca ao quantitativo da prestação.
Pede também que o direito à PSI contemple os menores de 18 anos,
já que tanto “na infância como no envelhecimento existem custos
acrescidos e cuidados redobrados que não podem deixar de ser
tidos em conta”.
Por último, a associação lembra que a promoção de uma vida ativa
não depende apenas de um emprego remunerado, apontando que é
fundamental que a PSI “encoraje também os cidadãos e as empresas
à progressão profissional”.
“A dependência de um patamar de rendimentos pode contribuir em
muito para desencorajar a promoção profissional destas pessoas,
uma vez que não só passam a ficar abrangidas por um esquema de
tributação apenas em sede de imposto sobre o rendimento, como
automaticamente perdem o direito a uma prestação que, por ano,
ultrapassa largamente o benefício redistributivo que podem vir a
obter no âmbito do sistema fiscal”, considera.
A PSI foi aprovada a 10 de agosto, sendo que a componente de
base entra em vigor e poderá ser requerida a partir do dia 1 de
Outubro.
fonte:
www.dnoticias.pt/
Δ
[5.Set.2017] publicado por
MJA
Ξ
Angola começou a produzir manuais em braille para o ensino
especial
Lusa | 31 ago 2017
Angola está a produzir, pela primeira vez em 40 anos, manuais
em braile para alunos com deficiência visual, para "suprir a
carência interna de divisas para importação" desse material,
informaram hoje as autoridades.
A informação foi avançada hoje à agência Lusa, pelo
diretor-geral do Instituto Nacional para o Ensino Especial de
Angola, Jorge Pedro, afirmando que técnicos angolanos produziram
já 16.000 manuais que vão começar a ser utilizados no ano letivo
de 2018.
"Encontramos esta estratégia interna para suprir a carência
(de divisas). Pela primeira vez em Angola, em 40 anos,
produzem-se livros para os cegos em Angola, por meio desta
estratégia o Ministério da Educação que investiu na montagem de
uma gráfica específica para começar a produção dos manuais em
braile", disse.
De acordo com o responsável, em Angola existem 22 escolas do
ensino especial e um total de 816 escolas do ensino geral
inclusivas, contando atualmente com mais de 28.000 alunos
matriculados.
A produção desses manuais, segundo Jorge Pedro, vai ainda
responder as carências dos alunos com deficiência visual, que
estudavam com livros sem impressão em braile.
"Uma vez que já começámos a distribuição desses manuais, no
próximo ano muitos alunos com deficiência visual poderão estudar
com esses manuais. Temos já produzidos 16.000 exemplares e vamos
continuar com a produção de outros materiais específicos, que
antes eram importados", salientou.
Numa análise ao atual quadro da educação especial em Angola,
o responsável referiu que o setor "evoluiu quantitativa e
qualitativamente", com um "investimento avultado" do Governo, na
compra de material específico para esse ramo de formação.
"Por exemplo, para os cegos, que é a área que absorve
equipamentos modernos e mais caros, podemos encontrar as
máquinas braile e esse ano, devido a situação do país, não houve
importação desse material, máquinas de escrever, computadores
adaptados e outros meios", apontou.
Sem avançar números, o diretor-geral do Instituto Nacional
para o Ensino Especial de Angola informou que em relação ao
quadro docente existente foi igualmente feita uma aposta forte do
Ministério da Educação na formação de novos professores.
"Hoje não distinguimos professores do ensino especial e
geral, porque devido ao processo de inclusão, a formação é
abrangente a todos, porque pensamos que qualquer professor deve
ter competências para atender quaisquer alunos", observou.
O Instituto Nacional para o Ensino Especial de Angola é um
órgão afeto ao Ministério da Educação angolano incumbido de
controlar e formação de pessoas com necessidades educativas
especiais.
DYAS // EL
fonte:
24.sapo.pt/
Δ
[5.Set.2017] publicado por
MJA
Ξ
Santuário lança aplicação que ajuda
peregrinos cegos a conhecer Fátima
LUSA |
Notícias ao Minuto
13/08/17
O Santuário de Fátima anunciou hoje o lançamento de uma
aplicação que vai ajudar peregrinos cegos a percorrerem o espaço
de forma mais autónoma, prestando informações práticas bem como
descrições e notas históricas do local.
A aplicação móvel "Santuário de Fátima MyEyes", que pode ser
usada através de um 'smartphone', vai permitir aos cegos receber
descrições dos locais ou notas históricas quando entram em zonas
mapeadas pelo projeto, para além de ter acesso a indicações
práticas, como é o caso da localização das casas de banho,
informou hoje o Santuário, em nota enviada à agência Lusa.
O projeto conta ainda com o mapeamento do itinerário jubilar do
peregrino, que o cego "poderá percorrer de forma praticamente
autónoma, assim como a via-sacra no Caminho dos Pastorinhos",
referiu.
A aplicação, sublinhou o Santuário, tem como principal objetivo
ajudar os peregrinos cegos "a fazerem a experiência do espaço"
com "grande autonomia".
O Santuário de Fátima também anunciou hoje o lançamento de uma
aplicação para todos os peregrinos, disponível nas sete línguas
oficialmente usadas no espaço, e que procura garantir que cada
pessoa possa "mais facilmente conhecer e experienciar este
lugar".
A aplicação móvel, que é gratuita, contém informação sobre os
espaços que se podem conhecer no Santuário, promove a difusão de
orações "tipicamente fatimistas" e ainda disponibiliza os
horários em vigor dos diferentes serviços do espaço e
informações sobre eventos em agenda.
Δ
[15.Ago.2017] publicado por
MJA
Ξ
Governo aprova medidas para
promover a inclusão das pessoas com deficiência
Portugal.gov.pt/ | 2017-08-10
O Governo aprovou seis medidas de promoção da inclusão das
pessoas com deficiência, prosseguindo o compromisso do Governo,
iniciado com a criação de uma área governativa dedicada à
inclusão das pessoas com deficiência.
O Conselho de Ministros, que foi quase totalmente dedicado à
inclusão dos deficientes, aprovou cinco diplomas que visam a
valorização e maior integração das pessoas com deficiência:
- O
Decreto-Lei que cria a Prestação Social para a Inclusão, uma
prestação em dinheiro paga mensalmente a pessoas com deficiência
ou incapacidade, que tem por objetivo compensar os encargos
acrescidos no domínio da deficiência e apoiar as pessoas com
deficiência ou incapacidade em situação de pobreza.
- O
Decreto-lei que cria o Modelo de Apoio à Vida Independente,
assente na disponibilização da Assistência Pessoal a pessoas com
deficiência ou incapacidade para realização de atividades de
vida diária, de modo a aumentar a sua autodeterminação. O
diploma regulamenta os projetos-piloto nesta área, que terão
duração de três anos (2017-2020) e financiamento pelo Portugal
2020.
- O Decreto-Lei das Acessibilidades, destinado a corrigir
edifícios, espaços e instalações que não satisfazem condições de
acessibilidade, apesar dos progressos alcançados nos últimos
anos. Para promover a remoção das barreiras arquitetónicas que
persistem, o Conselho de Ministros aprovou a transmissão de
competências atribuídas pelo Decreto-Lei n.º 163/2006 à
ex-Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para a
esfera do Instituto Nacional para a Reabilitação.
- O Decreto-Lei que aprova o Sistema Braille de leitura e
escrita vigente em Portugal, definindo as condições adequadas ao
enquadramento, estruturação, normalização e orientação do
emprego do Braille.
- O Decreto-Lei que alarga as situações de atribuição do cartão
de estacionamento para pessoas com deficiência ou incapacidade,
passando a poder usufruir deste cartão de estacionamento:
- as pessoas com deficiência motora, física ou orgânica
que tenham uma limitação funcional de caráter permanente, de
grau igual ou superior a 60%, que deficiência lhes dificulte
a locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou sem
recurso a meios de compensação;
- as pessoas com deficiência intelectual e as pessoas com
Perturbação do Espetro do Autismo com um grau de
incapacidade igual ou superior a 60%;
as pessoas com deficiência visual, com uma alteração
permanente no domínio da visão igual ou superior a 95%.
No âmbito da educação especial, o Governo autorizou a despesa
relativa aos apoios à celebração de contratos de cooperação para
o ano letivo de 2017/2018 com entidades que asseguram a
escolarização de alunos com necessidades educativas especiais.
Esta medida é mais um passo no sentido de garantir que todas
as crianças têm direito a uma educação comum que seja um caminho
de diversidades enriquecedoras e com apoios específicos
adequados a diferentes necessidades, conforme inscrito no
Programa de Governo e consagrado na Convenção sobre os Direitos
das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas.
Δ
[10.Ago.2017] publicado por
MJA
Ξ
Cegueira atinge 36 milhões. Em 2050
número poderá triplicar
LUSA
|
Notícias ao minuto
02/08/17
A cegueira atinge 36 milhões de pessoas em todo o mundo, número
que poderá triplicar em 2050, afetando sobretudo a Ásia e a
África Subsariana, indica um estudo hoje divulgado na publicação
The Lancet Global Health.
De acordo com as estimativas apresentadas no estudo, em 2050
haverá quase 115 milhões de cegos (mais 79 milhões face a 2015)
e 588 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a
grave (mais 371 milhões) se os tratamentos não melhorarem.
O maior número de pessoas cegas vive no sul, leste e sudoeste
da Ásia, sendo que a taxa de cegueira entre idosos é mais
elevada no sul da Ásia e na África Subsariana oriental e
ocidental.
O estudo analisou a prevalência da cegueira e da deficiência
visual em 188 países, entre 1990 e 2015, e faz projeções para
2020 e 2050.
Trata-se do primeiro trabalho a incluir dados sobre a
presbiopia, uma anomalia da visão mais conhecida como "vista
cansada" que afeta a capacidade de ler e aparece com o
envelhecimento, podendo ser corrigida com o uso de óculos.
Depois de um período em que as taxas de cegueira e de
deficiência visual caíram, os números voltaram a subir à medida
que a população mundial vai crescendo e envelhecendo: em 2015
havia mais 5,4 milhões de cegos e mais 57 milhões de pessoas com
dificuldade de visão moderada a severa do que em 1990.
Os autores do estudo alertam para a importância do investimento
nos tratamentos, salientando que, entre 1990 e 2010, a
prevalência da cegueira diminuiu fruto dessa aposta.
"Investir em tratamentos já trouxe benefícios consideráveis,
incluindo a melhoria da qualidade de vida", afirma o autor
principal do estudo, Rupert Bourne, da Universidade Anglia
Ruskin, no Reino Unido, citado em comunicado pela The Lancet
Global Health.
Δ
[5.Ago.2017] publicado por
MJA
Ξ
Como é viver sem ver?
Jornal
Expresso | 29 de Julho de 2017
Como é viver sem ver? É mais ou menos assim como vai ouvir (e não se espante de
só haver uma imagem a negro ao longo deste vídeo que na verdade não é um vídeo
porque na verdade é uma experiência e uma lição).
Entre no link, clique no play e feche os olhos: este mundo que há de
ouvir é uma lição:
fonte: leitor.expresso.pt/
Δ
[29.Jul.2017] publicado por
MJA
'Ξ
Cantos de cego' da Galiza e Portugal
Festival de Músicas do Mundo em Sines |
24 a 25 julho 2017
Peso da Régua | 26 Agosto 2017
Nos dois lados do rio Minho, desde pelo menos a Idade Média,
muitos cegos ganhavam a vida a cantar em feiras, romarias,
mercados e ruas principais das grandes cidades.
“Cantos de cego da Galiza e Portugal” é um concerto temático
sobre uma personagem singular na cultura musical ibérica: o
cego, que desde a Idade Média povoava o universo sonoro das
feiras e romarias, contando e cantando histórias de crimes,
romances e feitos históricos. Por companhia tinham a mulher, um
cão ou uma criança. Ganhavam a vida tocando e cantando em feiras
e romarias. Habitualmente vendiam folhetos com as letras das
canções. De que falavam as canções? Traições, crimes, mortes,
casos bizarros; assuntos capazes de chamar a atenção e
curiosidade dos que passavam.
Dois músicos -
Ariel Ninas e César Prata - um galego e um
português, recolheram e actualizaram melodias e
textos do patrimonio ibérico para este espectáculo e disco. Lançando mão de diversos instrumentos (sanfona,
guitarra, braguesa, guitalele, harmónio, harmónica, percussões),
cantam e tocam canções de cego. A sanfona, instrumento de origem
medieval e companheira certa dos cegos cantores, ocupa um papel
central neste concerto que junta canções galegas e portuguesas
recentemente gravadas no disco “Cantos de cego da Galiza e
Portugal”.
Δ
[24.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
UNIÃO EUROPEIA VAI DISPONIBILIZAR MAIS LIVROS PARA CEGOS E
DEFICIENTES VISUAIS
SAPO | 6 julho, 2017
Novas regras aprovadas hoje pelo Parlamento Europeu vão permitir
maior acesso a livros, jornais, revistas e outros materiais de
forma mais facilitada e menos restritiva.
As pessoas cegas ou com deficiência visual terão acesso a mais
livros, jornais, revistas e outros materiais impressos em
formatos como Braille, audiolivros e impressões grandes com a
introdução das novas regras, aprovadas hoje na sessão plenária
do Parlamento Europeu.
As medidas hoje aprovadas já haviam sido acordadas com os
negociadores do Conselho Europeu no passado mês de março e estão
em conformidade com os compromissos internacionais assumidos no
âmbito do Tratado de Marraquexe, assinado pela UE em 2014.
Em comunicado, o Parlamento Europeu explica que as novas regras
permitem que as pessoas cegas e as suas organizações não irão
mais precisar de solicitar permissão ao titular dos direitos de
autor para acederem a livros em formatos acessíveis e outros
materiais impressos.
Também será providenciada melhor circulação transfronteiriça, ou
seja, as pessoas cegas terão acesso a livros em formatos
especiais de países da UE e de países que assinaram o Tratado de
Marraquexe.
Por fim, foi aprovada uma compensação opcional. Isto é, os
Estados-membros terão a opção de configurar esquemas de
compensação limitados para editores, quando os seus livros forem
adaptados para cópias em formato acessível.
fonte: mood.sapo.pt/
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[24.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
Microsoft lança aplicação para descrever o mundo a cegos
Nelson Garrido |
PÚBLICO
12 de Julho de 2017
Seeing AI é capaz de
identificar pessoas conhecidas e tenta ler os rostos para
descobrir emoções. Não está disponível em Portugal.
A Microsoft lançou uma aplicação gratuita, que usa a câmara do
telemóvel e tecnologia de inteligência artificial para descrever
o mundo à volta do utilizador, o que pode ir de um documento de
texto numa folha de papel, ao rosto de uma pessoa e respectivas
emoções.
A aplicação ainda está longe de ter um alcance global. Chamada
Seeing AI, e descrita como uma câmara falante para cegos e
pessoas com baixa visão, está disponível apenas para iOS (o
sistema do iPhone) e num número limitado de seis países e
territórios, de que Portugal não faz parte (a empresa promete
acrescentar mais países à lista). A voz da aplicação também só
fala em inglês.
De acordo com a descrição da Microsoft, a Seeing AI é
capaz de reconhecer e ler imediatamente textos curtos, estejam
estes impressos em papel ou em placas e sinais, por exemplo. No
caso de livros ou documentos, a aplicação ajuda o utilizador a
apontar correctamente a câmara, antes de digitalizar e começar a
ler o conteúdo. Também identifica produtos a partir da leitura
de códigos de barras e, em alguns casos, oferece informação
adicional (como o modo de preparação de um alimento).
Para além disso, também memoriza rostos de pessoas para as poder
identificar mais tarde. Uma vez apontada a câmara para uma
pessoa, o utilizador é informado do nome e da distância a que
estão. Ouve também uma estimativa da idade e do género, bem como
uma descrição das emoções indicadas pela expressão facial. A
aplicação pode ainda ser usada para descrever ao utilizador
imagens que estejam noutras aplicações, como fotografias
partilhadas nas redes sociais.
Uma outra funcionalidade (que está em fase inicial) permite
ouvir uma descrição genérica daquilo que a câmara está a captar.
“Como este ainda é um projecto de investigação, há algumas
funções que ainda consideramos experimentais”, explicou a
Microsoft, em comunicado. No futuro, a empresa pretende que a
Seeing AI seja capaz de identificar notas.
Esta não é a única aplicação destinada a cegos e pessoas com
baixa visão. Há aplicações que funcionam como um mapa auditivo,
outras que permitem identificar notas e moedas, e as que
descrevem cores.
Δ
[20.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
CONSULTA PÚBLICA LEGISLATIVA EM CURSO >> REGIME LEGAL DA
INCLUSÃO ESCOLAR
Proposta de alteração do Decreto-Lei
n.º 3/2008, de 7 de janeiro
O XXI Governo Constitucional elege, como um dos seus objetivos
principais na área da Educação, a promoção de uma escola de
qualidade para todos, em que o sucesso escolar se constrói com a
inclusão plena de todos os alunos, através da adoção de medidas
que lhes garantam o acesso ao currículo e a aprendizagens
significativas e efetivas.
Portugal é reconhecido internacionalmente como um dos países com
mais integração de crianças e jovens com deficiência no sistema
educativo, um caminho trilhado com sucesso nas últimas décadas e
para o qual a aplicação do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de
janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio, muito
contribuiu.
Contudo, Portugal é ainda um país com baixas taxas de inclusão
dos alunos no sistema educativo, subsistindo nas escolas um
número significativo de jovens, com necessidades específicas, em
espaços físicos ou curriculares segregados.
Esta constatação e a sua identificação por diferentes atores do
setor sustenta a necessidade de se proceder a uma revisão do
quadro legal em vigor, de modo a criar condições que permitam
dar passos no caminho da construção de uma escola
progressivamente mais inclusiva.
Neste sentido, através do Despacho n.º 7617/2016, de 8 de junho,
o Governo constituiu um grupo de trabalho interministerial, com
o objetivo de apresentar propostas de alteração ao Decreto-Lei
n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de
12 de maio.
Este grupo de trabalho foi coordenado por um representante do
Secretário de Estado da Educação e contou com a participação de
representantes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação, da
Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com
Deficiência, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, da
Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), da
Direção-Geral da Educação (DGE), do Instituto Nacional para a
Reabilitação (INR), do Instituto da Segurança Social (ISS), da
Direção-Geral da Saúde (DGS), do Conselho das Escolas e da
Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e
Cooperativo (AEEP).
A proposta agora apresentada teve em conta, não apenas as
conclusões de um grupo de trabalho constituído para o efeito na
anterior legislatura, mas também as recomendações de um conjunto
alargado de individualidades e instituições auscultadas,
constituídas por:
-
Especialistas de reconhecido
mérito na área da educação inclusiva, de diferentes
universidades e países;
-
Associações profissionais e
científicas ligadas à inclusão;
-
Associações de pais e
encarregados de educação de crianças e jovens com
deficiência;
-
Outras associações com
atividade na área das necessidades educativas especiais;
-
Grupo de trabalho sobre
educação especial da Comissão de Educação e Ciência da
Assembleia da República;
-
Estruturas sindicais;
-
Entidades e indivíduos que
manifestaram intenção de participar nas discussões do grupo
de trabalho.
Em resultado da reflexão produzida e das recomendações
apresentadas pelo grupo de trabalho, o Governo decidiu criar um
novo regime legal que assenta num conjunto de princípios que
aqui se enunciam:
-
A construção de procedimentos
para uma escola inclusiva centrada no acesso ao currículo;
-
A igualdade de oportunidades
como ponto de partida;
-
A abordagem multinível para a
identificação de medidas de acesso ao currículo e às
aprendizagens;
-
A cooperação e trabalho de
equipa na identificação e promoção de trabalho para alunos
com necessidades específicas;
-
A clarificação de papéis dos
diferentes intervenientes;
-
A avaliação e certificação de
todos os percursos de aprendizagem;
-
O reforço de intencionalidade
na transição para a vida ativa.
O Governo, não obstante o processo alargado de auscultação já
realizado pelo grupo de trabalho, decidiu submeter a proposta de
decreto-lei a consulta pública, ficando a mesma disponível no
portal do Governo e da Direção-Geral da Educação.
Até ao dia 31 de agosto de 2017,
os interessados poderão analisar as soluções propostas e, sendo
caso disso, apresentar as sugestões que entenderem úteis,
através do seguinte endereço de correio eletrónico:
edinclusiva@dge.mec.pt
.
Regime legal da inclusão escolar
Tipo: PDF, Peso: 359,67Kb
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[10.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
V CONGRESSO
INTERNACIONAL 2017
EDUCAÇÃO, INCLUSÃO E INOVAÇÃO
6, 7 e 8 julho 2017
LISBOA
PROGRAMA DETALHADO:
Locais onde irá decorrer o Congresso:
Auditório da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) /
Escola Superior de Educação (ESE)
6 de julho (5.ª feira)
14:30-16:00 | Abertura do Secretariado / Acolhimento
16:00-16:45 | Momento cultural - Orquestra Geração
17:00-17:30 | Cerimónia de Abertura
David Rodrigues - Presidente da Pró-Inclusão/ANDEE
Cristina Loureiro - Presidente da ESELx
Tiago Brandão Rodrigues - Ministro da Educação
17:30-18:15 | CONFERÊNCIA: Inclusão - Um Projeto, Um
Compromisso
Álvaro Laborinho Lúcio - Juiz Conselheiro (PT)
Moderação: Ana Rosa Trindade (Pro-Inclusão/ANDEE)
18:15-19:15 | Mesa Redonda Conversa com os Deputados - Com a
participação dos deputados do Grupo de Trabalho da Educação
Especial, da Assembleia da República: Maria Manuela Tender, Ana
Rita Bessa, Diana Ferreira, Joana Mortágua, Laura Magalhães e
Sandra Pontedeira
Moderação: David Rodrigues (Presidente da Pró-Inclusão/ANDEE)
19:15 | Fim dos Trabalhos
20:30 - Jantar (opcional - Restaurante Café In)
7 de julho (6.ªfeira)
8:30-9:00 | Acolhimento
9:00-9:45 | CONFERÊNCIA: Meaningful Acess to Education for All
Eileen Raymond - Council for Excepcional Children (USA)
Moderação: Sofia Duarte Andrade (Pró-Inclusão/ANDEE)
9:45-11:15 | Mesa Redonda INCLUSÃO E EDUCAÇÃO
Pedro Cunha - Subdiretor-Geral da Educação
Ariana Cosme - Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia e
de Ciências da Educação da Universidade do Porto
Rúben Portinha - jornalista, músico, atleta de goalball
Moderação: Bárbara Wong (Jornalista - Público)
11:15-11:45 | Coffee Break
11:45-13:00 | Comunicações livres 1 (ESE) - Programa de
Apresentação de Trabalhos 1, 2 e 3 - descarregue aqui
| Espaço Posters 1 (ESE)
13:00-14:30 | Almoço
14:30-15:15 | CONFERÊNCIA: O Pleonasmo da Educação Inclusiva
Rodrigo Hübner Mendes - Instituto Rodrigo Mendes (BR)
Moderação: Luzia Lima-Rodrigues (Professora da Escola Superior
de Educação de Setúbal - Instituto Politécnico de Setúbal)
15:15-16:00 | Mesa Redonda INCLUSÃO E DIREITOS HUMANOS
Maria de Fátima Duarte - Comissão de Defesa e Proteção dos
Direitos das Crianças e jovens
Marina Pedroso - Coordenadora do Núcleo de Apoio à Integração
dos Refugiados (ACM)
João Pedro Gaspar - Psicólogo, Mentor da Plataforma PAJE - Apoio
a Jovens Ex-Acolhidos
Soleen Ibrhaim - Estudante/Refugiada iraquiana (AE Luísa Todi)
Moderação: José Ramos e Ramos (Jornalista - RTP)
16:00-17:00 | Saudação ao Congresso por parte de Sua Exa. o
Senhor Presidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa
| Entrega de Medalhas de Mérito
17:00-17:30 | Porto de Honra
| Momento cultural - Orquestra de Câmara Portuguesa - OCP -
Associação Musical de Utilidade Pública (OCPsolidária na
CERCIOEIRAS)
17:30-18:45 | Comunicações livres 2 (ESE)
| Espaço Posters 2 (ESE)
18:45-20:00 | Comunicações livres 3 (ESE)
| Espaço Posters 3 (ESE)
20:00 | Fim dos trabalhos
8 de julho (sábado)
8:30-9:00 | Acolhimento
9:00-9:45 | CONFERÊNCIA: Inclusão no Plural: De quantas Cores
se Faz
Fernanda Rodrigues - Investigadora / Professora convidada da UCP
Moderação: Helena Abreu Neves (Pró-inclusão/ANDEE)
9:45-11:15 | Grupos focais (ESE)
11:15-11:45 | Coffee Break
11:45-13:00 | Mesa Redonda INCLUSÃO E INOVAÇÃO SOCIAL
Margarida Pinto Correia - Diretora de Inovação Social da
Fundação EDP
Ivete Azevedo - Diretora da Direção e do Conselho Científico do
Torrance Center Portugal
Pedro Homem Gouveia - Arquiteto e Chefe da Equipa para o Plano
de Acessibilidade Pedonal da Câmara Municipal de Lisboa
Flávio Almada - Associação Cultural Moinho da Juventude
Moderação: José Morgado (Professor Auxiliar - ISPA)
13:00-14:30 | Almoço
14:30-15:15 | CONFERÊNCIA: Equidade e Inclusão em Sistemas
Educativos: a Perspetiva da OCDE
Paulo Santiago - Direção de Educação e Competências da OCDE
(PT)
Moderação: Isabel Lopes (Pró-Inclusão/ANDEE)
15:15-16:00 | Síntese dos Grupos focais
| Momento cultural
16:00 | Cerimónia de Encerramento
Ana Sofia Antunes - Secretária de Estado da Inclusão das
Pessoas com Deficiência
David Rodrigues - Presidente da Pró-Inclusão/ANDEE
16:30 | Fim dos Trabalhos
| Assembleia Geral Extraordinária da Pró-Inclusão/ANDEE
fonte:
http://vcongressopinandee.weebly.com/
Δ
[7.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
Alunos com deficiência devem estar na "escola de todos"
Lusa
|
Sic Notícias | 06.07.2017
O ministro da Educação defendeu esta quinta-feira que a escola
pública é um lugar de inclusão, apontando que não há educação de
sucesso sem equidade, para dizer que o lugar dos alunos com
necessidades especiais é na "escola de todos".
A falar na sessão de abertura do V Congresso Internacional da
Associação Nacional de Docentes de Educação Especial -
Pró-Inclusão, sob o lema "Educação, Inclusão e Inovação", Tiago
Brandão Rodrigues apontou que, da mesma maneira que não se
tolera cidadãos de primeira e de segunda, também na educação e
nas escolas é preciso ter "uma resposta que só pode ser
inclusiva".
O governante aproveitou para referir a proposta de alteração à
legislação sobre educação inclusiva a educação especial, posta
em discussão pública desde segunda-feira e até 31 de agosto,
disponível no portal do Governo.
Para o ministro da Educação, a proposta do Governo traz um
estabelecimento de ensino de resposta contínua, "de forma a que
cada aluno aprenda até à exata fronteira de todo o seu
potencial", focado na "construção de processos pedagógicos que
removam efetivamente as barreiras à aprendizagem".
"A escola pública é um lugar de inclusão e não um lugar de
segregação, e as escolas de uns são as escolas dos outros",
defendeu, apontando que não há educação de sucesso sem equidade.
O novo regime legal parte do pressuposto de que Portugal "é
ainda um país com baixas taxas de inclusão dos alunos no sistema
educativo, subsistindo ainda nas escolas um número significativo
de jovens, com necessidades específicas, em espaços físicos ou
curriculares segregados".
Segundo o que está definido na proposta de decreto-lei, este
novo regime legal procura construir uma escola inclusiva
centrada no acesso ao currículo, na igualdade de oportunidades
como ponto de partida, na abordagem multinível para a
identificação de medidas de acesso ao currículo ou na cooperação
e trabalho de equipa para identificar os alunos com necessidades
educativas especiais.
Por outro lado, Tiago Brandão Rodrigues apontou que é obrigação
de todos "providenciar um serviço nacional de educação
competente, abrangente e vocacionado em ensinar a cada um,
conforme as diferenças que inevitavelmente caracterizam cada
um".
O ministro frisou que "sucesso quer dizer aprender o máximo que
cada um pode aprender" e que o maior desafio da escola do século
XXI é o de agregar e diferenciar.
O governante salientou também que o país "fez um dos mais
notáveis percursos na Europa, no que se refere à integração de
todas as crianças e jovens com deficiência no (...) sistema
educativo".
"Temos agora que, além da integração, fazer mais pela inclusão
destas crianças e destes jovens e trazê-los crescentemente para
os nossos espaços físicos e curriculares em que todos os alunos
se inscrevem", defendeu.
O V Congresso Internacional da Associação Nacional de Docentes
de Educação Especial continua durante o dia de sexta-feira,
estando prevista a intervenção do Presidente da República,
Marcelo Rebelo de Sousa.
Δ
[7.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
PAN quer voto em braille disponível para invisuais
LUSA | 4 Julho 2017
O partido Pessoas-Animais-Natureza
(PAN) entrega hoje no parlamento um projeto de lei para
facilitar o voto dos invisuais através da disponibilização de
matrizes em braille.
O PAN invoca o princípio da
igualdade e o secretismo do voto para justificar a necessidade
de um mecanismo que permita aos deficientes visuais votar de
forma autónoma e privada, não precisando de terceiros para
exercerem o seu direito cívico.
"Não se entende que os cidadãos
com algum tipo de deficiência visual se vejam impossibilitados
de exercer devida e adequadamente o respetivo direito de voto
por ausência de condições para tal", lê-se na exposição de
motivos do diploma.
No texto, o PAN considera
"fundamental que exista complementarmente [ao boletim de voto em
tinta] uma matriz elaborada em conformidade com as diretrizes da
grafia braille, permitindo a leitura das informações referentes
aos candidatos e a respetiva escolha do candidato pretendido".
O projeto de lei do PAN garante a
disponibilidade de pelo menos duas matrizes em braille em cada
secção de voto. A matriz estaria disponível a pedido do eleitor
e seria sobreposta ao boletim, de modo a que o invisual pudesse
ler o conteúdo e colocar uma cruz no quadrado da opção de voto.
Em comunicado, o PAN defende a
intenção de debater o projeto de lei no parlamento "logo no
início da próxima sessão legislativa."
Fonte:
Notícias ao minuto
Δ
[4.Jul.2017] publicado por
MJA
Ξ
A genialidade de
um pianista que só conseguiu ser criança depois de cegar
Diário de Coimbra | 26 Junho 2017
Os aviões a descolar da base aérea de Tancos são ainda imagens
bem reais guardadas nas memórias de Jorge Gonçalves, tal como as
cores ou o formato dos telhados. Recordações dos tempos de
menino, dos tempos em que um glaucoma congénito o obrigava a
visitas regulares ao hospital e lhe causava dores de tal maneira
insuportáveis que Jorge não tem dúvidas em afirmar que a sua
infância só começou «depois de perder a visão». Tinha cinco anos
e 10 meses. A partir daí, «foi quando pude ser criança, quando
pude brincar, sem dores, quando pude fazer asneiras», revela,
numa conversa ao piano, com direito a alguns momentos musicais.
«O meu problema tinha uma característica muito desagradável: o
sol parecia que tinha facas. Por isso, eu brincava debaixo da
cama, porque assim não tinha luz», adianta, hoje com 34 anos,
recuperando aquele espírito de criança que viveu quando deixou
de ver.
Notícia completa na edição em papel.
Δ
[26.Jun.2017] publicado por
MJA
Ξ
Livros para escutar (e ver)…
blog letra pequena
… mas não substituem a leitura em
papel. Convidámos autores, ilustradores, tradutores e às vezes
as respectivas proles para nos emprestarem a voz. Basta clicar
na capa de cada um dos livros e ver o que acontece. (Se não
acontecer nada, experimente mudar de browser. Se não resultar,
envie-nos um comentário a reclamar.)
Nas versões mais antigas, só
gravávamos as vozes. Nas mais recentes, a começar no livro Eu
Acredito, de David Machado e Alex Gozblau, já filmámos as
leituras. Mas as ilustrações estiveram sempre lá. Ou seja, cá.
Letra pequena é um
blogue (quase sempre) sobre livros para crianças e jovens. De
Rita Pimenta.
Δ
[16.Jun.2017] publicado por
MJA
Ξ
Lisboa irá ter
balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência
LUSA |
08/06/17
A Câmara Municipal de Lisboa aprovou hoje uma proposta do PCP no
sentido de ser aberto na cidade um balcão de atendimento
destinado a pessoas com deficiência, composto por funcionários
com formação adequada.
Esta proposta, que visa assegurar
a inclusão nos diferentes serviços municipais, foi aprovada
hoje, por unanimidade, em reunião privada do executivo.
De acordo com a proposta do PCP,
este atendimento específico incluiria os postos de atendimento
existentes, "mas com procedimentos adequados, prioritários e
eficazes".
A fazer este atendimento estariam
funcionários da autarquia com "formação adequada para
desempenhar de forma eficaz o atendimento aos diversos tipos de
deficiência (intelectual, auditiva, visual, motora, de
linguagem)", refere o partido.
Acresce que se devia facultar
informação sob diferentes formas - áudio, escrita e em braille,
por exemplo - e disponibilizar (por via telefónica, online e
presencial) o acompanhamento de processos gerados na sequência
dos assuntos e problemas abordados no atendimento.
O objetivo seria cobrir "todas as
áreas de intervenção da Câmara, promovendo a necessária
articulação e resposta dos serviços competentes envolvidos em
tempo útil", frisa o PCP.
Na reunião, o executivo municipal
(de maioria socialista) aprovou, também por unanimidade, o
Regulamento Interno de Prevenção e Controlo do Consumo Nocivo de
Álcool e de Outras Substâncias Psicoativas.
Este regulamento pretende ser "um
instrumento de política global de sensibilização, prevenção e
reabilitação do consumo nocivo de álcool e de outras substâncias
psicoativas" e prevê, entre outras medidas, testes semanais aos
trabalhadores para controlo de consumo de álcool e de outras
substâncias psicoativas.
Em declarações à agência Lusa no
final do encontro, o vereador do PCP Carlos Moura defendeu todos
os mecanismos que "sirvam para identificar situações de
dependências", isto "não para controlar os trabalhadores, mas
sim para os ajudar".
No mesmo âmbito, a Câmara
Municipal de Lisboa aprovou também a celebração de um protocolo
com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas
Dependências (SICAD) e a Administração Regional de Saúde de
Lisboa e Vale do Tejo, que mereceu a abstenção do CDS-PP.
No encontro, os vereadores
aprovaram ainda o lançamento de um concurso destinado a
instituições particulares de solidariedade social, no valor de
185 mil euros, com vista ao acompanhamento em habitação
temporária de 50 refugiados.
Também esta proposta foi aprovada
por unanimidade pelas diversas forças políticas.
Sobre esta proposta, o vereador
comunista entendeu que "pessoas nesta situação estão
particularmente vulneráveis e precisam de toda a ajuda que o
município puder dar". Também o vereador António Prôa, do PSD,
apontou que votou favoravelmente, "sem qualquer dúvida".
in
Notícias ao minuto
Δ
[14.Jun.2017] publicado por
MJA
Ξ
Dieta Mediterrânica em braille
Regiao-sul | 17 Mai 2017
Como nota introdutória de uma divulgação emitida pela Direção
Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, é referido
que em Portugal, estima-se que existam “cerca de 900 mil
cidadãos com dificuldades de visão. Destes, cerca de 28 mil são
pessoas cegas. A estas pessoas que não conseguem ver, mesmo com
ajuda, teremos de juntar muitos outros milhares de pessoas com
muito baixa visão”.
Assim, estes portugueses e suas
famílias, para além das dificuldades físicas e económicas,
nomeadamente uma proporção muito elevada de desemprego (75% das
pessoas cegas na União Europeia estão desempregados),
discriminação e mobilidade, permanecem também sob riscos
aumentados de saúde.
Apesar de serem poucos os
trabalhos científicos sobre o assunto a nível global, segundo a
DRAP Algarve, “pensa-se que a proporção de crianças e
adolescentes com deficiência visual que desenvolveram obesidade
ou pré-obesidade varie entre 18,4% e os 63%, valores acima da
média quando comparados com crianças sem problemas de visão”.
“Assumindo que as crianças e
adolescentes com deficiência visual são mais propensos a
desenvolver obesidade, talvez resultado de dificuldades em fazer
uma alimentação mais saudável ou dificuldades em participar em
atividades comuns de atividade física, é importante dar atenção
redobrada a este grupo vulnerável e muitas vezes esquecido” –
sublinha a DRAP Algarve.
Contudo, a informação de qualidade
sobre alimentação saudável destinada a pessoas com deficiência
visual é ainda muito escassa ou praticamente inexistente em
Portugal. Por isso, o Programa Nacional para a Promoção da
Alimentação Saudável (PNPAS) da DGS lança o primeiro documento
em braille e leitura aumentada sobre Dieta Mediterrânica.
Tanto mais que a “Dieta
Mediterrânica” é “um modelo alimentar que tem por base produtos
vegetais, o azeite como gordura principal e métodos de confeção
simples, recorrendo a alimentos da época, de proximidade e
frescos. Este modelo alimentar saudável foi declarado Património
Imaterial da Humanidade pela UNESCO e, desde então, Portugal tem
a obrigação de protegê-lo através de diversas medidas de
salvaguarda. Desta forma, o PNPAS contribui também para a sua
divulgação na comunidade das pessoas com deficiência visual”.
O texto agora produzido em braille
com o apoio da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de
Portugal e que será distribuído aos seus associados, reproduz os
princípios alimentares da Dieta Mediterrânica, esperando que
este seja o primeiro de outros passos destinados a melhorar a
saúde alimentar deste grupo da população.
A terminar, é referido que o PNPAS
insere este documento na sua missão e estratégia de “informar e
capacitar para a compra, confeção e armazenamento de alimentos
saudáveis, em especial nos grupos mais desfavorecidos” onde já
produziu diferentes documentos e ferramentas pedagógicas
destinadas a grupos mais frágeis da população.
Δ
[14.Jun.2017] publicado por
MJA
Ξ
Colónia de férias que ajuda crianças
cegas precisa de apoio para voltar a acontecer
Expresso
-
Em 2015, uma colónia de férias juntou crianças cegas e crianças sem
deficiência visual num projeto pioneiro. Este ano já tem 20 crianças
inscritas, mas precisa de apoio. A campanha de crowdfunding termina
segunda-feira, dia 29. Há dois anos, a SIC acompanhou o projeto durante
uma semana. Recuperamos aqui a reportagem depois distinguida com o
prémio Dignitas e pela UNESCO.
O Expresso volta a publicar a Reportagem Especial da SIC de agosto de
2015 para ficar a conhecer o projeto Camp Abilities Portugal, que foi
adaptado de um modelo americano de colónia de férias para jovens com
deficiência visual.
Por cá, desde 2015 que crianças cegas e crianças que veem partilham,
durante uma semana no verão, descobertas, desafios, medos e conquistas.
A SIC acompanhou-as há dois anos e mostra-lhe que "Impossível é só um
exagero para difícil".
Em 2017, a Associação AAMA (Associação Actividade Motora Adaptada)
lançou uma campanha de crowdfunding para poder realizar a colónia de
férias na última semana de Junho de 2017. Já estão inscritas 25 pessoas
(10 crianças e adolescentes com deficiência visual entre os 11 e os 15
anos, 10 crianças e adolescentes normo-visuais e 5 coordenadores
adultos), mas ainda não foi angariado o dinheiro suficiente.
O objetivo é alcançar 5 mil euros e o prazo termina dia 29 de maio. Caso
queira apoiar esta causa, o nib da conta é PT 0033 0000 4548 2369 7710 5
Para saber mais sobre este projeto visite a página
Camp Abilities Portugal e também a página do
Facebook.
Δ
[29.Mai.2017] publicado por
MJA
Ξ
Filme "Antão, o Invisível" mostra como os cegos conseguem ver obras de
arte
DN | 29 Maio 2017
O filme "Antão, o Invisível", da dupla de realizadores Maya Kosa e
Sérgio da Costa, galardoado com o Prémio Árvore da Vida no Festival de
Cinema IndieLisboa 2017, mostra como os cegos podem "ver" obras de arte
num museu.
O filme acompanha uma visita de deficientes visuais e auditivos, feita
por técnicos do serviço educativo do Museu Nacional de Arte Antiga
(MNAA), em Lisboa, à obra icónica "As tentações de Santo Antão"
(1505-1506), tríptico criado pelo pintor holandês Hieronymus Bosch.
Os visitantes cegos "não podem ver com os seus olhos, mas podem ver de
outra maneira", disse à agência Lusa Adelaide Lopes, técnica do serviço
educativo do MNAA, que participa no filme, descrevendo a obra a um grupo
de cegos e a um jovem deficiente cego e surdo, através da linguagem
escrita nas mãos.
"Os seus sentidos estão lá, e têm a mesma capacidade de sentir, de
descobrir, de refletir, e de pensar sobre as coisas. Chegam lá por outro
caminho, mas têm essa possibilidade e essa capacidade", sustentou, em
declarações à agência Lusa.
Sobre o filme "Antão, o Invisível", Adelaide Lopes considera que os
realizadores Maya Kosa e Sérgio da Costa, "perceberam e conseguiram
transmitir a importância dos serviços educativos dos museus, e o seu
esforço para que as pessoas possam aceder a todos os espaços culturais".
"Eu posso ajudar a descobrir o que lá está [na pintura], mas as pessoas
têm a liberdade de o fazer pessoalmente, e o filme mostra isso. Cada
pessoa, mesmo deficiente, tem o direito ao seu usufruto pessoal, e à sua
interpretação de uma obra de arte", considerou.
A responsável recordou que os visitantes do Museu Nacional de Arte
Antiga com limitações visuais ou auditivas, ou outras deficiências, são
acolhidos pelo serviço educativo desde 1953, altura em que foi criado.
Ali são recebidos grupos de escolas, pais, educadores e, para os
deficientes com visibilidade reduzida, existem materiais específicos, em
Braille, alguns relevos para tocar, sobre peças da coleção do museu.
"Os recursos são reduzidos, mas tentamos que sejam reforçados, para dar
a conhecer mais obras", disse à Lusa, acrescentando que os pedidos de
pessoas individuais, ou em grupo, portugueses ou estrangeiros, são
sempre atendidos.
Adelaide Lopes referiu que, "muitas vezes, as escolas não dizem que têm
alunos deficientes, porque têm receio de não ser atendidos, ou, por
vezes, o professor não informa o museu".
"O filme é muito importante para divulgar o trabalho que os museus fazem
com os visitantes deficientes, e para quebrar certos tabus. Por vezes as
pessoas não sabem, acham que não é possível, ou têm medo", apontou.
Nesta linha, defende que "as pessoas deficientes devem ter acesso a
todos os espaços culturais, sejam museus, cinemas, teatros, para
usufruir da criação artística, tão importante nas nossas vidas".
O Prémio Árvore da Vida do Festival IndieLisboa foi entregue ex-aequo a
"Antão, o Invisível", de Maya Kosa, Sérgio da Costa (Suíça, Portugal) e
a "Num Globo de Neve", de André Gil Mata (Portugal).
Δ
[29.Mai.2017] publicado por
MJA
Ξ
Guineense cego e herói dos direitos das crianças vence 'World Children
Prize'
Agência Lusa |
Observador
7/Maio/2017
Manuel Rodrigues é guineense, tem 55 anos
e é cego desde os três e venceu, no final de abril, o World Children
Prize, atribuído pela Fundação Rainha da Suécia. ANDRE KOSTERS/LUSA
Manuel Rodrigues é guineense tem 55 anos e é cego desde os três e o dia
mais emocionante da sua vida foi quando venceu, no final de abril, o
"World Children Prize", atribuído pela Fundação Rainha da Suécia.
“Foi o dia mais emocionante da minha vida. Fiquei surpreendido,
emocionado, foi o dia mais alegre da minha vida. Só pensava na vida da
nossa organização, o reconhecimento da nossa organização e no nosso país
(Guiné-Bissau) no mundo”, afirmou à agência Lusa Manuel Rodrigues, que
recebeu o prémio a 26 de abril na Suécia.
O prémio, conhecido como Nobel da Criança, foi atribuído pelo trabalho
que Manuel Rodrigues desenvolve com as crianças cegas da Guiné-Bissau,
mas também com outras pessoas com necessidades especiais, através da
organização que criou há 20 anos, a Associação Guineense de Reabilitação
e Integração de Cegos (AGRICE).
A AGRICE nasceu do sofrimento e da discriminação de uma vida, mas também
da vontade de mudar a história com aquilo que aprendemos.
“A minha história é muito triste, ceguei aos três anos, não fui à
escola, porque não havia educação no nosso país para cegos e surdos.
Consegui aprender através do esforço, dos amigos e de alguns familiares
e depois apliquei a minha experiência nas crianças”, explicou.
“Tive tanto sofrimento na vida que aprendi a ajudar as crianças que
sofrem o mesmo que eu sofri”, salientou Manuel Rodrigues.
Segundo a UNICEF, em 2010 havia na Guiné-Bissau 13 mil crianças com
alguma deficiência, mas a situação é “grave” porque o estigma é enorme e
em muitos casos as crianças são abandonadas à morte, devido às práticas
tradicionais, por nascerem com deformações genéticas e consideradas
feiticeiras.
É contra aquele estigma que Manuel Rodrigues luta diariamente, tendo já
acolhido centenas de crianças. Hoje, em sua casa, vivem 66 menores, mas
o apoio que a AGRICE dá chega a mais de 1.000 pessoas com necessidades
especiais, incluindo jovens e idosos.
O prémio vai permitir a Manuel Rodrigues tirar da gaveta os “projetos
guardados há muito tempo”, nomeadamente a construção de um centro de
acolhimento e um centro de formação.
O trabalho daquele herói do direito das crianças tem tido o apoio da
cooperação portuguesa, o que permitiu também abrir a escola Bengala
Branca, mas é preciso muito mais.
Roupas, bengalas para cegos, alimentos e materiais didáticos e escolares
são necessário e também, num futuro, um lar para acolher os idosos com
deficiência.
Δ
[12.Mai.2017] publicado por
MJA
Ξ
Criada primeira retina com tecidos biológicos sintéticos
Lusa | 04.05.2017
Uma jovem investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou
a primeira retina com tecidos biológicos sintéticos, revela um estudo
publicado esta quinta-feira na revista científica Scientific Reports.
Até agora, toda a investigação sobre retinas artificiais, destinadas a
devolver a visão a cegos, incidiu sobre materiais rígidos.
O novo estudo, liderado por
Vanessa Restrepo-Schild, de 24 anos, é o
primeiro a usar com sucesso tecidos biológicos gerados em laboratório,
refere a universidade britânica em comunicado, realçando que, ao
contrário dos implantes de retina artificial existentes, as culturas de
células são criadas a partir de materiais naturais biodegradáveis.
Desta forma, o implante será menos invasivo do que um dispositivo
mecânico e será menos provável que cause uma reação adversa no corpo.
Segundo a equipa de Vanessa Restrepo-Schild, a nova retina artificial,
de dupla camada, imita praticamente uma retina humana. A retina criada,
mas ainda não testada em humanos, é composta por hidrogel (gel que tem
água) e proteínas de membrana celular.
"O material sintético pode gerar sinais elétricos que estimulam os
neurónios na parte detrás do olho, tal como o faz a retina natural",
sustentou a investigadora, que patenteou a tecnologia. Antes de testar
em animais e em pessoas, Vanessa Restrepo-Schild pretende aperfeiçoar as
funcionalidades da retina, nomeadamente o reconhecimento de cores,
formas e símbolos.
http://sicnoticias.sapo.pt/
Δ
[5.Mai.2017] publicado por
MJA
Ξ
Em Dia do Livro, UNESCO pede acessibilidade para pessoas com
deficiências visuais e de aprendizado
Nações Unidas | 21/04/2017
UNESCO pede mais acessibilidade à
informação para pessoas com deficiências visuais. Foto: Associação
Indiana para os Cegos
Em mensagem para o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, celebrado
no domingo (23 de Abril 2017), a diretora-geral da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina
Bokova, alertou para a necessidade de tornar conhecimentos disponíveis
para pessoas com deficiência visual e com dificuldades de aprendizado.
No mundo, 39 milhões de indivíduos não podem ver e outros 246 milhões
têm uma visão muito reduzida.
“Essas ‘pessoas com deficiência visual’, ou ‘pessoas com deficiência de
escrever e digitar’, conseguem acessar por volta de 10% de toda a
informação escrita e obras literárias que as pessoas com visão podem
ler”, alertou a chefe da agência da ONU.
Bokova lembrou ainda que “livros mal projetados ou inacessíveis também
limitam a leitura e a compreensão das pessoas com deficiência de
aprendizagem”. De acordo com a Associação Internacional de Dislexia, de
3% a 5% da população escolar necessita de instalações e apoio especiais.
“Diz-se que a forma como uma sociedade trata seus membros mais
vulneráveis é uma medida de sua humanidade. Quando nós aplicamos essa
medida à disponibilidade de livros para as pessoas com deficiência
visual e para aquelas com deficiências físicas ou de aprendizagem, com
diferentes causas, somos confrontados com o que somente pode ser
descrito como uma ‘fome de livros'”, disse a dirigente.
Afirmando que a data global é uma oportunidade para promover o
pluralismo e a igualdade, a chefe da UNESCO chamou os Estados-membros a
“celebrar os livros como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento,
para inspirar a compreensão, a tolerância e as sociedades inclusivas”.
Em 2017, a agência das Nações Unidas declarou Conacri, na Guiné, como a
Capital Mundial do Livro de 2017, em reconhecimento ao seu programa para
promover a leitura entre os jovens e as camadas mais desfavorecidas da
população.
Δ
[27.Abr.2017] publicado por
MJA
Ξ
Assistentes de pessoas com deficiência avançam ainda este ano
RTP | Sandra Henriques
| 19 Abr, 2017
As pessoas com deficiência poderão ter ainda este ano assistentes
pessoais para os ajudar nas tarefas do dia a dia. É o Modelo de Apoio à
Vida Independente, que vai ser aprovado nas próximas semanas em Conselho
de Ministros.
A novidade foi avançada esta tarde à Antena 1 pelo novo presidente do
Instituto Nacional para a Reabilitação. Naquela que foi a primeira
entrevista desde que tomou posse, Humberto Santos revelou ainda que a
ideia é que o modelo possa ser levado a todo o país.
Numa primeira fase, entre 2017 e 2020, o modelo começa com
projetos-piloto financiados pelo Programa Portugal 2020 - Domínio
Temático Inclusão Social e Emprego.
Os fundos comunitários não podem ser aplicados nas regiões de Lisboa e
do Algarve, mas Humberto Santos garantiu que está a ser estudada uma
forma de solucionar o problema e implementar o Modelo de Apoio à Vida
Independente em todo o país.
Este modelo prevê que possam pedir um assistente pessoal as pessoas com
deficiência de caráter permanente, certificada por atestado, com grau de
incapacidade igual ou superior a 60 por cento, e com idade igual ou
superior a 18 anos.
O assistente pessoal é uma pessoa com formação adequada que poderá
ajudar em tarefas diversas, nomeadamente assistência doméstica,
deslocações, mediação da comunicação, apoio na educação, e participação
em atividades de lazer e cultura.
Quanto à Prestação Social para a Inclusão, esta deverá entrar em vigor
também ainda este ano. Os objetivos desta prestação são a melhoria da
proteção social para as pessoas com deficiência ou incapacidade, o
combate à pobreza destas pessoas, e o incentivo à sua participação
laboral e autonomização.
A medida deverá entrar em vigor de forma faseada. Ainda este ano entra
em funcionamento a componente base, que pretende compensar encargos não
específicos resultantes da deficiência ou incapacidade.
Uma escola mais inclusiva
Nesta entrevista, Humberto Santos anunciou ainda a publicação de
legislação para o setor educativo, de forma a assegurar uma escola mais
inclusiva.
O presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação prometeu um novo
quadro legal para a integração das crianças com deficiência nos
estabelecimentos de ensino, trazendo "um novo olhar sobre a forma como
as escolas funcionam".
Embora não tenha adiantado mais pormenores, Humberto Santos afirmou que
a medida deverá ser aplicada já no próximo ano letivo.
Δ
[20.Abr.2017] publicado por
MJA
Ξ
Governo aprovou voto em braille e agiliza voto antecipado
São José Almeida | 14 de Abril de 2017
O voto antecipado vai tornar-se universal, sem ser preciso
comprovar o motivo. Outra novidade é o voto em braille para os
invisuais. O voto electrónico presencial é introduzido a título
experimental.
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a introdução do voto
em braille e do “voto em mobilidade”, que agiliza o processo de voto
antecipado, tornando-o universal. Esta alteração integra o Programa
Simplex+ 2016. Em simultâneo foi aprovada uma outra proposta de lei que
altera o método de recenseamento eleitoral dos emigrantes, associando-o
ao Cartão do Cidadão.
Todas estas medidas deverão estar concretizadas a tempo das próximas
eleições para o Parlamento Europeu, em 2019, altura em que também
funcionará, a título experimental, a colocação, em dez concelhos do
território nacional, de mesas de voto onde poderá ser exercido o voto
electrónico presencial, que contará para o resultado nacional. Afastada
fica a possibilidade de o voto ser exercido pela Internet.
Facilitado recenseamento de emigrantes As propostas de lei serão agora remetidas à Assembleia da República, por
se tratar de um assunto de competência parlamentar exclusiva. Resta
saber se a aprovação da medida será unânime ou se recolherá apenas os
votos favoráveis da maioria de esquerda que suporta o Governo no
Parlamento, PS, BE, PCP e PEV.
As alterações ao sistema de voto referem-se às eleições para a
Assembleia da República e para a Presidência da República, mas, na
prática, aplicam-se já - partindo do princípio de que não há crises
políticas com implicações eleitorais - nas próximas eleições para o
Parlamento Europeu em Maio de 2019, uma vez que a lei que regula estas
eleições remete para a legislação sobre as eleições legislativas.
O novo voto em braille vai poder ser
exercido pessoalmente pelos invisuais através do uso de um dispositivo
de plástico onde é inserido o boletim de voto em papel. Esta caixa terá
as indicações das listas concorrentes inscritas em braille. À frente de
cada lista haverá um quadrado aberto, através do qual o cidadão invisual
pode desenhar a cruz da sua preferência no quadrado do boletim de voto
respeitante ao partido da sua eleição.
Escolha individual Esta inovação no direito do exercício de voto pelos invisuais pretende
aumentar a garantia de que a relação entre o cidadão e a sua escolha
eleitoral é individual e pessoalizada, evitando-se assim o recurso a
intermediários. A garantia de que o voto, enquanto direito universal,
possa ser exercido de forma facilitada está também na base da alteração
à lei eleitoral no que diz respeito ao voto antecipado.
O novo sistema vai permitir que quem quiser antecipar o seu voto por
estar longe da sua zona de recenseamento se possa inscrever no site do
Ministério da Administração Interna, indicando qual o local onde vai
querer votar. As mesas de voto antecipado funcionarão nos municípios com
mais eleitores de cada comunidade intermunicipal.
Essa inscrição terá que ser feita entre o 14.º e o 10.º dias antes do
processo eleitoral. No 9.º e no 8.º dias, o MAI deslocará os boletins de
voto de cada cidadão eleitor da respectiva zona de recenseamento para o
local por ele indicado. O direito de voto será exercido no 7.º dia antes
das eleições. Na última semana de campanha, os boletins de voto serão
mantidos em envelopes fechados e enviados para as mesas eleitorais de
origem de cada votante deslocado.
No dia das eleições, os votos antecipados serão inseridos nas
respectivas urnas, depois de os membros da mesa votarem, de modo a
garantir a sua confidencialidade. Assim, mesmo que hipoteticamente
ninguém vote numa assembleia de voto, o facto de o voto entrar na urna
depois dos membros da mesa garantirá que ele não seja identificável.
Aberto a todos O objectivo desta alteração é assegurar que o voto antecipado possa ser
exercido por todos que a ele queiram recorrer sem necessidade de
apresentar documentação comprovativa, uma exigência actualmente em vigor
para os grupos de cidadãos autorizados a usá-lo por estarem deslocados
do local onde estão recenseados.
Ou seja, a alteração à lei assenta no princípio de que os cidadãos não
têm de informar o Estado sobe as razões por que estão deslocados, apenas
têm de requerer o uso desta prerrogativa eleitoral, podendo fazê-lo
mesmo porque vão de férias ou de fim-de-semana no dia das eleições.
Pela actual lei podem votar antecipadamente os estudantes, os
trabalhadores deslocados em serviço, os militares, os agentes das forças
de segurança e da protecção civil, assim como os bombeiros. Mas também
os membros das selecções nacionais no estrangeiro, os responsáveis por
pessoas colectivas, como misericórdias ou cooperativas, ou os
responsáveis por associações sindicais e de trabalhadores, bem como os
membros de associações empresariais. E ainda os doentes internados em
hospitais e em unidades de cuidados intensivos, os idosos internados em
lares que não se podem deslocar e os reclusos.
Todos os que hoje requerem votar antecipadamente têm de apresentar ao
presidente da câmara da área onde estão deslocados um documento
comprovativo das razões da sua deslocação. Genericamente, o prazo para
requerer este instrumento de voto junto do presidente da câmara é entre
o 10.º e o 5.º dias antes do acto eleitoral.
Mas há categorias de cidadãos em que o processo é mais complexo. Os
estudantes têm que se inscrever até ao 20.º dia anterior às eleições e
enviar ao presidente da câmara o respectivo comprovativo de matrícula.
Até ao 17.º dia são-lhes enviados os documentos necessários e os
estudantes devem exercer o seu voto junto ao presidente da câmara da
área do estabelecimento de ensino entre 13.º e o 10.º dias antes da
abertura das urnas.
Os prazos e o método para os estudantes são os mesmos que indicados no
caso dos doentes internados. Mas, tratando-se de doentes, é preciso um
atestado médico que esteja comprovado pela administração da unidade de
internamento.
O mesmo calendário se aplica aos reclusos, sendo que aqui o documento
comprovativo tem que ser emitido pelo director da unidade prisional.
No caso de doentes e de presos, o presidente da câmara da área da
votação ou um vereador designado desloca-se para recolher os votos entre
13.º e o 10.º dias antes do dia das eleições.
sao.jose.almeida@publico.pt
Δ
[8.Abr.2017] publicado por
MJA
Ξ
Três mulheres ficaram cegas após tratamento com células estaminais
Visao.sapo | 17.03.2017
O caso alerta para o crescimento deste tipo de terapias celulares não
aprovadas pelas entidades de saúde
Três mulheres ficaram quase ou totalmente cegas depois de serem
submetidas a um tratamento com células estaminais não aprovado, numa
clínica do Sul da Flórida. Especialistas dizem que este caso pode servir
como alerta para o perigo deste tipo de tratamentos e para a necessidade
dos governos e dos médicos protegerem os doentes face a estas terapias.
Nos EUA, o número de clínicas que fazem tratamentos deste género tem
crescido muito nos últimos anos, segundo conta o The Washington Post. A
maioria delas faze publicidade a tratamentos experimentais ou a alegados
ensaios clínicos para doenças como autismo ou esclerose lateral
amiotrófica.
"Estas mulheres tinham uma visão bastante funcional antes do
procedimento... e, no dia seguinte, estavam cegas", lamenta Thomas
Albin, um oftalmologista que analisou o episódio, agora descrito num
artigo publicado na revista New England Journal of Medicine. Uma das
três mulheres ficou totalmente cega e as outras duas parcialmente, mas
sem quaisquer perspetivas de melhorar.
Os especialistas que observaram estas três mulheres depois do tratamento
dizem que é preocupante a forma como estas clínicas conseguem alistar os
seus estudos experimentais em em instituições nacionais, dando-lhes
credibilidade. Neste caso, a clínica da Flórida inscreveu o tratamento
numa base de dados de ensaios clínicos dirigida pela National Institutes
of Health, chamada ClinicalTrials.gov, fazendo pelo menos uma das
doentes, e talvez mais, acreditar que estava a fazer parte de um estudo
aprovado pelo governo.
Para poderem ser submetidas a este procedimento com células estaminais,
cada uma das três doentes, entre os 70 e os 80 anos, teve de pagar 5 mil
dólares. Thomas Albin diz que este foi o primeiro sinal de que este não
era um ensaio clínico tradicional. O segundo foi terem tratado os dois
olhos ao mesmo tempo, em vez de terem visto a resposta de um olho de
cada vez. "Para nós, clínicos, é muito alarmante o facto de alguém fazer
isto com os dois olhos, ao mesmo tempo", refere.
O artigo não identifica nem as doentes nem a clínica em questão, mas os
tribunais do estado da Florida dizem que duas das três mulheres, na
altura com 72 e 78 anos, processaram a clínica e algumas pessoas
envolvidas no tratamento. Apesar de não poder dizer muito mais sobre o
caso, Andrew Yaffa, advogado das duas doentes, referiu que a resolução
satisfez ambas as partes. A terceira mulher, com 88 anos, procurou ajuda
uma semana depois do procedimento, num instituto médico em Oklahoma.
Δ
[8.Abr.2017] publicado por
MJA
Ξ
Microsoft cria uma linguagem de programação dirigida a crianças com
deficiências visuais
Leak | João Fernandes
28 Março 2017
Uma equipa de investigadores e designers ingleses da Microsoft criou uma
linguagem de programação física, uma solução de programação sustentada
na riação de códigos de forma física ligando módulos para a
construção de programas.
Denominado de Project Torino este sistema foi desenvolvido para que
crianças com deficiências visuais ou que tenham problemas semelhantes
possam ter uma participação ativa nas aulas de programação em conjunto
com os seus colegas de turma. Cecily Morrison, uma das investigadoras
que trabalha neste projeto, acredita que este sistema de programação
seja atrativo e útil para todos os estudantes, tenham eles deficiências,
ou não, visuais.
Os investigadores pretendem que este seja o primeiro passo para que
crianças com deficiências visuais, dislexia ou autismo posam a vir a ter
hipótese de ter uma carreira profissional ao se especializarem no
desenvolvimento de software ou em cientistas da computação.
Refira-se que a Organização Mundial de Saúde estima que 285 milhões de
pessoas no mundo sejam cegas ou tenham algum tipo de deficiência visual
sendo que a grande maioria vive em condições com baixo rendimento
social. No Reino Unido, por exemplo, o Royal National Institute of Blind
People (RNIB) informa que apenas um de cada quatro adultos em idade
produtiva, que são cegos ou portadores de deficiência visual, consegue
ter um trabalho remunerado.
Δ
[8.Abr.2017] publicado por
MJA
Ξ
ACAPO e ONCE oferecem bolsa de estudos para curso de fisioterapia em
Espanha
ACAPO
5 Março 2017
Decorre até 30 de abril o prazo para apresentação de candidaturas a uma
bolsa de estudos no curso de fisioterapia na Escola Universitária de
Fisioterapia da Organização Nacional de Cegos Espanhóis, uma das mais
prestigiadas academias de Espanha. Podem candidatar-se a esta bolsa
todos os associados efetivos da ACAPO que possuam as quotas em dia, um
bom domínio da língua espanhola falada e escrita, os requisitos gerais
de acesso à universidade espanhola, sejam eficazes na leitura e escrita
em Braille, carateres ampliados ou em suporte informático com apoio de
tecnologias de acesso, dominem adequadas técnicas de orientação e
mobilidade e, não tenham outras deficiências, para além da visual, que
possam impedir o exercício da função para a qual o curso de destina.
Para mais informações contacte o Departamento de Relações Internacionais
para o telefone 213 244 50, fax 213244501 ou e-mail
relacoesinternacionais@acapo.pt.
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[17.Mar.2017] publicado por
MJA
Ξ
Cáritas de Coimbra e ACAPO apoiam integração profissional
Cáritas
Em parceria com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal -
a Cáritas Diocesana de Coimbra tem vindo a dar passos
consistentes na área da integração profissional de pessoas com
deficiência visual. Para além de atualmente acolher, sob a forma de
estágio de inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, dois
jovens com deficiência visual (baixa visão), realizou em março de 2015
um contrato de trabalho. Nas palavras de Ana Sofia Antunes, Presidente
da Direção Nacional da ACAPO este é "um exemplo a seguir em matéria
corporativa".
O percurso de Gorete Ferreira, associada da ACAPO, iniciou-se na Cáritas
Diocesana de Coimbra em 2013, quando integrou a medida Contrato Emprego
Inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, na área do
atendimento telefónico. Após essa primeira oportunidade seguiu-se a
realização de um estágio de inserção para pessoas com deficiência e
incapacidade, durante mais 12 meses e agora novamente em parceria com a
ACAPO, a Cáritas de Coimbra realizou um contrato de emprego protegido
com a colaboração do Instituto de Emprego e Formação Profissional, de
Coimbra. A Presidente da ACAPO salienta que "é de destacar este tipo de
iniciativas que partem da sociedade civil e são um forte contributo para
a promoção da inclusão social”.
A Cáritas Diocesana de Coimbra rege-se por uma política integradora no
âmbito da empregabilidade e responsabilidade social. Além do caso já
especificado de Gorete Ferreira, a organização tem neste momento em
execução mais um Contrato Emprego Inserção com um associado da ACAPO,
bem como uma nova integração ao abrigo da medida Estágio Emprego a
iniciar em junho. Estão ainda integradas, com 60% de incapacidade de
outro tipo, quatro pessoas com contratos sem apoios.
Dentro das especificidades dos postos de trabalho e com o tipo de
serviços que é necessário assegurar e prestar aos utentes e à sociedade
em geral, a Cáritas Diocesana de Coimbra procura proporcionar iguais
oportunidades de emprego a todas as pessoas de igual modo.
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[17.Mar.2017] publicado por
MJA
Ξ
Deficientes visuais do Porto criam
tradução tátil de um quadro
Correio da Manhã | 17 Fev 2017
Alunos da Escola Comércio do Porto e deficientes visuais, do curso de
operadores gráficos de braille da Santa Casa da Misericórdia do Porto
(SCMP) estão a criar uma tradução tátil do quadro Fons Vitae que preveem
concluir em abril. A reprodução em quatro painéis táteis em gesso, que
vai permitir aos deficientes visuais "ver" a obra do século XVI exposta
no Museu da Santa Casa, nasceu, segundo a diretora da escola Ana Mestre,
"de uma proposta lançada por uma docente", no âmbito das escolas
solidárias da Fundação EDP. "Este projeto vai permitir dar informação
cultural a outro tipo de públicos", disse à Lusa Ana Mestre sobre a
iniciativa da professora Teresa Mendes que, na escola profissional onde
leciona, envolveu alunos provenientes do ensino secundário, com idades
entre os 16 e 19 anos. Teresa Mendes explicou que na colaboração com o
grupo de invisuais está a ser feita a "sintetização de uma proposta de
quatro painéis de acessibilidade gradual à informação que a pintura quer
transmitir, sendo que os três primeiros são uma desconstrução do
último". "Adotar esta metodologia de acessibilidade gradual é
importante", frisou a docente sobre a interação com os formandos do
Centro Integrado de Apoio ao Deficiente (CIAD) da Santa Casa, procurando
privilegiar as texturas escolhidas por estes em detrimento de outras que
para eles "possam constituir ruído". Ao todo, serão utilizadas "nove
texturas para representarem aspetos como o metal, a pedra, o sangue, o
cabelo, a nuvem ou o céu", acrescentou, reiterando que as escolhas
partem sempre dos "operadores gráficos de braille do CIAD" que, ao
receber as propostas, "avaliam se se assemelha ao que imaginam está
representado no quadro". Para a coordenadora do projeto Diana Monteiro
esta iniciativa "melhorou a sensibilidade de alunos" que vêm de
"percursos escolares complicados" e cujo nível de envolvimento,
acrescentou a professora Teresa Mendes, fez até que "a turma traduzisse
de inglês para português o dossiê para a preparação dos painéis". O
projeto dura desde novembro de 2016 e decorre em horário escolar,
representando para Ana Mestre "muita aprendizagem" para uma instituição
com "tradição de trabalho na área da inclusão". Tiago Vidinha é um dos
"consultores" que semanalmente "interpreta as texturas" que os alunos
partilham com os formandos operadores gráficos de braille, tendo
afirmado à Lusa ser este "um projeto de enorme importância".
Considerando a obra Fons Vitae "muito importante", o jovem lembrou que
"quem a vê consegue-a interpretar". E acrescentou: "nós, os cegos, para
lá chegarmos, será sempre a partir de outros". "Estamos a dar a nossa
opinião sobre como ficaria melhor o quadro, quais são as texturas mais
indicadas", disse Tiago Vidinha sobre um projeto que "está a correr
muito bem e que, com este desenvolvimento, está a ficar uma obra muito
boa". Segundo Ana Mestre, uma vez concluída, "a obra ficará exposta no
museu da Santa Casa, pois a ideia é que possa ser visitada por turistas
com estas características ou por outras pessoas".
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[18.Fev.2017] publicado por
MJA
Ξ
Observatório para a
deficiência pede mais sensibilidade às autarquias
TSF
| Ana Sofia Freitas | 8 Fev. 2017
Terminado o prazo para a adaptação de espaços públicos a
deficientes "há muito ainda para fazer". O observatório
considera que "há falta de sensibilização, informação e
fiscalização".
Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório para a
Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) explica que "apesar de
alguns avanços que ocorreram é frustrante que tantas pessoas
com mobilidade condicionada ainda enfrentem inúmeros
obstáculos para circularem na via pública, nos edifícios e
nos transportes".
Foi determinado um período de dez anos para que todos os
espaços públicos ou privados, turísticos ou comerciais,
salvo algumas exceções, fossem modificados para serem
acessíveis a todas as pessoas. O prazo terminou hoje mas
"ainda subsistem muitos problemas" no que diz respeito aos
direitos das pessoas com deficiência, desde logo, nos
acessos aos "centros de saúde, repartições de finanças,
espaços da Segurança Social, museus, etc."
Paula Pinto diz que as autarquias não estão a assumir
responsabilidades nesta matéria
Para a coordenadora do ODDH esta matéria "tem sido
descurada" lembrando que "as câmaras municipais têm uma
responsabilidade muito grande, têm de estar mais atentas e
dar o exemplo", e fiscalizarem o que é feito no espaço
público para que sejam garantidos os direitos de todos, sem
exceção.
O financiamento, não pode ser uma desculpa, porque "se há
custos envolvidos em implementar soluções, há custos muito
maiores se não forem realizadas as modificações uma vez que
há um conjunto de cidadãos que são privados de viver em
sociedade nas mesmas condições do que os restantes e que por
isso mesmo se tornam um peso em vez de serem elementos que
contribuem, com as suas competências, para a sociedade",
avisa.
A coordenadora do Observatório defende que os custos não
podem ser justificação
Ao contrário do que se possa pensar "as pessoas com algum
tipo de limitação na mobilidade representam quase 20 por
cento da população portuguesa", uma realidade que tende a
aumentar com o envelhecimento da sociedade.
Paula Pinto recorda que é considerável o número de cidadãos
portadores de deficiência
Confrontado com as críticas feitas às autarquias, o
presidente da Associação Nacional dos Municípios, Manuel
Machado diz que nunca lhe foi pedido um "levantamento sobre
o que foi feito sobre esta matéria durante os últimos dez
anos pelas câmaras municipais" e destaca que "os municípios
têm feito um trabalho notável, colocando por exemplo, rampas
de acessos onde é necessário".
Manuel Machado considera que os municípios têm feito um
esforço
Manuel Machado refere que é "necessário não confundir as
coisas" lembrando que por exemplo "os centros de saúde e os
serviços de finanças são da responsabilidade da
administração central e não das autarquias".
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[18.Fev.2017] publicado por
MJA
Ξ
Politécnico de Leiria cria biblioteca
braille
O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria
(CRID) vai criar uma biblioteca em braille, que ficará situada na Escola
Superior de Educação e Ciências Sociais. A biblioteca, com o mote “Mãos
que leem” será única no país, pela particularidade de integrar obras de
vários géneros. A biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente. por redação
“Queremos disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras
técnicas, que é o que geralmente acontece nas biblioteca ditas
‘normais’, mas também romances e outras obras para que a comunidade cega
possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para
todos os gostos e necessidades”, explica Célia Sousa, coordenadora do
CRID.
O projeto conta com o apoio financeiro do Lions Clube de Leiria, uma
ajuda que a professora e investigadora da Escola Superior de Educação e
Ciências Sociais do Politécnico de Leiria considera “essencial” já que
“imprimir em braille é muito dispendioso”.
“Este será com certeza um dos impedimentos para a editoras editarem
obras em braille, o que condiciona muito as opções das pessoas cegas”,
acrescenta.
35 títulos em braille até ao final do ano O CRID compromete-se a adaptar pelo menos uma obra por mês, para
integrar a biblioteca, sendo que de momento já tem prontos para
impressão 23 títulos. Até ao final do ano de 2017, o CRID espera ter 35
obras disponíveis na biblioteca.
Na perspetiva de Célia Sousa, esta iniciativa pioneira a nível nacional,
que permitiu que “obras que todos conhecemos – e que temos possibilidade
de ler – possam chegar a públicos diferentes, recorrentemente privados
de as lerem”, foi o primeiro passo deste novo projeto da biblioteca de
braille do Politécnico de Leiria.
O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria
tem vindo a fazer um trabalho pioneiro na inclusão das pessoas com
deficiência, em particular na adaptação para braille. Já adaptou,
autonomamente e numa iniciativa pioneira no país, oito obras para
braille, como “Viver a vida a amar” de Fátima Lopes, “Desnorte” de Inês
Pedrosa, “Navios da noite” de João de Melo, entre outras.
Todas passaram a integrar o acervo da Biblioteca Afonso Lopes Vieira, em
Leiria, através de um protocolo com o Município de Leiria. Além disso, o
CRID já editou dois livros infantis multiformato, e outro material
informativo.
Numa iniciativa inédita, lançou o primeiro guião cultural inclusivo
(braille, áudio descrição, língua gestual portuguesa e pictogramas) no
mundo, para o Mosteiro da Batalha. Hoje, todos os espaços culturais de
Leiria contam com guiões inclusivos, sendo o Museu de Leiria construído
de raiz para pessoas com deficiência.
Δ
[26.Jan.2017] publicado por
MJA
Ξ
Chinês cego e amigo sem braços, juntos já
plantaram 10 mil árvores
Lasama
Jia Haixia nasceu com cataratas hereditárias e perdeu um dos olhos num
acidente de trabalho. O seu amigo, Jia Wenqi perdeu os dois braços aos 3
anos de idade.
Juntos, há mais de dez anos, plantam árvores na região chinesa de Yeli
com o único objectivo reflorestar a área e dar esperança à humanidade.
Já alcançaram o número redondo de 10 mil árvores plantadas.
Cansados de lhes serem negados trabalhos, dadas as deficiências de que
padecem, os dois homens conseguiram, com muito esforço, alugar um
terreno ao governo chinês para tirarem dai o sustento das famílias e
deixar um futuro melhor aos filhos.
Todos os dias saem de casa às sete da manhã, levam as suas ferramentas,
uma barra de ferro e um martelo, e dirigem-se ao monte. Jia Wenqi leva o
seu amigo cego sobre as suas costas.
Dado não terem dinheiro para comprar árvores, resta-lhes recolher partes
de outras que ali têm nascido. Para isso, Jia Haixia escala às árvores
guiado pela a voz do seu velho amigo e procura partes de árvores que
possam ser plantadas. Ao baixar-se faz um buraco, enquanto Wnqi fica
encarregue de plantar os rebentos.
fonte:
http://dioguinho.pt/
Δ
[11.Jan.2017] publicado por
MJA
Ξ
ACAPO Coimbra quer deslocar-se aos
domicílios
9 Jan. 2017
Identificar os cegos e amblíopes que - por carências, dificuldades de
deslocação ou outros impedimentos - não conseguem ir até à sede da ACAPO
(Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) em Coimbra, usufruindo
das suas actividades de formação e do apoio à inserção profissional, é
um dos principais desafios da direcção liderada por José Moreira, ontem
empossada.
O novo presidente explicou ao Diário de Coimbra que o objectivo não é
fazer da associação um destino, mas sim um elo de inclusão e integração.
«Temos uma técnica que se dedica à angariação de emprego. E todas as
actividades que promovemos têm em vista a aquisição de ferramentas para
uma cada vez maior autonomia das pessoas», explicou, dando o exemplo das
formações de braille, de informática ou em actividades de orientação e
da vida diária. Estas últimas fundamentais para adultos que cegam de
repente (casos de acidente ou, cada vez mais, de cegueiras por
retinopatia diabética).
Depois da fase de adaptação - em que a ACAPO também ajuda -, há que
encontrar novas maneiras de fazer as coisas, diz o responsável, cego
desde os sete anos.
Leia a notícia completa na edição em papel.
Δ
[11.Jan.2017] publicado por
MJA
Ξ
4 de Janeiro é o Dia Mundial do Braille
4 de Janeiro é a data de nascimento de Louis Braille.
O vídeo 'Jovens Heróis' dramatiza a vida de Louis
Braille, incluindo o acidente que causou a sua cegueira. Ilustra a
criação e desenvolvimento do sistema Braille, em 1824, com a idade de 15
anos, e como ele começou por ser rejeitado no Instituto Real dos Jovens
Cegos em Paris, onde Braille estudou quando criança e mais tarde foi
professor.
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[4.Jan.2017] publicado por
MJA
Ξ
Cartaz 3 de Dezembro - Prémio 2016
-marque a
diferença . promova igualdade-

Cartaz vencedor 2016
Com o cartaz "Marque a diferença, promova igualdade", Maria
Bartolomeu de Trindade Ribeiro venceu a 9ª Edição do
Concurso "Cartaz 3 de dezembro" 2016, promovido pelo INR.
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[2.Jan.2017] publicado por
MJA
Ξ
Serviço de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de Coimbra
Desde 2011 que o Serviço de Leitura para Deficientes Visuais (SLDV) da
Biblioteca Municipal de Coimbra, através de um projeto financiado pela
Fundação Calouste Gulbenkian, passou a deter os meios para a produção de
livros áudio, ao abrigo do artigo 80.º do Código dos Direitos de Autor.
Estes livros, cuja leitura é feita por voluntários, são disponibilizados
gratuitamente a pessoas portadoras de deficiência visual - para serem
ouvidos nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis - sendo a
sua transferência realizada via plataformas electrónicas (WE TRANFER e
MEO CLOUD) ou através do envio postal das gravações em CD ou DVD.
Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua
inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado
Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.
link
para consulta dos audiolivros disponíveis
CONTACTOS: Serviço de Leitura Especial Biblioteca
Municipal de Coimbra telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320 email:
leitura.especial@cm-coimbra.pt Web:
http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm
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[1.Jan.2017] publicado por
MJA
Notícias em arquivo:
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