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  SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL


INFECÇÕES OCULARES: Conjuntivite, Blefarite, Uveíte, Terçol & outras

Conjuntivite bacteriana com secreção purulenta

 

  1. Conjuntivite  SNS 24  novo
  2. A Conjuntivite Infantil  Sick Kids  novo
  3. A Blefarite  Dr. Queiroz Neto
  4. A Uveíte  Sanfil, Coimbra
  5. Uveíte: irite, ciclite, coroidite e coriorretinite Medipedia
  6. Terçol  Lincx - Serviços de Saúde
  7. Terçolho  Trofa Saúde
  8. Microrganismos causadores das infecções dos olhos  MilOpticas


Conjuntivite

SNS 24


O que é a conjuntivite?
A conjuntivite é a inflamação de uma porção do olho (conjuntiva), geralmente benigna e limitada no tempo. A conjuntiva é transparente, mas quando inflamada fica avermelhada.

Existem diferentes tipos de conjuntivite?
Sim. Existem três grandes formas de conjuntivite, distinguidas consoante a origem:

infeciosa: transmitida por vírus, fungos ou bactérias
alérgica: é o tipo mais comum e ocorre após a exposição a alergénios como pólenes, pelos de animais ou ácaros
tóxica: devido a contacto com produtos tóxicos

Na conjuntivite bacteriana é frequente que o líquido (exsudado) amarelado volte a aparecer pouco após ter sido limpo.

Quais são os sintomas da conjuntivite?
Os sintomas podem afetar um dos olhos, ou ambos, e manifestam-se por:

ficar vermelhos
ter saída de líquido transparente ou amarelado
ter a sensação de queimadura
ter a sensação de comichão
ter a sensação de “ter alguma coisa no olho”
ficar fechados/colados, principalmente ao acordar

O que posso fazer para aliviar os sintomas?
Para alívio de sintomas o doente pode:

  
aplicar
compressas frias
lágrimas artificiais
soro fisiológico, de preferência utilizar doses individuais para cada olho de forma a evitar a contaminação entre eles

Deve lavar bem as mãos antes e após a aplicação, em cada um dos olhos.

No caso de se tratar de uma conjuntivite alérgica deve evitar a exposição ao alergénio que lhe está a provocar a infeção, ou a outros agentes potencialmente irritantes como fumo do tabaco, cloro das piscinas, exposição direta ao sol.

Quanto tempo pode durar uma conjuntivite?
A duração de uma conjuntivite depende muito do fator que a desencadeou, mas pode durar entre 1 semana a 15 dias. É, habitualmente, uma condição benigna, fácil de tratar e sem deixar sequelas.

A conjuntivite é transmissível?
Sim. A transmissão da conjuntivite infeciosa pode ocorrer de pessoa-a-pessoa e é feita através de objetos contaminados. Em muitos casos, é o próprio doente que contagia o outro olho.

O que posso fazer para evitar a conjuntivite e a sua propagação?
Apesar de não ser fácil fazer a prevenção do aparecimento de uma conjuntivite, alguns hábitos de higiene podem ajudar a diminuir o risco de a contrair:

evitar contacto próximo com as secreções do olho e objetos contaminados (lenços, toalhas, cosméticos)
lavar as mãos com frequência
trocar a roupa da cama ou da almofada diariamente
não partilhar toalhas ou produtos cosméticos
evitar coçar ou esfregar os olhos

Como posso tratar a conjuntivite?
O tratamento da conjuntivite varia de acordo com o agente responsável pela inflamação (vírus, bactérias, fungos, etc.). Assim, a conjuntivite pode ou não precisar de antibiótico ou de outros medicamentos, por exemplo no caso da conjuntivite alérgica.

No caso de precisar de antibiótico, geralmente este é aplicado diretamente nos olhos, em forma de gotas ou pomada e deverá sempre ser prescrito por um médico especialista.

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1.Jul.26
publicado por MJA


 

A Conjuntivite Infantil

SickKids

O que é a conjuntivite?
A conjuntivite é uma inflamação de uma membrana fina (conjuntiva) que cobre a parte branca do olho (esclerótica). A membrana fica cor-de-rosa ou vermelha. A conjuntivite é principalmente causada por um vírus, embora possa também ser causada por uma infecção bacteriana ou uma reacção alérgica. Também é conhecida pelo nome de doença dos olhos vermelhos.

Sinais e sintomas da conjuntivite
A criança poderá ter

  • vermelhidão no olho e na parte interior da pálpebra
  • pálpebras ligeiramente inchadas
  • comichão nos olhos
  • secreção ocular transparente ou amarelo-esverdeada

A conjuntivite viral afecta normalmente ambos os olhos. A criança também poderá apresentar outros sintomas de constipação. Quando a criança acorda, as pálpebras poderão estar pegadas com uma secreção normalmente transparente.

A conjuntivite bacteriana afecta inicialmente apenas uma vista, a qual produz uma secreção amarela ou verde que cria uma crosta nas pálpebras.

A conjuntivite alérgica poderá ocorrer quando a criança é alérgica a algo existente no meio ambiente, designadamente o pólen da ambrósia e das árvores, a relva ou os animais. Ambos os olhos são afectados e há pouca ou nenhuma secreção. A criança poderá ter os olhos a lacrimejar e com comichão.

Os adolescentes que usam lentes de contacto devem retirá-las. Consulte um profissional de saúde ou um oftalmologista a fim de saber se a vermelhidão se relaciona com o uso das lentes.

Como tratar a conjuntivite infantil

  • A conjuntivite viral pode durar uma a duas semanas e não requer tratamento médico, acabando por passar por si.
  • A conjuntivite bacteriana deverá ser tratada com antibiótico em forma de gotas oculares ou com pomada. Geralmente, os sintomas melhoram no período de 24 a 48 horas após o início do tratamento e a inflamação fica tratada ao fim de cinco a sete dias.
  • A conjuntivite alérgica é tratada com anti-histamínicos orais (pela boca) ou gotas oculares para os sintomas alérgicos. O tratamento deve ser debatido em conjunto com o médico da criança.
     

Cuidar da criança em casa
Evitar a contaminação. As conjuntivites virais e bacterianas são muito contagiosas, podendo a infecção transmitir-se facilmente das seguintes formas:

  • contacto com a vista infectada e, depois, com a própria vista
  • contacto com as mãos que tenham tocado na vista e, depois, contacto com a própria vista
  • contacto com almofadas, toalhas, panos para a cara, maquilhagem ou outros produtos faciais

Quando houver algum contacto estreito com alguém que tem conjuntivite bacteriana ou viral, deve evitar-se partilhar utensílios que tocam na face ou nos olhos. Lave bem as mãos com água e sabão e utilize compressas para as mãos que contenham álcool, a fim de impedir o contágio da infecção. Evite passar as compressas pelos olhos.

Limpeza da vista
Algumas crianças sentem-se melhor quando lavam a secreção ou a viscosidade da vista com uma compressa morna. Sobre a vista afectada, aplica-se uma toalha limpa, morna e húmida, ou um toalhete facial e, com cuidado, limpa-se as secreções ou a crosta. Para cada limpeza efectuada, utilize uma parte limpa da compressa. Deite-a imediatamente fora ou coloque-a na máquina de lavar. Lave as mãos a seguir.

Pode também lavar a vista e aliviar a comichão utilizando soro fisiológico ou outras gotas oculares suaves. Obtenha um parecer do farmacêutico. Apesar de poder ser irritante, geralmente a conjuntivite não é dolorosa e, por conseguinte, não deverá ser necessário dar analgésicos à criança.

Reduzir a transmissão da infecção
A conjuntivite viral é contagiosa da mesma forma que as crianças com o vírus da constipação contagiam outras crianças. O vírus pode ser transmitido através da tosse ou do espirro. Visto que a conjuntivite viral poderá durar até duas semanas, não é necessário manter a criança fora da escola ou creche durante aquele período de tempo.

As crianças com conjuntivite bacteriana poderão voltar para a escola ou creche 24 horas depois de terem começado a aplicar as gotas oculares ou a pomada. Se tiver quaisquer perguntas a fazer em relação ao período de tempo em que a criança deverá manter-se afastada das outras crianças, contacte um profissional de saúde.

O emprego dos bons métodos de higiene acima indicados ajudará a reduzir a transmissão da infecção.

A conjuntivite alérgica não é contagiosa. Por conseguinte, a criança pode frequentar a escola ou creche.

Quando deverá obter assistência médica
Contacte o médico habitual da criança se ela apresentar sintomas de conjuntivite ou os sintomas persistirem por mais de 7 a 10 dias.

Leve a criança ao serviço de urgência mais próximo, ou ligue 911, se ela tiver:

quaisquer alterações na visão
dores na vista
sensibilidade à luz
aumento do inchaço na pálpebra

Por vezes, a criança poderá notar a vista enevoada, que se dissipa ao pestanejar ou limpar a secreção. A conjuntivite nunca está associada à diminuição da visão nem à falta de nitidez permanentes.

Pontos principais

  • A maioria das vezes, a conjuntivite é causada por infecções virais associadas com a vulgar constipação. Pode também ser causada por infecções bacterianas ou alergias.
  • As crianças com conjuntivite bacteriana devem tomar antibiótico em gotas ou pomada, não sendo necessário tomar tais medicamentos no caso da conjuntivite viral.
  • As conjuntivites viral e bacteriana são contagiosas. Evite a sua propagação lavando bem as mãos e utilizando compressas para as mãos à base de álcool.
  • A conjuntivite não deverá causar lesões a longo prazo na visão da criança.
  • Procure os cuidados médicos se houver alterações na visão, vermelhidão persistente, dor na vista ou inchaço da pálpebra.


in
https://www.aboutkidshealth.

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1.Jul.26
publicado por MJA



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A Blefarite

Dr. Queiroz Neto
 

A blefarite é uma inflamação comum e persistente das pálpebras. Produz sintomas tais como irritação, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta condição afeta frequentemente as pessoas que tem tendência a apresentar pele oleosa, caspa e secura ocular. A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar mais tardiamente na vida.

 

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 A superfície da pele normal contém bactérias e, em certas pessoas, tais bactérias estão presentes na pele da base dos cílios. A irritação resultante, às vezes associada com a actividade excessiva das glândulas sebáceas vizinhas, produz escamas parecidas com caspa e partículas que se formam ao longo dos cílios e pálpebras.

Em algumas ocasiões, as escamas ou as bactérias produzem somente irritação e prurido leves, porém em outras podem causar ardência e sensação de areia nos olhos. A blefarite pode conduzir a complicações mais graves, como inflamação dos tecidos oculares, em especial a córnea.

Como se trata a blefarite ?

A blefarite pode não ser curável, porém é possível controlá-la mediante algumas medidas diárias:

  • Pelo menos duas vezes ao dia, aplique compressas mornas sobre as pálpebras fechadas durante dois a três minutos. Este procedimento descola as escamas e detritos, além de solubilizar as secreções oleosas das glândulas sebáceas tarsais, prevenindo assim o aparecimento de calázio, que é um tipo de inflamação da glândula sebácea palpebral.
     

  • Utilizando a ponta do seu dedo envolta em um pano fino ou uma haste de algodão (cotonete), esfregue com delicadeza a base dos cílios aproximadamente 15 segundos em cada pálpebra.
     

  • Se o médico prescreveu pomada com antibiótico, aplique uma pequena quantidade na base dos cílios, preferencialmente na hora de dormir.

Estas simples medidas higiênicas diárias reduzirão ao mínimo a necessidade de medicações adicionais que alguns pacientes requerem para controlar os seus sintomas:

  • Lágrimas artificiais. Devem ser aplicadas para aliviar os sintomas de olho seco.

  • Corticoesteróides oculares. Podem ser utilizadas por um breve período de tempo para reduzir a inflamação.

  • Pomada com antibiótico ou comprimidos antibióticos. Podem ser empregados para reduzir a quantidade de bactérias nas pálpebras.

Na blefarite, as pálpebras superior e inferior estão recobertas por detritos oleosos e bactérias em torno da base nos cílios. O paciente refere irritação ocular e em certos casos, inflamação do olho. A limpeza regular e completa da borda palpebral contribui para o controle da blefarite.

 

colaretes

escamas

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conjuntivite

úlceras

 

As enfermidades do olho podem manifestar-se a qualquer idade. Muitas delas não causam sintomas até que tenham produzido lesão. Por isso exames médicos realizados regularmente por um oftalmologista são muito importantes, já que muitos casos de cegueira são preveníveis quando são diagnosticadas e tratadas a tempo.
 

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A Uveíte e o seu tratamento

Clínica Santa Filomena

 

A uveíte é a inflamação da úvea, a camada central do olho. A úvea consiste na íris, no coróide e no corpo ciliar. O coróide está "entalado" entre a retine e a parte branca do olho (esclerótica) e fornece fluxo sanguíneo às camadas mais profundas da retina. O tipo mais comum de uveíte é uma inflamação da íris chamada irite (uveíte anterior).

Infecções, lesões e doenças auto-imunes poderão estar associadas ao desenvolvimento da uveíte, no entanto, a causa exacta permanece desconhecida.

A uveíte pode ser grave, levando a perda de visão permanente. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para prevenir complicações da uveíte.
 

Sintomas: Os sinais, sintomas e características da uveíte incluem:

  • Vermelhidão nos olhos

  • Dores nos olhos

  • Sensibilidade à luz

  • Visão turva

  • Pontos escuros e flutuantes no seu campo de visão (flutuadores)

  • Visão fraca

  • Área esbranquiçada (hipopion) dentro do olho na parte frontal inferior da área colorida do olho (íris)


O local da uveíte varia e é descrito através do local onde ocorrer no olho.

  • A uveíte anterior afecta a parte frontal do olho (também chamada de irite).

  • A uveíte posterior afecta a parte traseira do olho (também chamada de coroidite).

  • A uveíte intermédia afecta o corpo ciliar (também chamada de ciclite).


A panuveíte ocorre quando todas as camadas da úvea estão inflamadas.

Em qualquer um destes problemas, o material gelatinosos no centro do seu olho (vítreo) também pode ficar inflamado e infiltrado com células inflamatórias.

Os sintomas poderão ocorrer de repente e piorarem rapidamente, no entanto, em alguns casos, os sintomas desenvolvem-se gradualmente. Os sintomas poderão ser notados em um ou nos dois olhos.
 

Quando consultar um médico

Contacte o seu médico se achar que poderá ter sintomas de uveíte. O seu médico poderá encaminhá-lo/a para um especialista (oftalmologista). Se tiver uma dor significativa nos olhos e novos problemas de visão, procure ajuda médica rapidamente.


Causas

Por vezes, a causa específica da uveíte não é clara. No entanto, em algumas pessoas, a uveíte está associada a:

  • Doenças auto-imunes, como por exemplo doença de Behcet, sarcoidose ou espondilite anquilosante.

  • Doenças inflamatórias, como por exemplo doença de Crohn ou colite ulcerativa.

  • Infecções como por exemplo doença da arranhadura de gato, herpes, sífilis, toxoplasmose, tuberculose ou vírus da febre do Vale do Nilo.

  • Lesões oculares

  • Certos cancros, como por exemplo linfoma, que podem afectar, directa ou indirectamente, o olho.
     

Diagnóstico

Quando visita um oftalmologista, o seu médico irá provavelmente realizar um exame completo e reunir o seu historial de saúde.

Se o oftalmologista suspeitar de uma doença subjacente como sendo a causa da sua uveíte, poderá ser reencaminhado para outro médico para a realização de um exame médico geral e análises. Por vezes é difícil encontrar a causa específica para a uveíte. No entanto, o seu médico irá tentar determinar se a sua uveíte tem uma causa infecciosa ou advém de outra doença.
 

Tratamento

Se a uveíte for causada por uma doença subjacente, o tratamento centrar-se-á nessa mesma doença. O objectivo do tratamento é reduzir a inflamação no seu olho.

O tratamento da uveíte poderá incluir:

  • Medicação anti-inflamatória. O seu médica poderá receitar medicação anti-inflamatória, como por exemplo corticosteróide para tratar a sua uveíte. Esta medicação poderá ser administrada em gotas. Ou, poderá ser administrada em comprimidos corticosteróides ou uma injecção no olho. Para pessoas com dificuldades em tratar a uveíte posterior, a implementação de um dispositivo no olho poderá ser a opção correcta. Este dispositivo liberta medicação corticosteróide para o seu olho durante 2 anos e meio.

  • Medicação anti-viral ou antibiótico. Se a uveíte for causada por uma infecção, antibióticos, medicação anti-viral ou outros medicamentos poderá ser administrada com ou sem corticosteróides para controlar a infecção.

  • Imunossupressores ou medicação para destruir células (citotóxica). Os agentes citotóxicos ou imunossupressores poderão ser necessários se a sua uveíte não responder bem aos corticosteróides ou se tornar grave o suficiente que ameace a sua visão.

  • Cirurgia. Vitrectomia - cirurgia para remover algum do material gelatinoso do seu olho (vítreo), poderá ser necessário para diagnóstico e gestão da sua uveíte. Uma pequena amostra do vítreo poderá ajudar a identificar uma causa específica para a inflamação do olho, como por exemplo um vírus, bactérias ou linfoma. O procedimento poderá também ser utilizado para remover tecido cicatrizado que se tenha desenvolvido no vítreo.
     

A parte do seu olho afectada pela uveíte, na frente (anterior) ou na traseira (posterior) na úvea, poderá determinar quão rápido irá o seu olho curar-se. A uveíte que afecta a parte traseira do seu olho tende a curar-se mais devagar do que a uveíte na parte da frente do olho. A inflamação grave demora mais a desaparecer do que uma inflamação mais suave.

A uveíte pode voltar. Marque uma consulta com o seu médico se qualquer um dos sintomas voltar após um tratamento bem sucedido.

 

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Actualizado por MJA
15-Fev-14
 


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Uveíte: irite, ciclite, coroidite e coriorretinite

Medipedia


A uveíte é uma inflamação da camada média do olho, que pode adoptar diferentes formas: irite, ciclite e coroidite.


Tipos e causas

Visto que a úvea é formada por várias partes - íris, corpo ciliar e coróide - é possível distinguir vários tipos de uveítes.

Na uveíte anterior, a inflamação afecta a íris, denominando-se irite, e também, ocasionalmente, o corpo ciliar, designando-se ciclite. O problema pode ser originado por traumatismos oculares, corpos estranhos que penetrem rio olho, patologias do cristalino, processos infecciosos locais ou gerais (sarampo, varicela, rubéola, gonorreia, tuberculose, sífilis, etc.), patologias reumáticas ou problemas alérgicos, existindo uma elevada proporção de casos de origem desconhecida.

Dado que a uveíte posterior afecta a coróide, o problema costuma designar-se coroidite e, nos casos em que a inflamação se estende à retina, são denominados coriorretinite. Embora a origem do problema seja, na maioria dos casos, desconhecida, por vezes, pode estar relacionada com doenças parasitárias, como a toxoplasmose.
 

Manifestações

A uveíte anterior manifesta-se tipicamente através de uma alteração da cor da íris, que adopta uma tonalidade mais cinzenta, e uma contracção persistente da pupila, que ocasionalmente manifesta uma forma irregular, associada à vermelhidão do olho, dor, lacrimejar, intolerância à luz (fotofobia) e diminuição da acuidade visual. Embora a doença costume ter uma evolução aguda e desapareça ao fim de poucos dias ou semanas, em alguns casos, pode adoptar uma evolução crónica e persistir durante meses, ao longo dos quais o problema pode complicar-se e desenvolver uma reacção cicatricial que deforme a íris e altere a normal circulação e drenagem do humor aquoso, originando um perigoso glaucoma secundário. Caso a inflamação se estenda ao cristalino, podem formar-se opacidades, ou seja, cataratas que alteram a visão.

A uveíte posterior, sobretudo quando o problema se estende à retina, caracteriza-se pelo desenvolvimento de alterações da vista, tais como visão manchada, distorção do tamanho e forma dos objectos, surgimento de pontos escuros que se movem no campo visual ("moscas voadoras") e incómodo devido à luz. O problema pode ter, igualmente, uma evolução aguda, curada ao fim de alguns dias, ou uma evolução crónica, com meses de duração, existindo o perigo de surgirem complicações como o descolamento da retina, cataratas, glaucoma secundário ou, o que ainda é mais perigoso, cicatrizações na retina que provoquem uma perda de visão permanente e irreversível.


Informações adicionais

Tratamento

O tratamento da uveíte anterior passa por repouso absoluto do olho, pela aplicação de colírios que mantenham a pupila dilatada (midriáticos) e limitem a mobilidade do músculo ciliar (cicloplégicos) e a administração de analgésicos para a dor. Caso se determine a origem do problema, deve-se adoptar as medidas adequadas para proceder ao seu tratamento, ou seja, antibióticos em caso de infecção bacteriana, anti-inflamatórios do tipo corticóides para uma inflamação e anti-histamínicos para uma reacção alérgica, entre outros.

O tratamento da uveíte posterior consiste na utilização de corticóides, muitas vezes em doses elevadas e administrados por via sistémica, sobretudo para atenuar a inflamação da retina e prevenir a formação de cicatrizes, associada ao tratamento do factor causador, se detectado, mediante o recurso a medicamentos antiparasitários, em caso de toxoplasmose.

 

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15-Fev-14
Actualizado por MJA



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Terçol

Lincx
 

O que é

O terçol é um pequeno furúnculo ou infecção bacteriana em uma das glândulas da pálpebra. Quando infectadas, as glândulas sebáceas localizadas nas pálpebras superior e inferior ficam inchadas e dolorosas. Inicialmente o terçol é pequeno, mas pode transformar-se em ferida avermelhada e bastante dolorosa. A seguir, o terçol inicial se torna um ponto amarelo de pus. Geralmente o pus drena sozinho. Jamais, fure ou esprema o terçol.


Dicas de autocuidado

Você pode aliviar o desconforto provocado pelo terçol seguindo os seguintes passos:

  • Aplique compressas húmidas e mornas (não muito quentes) na área afectada por 5 a 10 minutos, três a quatro vezes ao dia.

  • Evite expor seus olhos a locais com muita poeira ou sujeira.

  • Não mexa nem esprema a região afectada, mesmo que a tentação seja grande.

Geralmente o terçol responde bem às medidas acima, dispensando atendimento médico.

 

Contudo:

  1. O terçol está dificultando ou atrapalhando a visão? Consulte o oftalmologista.

  2. A região inchada e vermelha não drenou nem diminuiu após 2 dias? Consulte o oftalmologista.

  3. Vários terçóis apareceram simultaneamente ou têm ocorrido repentinamente? Consulte o oftalmologista.

 

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Terçolho

Trofa Saúde Hospital


O terçolho é uma inflamação das glândulas presentes no olho (sebáceas ou sudoríparas) provocada, geralmente, por uma bactéria. É um problema comum que se caracteriza pelo aparecimento de um edema, interno ou externo, na zona da pálpebra ou junto às pestanas.

Numa fase inicial pode apenas manifestar-se através do aparecimento de uma vermelhidão na pálpebra, mas ao evoluir forma-se um abcesso ou nódulo. O olho pode lacrimejar, tornar-se sensível à luz, sentir prurido e sensação de corpo estranho.

O terçolho não é considerado um problema grave, mas recomenda-se a observação médica para permitir um diagnóstico e tratamento adequados. O tratamento médico, quando existe, consiste na aplicação de pomada antibiótica na zona afetada, mas normalmente, a doença desparece por si só, não necessitando de tratamento.
 

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11.Ago.21
publicado por MJA
 


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Microorganismos causadores das infecções dos olhos

Mil Opticas
 


1. Infecções dos olhos

As infecções dos olhos podem dividir-se segundo os microorganismos que causam a infecção. Na maior parte dos casos, tratam-se de bactérias, clamídias ou vírus. Muito raramente, as infecções oculares afectam apenas uma parte do olho. Mais frequente são infecções simultâneas da conjuntiva e da córnea. Os agentes infecciosos também podem alastrar por todo o olho e provocar infecções no interior do olho, que são muito difíceis de tratar.


2. Bactérias

Entre as bactérias patogénicas mais comuns nos humanos salientam-se os pneumococos, os estafilococos e os estreptococos. Estes organismos causam uma conjuntivite que, na maioria, ocorre em ambos os olhos e que se caracteriza por uma secreção amarelenta e purulenta. Quando afectam a córnea, as bactérias podem causar ulceração (úlcera da córnea). Os principais sintomas que ajudam o oftalmologista a reconhecer uma infecção da córnea são um estado de irritação agudo do olho, acompanhado de fotofobia e dor, bem como um infiltrado na córnea.

A forma de ulceração mais perigosa é a úlcera serpiginosa da córnea. Enquanto que uma córnea saudável constitui uma barreira adequada aos microrganismos, bastam já pequenos defeitos no epitélio, tal como é o caso de lentes de contacto sujas ou usadas durante períodos prolongados, para que os micro-organismos causadores de doenças possam penetrar na córnea.

A úlcera da córnea, uma vez que se desenvolve rapidamente, pode dar origem a perfuração da córnea e afectar outras partes do olho. A úlcera da córnea bacteriana constitui sempre um estado de emergência. O tratamento consiste na aplicação local de antibióticos em alta concentração através de gotas oftálmicas, que muitas vezes têm de ser administradas várias vezes à hora.

Particular atenção merecem as infecções bacterianas nos recém-nascidos. Uma conjuntivite purulenta, na maior parte dos casos de origem gonócica, torna sempre necessário um tratamento por um médico especialista. As pálpebras dos recém-nascidos ficam fortemente inchadas e caracterizam-se por acumulação de pus. As infecções adquiridas pelos bebés durante o nascimento podem evitar-se pelo uso de uma profilaxia segundo o método de Credé. Trata-se de gotas oftálmicas que se administram nos olhos dos recém-nascidos logo depois do nascimento, para matar, pelo menos, uma parte do espectro de micro-organismos patogénicos.


3. Clamídias

A queratoconjuntivite por clamídia (infecção da córnea e da conjuntiva) é provocada pela Chlamydia trochomatis. Na Índia, em África e em certos países mediterrâneos, estes agentes infecciosos são a mais importante causa da cegueira. Nestes casos, a via de infecção ocorre directamente do tracto urogenital para o olho ou através de piscinas mal desinfectadas (conjuntivite da piscina).

Nos adultos, esta infecção caracteriza-se por uma erupção de vesículas e bolhas grandes localizadas na pálpebra superior. A prova é feita através de um teste de imunofluorescência.

No tratamento deste tipo de infecção ocular usam-se gotas oftálmicas ou pomadas antibióticas. Devido ao risco de transmissão ocultogenital, é sempre necessário realizar a um tratamento sistemático com antibióticos, acompanhado de um co-tratamento do companheiro sexual.


4. Vírus

Os adenovírus são particularmente perigosos devido à sua alta infecciosidade. Normalmente, a infecção só afecta um olho, caracterizando-se por inchaço e vermelhidão súbitos. É produzida primeiro uma secreção aquosa que se torna depois viscosa. O doente tem uma forte sensação de prurido e de corpo estranho.

Passada mais ou menos uma semana, a infecção passa também para o outro olho e, após 2 semanas, os sintomas voltam a desaparecer. Não existe um tratamento específico para as infecções virais dos olhos. O importante é evitar possíveis disseminações. Para tal, basta muitas vezes dar a mão a outra pessoa ou partilhar a toalha. Daí que seja imprescindível proceder a uma desinfecção cuidadosa das mãos.

Uma infecção causada por herpes símplex, normalmente, só afecta a córnea. Neste caso, distingue-se entre a queratite dendriforme superficial e a queratite discoiforme profunda. Os sintomas da queratite dendriforme são edemas e opacidades na córnea. A infecção é quase sempre unilateral, e o doente tem uma forte sensação de corpo estranho e dor. No tratamento da queratite dendriforme utilizam-se medicamentos antivíricos (Aciclovir).

A queratite disciforme, na maior parte dos casos, ocorre como complicação de uma queratite superficial. Os sintomas incluem manchas opacas disciformes na córnea que podem interferir com a visão. O tratamento consiste igualmente na aplicação de pomadas antivíricas acompanhadas de corticosteróides.


Sobre infecções oculares ler também: Distúrbios da Córnea 
 

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28.Nov.11
Publicado por MJA