
Aula prática sobre folhas com os estudantes deficientes visuais do Ensino Básico
na EEEFM | Professora Antônia Rangel de Farias.
RESUMO A inclusão social
é um assunto cada vez mais recorrente quando se trata de uma
educação igualitária, em que se fala sobre respeito e
autonomia dos educandos em seu processo de aprendizagem e
formação cidadã. O presente estudo teve como objetivo a
identificação de alguns aspectos sobre a trajetória da
inclusão no Ensino de Botânica de seis estudantes de uma
escola pública da Paraíba com deficiência visual. Os
pressupostos teóricos metodológicos utilizados foram os de
caráter qualitativo e quantitativo, o método pesquisa-ação e
o etnográfico com elementos da observação participativa. A
pesquisa foi realizada no período de dezembro de 2017 a maio
de 2018. Os dados foram coletados através de entrevistas,
posteriormente, analisados de acordo com a categorização de
análise de conteúdo e construção de gráficos e tabelas, para
auxiliar na interpretação dos mesmos. Foram realizadas cinco
atividades de intervenção sobre Botânica com a finalidade de
contribuir para um ensino mais adequado às necessidades
específicas dos estudantes com deficiência visual. Foi
constatado que o uso de metodologias diferenciadas no ensino
de botânica pode contribuir muito para o processo de ensino
aprendizagem dos estudantes com deficiência visual. Dessa
forma, faz-se necessário um olhar mais atento para a
inclusão desses estudantes, com algum tipo de necessidade
especial.
INTRODUÇÃO
O tema inclusão encontra-se cada vez mais recorrente quando se trata de educação
igualitária, em que se fala sobre respeito e autonomia dos educandos em seu processo de formação cidadã.
No decorrer do tempo, as pessoas com deficiência foram vítimas de preconceito,
sendo
muitas vezes consideradas culpadas por tal condição, depois a exclusão progrediu
para uma
segregação até o ponto em que todos os que ameaçavam a ordem social natural eram
internados em casas de assistência.
Para Brasil (2005), efetivar uma educação inclusiva, neste contexto histórico, é
uma
tarefa árdua e, não menos difícil, é a tarefa de o Estado organizar-se em busca
do acesso de
todos os seus cidadãos às políticas que lhes cabem por direito.
Nesse cenário, a escola surge como um meio, em que se pode mediar o aprendizado
e,
ao mesmo tempo, tentar reverter a dívida histórica com as pessoas com
Necessidades
Educacionais Especiais (NEE). E, para tal finalidade, os componentes
curriculares devem
utilizar metodologias que promovam de fato a inclusão educacional e social.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (1997) trazem que o processo
educacional deve ser democrático, sendo o papel do Estado investir na escola
para que as
crianças e os jovens tenham direito à educação de qualidade e participação
social.
Em se tratando de escola formadora de cidadãos e de sujeitos ativos, numa
abordagem
inclusiva, deparamo-nos diante de um impasse, como alcançar todos esses
objetivos? Como
incluir de fato os educandos com NEE nas salas de aula de forma que isso reflita
na
sociedade, uma vez que um dos objetivos da escola é a formação de um sujeito
críticoreflexivo e conhecedor de seus direitos? Talvez, as respostas a essas
questões ainda não
estejam totalmente formadas, mas sim em construção.
A inclusão é uma tarefa complexa que exige múltiplos saberes da prática
educativa do
docente, principalmente, porque leva em consideração as diferenças existentes
entre os
discentes, independentemente de suas limitações, origem socioeconômica ou
cultural, em
escolas e classes que se propõem a atender às necessidades individuais e
coletiva dos mesmos
(SILVA, 2011).
No caso da deficiência visual (DV), incluir um estudante cego em sala de aula
regular
é um desafio tanto para a escola quanto para os professores. De acordo com
Brasil (2007), os
conteúdos escolares privilegiam a visualização em todas as áreas de
conhecimento,
constituindo um universo permeado de símbolos gráficos, imagens, letras e
números.
Referindo-se ao processo educacional desses estudantes, é indispensável a
utilização
de estratégias que explorem as características e o funcionamento próprios de
cada sentido –
tato, olfato, audição, paladar – além de instrumentos e recursos didáticos
disponíveis na
atualidade, tais como o sistema braile, objetos concretos e reais que o rodeiam,
além das
proposições didáticas que devem ser conceituais, reflexivas e práticas (SILVA,
2011).
No âmbito do Ensino de Ciências Naturais, muitas são as dificuldades
encontradas,
especialmente, por estudantes com deficiência visual, visto que, o ensino dos
conteúdos
biológicos perpassa em larga escala, pela experiência visual, para que se
perceba e se
compreenda as estruturas presentes nos diversos organismos.
Para Silva, Fernandes e Carmo (2015) um dos desafios para professores de
ciências é a
questão da abstraticidade dos elementos, principalmente, tratando-se das
ciências exatas. No entanto, é possível driblar parte dessa abstração em
determinados conteúdos no ensino de
biologia.
Nesse contexto, a área da botânica tem a potencialidade de tornar-se mais
expressiva
para o educando, pois nela encontramos elementos presentes em nosso cotidiano.
Assim,
aulas que proporcionem o contato com as estruturas das plantas causam um impacto
positivo
no aprendizado de deficientes visuais.
Como exemplifica Brasil,
A experiência tátil não se limita ao uso das mãos. O olfato e o paladar
funcionam
conjuntamente e são coadjuvantes indispensáveis. [...] o é tato ativo,
constituído por
componentes cutâneos e sinestésicos, através dos quais impressões, sensações e
vibrações detectadas pelo indivíduo são interpretadas pelo cérebro e constituem
fontes valiosas de informação. (BRASIL, 2007, p. 16).
Sendo a botânica uma das áreas mais manipuláveis da biologia, seu ensino oferece
ótimas condições para a inclusão. Ou seja, o que o deficiente visual ouve
durante as aulas
dialogadas, toma um significado quando esses tocam as estruturas, sentem as
texturas, as
formas e os sabores, sendo assim, utilizar elementos palpáveis nas aulas de
botânica, torna o
aprendizado potencialmente significativo e inclusivo.
Nesse contexto, essa pesquisa busca a Identificação das concepções de Botânica
dos
estudantes com deficiência visual, possibilitando intervenções pedagógicas para
o ensino
dessa temática no ambiente escolar e assim, contribuir para a sensibilização dos
mesmos
sobre a importância do ensino da Botânica.
METODOLOGIAS
Neste trabalho, foi abordada a pesquisa quantitativa e a qualitativa que,
segundo
Bortolozzi et al. (2010), é um tipo de pesquisa que não enfatiza a
representatividade numérica
e sim a busca de explicações para os dados apresentados, considerando que há uma
ligação
indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode
ser traduzida
em números.
A combinação das abordagens supracitadas é de grande importância, pois uma age
de
forma complementar à outra. Strauss e Corbin (2008) trazem que o método
qualitativo deve
orientar o método quantitativo, e o método quantitativo resulta no qualitativo,
com cada
método contribuindo para a teoria como só ele pode fazer.
O trabalho foi pautado no método etnográfico que, ainda segundo Bortolozzi
(2010), é
o estudo e a descrição de um povo, sua língua, raça, religião e cultura, ou
seja, é a descrição do cotidiano vivenciado pela parcela que se pretende
estudar. Marconi e Lakatos (2006)
trazem que esse tipo de método é uma modalidade de investigação naturalista,
tendo como
base a observação e a descrição.
Ainda em um contexto social, utilizaremos a pesquisa-ação, que segundo Engel
(2000), é um tipo de pesquisa desenvolvido como uma resposta às necessidades de
inserção
da pesquisa educacional na prática da sala de aula. Antes disso, teoria e
prática não eram
percebidas como partes integrantes da vida profissional de um professor. Sendo
assim, esse
tipo de pesquisa tornou-se essencial na vida dos professores e na formação
docente.
A coleta de se deu através de uma entrevista, e esta, configura-se como uma
forma de
interação social, mais precisamente uma forma de diálogo, em que uma das partes
visa coletar
dados e a outra parte é a fonte das informações. Gil (2012) enfatiza que não se
trata de uma
simples conversa, esta dever ser orientada em um sentido que o entrevistado
consiga
responder as indagações de acordo com os objetivos do entrevistador.
Para Marconi e Lakatos (2015),
A entrevista é um encontro entre duas pessoas, afim de que uma dela
obtenha informações a respeito de um determinado assunto, mediante uma
conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na
investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou
no tratamento de um problema social (MARCONI; LAKATOS, 2015, p. 80).
O público-alvo desse trabalho foram seis estudantes do Ensino Médio da 1ª, 2ª e
3ª
série com deficiência visual (cinco cegos e um com baixa visão) do Ensino Médio
da EEEFM
Professora Antônia Rangel de Farias, localizada na cidade de João Pessoa-PB, no
bairro da
Torre. A escola em questão foi escolhida em função da aceitação e do incentivo
para o
desenvolvimento de diferentes modalidades e metodologias de ensino, a fim de
facilitar o
processo de ensino e aprendizagem dos educandos, tais como: oficinas
pedagógicas, aulas
práticas, entre outros.
Utilizou-se um celular para gravar o áudio durante todas as entrevistas e,
posteriormente, as mesmas foram transcritas. Após a transcrição dos relatos,
fez-se uma
leitura ampla do material obtido.
Em seguida, foram realizadas as cinco atividades de intervenção sobre Botânica,
com
a finalidade de contribuir para um ensino mais adequado às necessidades
específicas desses
estudantes sempre tendo como eixo norteador os órgãos dos sentidos mais
desenvolvidos dos
estudantes com DV.
RESULTADO E DISCUSSÃO
Durante a entrevista no primeiro questionamento, os estudantes foram perguntados
se
sentiam facilidade em aprender os conteúdos de botânica e o porquê (Tabela 1),
as respostas
variaram, visto que a biologia é uma área, que em relação a alguns conteúdos, é
extremamente
detalhista, chegando algumas vezes a ser até abstrata. Um dos principais motivos
de
dificuldade foi o apelo imagético que tais áreas apresentam.
Para um estudante cego conseguir criar mentalmente a imagem de algum objeto que
está sendo estudado, muitas vezes precisa se valer da compreensão de imagens
mentais já existentes. E para criar essas imagens, o tato pode ser um dos
principais
meios. Aliando-se a outros como o olfato, a audição e o paladar. O tato oferece
diversas informações do objeto estudado: Forma, textura, temperatura. (SILVA,
2014, p. 23).
No entanto, quando esses estudantes conseguem formar imagens mentais, estes
conseguem aprender com maior facilidade e riqueza de detalhes os assuntos
propostos. Desse
modo, é importante sempre levar para as aulas objetos que contribuam para tal
construção de
imagens mentais.
A segunda pergunta estava atrelada às dificuldades que os alunos sentiam em
relação
aos conteúdos de botânica. E o objetivo foi saber qual conteúdo era o mais
difícil de aprender
(Tabela 2).
A maioria dos estudantes não lembrava no momento, para outro a maior dificuldade
era aprender os sistemas, pois era um assunto mais mnemônico. O estudante A
revelou não ter
tido dificuldades no assunto que ele havia visto sobre Botânica no 8º ano do
Ensino
Fundamental II.
A terceira pergunta foi feita com a intenção de descobrir como eles gostariam
que
fossem as aulas de Botânica (Tabela 3).
Para a grande maioria, as aulas deveriam ser mais acessíveis, substituindo o uso
de
imagens por objetos concretos.
Segundo Krasilchick (2011), a informação visual compõe uma parcela significativa
das informações passadas nas aulas de biologia, para tanto são utilizadas
figuras, tabelas,
modelos e a observação direta dos organismos. Sendo assim, o professor que está
diante de
estudantes com DV, pode fazer uso de recursos que forneçam as informações
passadas pelas
imagens, sem, no entanto, fazer uso delas.
O estudante com baixa visão não conseguiu explicar como as aulas de Botânica
poderiam ser ministradas para eles. Não deve ser motivo de estranheza, uma vez
que a maior
parte dos professores acredita que pessoas com baixa visão, aprendem da mesma
forma que os
videntes.
Na escola, os professores costumam confundir ou interpretar erroneamente
algumas atitudes e condutas de alunos com baixa visão que oscilam entre o ver e
o não ver. Esses alunos manifestam algumas dificuldades de percepção em
determinadas circunstâncias tais como: objetos situados em ambientes mal
iluminados, ambiente muito claro ou ensolarado, objetos ou materiais que não
proporcionam contraste, objetos e seres em movimento, visão de profundidade,
percepção de formas complexas, representação de objetos tridimensionais, e tipos
impressos ou figuras não condizentes com o potencial da visão (BRASIL, 2007,
p. 18).
Para conseguir um aprendizado melhor, o professor deve munir-se de recursos
metodológicos que consigam corrigir essas falhas, como por exemplo, figuras
maiores e mais
coloridas, letras grandes, utilização de materiais de aumento como lupas, entre
outros.
O professor tem como responsabilidade criar situações que auxiliem
a aprendizagem, a qual transcorre de forma autônoma, respeitando-se
as características individuais e estilos próprios de cada um
(KRASILCHICK, 2011, p. 45).
1.ª Atividade
A primeira atividade realizada foi sobre o tema raízes. Para tal, foi preciso
levar dois
tipos de raízes, uma fasciculada e uma axial, visto que era falar sobre a
morfologia das raízes
para que eles pudessem entender a importância de cada tipo. Os exemplares foram
coletados
ao redor da escola. A atividade foi realizada em uma sala anexa à diretoria.
Para falar de raízes tuberosas, foram estudadas a macaxeira (Manihot
escuculenta), a batata doce (Ipomoea batatas), a cenoura (Daucus carota sub sp.
sativu) e a beterraba (Beta vulgaris esculenta)
Nessa perspectiva, foi abordado tanto o aspecto morfológico quanto os
sensitivos. A
aula começou com a seguinte indagação: vocês já comeram raízes? A maioria
respondeu sim, macaxeira, batata, cenoura. Alguns confundiram cebola, batatinha
e até alface como sendo
raízes. No entanto, são erros bastante comuns cometidos pela maioria das
pessoas.
2. ª Atividade
A atividade começou com uma breve revisão da aula anterior, logo depois, os
estudantes foram indagados sobre o que conheciam sobre o caule, como função e
texturas.
Nessa aula, foram utilizadas a cebola (Allium cepa), batata inglesa (Solanum
tuberosum), cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), gengibre (Zingiber
officinale), caules de plantas não comestíveis e casca de algumas árvores de
grande porte
3.ª Atividade
A terceira atividade foi dividida em duas partes: na primeira, foi abordada a
temática
folha e, na segunda, a temática flores.
A primeira etapa foi o estudo da morfologia externa das folhas, como material de
apoio foram utilizadas folhas coletadas ao redor da escola.
Esse momento foi iniciado com uma indagação, tendo por finalidade descobrir o
conhecimento prévio dos estudantes, sendo questionado “para que servem as folhas
de uma
planta?”. Alguns estudantes afirmaram que “servia para dar sombra para a
planta”, outros
mencionaram a captura de luz. Sendo assim, esse foi um momento propício para
introduzir o
conteúdo que versou sobre as funções das folhas.
A segunda etapa retratou as flores, por meio de exemplares coletados ao redor da
escola como, por exemplo, a Damiana (Turnera ulmifolia), hibisco (Hibiscus
rosa-sinensis),
entre outras.
No início da segunda etapa, foi questionada a definição e função de uma flor.
Tendo
em vista a complexidade da questão, os estudantes disseram que a função seria a
mesma da
folha, sendo assim explicado que as flores são folhas modificadas, cuja função é
atrair
polinizadores para a fecundação e, consequentemente, a formação de uma nova
planta. Sendo
esta uma estrutura exclusiva das plantas angiospermas.
4.ª Atividade
Essa atividade abordou tanto frutos quanto sementes, devido às duas temáticas
serem muito interligadas, não havendo uma ruptura de um tema para adentrar no
outro e sim, uma complementação entre os dois.
Os materiais utilizados na aula foram: manga (Mangifera indica), laranja
(Citrussinensis L. Osbeck), banana (Musa paradisiaca), tomate (Solanum
lycopersicum), caju
(Anacardium occidentale), mamão (Carica papaya), abacaxi (Ananas comosus),
graviola
(Annona muricata) e maracujá (Passiflora edulis).
A atividade foi iniciada com a seguinte indagação “fruto e fruta são a mesma
coisa?”.
A partir das respostas, foram analisadas as partes morfológicas dos frutos.
Logo, foi explicado
que há algumas camadas existentes no fruto, tais como a “casca” e falou-se
também das
sementes e da sua importância para a sobrevivência da espécie.
5.ª Atividade
A atividade consistiu em uma oficina pedagógica sobre percepção sensorial, na
qual os
estudantes com deficiência visual, colocaram-se no papel de mediadores do
ensinoaprendizagem, para tanto, foi solicitada a participação de 5 estudantes
aleatórios da turma do
2° ano do Ensino Médio. Depois de selecionados, os participantes foram vendados
e
convidados a aguçarem seus sentidos, com o intuito de comparar a percepção
desses com os
dos deficientes visuais.
Foram dispostos na mesa alguns exemplares de raízes, caules, flores, folhas e
frutos, e
os estudantes deveriam tentar descobrir qual parte da planta eles tinham nas
mãos. Os
estudantes com DV deveriam falar se eles estavam corretos ou errados. E, além
disso,
esclarecer o que era cada parte das plantas e informá-los sobre as
características de cada
exemplar.
No decorrer da atividade, os estudantes mostraram-se empenhados e houve trocas
de
experiência, quando um dos estudantes ensinou outro, que estava vendado, algumas
técnicas
para identificação de cada parte da planta.
Os dados obtidos, durante o trabalho, alcançaram os objetivos propostos, ao
identificar, compreender e analisar as concepções dos estudantes sobre o ensino
de botânica ,
visto que, os estudantes com deficiência visual, sentem dificuldades em
acompanhar o
andamento escolar, sendo assim, as atividades propostas foram bem recebidas por
eles devido
à participação e à demonstração de interesse dos educandos pela temática.
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ENSINO DE BOTÂNICA PARA DEFICIENTES VISUAIS: UMA PROPOSTA DE
INCLUSÃO A PARTIR DOS AROMAS, FORMAS, TEXTURAS E SABORES
autoras: Maria José Braz de Souza, Licenciatura em
Ciências Biológicas – CCEN/UFPB & Rivete Silva de Lima,
Professor do Departamento de Sistemática e Ecologia – DSE/UFPB.
Universidade Federal da Paraíba
Anais V CONEDU
Campina Grande: Realize Editora, 2018
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