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 Sobre a Deficiência Visual

Compreensão Leitora da Criança com Deficiência Visual

Rosinete dos Santos Rodrigues

I lock my door upon myself - Fernand Khnopff, 1891
Fernand Khnopff, 1891

 

“O tema da linguagem é um dos temas da cultura e dos mais importantes, porque a linguagem tem a ver com a gente mesmo, com a identidade cultural, enquanto indivíduo e enquanto classe. Eu sou a minha linguagem; não tenho dúvida disso. É indispensável que a professora testemunhe ao menino popular que o jeitão dele dizer as coisas também faz sentido, é bonito e tem sua própria gramática, ainda que ela lhe ensine outra forma de escrever“ (Freire, 2014, p. 15).

Com as palavras de Paulo Freire finalizamos esse capítulo, abordando como o letramento e a alfabetização, processos que se completam no campo social e linguístico, precisam estar presentes no projeto de ensino e aprendizagem de todas as crianças, considerando o con(texto) destas, todavia, como o objeto de estudo deste trabalho é a aprendizagem da leitura e escrita por criança com deficiência visual, a ela será feita as tessituras. A aprendizagem da leitura e da escrita começa muito antes das crianças entrarem na escola; pesquisas (Clay, 1998, 1999;Ferreiro & Teberosky, 1986; Rojo, 2009) apontam que desde cedo, em idade que antecede a escolar, as crianças videntes vão descobrindo o mundo e aprendendo com a linguagem escrita e visual. Demonstram atenção às diferentes formas, imagens, cores, e situações de escrita que a ela se apresentam nas atividades do seu dia a dia. É possível tomarem consciência de aspectos e características da linguagem escrita como tamanho de palavras, discriminação de determinadas letras pela frequência com que surgem.

Em suas experiências junto a objetos, lápis, papel, e outras ferramentas de escrita, como as tecnológicas, já apresentam riscos, desenhos, rabiscos, para em seguida surgirem as garatujas e, letras. Essa interação permitirá que construam vivências com a representação da realidade a qual participam. A essa forma de experienciar, construir hipótese e, adentrar o mundo da linguagem escrita, seja mediado por atividades familiares, em casa, ou por professores e colegas na educação infantil, tem sido denominada de literacia ou letramento emergente (conhecimentos precoces, que se evidenciam, por exemplo, nas tentativas de leitura e escrita das crianças, mesmo muito novas e antes de serem formalmente ensinadas, chamou-se de literacia emergente (Teale & Sulzby, 1989).), e esses saberes prévios sobre a escrita não podem ser desconsiderados pelo professor das séries iniciais no processo de escolarização(Martins& Silva, 2001; Tfouni, 2010). Neste contexto, a literacia emergente, possibilita a criança a partir das experiência sociais interativas e positivas, construírem uma base, um arcabouço de competências e atitudes que valorizadas no ambiente formal escolar servirão como alicerce para o desenvolvimento de práticas leitoras e escritoras. Segundo Gomes e Santos (2005) a literacia emergente possibilita a construção, em ambientes não formais de escolarização, de capacidades e consciências do papel da fala, da escrita e da leitura na comunicação, conforme figura abaixo que aborda os precursores básicos e desenvolvimentais da literacia.
 

Figura: Precursores básicos e desenvolvimentais da literacia em termos de conhecimentos e capacidades.


Fonte: Gomes e Santos (2005, p. 6).

Assim, letramento emergente, surge no contato diário da criança quando tem a oportunidade de construir conhecimentos aproveitando os estímulos ambientais de seu convívio, são essas experiências que mais tarde serão facilitadoras no seu processo educativo formal, ou seja, a crinça chega na escola com concepções, hipóteses e experiências sobre a escrita e seu uso, cabendo a escola, como diz Paulo Freire (2014), mostrar para a criança a beleza e importância do seu conhecimento e a partir deste, dar continuidade ao processo de apropriação da leitura e escrita, organizando o contexto educativo, transformando-o em ambiente rico, significativo e possibilitador de práticas leitoras e interativas entre pares.

Quando se trata de situar a criança com deficiência visual, dentro do conceito de letramento emergente, é necessário observar qual a estrutura sócio-econômica dispõe sua família; de como estas conseguem oferecer oportunidades e vivências a todos os seus entes familiares nas práticas e eventos de letramento que participam; qual condição é disponibilizada para a criança com deficiência visual para a participação dessas vivências. Essa reflexão pode possibilitar a desmistificação de concepções sobre as dificuldades enfrentadas por essas crianças, no seu processo de letramento e alfabetização, que muitas vezes são atribuídas a deficiência, encortinando os reais motivos e barreiras postas nesse percurso. E ainda, dar ênfase a importância da educação infantil, da organização e qualidade do contexto escolar, com práticas pedagógicas intencionais, ajustadas as especificidades e características de cada criança (Silva, 2018).

O ambiente escolar formal, principalmente o início da escolarização, que no Brasil acontece nas séries iniciais do ensino fundamental, marca a criança com expectativas, curiosidades e apreensões, é o chamado início da vida escolar. No qual as aprendizagens serão possibilitadas a partir de condições bio-psico-sociais e, da qualidade e riqueza de estímulos que a escola, com seus planos e estratégias, serão capazes de promover para a interação e promoção do desenvolvimento infantil (Soares, 2001; 2004).

Colello (1997) apresenta em síntese, o resultado de pesquisas que abordam situações intercorrentes ao ensino em 4 planos de análise (metodológico, afetivo, funcional e cognitivo) que podem interferir na relação aluno-escola e a importância dos mesmos para o processo de aprendizagem. No plano metodológico mostra uma inibição na iniciativa pessoal, assim como na autonomia dentro do trabalho escolar. No plano afetivo aborda que as ocorrências vividas em grupos, como, lideranças, rejeições, discriminação entre outros terão consequências na constituição do autoconceito e no aproveitamento escolar. No plano funcional tem-se a relação professor aluno como algo relevante e facilitador do processo de aprendizagem. No plano cognitivo o processo de aprendizagem pode ser afetado não só pelas marcas deixadas na história escolar vivida, mas também pelo contexto imediato como possibilidade para reverter situações já cristalizadas.

Assim, a entrada da criança com deficiência visual na escola, muitas vezes ocorre em idade superior àquela obrigatória para todas as crianças, sem passagem pela pré-escola e com poucas oportunidades de experiências nos eventos e práticas de letramento familiar, o resultado dessas situações somadas a não observância dos planos, (metodológicos, afetivos, funcional e cognitivo), no sentido de minimizar seus efeitos negativos será um forte contribuinte para o fracasso no letramento e alfabetização desta criança. Gerando uma carga circunstancial de impedimentos e entraves à continuidade do processo escolar, ou ainda, a permanência da criança na sala comum, sem construção de conhecimentos (Almeida, 2008).

Desta forma, se compreende que há um nítido processo de exclusão social, quando se negligencia o ensino da língua escrita para a criança com deficiência visual, deixando-a à margem do mundo letrado, que propicia o pensamento simbólico, que organiza e exterioriza a ação e o fazer, impedindo sua constituição enquanto sujeito ativo e participante, pois no atual contexto das sociedades, o ensino das letras, ultrapassa as técnicas automatizadas e mecânicas da codificação e descodificação, compreender sua língua, nas suas dimensões, passa a ser um ato social e político de sobrevivência e deluta (Goody, 1988).

A palavra letramento tem sua etimologia, na palavra literacy, do latim littera que significa (letra) acrescido do sufixo cy, que apresenta como significado: qualidade, condição, estado, fato de ser. Esse termo inglês (literacy) surge na Grãn-Bretanha, no fim do século IXX e se refere ao estado ou condição que assume aquele que aprende a ler e a escrever. No Brasil, na década de 80, final do século XX, se percebeu que faltava uma palavra que designasse pessoas que apropriadas da escrita e da leitura faziam uso de práticas letradas, no seu cotidiano, em sua comunidade. É dessa forma que ocorre uma adaptação para a língua portuguesa do termo literacy com o acréscimo do sufixo –mento, criando-se uma nova palavra “letramento”, a partir do qual se desvela novos sentidos ao processo de alfabetização, à compreensão do uso da escrita no mundo social, às pesquisas e produções acadêmicas (Kato, 1986; Tfouni, 1988; Kleiman, 1995).

Desde então, pesquisadores trazem esclarecimentos e apontam significados para essa nova forma de pensar a alfabetização e o que suscita esse novo conceito. Para Soares (2001) nesse conceito existe a ideia de que para aquele que apreende a escrita se apresentará transformações sociais, culturais, políticas, econômicas e linguísticas. Para Tfouni (2010) a alfabetização apresenta a escrita e seus códigos diante do aprendente, já o letramento irá apresentar a história da construção da escrita pela sociedade.

Neste sentido alfabetização e o letramento que são processos distintos e ao mesmo tempo complementares, devem constar das grandes discussões sobre elaboração de currículo, do processo de formação do professor, para que este de forma consciente internalize os novos conceitos ressignifique planejamentos, estratégias e reconheça que a apropriação da escrita e leitura traz mudanças significativas para a vida de quem adentra o mundo da escrita e da leitura de forma eficiente, crítica e autônoma. Há ganhos tanto do ponto de vista individual – desenvolvimento psíquico, cultural, político, cognitivo, quanto do ponto de vista social e econômico (Soares, 2004).

Freire (2006) foi outro autor que mesmo não usando o termo letramento, mas corrobora com a discussão quando traz o sentido desse conceito em sua concepção de ensinar e aproxima a alfabetização da vida, das experiências do alfabetizado, do seu contexto e de suas ferramentas. Pois analfabeto não é só aquele que não compreendeu o traçado das letras, mas em nosso país é aquele que menos ainda consegue exercer sua cidadania, usufruir de bens culturais, é aquele que está sempre à margem e invisibilizado pelas mazelas da sociedada, ou seja, a condição de analfabeto, é aquela que na maior parte das vezes, carece de letras e de tudo o mais. Ainda que nesse panorama comparativo possamos ter pessoas que não são alfabetizadas, mas que transitam bem em sociedades letradas, fazendo uso da leitura e da escrita, todavia o fazem, mas pelas mãos de outros. Assim o autor deixa bem claro quando diz que não basta ler que “Eva viu a uva”. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho” (Freire, 2006, p. 56).

Dentro da compreensão do que seja o novo ato de alfabetizar letrando, Kleiman (1995) discute duas concepções geradas pelo conceito de letramento, a primeira se apresenta com o Modelo Autônomo, no qual a escrita e a leitura demanda o desenvolvimento de habilidades e competências, para a sua aquisição, são códigos a serem decifrados, sem interdependência com o contexto social, é um sistema posto para ser aprendido. A segunda concepção se ancora no Modelo Ideológico que considera como interlocutores em todo esse processo, as práticas de letramento estabelecidas pelas estruturas sociais, a cultura, o contexto familiar e o lugar onde ocorre o ensino e a aprendizagem.
Para Colello (2004) a oposição entre os dois modelos, demanda diferenças significativas que trazem implicações para a concepção e a práticas pedagógicas. Posto que o modelo autônomo desassocia o contexto da produção da escrita, dando formato único de ensino, primeiro se aprende a estrutura formal e culta da língua escrita para depois fazer uso na sociedade. O modelo ideológico rompe com o reducionismo ao valorizar o contexto de produção, e ao atribuir dinamismo ao momento de aprender e ao momento de fazer uso, ultrapassando as fronteiras do tempo e espaço, antes delineadas por práticas tradicionais de ensino. Assim a autora esclarece, na figura 10, as dimensões do ensino da escrita e leitura a partir do processo de alfabetizar letrando.
 

Figura: Alfabetizar letrando


Fonte: Colello (2004, p. 6).

O ensino da criança com deficiência visual no seu processo de alfabetizar letrando deve ser planejado vislumbrando as dimensões e alcance do ato de aprender a ler e a escrever, rompendo com práticas segregacionistas e excludentes, para se repensar na sua especificidade é preciso adentrar na esteira da revolução conceitual que o termo traz e redimensionar o desafio do ensino do sistema de escrita Braille para a criança cega com uso de novas ferramentas que hoje possibilitam a escrita e a leitura da esquerda para a direita; possibilitar o acesso da criança com baixa visão aos recursos ópticos e não ópticos, pois a ausência destes tem desmotivado e excluído a criança desse processo. Pois o que se tem hoje são crianças cegas e com baixa visão, mesmo tendo acesso as escolas estão saindo dela muitas das vezes na condição de não alfabetizada e não letrada, com justificativas sustentadas nas causas orgânicas e no déficit (Silva, 2018).

Cloze: técnica de avaliação da compreensão leitora

Dentre os vários testes para se avaliar a compreensão da leitura, como a múltipla escolha, questões objetivas para interpretação, protocolos verbais, entre outras; propomos análise e atenção para os testes de Cloze, como forma de apresentar uma ferramenta a ser utilizada por professores junto a crianças com deficiência visual, pois tem evidências de sua eficácia confirmada em diferentes contextos educacionais, desde o ensino fundamental até o ensino superior. Carreira eSá (2004) referem que o ato de ler implica identificar e atribuir sentido as palavras no contexto e ainda emprestar sentido ao texto, usando o conhecimento que já foi construído em outras leituras.

Segundo Bispo (2016) o Cloze é um teste de avaliação da compreensão leitora, criado por Taylor (1953). Consiste em apresentar para o aluno leitor um texto do qual foram extraídos, alguns vocábulos, para que faça sua leitura integral e em seguida preencha as lacunas escolhendo as palavras que completem o sentido do texto.Existe variação na forma de omissão do vocábulo no texto, todavia, as mais utilizadas são: as que retiram todos os quintos, sétimo ou décimo vocábulo; ou suprimindo-se uma classe gramatical, ou ainda, de forma aleatória se elimina 20% dos vocábulos do texto. Também há variação na forma escrita que o texto se apresenta, já que pode representar o espaço de lacuna por um traço de igual tamanho, ou padrão, para todas as lacunas, assim como, esse traço pode variar de acordo com o tamanho do vocábulo que ele representa.

Assim a forma como vai ser apresentado o texto, vai depender do objetivo e do nível de dificuldades que se queira testar junto aos alunos. Assim as diversificações na forma de apresentação e estruturação desse teste, podem ser resumidas em 10 configurações que são o Cloze lexical, Cloze gramatical, Cloze labirinto, Cloze restringindo, Cloze pareado, Cloze com chaves de apoio, Cloze pós leitura oral, Cloze interativo, Cloze cumulativo e Close de múltipla escolha (Bitar, 1989; Bormuth, 1968; Braga, 1981; Giordano, 1985; Helfeldt & Henk, 1985; Hines & Warren, 1978; Porter, 1979; Santos, 2004; Zucoloto, 2001). Conforme a classificação de Bormuth (1968) a avaliação da compreensão leitora se faz a partir de três níveis: Nível de frustração até 44% de acertos; Nível instrucional de 44% a 57% de acertos, mostrando compreensão, mas com necessidade de ajuda externa e; Nível independente, com compreensão superior a 57%, mostrando-se um leitor com autonomia.

Por ser o teste o próprio texto, segundo Santos et al., (2009) são muitas as vantagens na utilização do teste Cloze, por ser um instrumento que apresenta fácil construção, manipulação e interpretação. Todavia, faz-se necessário estar atento para o assunto a ser abordado no texto, pois segundo os autores, verificou-se diferenças no desempenho quando o assunto não era de conhecimento dos alunos, logo o texto extraído do contexto do aluno leitor, logo a criança poderá usar o contexto como apoio, aumentando a probabilidade de acertos. O teste também apresenta a possibilidade de promover o desenvolvimento da compreensão leitora, já que possibilita ao aluno a adivinhação, descoberta da palavra lacunada no texto (Bensoussan, 1990; Pellegrini, 1996; Suehiro, 2013).

Outra vantagem está no fato do aluno poder contar com o papel mediador do professor, no momento do teste, já que há uma leitura conjunta do texto, para em seguida o aluno individualmente preencher as lacunas. Alguns estudos trouxeram evidências da eficiência do teste Cloze, no sentido de possibilitar a construção de habilidades que propiciam a compreensão leitora (Bampi, 2000; Braga, 1981; Carelli, 1992; Castro, 2006; Joly & Lomônaco, 2003; Santos, 2004). Suehiro (2013) faz um levantamento das publicações científicas da psicologia sobre o teste de Cloze do ano de 2002 a 2012, e percebe que as produções foram geradas principalmente por pesquisas que buscavam a validação do instrumento; compreensão e inteligibilidade da leitura e remediação da leitura. Que algumas pesquisas associaram ao Cloze outros testes ou escalas. E ainda que o mesmo foi mais frequente no contexto do Ensino Fundamental; seguido do Ensino Superior, sendo aplicada a universitários, todavia em menor quantidade de produção encontram-se as que se dedicaram ao Ensino Médio. Sereno (2017) em sua pesquisa que buscou avaliar o método Cloze e sua eficácia em promover compreensão leitora e habilidades ortográficas em crianças do 1º ciclo do ensino básico, criou um Programa de intervenção que consistiu na elaboração de histórias com base nas diferentes formas de apresentação do Cloze, mas em todas foram suprimidas o décimo vocábulo totalizando 25 lacunas. Essa intervenção foi desenvolvida junto ao grupo experimental, no período intervalar que consistiu entre a aplicação do teste e o pós-teste.

Desta forma, percebeu que as crianças, ao responderem, primeiramente sem ajuda, mas em seguida mediados pela pesquisadora que fazia a correção do texto em voz alta, para que os alunos pudessem completar novamente e confrontar suas respostas com a anterior, obtiveram mais êxito do que o grupo que não passou pela intervenção. Essa ação possibilitou melhor compreensão do texto no pós-teste, aumentando os acertos no Teste de Idade de Leitura (TIL) e no PALPA P44.Assim, o programa de intervenção utilizando o método Cloze evidenciou as potencialidades do método na promoção da compreensão leitora e desenvolvimento das habilidades ortográficas.

Síntese

Desta forma, ainda que não se tenha encontrado trabalhos científicos que abordam a aplicação do teste junto a criança cega ou com baixa visão, não encontramos problemas em realizá-lo, pois o texto poderá estar em Braille ou em tinta com caracteres ampliados e seguir a estrutura do método Cloze conforme os objetivos a serem alcançados. Todavia, se revela a necessidade de pesquisas voltadas à validação do teste Cloze na avaliação da compreensão leitora por crianças com deficiência visual. Assim como cursos de formação continuada para que professoras e professores alfabetizadores tenham a oportunidade de construir conhecimentos na área da deficiência visual, contemplando estratégias de ensino, recursos didáticos acessíveis e tecnológicos, recursos ópticos e não ópticos, Sistema de escrita e leitura em Braille, enfim, caminhos exitosos para o processo de alfabetização e letramento da criança que possui limitação visual. Assim faz-se importante mencionar que essa parte foi suprimida do estudo empírico junto às crianças, pois foi inviabilizado, pelo contexto pandêmico e suspensão das aulas presenciais.

 

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Excerto da Tese "Alfabetização e letramento da criança com deficiência visual: um estudo crítico e colaborativo junto às professoras da classe comum e do atendimento especializado"
apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Doutoramento em Desenvolvimento e Perturbações da Linguagem, sob a orientação da orientadora Doutora Ana Rodrigues da Costa.
autora: Rosinete dos Santos Rodrigues
Universidade Fernando Pessoa
Porto, 2022

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29.Jan.2026
Maria José Alegre