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Sumário
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Introdução
Fui escolarizada em Braille.
Uso este Sistema todos os dias, há sete décadas.
Mas o começo foi difícil... Mais seria, se não tivesse tido uma boa professora.
Cheguei ao Braille ainda com problemas de lateralidade e muito longe da
motricidade fina indispensável para superar as exigências da pauta. Sim,
escrevíamos com pauta e punção. Que remédio… Máquina? Nem uma havia na escola!
Quando era criança, aprender e brincar eram atividades incompatíveis. Entretanto
os pedagogos perceberam que elementos lúdicos bem escolhidos não distraem da
aprendizagem, antes a facilitam: acrescentam-lhe uma motivação, afugentam o
desânimo. Aprender Braille não deve ser um meio e um fim em si mesmo; antes o
veículo por excelência que possibilita às pessoas cegas de qualquer idade (salvo
se o estado geral de saúde já for precário) aceder à cultura e à informação
através da palavra escrita. A experiência diz-nos que nem todos os que começam a
aprender Braille têm a resistência física e emocional para aguentar o esforço
longo e regular até chegarem uma leitura fluente. Ainda assim, nem tudo está
perdido para os que ficam pelo caminho: o domínio elementar deste Sistema é
quanto basta para terem sempre à mão uma ferramenta promotora de maior
autonomia.
Nas atividades da vida diária a autonomia faz a diferença, pois são recorrentes.
Sim, o Sistema Braille não é perfeito; o problema é que não conheço melhor via
de acesso à leitura e escrita. Por isso vale a pena investir na sua
aprendizagem.
É neste contexto que ofereço este material tão diversificado, sendo que a ordem
dos tópicos resulta mais do momento em que surgiram do que de um critério
pedagógico. Esse fica ao vosso cuidado. Cada professor / formador decidirá o que
aproveitar, quando e como: com as letras juntas ou separadas; com as linhas
juntas ou separadas; seguido ou não de cópia, conforme o que em cada momento fôr
mais ao gosto e mais útil à pessoa que está a aprender. Sugiro que as instruções
sejam dadas oralmente.
Os treinos de letras, os jogos de palavras e os enigmas são da minha lavra.
Incluo neste trabalho traduções que fui fazendo ao longo da vida e nunca
publiquei, na esperança de vos fornecer textos de leitura agradável. Reparem nas
“onze palavras”. Que maravilha! Ah, e com os pontos também podemos desenhar.
Limitando-se a seguir instruções, como eu, ou espraiando criatividade. Esta
forma tão peculiar de usar os seis pontos pode revelar-se uma alternativa
revigorante à rotina quantas vezes pesada….
Sendo improvável que eu própria venha a testar estes brinquedos didáticos,
agradeceria que, se alguém os usar, tenha a gentileza de me contar como correu a
experiência.
E já que começar bem é fundamental, permitam-me recordar normas essenciais
válidas para a leitura, tanto em papel como digital:
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O dedo que lê deve assentar a polpa sobre a letra, não apenas a ponta junto à
unha. Vigie, corrija, insista. É condição sine qua non para uma leitura fluente.
-
Tente reduzir as vezes que o dedo passa sobre o mesmo lugar. O objetivo é que
a letra seja percebida como um todo, num único toque. Logo que uma sequência de
letras deixe prever o fim da palavra, passe à palavra seguinte dispensando-se de
identificar as que ficaram para trás, para se focar no objetivo de uma maior
fluência.
-
Incentive a leitura com as duas mãos, ainda quando uma seja mais desenvolta.
Desde logo, quando uma das mãos se lesiona resta a outra para ler. Sobretudo,
desperdiçar recursos ao nosso alcance seria uma displicência lamentável. O ideal
é que as mãos deslizem com leveza ao longo da folha em movimentos contínuos e em
sentido contrário.
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Trechos apelativos em que a repetição de palavras abunda, são um antídoto
contra a frustração, porque as repetições permitem ler mais depressa.
-
Prática regular por poucos minutos resulta mais do que treinos longos mas
esporádicos.
LETRA A LETRA
Musicando. Ordene as letras. Forme NOMES DE INSTRUMENTOS
MUSICAIS,
começando pela letra maiúscula,
a i n o P = Piano
a a H p r
a b m o r T
a a F l t u
a m o p r T
i i l n o o V
a a G i r r t u
a B d i l m n o
a a C h i n o q u v
a e f n o o S x
ã g o Ó r
a f í o P r
A ã c d e o o r
c e i l l n o o o V
a a b C i n o o r t x
NOMES DE CIDADES
E i s u V = Viseu
A e i o r v
A b C i m o r
a a d G r u
a g L o s
a e e g l o P r r t
a a a B ç g n r
a a i r T v
a e i i L r
a C e h s v
a a C i h m n
e i l S s v
e h i l n P
E e m o r s t z
ã i m o o P r t
a a ç e l n V
a b e l S t ú
ã C i h l o v
a a c ê i l n V
a C d ó r u v
NOMES DE HOMEM E DE MULHER
A a d i m n r = Arminda
A i n n o ó t
á c H i o o r
a b D é o r
a c Ó r s
a i J l ú
E é g i n o u
 e g l n o
ã C c ç e i n o o
A b i í l o
a c i í M o r u
ã E ê o s t v
MOBÍLIA
a e M s = Mesa
á f o S
a a C d e i r
a C d m o ó
a E e n s t t
A á i m o r r
a b i l n o P
a a i L o ó r t v
a a e G t v
MATERIAL ESCOLAR
l P a p e = Papel
á L i s p
r i L o v
r a h c o B a r
a C e na t
z G i
d o r Q a u
n u q á M i a
FRUTAS
s e g ê s P o = Pêssego
p e r N a r ê
a r A o m
o i g F
a ç M ã
a n a r j a L
a j e C r e
b a c A i a x
m e i L õ s
SOLUÇÕES
BRAILLE AND ENGLISH TOGETHER
Puzzle. Unscrumble these anagrams to discover what presents are on the Christmas
tree.
1. l o l D = Doll
2. s u P e r
3. c h i e f d a r k H e n
4. t a l l e W
5. l e v s o G
6. S t i n g s o c k
7. f e m P u r e
8. p a S o
9. l e d C a n
10. g R i n
11. c l e N c a k e
SOLUÇÕES
EMPARELHANDO
Leia os seis itens à esquerda e encontre o
par de cada um à direita:
1.
dia
rosa
faca mulher
flor animal
fruta noite
girafa garfo
homem pera
2.
comboio alegria
jornal museu
lençol granizo
tristeza barco
pintura cobertor
chuva revista
3. Vozes dos animais. Ligue cada animal ao som que ele emite.
burro grasna
corvo grunhe
galinha bale
leão muge
ovelha arrulha
passarinho ruge
pomba zurra
porco cacareja
sapo coaxa
vaca chilreia
SOLUÇÕES
ODD MAN OUT – Saia quem não é daqui
1. Sobremesas:
aletria arroz doce gelatina leite creme molotof pudim sopa
tiramissu
2. Marcas de carros:
2.1 Alfa Romeo Cadillac Fiat Grundig Honda Mercedes Opel Seat
2.2. Mercedes Peugeot Renault Sony Toyota Volkswagen
3. Mesa posta. Tira o que está a mais
Copos esfregona galheteiro garrafa guardanapos paliteiro pente pratos talheres
toalha
SOLUÇÕES
TREINO DE LETRAS (Trava-línguas)
TREINO DE LETRA – p
A pia perto do pinto,
o pinto perto da pia.
Quanto mais o pinto pia,
mais a pia pinga.
Se o papa papasse papa,
se o papa papasse pão,
se o papa tudo papasse,
Seria um papa papão.
TREINO DE LETRA – f
fica faca face foca farpa fera fora fura forra fala floco bife café alface cofre
Ser feliz é fazer os outros felizes.
Fome e fartura não se misturam.
Filetes com farinha e fermento?... Falta a farofa.
Fazer festas a felinos pode ferir.
Quando o Benfica perde o Filipe fica feliz mas o Adolfo fica fulo.
No fim de uma solicitação oficial o requerente pede deferimento.
Prefiro favas a feijão frade. Faz favor!
TREINO DE LETRA – d
dar dai dia dei deu Deus duas dou dado dardo cada cardo dama ordem
Na vida nem tudo é duro. Temos cinco dedos em cada mão e são todos diferentes. O
médio é o mais comprido.
Doze ao quadrado dá cento e quarenta e quatro (144)
O Duarte é doido por doces. A Deolinda é doida por doces.
A Dora dorme no divã ao lado da cadeira grande.
O dia de Corpo de Deus é feriado.
O fado não está fora de moda.
Cuidado! Não confundir farto com parto!
TREINO DE LETRA – j
jaca jade jarra jaula jeito jacto joga juba julgo javali jejum juro beijo desejo
Tenta ser justo, mesmo que seja contra ti.
Há muitos nomes a começar por J: José, Joaquim, Jorge, Jacinta, Júlia...
A janela da varanda dá para o jardim.
Joalharia é uma loja que vende joias. Haja dinheiro para as comprar!
Gostas de jasmins? Já os foste regar?
Se puderes ajudar, ajuda. Fazer um jeito a alguém também nos faz bem.
Haja festa popular até ao romper do dia!
TREINO DE LETRA – h
houve homem honra chave cheio milho mulher linho ninho ranho sonho
Velho rima com espelho, marchei rima com lanchei.
O sol brilha no horizonte.
Está na hora de homenagear o herói.
O Horácio já adubou e plantou flores na horta.
Visitar os doentes ao hospital é um dever e um carinho.
TREINO DE LETRA – í
Ídolo índice ímpar íris íngreme íntegro físico lícito lírio dístico frígido
A letra í tem só dois pontos mas é difícil. Faz uma diagonal para cima, tal como
a letra i, mas maior, porque os pontos ficam nos extremos opostos da célula. A
diferença é visível e tangível.
O nosso rei D. João I deu início à chamada Ínclita Geração.
O píncaro das maçãs não é comestível.
Ver um arco-íris no céu é lindíssimo!
TREINO DE LETRA – â
âmbar ânus âncora ânsia cânhamo lâmpada vândalo escândalo sonâmbulo
A letra â faz uma diagonal para baixo, tal como a letra e, mas mais comprida
porque os pontos estão nos extremos opostos da célula. Repara na distância entre
eles.
Infância rima com tolerância, âmbito rima com trânsito.
O decâmetro não gosta de ser trocado por um decímetro!
TREINO DE LETRA – ó
Óbvio órfão ósseo ótimo óvulo mó pó hóspede rótula sólido tórrido glória
É obrigatório mudar o óleo ao automóvel regularmente.
Na arquitetura gótica sobressaem abóbodas altas.
Os órgãos do tórax ocupam a parte superior do corpo, os órgãos do abdómen a
inferior.
Os arqueólogos estudam os fósseis.
O termómetro mede a temperatura, o higrómetro mede a humidade do ar.
Com fósforos não se brinca!
TREINO DE LETRA - ú
As palavras esdrúxulas levam sempre acento, o qual indica a sílaba tónica.
úlcera último único útero útil cúpula fúnebre lúdico púrpura púcaro rústico
Em Braille, os números de 1 a 0
correspondem às letras do alfabeto do a ao j precedidas do sinal de número ou
sinal numérico.
A bússola foi sem dúvida um instrumento muito útil aos navegadores da Era dos
Descobrimentos.
O úmero, o cúbito e o rádio são ossos do braço.
TREINO DE LETRA – ê
êmbulo ênfase êxodo bêbedo fêmea nêspera pêssego têmpera ciência
TREINO DE LETRA – ô
côncavo fôlego estômago recôndito sôfrego tômbula trôpego
TREINO DAS LETRAS ACENTUADAS
Área página ética férias íntimo cívico nó rúcula ânimo pêndulo útil cúmplice
irmã irmão sertã limão limões feijões Estêvão
CURIOSIDADES – Números e letras acentuadas
A língua da girafa chega a medir 50 centímetros. É com ela que lava os próprios
ouvidos.
As girafas têm as crias em pé, após 16 meses na barriga da mãe. Ao nascer dão um
valente trambolhão no chão - quase 1,5m de altura.
Nos últimos 4000 anos, nenhum novo animal foi domesticado. O coração humano cria
uma pressão bastante para esguichar o sangue a 10 metros de distância. Como as
impressões digitais, as impressões da língua são únicas.
As vacas são capazes de subir escadas, mas não de descê-las.
Uma pulga fêmea consome por dia 15 vezes o próprio peso em sangue!
75% dos vulcões estão debaixo de água.
As pegadas que os astronautas deixaram na Lua, em 1969, continuam visíveis
porque ali não há vento.
O Oceano Atlântico é mais salgado que o Pacífico.
A distância entre o sol e a terra é de 150 milhões de quilómetros.
A primeira pilha foi inventada em 1800 pelo italiano Alessandro Volta.
Antes de 1800 os sapatos para os pés direito e esquerdo eram iguais.
O ar que sai do nariz de uma pessoa, ao espirrar, pode chegar a uma média de 160
km por hora.
É impossível lamber o próprio cotovelo.
Fonte: Internet
JOGOS DE PALAVRAS 1
1. Forme uma palavra juntando as letras que estão a mais em cada par
1.1.
vibrar virar
braço baço
manada manda
piano pano
altar atar
voltar votar
passear passar
....... = braille
1.2.
faina fina
rosca rosa
treina trina
broca boca
vasto vaso
passeio passei
trauma trama
....... =
1.3.
Sombra sobra
guela gela
floco foco
rocha roca
feito fito
festejar festeja
....... =
1.4.
hora honra
corda acorda
elipse eclipse
novo noivo
muro mouro
grade grande
resta aresta
geada gelada
....... =
1.5.
trompa tropa
receita recita
melro mero
bulha bula
douro duro
fralda falda
....... =
1.6.
rapto rato
feio fio
branco banco
pastilha patilha
visita vista
gasto gato
atura aura
coreto corto
....... =
1.7.
cobra cora
recreio receio
mauro muro
prova proa
moinho minho
....... =
1.8.
polvo povo
gaita gata
fosco foco
fraude frade
atura atua
arisco risco
....... =
1.9.
casca casa
faicha ficha
tralha talha
repito repto
vento veto
manha mana
couro curo
....... =
1.10 (Infantil, elementar)
cabra cara
rio ri
finca fica
deitar ditar
facto fato
paulo pulo
....... =
1.11. (Infantil, elementar)
broca roca
frio fio
piegas pegas
franco fraco
tronco trono
faina fina
trio tio
....... =
1.12.
espiga espia
moela mola
toldo todo
carente crente
drama rama
poente pente
....... =
1.13.
canoa cano
caule cale
furtar furar
brioso brios
alternar alterar
coito cito
tampa tapa
guarida guarda
acaso caso
....... =
1.14. (Infantil)
caruma carma
medronho medonho
rusga ruga
perito perto
frente frete
cavalheiro cavaleiro
tesoura tesura
....... =
1.15.
afia aia
deserto destro
floco foco
feito feto
perdiz perdi
....... =
1.16.
febre fere
turbo tubo
maricas marcas
validade vaidade
chato cato
vaia via
corno coro
treino reino
meiga miga
....... =
1.17.
coreto corto
enxame exame
estigma estima
fresta festa
viragem virgem
força fora
acreditar creditar
droga roga
doente dente
....... =
1.18.
desfeito defeito
coroa coro
embalar emalar
ementa menta
madrinha marinha
ovelha velha
trampa tampa
vazio vazo
toada toda
....... =
1.19.
escravo escavo
Planeta planta
Mundo mudo
finado findo
ascende acende
docente doente
fresta festa
....... =
SOLUÇÕES
2. JOGOS DE PALAVRAS 2
Leia os pares de palavras que seguem e forme outra palavra com as letras em que
a primeira é diferente da segunda em cada
par:
2.1.
frasco franco
frota fruta
entrada estrada
hora mora
parto perto
resma lesma
....... = sonhar
2.2.
fadiga fatiga
corto certo
artes antes
malha palha
lenço lanço
....... =
2.3.
farpa farra
leva lava
saldo salto
quer quem
bom bem
....... =
2.4.
carvão cartão
terrena terrina
minho milho
porta porca
clima clama
reluz reduz
chato chuto
quadro quatro
pronto pranto
torta tonta
....... =
2.5.
aste este
monte fonte
tosta testa
certo cesto
....... =
2.6.
forja forra
lata luta
passo pasto
camelo cabelo
pisca pesca
termo terno
....... =
2.7.
renda ronda
queixo queijo
farto furto
bruma bruta
assento assunto
....... =
2.8.
pasta pista
turma turca
trigo trago
larga larva
costa cesta
....... =
2.9.
prego grego
certa carta
barco banco
coser cozer
minada manada
custo curto
manto manso
quinto quanto
corta conta
....... =
2.10.
evidência evidencia
extra entra
tarifa tarefa
distinto distingo
molho milho
....... =
2.11
travo traço
argila argola
lento lenço
rótulo rotulo
franco flanco
misto mosto
raiva ruiva
....... =
2.12.
sondar sonhar
gesto gosto
justa junta
faz fiz
estofo estojo
circo cerco
leitora leitura
....... =
2.13.
temer tecer
vende vinde
assunto assusto
tinha vinha
pilha palha
terra terna
canto cinto
....... =
2.14. (Infantil, elementar)
burra borra
parto pasto
cesto certo
lima lama
ronca rosca
chama clama
vinho vinha
....... =
SOLUÇÕES
ENIGMAS SILÁBICOS
Nomes de animais:
Ordene as sílabas de modo a formar com elas oito nomes de Animais:
an bra bri ca dal do es fa for ga gi lo mi nha nol par qui ra ri rou to xi ze
Nomes de peixes:
Ordene as sílabas de modo a formar com elas oito nomes de Peixes:
ba ca cor di do go gua lin lo na nha pau pu ra raz ro rui sar ta vi vo xa
Corpo humano:
Ordene as sílabas. Encontre doze partes do Corpo Humano:
ab be bí bra bro ca ça ção cé co ços de dó du es glân go gue las lis ma men mões
pul ra rax re roi san ti tó tô
Nomes de flores
Ordene as sílabas de modo a formar com elas treze nomes de flores:
al be co cri da fa ga ge ger gnó hor je lí li ma mag mal man mar me mo nho ni
nio pa quer ra râ ri rio ros sân sia te tên tre tú vo ze
Formas e Medidas
(Letras acentuadas) Ordene as sílabas. Encontre onze palavras relacionadas com
formas e medidas:
ân bi ca ção ce cen cie co con côn cú de di fí go gu he lo me men mi no per pi
por pro râ sões su ti tí tri tro ve vér vo xá xo
SOLUÇÕES
ENIGMAS NUMÉRICOS - NÚMEROS QUE SIGNIFICAM
LETRAS
Forme palavras de acordo com as pistas, substituindo os números por letras. Cada
número corresponde sempre à mesma letra, mas essa correspondência não segue a
ordem alfabética nem qualquer critério lógico.
a)
moeda -
5 17 15 7 -
euro
b) inseto - 2 15 1 6 7
c) doença - 2 15 1 10 5
d) apelido - 10 5 15 5 11
e) família - 2 5 18 15 7
f) profissão - 11 8 10 8 14 5 1 15 7
g) fruta - 6 8 15 8 18 19 8
h) bebida - 4 5 15 3 5 1 19 8
i) cidade - 2 5 18 5 13 15 8
j) cereal - 14 15 1 2 7
k) instrumento - 3 1 7 6 1 18 7
l) país - 11 5 18 5 2 8 6
m) anedota - 10 1 8 12 8
n) metal – 12 1 8 16 8 18 14 5
o) cor - 3 5 15 12 5
p) peixe - 13 8 4 8 6 16 8 17
q) esférico – 15 5 12 7 18 12 8
SOLUÇÕES
Mais um ENIGMA- NÚMEROS QUE SIGNIFICAM LETRAS
Forme
sinónimos de acordo com as pistas dadas, substituindo os números por
letras. Cada número corresponde sempre à mesma letra, mas essa correspondência
não segue nenhum critério lógico.
a)
distante -
1 3 7 9 2
-
longe
b) vasto - 1 5 4 9 3
c) carícia - 5 11 5 9 3
d) efetuar - 11 5 12 2 4
e) silêncio - 10 3 10 10 2 9 3
f) encantar - 11 5 10 19 15 7 5 4
g) cheio - 4 2 8 1 2 13 3
h) melancolia - 13 4 15 10 13 2 12 5
i) homem - 10 2 7 16 3 4
j) inteligente - 2 10 8 2 4 13 3
k) prazer - 9 3 10 13 3
l) igual - 18 2 10 18 3
m) nunca - 22 5 18 5 15 10
n) assustador - 18 2 14 3 7 16 3
o) competente - 19 5 8 5 12
p) roubo - 11 17 4 13 3
q) secar - 2 7 20 17 9 5 4
r) pensar - 4 2 11 1 2 13 15 4
s) resumo - 10 17 18 21 4 15 3
t) ciúme - 15 7 6 2 22 5
u) forreta - 5 6 5 4 2 7 13 3
v) ótimo - 2 20 19 2 1 2 7 13 2
SOLUÇÕES
ADIVINHAS
1. Tem dentes, mas não tem cabeça. O que é?
2. Tem dentes e não come, mas dá de comer a quem tem fome
3. Cai, mas nunca se magoa. O que é?
4. Qual é o mês que tem 27 dias?
5. O que é que os livros têm e as árvores também?
6. Qual é a flor que todo o burro usa?
7. Como é que podemos escrever ratoeira com quato letras?
8. Tem cara e não é gente, tem coroa e não é rei. O que é?
9. Casa, mas fica sempre solteiro. Quem é?
10. São sete irmãos. Cinco vão à feira e dois não. Quem são?
11. O que é que sempre aumenta e nunca diminui?
12. É uma capital europeia. O seu nome lembra sofrimento, maldição. Como se
chama?
13. Qual é o animal marinho que, sem a primeira sílaba, manda ler?
14. Qual é a parte do corpo que mais coça?
15. O que é que quanto maior é, menos se vê?
16. Em novo não tem cabelo, em velho fica careca. O que é?
17. Como é que se tira uma pessoa que caiu num poço?
18. O que é que tem centro mas não tem começo nem fim?
SOLUÇÕES
PROVÉRBIOS INCORRETOS
Em cada um dos provérbios que seguem há uma palavra errada. ASSINALE-A.
1. Cão que ladra, também morde.
2. Guardado está o bocado para quem o há de fazer.
3. Não poupar é que está o ganho.
4. Em vez de melão, vinho de tostão.
5. Com papas e bolos, te enganam os tolos.
6. Casa roubada, trancas à entrada.
7. Quem se arrepende, volta atrás.
8. Nem tudo o que vem à linha é peixe.
9. Mais vale um papagaio na mão, que dois a voar.
10. De grão em grão, enche a perdiz o papo.
11. Ovelha quem berra, bocado que perde.
12. No melhor naprom cai a nódoa.
13. As insistências iludem.
14. Quando um burro zurra, o outro baixa as orelhas.
15. O bom marido a casa torna.
16. Uma mão lava a cabeça e ambas lavam o rosto.
17. O melhor milho é dos pardais.
18. Candeia que vai à frente alumia duas velas.
19. Por morrer uma avezinha não acaba a primavera.
20. Quem muito escolhe sempre acerta.
21. Água mole em pedra dura, tanto molha até que fura.
22. Deitar cedo e cedo erguer dá vigor e faz crescer.
23. Roma e Pavia não se construiram num dia.
24. Tudo está bem quando começa bem.
25. Quem tem telhados de palha não deve atirar pedradas.
26. Amigos amigos, divórcios à parte.
27. Quem vê caras não lê corações.
28. Beijo roubado, gosto estragado.
SOLUÇÕES
LEITURA DE TEXTOS CURTOS COM
FINALIDADES DIFERENTES
No primeiro texto, já a seguir, quantas vezes aparece a expressão “E
assim foi”?
E ASSIM É
Deus criou o burro e disse-lhe: Tu és um burro. Trabalharás sem descanso desde a
manhã até ao fim do dia e transportarás coisas pesadas em cima do dorso. Comerás
erva e serás pouco inteligente. Viverás 50 anos.
Ao que o burro contrapôs: 50 anos a viver assim é um grande exagero! Por favor
dá-me só 30 anos, no máximo.
E assim foi.
Depois Deus criou o cão e falou para ele: Du és um cão. Guardarás os haveres dos
seres humano, dos quais serás o amigo mais subserviente. Comerás os restos que o
homem deixa e viverás 25 anos.
O cão respondeu: Senhor, viver assim 25 anos é de mais. Por favor, só 10 anos,
no máximo.
E assim foi.
Depois Deus criou o macaco e falou: Tu és um macaco. Quero que saltites de
árvore em árvore, que te portes como um idiota, que sejas cómico e que vivas
assim 20 anos.
O macaco contestou: Senhor, viver 20 anos como palhaço do mundo
é de mais! Por favor dá-me só 10 anos, no máximo.
E assim foi.
Por último Deus criou o homem e falou para ele: tu és um homem, o único ser vivo
racional sobre a terra. Usarás a tua inteligência para submeter as outras
criaturas ao teu jugo. Serás o chefe da terra e viverás 20 anos.
Ao que o homem retorquiu: Senhor, só 20 anos para ser homem não chegam. Por
favor dá-me os 20 anos que o burro recusou, os 15 do cão e os 10 do macaco.
E Deus determinou assim: o homem vive 20 anos como homem, depois casa e trabalha
20 anos de manhã à noite, como um burro, a transportar cargas pesadas. Depois
terá filhos e viverá 15 anos como um cão - guardará a casa e comerá as sobras
que a família deixa. Depois, em idade avançada, vive 10 anos como macaco,
porta-se como um idiota e diverte os netos.
E assim é.
(Tradução de um texto apresentado no curso para professores voluntários de
braille realizado em Saulgrub, Alemanha, em 2011)
No segundo texto, já a seguir, quantas vezes surge a palavra “pregos”?
CICATRIZES
Era uma vez um garoto que tinha um temperamento explosivo.
Um dia recebeu um saco cheio de pregos e uma placa de madeira.
O pai disse a ele que martelasse um prego na tábua, toda vez que perdesse a
paciência com alguém.
No primeiro dia, o garoto colocou 37 pregos na tábua.
Já nos dias seguintes, enquanto ele ia aprendendo a controlar sua raiva, o
número de pregos martelados por dia foi diminuindo gradativamente.
Descobriu que lhe dava mais trabalho ter de ir todos os dias pregar diversos
pregos na placa de madeira...
Enfim chegou um dia em que o garoto não perdeu a paciência em hora alguma.
Ele falou com seu pai sobre seu sucesso e sobre como estava se sentindo melhor
em não explodir com os outros.
Então o pai sugeriu que ele retirasse todos os pregos da tábua e que a trouxesse
para ele.
O garoto trouxe a placa de madeira, já sem os pregos e a entregou ao pai. Ele
lhe disse:
"Você está de parabéns, meu filho, mas dê uma olhada nos buracos que os pregos
deixaram na tábua...
Ela nunca mais será como antes.
Quando você diz coisas estando com raiva, suas palavras deixam marcas como
essas".
Fonte: Revista “Pontinhos” nº. 314,
editada pelo Instituto Benjamin Constant,
Rio de Janeiro
TERCEIRO texto – Frases desordenadas
Altere a ordem das frases que seguem, de modo que elas formem um texto com
sentido: (A primeira já está assinalada com o número 1.
NINGUÉM EM CASA
- Ainda bem que temos tantos amigos porque, sendo nós um casal de cegos, não é
raro precisarmos de ajuda.
- “Ontem à noite andámos perto da vossa casa e queríamos dar aí um salto”,
conta-me o Klaus ao telefone.
- No entanto aconteceu recentemente um equívoco compreensível.
- "eram só mais ou menos oito horas, mas estava tudo às escuras.
1. Recebemos visitas com frequência, e até gostamos.
- “E porque é que vocês não vieram?”,
- Então não quisemos incomodar.”
- pergunto um tanto desolado, pois já não nos víamos há tempo.
SOLUÇÕES
QUARTO TEXTO: TEXTO COM LACUNAS
O texto em baixo está incompleto. o lugar de cada palavra omissa aparece
assinalado por ______. Escolha uma palavra da lista e insira cada palavra na
lacuna onde faz sentido:
Lista de palavras: amido; apreciáveis;; cereais; ccolesterol; desgaste; doenças;
energético; físico; gramínea; húmido; intestinos; mucosa; mundo; outros; saúde;
vitaminnas; zonas
Benefícios do arroz
O arroz é um dos frutos mais consumidos no ______. É o fruto em grão da planta
do arroz (oryza sativa), uma herbácea da família das ______, sendo cultivado em
______ pantanosas de clima temperado, quente ou ______.
O ______ é o principal componente do arroz - 70%-80%. Além dele, o arroz tem
quantidades ______ de proteínas, ______ B1 e B2, niacina, fósforo e potássio.
O arroz tem um elevado teor ______, ajudando a recuperar o ______ físico. O
consumo deste cereal tem ainda ______ benefícios. Entre eles: promove a ______
mental; previne as ______ cardiovasculares; ajuda a controlar os níveis do
_______; e auxilia na recuperação da _______ intestinal
Após problemas que afetem os______.
SOLUÇÕES
Quinto texto – Texto com lacunas
O texto que segue tem lacunas assinaladas por ..…
Preencha cada lacuna escolhendo entre as palavras da lista aquela que faz
sentido:
O LADRÃO DE PERAS
Parte 1
Lista de palavras: árvores; figura; fora; fugiu; gatuno; insónia; lá;
noite; peras; pomar; ti
O meu tio Fabiano tem um pomar grande e vetusto cheio de imponentes …… de fruto.
Uma ….. acometeu-o uma tal crise de ….. que se levantou e foi dar um curto
passeio no …..
Eis senão quando descobriu, entre duas árvores, uma coisa que o preocupou: era
uma …… suspeita que corria a passos curtos de cá para lá
e de …… para cá, até que por fim ……à pressa.
O meu tio pensou tratar-se de um ……que queria deitar a mão às suas peras, e
gritou:
“Não há aqui nada para ……. Desaparece já do meu pomar, seumalvado, senão
ponho-te daqui para ……, seja lá como for!”
Ao dizer aquelas palavras pegou em duas …… podres e atirou-as ao tipo em fuga.
Parte 2
Lista de palavras: caído era; hoje; mão; mulher; nódoas; tarde; toalhas;
Na manhã seguinte a …… dele abordou-o e contou:
“Ontem à noite lavei umas …… e estendi-as no pomar. …… de manhã duas das toalhas
tinham ……de fruta do tamanho de uma …….
Então o tio percebeu a confusão que tinha arranjado e que a culpa…… dele. Como
era possível ele ter …… naquele logro!
Mas só muito tempo mais ….. se retratou.
(Texto apresentado no curso para professores de braille realizado em Saulgrub
em 2011)
SOLUÇÕES
SOLUÇÕES
LETRA A LETRA – Instrumentos musicais
Piano Harpa Tambor Flauta Trompa Violino Guitarra Bandolim Cavaquinho Saxofone
Órgão Pífaro Acordeão Violoncelo Contrabaixo
LETRA A LETRA – Nomes de cidades
Viseu Aveiro Coimbra Guarda Lagos Portalegre Bragança Tavira Leiria Chaves
Caminha Silves Pinhel Estremoz Portimão Valença Setúbal Covilhã Valência Córdova
LETRA A LETRA – Nomes de homem e de mulher
Arminda António Horácio Débora Óscar Júlia Eugénio ângelo Conceição Abílio
Maurício Estêvão
LETRA A LETRA – Mobília
Mesa Sofá Cadeira Cómoda Estante Armário Poliban Lavatório Gaveta
LETRA A LETRA – Material escolar
papel lápis livro borracha caneta giz quadro máquina
LETRA A LETRA – Frutas
Pêssego nêspera amora figo maçã laranja cereja abacaxi limões
ANAGRAMS – Braille & English
1. Doll 2. Purse 3. Handkerchief 4. Wallet 5. Gloves 6. Stockings 7. perfume 8. Soap 9.
Candle 10. ring 11. Necklace
EMPARELHANDO:
CADA UM COM O SEU PAR
1. Dia noite - faca garfo - flor rosa - fruta pera - girafa animal - homem
mulher
2. comboio barco - jornal revista - lençol cobertor – chuva granizo – tristeza
alegria– pintura museu
3. burro zurra - corvo grasna - galinha cacareja - leão ruge - ovelha bale -
passarinho chilreia - pomba arrulha - porco grunhe - sapo coaxa - vaca muge
ODD MAN OUT
1. Sopa 2.1. Grundig 2.2. Sony 3. Esfregona
JOGOS DE PALAVRAS
1.1. Braille 1.2 acertou 1.3. mulher 1.4. nacional 1.5. melhor 1.6
persiste 1.7. Bravo 1.8. lisura 1.9. carinho 1.10. boneca 1.11.
brincar 1.12. gelado 1.13. autonomia 1.14. ursinho 1.15. feliz 1.16.
brilhante 1.17. engraçado 1.18. sabedoria; 1.19. renascer
2.1. sonhar 2.2. dorme 2.3. Pedro 2.4. ventilador 2.5. amor 2.6. jasmim
2.7. exame 2.8. amigo 2.9. persistir 2.10. èxito 2.11. vitória 2.12.
desafio 2.13. mentira 2.14. ursinho
ENIGMA SILÁBICO – Nomes de animais
andorinha cabrito esquilo formiga girafa pardal rouxinol zebra
ENIGMA SILÁBICO - Nomes de peixes
carapau corvina goraz linguado robalo ruivo sardinha xaputa
ENIGMA SILÁBICO – Partes do Corpo
abdómen bílis braços cabeça cérebro coração estômago glândulas pulmões sangue
tiroide tórax
ENIGMA SILÁBICO – Nomes de flores
alfazema crisântemo gerbera gerânio hortênsia lírio malmequer manjerico
margarida rosmaninho trevo túlipa
ENIGMA SILÁBICO – Formas e medidas
centímetro côncavo convexo cúbico dimensões hexágono pirâmide proporção
superfície triângulo vértice
ENIGMA NUMÉRICO (1) – Números que significam letras
a) euro; b. grilo; c. gripe, d. Peres; e. genro; f. sapateiro; g. laranja; h)
cerveja; i) Genebra; j) trigo; k) violino; l) piada; m) diamante; n) verde; o)
bacalhau
ENIGMA NUMÉRICO (2)
a) Longe; b) largo; c) afago; d) fazer; e) sossego; f) fascinar; g) repleto; h)
tristeza; i) senhor; j) esperto; k) gosto; l) mesmo; m) jamais; n) medonho; o)
capaz; p) furto; q) enxugar; r) refletir; s) sumário; t) inveja; u) avarento; v)
excelente
ADIVINHAS
1. O pente. 2. O garfo. 3. A chuva. 4. todos os meses. 5. Folhas. 6. O cravo. 7.
Gato 8. A moeda. 9. O padre 10. Os dias da semana. 11. A nossa idade. 12. Praga
13. A baleia. 14. A unha. 15. A escuridão. 16. O pneu. 17. Toda molhada. 18. O
círculo.
PROVÉRBIOS COM A PALAVRA INCORRETA ASSINALADA
1. não 2. comer 3. no 4. cima 5. Se 6. porta 7. Engana 8. rede 9. pássaro 10.
galinha 11. que 12. pano 13. aparências 14. fala 15. filho 16. outra 17.
primeiro 18. vezes 19. andorinha 20. pouco 21. bate 22. saúde 23. Fizeram 24.
acaba 25. vidro 26. negócios 27. Vê 28. dobrado
TEXTOS CURTOS
No primeiro texto a expressão “E assim foi” aparece TRÊS vezes.
No segundo texto a palavra “pregos” aparece SETE vezes.
TEXTO COM AS FRASES POR ORDEM CORRETA:
Ninguém em casa
Recebemos visitas com frequência, e até gostamos. Ainda bem que temos tantos
amigos, porque sendo nós um casal de cegos não é raro precisarmos de ajuda.
No entanto aconteceu recentemente um equívoco compreensível.
"Ontem à noite andámos perto da vossa casa e queríamos dar aí um salto",
conta-me o Klaus ao telefone.
"E porque é que vocês não vieram?", pergunto um tanto desolado, pois já não nos
víamos há tempo.
"Eram só mais ou menos oito horas, mas estava tudo às escuras. Então não
quisemos incomodar."
Traduzido da revista alemã "Die Gegenwart" 3/2005
TEXTO COM AS LACUNAS CORRETAMENTE PREENCHIDAS
O arroz é um dos sereais mais consumidos no mundo. É o fruto em grão da planta
do arroz (oryza sativa), uma herbácea da família das gramíneas, sendo cultivado
em zonas pantanosas de clima temperado, quente ou húmido.
O amido é o principal componente do arroz – 70%-80%. Além dele, o arroz tem
quantidades apreciáveis de proteínas, vitaminas B1 e B2, niacina, fósforo e
potássio.
O arroz tem um elevado teor energético, ajudando a recuperar o desgaste físico.
O consumo deste cereal tem ainda outros benefícios. Entre eles: promove a saúde
mental; previne as doenças cardiovasculares; ajuda a controlar os níveis do
colesterol; e auxilia na recuperação da mucosa intestinal após problemas que
afetem os intestinos.
Excerto do jonal “Nosso Amiguinho!
ONZE PALAVRAS
Escreva sobre um tema a seu gosto. Qualquer tema. Porém ONZE PALAVRAS APENAS, em
cinco linhas, assim distribuídas:
1+2+3+4+1.
A presença da rima não é obrigatória.
Exemplos
Férias!
Mimo desejado.
Descanso do soldado.
Fazer o que queremos.
Brindemos!
Ana Fontes
Os exemplos que seguem foram postados em www.livingbraille.eu em Inglês, Alemão
e quase sempre também na língua materna de quem colaborou, no âmbito de uma
iniciativa da União Europeia de Cegos visando assinalar o bicentenário da
criação do Sistema Braille
Braille (1)
Adulto
Ceguei. Braille
Nunca vou aprender.
Se calhar até vou?
Arrisquem!
(Autor não encontrado)
Braille (2)
Braille?
Que difícil!
Detestava o Sistema.
Mas agora estou rendida.
Agradecida.
Dorothee Feuerstein
Braille (3)
Eu
Leio Braille
Embora seja normovisual.
Inclusão? Não. Apenas proximidade
Real.
Angela Richter
Braille (4)
Dedos
Conseguem ler
Na noite escura
Até debaixo dos lençóis.
aconchegados.
Jürgen Trinkus
Braille (5)
Passo
A passo
Rumo à autonomia,
Sem Braille eu dificilmente
Viveria.
Ana Fontes
Braille (6)
Onde
Dedos deslizam
Sobre pontos, suavemente,
Só pode ser Braille.
Obviamente!
Dagmar Krause
LEITURINHAS
Poesia
A VIDA
A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
(…)
João de Deus (1830-1896), poeta e
pedagogo, autor de um método para aprender a ler a que chamou Cartilha Maternal,
foi também ele que mandou vir de França o primeiro livro em Braille existente em
Portugal, uma gramática.
QUATRO VELAS
Vamos à paz uma vela acender,
porque a discórdia não quer descansar.
Para o dia em que a tristeza mais doer,
Uma vela à coragem vai brilhar.
Uma vela à esperança esta é!
Contra a melancolia, contra o medo,
E p’ra quando o desânimo, em segredo
ameaça a abalar a nossa fé.
Com muita humildade e com fervor
fique, por fim, mais uma vela erguida
bem alto - uma vela ao amor!
seja ela do mundo a mais querida.
Possa encontrar a sua claridade
quem nas voltas da vida anda errante.
Porque no fundo, para a humanidade
só O amor é, de facto, importante.
Elli Michler (1923-2014)
alemã, escreveu poemas inspiradores e fáceis de compreender
PENSO EM TI
Eu penso em ti
Quando a chuva cai frente às casas,
Porque chovia
Quando transpuz a tua porta.
E penso em ti
Quando o sol por todas as coisas Se passeia.
Porque ele brilhava
Quando fui para ao pé de ti.
Portanto penso em ti
A toda a hora
Poema original
Ich denke an dich,
Wenn der Regen vor die Häuser fällt,
denn es regnete,
als ich aus deiner Tür ging.
Und ich denke an dich,
Wenn die Sonne durch alle Dinge spazierengeht.
Weil es hell war,
als ich zu dir kam.
Also denke ich an dich
Zu allen Zeiten.
Günter Kunert (1919-2009)
escritor alemão
SONHOS
Nunca deixes de sonhar.
Pois se o sonho te deixar,
A vida é como uma ave
Sem asas para voar.
Nunca deixes de sonhar.
Pois quando os sonhos se vão,
A vida é terra queimada
Sob o gelo de um nevão.
Poema original
Hold fast to dreams,
For if dreams die,
Life is like a broken-winded bird
That cannot fly.
Hold fast to dreams,
For if dreams go,
Life is like a barren field
Frozen with snow.
Hugh Langstan ((1902–1967),
célebre poeta, novelista, dramaturgo e ativista social norte-americano.
CONVITE
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.
Como a água do rio
Que é água sempre nova.
Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
José Paulo Paes (1926-1998),
poeta, ensaísta e crítico literário brasileiro In “Poemas para brincar” São
Paulo: Editora Ática, 2011.
OU ISTO, OU AQUILO
Ou se tem CHUVA e não se tem SOL
Ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a LUVA e não se põe o ANEL,
Ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ARES não fica no CHÃO,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
Estar ao MESMO TEMPO em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
Ou compro o doce e GASTO o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
E vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
Mas não consegui entender ainda
QUAL é MELHOR: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
(1901-1964) jornalista e poeta brasileira
GATO PENSA?
Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?
A verdade é que o gatinho
quando mia na almofada,
vai depressa se esconder:
Sabe que fez coisa errada.
E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente
toca com a pata pra ver.
Só quando a temperatura
da comida está normal,
vem ele e come afinal.
E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?
Ferreira Gullar (1930-2016)
poeta brasileiro
UM DESEJO PARA OS MEUS FILHOS
Há anos, a minha filha adolescente lançou-me um repto: “Pai, tu és poeta. Porque
é que não escreves um poema para nós, jovens?”
“Ótima ideia”, disse eu.
Não garanto que eles tenham apreciado os meus pensamentos naquela época, mas
agora são todos crescidos, fortes e produtivos, e compreendem que o esforço é
geralmente benéfico. Os músculos ficam mais fortes quando os exercitamos.
Espero que estes pensamentos, bem como a filosofia que lhes subjaz, tivessem
ajudado os meus filhos.
O mundo está cheio daqueles
que desejam levar um embrulho pequeno
por um largo terreno
descendo a colina
com a ajuda de um vento
que nunca definha.
Eu quero-vos carregados
cada vez mais carregados
contra um vento a uivar
por caminhos intocado
que tenham de desbravar.
pra que possam inalar
o prazer de ultrapassar
os escolhos da viagem
que não sejam muito raros
E rezo pra que o maior
não esteja em vocês, meus caros.
Porque é que vos desejo carregos pesados?
Vocês sabem, mas vou lembrar
Aço que suporta o fogo
endurece.
E por tanto vos amar
POEMA ORIGINAL
My teenage daughter came to me years ago with a question: “Dad, you’re a poet,
why don’t you write a poem about us, kids?”
“Great idea.” .
I’m not sure they appreciated my thoughts at that time, but they are grown now,
they are all strong and productive, and they understand that struggle is usually
beneficial.
Muscles grow strong when they struggle.
I hope these thoughts and the philosophy which sparked them helped my children.
The world bristles with those
Anxious to carry a light pack
on a wide path
down the hill
with a wind
at their back
that’s never ill.
I wish you heavy loads
on an up-grade
into a strong wind
on a virgin path
that takes some breaking
so you can inhale the joy of making
your own way through obstacles
that are not too few
and I pray your biggest barrier
shall not be you.
Why do I wish you heavy loads?
You must surely know.
Steel that feels the fire
grows strong.
And because I love you so.
Marty RicKard
Fonte: familysoulstory.blogspot.com
Felice Leonardo Buscaglia, Doutor
em Filosofia (1924-1998), também conhecido por Dr. Love, foi um autor e orador
motivacional americano, e lecionou no Departamento de Educação Especial da
Universidade da Califórnia do Sul. Durante o exercício da docência, Buscaglia
foi levado pelo suicídio de um estudante a meditar sobre o desprendimento humano
e o significado da vida, e começou a orientar um curso livre a que chamou Amor
A1 e que serviu de base ao seu primeiro livro, intitulado simplesmente “Amor”. O
poema que segue, tirado do quarto livro de Buscaglia “Viver, amar e aprender”
(1982), foi escrito por uma das suas alunas, que quis manter o anonimato.
COISAS QUE NÃO FIZESTE
Lembras-te quando te pedi o carro emprestado, novinho em folha, e to entreguei
amolgado?
Pensei que me ias matar, mas não mataste.
E lembras-te quando te arrastei para a praia e disseste que ia chover, e choveu?
Pensei que ias dizer “Eu avisei...”, mas não disseste.
Lembras-te quando eu namorisquei com todos os rapazes para ficares com ciúmes, e
tu ficaste?
Pensei que me ias deixar, mas não deixaste.
Lembras-te quando eu entornei torta de morango por todo o tapete do carro?
Pensei que me ias bater, mas não bateste.
E lembras-te quando me esqueci de te dizer que era um baile de gala e apareceste
de jeans?
Pensei que ias romper comigo, mas não rompeste.
Sim, houve muitas coisas que não fizeste.
Mas Tu aturavas-me, amavas-me, protegias-me.
Havia muitas coisas que eu queria fazer por ti, em paga, quando voltasses do
Vietname...
Mas tu não voltaste.
Poema original
THINGS YOU DIDN’T DO
Remember the day I borrowed your brand new car and I dented it?
I thought you'd kill me, but you didn't.
And remember the time I dragged you to the beach, and you said it would rain,
and it did?
I thought you'd say, "I told you so." But you didn't.
Do you remember the time I flirted will all the guys to make you jealous, and
you were?
I thought you'd leave me, but you didn't.
Do you remember the time I spilled strawberry pie all over your car rug?
I thought you'd hit me, but you didn't.
And remember the time I forgot to tell you the dance was formal and you showed
up in jeans?
I thought you'd drop me, but you didn't.
Yes, there were lots of things you didn't do.
But you put up with me, and you loved me, and you protected me.
There were lots of things I wanted to make up to you when you returned from Viet
Nam.
But you didn't.
POEMAS DE PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA VISUAL
A minha melhor amiga
Eu tenho uma grande amiga
Que encontrei há pouco tempo.
Já não sei passar sem ela,
Não me sai do pensamento.
Vai para a rua comigo,
Volta comigo p’ra casa.
Viver sem ela, não posso.
Sinto-me ave sem asa.
Não queria gostar dela,
Porque estava receosa;
Mas achei-a leve e bela,
Uma ajuda preciosa!
Ela está sempre presente
E faz tudo o que eu lhe peço!
Nunca reclama co’a gente!
Com ela já não tropeço.
Quem é, quem é a amiguinha
Tão dócil, tão caladinha
E branca, muito branquinha?
É a minha bengalinha!
Sara Lourenço (19-01-2009)
Sara Lourenço nasceu em 1932. Foi enfermeira obstetra. Vive em Viseu. Sempre
sofreu de miopia alta, até que ficou cega. Publicou o livro de poemas
“Pinceladas”
ERA UMA VEZ
Era uma vez um Menino que, um dia,
Veio ao mundo num estábulo em Belém.
Era uma vez. - Aquela noite fria
Viu pastores ali se ajoelharem.
Era uma vez. – O anjo então dizia:
“Na Terra fez-se a paz! Nasceu Jesus!
Era uma vez. – Quando tudo dormia,
Deus devolvia à humanidade a luz.
Era uma vez. – O tempo vai, voando…
E em toda a parte fome, guerras, dor!
Era uma vez. – Menino, voltas quando,
E fazes de quem chora um vencedor?
Era uma vez? Senhor, não pode ser!
Precisamos de Ti aqui, agora!
Não mais nos deixes sozinhos viver!
Dá-nos a Tua paz! Vem sem demora!
Helga Jaster, (do caderno “Es reimt sich já”, 1984
CIGARRAS E FORMIGAS
1 - Cigarras
Há muita cigarra
que apenas quer farra
e não se ralar
que lhe falte o pão,
que não quis juntar
durante o verão...
Quando chega o frio
encontra vazio
o amplo celeiro,
pois tempo esbanjou
e muito cantou
pelo ano inteiro...
Por isso não come
quanto desejava
e então desabafa
que morre de fome...
Pelo verão iça
imensa preguiça,
cantando e dançando:
só na negra hora,
co'a fome apertando,
em vez de rir, chora!
2 – Formigas
Há muita formiga
que esquece a fadiga
do seu dia a dia:
sempre com afã
a faina inicia,
cedo, p'la manhã...
Tem sempre o celeiro
cheio a abarrotar
com boa comida:
pelo ano inteiro,
mantém essa lida
sem queixas mostrar...
Jamais se fatiga
a sábia formiga,
mas tantas, coitadas,
no seu caminhar
são espezinhadas,
sem ter regressar...
Diligente inseto
e d'estimação,
exemplo correto
para o mandrião...
José Fernandes da Silva (2024, poema inédito)
J. F. da Silva Nasceu em Sobreposta, freguesia do Concelho de Braga, em 1948.
Frequentou os Institutos de S. Manuel e Branco
Rodrigues. É bacharel em Composição, licenciado em Orientação Educativa e
professor aposentado de Educação Musical. Publica regularmente títulos de
Poesia, Prosa e Composições musicais.
APARÊNCIA
Você não vê a Terra em movimento,
A vibração, o som. Não lhe aparece
O que resfria, movimenta e aquece.
Não vê sequer seu próprio pensamento.
Nem o átumo enxerga, nem o vento,
Nem todo o corpo seu, nem como cresce,
Nem a causa de tudo o que acontece.
E se algo enxerga a mais é com instrumento.
Sinta o amor com pureza e retidão,
Procure entender bem quem fica mudo
E valorize menos a visão.
Diante destas verdades que eu alego,
Entenderá que o sentimento é tudo
E que afinal você é quase cego.
Benedicta de Mello (1906-1991) cega de nascença, foi aluna e depois professora
no Instituto Benjamin Constant, Rio de Janeiro. Tem livros publicados, os
primeiros dos quais em Portugal.
ÉS SEMPRE IGUAL
És sempre igual, não mudas nem de leve,
Igual no riso, igual na voz pausada,
Igual no olhar ardente de alvorada,
Igual no andar viril de quem não deve.
És sempre igual no gesto vivo e breve,
Na inteligência arguta e concentrada
E nessa ideia forte e iluminada
Que a contestar jamais ninguém se atreve.
És sempre igual na fibra resoluta,
És sempre igual no brilho da conduta,
De modo igual tratando a toda gente.
Em ti me encanta a perfeição da linha,
Mas desejava – que loucura minha –
Que para mim tu fosses diferente.
Mayá Devi de Oliveira (1929-2007), aluna do Instituto Benjamin Constant e
poetisa brasileira
AMOR É...
O amor é como a flor na Primavera:
O vento frio é-lhe prejudicial.
Deves, pois, defendê-lo, como fera,
P’ra que ninguém jamais lhe faça mal.
Amor é vento e vagas ondulantes,
Leva-te longe, llonge… ao infinito!
Até fontes em sombras refrescantes
Até ao calor de um verão bendito.
Amor é um doce, pleno vivenciar
Que se te abre, qual fruta madura.
Tu podes receber e ao outro dar
O que o seu coração no teu procura.
Amor é tal qual mãos que dia a dia
Te envolvem, quentes, com suavidade.
Vão-se as noites de Inverno por magia.
Amor é gostar de alguém de verdade!
Helga Jaster, do caderno “Es reimt sich já” (1984
POEMA AO DIA DOS NAMORADOS
Que os solteiros e casados,
Viúvos, divorciados,
Namorem, sem confusões!
Não julguem ser pesadelo
A força do grande apelo
Que emana dos corações...
Se não houver convicção,
Jamais faltou a emoção,
No pulsar do juramento.
Não tentemos sufocar
O que possa, ou não, levar,
Tarde ou cedo, ao casamento.
Qualquer ser humano entende
Que é errando, que se aprende;
Toda a vida foi assim...
E, com muita dignidade,
Vamos fazer a vontade,
Todos, a S. Valentim...
Se um apaixonado é louco,
Um só dia, é muito pouco...
Amemos o ano inteiro!
Na tristeza ou na alegria
Vibremos, na companhia
Dum romântico parceiro!
Mas vão muito mais além
Os elos que o amor contém:
Sonha abraçar toda a terra...
E, se o deixassem reinar,
Saberia aniquilar
Os cancros da fome e a guerra!
Se nos chamamos irmãos,
Porquê espadas nas mãos,
Com medo de cada um?!...
Pobre amor! Vais sucumbir!
E quem poderá sorrir?...
Dos homens?! Talvez nenhum!...
Que mal há numa carícia?
Quem a vê, espalha a notícia,
Com sorrisinho mordaz.
Censuramos, cruelmente,
O que afinal, toda a gente,
Se o conseguir, igual faz...
Amo-te, adulta, solteira!
És talvez a companheira,
Que ninguém aproveitou!
Doloroso, o teu sonhar:
Farias feliz um lar...
Mas... o mundo te ignorou!...
Quer sejas bonita, ou não,
Tens também um coração,
Que dá, e quer receber!
Eu serei teu namorado;
Pois mesmo a outra ligado,
Amar é compreender!
Se queres, vem aos meus braços...
Podes chorar teus fracassos,
Neste mundo de egoísmo.
Reconheço não ser santo;
Mas quero enxugar-te o pranto,
Vencendo esse pessimismo!
E tu, mãe sacrificada:
Vives triste, e abandonada...
Ninguém se lembra de ti!
Já vai longe a juventude...
És nobreza, paz, virtude,
Vagueias, só, por aí...
Teus filhos já estão casados;
No dia dos namorados,
Oferecem-te uma flor...
Está murcha... não tem perfume...
E aquela mãe, sem queixume,
Aceita-a, com muito amor...
Num sentimento profundo,
Namorados, neste mundo,
Amai; não mateis ninguém!...
Dentro ou fora da família,
Que o amor vença a quezília;
Vosso lema seja o Bem!...
Francisco Medeiros Quarta (14 de Fevereiro de 1995)
F. M. Quarta nasceu em Ponta Delgada no ano de 1946. Frequentou o Instituto de
Cegos Branco Rodrigues. Exerceu a profissão de telefonista. Desde jovem que
escreve, sobretudo poemas, ainda inéditos. Publicou apenas em prosa o romance
“Muralha Quotidiana”
FATAL COMO O DESTINO
A Lua ao Sol dizia:
«Isto de eu trabalhar
Só de noite, e tu de dia,
É injusto, há-de acabar!
Quero ver flores a abrir,
Passarinhos a voar,
Crianças correr, sorrir,
A vida em pleno pulsar.
Estou farta da condição
De satélite da Terra!
Já chega de humilhação!
Ou cedes, ou temos guerra!
Quero ser estrela também
E como tu dar calor.
Não depender de ninguém,
Ser a primeira, a maior»!
Disse o Sol: «Não o serás.
Os astros são como a gente:
Uns nascem p’ra ir à frente,
Outros p’ra ficar por trás.
Todos somos necessários
Com destinos desiguais.
Quase sempre os principais
Devem muito aos secundários.
Cada qual no seu lugar
O essencial é ter
Dignidade no perder,
Humildade no ganhar».
Calou-se. E de uma assentada
Encheu de brilho os espaços.
A Lua, então, fascinada,
Caiu-lhe, frágil, nos braços.
Ana Maria Fontes
LEITURAS – PROSA
1. ANEDOTAS
Em família.
- Por que é que estás a andar em bicos de pés ao pé do armário dos medicamentos?!
A criança responde:
- Não quero acordar os comprimidos para dormir.
O jovem acompanha a mãe ao velório do pai de uma amiga. Minutos depois,
enfastiado, pega no telemóvel e pergunta:
- Qual é a password?
- Respeito pelo falecido!! Repreende a mãe.
- Tudo junto ou separado?
Um casal está sentado na plateia de um teatro.
A mulher segreda ao ouvido do
marido: “Daqui a pouco chega o monólogo grande.
E este, preocupado: “Espero bem que ele não se venha sentar à nossa frente…
No restaurante.
- Garçom, por que é que estes ovos têm este cheiro estranho?
- Não me pergunte, senhor. Eu só pus a mesa!
- Garçom, a minha sopa tem uma mosca lá dentro!
- Reclame mais baixo, senhor! Senão alguns clientes também vão querer…
2. PENSAMENTOS
(Os dados biográficos dos autores foram tirados da Internet)
“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.” Mahatma Gandhi
(1869-1948, estadista indiano)
“Não ganhei todas as vezes que lutei, mas perdi todas as vezes que deixei de
lutar. (Cecília Meireles, 1901-1964, jornalista e poeta brasileira)
“Decorar não é saber: é conservar aquilo que se deu a guardar à memória.”
(Michel de Montaigne, 1533-1592, filósofo francês
“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.” (Luís
de Camões, 1524?-1578), o chamado “príncipe dos poetas portugueses”)
“É impossível agradar a quem nunca está contente consigo mesmo.” (Goethe,
1749-1832, poeta alemão)
“A arte de reger consiste em saber quando se deve largar a batuta para não
incomodar a orquestra.” (Herbert von Karajan, 1908-1989), maestro austríaco,
passou 35 anos da sua vida à frente da Orquestra Filarmónica de Berlim)
“Ler é como beber e comer: o espírito que não lê emagrece como o corpo que não
come.” (Victor Hugo, 1802-1885, escritor francês)
“O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.” (Barão de Itararé,
1895-1971, humorista e jornalista brasileiro)
“Se me enganas uma vez, tua é a culpa. Se me enganas duas vezes, minha éa
culpa.” (Anaxágoras, filósofo grego do século IV a.C.)
“A esperança pode ser um mau guia, mas é ótima companheira de viagem.” (George
Saville, 1633-1695, político e escritor inglês)
“Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande
felicidade.” (Pearl Buck, 1892-1973, escritora norte-americana)
“O futuro é um lugar cómodo para nele colocar sonhos.” (Anatole France,
(1844-1924) romancista e contista francês)
“As pessoas que acreditam que tudo se pode fazer com dinheiro estão dispostas a
fazer tudo por dinheiro.” (Autor desconhecido)
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.” (Hanna Arendt,
1906-1975, filósofa alemã)
“Saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.” (Rubem Alves,
1933-2014, um dos grandes nomes da literatura e do pensamento do Brasil)
“Responder à ofensa com ofensa é lavar a lama com a lama.” Juan Luis Vives
(1495-1540, humanista e filósofo espanhol.
“O sonho é um país longínquo que só existe dentro de nós". Eno Teodoro Wanke
(1929-2001), engenheiro e escritor paranaense com obra vasta em vários géneros
literários.
AMOR DURO
Helen Irving
“Já não aguento mais, papá. É desta que o vou deixar,” Sally soluçava,sentada à
mesa da cozinha dos pais, o cabelo castanho compridocaindo-lhe sobre o rosto.
“Há quatro meses que ele ficou desempregado e continuo a ser eu a ter de fazer
tudo. O Mike é aquela moleza o dia inteiro.”
“Aqui está o teu chá, amor,” disse Chris, acomodando-se devagar na outra
cadeira, depois de ter posto duas canecas a ferver em cima da mesa.
“Indo direta ao assunto, papá, posso usar a casa de férias por um tempo enquanto
procuro outro lugar para viver?” pediu Sally, levantando os olhos para o
semblante apreensivo dele.”
“Lamento, amor. Infelizmente a casa está alugada para o mês que vem.”
“Posso vir ficar aqui provisoriamente, então?” Sally implorou.
Chris baixou os olhos e fez uma pausa antes de responder.
“Hã… Também não, amor. A tua mãe não se tem sentido muito bem. Esta
coisa da gripe, estás a ver? Aposto que
ela quando vier do trabalho vai dormir
para o quarto vago por uns tempos.”
Sally recomeçou a chorar. Nem mesmo o seu próprio pai, tão confiável, a podia
ajudar!
“Estás casada só há 18 meses, amor. Vocês hão de arranjar uma saída,” disse
Chris, na esperança de que com a ajuda de Deus o seu instinto desse certo.
Sally tomou o caminho mais longo para
casa, pelo parque. Estava ainda bastante ameno ao ar livre, mas o sol pálido
começava a pôr-se e Sally não pôde evitar que uma sensação avassaladora de
melancolia a invadisse. Respirou fundo e dirigiu-se resolutamente para casa.
Abriu de rompante a porta do minúsculo apartamento. Mike estava exatamente onde
ela sabia que o iria encontrar – no sofá, com os pés altos, a ver TV.
“Bem. Então é assim!” atirou ela. “As coisas vão mudar a partir de amanhã, senão
eu vou-me embora. Um: as compras da comida passam a ficar a teu cargo. Dois:
acabou-se a mama de ir buscar refeições prontas. E três: pressuponho que o
jantar esteja feito quando eu voltar do trabalho. Okay?”
Mike ficou horrorizado.
“Mas tu sabes bem que não sei cozinhar nada de jeito!”
“Então é melhor que aprendas depressa. Estou farta de ser eu a ter de fazer
tudo, e de gastar o nosso dinheiro em refeições prontas que não nos fazem bem
nenhum, nem a ti nem a mim.”
“Mas eu preciso de ir procurar trabalho todos os dias!” protestou Mike. “Bons
empregos em talhos não aparecem assim sem mais nem menos!”
Sally explodiu. “Eu tenho-me arranjado até agora – e a trabalhar a tempo
inteiro!”
“Eu sei. Desculpa,” disse Mike, subitamente envergonhado. “É que eu sinto-me tão
infeliz! Adorava o meu emprego e simplesmente não me consigo adaptar à falta
dele. Perdoa-me por ter deixado todo o resto às tuas costas. Anda cá…” Caminhou
para ela, de braços abertos.
“Mmm-mmm,” Sally replicou, fazendo-o parar e meneando a cabeça. “Acho que tenho
mais que fazer.”
No dia seguinte Sally respirou fundo ao meter a chave na porta de entrada depois
do trabalho.
“Por favor! Quero tanto que alguma coisa tenha mudado!” murmurou para
consigo. “Qualquer coisa!”
Um cheiro a esturro alertou-a mal a porta se abriu e Mike apareceu no hall
afogueado e agitado.
“Quis assar um frango,” explicou. “Mas devo ter confundido Farnheit com graus
centígrados no forno.”
“Oh, essa não!” exclamou Sally exasperada, atirando o casaco para cima da
cadeira. “E aposto que não foste procurar trabalho?”
“Olha que até fui. Passei em todos os talhantes que vão ao mercado semanal dos
agricultores, mas não tive sorte. Mesmo assim até aspirei a sala, e ainda limpei
tudo depois da catástrofe com o frango…”
Sally abriu um sorriso. Este já era mais o Mike com quem havia casado. Ele
estava tão abatido… E tinha tentado, sem dúvida. Talvez ele precisasse apenas de
mais algumas orientações.
“Vou-te mostrar umas coisas que podes cozinhar de uma penada, para começar,”
disse ela, pegando num livro de receitas muito usado.
No final da semana, Sally já tinha ensinado Mike a cozinhar uma refeição simples
e diferente para cada jantar de segunda a sexta-feira.
“O Mike levou umas boas duas semanas a assimilar aquilo tudo, mas chegou lá,”
contou ela ao pai alegremente umas semanas depois.
“Agora sou eu que tenho de me impor para ele me deixar cozinhar a mim! Até já
está a experimentar o forno, acreditas?”
Chris abraçou-a, aliviado.
“Novidades excelentes, amor! E quanto ao emprego, alguma luz ao fundo do túnel
?”
Sally sentou-se no aconchego da cadeira da cozinha com uma chávena de chá.
“Por incrível que pareça, sim!” Riu. “Começa segunda-feira, numa peixaria.
Decidiu pegar em qualquer emprego que aparecesse, para já. Mas acho que vai
ficar por aqui. Tem peixe de graça, e ainda não experimentou cozinhar pratos
depeixe!”
“O que foi que disseste para tudo isto acontecer?” Chris sorria.
“Amor duro, papá. A teoria Ternura, Amor e Consideração não surtiu efeito, por
isso só me restava pô-la em prática. Senti-me um tanto mesquinha a princípio,
tenho de admitir. Adiante. Como está a mamã? Espero que não tivesses apanhado
gripe também.”
“Hã… Não, amor. Está tudo bem agora.”
“Foi ouro sobre azul a casa de férias estar também alugada, de contrário não
teríamos salvo o nosso casamento. Achas que as pessoas novas vão ficar
clientes?”
“Hã… Cancelaram à última hora,” foi a resposta seca do pai. “Mais chá?”
Levantou-se apressadamente da mesa e Sally viu um rubor estender-se pela cara
marota dele. Olhou-o, desconfiada, a verdade subitamente a revelar-se--lhe clara
como água.
“Não estava realmente alugada, pois não?” interrogou, estreitando os olhos para
ele.
“E a gripe repentina da mamã?”
Enquanto Chris sorria, comprometido, Sally percebeu que o Mike não fora o único
a levar com uma dose de amor duro, e que a dose do pai também tinha funcionado
com ela!
Fonte: Woman’s Weekly Fiction, Maio 2019
TARDE DEMAIS
Karin Kiesewetter
É tarde demais... Outra vez! Como quase sempre.
Acho que tenho a sina de deixar passar o momento certo. Já era!
Estou agora aqui nesta maldita rua que nunca mais acaba e vejo melancolicamente
cada vez mais ao longe os retrovisores do autocarro de hora de ponta que passa
por mim. Que chatice! Logo hoje, que tanto queria ser pontual! Tenho um encontro
marcado, um encontro com alguém que descobri na net. Escrevemo-nos há uns quatro
meses... Quase diariamente, e a gente sente-se bem, sente que pode dar certo.
Estou
ansioso por a conhecer, e sim, penso... Creio que temos futuro. Se estugar o
passo e meter pelo atalho por dentro do velho bairro industrial, ainda tenho
hipótese de apanhar o elétrico na paragem de Bebelplatz. Apresso-me a virar à
esquina, sigo este caminho desconsolado por entre edifícios em ruínas a lembrar
tempos passados de milagres económicos. Absorto nos meus pensamentos estou com
ela... A desconhecida conhecida, ainda sem rosto, sem forma... E contudo já
familiar.
Um rumor, um ganir de dor põe-me à escuta, faz-me regressar a este bairro
industrial. Estaco, olho em redor, e deparo-me subitamente com um cão. Atrás de
um contentor de lixo, bem preso a uma velha cancela, ali está ele deitado. No
chão molhado da chuva recente. O cão treme, tem um aspeto débil. Não é cão do
qual alguém pudesse gostar ou dizer que é bonito.
A mandíbula vigorosa leva-me a supor que seja um cão de guarda. Parece--me ainda
bastante jovem, recém saído da idade de cachorro; e contudo
vejo que o seu corpo só pele e osso está pejado de cicatrizes antigas e
recentes. Cicatrizes de muita pancada de mão humana. Feridas causadas por
mordidelas de outros cães. Cauda e orelhas com golpes. Este animal sofreu maus
tratos terríveis. Ele levanta os olhos para mim... E vejo-lhe no olhar uma
tristeza imensa.
Esquecido do medo que este ser ainda há pouco me incutia, solto-o, faço--lhe
festas, embrulho-o no meu casaco. Penso ainda melancolicamente no meu encontro.
Então chamo um táxi...
Momentos depois dou por mim na clínica veterinária. O cão está deitado na
marquesa, as feridas são tratadas. Leva uma vacina contra o tétano.
A jovem veterinária pergunta-me: “É seu o cão?” Olho para o cão, os nossos
olhares encontram-se e respondo:
“Agora é.”
“Tem nome?”, ela quis saber. E eu respondo: “Já Era... Chama-se Já Era.”
“Pode levá-lo para casa agora”, diz ela. Estende-me a mão, deseja-me sorte, a
mim e ao cão. Chamo outra vez um táxi. Um táxi que me transporta a casa, com o
Já Era, tarde demais.
Entretanto fez-se realmente muito tarde, demasiado tarde para a minha ansiedade,
demasiado tarde para o amor... Em casa preparo um cantinho em frente do
aquecedor para o meu novo companheiro passar a noite. Agora ele já não treme,
enrosca-se todo numinstante. Os nossos olhares encontram-se outra vez. Estarei a
ver gratidão nos seus olhos? É possível
ver a gratidão? Um cão pode sentir gratidão? Ele fecha os olhos, a respiração
acalma... Adormece.
Sento-me ao computador, escrevo à jovem com quem me ia encontrar. Tento
explicar, conto-lhe tudo sobre o “Já Era”.
Resta-me a esperança... Fico à espera... E depois chega a resposta.
“Nunca é tarde demais para uma segunda vez”, escreve ela.
Fonte: Revista “Vollzeichen”, publicação bimestral
do Deutsches Zentrum für Barrierefreies Lesen, Leipzig
OUTRA FORMA DE EXPRESSÃO – DESENHOS
EM BRAILLE
Construa este desenho de um
trevo de três folhas.
Concentre-se nos pontos! Esqueça as letras.
Õo
Õoõo
Ê
Construa este desenho de um
coração.
Seiû
Ê ã
Ei
Faça os três desenhos que seguem, de acordo com as instruções dadas
1. Uma vela
Linha 1: Dois espaços, ponto 6
Linha 2: Dois espaços, pontos #234
Linha 3: Um espaço, pontos #35 #14 #26
Linhas 4 a 8: Um espaço, pontos #123 um espaço, pontos #456
Linha 9: pontos #2356 três espaços, pontos #2356
2. Um corneto
Linha 1: dois espaços, pontos #3#4 um espaço, ponto #4 um espaço, pontos #3#4 um
espaço, pontos #1#6
Linha 2: um espaço, ponto #2 seis espaços, ponto #2 três espaços, ponto #5
Linha 3: Ponto #5 sete espaços, ponto #5 três espaços, ponto #5
Linha 4: Um espaço, ponto #2 seis espaços, ponto #2
três espaços ponto #2
Linha 5: dois espaços, pontos #1#36#36#36#36#1#136#36#36#2#1
pontos #234 #234 #1 #36 #36 #36 #36 #36 #36 #36#2
Linha 6: três espaços, sete vezes a célula
Linha 7: três espaços, pontos #456 cinco vezes a célula, pontos #123
Linha 8: Quatro espaços, cinco vezes a célula
Linha 9: quatro espaços, pontos #456, três células, pontos #123
Linha 10: cinco espaços, três vezes a célula
Linha 11: cinco espaços, pontos #456#123456#123
Linha 12: sete espaços, uma célula
3. Uma planta num vaso
Linha 1: oito espaços, pontos #35#26
Linha 2: sete espaços, pontos #46
dois espaços, Pontos #13
Linha 3: quatro espaços, pontos #35#14#26 um espaço,
pontos #15#24 un espaço, pontos #35#14#26
Linha 4: três espaços, pontos #46 três espaços, pontos #135 duas vezes a célula,
pontos #246 três espaços, pontos #13
Linha 5: quatro espaços, pontos #15#36#24 um espaço, pontos #24#15 um espaço,
pontos #24#15 um espaço, pontos #15#36#24
Linha 6: sete espaços, pontos #46 dois espaços, pontos #13
Linha 7: oito espaços, pontos #156#234
Linha 8: oito espaços, pontos #456#123
Linha 9: três espaços, doze vezes acélula
Linha 10: quatro espaços, dez células
Linhas 11 e 12: cinco espaços, oito vezes a célula
Linha 13: dezoito vezes a célula
4. Um gato
Linha 1: 19 espaços, pontos #356
Linha 2: 19 espaços, uma célula
Linha 3: 19 espaços, uma célula
Linha 4: pontos #56#3 dois espaços, pontos #6#23 treze espaços, célula
Linha 5: pontos #456#4#25#25#1#123 treze espaços, célula
Linha 6: pontos #456 espaço, ponto #1 espaço, pontos
#1#45#36#36#36#25#25#14#14#14#25#25#36 dois espaços, célula
Linha 7: espaço, pontos #15#36 catorze espaços, pontos #156#1245#1
Linha 8: três espaços, pontos #123 catorze espaços, pontos #456
Linha 9: Três espaços, pontos #456 treze espaços, pontos #123
Linha 10: Quatro espaços, pontos #156 espaço, pontos
#6#234#1234#14#14#14#14#1456#156#26 espaço, pontos #123
Linha 11: Quatro espaços, pontos #234#35#1#123#123 quatro espaços, pontos
#345#456 espaço, pontos #123#456
Linha 12: Três espaços, pontos #2346#345 dois espaços, pontos #2346#3456 três
espaços, pontos #2346#35#1#2346#356

Figura: Um gato feito de pontos braille, de acordo com as instruções acima.
Todos os desenhos aqui inseridos e respetivas instruções foram tirados do site
www.einfachmachbar.de com excepção do Gato - da autoria de René Holzhauer
(2024) - tirado do site https://www.brailleart.org/braille-drawing/cat.html
EPÍLOGO
VENCER NA VIDA
Vencer na vida é manter-se de pé quando tudo parece estar abalado. É lutar
quando tudo parece adverso. É aceitar o irrecuperável. É buscar um caminho novo
com energia, confiança e fé.
Quando se fica cego é um pouco assim. Perde-se a princípio a noção de equilíbrio
físico. O controle do ambiente fica gravemente prejudicado. A liberdade de
movimentos é seriamente comprometida. São as perdas ocasionadas pela cegueira,
segundo Father Thomas Carroll.
A natureza, porém, é sábia. Outras sensibilidades, outras pistas tornam-se
perceptíveis. O rico potencial do ser humano procura suprir em grande parte as
lacunas ocorridas. É preciso enfrentar a cegueira em toda a sua realidade. Muito
difícil para uns, um pouco menos difícil para outros. Fácil para ninguém.
O caminho novo existe para todos, deve-se apenas reconhecê-lo no meio de toda a
perturbação e segui-lo confiante. O progresso e a evolução das ciências humanas
facilita a transição entre o mundo que se conhecia visualmente e o mundo novo
que é preciso conhecer através das sensibilidades restantes.
Excerto do livro autobiográfico «…E eu venci assim mesmo” 1996
Dorina Nowill, brasileira, Presidente do Conselho Mundial para o
Bem-Estar dos cegos de 1979 a 1984
FIM
ϟ
Braille A Brincar
Autora:
Ana Maria Fontes,
2026
anafon@sapo.pt
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