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 Sobre a Deficiência Visual

 

NEUROPATIAS ÓPTICAS

Nervo óptico
Nervo óptico
 


Nevrite Óptica

Inês Brás Marques

A nevrite óptica é a inflamação do nervo óptico. Este nervo liga o olho (retina) ao cérebro e é responsável pela visão. A nevrite óptica ocorre com mais frequência em pessoas jovens, entre os 20 e os 50 anos, e é mais comum nas mulheres.

Quais são os sintomas da nevrite óptica?
A apresentação mais típica da nevrite óptica é a diminuição da visão de um olho, que se agrava gradualmente ao longo de alguns dias. É comum a perda de uma parte do campo de visão do olho, que muitas vezes fica turva, desfocada ou enevoada. Pode também apresentar-se com dificuldade em distinguir as cores, que ficam menos intensas que o normal. Associa-se dor na região do olho, que aumenta ao mover os olhos. Em casos raros, a nevrite óptica pode atingir os dois olhos em simultâneo. Geralmente segue-se uma melhoria após algumas semanas do início dos sintomas.

A avaliação por um neurologista e neuro-oftalmologista é importante em pessoas com estes sintomas. Nesta observação está incluída a avaliação de:
- Alterações da visão;
- Resposta da pupila à estimulação luminosa;
- Disco óptico, avaliado através do exame do fundo do olho (fundoscopia).

Qual é a causa da nevrite óptica?
A causa da nevrite óptica nem sempre é clara. A nevrite óptica pode ser a primeira alteração em pessoas com esclerose múltipla e pode também ocorrer em outras doenças, como infeções ou doenças autoimunes, por o exemplo o lúpus. Por isso, muitas vezes são pedidos exames de diagnóstico. Podem ser úteis ao diagnóstico por exemplo, uma ressonância magnética do cérebro e, eventualmente, uma punção lombar.

Como evolui a nevrite óptica?
Apesar de habitualmente ocorrer melhoria dos sintomas no prazo de algumas semanas, muitas vezes é necessário um tratamento com corticosteroides por via intravenosa para acelerar a recuperação da visão. A recuperação pode ser completa ou parcial, podendo persistir alterações na visão das cores.

Em muitos casos ocorre apenas um episódio. Em algumas pessoas pode ocorrer mais tarde um novo episódio de nevrite ótica ou podem surgir outros sintomas neurológicos, pelo que se aconselha manter vigilância em consulta de neurologia.


in
Hospital da Luz.

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12.Mai.2025
publicado por MJA



Neuropatias Ópticas Hereditárias

(Doenças hereditárias do nervo óptico)

Dr. John J. Chen


A Atrofia Óptica Dominante e a Neuropatia Óptica Hereditária de Leber são doenças hereditárias incomuns que lesionam o nervo óptico causando perda da visão.

A perda da visão afeta os dois olhos e costuma desenvolver-se na infância ou adolescência, mas pode desenvolver-se em qualquer idade. A atrofia óptica dominante causa perda gradual e lenta da visão ao longo de anos a décadas, enquanto a neuropatia óptica hereditária de Leber causa perda mais rápida da visão ao longo de semanas a meses. Em casos raros, a pessoa também pode apresentar disfunção cardíaca ou do sistema nervoso. O diagnóstico é determinado pela avaliação do médico e muitas vezes confirmado por exames genéticos. As doenças não podem ser revertidas, mas medidas são tomadas para melhorar a visão.

Causas
A atrofia óptica dominante e a neuropatia óptica hereditária de Leber são doenças hereditárias causadas por genes anômalos. Ambos os distúrbios são incomuns.

A atrofia óptica dominante é herdada da mãe ou do pai como gene dominante, o que significa que é necessária apenas uma cópia do gene para que ocorra a doença. Em outras palavras, se o pai ou a mãe apresentam a doença, logo cada criança tem uma chance de 50% de desenvolvê-la.

A neuropatia óptica hereditária de Leber é herdada da mãe apenas porque os genes anormais parecem estar localizados na mitocôndria. Mitocôndrias são estruturas nas células que fornecem energia para a célula e têm seus próprios genes internos, herdados apenas da mãe. Homens afetados não podem passar a doença para seus filhos. A neuropatia óptica hereditária de Leber é mais comum entre os homens.

Sintomas
Na atrofia óptica dominante, geralmente a perda de visão começa antes dos 10 anos de idade, mas pode começar mais tardiamente. A perda de visão é muito gradual ao longo de anos a décadas. Em casos raros, algumas pessoas também podem apresentar nistagmo (movimentos rápidos dos olhos em uma direção alternando com um retorno mais lento para a posição original), perda auditiva ou ambos. As pessoas também têm dificuldades em distinguir tons de azul e amarelo.

Na neuropatia óptica hereditária de Leber, a perda de visão começa entre os 15 e os 35 anos de idade. A perda de visão é bastante rápida ao longo de semanas ou vários meses. Em casos raros, as pessoas apresentam condução cardíaca anormal ou função anormal do sistema nervoso.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito por avaliação médica. Exames podem identificar alguns dos genes anormais responsáveis pelas doenças, mas não todos. Pessoas que podem apresentar neuropatia óptica hereditária de Leber são submetidas a um eletrocardiograma para avaliar o coração.

Tratamento
Não há tratamento eficaz, mas estão a ser estudados novos tratamentos. Limitar o consumo de álcool, que pode afetar a mitocôndria, e não fazer uso de produtos de tabaco ajuda a retardar a taxa de perda de visão.

Lentes de aumento, dispositivos com grandes caracteres e relógios com voz (auxílios para baixa visão) ajudam as pessoas com perda de visão.

Deve ser considerado um aconselhamento genético.

Pessoas que apresentam problemas cardíacos ou do sistema nervoso são encaminhadas a especialistas.


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John J. Chen, MD, PhD
Mayo Clinic
Jun. 2024
in MSD Manual

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12.Mai.2025
publicado por MJA


Neuropatia Ótica Hereditária de Leber

Dr.ª Rita Couceiro


A Neuropatia ótica hereditária de Leber (NOHL) é uma doença genética neurodegenerativa que atinge os nervos óticos, provocando perda grave de visão. Esta afeta maioritariamente homens em idade jovem (entre os 15 e os 35 anos) e manifesta-se com perda profunda e rapidamente progressiva da visão central, primeiro num olho e semanas depois no outro, ou em ambos os olhos simultaneamente.

Com uma prevalência estimada de um a nove casos em cada 100 mil habitantes, a NOHL é provocada por uma mutação no ADN das mitocôndrias, os constituintes das células responsáveis pela produção de energia necessária para o seu funcionamento. As células dos tecidos nervosos, incluindo as existentes nos olhos e nervos óticos, são extremamente exigentes a nível energético, motivo pelo qual têm um elevado número de mitocôndrias, sendo particularmente afetadas pela NOHL. O ADN mitocondrial é herdado a partir da mãe, o que justifica que numa proporção significativa de casos possa existir história de cegueira no lado materno da família.

Para além da perda de acuidade visual (geralmente inferior a 1/10), evidente na avaliação com tabela de optótipos, os testes de visão de cores estão alterados e os campos visuais revelam perdas de sensibilidade visual densas e amplas no campo de visão central ou para-central (próxima do centro).

Na observação do olho, numa fase inicial, o aspeto do disco ótico (a cabeça do nervo visível com fundoscopia) pode ser inocente ou apresentar uma discreta indefinição dos seus limites, assim como finos vasos anómalos em seu redor. Posteriormente, à medida que a atrofia do nervo se estabelece, o disco ótico apresenta-se pálido. Esta atrofia resulta da perda de fibras nervosas e pode ser documentada com recurso a um exame de imagem, designado tomografia de coerência ótica (OCT), que mede a espessura das camadas de fibras nervosas do olho. Existem ainda testes eletrofisiológicos que avaliam a condução elétrica nos tecidos nervosos do olho, isto é, se estes desempenham bem a sua função. Estes testes apresentam-se alterados numa fase precoce da doença e apoiam a suspeita de que a causa da perda visual reside numa alteração destes tecidos. Contudo, o diagnóstico definitivo de NOHL é feito através de testes genéticos que procuram identificar as principais mutações no ADN mitocondrial conhecidas para a doença.

Atualmente não existe tratamento para a NOHL e embora uma pequena proporção de doentes possa apresentar melhoria espontânea da visão durante o primeiro ano de doença, na maioria dos casos, NOHL é sinónimo de perda irreversível de visão útil. A orientação terapêutica na NOHL envolve, geralmente, medidas de suporte para promover a adaptação do doente às limitações visuais, através da prescrição de ajudas técnicas para baixa visão. O aconselhamento genético e a evicção do tabaco e álcool (fatores ambientais que agravam a doença) são também medidas fundamentais na orientação destes doentes.

Apesar de não existir nenhuma associação de doentes ou sociedade científica dedicada à temática da NOHL, os doentes e as suas famílias têm recorrido à ajuda de organizações que trabalham esta doença a nível internacional.


Dr.ª Rita Couceiro, neuroftalmologista
in NewsFarma (2019)

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12.Mai.2025
publicado por MJA



Distúrbios do Nervo Óptico

Manual Merck
 

Os pequenos nervos da retina (a superfície interna da parte posterior do olho) detectam a luz e transmitem impulsos ao nervo óptico. Por sua vez, este nervo transmite os impulsos ao cérebro. Um problema em qualquer ponto ao longo do nervo óptico e de seus ramos ou uma lesão nas áreas posteriores do cérebro que detectam os estímulos visuais, podem provocar alterações da visão. Os nervos ópticos seguem um trajeto incomum desde os olhos até a parte posterior do cérebro. Cada nervo divide-se e a metade de suas fibras cruzam para o lado oposto em uma área denominada quiasma óptico.

Devido a esta disposição anatômica, a lesão ao longo do trajeto do nervo óptico produz padrões peculiares de perda da visão. Quando o nervo óptico é lesado entre o globo ocular e o quiasma óptico, o indivíduo pode apresentar cegueira deste olho. No entanto, quando o problema está localizado na parte posterior do trajeto do nervo óptico, pode ocorrer perda da visão de apenas uma metade do campo visual de ambos os olhos, uma condição denominada hemianopia. Quando ambos os olhos perdem a visão periférica, a causa pode ser uma lesão do quiasma óptico. Quando ambos os olhos perdem metade do campo visual do mesmo lado (p.ex. lado direito), a causa geralmente é uma lesão no trajeto do nervo óptico localizado no lado oposto do cérebro (o lado esquerdo), causada por um acidente vascular cerebral, uma hemorragia ou um tumor.


Trajecto das Vias Visuais

O nervo óptico de cada olho divide-se e a metade das fibras nervosas de cada lado cruza para o lado oposto no quiasma óptico. Por causa dessa disposição, o cérebro recebe informações tanto do campo visual esquerdo quanto do direito através de ambos os nervos ópticos.


Papiledema

O papiledema é uma doença na qual o aumento da pressão em torno do cérebro acarreta edema do nervo óptico no ponto em que ele entra no olho. A doença, que quase sempre afeta ambos os olhos, geralmente é causada por um tumor ou por um abcesso cerebral, por um traumatismo crânio-encefálico, por uma hemorragia cerebral ou das meninges (membranas que revestem o cérebro), por um pseudotumor cerebral, pela trombose do seio cavernoso ou pela hipertensão arterial grave.

As doenças pulmonares graves também podem aumentar a pressão no cérebro, causando o papiledema. No início, o papiledema pode causar cefaleia sem afetar a visão. O tratamento depende da causa do aumento da pressão no cérebro. Para aliviar a pressão, pode ser necessário um tratamento medicamentoso ou uma cirurgia. Quando a pressão alta não é reduzida rapidamente, o nervo óptico e o cérebro poderão ser lesados de modo permanente.


Papilite

A papilite (neurite óptica) é a inflamação da extremidade do nervo óptico, no ponto onde ele entra no olho. A papilite pode ser decorrente de várias causas, embora a sua causa exata freqüentemente seja desconhecida. Nos indivíduos com mais de 60 anos, a arterite temporal é uma causa importante. A papilite também pode ser causada por distúrbios virais e imunes. Embora a papilite comumente afete apenas um olho, ela pode ocorrer em ambos. O resultado é a perda da visão, a qual pode variar de um pequeno ponto cego até a cegueira total em um ou dois dias. Algumas vezes, a perda é permanente.

O indivíduo pode ou não sentir dor. Para estabelecer o diagnóstico, o médico verifica se a visão é normal em todas as áreas, examina o nervo óptico com o auxílio de um oftalmoscópio (um instrumento utilizado para examinar o interior do olho) e realiza testes para verificar se as pupilas respondem normalmente à luz. Às vezes, é necessária a realização de uma tomografia computadorizada (TC) ou de uma ressonância magnética (RM). O tratamento depende da causa. Freqüentemente, corticosteróides são administrados como tratamento inicial.


Neurite Retrobulbar

A neurite retrobulbar é a inflamação da parte do nervo óptico localizada imediatamente atrás do olho. Normalmente, ela afeta apenas um olho. Várias doenças podem causar inflamação e, conseqüentemente, lesão da área. A causa freqüentemente é a esclerose múltipla. Contudo, várias outras doenças também podem desencadear a neurite retrobulbar. Algumas vezes, a sua causa não é descoberta.

A neurite retrobulbar provoca rapidamente uma perda da visão e dor à movimentação dos olhos. Um exame com o auxílio de um oftalmoscópio revela pouca ou nenhuma alteração na porção do nervo óptico visível na parte posterior do olho. Aproximadamente 50% dos episódios de neurite retrobulbar melhoram sem tratamento, freqüentemente em 2 a 8 semanas. Entretanto, o borramento do centro do campo visual algumas vezes permanece e podem ocorrer recorrências, sobretudo quando a causa é a esclerose múltipla. Cada recorrência da doença pode piorar a perda da visão.

O nervo óptico pode ser lesado de modo permanente e, em raros casos, os episódios repetidos levam à cegueira total. O tratamento depende da causa e pode incluir o uso de corticosteróides. Algumas vezes, nenhum tratamento é instituído.


Causas da Papilite e da Neurite Retrobulbar

• Esclerose múltipla
• Doença viral
• Arterite temporal e outros tipos de inflamação das artérias (vasculite)
• Intoxicação por substâncias químicas (p.ex., chumbo e metanol)
• Tumores que se disseminaram até o nervo óptico
• reacções alérgicas a ferroadas de abelhas
• Meningite
• Sífilis
• Uveíte
• Arteriosclerose


Ambliopia Tóxica

A ambliopia tóxica é uma doença similar à neurite retrobulbar que normalmente afeta ambos os olhos. Os indivíduos alcoólicos são particularmente suscetíveis, embora a causa do distúrbio possa ser a desnutrição e não o álcool. Substâncias químicas tóxicas, como as presentes na fumaça do cigarro e o chumbo, o metanol, o cloranfenicol, os digitálicos, o etambutol e muitas outras, também podem causar a doença. A ambliopia tóxica produz uma pequena área de perda da visão no centro do campo visual que aumenta lentamente e pode evoluir até a cegueira completa. Examinando o olho com o auxílio de um oftalmoscópio, o médico observa pouca ou nenhuma alteração. Os indivíduos com ambliopia tóxica devem evitar o tabaco, o álcool ou a substância química tóxica responsável. Quando o consumo de álcool é uma causa contributiva, o indivíduo deve consumir uma dieta bem equilibrada e tomar um suplemento de complexo de vitamina B. Quando a causa é o chumbo, os medicamentos quelantes ajudam a removê-lo do organismo.


Fonte: Manual Merck

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publicado por MJA



Saúde Neurológica e Visão

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
 

A saúde neurológica e a visão andam lado a lado e, quando se trata de distúrbios neurológicos, uma alteração visual pode ser um dos primeiros sintomas da doença. Tal acontece porque a informação visual captada pelos olhos é transportada pelos nervos óticos e restante via visual até à parte posterior do cérebro, responsável por interpretar essa informação e formar imagens. Para uma visão normal, é ainda importante que os dois olhos se movam de forma perfeitamente coordenada. “Há problemas oculares que podem requerer um tratamento que vai além do uso de óculos ou lentes de contacto. É importante desmistificar que sintomas e sinais de perda de visão nem sempre significam a necessidade de mudar a graduação, ou de começar a utilizar óculos. Por vezes, podem ser um indício de outras patologias não específicas dos olhos, mas que se manifestam neles”, sublinha Rita Flores, médica oftalmologista e presidente da SPO.

Uma queixa visual como perda de visão, central ou periférica, ou visão dupla, que não tenha uma causa intrinsecamente ocular, pode traduzir uma doença neurológica, que revela sintomas nos olhos e tem origem no cérebro, mais concretamente nas regiões com funções responsáveis pela visão. Neste caso, é importante uma avaliação neuro-oftalmológica e investigação complementar.

Lígia Ribeiro, coordenadora do Grupo Português de Neuroftalmologia da SPO, explica que “a neuroftalmologia é a subespecialidade de fronteira entre a Neurologia e a Oftalmologia e está vocacionada para o diagnóstico e tratamento de distúrbios visuais relacionados com doenças do sistema nervoso. O exame neuro-oftalmológico poderá confirmar se determinada queixa visual está (ou não) relacionada com um problema no sistema nervoso central ou periférico, permitindo nalguns casos saber com precisão a localização da lesão.” Segundo a médica oftalmologista, a intervenção precoce é fundamental para que os sintomas sejam controlados com eficácia e atempadamente, evitando o agravamento do problema e, quando possível, restaurando a visão.

Para que conheça as doenças neurológicas ligadas à perda de visão, a SPO partilha uma lista com as mais comuns.

Esclerose Múltipla – É uma doença inflamatória do sistema nervoso central, que acontece quando o sistema imunológico ataca a substância que reveste as células nervosas (mielina), causando dano e tecido cicatricial na zona afetada, o que pode impedir que o cérebro envie sinais corretamente para todo o corpo. Em 20 a 30% dos doentes, a apresentação inicial da doença é uma nevrite ótica, ou seja, uma inflamação do nervo ótico, que gera desmielinização. Manifesta-se por perda de visão, dor ocular e perceção anormal das cores.

Acidente Vascular Cerebral (AVC) – Quando ocorre um AVC, o fluxo sanguíneo para o cérebro é reduzido ou bloqueado, impedindo que este obtenha o oxigénio e os nutrientes de que necessita. Esta quebra de ligação pode causar a morte das células cerebrais e ter consequências a longo prazo, incluindo na saúde visual. As lesões cerebrais mais posteriores podem provocar ausência de visão em metade do campo visual do lado oposto em ambos os olhos (hemianopsia). Outra das alterações de visão num AVC pode ser a visão dupla, que resulta da perturbação da coordenação dos movimentos oculares, ocorrendo principalmente, em lesões do tronco cerebral. Estas transformações podem ser permanentes.

Doença de Alzheimer – Sendo um distúrbio neurológico, as células nervosas morrem e levam ao comprometimento geral do funcionamento mental. Tanto a doença de alzheimer, como outras demências e ataxias causam a perda de visão por afetarem as regiões do cérebro que processam a informação visual dos olhos. Os doentes têm problemas em reconhecer objetos, perdem a perceção de profundidade e diminui a visão periférica.

Tumores cerebrais (mesmo os benignos), aneurismas ou malformações venosas - Podem comprimir áreas importantes do sistema visual e levar a perda de visão de um olho ou de parte do campo visual dos dois olhos. Podem ainda comprimir os nervos responsáveis por comandar os movimentos oculares, provocando desalinhamento dos olhos; significa que o cérebro vai receber duas imagens ligeiramente diferentes causando visão dupla.

Miastenia Gravis – É uma doença autoimune da junção neuromuscular, em que existe um defeito na normal transmissão dos impulsos nervosos à membrana muscular para que o músculo possa contrair. Os sintomas vão depender dos músculos que estão envolvidos. A miastenia ocular é secundária a fraqueza dos músculos oculares e palpebrais, pode surgir queda de uma ou ambas as pálpebras e/ou visão dupla.


in Doenças Neurologicas que Podem Ser Descobertas Através dos seus Olhos
Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

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12.Mai.2025
publicado por MJA