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Ilustração de uma cirurgia às cataratas por extração.
Manuscrito do séc. XI,
Oxford.
Pedro Julião, Pedro Hispano ou João XXI [1210|1220? — 1277], o único Papa português, era também um reconhecido médico cujo receituário marcou decisivamente a História da Medicina, perdurando até aos nossos dias. O conhecido pintor Miguel Ângelo, por exemplo, adoeceu dos olhos quando lhe foi passada a tarefa de pintar a capela sistina, só vindo a recuperar após seguir as indicações de Pedro Hispano.
O Tratado dos Olhos
O Tractatus de Oculis, pequeno folheto dedicado ao tratamento das doenças de
olhos, sobressai entre as muitas obras que são atribuídas a Pedro Hispano por
várias razões. Em primeiro lugar, por ter sido escrito por uma eminente
autoridade médica, cuja formação em medicina terá sido bastante rigorosa, em
particular se tiver sido obtida em Montpellier. Em segundo lugar, e tendo em
consideração as credenciais profissionais do autor, por constituir um
levantamento absolutamente atualizado das questões que discute. Em terceiro
lugar, por ter sido muito divulgado à época, tendo continuado a ser usado na
profissão durante pelo menos dois séculos e meio após a sua composição. Por fim
– e esta é talvez a razão mais relevante –, por nos proporcionar uma visão do
que era a teoria e a prática, não só da medicina medieval em geral, mas da
oftalmologia medieval em particular.
Do 'Livro sobre a Conservação da Saúde' de
Pedro Hispano:
Coisas que fazem bem aos olhos

Coisas que fazem mal aos olhos

Tratamentos para a dor dos olhos
Excertos do "Livro sobre a Conservação da Saúde" de
Pedro Hispano in 'Obras Médicas de Pedro Hispano'
de M.ª Helena Rocha Pereira, 1973
Pedro Hispano, filósofo, médico e pontífice
A figura de Pedro Hispano, mais tarde papa João XXI, teve uma projeção tal no
mundo da cultura europeia medieval, que hoje nos surpreendemos com a sua obra no
campo da filosofia e da medicina.
O seu impacto nas universidades e escolas conventuais foi enorme e prolongado,
não isento de controvérsia, como se pode ver pelos vestígios transmitidos por um
número
enorme de códices e de edições, ainda não contabilizados. Ele foi, de facto, um
dos grandes mestres medievais que na Europa se impuseram por um saber
enciclopédico à procura de novos caminhos, como estudos recentes têm mostrado.
Curiosamente, no seu país de origem, a fama de Pedro Hispano chegou mais tarde e
só mais recentemente alguns estudiosos voltaram a atenção para este vulto
extraordinário da história e da cultura pátrias.

Xilogravura do
interior de uma farmácia
numa edição do 'Thesaurus Pauperum' de 1537
Na sequência de alguns trabalhos em fins do século XIX, na primeira parte do
século XX assistiu-se a um ressurgimento do interesse académico pela figura de
Pedro Hispano, sobretudo a partir dos estudiosos alemães, contemplando os campos
da filosofia e da medicina. Os estudos do Prof. Martin Grabmann, com base num
códice descoberto em Madrid (Mss. 1877), aplanaram o caminho do reconhecimento
científico da obra de Pedro Hispano enquanto médico e filósofo. A partir de
então multiplicaram-se os estudos, mostrando como Pedro Hispano se encontrava,
na Idade Média, familiarizado com Aristóteles, e como penetrava os problemas da
alma humana tão característicos da ciência moderna da psicologia.
Mas, se o estudo da sua obra se encontra eriçado de dificuldades, o conhecimento
das etapas e da cronologia da sua existência, aliás curta, também não é isento
de incertezas. Esta incerteza, porém, de algumas datas da sua vida não colide
com o eco académico das obras que nos legou.
Thesaurus Pauperum (O Tesouro dos Pobres)
Estudos e Magistério
Pedro Julião nasceu em Lisboa, em data não conhecida, certamente antes do ano
1220. Era filho de Julião Rebelo, médico, cuja profissão seguiu, e de Teresa
Gil. Começou os estudos na escola da catedral de Lisboa, passando, a seguir,
para Paris. Nesta universidade doutorou-se em «Artes», seguindo os estudos
curriculares da época (Trivium e Quadrivium). Afortunadamente, ensinavam em
Paris os mestres mais ilustres daquela época, contando-se entre eles Alberto
Magno, Guilherme Shyreswood e Lamberto de Auxerre. Da cátedra de tão eminentes
professores, Julião aprendeu os novos caminhos da Ciência e auferiu os
conhecimentos enciclopédicos da Natureza, da Física, da Filosofia e da
Metafísica, próprios do tempo. Quanto ao estudo da Medicina, deve tê-lo feito na
cidade de Montpellier, por na data anterior a 1250 não haver ainda em Paris essa
faculdade Pedro Hispano refere-se à sua estada em Paris na carta escrita como
papa ao bispo Tempier, em 18 de janeiro de 1277, incitando-o na luta contra os
hereges, quando recorda os estudos feitos durante a juventude («ab annis teneris
variis scientiis et per annos plurimos») no Studium parigino, chamado «fons
vivus sapientiae salutaris».
O mestre universal era, então, Aristóteles. Nas suas pegadas, Pedro Julião
encontrou aí, como condiscípulos, Tomás de Aquino, Boaventura di Bagnoreggio,
Rogério Bacon, todos grandes mestres da Idade Medieval. Fruto da escola de
Paris, a sua obra Summulae logicales deixa entrever a importância da Lógica no
ensino universitário, nomeadamente no que se refere à Dialética, definida como
«ars artium, scientia scientiarum»,
Como os mestres da Escolástica Medieval, Pedro Julião dedicou-se às questões de
Filosofia. Entre os seus escritos, emerge o tratado Summulae Logicales, composto
em sete partes, por volta de 1250. Esta obra foi o manual de referência sobre a
Lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias,
com centenas de edições em toda a Europa e com traduções também para grego e
hebraico. Bastante popular ainda no tempo da Reforma protestante (século XVI),
esta obra foi objeto de lições sobre Lógica ouvidas por Lutero, e Melanchton
citou-a em vários dos seus escritos.
A raiz da importância desta obra assenta no facto de o autor partir do
pensamento de que só a Lógica pode ser o fundamento de qualquer ciência. Só quem
conhecesse e dominasse a Lógica poderia compreender e ensinar os outros campos
do saber. Certamente, para conseguir esta forma de pensar, o mestre necessitava
de dominar a língua, os modos de expressão e de argumentação, as subtis formas
de comunicação, os universais, os predicamentos, os silogismos
(Syncathegoreumata). Pelo significado da sua projeção no campo da Filosofia,
esta obra tem sido objecto de estudo de diversos autores (M. Alonso, J. P.
Mullally, I. Bochensky, L. M. De Hijk).

Página de uma edição impressa, do final do
século XV, do 'Thesaurus pauperum'.
Esta obra de Pedro Julião também foi objeto de aceradas críticas, por
basicamente se confinar a repetir e a copiar os pontos fundamentais da Lógica de
Aristóteles e de Boécio, tendo em conta os pensadores do seu tempo apenas na
última parte («De terminorum proprietatibus»). Os problemas multiplicaram-se,
envolvendo a própria identificação de Pedro Hispano e a autenticidade dos textos
que lhe eram atribuídos.
O seu livro Scientia libri de anima foi considerado por Martin Grabmann o mais
completo tratado de psicologia da Escolástica. A partir do códice da Biblioteca
de Madrid, M. Grabmann diz, de Pedro Hispano, tratar-se não só de um célebre
médico, mestre de Lógica, mas também de um dos mais importantes psicólogos e dos
primeiros comentadores de Aristóteles. Segundo ele, trata-se do «mais importante
escritor médico do século XIII».
Por seu lado, a obra Quaestiones super libros de animalibus Aristotelis toca
problemas de zoologia e do início da vida.
No campo da Teologia, escreveu pouco. É-lhe atribuído apenas a
Expositio
librorum Beati Dyonisii, com comentários à obra do Pseudo-Dionísio. A
importância desta obra na literatura espiritual avalia-se pela exposição dos
temas: êxtase, conhecimento negativo de Deus, natureza do mal e demónio.
Pedro Julião também se dedicou ao estudo da Medicina e às ciências físicas e
matemáticas. Após a obtenção do grau de mestre em Filosofia e Medicina, em 1245,
Julião empreendeu uma viagem de estudo ao sul da Itália, nomeadamente a Salerno
e Palermo, rocas fortes da medicina da época. Aí frequentou as lições do médico
Teodoro, da corte de Frederico II. A amizade com personalidades da corte
imperial valeu-lhe a nomeação como «professor artis medicinae» em Palermo, onde
permaneceu pouco tempo.
Em 1246, tendo conhecimento da procura de docentes para o Estudo Geral por parte
das autoridades comunais e atraído pela escola recentemente fundada,
transferiu-se para Siena, onde ensinou Medicina durante seis anos, como
professor (Physicus). Na abertura do Estudo Geral de 1247, o seu nome já aparece
no elenco dos mestres presentes. Sabe-se que habitou num bairro pobre da cidade
(Villegiatta).
Aqui, entre 1246 e 1252, desenvolveu as linhas mestras da sua escola de
medicina, divulgando-as em vários escritos, que se multiplicaram
indefinidamente. Aí conquistou prestígio entre colegas e estudantes, e terá
escrito os tratados Thesaurus pauperum, Regímen sanitatis e
De oculo.
Nos
séculos seguintes, esses escritos foram sofregamente compilados, copiados,
comentados, com tal frequência que se tornou difícil contar os exemplares de
manuscritos existentes e espalhados ainda por muitos arquivos. Com este
extraordinário facto andam relacionados problemas de difícil solução, tais como
os da datação e da autenticidade de alguns escritos com o seu nome.
Segundo Pedro Julião, a Medicina assentava em duas colunas:
ratio et
experimentum. Estes dois atributos, próprios da Ciência, impuseram as suas obras
na opinião pública, nomeadamente no campo da Terapêutica, por ele explanada de
modo claro e acessível. Como base fundamental propunha regras de Dietética, dava
importância aos naturais meios de cura acessíveis e divulgava, como meio de
recurso último, a Cirurgia.
O opúsculo Tesouro dos Pobres -
Thesaurus pauperum, copiado vezes sem conta, foi objeto de uma
centena de edições, após a invenção da imprensa, com traduções em doze línguas.
Tratase de um compêndio de receitas caseiras e económicas, algumas das quais
extravagantes.
Como o nome indica, o compêndio destinava-se ao povo simples e
pobre. Começa por definir os critérios de composição de leitura, segundo
princípios de uma verdadeira deontologia. Acrescentado com receitas próprias, o
livro encontrou uma enorme divulgação popular, mas perdeu crédito junto dos
estudiosos, os quais reconhecem, com ceticismo, que Pedro Hispano tinha questões
de medicina muito mais importantes do que elaborar uma série de receitas comuns
e populares. Por outro lado, o autor não se apoiava apenas na tradicional escola
de medicina dos gregos, mas recorreu igualmente aos conhecimentos islâmicos,
mais avançados na época. Entre os diversos autores encontram-se os nomes de
Avicena, Dioscórides, Hipócrates, Isaac, Galeno, ArRhases, Kyrannis, Ali-Abbas,
Alexandre, Esculápio, etc. Tal atitude era sinal de uma nova posição no seio da
Igreja relativamente às ciências práticas.
Uma outra obra médica de Pedro Julião é o
'Livro da Conservação da Saúde' -
Liber de conservanda sanitate. Uma
obra menos conhecida, mas não menos significativa, na medida em que constitui um
dos primeiros tratados de medicina preventiva, enumerando as infeções conhecidas
ao tempo e os meios de as prevenir. O motivo que presidiu à composição da obra
foi o de que é melhor conservar a saúde do que curar as doenças. Com esse
intuito, deve ter escrito outros tratados, como o das febres.
A seguir a 1250, os dados cronológicos a respeito de Pedro Hispano são mais
controversos ainda. Terá passado algum tempo em Portugal, onde recebeu a
ordenação sacerdotal. Como clérigo, assumiu então diversas funções e títulos,
conforme os dados documentados por escritos de 1250 e 1254, que falam da sua
presença com os títulos de decano ulissiponense e arcediago bracarense. Ao mesmo
tempo, deve ter acumulado o priorado de Mafra. Se os títulos não comportam a
presença efetiva, então torna-se mais difícil ainda estabelecer quais os anos
que Pedro Julião viveu em Portugal.

'O Tratado dos Olhos', de Pedro Hispano.
Manuscrito do séc. XIV, Biblioteca Estatal
da Baviera, Munique.
Regressado a Siena, o estilo discreto da sua atividade mudou por volta de 1260,
quando foi assumido como médico do duque de Lavagna.
A partir desse momento, Pedro Julião percorre rapidamente os diversos estádios
da carreira eclesiástica. No ano de 1261, foi eleito decano da Sé de Lisboa, e
em 1263 foi nomeado, pelo rei D. Afonso III, Dom Prior da Colegiada Real de
Santa Maria de Guimarães.
Ao tempo, estes eram títulos honoríficos, de que podia usufruir não residindo em
Portugal, mas significavam já o reconhecimento da sua fama.
Na Cúria Pontifícia
Atraído a Viterbo pela corte papal, então fora de Roma, foi nomeado médico
pessoal do cardeal Ottobono Fieschi, futuro Adrião V, e, a partir de 1263, foi
arquiatra do papa Gregório X (Tebaldo Visconti). Em 1272, por morte de Dom
Martinho Geraldes, Pedro Julião foi nomeado arcebispo de Braga pelo papa
Gregório X. Não chegou a tomar posse, uma vez que, em 1274, foi feito cardeal de
Túsculo/Frascati.
Na qualidade de arquiatra e conselheiro, acompanhou o papa a Lião para tomar
parte no Concílio Ecuménico que estabeleceria a união das Igrejas do Oriente e
do Ocidente (1274). Em Viterbo, onde os papas procuravam a paz que Roma não
oferecia, Pedro Julião pôde testemunhar as diligências do papa junto do
patriarca de Bizâncio e do imperador Miguel VIII Paleólogo, assim como as
discórdias entre os príncipes cristãos e as pressões políticas sobre os
cardeais.

Gravura de Pedro Hispano, Papa João XXI,
com o brasão de armas.
Apesar do seu curto pontificado, João XXI foi uma das personalidades mais
famosas do seu tempo, sobretudo pelo seu contributo no campo da Filosofia e da
Medicina. Dante Alighieri cita Pedro Hispano como sumo filósofo, não como papa
ou ilustre médico, colocando-o no «Paraíso» da Divina Comédia, ao lado de Ugo de
São Vítor, sumo teólogo e filósofo, de Pedro Comestor, chanceler do Studium de
Paris: «E Pedro Hispano, que luz na terra em seus doze libelos».
O rei de Aragão, Afonso X, o Sábio, pai da rainha Santa Isabel de Portugal,
também o elogia numa canção, no «Paraíso» (Canto XII). Admirado como «varão de
letras», «grande filósofo», homem de ciência física e naturalista, Pedro Julião
ficou na história como médico ilustre e papa mecenas de artistas e estudantes.
Dele ficou a memória de um homem sábio e simples. A todos recebia, sem excluir
os pobres. Manifestava predileção pelos jovens e pelos estudantes de Letras.
Como homem de ciência, continuou a dedicar-se a experiências de laboratório,
procurando descobrir os segredos da Natureza, a ponto de alguns o suspeitarem
como mago. A sua morte ficou envolta no mistério. Certamente, foi vítima do
abate da ala oeste do palácio em construção, na noite do dia 10 de maio de 1277.
O papa foi tirado do meio dos escombros horrivelmente maltratado e em fim de
vida. Tinha 53 (?) anos de idade, três de bispo e oito meses de pontificado.
Sobreviveu seis dias ao trágico acidente, e morreu no dia 16 de maio de 1277.
Entre atrozes sofrimentos, os presentes ouviam as suas últimas palavras:
«Quidfit de libello meo? Quis complebit libellum meum?» (O que será do meu
libelo? Quem completará o meu libelo?).
Durante o seu pontificado, foram produzidos cerca de cem documentos. Também
durante esse tempo foi introduzida na Igreja a oração mariana do Angelus.
O seu brasão consta de um escudo esquartelado com três crescentes e três bandas
negras alternadas em campos de prata e de ouro.
O mote das suas armas não é seguro; segundo uns, era a inscrição: «Dirige,
Domine Deus meus, in conspectu tuo viam meam» (Senhor, meu Deus, faz que eu
caminhe na Tua presença: Salmo 5,9); segundo outros, inspirarse-ia nas
profecias de Malaquias: «Piscato, Tuscus.»
Dentro do espírito da época, o papa João XXI deve ser considerado um dos grandes
sábios do seu tempo, não obstante algumas opiniões divergentes. A Europa culta
apelidou-o de Hispano, já como professor, tendo em conta a sua proveniência da
Península Ibérica, a que os Romanos chamavam «Hispânia». Por outros foi
designado como Pedro Lusitano ou Pedro Hispano Portugalense. Com Santo António
de Lisboa ou de Pádua, Pedro Hispano é a personagem do Portugal medieval com
maior projeção na Europa e no mundo.
FIM
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autores: A. Mark Smith é Professor Catedrático na Universidade de Wisconsin, onde lecciona História Medieval e História da Ciência. Doutorado (1976) em História e História da Ciência pela mesma universidade, dedica-se ao estudo da história desde o período pré-socrático até ao Iluminismo e é especialista reconhecido na evolução das teorias pré-newtianas da percepção visual.
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Monsenhor Arnaldo Pinto Cardoso é natural de Penso, Sernancelhe. Sacerdote da diocese de Lamego, licenciou-se em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana (1967-69) e em Sagrada Escritura pelo Instituto Bíblico (1969-72), de Roma. Preparou a tese de doutoramento em Freiburg in Breisgau (Alemanha) e em Jerusalém (Israel): Da Antiga à Nova Aliança. Relações entre o Antigo e o Novo Testamento em Sebastião Barradas SI (1543-1615), publicada pelo INIC, Lisboa 1987. Foi director do Serviço de Pastoral do Secretariado do Episcopado e professor na Universidade Católica. Conselheiro eclesiástico na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé. Prelado de Sua Santidade. É sócio da Academia Portuguesa de História.
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BIBLIOGRAFIA :
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1) O Tratado dos Olhos de Pedro Hispano autor:
Arnaldo Pinto Cardoso (com A. Mark Smith)
edição Alêtheia, 2008 fonte:
SNP
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2) 'Livro sobre a Conservação da Saúde' de Pedro Hispano in 'Obras Médicas de Pedro Hispano' autora: M.ª Helena Rocha Pereira
Livraria Almedina,1973 fonte:
GoogleBooks
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3) 'Tesoro de los Proves' de Pedro Hispano Introdução, edição e índices por Maria Adélia Soares de Carvalho Mendes fonte:
Mediaevalia
15/16 ( 1999)
31.Out.2016
Publicado por
MJA
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