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 SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL

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ϟ Projeto da Católica oferece serviços dentários a 200 pessoas com deficiência

Jornal do Centro | 28 de dezembro de 2020

Cerca de duzentas pessoas portadoras de deficiência vão beneficiar de serviços dentários disponibilizados pela Universidade Católica de Viseu, no âmbito do projeto Sorrisos Especiais, vencedor do Orçamento Participativo deste ano.

“Estamos a falar de um projeto com um orçamento de 10.000 euros virados para pessoas portadoras de deficiência que terão, a partir deste protocolo, o acesso a consultas de saúde oral e de diferente tipologia”, refere o presidente da Câmara de Viseu, António Almeida Henriques.

O projeto Sorrisos Especiais vai ser desenvolvido ao longo do próximo ano de 2021 e irá abranger 200 pessoas portadoras de deficiência.

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30.Dez.2020
publicado por MJA


 

ϟ Maioria dos municípios sem planos de acessibilidade para pessoas com deficiência

Agência Lusa | 21 dez 2020

O inquérito realizado a cerca de um terço do total de concelhos conclui que 80% dos municípios não tem um único equipamento ou espaço público totalmente acessível.

A maioria dos municípios nunca planeou condições de acessibilidade para pessoas com deficiência e não tem um único espaço acessível ou certificado, revela um inquérito da Associação Salvador e do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade.

Os dados resultam das respostas de cerca de um terço dos 308 concelhos a um inquérito feito com o apoio da Associação Nacional dos Municípios Portugueses e que começou em outubro.

O inquérito procurou fazer uma “radiografia” das acessibilidades e da forma como a questão é encarada pelos vários municípios e mostrou que 70% nunca planearam as condições de acessibilidade, ou seja, nunca adeririam ao projeto RAMPA – Regime de Apoio aos Municípios para as Acessibilidades, aos Planos de Promoção das Condições de Acessibilidade ou outros planos similares.

No entanto, 95% admitiu ter acesso ao guia das acessibilidades de mobilidade para todos, lançado pelo Governo em 2006.

Dos que desenvolveram um plano, 60% não deram continuidade a esse trabalho desenvolvido há 10 anos e 88,5% não fez qualquer atualização no decorrer destes 10 anos”.

Por outro lado, 80% dos municípios admitem não ter um único equipamento ou espaço público totalmente acessível, nem certificado, enquanto entre os municípios que fizeram planos de acessibilidade só 13% afetou 0,5% do seu orçamento municipal para esta questão.

A associação alerta que “80% das autarquias não têm nenhuma estrutura dedicada a esta matéria e não têm técnicos afetos às acessibilidades, o que revela que não o assumem como uma prioridade”.

Outro dado revelado pelo inquérito, e que a associação considera ser “grave”, é que apesar de as autarquias estarem obrigadas a enviar ao Instituto Nacional de Reabilitação (INR) relatórios sobre as acessibilidades, “80% indicaram que nunca os enviaram”.

Em matéria de fiscalização,”as autarquias não a fazem, apenas validam os projetos quando são submetidos na gestão urbanística, que efetivamente também não tem técnicos formados para o efeito e sensíveis ao tema”, revela o inquérito, que acrescenta que em 70% das autarquias os técnicos não fazem formação nesta área.

Tanto a Associação Salvador como o Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade entendem, por isso, que é preciso que as autarquias façam os respetivos planos de promoção de acessibilidades, e que os implementem e fiscalizem, afetando verbas especificas para os respetivos planos.

Defendem também a implementação de fiscalização de forma ativa, com ações de rua para avaliar o incumprimento nesta área, exigindo a responsabilização dos técnicos que desenham e projetam os espaços, podendo haver coimas pela negligencia de não aplicação da lei.

Exigem igualmente que todos os projetos financiados pela comunidade europeia sejam acessíveis a todos em todas as valências, desde o espaço público, aos edifícios, transportes, comunicação ou infoacessibilidades.

Entretanto, a Associação Salvador lançou uma petição pela criação do Dia Nacional das Acessibilidades, com o objetivo de “demonstrar que a falta de acessibilidades é um dos fatores de exclusão social das pessoas com deficiência motora”.

in Observador

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30.Dez.2020
publicado por MJA



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 Nelson Évora torna as suas redes sociais inclusivas para invisuais

Lux | 18 de Dezembro de 2020

Nelson Évora é a primeira personalidade portuguesa a tornar as suas redes sociais inclusivas, ao integrar em todas as suas publicações digitais, uma legenda específica para invisuais.

Com a hashtag #PraCegoVer, o atleta olímpico faz uma descrição detalhada de todas as fotos e vídeos que publica. Esta descrição pode depois ser reproduzida em aplicações de áudio destinadas a invisuais.


https://www.instagram.com/nelson_evora/?utm_source=ig_embed

O ato de descrever fotos e vídeos promove a inclusão nestes meios de comunicação, não só para cegos, como é bastante útil para pessoas com dislexia, deficiência intelectual ou défice de atenção.

#PraCegoVer é um projeto inclusivo e educativo criado por Patrícia Braille, especialista em acessibilidade para deficientes visuais, no Brasil, e surgiu da sua necessidade de comunicar com os seus amigos invisuais. O objetivo é chamar a atenção para a importância da inclusão digital, através da descrição detalhada daquilo que é publicado, como cores, tonalidades, elementos, ou ações observáveis, numa sequência lógica.

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29.Dez.2020
publicado por MJA



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 Ping é um conta-gotas sonoro impresso em 3D que ajuda deficientes visuais

Lucas Soares e Yuri Hildebrand | do Home Office

Conta-gotas inédito para deficientes visuais é criado na Paraíba | Paraíba  - Portal T5
O produto é pequeno e portátil e promete ajudar milhões de brasileiros; expectativa é disponibilizar o dispositivo em farmácias ao longo de 2021

O Ping é um conta-gotas sonoro fabricado em impressora 3D e projetado para ajudar pessoas cegas e com deficiência visual na dosagem de medicamentos e líquidos no dia a dia. O dispositivo é baseado em um projeto criado na Unviersidade Federal da Paraíba (UFPB) que virou trabalho de conclusão de curso e, posteriormente, começou a ser desenvolvido pela startup brasileira Contra.

A ideia consiste em emitir um aviso sonoro a cada gota, ajudando os usuários a acertarem a mão na hora de tomar um remédio ou dar para crianças, por exemplo, garantindo ainda mais independência Simples e de fabricação barata, o aparelho deve chegar por um preço acessível e promete ajudar cerca de 6 milhões de brasileiros com deficiência visual. O projeto inicial do Ping foi pensado em 2015, como trabalho de uma disciplina do curso de Engenharia de Produção Mecânica da UFPB, a Universidade Federal da Paraíba. O estudante João Victor Nogueira seguiu com a ideia para seu trabalho de conclusão e se juntou à colega Roseane Agapito da Silva para continuar com o desenvolvimento do conta-gotas até o pedido de patente.

Depois disso, entrou em cena a brasileira Contra, que cuida de toda a parte de logística e estratégia, enquanto a empresa holandesa Spark fez a concepção final do design do produto. Sua fabricação acontece por meio de uma impressora 3D, garantindo um baixo custo de produção. O modelo é construído em plástico e traz um circuito eletrônico simples, incluindo um sensor e um alto-falante que avisa quantas gotas estão sendo despejadas dentro do recipiente. Caso o usuário despeje um líquido continuamente, o Ping emite um sinal ininterrupto.

Além disso, o Ping será disponibilizado em cores vibrantes, como laranja, roxo e vermelho, o que vai ajudar pessoas que não tenham a visão totalmente comprometida na hora de achar o produto. De acordo com a fabricante, a ideia é simplificar tanto a fabricação quanto a experiência do usuário. Portanto, não há recursos complexos e integração com o celular, por exemplo, o que também vai influenciar no preço. Apesar disso, a empresa não descarta a possibilidade de colocar, no futuro, alguma tecnologia que facilite o acesso ao dispositivo, desde que faça sentido para seus usuários.

O conta-gotas possui um conjunto de pequenas baterias internas e os desenvolvedores falam em colocar uma tecnologia de carregamento por indução já no primeiro lote do produto. A ideia é usar a certificação Qi, padrão usado em diversos carregadores e eletrônicos com o recurso. Com isso, será possível recarregar o aparelho de forma bastante simples, apenas aproximando o dispositivo da base.

Em um primeiro momento, a fabricação é feita via impressão 3D, mas isso pode mudar no futuro. Segundo a Contra, o Ping pode ser montado a partir de um molde de base, injetando o plástico depois. Esse novo modelo pode agilizar o processo de produção, aumentando a capacidade de unidades sendo feitas. No entanto, a opção entre impressora 3D e outros métodos vai depender dos custos de confecção e da empresa que se responsabilizar pelo processo.

O Ping ganhou destaque após a entrada do Contra e do protótipo desenhado pela Stark. Após essa etapa, já participou de diversos programas de aceleração, como Startup Chile, Inovativa e Centelha, programa que conta com incentivo do Governo Federal.

O primeiro lote, com 50 unidades, será doado para o Instituto de Cegos da Paraíba até abril de 2021. Além de ajudar os pacientes, o objetivo é captar o feedback dos usuários para aperfeiçoamento e futuras atualizações.

fonte: https://www.techtudo.com.br/

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28.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Homem cego ‘sente’ o filho pela primeira vez graças a ecografia bordada

Impala | 24 Dez 2020

Homem cego 'sente' o filho pela primeira vez graças a ecografia bordada
Nathan Edge é cego e vai ser pai pela primeira. Deb Fisher, amiga de longa data do casal, resolveu bordar a ecografia do bebé e oferecê-la ao homem.

Nathan Edge, de 26 anos, vai ser pai pela primeira vez, mas fruto da deficiência visual, não tinha forma de ver as fotos do filho. Deb Fisher, amiga de longa data do casal, apercebeu-se da situação e colocou mãos à obra para arranjar uma solução para ultrapassar este obstáculo.

Foi então que, juntamente com a mulher de Nathan, Emma Fotheringham, dedicaram-se a construir a versão bordada e, consequentemente, tátil da ecografia. O nascimento da criança está previsto para maio de 2021.

Tal como lembra a futura mãe, a amiga Deb nunca havia tentado algo semelhante.

“Surpreendentemente, foi a primeira vez que ela fez um bordado. ‘Ela disse-me que nunca tinha bordado antes, mas que adoraria tentar bordar todas as nossas ecografias para o Nathan”.

Uma vez terminado o presente, as amigas entregaram-no a Nathan, que de início não percebeu do que se tratava. “Fiquei emocionando, mas demorei alguns segundos para perceber”, assumiu.

O homem de 26 anos recorreu ao Twitter para explicar o presente e a publicação já se tornou viral. São mais de 33 mil ‘gostos’ e quase dois mil ‘retweets’.
 

How incredible is this.
Received this amazing surprise today… it’s an embroided tactile version of our 12 week baby scan, so for the first time as a blind dad to be, I’m able to build a picture of our baby scan through touch .
Can’t describe how amazing this is . pic.twitter.com/3Qm01MlzhS
— Nathan Edge (@NathanEdge94)

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25.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Conselho de Ministros aprova diploma para fomentar inclusão de pessoas com deficiência

MadreMedia / Lusa | 5 dez 2020


O Governo revogou hoje o decreto-lei relativo às atividades de apoio ocupacional aos deficientes graves e criou um centro de atividades e capacitação para inclusão de pessoas com deficiência, foi hoje aprovado em Conselho de Ministros.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, o diploma prevê que seja criado "um novo quadro normativo que assenta numa perspetiva que encare a ocupação como um processo e instrumento de capacitação, formação e desenvolvimento de competências da pessoa com deficiência e incapacidade com vista à sua autonomia, numa ótica de inclusão social".

Visando tal propósito - sublinha o governo - é criado o Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) enquanto resposta social de base comunitária, com uma regulamentação centrada na promoção da "autonomia, da qualidade de vida, da valorização pessoal, profissional e da inclusão social".

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18.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Estudos revelam que milhões de pessoas vivem com deficiência visual ou cegueira evitável

Newsfarma | 14/12/2020

Dois estudos demonstraram que mais de mil milhões de pessoas vivem com deficiência visual e cegueira evitável por não possuírem acesso a serviços de cuidados para a saúde da visão atempados e devidamente planeados.

O grupo internacional de peritos sobre a perda de visão, Vision Loss Expert Group (VLEG) e do Instituto de Avaliação e Métricas em Saúde da Universidade de Washington, que conta com dois investigadores optometristas portugueses, publicou na The Lancet Global Health dois estudos centrais sobre o peso global das causas e prevalência da deficiência visual. Os estudos, "Causes of blindness and vision impairment in 2020 and trends over 30 years, and prevalence of avoidable blindness in relation to VISION 2020: the Right to Sight: an analysis for the Global Burden of Disease Study" e "Trends in prevalence of blindness and distance and near vision impairment over 30 years: an analysis for the Global Burden of Disease Study" analisam com profundidade, dimensão e detalhe, o peso e relevância das diferentes causas de deficiência visual e cegueira no mundo, incluindo Portugal.

Os resultados foram comparados com o Plano de Ação Global Acesso Universal aos Cuidados para a Saúde da Visão da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado em 2013, que tinha como meta reduzir a deficiência visual e cegueira evitável em 25% até 2020. Não só se verifica que esse objetivo não foi atingido, como se destaca também que este número irá aumentar significativamente no futuro, advertindo que a cegueira e a deficiência visual moderada ou severa no mundo deverão duplicar até 2050.

O autor principal Prof. Doutor Rupert Bourne, professor de Oftalmologia na Universidade Anglia Ruskin (ARU) e no Hospital da Universidade de Cambridge, afirmou que "os resultados deste estudo mostram claramente que os esforços dos serviços de cuidados para a saúde da visão no mundo não conseguiram acompanhar o ritmo do envelhecimento e crescimento da população, e não conseguiram atingir as metas estabelecidas pela OMS. Embora a prevalência da cegueira tenha diminuído, o número de casos aumentou de facto”. "Se isto continuar, os atuais sistemas de saúde continuarão a responder de forma insuficiente e não conseguirão providenciar às pessoas soluções relativamente simples para a sua perda de visão. O efeito da COVID-19 é suscetível de exacerbar esta questão, tendo a investigação já mostrado atrasos e uma acumulação crescente de pessoas que necessitam de cuidados para a saúde da visão. É absolutamente vital que todas as nações tenham uma estratégia robusta de saúde pública para lidar com a deficiência visual e cegueira evitável, que custa aos serviços de saúde milhares de milhões de euros todos os anos", concluiu.

Por sua vez, o Prof. Doutor Jost Jonas, professor na Universidade de Heidelberg, reforçou que “com uma população envelhecida e em crescimento, as deficiências visuais a nível global têm de ser uma prioridade urgente em termos de cuidados de saúde. O método mais fácil, mais seguro e mais económico para melhorar a situação é disponibilizar cuidados e óculos adequados para corrigir os erros refrativos”.

A Prof.ª Doutora Vera Carneiro e o Dr. Raúl Alberto de Sousa, optometristas e colaboradores do IHME/Global Burden Disease, enfatizam que o erro refrativo não corrigido, uma condição facilmente tratada com óculos ou lentes de contacto, contribui para a deficiência visual moderada ou severa estimada em 86 milhões de pessoas em todo o mundo.

Os investigadores demonstram que a principal causa de cegueira é a catarata, representando cerca de 45% dos 33,6 milhões de casos de cegueira global (15 milhões de pessoas afetadas), causando também deficiência visual severa em 78 milhões de pessoas. Outras causas significativas, mas menos fáceis de tratar, de deficiência visual e cegueira incluem o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada com a idade.

Cerca de 5 milhões de portugueses sofrem de erro refrativo e, apesar disso, o Estado Português ainda não implementou as recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre a integração e planeamento da força de trabalho dos cuidados para a saúde da visão desde os cuidados primários aos cuidados hospitalares e de reabilitação. Estas recomendações foram recentemente reforçadas pela OMS para o rastreio da retinopatia diabética no dia 14 de novembro, onde mais uma vez se reforça o papel que os optometristas devem desempenhar na prestação de cuidados primários para a saúde da visão.

Pode consultar os artigos completos na Lancet Global Health.
 

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16.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ  BBC mostra o impacto do sensor LiDAR do iPhone 12 Pro na acessibilidade

pplWare | 7.Dez.2020

A Apple, este ano, trouxe a tecnologia LiDAR aos seus dispositivos. Começou em março com iPad Pro e avançou mais tarde para o iPhone 12. O Sensor LiDAR (Light Detection and Ranging) mede o tempo entre a emissão e a deteção do reflexo da luz, calculando as distâncias até aos objetos. Como tal, o recurso pode ser usado para um grande conjunto de cenários, até o de ajudar pessoas com problemas de visão.

Num documentário muito interessante, a BBC destacou a importância do scanner LiDAR para a vida das pessoas com determinadas dificuldades.


>>> ver vídeo aqui: https://youtu.be/WtP2t6aNnOc

 

A Apple sempre dedicou muita da sua atenção à área da Acessibilidade. Desde há muitos anos, os dispositivos Apple contam com ferramentas importantes para trazer a determinadas pessoas a usabilidade, eventualmente perdida por frutos de alguma deficiência.

Assim, a Apple quis, este ano, aumentar as possibilidades e introduziu o LiDAR. Segundo a empresa de Cupertino, o LiDAR é uma tecnologia tão avançada que está a ser desenvolvida pela NASA nas suas missões a Marte.

Como tal, o sensor LiDAR que integra quer o iPad Pro, quer o iPhone 12 Pro e 12 Pro Max, analisa a distância entre o dispositivo e um objeto, medindo a luz refletida até uma distância máxima de cinco metros. Funciona a velocidades na ordem dos nanossegundos, abrindo possibilidades infinitas para trabalhar com realidade aumentada e muito mais.

A BBC publicou o especial ‘Uma Visão do Futuro’ que examina como as novas tecnologias podem ajudar as pessoas com deficiência. Para coincidir com o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o programa Click explora os desenvolvimentos mais recentes em torno da acessibilidade e inclusão em tecnologia.

A repórter cega Lucy Edwards investiga como a AI ajuda pessoas com deficiência visual a identificar pessoas e objetos com os seus telefones. Segundo ela, o scanner LiDAR “faz milagres”.

Além da usabilidade na acessibilidade, a tecnologia quer ir mais além. Estes avanços, por exemplo, são vistos ao serviço nos jogos, e este documentário da BBC explora um pouco todas as vertentes.

Conforme refere a Apple, o sensor LiDAR trabalha em conjunto com as câmaras pro, sensores de movimento e frameworks dos sistemas operativos em causa, para criar mapas de profundidade. Esta combinação de hardware, software e inovação transforma estes dispositivos onde a tecnologia está presente, permitindo ver o mundo com “olhos de realidade aumentada”.
 

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15.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Site de Encontros português torna-se mais inclusivo para utilizadores invisuais

Mood | 29 novembro, 2020

A pandemia aumentou a procura por sites de encontros, incluindo de utilizadores com necessidades especiais. O site Felizes.pt encontra-se em conversações com a ACAPO - Associação dos cegos e amblíopes de Portugal, para obter a certificação de acessibilidade desta associação.

A plataforma de encontros online Felizes.pt continua a promover a inclusão de todos os utilizadores em tempo de pandemia, procedendo a alterações para acomodar os leitores de ecrã dos utilizadores invisuais e trabalhando com a ACAPO para obter a sua certificação de acessibilidade.

A preocupação com questões de acessibilidade no site começou há uns anos quando um utilizador invisual entrou em contacto com o Felizes.pt mencionando que nem sempre conseguia ler as mensagens que recebia porque a forma como estas surgiam no ecrã não era compatível com o seu leitor. Prontamente, a equipa mobilizou-se para resolver o problema, descarregando o mesmo software de leitura de ecrã de forma a conseguir replicar a experiência deste tipo de utilizadores e compreender onde podiam ser feitas melhorias no site. Para além do problema original, procederam a duas modificações adicionais, uma sugerida pelo utilizador e outra por pela equipa do Felizes.pt: uma notificação sonora após cada mensagem recebida, e o carregamento paginado de 10 em 10 mensagens por cada conversa, caso contrário o leitor vocal iria ler praticamente toda a conversa cada vez que esta fosse aberta.

Questionado sobre esta experiência, o utilizador invisual revelou ter sido «de longe o melhor feedback que tive de qualquer site. Cheguei a utilizar outras plataformas de encontros que tinham problemas semelhantes e que tornavam a minha experiência muito complicada. Ao contrário da disponibilidade e simpatia com que me ouviram no Felizes.pt, outros sites nem sequer me deram qualquer tipo de resposta».

Rui Sousa, cofundador do site, refere que «foi o primeiro relato que tivemos de problemas de acessibilidade. A primeira emoção que tivemos foi sentirmo-nos mal. Mal, porque estivemos ocupados em criar uma plataforma para todos os portugueses e, afinal, havia pessoas que não a conseguiam usar! E daí nasceu uma vontade forte em corrigir a situação, independentemente do nosso trabalho vir a ser aproveitado só por este único utilizador ou por milhares de portugueses. Corrigir um problema de acessibilidade é algo que não faz sentido financeiramente – nas folhas contabilísticas não tem explicação. Mas nós, apesar das dezenas de milhares de portugueses na nossa plataforma, somos uma pequena empresa portuguesa. E temos a consciência de não olharmos só para a folha de caixa no final do dia».

A procura cada vez mais acentuada do site com a chegada da pandemia veio reforçar a preocupação com a acessibilidade já que poderão surgir outros utilizadores com necessidades especiais e, numa fase em que as pessoas se sentem mais sós, as ferramentas deverão estar ao otimizadas e ao alcance de todos. Por este motivo, o Felizes.pt, encontra-se em conversações com a ACAPO – Associação dos cegos e amblíopes de Portugal, para passar obter a sua certificação de acessibilidade. A associação tem peritos que podem avaliar a acessibilidade de locais, informação escrita, websites e sistemas de informática, podendo também dar formação para um melhor atendimento de pessoas com deficiência visual.

fonte: https://mood.sapo.pt/

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11.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Educar com os Olhos da Mente

Marta Amaral Caldeira

Correio do Minho | 2020-12-03

‘Educar com os Olhos da Mente’ é apresentado hoje na Lúcio Craveiro da Silva

‘Educar com os Olhos da Mente’ é o livro da autoria de Helena Isabel Rodrigues e Filipe Azevedo, retrata as suas “vivências mais marcantes” a partir da sua condição de cegos, de casal e de pais, revelando que tudo é possível construir, desde que seja com base no amor. A publicação é apresentada hoje, às 18.30 horas, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

“Este é um livro de alegria, afectos, muito intimista, e uma celebração da vida. Foram várias as razões que nos levaram a publicar este livro, a primeira das quais porque não existe grande literatura sobre parentalidade exercida por duas pessoas cegas”, indicou Filipe Azevedo, funcionário dos Transportes Urbanos de Braga.

Quando o amor falou mais alto, Isabel e Filipe constituíram uma família e decidiram abraçar a parentalidade de uma forma perfeitamente consciente e planeada, não por se considerem “heróis”, mas porque se tratava, na verdade, do seu projecto de vida pessoal. São precisamente sobre essas vivências, experiências e desafios diários que tiveram que ultrapassar, e que aceitaram com todo o entusiasmo, que relata este livro que o casal partilha agora com o público.

“Temos sido muitas vezes desafiados a partilhar de viva voz o nosso testemunho pessoal e nunca quisemos fazê-lo sem algo que suportasse de forma mais estruturada e consolidada o relato das nossas vivências. Não podemos igualmente esconder o desejo de partilhar uma história positiva que tanto nos tem enchido a alma. Também sempre tivemos o desejo de sensibilizar a comunidade para as questões mais específicas sobre a deficiência visual. Mas é uma missão que já fazemos há muitos anos, mas que agora ganha uma outra dimensão com este livro”, refere o casal.

Garantem que esta não é uma obra científica, mas sim um livro que mostra como uma família comum, embora sem visão, aceitou o desafio de educar uma filha com os olhos da mente.

Na publicação, Isabel e Filipe contam as estratégias que adoptaram para os desafios constantes, desde os cuidados básicos como o banho, a alimentação, a administração de medicamentos, o andar na rua, o brincar e a socialização. São informações úteis sobre a deficiência visual, as suas ideias mestras sobre a parentalidade, os momentos mais marcantes destes últimos anos, o núcleo duro de amigos e família, em suma, um conjunto de revelações intimistas que nos dão a conhecer as estradas que palmilharam até chegarem a este lugar inclusivo e feliz, onde não conseguem conter a alegria, o afecto e o prazer transbordante por tudo aquilo que viveram até hoje e a profunda gratidão por por serem pais de Mara Sofia.

“Este é, essencialmente, um livro empírico/sociológico que reflecte sobre a dimensão provavelmente mais importante da parentalidade - que é a predisposição e a disponibilidade mental”, destaca.
 

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7.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ UNESCO aponta inclusão dos alunos em Portugal como exemplo a seguir por outros

LUSA | 25.11.2020

A UNESCO apontou hoje como um "bom exemplo a seguir" os projetos inclusivos para alunos com dificuldades desenvolvidos em Portugal, onde 97,5% das crianças e jovens com deficiência frequentam a escola

No mundo, “as crianças com deficiência têm duas vezes mais hipóteses de não ir à escola”, lembrou hoje Manos Antoninis, diretor da Global Education Monitoring Report, um organismo independente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que é responsável por analisar a situação da educação em todo o mundo.

Na abertura do simpósio internacional “Assegurar o Direito à Educação Inclusiva às Pessoas com Deficiência”, organizado pela UNESCO, Manos Antoninis saudou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal, considerando que “tem bons exemplos que devem ser repetidos por outros países”.

Manos Antoninis falou depois do ministro da Educação português, Tiago Brandão Rodrigues, que defendeu que, neste momento, “o desafio de todos os países é não deixar que a pandemia desvie o curso” de promover o sucesso e equidade escolar.

O trabalho pela inclusão das crianças com deficiência em Portugal começou há cerca de 30 anos, em 1991, e hoje já há “97,5% de crianças e jovens com deficiência na chamada educação “mainstream”, sublinhou o ministro.

Nesta missão, o ministro atribuiu o “papel principal” aos professores e educadores assim como a quem estrutura e implementa a formação dos professores na inclusão.

O secretário de estado da Educação, João Costa, que também participou no simpósio acrescentou que depois de ter os alunos nas escolas, Portugal está agora a trabalhar no passo seguinte que é ter um sistema que integre as crianças para a verdadeira inclusão.

No primeiro dia da conferência, que termina sexta-feira, a diretora-geral adjunta da Educação da UNESCO, Stefanie Giannini, recordou que a preocupação com a inclusão “começou com uma ideia muito simples: Não deixar ninguém para trás”.

Com a pandemia, a tarefa tornou-se muito mais difícil, lamentou.

Depois de um período inicial em que as escolas em todo o mundo fecharam portas e os alunos estiveram em casa, a maioria já regressou ao ensino presencial, mas ainda há países onde as aulas continuam suspensas.

Stefanie Giannini saudou “os professores que também estão na linha da frente”, à semelhança do que fazem os médicos nos hospitais.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou que os tempos atuais exigem uma atenção redobrada: “O nosso desafio, enquanto Governos, não é apenas pensar em como não podemos deixar ninguém para trás, mas também como podemos impedir que os alunos abandonem a educação e as escolas”.

A igualdade de oportunidades e a inclusão social têm sido “dos principais desafios, em todos os países, na avaliação das respostas educacionais a essa crise de saúde”, reconheceu.

“Esta pandemia representa para todos nós um desafio sem precedentes e, por isso, mais do que nunca, precisamos trabalhar lado a lado na criação de políticas inovadoras”, defendeu.

Na conferência esteve também o ativista sul-africano Eddie Ndopu. O jovem de 29 anos recordou que nasceu com uma doença grave que, segundo os médicos, lhe iria permitir viver apenas até aos cinco anos de idade.

Cresceu com as “terríveis estatísticas das crianças com deficiências” que indicam que a grande maioria nunca viu uma sala de aula, mas conseguiu fazer a diferença, tornando-se “o primeiro africano com deficiência a ser admitido na Universidade de Oxford”, contou hoje.

Para Eddie Ndopu, o ensino tem de ser pensado não apenas “para ter acesso ao ensino básico, mas para poder chegar também a Oxford”.

SIM // JMR

in https://visao.sapo.pt/

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5.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Governo vai criar uma agência de emprego para pessoas com deficiência

Notícias de Coimbra | Dezembro 3, 2020
 

O Governo vai criar uma agência de emprego para deficientes, um programa de investimento de apoio ao trabalho, mas também às empresas que contratem, que será de âmbito nacional e que deverá arrancar no primeiro trimestre de 2021.

Em entrevista publicada hoje ao jornal Público, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes, adiantou que o emprego é uma prioridade para o próximo ano, destacando que o desemprego de pessoas com deficiência cresceu durante a pandemia de covid-19 estando próximo dos 13 mil inscritos.

“A nossa prioridade vai para o investimento num programa de apoio à empregabilidade, criando investimentos adicionais não apenas das medidas de apoio ao emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional [IEFP], mas também incentivos às empresas para contratarem pessoas com deficiência”, disse.

Ana Sofia Antunes refere que gostava de “repensar algumas medidas que existem para reforçar apoios, nomeadamente o contrato de emprego apoiado em mercado aberto e criar majorações mais dignas desse nome ao nível de outras medidas que já existem”.

“Por exemplo, se dou um apoio a alguém que contrata uma pessoa sem deficiência, devo dar esse apoio acrescido de uma percentagem considerável se contrata uma pessoa com deficiência. Também temos de apoiar as pessoas que andam à procura de emprego. E aqui, sim, há uma resposta nova que está na hora de criar e que vamos tentar pôr no terreno, numa primeira fase com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”, disse.

Questionada sobre se se trata de uma agência de emprego para pessoas com deficiência, a secretária de Estado sublinha que está pensada dessa forma, mas passa por uma parceria estreita entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Instituto Nacional para a Reabilitação e o IEFP.

“É um trabalho a três para que possamos fazer isto acontecer: o encontro entre pessoas que andem à procura de emprego e empresas que tenham vagas abertas ou estejam dispostas a abri-las para estas pessoas”, disse.

Ana Sofia Antunes explicou que a primeira equipa vai estar em Lisboa, mas o projeto deverá crescer a nível nacional.

“Numa primeira fase, provavelmente vamos estar a responder mais a Lisboa, mas vamos receber candidaturas de todo o país, e vamos fazer avaliações em todo o país”, disse, acrescentando que o projeto arranca no primeiro trimestre de 2021.

“Não consigo precisar ainda uma data. Há protocolos a serem finalizados. Às vezes, é preciso sinalizar, trabalhar as pessoas porque já desistiram de procurar, as famílias que não acreditam. É preciso fazer o encontro com a empresa adequada para receber essa pessoa e fazer o acompanhamento. As empresas sentem alguma insegurança. Terem alguém que podem contactar no caso de haver dúvidas ou problemas é importante”, realçou.

Questionada sobre se existe algum preconceito, Ana Sofia Antunes considera que “há uma natural resistência para aceitar o que é diferente”.

“Não vou dizer que haja uma tendência para tratar pior as pessoas com deficiência, mas acho que quem nunca trabalhou com uma pessoa com deficiência resiste. Nunca fez, não sabe como pode ser, acha que pode ser muito difícil. É preciso desconstruir”, disse.

Na entrevista ao Público, Ana Sofia Antunes recordou também que a Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência 2021-2025 está em discussão pública até à véspera de Natal e que até lá está a receber contributos para melhorar esta estratégia.

O documento, segundo o Público, abarca oito eixos, incluindo a igualdade e a não discriminação, a educação, o emprego e o lazer, o ambiente inclusivo, os apoios sociais e a promoção da vida independente.

“Não o fiz mais cedo, reconheço, por incapacidade. Tínhamos vivido um período de grande austeridade. Era precioso passar à ação de imediato. Daí avançarmos com a reformação das prestações sociais, a prestação social para a inclusão, o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI). Tivemos este trabalho mais ou menos orientado no final do mandato passado, não nos pareceu ser o momento adequado para lançar uma nova estratégia”, disse.

A secretária de Estado referiu que estão a decorrer projetos-piloto há cerca de um ano, destacando que o MAVI abrange 870 beneficiários (números de outubro).

“Os projetos-piloto terão três anos. Há entidades que estão a desenvolver este piloto, têm pessoas em fila de espera e gostavam de alargar. Portanto, estamos a trabalhar para, através da publicação de uma portaria, podermos alargar em mais 25% os beneficiários. Queremos que pessoas com todos os tipos de deficiência possam aceder ao MAVI, porque é diferente ter assistência pessoal quando se tem uma deficiência motora ou uma deficiência visual ou uma deficiência cognitiva”, disse.


fonte: https://www.noticiasdecoimbra.pt/

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3.Dez.2020
publicado por MJA



ϟ Associação de Deficientes alerta para regressão de direitos das pessoas cegas

Agência Lusa | 15 out 2020

"A pandemia fez", segundo a Associação de Deficientes, "ressurgir ancestrais mitos; foram agitados medos novos; são suprimidos direitos; as pessoas com deficiência visual desconfiam".

A Associação Portuguesa dos Deficientes (APD) alertou esta quinta-feira para a regressão nos direitos e na inclusão das pessoas cegas em Portugal, destacando os problemas entre os mais idosos ou o enfraquecimento das associações representativas.

Em comunicado, quando se assinala o Dia da Bengala Branca, instituído pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e a União Mundial dos Cegos para sensibilizar a sociedade para os obstáculos que as pessoas cegas ou de baixa visão enfrentam, a APD salienta que a data assinala-se “com enormes apreensões”.

“A pandemia (pandemias) abriram o caminho do retrocesso da inclusão; ressurgiram ancestrais mitos; foram agitados medos novos; são suprimidos direitos; as pessoas com deficiência visual desconfiam”, diz a associação, num texto assinado pelo presidente do núcleo do Alentejo, Joaquim Manuel Cardoso.

Segundo a APD, as organizações representativas das pessoas com deficiência visual estão mais debilitadas, o que põe em causa o processo de inclusão das pessoas cegas, já que “à margem das organizações representativas, genuínas, democráticas, probas, não se construiu, não será construída inclusão”. A associação alerta também para o “padecimento dos idosos portadores de cegueira geriátrica”, que estão “sem ajuda, sem cobertura sanitária, sem proteção social, muitas vezes impossibilitados, face às diminutas pensões, de beneficiar de lares humanizados”.

“A crise emergente, as aspirações de lucro, o sórdido negócio da saúde, associado à pobreza, as ignóbeis discriminações, a opressão do capital, são perigosíssimo obstáculo à inclusão”, refere Joaquim Manuel Cardoso, acrescentando que as pessoas cegas não vão celebrar o dia de hoje em festa porque os seus direitos e a sua inclusão regrediram e faltam serviços competentes.

Na opinião do dirigente, estes “novos tempos” trazem “novas lutas e duras batalhas”, para as quais são precisos “amigos, aliados e parceiros comprometidos na mudança”, pelo que a Associação Portuguesa de Deficientes apela a todas as pessoas cegas para que tenham uma participação ativa por uma sociedade inclusiva ao mesmo tempo que reclama pela execução de uma política inclusiva.

fonte: Observador

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27.Nov.2020
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ϟ Governo aumenta apoios à vida independente das pessoas com deficiência

MÁRIO CRUZ | Agência Lusa | 11 nov 2020


Sobre a prestação social para a inclusão (PSI), que abrange mais de 110 mil beneficiários, Ana Sofia Antunes reconheceu que a estimativa é que mais pessoas com deficiência venham a precisar dela.

O Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), programa de apoio aos deficientes que lhes permite ter assistente pessoal, vai ver o financiamento alargado, com uma majoração de 25% em candidaturas já aprovadas aos centros de apoio.

“Encontram-se neste momento reunidas as condições […] para podermos proceder a um alargamento do financiamento disponibilizado aos centros de apoio à vida independente.[…] Aquilo que conseguiremos fazer nesta fase que é ainda de projeto-piloto — os quais se vão estender por um período de três anos e que poderão passar a três anos e meio — é permitir que estes centros e o montante global em que se candidataram no início, possa ser majorado em mais 25% do valor total da sua candidatura”, disse esta terça-feira a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

A equipa ministerial da área do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, liderada pela ministra Ana Mendes Godinho, esteve esta terça-feira no parlamento a ser ouvida no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

Ainda sobre o MAVI, a secretária de Estado adiantou que para concretizar a majoração nos apoios que garantem assistência pessoal a pessoas com deficiência vai ser revista a portaria que regula os projetos-piloto, adiantando também o alargamento do financiamento abrange despesas conexas, como as de formação dos assistentes pessoais, e matérias relativas ao funcionamento dos centros de apoio.

De acordo com Ana Sofia Antunes, em outubro atingiu-se um máximo de beneficiários deste apoio, com 879 pessoas abrangidas, depois de um acréscimo de 46 beneficiários de setembro para outubro.

A Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência foi esta terça-feira colocada em consulta pública, adiantou o Governo, estando disponível para acolher contributos até 24 de dezembro.

“No mês de janeiro estaremos finalmente, se tudo correr como o previsto, a aprovar esta estratégia, que é algo que neste momento reputamos como fundamental para podermos atuar de forma coerente nos próximos anos nesta área”, disse Ana Sofia Antunes.

Em resposta ao deputado do BE José Manuel Pureza, a secretária de Estado referiu ainda que o estudo relativo à reforma antecipada para pessoas com deficiência, que está a ser trabalhado, deverá ser concluído e chegar às organizações representativas dos deficientes até ao final do ano, contendo vários “diferentes cenários” de acesso à reforma, resultantes de diversas combinações de variáveis como diferentes graus de incapacidade, diferentes idades ou anos de descontos.

Sobre a prestação social para a inclusão (PSI), que abrange mais de 110 mil beneficiários, Ana Sofia Antunes reconheceu que a estimativa é que mais pessoas com deficiência venham a precisar dela cresça, incluindo o complemento de combate à pobreza.

O complemento, que responde às questões da pobreza, é auferido por 20 mil beneficiários. O valor médio do complemento é de 515 euros, está acima do montante do limiar da pobreza. Quatro mil pessoas auferem o montante máximo de 711 euros, que incluiu a componente base e o complemento, precisou a governante sobre a PSI.

No que diz respeito ao programa de acessibilidades, que prevê intervenções em edifícios públicos e na via pública, o Governo já recebeu 88 candidaturas que “permitirão realizar um total de 592 intervenções num total de 481 edifícios públicos”, em edifícios da Segurança Social, centros de emprego, centros de saúde, equipamentos culturais, entre outros.

Ana Sofia Antunes admitiu que não será possível “chegar a todas” as candidaturas, que já ascendem a 11,5 milhões de euros, mas adiantou que já foram aprovadas intervenções no valor de seis milhões de euros, que estão agora na fase de contratação pública.

fonte: Observador

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22.Nov.2020
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ϟ ACT quer pais de crianças com deficiência mais informados sobre direitos laborais

Agência Lusa | 31 out 2020

Entre os mecanismos legais pouco aproveitados pelas famílias com crianças portadoras de deficiência inclui-se a maior flexibilização do horário laboral e a possibilidade de exercício profissional.

Uma das diretoras regionais da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) defendeu esta sexta-feira em Santa Maria da Feira que há mecanismos de assistência a crianças com deficiência que os respetivos pais desconhecem e deviam impor às entidades patronais.

Vanda Caramelo abordou o tema no III Encontro de Cuidadores de Crianças e Jovens com Deficiência em Idade Escolar, iniciativa que a Câmara Municipal da Feira, no distrito de Aveiro, promoveu para analisar os direitos de trabalhadores que, enquanto pais e adotantes, têm que acompanhar filhos com incapacidades ou doença crónica no contexto atual da pandemia de Covid-19.

“É uma utopia achar que vai ser a entidade patronal a informar o trabalhador de que há este e aquele mecanismo legal a que ele pode recorrer se tem filhos com deficiência. Têm que ser os pais destas crianças a informar-se devidamente dos seus direitos para depois os poderem exigir”, declarou essa responsável à Lusa.

Para pais de crianças com doença crónica ou incapacidade, a lei até prevê mais recursos do que os disponíveis para famílias de menores sem tais limitações, mas Vanda Caramelo admite que “ainda há muito desconhecimento sobre esses direitos”, o que, no atual contexto epidemiológico, vem dificultando ainda mais a gestão familiar e profissional de muitos agregados.

“O Código do Trabalho não é especialmente rico quanto a este tema, mas contextualiza de facto os direitos que estes pais e adotantes podem invocar enquanto trabalhadores responsáveis por crianças com deficiência”, garante.

Entre os mecanismos legais ainda pouco aproveitados pelas famílias com crianças portadoras de deficiência inclui-se a maior flexibilização do horário laboral e a possibilidade de exercício profissional a tempo parcial. “São opções pouco utlizadas sobretudo por desconhecimento dos pais ou devido à pressão exercida por parte dos empregadores”, admite a diretora regional da ACT.

Outro recurso pouco explorado é o das licenças para assistência à família, que, no caso de trabalhadores que tenham a cargo crianças com deficiência ou cronicamente doentes, “têm um período de validade mais alargado, que pode ir até aos seis anos” e é superior ao disponível para menores sem esses constrangimentos de saúde.

“O limite de idade também é maior do que em relação às outras crianças, mas é um direito que muitos pais ainda parecem desconhecer”, realça Vanda Caramelo.

A diretora da ACT do Entre Douro e Vouga assume que “a sociedade atual está muito mais sensível à problemática da deficiência do que acontecia noutros tempos”, mas reconhece que “continuarão a existir empresas que procuram evitar as suas responsabilidades”, o que torna essencial que todas as ocorrências irregulares sejam devidamente comunicadas às autoridades.

“A forma ideal de contactar a ACT é através do nosso site, onde há uma secção própria para denúncias. A partir do momento em que o reclamante preenche todos os dados, a situação é automaticamente encaminhada para um dos 32 serviços descentralizados que a ACT tem pelo país, para ser tratada pelo centro regional adequado”, explica.

O denunciante terá “confidencialidade sempre garantida”, pelo que Vanda Caramelo apela a que sejam os próprios envolvidos a denunciar os seus problemas, sem receio de as respetivas entidades patronais conhecerem a origem da queixa.

“Quando é o próprio trabalhador a denunciar o caso e nos deixa os seus contactos, é mais fácil desenvolver a nossa ação inspetiva porque podemos pedir-lhe detalhes e esclarecimentos adicionais para preparar melhor o processo. Os interessados podem fazer essa queixa sem receio porque todos os funcionários da ACT estão sob o devido dever de reserva e sigilo”, conclui.

fonte:  Observador

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21.Nov.2020
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ϟ Concessionárias EGF reorganizam mais de 78.300 ecopontos por todo o país para promover a inclusão e aumentar a reciclagem

ERSUC | 29 Out 2020

“Não é só uma campanha, é um movimento coletivo e inclusivo” – este é o mote que levou a EGF e as suas 11 concessionárias - Algar, Amarsul, Ersuc, Resiestrela, Resinorte, Resulima, Suldouro, Valorlis, Valorminho, Valnor e Valorsul - a desenvolver um movimento de mudança de comportamentos ambientais.

Entre as várias ações planeadas está a reorganização dos ecopontos, por forma a promover a reciclagem junto dos cidadãos com limitações. Os mais de 78.300 ecopontos de Norte a Sul do país terão uma nova ordem - Azul, Verde e Amarelo, ajudando assim todos aqueles que tiverem limitações visuais. Esta ação deverá estar concluída em fevereiro de 2021.

A solução é simples, basta ordenar os contentores dos ecopontos sempre da mesma forma, da esquerda para a direita – azul, verde e amarelo. Desta forma os cidadãos cegos ou com limitações visuais saberão sempre qual o contentor para cada tipo de material.

“Com esta ação, não só queremos ter mais cidadãos a reciclar, como queremos que reciclem melhor e para isso temos de ser cada vez mais inclusivos. A campanha - O Futuro do Planeta Não é Reciclável - é mais do que um filme publicitário, este é o maior movimento de sensibilização que alguma vez foi feito, porque juntos poderemos ser o motor de uma mudança necessária e urgente”, afirmou Emídio Pinheiro, Presidente do Conselho de Administração da EGF.

As concessionárias do Grupo EGF já arrancaram com este projeto, nas suas áreas de atuação, prevendo concluir a ação daqui a quatro meses. Em simultâneo, a EGF convidou todos os sistemas de tratamento e valorização de resíduos, câmaras municipais e organizações, a adotar o mesmo procedimento, para que seja possível uniformizar esta prática em todo o país.


AUDIODESCRIÇÃO
Para além da ordenação dos ecopontos, também o código da reciclagem presente em vários suportes informativos, passa a estar disponível em audiodescrição. Se por um lado a sinalética já tinha os símbolos colorADD (que apoia a identificação das cores pelos daltónicos), também agora os cidadãos cegos ou com dificuldades de visão podem ouvir estas regras disponíveis no website da EGF ou ouvir o anúncio da campanha neste formato.


OUTRAS INICIATIVAS
A estas iniciativas, acresce a legendagem de todos os filmes divulgados, entre os quais o anúncio de TV, o que permite à comunidade surda o seu entendimento, e alguns conteúdos apresentados por colaboradores da empresam cuja limitação física e/ou psicológica não foram limitações de participação.

Lançada este mês pela EGF e pelas 11 concessionárias, grupo líder no tratamento e valorização de resíduos em Portugal, esta é a maior campanha de sensibilização ambiental alguma vez desenvolvida em Portugal com fundos europeus e tem um investimento de cerca de um milhão de euros.
 

Mais informações sobre a campanha em: www.egf.pt/

Mais informações sobre os conteúdos inclusivos: https://www.egf.pt/

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5.Nov.2020
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ϟ Edição Genética na Cegueira Hereditária

Teresa Sofia Serafim | Público | 19 Out 2020

Não há um tratamento disponível para a amaurose congénita de Leber de tipo 10. Esta doença genética pode levar à cegueira na infância e é causada por uma mutação no gene CEP290. As empresas Editas Medicine e Allergan estão a investigar um medicamento experimental baseado na CRISPR para a tratar. Lançado em 2019, o ensaio designa-se Brilliance e está na fase 1/2 (as fases são quatro). As empresas já anunciaran que, pelo menos, uma pessoa com esta doença já recebeu a terapia genética directamente no seu corpo.

“É o primeiro ensaio clínico do mundo de um medicamento de edição genética da CRISPR in vivo, o que quer dizer que a edição ocorreu dentro do corpo”, afirmou Dana Robie, gestora de comunicação da Editas, que tem licença de uso de patentes detidas por Feng Zhang, do Instituto Broad. Neste ensaio, as componentes do sistema de edição genética foram injectadas directamente no olho, perto das células fotorreceptoras. A edição genética é usada para “apagar” a tal mutação. Nesta fase, espera-se analisar cerca de 18 pessoas com a doença e, até ao final do ano, completar a dosagem em três delas.

nota: excerto do artigo "Em que doenças já se fazem ensaios clínicos com a CRISPR?"

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19.Out.2020
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ϟ Coimbra é Mundo de Obstáculos para Cegos

Diário de Coimbra | 16 Out 2020


Notícia de Jornal em pdf
 

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17.Out.2020
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ϟ Dia Mundial da Bengala Branca

INR

O Instituto Nacional para a Reabilitação, INR I.P. vai assinalar, conjuntamente com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, o Dia Mundial da Bengala Branca, no dia 15 de outubro, entre as 17h e as 19h30, com uma ação de sensibilização para a cultura das acessibilidades, com foco nas Pessoas Cegas e com Baixa Visão.

Esta iniciativa terá lugar no Auditório do INR, I.P. (Av. Conde de Valbom, 63, em Lisboa) e contará com a presença da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Consulte o programa do evento e faça a sua inscrição.

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14.Out.2020
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ϟ Conferência “A Arte da Inclusão: Deficiência e Diversidade nas Artes e na Cultura”

INR

A EASPD - European Association of Service Providers for Persons with Disabilities (Associação Europeia de Prestadores de Serviços para Pessoas com Deficiências) vai realizar a conferência online “A Arte da Inclusão: Deficiência e Diversidade nas Artes e na Cultura”, nos dias 14 e 15 de outubro de 2020.

Esta conferência irá reunir advogados, peritos, decisores políticos e profissionais no campo da inclusão, das diferentes áreas das artes e da cultura.

Será uma oportunidade para ouvir como as sinergias do setor cultural e artístico e a cooperação com os prestadores de serviços para pessoas com deficiência e artistas com deficiência formam oportunidades inclusivas inovadoras e estimulantes, abertas a todos a nível local, nacional e europeu.

A conferência irá incluir:

Workshops Online
Demonstrações da prática local e internacional na área da deficiência, na União Europeia
Discussões e apresentações inspiradoras
Intervenções de palestrantes reconhecidos internacionalmente
Uma oportunidade única para moldar as políticas nas artes, cultura e deficiência a nível europeu

Consulte aqui toda a informação (em inglês).

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13.Out.2020
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ϟ MAVI | Modelo de Apoio à Vida Independente

Ana Sofia Antunes, SE da Inclusão das Pessoas com Deficiência | 9Out2020


Há 3 anos nascia o programa Modelo de Apoio à Vida Independente - MAVI -, com a publicação do Decreto-lei n.º 129/2017, de 9 de outubro. Este programa permite disponibilizar assistência pessoal às pessoas com deficiência, para a realização de um conjunto de atividades que não possam ou tenham muita dificuldade em realizar por si só, de acordo com as suas necessidades, interesses e preferências. A assistência pessoal segue um plano individualizado, definido pela própria pessoa com deficiência, com o apoio de um Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI).

3 anos volvidos, contamos com 36 Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) em funcionamento, de norte a sul do país, do interior ao litoral. Prestamos assistência pessoal a 833 pessoas com deficiência. Empregamos 567 assistentes pessoais, que prestam apoio a estes cidadãos. Contamos com a mediação e apoio de 96 elementos nas equipas técnicas dos CAVI, 19 dos quais pessoas com deficiência.

O desafio está agora em fazer a transição entre o atual modelo de acordo com projetos-piloto, para um modelo definitivo de assistência pessoal. Estou cá para trabalhar para isso, no decurso do atualmandato. Este projeto é uma onda que já não poderá ser parada!

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11.Out.2020
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ϟ Deficientes visuais e covid-19: “Sem as mãos não somos nada”

Nuno Andrade Ferreira | 28 jun 2020

Como vive a pandemia quem apreende o mundo com a ponta dos dedos?

A covid-19 obrigou a uma mudança de hábitos, com o distanciamento social a ser recomendado pelas autoridades, como forma de travar a propagação do vírus. Mas não estamos todos no ‘mesmo barco’. Para os deficientes visuais, o uso de máscara e a necessidade de evitar o contacto significam a supressão de sentidos com os quais mitigam a falta de visão.

O toque, o olfacto, a proximidade face ao outro são fundamentais para a orientação de pessoas com deficiência visual. Habituados a usar os braços e as mãos na locomoção, acostumados a tactear superfícies e objectos, a sentir cheiros, como forma de reconhecer o que os rodeia, os cegos tiveram que mudar as suas rotinas.

Marciano Monteiro, presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC), afirma que, para os invisuais, a covid-19 gerou um ambiente desconhecido, de riscos acrescidos.

“As mudanças vieram e para todos. As pessoas com deficiência visual não estão fora desse ‘todos’, porque temos riscos e os nossos são ainda maiores. Isso quer dizer que temos acréscimo de obrigatoriedade, nomeadamente na questão do uso de máscaras e de outras medidas de segurança que a pandemia nos impõe”, comenta.

Sem o sentido da visão, os cegos apelam a outros sentidos, numa dinâmica sensorial que lhes permite perceber o que se passa à sua volta, identificar pessoas e localizar lugares. Uma situação complexa.

“É uma questão complicada. O tacto é uma das vias para a transmissão da doença e para as pessoas com deficiência visual o tacto é um dos meios para interacção com objectos e pessoas. O que devo dizer, enquanto pessoa com deficiência visual, é que temos que ter muito cuidado. O ideal é evitar os contactos, na medida do possível. Lá onde não for possível, temos que ter cuidado e, logo após ao contacto, fazer a desinfecção das mãos”, relembra o presidente da ADEVIC.

Renato Almeida, ‘Nana’, mora em São Vicente. É cego. Está consciente dos cuidados acrescidos que lhe são pedidos, mas explica que o toque é inevitável.

“Este é um constrangimento muito complicado. Neste momento, tens que ter cuidado onde e como estás a colocar as mãos. Os nossos olhos são as nossas mãos, sem as mãos não somos nada. Então, neste momento, é muito complicado, temos que evitar tocar e muitas outras coisas”, desabafa.

Com uma bengala ou com um guia, o invisual caminha apoiado. No actual contexto, a sugestão de ‘Nana’ é só uma: evitar deslocações.

“A melhor opção é não sair de casa, pelo menos para mim. É um inimigo invisível que não sabemos onde está. Mais vale não arriscar e ficar em casa até que a situação esteja suavizada”, defende.

Na Praia, Manuel António Mendes de Pina, ‘Codé de Júlia’,contraria o medo de sair, mas relembra a necessidade de respeitar todas as normas de segurança.

“Quando preciso de sair de casa, por exemplo, para ir ao hospital, levo a minha muleta [bengala] e também levo comigo a minha filha, para me segurar. Tenho medo, mas precisamos de sair. Às vezes, colocamos as mãos por descuido, mas lembramo-nos logo”, conta.

Ter o toque como essencial obriga os deficientes visuais a cuidados redobrados com a higiene. Manter mãos, óculos e outros objectos desinfectados é uma preocupação sem intervalo. Marciano Monteiro recorda que a bengala, por contactar com o chão, é um potencial foco de contágio, pelo que exige atenção especial, com limpeza depois de cada utilização.

“Com água e lixivia, na parte onde se coloca as mãos. Com esta conjuntura, é necessário que se aplique este tipo de medidas. Se não aderirmos a estas medidas sabemos quais são as consequências e isto vale para pessoas com ou sem deficiência. É necessário que tenhamos consciência disso, que não estamos numa situação normal”, alerta.

Desafiados diariamente, com ou sem pandemia, os deficientes visuais estão habituados a procurar respostas para problemas que surgem no seu caminho e sabem como poucos a importância de lidar e superar qualquer tipo de limitação.

Questionado sobre as dificuldades acrescidas desta população, o Director Nacional de Saúde recorda que as medidas de segurança sanitária são válidas para todos.

“As máscaras, apesar de servirem de barreira, ainda assim permitem a percepção do cheiro. Principalmente em pessoas que têm alguma deficiência visual, outros sentidos ficam mais apurados. As medidas são iguais, têm que andar com o seu frasco ou embalagem de álcool gel ou de álcool glicerinado, para poder fazer a higiene periodicamente, para evitar contaminações. Infelizmente, a situação obriga-nos a ter essas medidas de prevenção, que poderão condicionar as pessoas com deficiência”, refere.

Segundo o último recenseamento (2010), Cabo Verde terá cerca de 13 mil deficientes visuais.

com Lourdes Fortes e Ailson Martins

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 969 de 24 de Junho de 2020.

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6.Jul.2020
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ϟ Ensino à distância não está adequado a alunos com problemas de visão

6 Maio | Açoriano Oriental

Rui Jorge Cabral

O arranque do 3.º período escolar com o ensino à distância nos Açores também causou alguns constrangimentos aos alunos invisuais e com visão reduzida.

Em causa estão, por exemplo, atividades desadequadas a alunos com deficiência visual ou a sobrecarga de trabalho.

Conforme explica o presidente da direção da Delegação dos Açores da ACAPO, Pedro Resendes, os alunos com baixa visão “ao estarem muito tempo ao computador, sentem mais dificuldades e cansaço nas vistas”. Pedro Resendes alerta também para a sobrecarga que o ensino à distância implica para um aluno invisual ou com visão reduzida.

A Delegação dos Açores da ACAPO já pediu esclarecimentos à Direção Regional da Educação, no sentido dos alunos com deficiência visual terem um maior acompanhamento nesta fase do ensino à distância.

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8.Mai.2020
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ϟ O Amor de Mãe não é cego

NotíciasMagazine | Sónia Graça


Andreia pega na bengala e percorre quilómetros com o filho pela mão. Luziana deixou o emprego, emigrou e tornou-se mãe a tempo inteiro. Uma tem 27 anos; a outra, 37. Nasceram praticamente cegas. São mestres no toque e têm o coração em sentido. A história de duas mulheres que, todos os dias, quebram barreiras e preconceitos - em nome do amor aos filhos.
 

“Faço tudo pelo meu filho”

O mundo está fechado em casa, com medo do novo coronavírus. Andreia também, com uma pequena diferença: está habituada a enfrentar o que não vê. Nasceu com maculopatia e tem apenas 5% de visão, mas corre o mundo todos os dias por causa do filho, de três anos. A pandemia, para ela, é mais um obstáculo: “Tenho medo, porque ele é pequenino. Mas não entro em pânico. Se me trancar em casa, perco mesmo a visão…”. Antes da pandemia, ia para todo o lado. Sem medo, só com uma bengala retrátil e o amor a empurrá-la para a frente. Agora, quando tem de sair, põe a máscara e o desinfetante na mala. Fábio fica com o pai ou a avó. “Só o levo a dar uma voltinha de manhã, nas redondezas.” Quando o filho lhe pergunta porque não vai à creche, ela responde: “Está lá um bicho muito grande, escondido…”.

Andreia Varela tem 27 anos e engravidou aos 24, na sequência de um namoro “às escondidas”. Ficou “aflita”, mas como sempre quis “ser mãe e ter um lar”, agarrou o destino com as mãos. É ela quem cuida do filho, praticamente sozinha. Nos últimos meses, a “Notícias Magazine” testemunhou vários momentos da sua luta diária.

O dia rompeu claro, em São Domingos de Rana (Cascais). Faltam cinco para as nove e Andreia está pronta para sair: põe a mochila às costas do filho, pede-lhe que apague as luzes, agarra na bengala e…aí vão eles. De casa até à paragem são cerca de dez minutos a pé. O caminho é tortuoso, cheio de postes; os passeios, estreitos; e o trânsito, frenético. “No início, quando vim morar para aqui, pensei que não ia ser capaz de andar com ele.…É tão confuso! Quando chove muito, prefiro ir de táxi.” Andreia leva o filho pela mão direita e, com a esquerda, vai rodando a bengala de um lado para o outro, para detetar os obstáculos. Aprendeu a usá-la ainda adolescente e, desde que foi mãe, nunca a dispensa. É uma espécie de escudo protetor. Diz que, assim, “os carros param sempre”.

O passo é ligeiro, mas firme. Andreia parece saber de cor o trajeto – percorreu-o vezes sem conta, com a ajuda de uma assistente social e de uma ex-professora, sua amiga. “Aqui, é a passadeira. Consigo sentir pelo desnível.” Escrupulosa, só atravessa quando deixa de ouvir o roncar dos motores. E vai trocando de lugar com o filho, para que ele fique sempre no lado interior do passeio, arredado da estrada. Quando começa a subida em direção à igreja, Fábio choraminga e pede colo. Tem só dois aninhos e a mãe compreende: “Cansa-se e faz birra”. Mais duas passadeiras e eis a paragem. O autocarro chega em cinco minutos. Ao ouvir o barulho, Andreia levanta-se e pergunta a quem está à volta se é o 462. Ao subir, pede ao motorista que a avise quando chegar ao bairro da Adroana. Sentam-se nos primeiros bancos. “O Fábio adora andar de autocarro. E já vai reconhecendo os sítios.”

A viagem dura 25 minutos. Depois, é preciso andar mais dez, da paragem até à creche. À tarde, a volta repete-se. “Já estou habituada”, diz Andreia. Estamos em maio e tem sido assim nos últimos seis meses, desde que se mudou para um apartamento de renda social, em São Domingos de Rana, onde vive, sozinha, com o filho. Natural de Cabo Verde, veio para Portugal com 14 anos e sempre viveu em freguesias do concelho de Cascais.

Só consegue ver vultos a poucos palmos de distância e distinguir o dia da noite, mas vai muito para além do que vê. Na rua, as pessoas estacam, perplexas, ao ver esta mulher, com ar de menina, a abrir caminho com a bengala e o filho ao colo. “Fazem muitos comentários, mas muitos não fazem o que eu faço. Um dia, o segurança de um hospital até me disse que não devia andar sozinha com um bebé, porque era perigoso”, conta, indignada: “Sou cega, mas tenho braços, pernas, boca, ouvidos… Faço tudo pelo meu filho”.

Discriminação social

“A maior dificuldade de uma mãe com deficiência visual é, provavelmente, sentir-se discriminada socialmente”, afirma Anabela Miranda, psicóloga clínica. “Para a população em geral, o sentido da visão é muito importante na noção de segurança e credibilidade que se associa a um cuidador”, razão pela qual estas mães veem habitualmente “subestimadas as suas capacidades e competências”. Anabela Miranda trabalha há 17 anos na ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) e considera que, para a maioria das mulheres que acompanha, a maternidade é “um misto de objetivo de vida cumprido, com sentimentos de frustração e ansiedade, devido aos desafios diários originados pelo sentimento de descrença da sociedade e, muitas vezes, também da família e dos amigos”.

No entanto, garante a especialista, estas mães são “muito protetoras e fazem um esforço muito grande para assegurar os cuidados da criança de forma autónoma”. Quando soube que estava grávida, Andreia ficou “aflita”, pois “não trabalhava, vivia em casa da mãe e pensava que não conseguia cuidar de um bebé”. Então, foi para o Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos – entidade que trabalha com pessoas cegas e de baixa visão -, onde fez um curso de preparação para a maternidade: aprendeu como dar banho a um bebé, mudar a fralda, tratar da roupa.…

Nos primeiros meses de vida do filho, Andreia continuou a viver com a mãe e os irmãos, no bairro da Adroana. E essa ajuda foi importante. “Amamentar não foi fácil, no início. Ele perdeu peso, fiquei ansiosa.…Mas a minha mãe reforçou-me a alimentação e comecei a ter muito leite. E foi até aos dois anos e três meses!”

Isto vai ela recordando enquanto descasca batatas, cebolas e cenouras para a sopa. Reencontramo-la numa sexta-feira de junho. Andreia reservou a tarde para ir passear com o filho a Cascais. O emprego em part-time dá-lhe tempo para ser mãe: tem o 9.º ano, um curso profissional de telefonista-rececionista e, há ano e meio, começou a trabalhar como mediadora na Escola Básica da Alapraia, onde ajuda alunos com necessidades especiais nas aulas de informática apoiada.

Fábio vê desenhos animados no quarto, mesmo ao lado da cozinha. De vez em quando, monta no triciclo e dá um giro pela casa, soltando gritinhos de contentamento. “Costumo ligar-lhe a televisão quando estou mais atarefada”, revela a mãe. “Mas ele é calminho, deixa-me fazer tudo sossegada.” Mesmo assim, ela não facilita: mandou instalar grades nas janelas dos quartos – a da sala já tinha – e, na cozinha, optou por um fogão elétrico, “menos perigoso”.

A panela já está ao lume. Andreia pica os legumes e depois tritura. “Ele come muito bem. Habituei-o a comer sopa desde os cinco meses.” Na cozinha, ela não se enrasca. “Arrumo a carne, o peixe e os legumes em gavetas diferentes. Os iogurtes dele ponho na prateleira de cima.” O mais difícil é controlar os prazos – vai arrumando na despensa por ordem de chegada, mas precisa que alguém confirme. O mesmo acontece com as cartas da água, da luz e do gás. “Há um aparelho que lê texto. Faz-me muita falta, mas é tão caro…… Ando sempre com cartas na mala para pedir a alguém que as leia.”

Chama-se leitor autónomo o aparelho que converte texto em voz – mas o modelo mais barato custa cerca de dois mil euros. Há muita tecnologia de apoio para cegos – até identificadores de cor, que rondam os 200 euros -, mas não está ao alcance de Andreia, que vive com a Prestação Social para a Inclusão (cerca de 430 euros), cerca de 300 euros do emprego, mais 30 euros do abono de família. O pai de Fábio – também ele cego e com quem Andreia viveu durante alguns meses – dá uma ajuda mensal para as despesas do filho. E fica com ele, pelo menos, um fim de semana por mês.

“Inversão de papéis”

Fábio corre para a mãe assim que a vê. Está contente, assim mascarado de abelha. Andreia abraça-o e pergunta pela festa. Estamos em fevereiro, é Carnaval. Desde setembro, quando ele fez três anos, vai a pé buscá-lo à nova creche, que fica a cinco minutos de casa. Pelo caminho, vai pedindo: “Fábio, os postes…”. E ele avisa quando se aproxima algum.

“Nos filhos de pessoas com cegueira e baixa visão, verifica-se, desde muito cedo, o sentimento de responsabilidade por ajudarem os pais”, nota a psicóloga Anabela Miranda. E “não é raro ver-se quase uma inversão de papéis” – por exemplo, quando fazem de “guias em deslocações” ou ajudam na “leitura e organização de informação”. Cabe à mãe, adverte, “ir dando hábitos de independência progressiva à criança”.

Fábio está mais crescido. “Já não usa fralda de dia e lava os dentes sozinho, com a escova elétrica que lhe comprei”, diz Andreia. No banho, também já colabora. Enquanto ela enche a pequena banheira de plástico, medindo a temperatura com a mão, ele vai-se despindo sozinho. Mas quando a mãe o senta, ele choraminga. “Os bebés é que fazem birra.… Queres ser um bebé?” E logo ele: “Eu não sou um bebé!” Andreia termina em três minutos, apanha a toalha que pôs a jeito, embrulha-o e leva-o para o quarto. Ao espalhar o creme, percebe que as borbulhas que surgiram há dias se mantêm.

“Quando está doente, é mais complicado”, confessa. “E se tem febre à noite, fico aflita. Sinto com a mão, mas não consigo ter a certeza. Um termómetro falante também me faz falta.” Às vezes, pede ajuda à mãe, ou faz uma videochamada para a pediatra, mas quando é mais grave, prefere ir logo para o hospital.

Nessa noite, Fábio não conseguiu adormecer por causa da comichão na pele. Andreia chamou um táxi e só voltou para casa no dia seguinte. O filho teve uma reação alérgica, e a médica prescreveu-lhe um antibiótico, mas teve o cuidado de escrever, na receita, que a mãe devia administrá-lo com uma colher doseadora, pois não consegue usar seringas.


“Mais perceção do que visão”

Luziana tem 37 anos e mais dois filhos do que Andreia. Nasceu com glaucoma, mas nunca se deu por vencida: teve uma filha, depois outra, até que cegou por completo há três anos. Na mesma altura, soube que estava grávida do terceiro filho. E ficou “assustada”, pois tinha sido mãe há apenas nove meses. Mas, “quando há amor, tudo é possível”. Deixou o emprego, emigrou e tornou-se mãe a tempo inteiro.

Natural do Brasil, Luziana Oliveira veio para Portugal com o companheiro e as duas filhas, em janeiro de 2018, juntando-se aos pais e irmãos, que já cá vivem há duas décadas. E foi aqui que nasceu o filho mais novo, há dois anos. “Passo a mão no rosto dele e consigo desenhá-lo na minha mente. É lindo!” Conhecemo-la em Queluz-Belas, no apartamento arrendado onde vive desde então. Gael tinha sete meses de vida. “Sei que tem de ser limpo. Então, faço as vezes que forem necessárias até ter a certeza.” A muda da fralda é descomplicada: Luziana passa a primeira toalhita, depois outra e uma terceira, certificando-se com os dedos de que está limpo. “Na verdade, isto depende mais da perceção do que da visão.”

Desde que chegou a Portugal, tem sido mãe a tempo inteiro. A pequena Tauani foi logo para a creche, mas o irmão ficou com ela quase até hoje. Luziana não sai de casa senão para ir ao médico com os meninos, ou no fim de semana, quando o companheiro a leva a passear. Gabriel é o sustento da família. Para ela, que foi sempre independente (deu aulas de informática e foi secretária), a mudança foi radical.

Luziana tinha apenas 20 anos quando engravidou pela primeira vez. E criou a filha praticamente sozinha, apesar de ter apenas 3% de visão. “A minha mãe é muito forte. Mesmo com todas as dificuldades, sempre tratou de mim, sem ajuda: levava-me à escola, cozinhava, dava-me banho, ajudava-me nos trabalhos de casa…”, recorda Ana, hoje com 17 anos. A filha mais velha de Luziana – fruto de uma anterior relação – veio para Portugal na mesma altura e, nos primeiros tempos, chegou a viver com a mãe, o padrasto e os irmãos. “Quando digo que tenho dois irmãos pequenos e que ela cuida deles como cuidou de mim, e muito bem, ninguém acredita.”

Jogo do gato e do rato

“Tauani! Onde é que se meteu esta menina?” São oito da manhã, mas Luziana está acordada desde as cinco. A filha ciranda pela casa, arrastando um guarda-chuva. Depois, esconde-se na casinha de madeira, que o pai construiu para ela e para o irmão. Luziana está habituada a este jogo do gato e do rato. “Quando faz uma asneira, foge e esconde-se. Só que eu escuto os passos dela e vou atrás. Fica muito quietinha, nem respira. Então, ligo o sexto sentido e quando me aproximo, ela foge outra vez.”

Passaram vários meses. Estamos em fevereiro de 2020 e Luziana continua em casa, a cuidar dos filhos. Só que este é um mês de viragem. Gael, com quase dois anos, foi finalmente para a creche, o que significa que ela tem agora mais tempo para se dedicar à mobilidade – o primeiro passo para voltar ao mercado de trabalho. Já comprou uma bengala e pediu ajuda à ACAPO para ter aulas. “No Brasil, nunca usei, mas agora tem de ser.”

As manhãs são sempre uma “correria”. Luziana concentra-se num de cada vez. Primeiro, Tauani: leva-a para a casa de banho e lava-lhe o rabinho no bidé. “Evito ao máximo as toalhitas. Prefiro água e sabão.” Antes da fralda, uma camada generosa de creme. A filha colabora, levantando as perninhas ou os braços, à medida que a mãe a veste. Luziana tem as fraldas e os cremes numa caixa debaixo da cama, sempre à mão de semear. Antes de a pentear, já ela se escapuliu para a sala. É a vez do irmão, que ainda dorme no quarto ao lado. “Bom dia, meu amor!” Gael estica os braços, agarra-se ao pescoço da mãe e fica com o rosto colado no dela. “Eles já percebem que tenho algo diferente: mexem muito na minha cara e nos olhos. E dão beijinhos.”

A campainha toca. A carrinha da creche chegou. Tauani é a primeira a sair. Mas o irmão fica a um canto da sala. “Gael, onde estás?” Com o casaco numa mão e o perfume na outra, Luziana tateia o ar, de um lado para o outro. Ele continua quedo e mudo. Ela continua a chamar baixinho até lhe deitar a mão. Ele fica agarrado ao pescoço da mãe até se despedirem.

Agora, só regressam às 16.30 horas, mas o trabalho de casa não pára. Assim que saem, Luziana tira um frango do congelador para o jantar e vai ao quarto buscar a roupa para lavar. De novo, é pelo tato que distingue tudo. “Sinto o tamanho e a textura. Peço ao Gabriel para me ajudar com as cores, para organizar os pares. E tenho um pequeno truque: na máquina, ponho logo uma meia dentro da outra, para facilitar.” A seguir, descalça-se e põe-se a varrer – diz que, assim, “sente” que está a limpar. No fim, borrifa uma mistura de lixívia e detergente sobre o chão e os tapetes.

Trancas nas portas e gavetas

Senta-se e respira. Faz unss ovos mexidos e dedilha o telemóvel. A pausa acaba às 16.30 horas. Eles vêm com fome. A mãe distribuiu bolachas e corta um pedaço de banana para o mais pequeno, que “gosta muito de comer”. Mas a irmã fica-se pelo biberão. “Na creche, ela come, mas, em casa, só a papa e pouco mais.…Está a ser difícil de gerir.” Quando eles adoecem, Luziana põe o “instinto” a funcionar: “Primeiro, tento nunca perder a calma. Depois, uso as mãos para sentir se têm febre ou cólicas. Faço soro caseiro, até para a diarreia. Se o Gabriel está em casa, peço-lhe que vá controlando a febre com o termómetro. Mas só se for constante é que é sinal de alarme.”

Hora do banho. Luziana enche a pequena banheira de plástico que põe dentro da banheira. “Controlo melhor assim, com eles sentados.” Tauani põe-se a chapinhar, contente. Com uma esponja, a mãe espalha uma noz de gel nas mãos e no corpo. “Não lavo o cabelo todos os dias e não faço muita espuma, para a pele não ficar ressequida.” Quatro minutos bastam. O pior é tirá-la: Tauani chora enquanto a mãe apanha a toalha. Sorrateiro, num cantinho, Gael estica-se todo para enfiar as mãos na água assim que a mãe se desvia. Mas ela, calejada, despeja logo a banheira. Ele resmoninha, ansioso pela sua vez.

Sete da tarde. “A esta hora, já estou morta…”, desabafa, sentada no chão. Mas é preciso jantar. Na cozinha, põe a panela ao lume e corta alhos, cenouras e brócolos. E corta uns pedacinhos do frango para reforçar a sopa. Gael agarra-se-lhe às pernas. No quarto, a irmã arrasta uma mesinha, para se empoleirar à janela. “Aquela menina não se emenda.” Luziana está atenta ao mínimo ruído: “Eu vejo com os ouvidos. Estou sempre à escuta”. Tauani já se empoleira nas cadeiras ou na bicicleta para chegar à bancada da cozinha: ora saca o frasco das bolachas, ora liga o micro-ondas (agora, sempre desligado da tomada). Por isso, os pais puseram trancas em todos os armários da cozinha, incluindo na gaveta dos talheres, nas portas dos eletrodomésticos e nos roupeiros dos quartos. E, para seu alívio, as janelas da casa já tinham grades.

Outro dia, enquanto a mãe cozinhava, a petiz espremeu um frasco inteiro de creme sobre a cómoda, no quarto. “É difícil, muito cansativo…”, suspira Luziana. “Gostava de ver para poder evitar estas travessuras, ou algum perigo que estejam a correr. E sei que nunca vou poder andar com os dois, sozinha, na rua.”

“Amor e paciência de sobra”

Tauani entra na cozinha e vai direita à mãe; sem dizer uma palavra, puxa-lhe a mão e dá-lhe o biberão. Luziana não vê, mas percebe logo – e vai buscar o leite e a farinha. A menina tem quase quatro anos e ainda não fala: suspeita-se que possa ter autismo, mas os pais ainda aguardam um diagnóstico conclusivo. Luziana mantém contacto permanente com a terapeuta do desenvolvimento, que acompanha a filha na creche. “Esta situação angustia-me muito, mas eu tenho amor e paciência de sobra. Nasci para ser mãe.”

São quase nove da noite e Gabriel ainda não chegou. O costume: sai cedo e vem tarde. A sopa está pronta. Luziana (a)prova e Gael também. E, num instante, amolece ao colo da mãe. Ela leva-o para o quarto e Tauani vai atrás. Enquanto dá de mamar ao mais pequeno, tenta acalmar a irmã, que saltita na cama. Luziana levanta-se e vai buscar um candeeiro de purpurina. Ao ver aquela luz brilhante, a menina aquieta-se. “Está a sorrir, vidrada. Parece uma santinha…”, adivinha a mãe. Quem disse que o amor é cego?

fonte: https://www.noticiasmagazine.pt | 04/05/2020

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6.Mai.2020
publicado por MJA


 

ϟ Ana Sofia Antunes - uma mãe cega: "Não me sinto limitada em nada"

Notícias magazine

Entrevista à secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência

Ana Sofia Antunes, 38 anos, a primeira governante cega em Portugal, fala da sua experiência como mãe de Clara, de 16 meses, e das medidas de apoio aprovadas desde que, no final de 2015, assumiu a Secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Muitas pessoas pensam que as mulheres cegas não conseguem cuidar de um bebé ou de uma criança pequena. Os seres humanos têm a capacidade de se adaptar e de desenvolver, ao longo da vida, mecanismos para substituir o que lhes falta. Uma mãe cega cuida de um bebé com as mãos e com os outros sentidos. O que não nos chega através da visão chega através do tato, do cheiro, do ouvido. Sou cega de nascença e não me sinto limitada em nada, como mãe. E também nunca senti preconceito. O que sinto, às vezes, é uma admiração fora do normal da parte das pessoas.

O que está a ser mais desafiante, para si? O mais desafiante tem sido conjugara maternidade como trabalho e uma agenda muito preenchida. A maternidade tem desafios próprios: é o primeiro filho e tudo assusta, mas nunca me senti incapaz. E, do ponto de vista médico, fui sempre tratada com absoluta normalidade. Às vezes, a pediatra da minha filha pergunta-me como vou fazer quando ela começar a andar, porque os miúdos são um "terror". De facto, tenho muito receio quando tiver de andar com ela na rua, porque se se afastar dois metros, deixo de a ver. Vou usar aquelas guias que ligam a mãe ao bebé, o que ainda não é muito bem visto em Portugal, mas nos países nórdicos usa-se muito e sei que me dará muita segurança.

Estas mães queixam-se muito do preço elevado da tecnologia de apoio. Os leitores autónomos, por exemplo, custam dois mil euros. O sistema de atribuição de produtos de apoio financia, na totalidade, a atribuição desses equipamentos a pessoas com deficiência. Têm de ir a um centro prescritor da Segurança Social e indicar o equipamento que lhes faz falta. Depois, a instituição elabora um relatório e uma prescrição, que a pessoa entrega à Segurança Social, acompanhados de três orçamentos possíveis. Ou seja, a pessoa vai a três lojas onde se vendem esses equipamentos e pede três orçamentos. Não é um processo imediato: há uma espera de, pelo menos, seis meses. Mas é 100% financiado. É difícil fazermos mais do que isso, porque não controlamos os preços.

Usa algum destes aparelhos no dia a dia? Sim. Tenho um identificador de cores, porque, com o avançar dos anos, perdi a capacidade de as distinguir; uma balança com voz, para preparara comida; um etiquetador com voz, para identificar medicamentos e produtos de higiene; seringas específicas, com várias marcações, para ser mais precisa na preparação dos biberões; um termómetro para medira temperatura da água do banho, que só usei duas ou três vezes, porque comecei a testar a olho. Algo que procurei muito, mas não existe - o que me angustia - é um conta-gotas, não há um equivalente para cegos. Em suma, tinha condições para comprar estes aparelhos, mas admito que são caros.

De que valores estamos a falar? O valor concreto do complemento depende do rendimento do agregado e pode atingir, no máximo, 700 euros. Outro recurso que lançámos recentemente: os Centros de Apoio à Vida Independente, para apoiar pessoas com todo o tipo de deficiência. Ao todo, são 35. Em fevereiro deste ano, estavam a ser apoiadas 831 pessoas com deficiência, das quais cerca de 37% afirmam ter limitações de visão. Estes centros são coordenados por diferentes instituições, como a ACAPO e a FENACERCI, e o financiamento é assegurado por nós, através de fundos comunitários (cerca de 35 milhões de euros).

Como funciona esse apoio, na prática? A pessoa candidata-se a umas horas de assistência e o centro disponibiliza um assistente, que a ajudará nas tarefas diárias, em regra, até 40 horas semanais (em casos excecionais, até 24 horas, sete dias por semana). Uma pessoa cega precisará de ajuda para organizara roupa, ver se o processo de lavagem e engomadoria correu bem, organizar as coisas na cozinha O assistente pode fazer tudo o que a pessoa sinta que lhe é difícil ou mesmo impossível fazer. A ideia é promover a sua autonomia.®  
 

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5.Mai.2020
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ϟ Covid-19. Comité Paralímpico pede atenção para os cegos

Mário Aleixo | RTP


O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) alertou o primeiro-ministro António Costa, para os riscos que os cegos correm face à propagação do novo coronavírus e defendeu uma revisão na redistribuição de receitas dos jogos sociais.

O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) alertou o primeiro-ministro António Costa, para os riscos que os cegos correm face à propagação do novo coronavírus e defendeu uma revisão na redistribuição de receitas dos jogos sociais.

O CPP apresentou em comunicado as “as preocupações do desporto paralímpico no que diz respeito à retoma da atividade desportiva” apresentadas ao chefe do Governo, na reunião tida juntamente com o Comité Olímpico de Portugal (COP) e a Confederação do Desporto de Portugal (CDP).

Neste encontro, em São Bento, o presidente do CPP, José Manuel Lourenço, alertou para a “necessidade de serem acauteladas medidas especiais considerando as especificidades do desporto paralímpico e os riscos associados ao facto de muitos dos atletas desta dimensão estarem inseridos em grupos de risco”.

“O presidente do CPP apresentou como exemplo desta realidade os atletas cegos que têm a necessidade de tocar, de forma constante, em objetos e superfícies potencialmente contaminadas”, lê-se no comunicado do organismo paralímpico, realçando a necessidade de serem asseguradas condições para o transporte de atletas, guias e técnicos assistentes desportivos.

José Manuel Lourenço defendeu ainda a necessidade de assegurar a viabilidade económica do setor e a garantia de manutenção dos postos de trabalho, considerando “oportuna a revisão das regras de distribuição das receitas dos jogos sociais e apostas desportivas para que através da redistribuição criteriosa do valor disponível seja possível fazer mais e melhor no universo desportivo”.

Tal como os Jogos Olímpicos, os Jogos Paralímpicos Tóquio2020 foram adiados devido à pandemia de covid-19, para o período entre 24 de agosto a 5 de setembro de 2021.

Além dos presidentes de CPP, COP, José Manuel Constantino, e CDP, Carlos Paula Cardoso, participaram na reunião o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, e o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales.

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1.Mai.2020
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ϟ Ser cego, sem tacto: como a pandemia encolheu o mundo de quem não vê

Mariana Correia Pinto | 6 de Abril de 2020 | Público

Ser cego, sem tacto: como a pandemia encolheu o mundo de quem não ...
Paulo Pimenta (fotografia)

O novo coronavírus tornou o tacto proibido, a proximidade um perigo, o volume do mundo diferente. Como se orientam, agora, as pessoas cegas? Como imaginam as cidades sem gente? ACAPO fala numa reaprendizagem e já adoptou medidas

Henrique Santos guarda o mapa da cidade na cabeça. Percorre-a todos os dias, sozinho, e conhece-lhe de cor a calçada irregular, as ruas mais ou menos estreitas, os caixotes do lixo e semáforos no caminho, os bancos de pedra e recantos de serenidade. Mas o mapa de Henrique desenhou-se antes da pandemia global e da revolução geográfica por ela imposta – e agora, nas mesmas ruas, praças ou avenidas, quase sem gente nem ruído, já nada lhe parece o mesmo. De repente, viu-se transportado para outro lugar, “silencioso e vazio”, bem longe do Porto. “É como se estivesse numa aldeia”, diz: “É uma nostalgia tremenda para quem se habituou a ver a cidade louca.” Henrique Santos é cego. Mas conjuga o verbo ver. Usa-o a toda a hora. “A gente não vendo, vê”, tenta explicar, rosto virado ao sol. “Apenas vemos de outra maneira.”

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30.Abr.2020
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ϟ Confederação pede audiodescrição para cegos no #Estudo Em Casa

LUSA | 21/04/20
 

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) pediu hoje que as aulas do programa #Estudo Em Casa, que arrancou na segunda-feira na RTP Memória, incluam audiodescrição para os alunos cegos.

Em comunicado, a CNIPE lamentou a ausência nas primeiras aulas do projeto de audiodescrição para os alunos cegos, sublinhando que a "escola inclusiva não pode deixar de o ser agora".

De acordo com a Confederação, as primeiras aulas só tiveram em consideração os alunos surdos.

"A audiodescrição ou descrição de imagens, esquemas, mapas e frases, é essencial para estes alunos poderem acompanhar o raciocínio lógico do encadeamento do que vai sendo dito, uma vez que a informação visual da matéria complementa, significativamente, o que é dito pelo professor", sublinha a CNIPE.

A Confederação refere que no atual contexto, não é recomendável remeter para os pais a descrição de toda a informação visual, justificando que "a maioria dos pais não domina os conteúdos abordados ou, se os domina, receia induzir o filho em erro".

Não é recomendável também, segundo a CNIPE, porque "uma audiodescrição feita por um adulto em casa enquanto o professor fala/explica a matéria é extremamente confuso para o aluno e mesmo para o audiodescritor".

Segundo a CNIPE, a limitada duração de cada aula implica também uma concentração de conteúdos num curto espaço de tempo.

Por isso, a CNIPE pede que seja revisto o modo de operacionalização das aulas com a inclusão da audiodescrição nas próximas gravações.

O programa #Estudo Em Casa arrancou na segunda-feira na RTP Memória com um conjunto suplementar de recursos educativos, criado pelo Ministério da Educação e que conta com 112 docentes de seis escolas públicas, duas privadas e da ciberescola.


fonte: Notícias ao minuto

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27.Abr.2020
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ϟ Google lançou um novo teclado para o Android! Este é destinado aos invisuais

Filipe Alves | 10 abril 2020 | 4GNews

A Google lançou hoje um teclado destinado a todos os invisuais. Este teclado é totalmente diferente daquilo que estás habituado a escrever num smartphone. O teclado requer que o utilizador vá clicando em determinados pontos de forma a criar letras para as palavras. Ainda assim, não é muito diferente dos teclados para smartphones (hardware) que os invisuais tem no mercado.

Este é o novo teclado da Google para invisuais:

novo teclado da Google para invisuais

O novo teclado está implementado no serviço "TalkBack Accessibility Service" que pode ser baixado na Google Play Store de forma gratuita. O utilizador precisa apenas de ter um smartphone Android com a atualização Android 5.0 Lollipop ou superior para ativar a funcionalidade nas definições.

Para já, o teclado "Braille" está apenas em Inglês

Infelizmente o teclado ainda não está preparado para ser utilizado mundialmente. Para já só os utilizadores de língua inglesa é que o podem utilizar. Espera-se, contudo, que mais línguas sejam atualizadas nos próximos tempos.

Quase todas as funcionalidades estão disponíveis

Ainda que o teclado pareça seriamente confuso para quem nunca utilizou tal formato, a Google promete uma utilização simples para invisuais e que muitas funcionalidades estarão disponíveis. Como por exemplo, criar parágrafos, apagar letras e palavras ou usar teclados externos.

São poucas as empresas a investir soluções para invisuais

É de valorizar o esforço da Google em melhorar o sistema para pessoas com deficiência visual. Infelizmente há poucas empresas dedicadas ao tema e aqueles que se dedicam nem sempre tem a atenção que merecem.

Esperemos que este novo teclado estimule o mercado a desenvolver novas formas de ajudar a aproximar a tecnologia de quem precisa.

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19.Abr.2020
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ϟ Distância na rua e o toque são preocupações para os cegos

Agência Lusa | 03 abr 2020 | Observador


A Associação dos Cegos e Amblíopes alerta para as maiores preocupações dos cegos na atual situação: distância a que estão as outras pessoas e a necessidade de tocar em objetos para se orientarem.


A distância das pessoas que estão na rua e a necessidade de tocar nos objetos para se orientarem são alguns dos problemas que preocupam os cegos na atual situação de pandemia de Covid-19, segundo a ACAPO.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Tomé Coelho, contou, a propósito dos efeitos da pandemia da Covid-19, que os cegos estão a tentar adaptar-se à nova vivência, sendo que as pessoas com deficiência visual pela sua especificidade têm de ter mais cuidados, que nem sempre conseguem controlar.

“O isolamento social é difícil para pessoas que não veem porque se tivermos que sair em situações de emergência não conseguimos controlar a distância das pessoas que estão à frente ou atrás de nós. É complicado. As pessoas cegas servem-se das mãos para tudo, para se orientarem, para tocar nas coisas para sabermos o que são“, disse.

No entanto, quem precisar e o pedir pode receber em casa alimentos e medicamentos.

“Se alguém precisar temos um projeto-piloto. Os centros de apoio a pessoas cegas, onde os nossos assistentes estão disponíveis para irem fazer as compras que as pessoas necessitem. Temos tido alguns pedidos, mas não muitos porque recorrem a familiares e amigos”, disse.

Tomé Coelho adiantou também que existem parcerias com as juntas de freguesia e câmaras municipais que ajudam também.

“Neste momento, a ACAPO não está a prestar apoio presencial, mas temos sempre as linhas de contacto direto e todos os nossos técnicos estão disponíveis para ajudar em qualquer pedido de solicitação que chegue e se não conseguirmos encaminharemos para as estruturas de suporte nas juntas de freguesia e câmaras municipais. Mas nunca ficam sem apoio”, disse.

De acordo com a Direção Geral da Saúde, a “Covid-19 transmite-se por contacto próximo com pessoas infetadas pelo vírus, ou superfícies e objetos contaminados”.

Tomé Coelho adiantou também que a partir desta sexta-feira vai estar disponível para quem o desejar um leitor de écran que permite acesso à internet, aos meios informáticos, por 90 dias e de forma gratuita.

“Queremos contribuir para minimizar o isolamento das pessoas. Estabelecemos uma parceria com o representante do leitor de écran que permite acesso à internet, aos meios informáticos, para que fossem cedidas licenças gratuitas deste software do leitor de écran e outro de ampliação de carateres a partir de hoje, por 90 dias e sem qualquer custo”, disse.

Questionado sobre se tem conhecimento de algum caso confirmado de covid-19, Tomé Coelho disse que até ao momento só foram reportados à ACAPO dois casos suspeitos de infeção, um dos quais entretanto já deu negativo o outro está a aguardar resultados.

“Quando nos contactam com qualquer suspeita nós encaminhamos para as autoridades de saúde”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 50 mil.
 

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8.Abr.2020
publicado por MJA


 

ϟ Incluir as pessoas com deficiência nas respostas à COVID-19

FAPPC, 19 de março de 2020

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Especialistas nacionais e internacionais das áreas da saúde e da deficiência estão a solicitar aos diferentes governos que implementem urgentemente ações de resposta direcionadas às pessoas com deficiência, às suas famílias e ao setor dos serviços e instituições que prestam apoio a esta população, tendo em conta a COVID-19.

Contexto
As pessoas com deficiência, em especial nas situações mais complexas, são especialmente vulneráveis na pandemia de COVID-19. Verifica-se um risco acrescido de doença e morte devido a condições de saúde subjacentes:

  • O setor de saúde está subdimensionado para atender às necessidades de cuidados de saúde das pessoas com deficiência;
  • O setor de serviços e as instituições de apoio direcionados para as pessoas com deficiência estão subdimensionados, face às necessidades de cuidados.
  • As informações e as orientações prestadas sobre a COVID-19 e sobre o que fazer podem não ser de fácil acesso e/ou serem dificilmente compreensíveis por algumas pessoas com deficiência. Por exemplo, algumas delas podem mesmo ter mais dificuldade em entender a razão da interrupção das suas rotinas diárias.

As entidades governamentais têm tido especial preocupação e uma resposta direcionada para o setor de assistência a idosos, o que ainda não se verificou para o setor da deficiência. Ambos os setores têm muitas semelhanças, incluindo ambientes congregados, uma força de trabalho de assistência maioritariamente precária e frequentemente com pouca formação, e o facto das famílias e dos prestadores de cuidados enfrentarem frequentemente dificuldades significativas na prestação de cuidados. Assim, recomenda-se que os governos tomem medidas imediatas que incluam:

1. Aumentar rapidamente a capacidade das entidades e das instituições do sector da saúde para lidar com as pessoas com deficiência:

  • Garantir que todas as instituições que prestam serviços relacionados com o COVID-19, incluindo os testes de diagnóstico, estejam completamente acessíveis, e que isto seja claramente comunicado às pessoas com deficiência e aos seus cuidadores;
  • Reforçar a disponibilidade de consultas por videoconferência ou por telefone, que incluam os apoios de saúde especializados orientados para as pessoas com deficiência;
  • Criar uma linha direta dedicada à pessoas com deficiência, às suas famílias e aos serviços e instituições de apoio à deficiência;
  • Prever e garantir o acesso ao apoio necessário às pessoas com deficiência com situações clínicas mais complexas, principalmente quando em quarentena;
  • Tornar a informação acessível e disseminá-la através das organizações e das instituições de apoio a deficientes, órgãos de defesa e população em geral (incluindo sistemas de comunicação específicos, como língua gestual e sistemas pictóricos de comunicação, bem como todos os idiomas da comunidade).

2. Aumentar rapidamente a capacidade de atendimento a pessoas com deficiência. O Governo, para garantir os serviços urgentes e essenciais de apoio à pessoa com deficiência, deve:

  • Providenciar para que os serviços e instituições de prestação de cuidados a pessoas com deficiência, como os setores de saúde e assistência a idosos, tenham acesso prioritário e sem nenhum custo a equipamentos de proteção individual, incluindo máscaras, desinfetantes para as mãos, etc.
  • Rápido reforço das orientações dadas aos cuidadores de instituições para deficientes, nomeadamente das unidades residenciais, para o controle de infeção;
  • Aumentar a capacidade de articulação com bombeiros, polícia e outras forças de segurança, para que estas possam ser mobilizadas rapidamente e para que, sempre que adequado, sejam mobilizados os recursos e apoios necessários;
  • Proporcionar uma forte coordenação local para triar os serviços e instituições de apoio à deficiência tendo em conta que, à medida que os seus trabalhadores sejam infetados ou expostos à infeção, os serviços mais urgentes sejam mantidos abertos; • Tendo em conta que pode haver necessidade de prestar serviços adicionais, principalmente face ao possível encerramento de instituições, ou impedimento das famílias em prestar cuidados, garantir a disponibilidade de recursos financeiros orientados para os prestadores de cuidados e instituições que possam necessitar de aumentar rapidamente a sua atividade;
  • Desenvolver uma reserva de pessoas que permita um recrutamento rápido para prestar cuidados a pessoas com deficiência;
  • Apoiar as famílias e os cuidadores de pessoas com deficiência que necessitem de se ausentar do trabalho para cuidar de seus familiares. Isto pode incluir o pagamento temporário a outros cuidadores ou outros membros da família que prestem cuidados à pessoa com deficiência;
  • Fornecer uma compensação financeira aos trabalhadores das instituições de deficientes que, por incapacidade temporária necessitem de se autoisolar, quer por estarem doentes quer por estarem em quarentena preventiva, minimizando a possibilidade de colocarem as pessoas com deficiência em risco de infeção;
  • Garantir a continuidade da prestação de apoio às pessoas com deficiência com necessidades mais complexas, em especial nas situações familiares mais vulneráveis;
  • Garantir que os serviços e as instituições que prestam apoios especializados não essenciais permaneçam financeiramente sustentáveis, tendo em conta a suspensão temporária das suas atividades;
  • Desenvolver um plano coordenado, implementado através das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, bem como de idosos, para lidar com o potencial aumento da violência, abuso e negligência contra pessoas com deficiência, devido ao isolamento social e à interrupção das atividades de vida diárias;
  • Fornecer apoio de emergência às famílias que cuidam de pessoas com alterações comportamentais, que possam representar um risco para a pessoa com deficiência e / ou membros da família;
  • Garantir que as pessoas com deficiência que ainda não têm apoio das instituições a elas direcionadas, mas vulneráveis ao COVID-19, recebam os apoios de que necessitam.

Para evitar a morte de pessoas com deficiência nas próximas semanas e meses é necessário agir tendo em conta os diferentes níveis de intervenção: do Governo aos cuidadores familiares, passando pelos serviços e instituições que apoiam pessoas com deficiência.

FAPPC, 19 de março de 2020 (Adaptação para Portugal de “People with disability and COVID-19”. Centre of Research Excellence in Disability and Health, Melbourne, Australia. 16 March 2020 www.credh.org.au)
fonte: FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES PORTUGUESAS DE PARALISIA CEREBRAL

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21.Mar.2020
publicado por MJA


 

ϟ Português cego e seu cão guia a viajar sozinhos pela Europa!

Jorge Paiva


Cego e seu cão guia no acesso à sala de um restaurante
 

Era uma vez alguém que em 2015 ficou cego! Então fez seis operações, apreendeu a usar bengala, até que um dia recebeu um cão guia. Essa pessoa sou eu e o cão é o Zangão com quem recuperei a liberdade!

Um Projeto inovador e inédito: Quem é cego e tem cão guia sabe o que este passou a significar em termos de mobilidade, autonomia, independência, integração e convívio com os demais! Mas agora, de forma alegre e divertida, com apoio da Escola de Cães-Guia para Cegos, vamos dar o passo em frente!

E então? Como se imagina, são muitos os problemas de acessibilidade aos transportes, locais públicos e em geral nos percursos na via pública, por parte de pessoas cegas. Hoje em dia, a presença de um cão guia resolve a quase totalidade destes problemas mas, quando se pretende viajar para o estrangeiro, o desconhecimento do espaço físico envolvente e a alteração de condições institucionais e legais, torna esta tarefa bem mais complexa.

Após alguns anos a deslocar-me de forma autónoma, sem suporte de outras pessoas, com cão guia em Portugal e uma viagem a Marrocos, é minha convicção que, com apoio das novas tecnologias de acessibilidade e informação, nomeadamente dispositivos móveis, eu, cego total, poderei com o meu cão Zangão, deslocar-me sozinho, de comboio e avião pela Europa, alojar-me em hotéis e frequentar restaurantes e eventos, de forma totalmente independente e segura.

Pretendo com isto também e sobretudo chamar a atenção para as dificuldades de acessibilidades dos diferentes destinos, de forma integrada numa realidade europeia, bem assim como mostrar como as pessoas cegas se podem deslocar, por motivos pessoais, profissionais e de lazer, de forma independente e autónoma.

É isto que vamos fazer: Com o apoio da ABAADV – Escola de Cães-Guia para Cegos, uma viagem pela Europa com o meu cão guia. Vai ser criado um blog e um perfil Instagram onde serão reportados todos os episódios relevantes da viagem e das pessoas e locais com os quais nos cruzaremos.

É uma viagem de 26 dias, com o percurso Porto, Barcelona, Paris, Roma, Berlim, Estocolmo, Oslo, Bruxelas, Madrid, Lisboa e Porto, prioritariamente de comboio. Ficar no mínimo 20 a 30 horas em cada cidade, podendo aproveitar para interagir com eventos públicos como teatro, desporto ou música. Viajar prioritariamente entre o final da tarde e o início da manhã do dia seguinte.

É um projeto incrível que pretende promover os valores acima referidos, contribuir para desfazer mitos sobre a presença destes animais fantásticos em locais públicos e divulgar o cão guia como um meio incrível e locomoção e orientação. Vamos lá?!

Sobre o promotor
O meu nome é Jorge Paiva. Sou gestor, licenciado em economia pela Faculdade de Economia do Porto e trabalho como consultor fiscal e analista financeiro. Em 2015 fiquei cego, passei por um percurso de seis intervenções com várias técnicas médicas, todas sem resultado. Aprendi então a usar bengala para cegos e candidatei-me a utilizador de cão guia, tendo conseguido o meu cão Zangão em Junho de 2017.

Desde então e progressivamente, a minha mobilidade, independência e autonomia recuperou-se totalmente.

Então, entre 2017 e 2019 fiz muitas viagens com o meu cão, por quase todo o País e com umas férias em Marrocos, tendo constatado que, com apoio de tecnologias de localização e espírito de iniciativa, não existem limitações à mobilidade de pessoas cegas. Foi assim que, a par da minha atividade profissional, germinou a ideia de fazer uma viagem pela Europa para divulgar e promover estes valores, apostando para tal no apoio institucional e divulgação da mesma, em algumas das principais capitais europeias.

O meu percurso profissional pode ser conferido aqui.

Orçamento e Calendarização
O Projeto está orçamentado em 3.675,63€ propondo-se o Promotor a financiar o remanescente do valor aqui solicitado, assumindo assim o seu comprometimento pessoal no mesmo. Este deverá decorrer entre 12 de Junho e 7 de Julho, salvo algum ajustamento de alguns dias, com partida e chegada à Cidade do Porto. O destino dos fundos é, viagens de comboio pela Europa, alojamento, alimentação e transportes nas cidades de passagem e interação com entidades e eventos locais.

Documentos
Apoio Institucional da Escola de Cães-Guia para Cegos
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12.Mar.2020
publicado por MJA


 

ϟ Portaria de rácios vai mudar. Escolas com alunos com deficiência vão ter direito a mais auxiliares

Ana Kotowicz | Observador |14 fev 2020


Ministério já tinha avisado que ia mexer na portaria que define o número de auxiliares que cada escola tem de ter. Uma das novidades vai ser o peso acrescido das crianças com necessidades especiais.

As escolas que tenham alunos com necessidades educativas especiais vão ter direito a ter mais funcionários. Esta é uma das mudanças na portaria de rácios, o diploma que define quantos assistentes operacionais tem cada escola, avançou o Ministério da Educação ao Observador. Mexer na fórmula que define quantos funcionários tem cada estabelecimento de ensino é um pedido antigo dos diretores e que atualmente leva em conta o número de alunos, a existência de pavilhões gimnodesportivos e a oferta educativa, entre outros. [....]

Em dezembro, o ministro da Educação já tinha anunciado que a portaria iria ser alterada, sem adiantar pormenores e, em janeiro, durante a discussão do Orçamento do Estado — onde a medida já estava consagrada — foram aprovadas propostas de alteração do Bloco de Esquerda, PAN e Iniciativa Liberal sobre esta matéria. A novidade que saiu da discussão foi o governo passar a ter um prazo para a revisão da portaria estar pronta: junho de 2020. Com este limite temporal é garantido que quaisquer alterações à lei só irão ter influência no funcionamento das escolas no próximo ano letivo de 2020/21.

O Observador questionou o Ministério da Educação sobre que alterações estão a ser ponderadas e a resposta foi que qualquer alteração terá especial enfoque nos alunos com necessidades educativas especiais. Na fórmula atual, estes estudantes equivalem a 1,5 alunos e o número de estudantes é um dos fatores que determina o número de auxiliares em cada escola. Filinto Lima, presidente da ANDAEP, associação que representa os diretores de escolas públicas, por várias vezes defendeu que o peso destes alunos deveria ser superior.

O que o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues não esclareceu é quanto mais vão pesar estes alunos na fórmula de cálculo ou que outras mudanças poderão vir a ser feitas. “A revisão irá considerar a adequação às características dos estabelecimentos escolares e das respetivas comunidades educativas, com especial enfoque nas necessidades de acompanhamento dos alunos abrangidos por medidas no âmbito da Educação Inclusiva”, esclarece o ministério na sua resposta, referindo que esta é uma das marcas do OE 2020 para a área da Educação.

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14.Fev.2020
publicado por MJA


 

ϟ Colónia de férias para jovens e crianças cegas

Camp Abilities

 


Estão abertas as inscrições para o 'Camp Abilities Portugal 2020', colónia de férias para jovens e crianças cegas. Vimos por este meio solicitar a divulgação pelos professores da área, famílias e jovens com deficiência visual. Obrigado!

Informação Detalhada
Em Julho de 2015, a AAMA realizou, pela primeira vez em Portugal, o Camp Abilities Portugal, a adaptação de um modelo americano de colónias de férias para jovens com deficiência visual, que teve como motor de inovação o facto de os monitores serem também crianças e jovens, mas sem qualquer deficiência. Este é um programa único no nosso país.

A missão desta colónia é a INCLUSÃO, através da actividade desportiva, de crianças com deficiência visual e crianças ditas normais. Por um lado, os participantes com deficiência visual têm oportunidade de, num ambiente seguro, experimentar diversos desportos, actividades físicas e interagir em ambientes diferentes. Por outro lado, os jovens sem deficiência convivem e ajudam outros com deficiência visual, o que lhes permite conhecer de uma forma muito próxima as suas dificuldades, mas, também, o seu enorme potencial.

Fazer do mundo um lugar onde não haja exclusão depende de todos. Conceber e lutar pela realização deste projeto é a nossa contribuição.

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13.Fev.2020
publicado por MJA


 

ϟ  A única Companhia de Ballet de Cegos do mundo é brasileira

Por Revista Ecos da Paz | Fev. 6, 2020

 

“Nunca diga não à um desafio, pois são desses desafios que partem os maiores ensinamentos que nós temos nas nossas vidas.” Esta frase foi dita pelos pais da fisioterapeuta e bailarina clássica Fernanda Bianchini, quando eles frequentavam como voluntários o Instituto para Cegos Padre Chico em São Paulo.

Em 1995 Fernanda era uma jovem voluntária de 15 anos, quando foi surpreendida com o convite de uma das religiosas do instituto para ensinar ballet clássico para os alunas cegas.

O desafio foi aceito, mesmo sem experiência de trabalhar como professora. E no primeiro dia de aula, ao dar as instruções sobre determinado passo de dança, Fernanda pediu para que imaginassem que saltavam para fora e para dentro de um balde, mas uma de suas alunas mostrou-lhe mais um desafio: entrar no mundo dos cegos, afinal ela nunca tinha “visto” um balde.

Fernanda percebeu que era primordial entender todas as limitações das suas alunas para depois lhes apresentar o mundo do ballet. A partir desta troca mútua que ela criou um método próprio de ensino.

O Desafio da criação

Seu método pioneiro teve êxito e é ensinado no Brasil e no exterior para ambos os sexos. O aprendizado da dança clássica se dá por meio do toque e da repetição de movimentos.

Quem tem contato com o trabalho percebe a sensibilidade artística que se construiu a partir do conhecimento e dedicação da bailarina que, desde então, guiou centenas de deficientes a inúmeras conquistas.

Fernanda destaca que enquanto bailarina, nunca dançou certos repertórios e tão pouco viajou em turnê como os seus alunos estão fazendo. Este grupo de bailarinos já participou de apresentações na Argentina, Inglaterra, Alemanha e nos EUA. E traz na lista de repertório Copélia, Quebra-Nozes e Dom Quixote.

O voluntariado da jovem de 15 anos deu origem a Associação Fernanda Bianchini – Ballet para Cegos (ABF), criada formalmente em 2003, e que atende cerca de 400 pessoas, de crianças até a terceira idade.

A grande maioria dos alunos é de deficientes visuais, mas a associação atende também os outros tipos de deficientes: físicos e intelectuais. Existe também o desenvolvimento de uma metodologia para ministrar aulas de Ballet Clássico para cadeirantes.

Atualmente, a ABF conta com 13 professores de dança, entre eles, as deficientes visuais Geyza Pereira da Silva e Verônica Batista, formadas na própria entidade, e a gestora Fernanda Bianchini, que trabalha como voluntária.

Para promover saúde e bem-estar aos bailarinos, a grade de atividades da Associação conta com exercícios de Pilates e fisioterapia. Essas aulas são extensivas a qualquer pessoa que queira ingressar nos grupos, mas são pagas, porque a arrecadação serve para ajudar a manter a instituição. No vídeo abaixo, confira a dimensão de um trabalho que vem mudando a forma de ver o mundo.

A manutenção da entidade se dá por meio de apoios corporativos, doações de empresas, participação em eventos, além das palestras de Fernanda Bianchini, que apresenta a metodologia de ensino para pessoas com deficiência visual e histórias de seus alunos, com objetivos motivacionais. Doações de pessoas físicas e mensalidades de alunos pagantes são outras formas de manutenção.

Fernanda costuma dizer que uma bailarina deve sempre olhar para as estrelas, ainda que não as enxergue.
 

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6.Fev.2020
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ϟ OE2020: Proposta de Os Verdes sobre acessibilidade digital aprovada por unanimidade

MadreMedia / Lusa | 3 fev 2020

Os deputados aprovaram hoje por unanimidade uma proposta do Partido Ecologista Os Verdes (PEV) que visa promover o acesso à informação e aos serviços das pessoas com deficiência ou incapacidade.

A medida integra o leque de propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) que hoje começaram a ser votadas na especialidade, pela Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças (COF).

O texto da proposta, que mereceu o voto favorável de todos os partidos, prevê que ao longo de 2020 o Governo tome as “medidas necessárias e adequadas para que seja garantida a acessibilidade digital aos organismos públicos, para que o acesso à informação e aos serviços seja assegurado a pessoas com deficiência ou incapacidade”.

“O desenvolvimento e expansão das tecnologias digitais veio potenciar a autonomia, inclusão e participação social da generalidade das pessoas com deficiência ou incapacidade, na medida em que essas tecnologias estão cada vez mais presentes num conjunto muito vasto de realidades do dia-a-dia”, referem Os Verdes, acrescentando a necessidade de que o Governo “garanta a acessibilidade digital a pessoas com deficiência ou incapacidade, de modo a que os ‘sites’ sejam inclusivos e possam ser usados de igual maneira por pessoas com e sem deficiência”.

fonte: 24.sapo.pt/

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3.Fev.2020
publicado por MJA


 

ϟ Guia Prático: Os Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal

INR


O Guia Prático: Os Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal [PDF | 22 MB | 106 páginas] é uma medida Simplex + que reúne informação de várias áreas de interesse e respetivos serviços públicos em Portugal, visando promover a autonomia e a cidadania das pessoas com deficiência e facilitar a tomada de decisão e a promoção de inclusão.

Neste Guia é disponibilizada informação sobre apoios sociais, medidas de apoio ao emprego e formação profissional, benefícios sociais e fiscais e informação prática sobre a rede de Balcões da Inclusão ou sobre como solicitar um Atestado Médico de Incapacidade Multiuso.

Este Guia é também um instrumento formativo, na medida em que esclarece sobre terminologias corretas a adotar, contribuindo para apoiar as pessoas com deficiência na concretização dos seus direitos e na sinalização de práticas de discriminação em razão da deficiência.

Pode descarregar a versão acessível pdf e a versão ebook.

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29.Jan.2020
publicado por MJA


 

ϟ Artista cria livro pornô em braille na Suécia

Ricardo Shimosakai | TurismoAdaptado

Descrições de posições eróticas e sexuais são descritas em Braile para a compreensão da pessoa com deficiência visual


Nina Linde, de 33 anos, criou um “livro sensual em braile” para leitores cegos e apresentou a sua publicação pela primeira vez à biblioteca nacional do país. A obra traz imagens de mulheres usando brinquedos eróticos, sexo grupal, sexo gay e aparentemente é o primeiro material escrito a oferecer estímulo sexual a deficientes visuais.

Até o estilo de sexo sadomasoquista está incluído, mostrando pessoa amarrada com parceira com chicote.

O livro foi criado no ano de 2010, mas só essa semana Nina deu uma cópia oficial para a Biblioteca Nacional da Suécia. A autora afirma que, apesar da obra estar sendo rotulada como ‘pornô’, ela não deveria ser encarada desta maneira. “O livro é sobre estimulação sexual, eu não acho que pornô seja a palavra certa”, disse ela em entrevista ao portal de notícia “The Local“.

A inspiração para a produção da obra veio depois de uma visita à biblioteca de braile de Estocolmo e à percepção de que “não havia nenhum material erótico para os deficientes visuais”. “Todo mundo precisa de algum estímulo sexual”, afirmou.

O presidente da Federação Nacional da Suécia dos Deficientes Visuais, Håkan Thomsson, avalia o livro positivamente. “Eu acho que alguns imaginam que não temos sexualidade, o que não é verdade”, declarou ele ao jornal “Metro”, “Uma pessoa com deficiência visual é tão sexual quanto qualquer outra”, finalizou.

Fonte: redetv, 2015

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28.Jan.2020
publicado por MJA


 

ϟ Conheça os 10 principais Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal

Natacha Figueiredo | 28 Janeiro 2020

Resultado de imagem para Conheça os 10 principais Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal


Neste artigo conheça os principais direitos das pessoas com deficiência nas áreas da informação, atendimento, formação, emprego, transportes e acompanhamento e apoio especializado.

São muitos os obstáculos que as pessoas com deficiência encontram em Portugal no dia a dia. Embora nos últimos anos tenham existido algumas mudanças para melhorar a vida destas pessoas com incapacidade, as dúvidas ainda são muitas quanto aos seus direitos e apoios estatais.

Após o lançamento do Guia Prático: Os Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal por parte do Governo, explicamos-lhe os 10 principais direitos que as pessoas com incapacidade têm na sua vida quotidiana.

A importância do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso para pessoas com deficiência

Antes de enumerar os direitos das pessoas com deficiência é fundamental saber a importância deste atestado médico. O AMIM - Atestado Médico de Incapacidade Multiuso é o documento oficial que comprova que a pessoa tem uma incapacidade após avaliação na junta médica.

É este atestado que irá indicar o valor da incapacidade global da pessoa, através de uma percentagem atribuída. Para além disso, este documento serve como comprovativo da incapacidade de uma pessoa, sendo pedido em diversas situações para fazer valer os direitos e benefícios que vamos abordar a seguir.

Como é que as pessoas com deficiência podem requerer este atestado?

O requerimento do AMIM é feito através do Centro de Saúde da sua área de residência. No entanto para pedir este atestado tem que se fazer acompanhar do requerimento de avaliação de incapacidade, relatórios médicos e todos os meios auxiliares de diagnóstico complementares que tenha até à data.

Após a entrega do requerimento, a pessoa será notificada no prazo de 60 dias da data da junta médica. Nos casos em que a deficiência ou incapacidade condicione gravemente a deslocação, existe a possibilidade da junta médica deslocar-se à residência. Após ser feito o exame de avaliação da incapacidade será comunicada a aprovação ou não do AMIM.

Conheça os 10 principais direitos das pessoas com deficiência no dia a dia

1 - Acesso a informação especializada sobre os seus direitos, benefícios e deveres

Os cidadãos com deficiência, como as suas respetivas famílias, têm direito a ter acesso a informação especializada sobre os seus direitos e benefícios em vigor. Para tal devem dirigir-se a um Balcão da Inclusão, que por norma está presente no Instituto Nacional para a Reabilitação ou nos centros distritais da Segurança Social.

É através deste balcão que pode ter acesso a informações sobre os direitos, benefícios e recursos em vigor para as pessoas com deficiência ou incapacidade. Para além disso este serviço também procede ao encaminhamento e mediação/sensibilização junto de diversos serviços e organismos, para resolver situações que sejam apresentadas por estes cidadãos.

Ler mais: Prescrição de dívidas à Segurança Social: tudo o que precisa saber

2 - Direito a atendimento prioritário

As pessoas com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, desde que essa tenha sido comprovado pelo AMIM, têm direito ao atendimento prioritário nos serviços de atendimento presencial, público ou privado.

Caso pretenda ter acesso ao atendimento prioritário deverá solicitar o mesmo nas áreas indicadas para tal ou perante um funcionário. Se existirem várias pessoas a requererem o atendimento prioritário, esse será feito por ordem de chegada.

O atendimento prioritário não se aplica nas seguintes situações:

Serviços com marcação prévia;
Em entidades prestadoras de cuidados de saúde, quando esteja em causa o direito à proteção da saúde e acesso à prestação de cuidados;
Em conservatórias ou outras entidades de registo, quando a alteração da ordem de atendimento possa colocar em causa a atribuição de direitos ou vantagens decorrentes da prioridade do registo.
Exceto esses casos, se o direito ao atendimento prioritário lhe for negado deve solicitar a presença da autoridade policial. Além disso, deve fazer uma queixa por escrito ao Instituto Nacional para a Reabilitação ou à entidade reguladora mais adequada.

3 - Direito a apresentar reclamações e queixas por discriminação

Tal como todos os cidadãos, uma pessoa com deficiência tem o direito a fazer uma queixa no Livro de Reclamações, mesmo que não consiga escrever a reclamação.

Segundo Decreto-Lei n.º 74/2017, de 21 de junho, o cidadão que por razões de deficiência ou incapacidade não conseguir escrever a sua reclamação, tem o dever de ser auxiliado por um responsável do estabelecimento. Esse preenchimento deve ser feito com base nas declarações orais do cidadão queixoso. O incumprimento é punível por lei com uma coima.

No caso das denúncias dos espaços onde não é garantida a acessibilidade, se forem relativas aos espaços circundantes da administração pública, devem ser feitas ao INR. Se forem respetivas a entidades da administração local devem ser feitas à Inspeção Geral de Finanças. Em relação às entidades privadas compete às câmaras municipais a fiscalização das normas impostas.

4 - Direito ao Regime do Maior Acompanhado

Este regime, previsto na Lei n.º 49/2018, de 14 de agosto, permite que uma pessoa com deficiência, que por essa razão esteja impedida de tratar de assuntos mais complicados, consiga fazer valer os seus direitos e a sua vontade através de outra pessoa designada.

O Regime do Maior Acompanhado assegura que os direitos, vontades e preferências da pessoa deficiente passam a estar isentos de conflitos de interesse e influências indevidas. O tipo de acompanhamento será sempre proporcional às circunstâncias de cada pessoa, e está sujeito a controlo periódico por uma autoridade competente e independente.

É importante salientar que o acompanhante pode ser escolhido pela pessoa com deficiência ou incapacidade. Caso a pessoa não queira escolher, cabe então ao tribunal designar o acompanhante, que por norma será um familiar da pessoa em questão. O grau de intervenção do acompanhante será também determinado pelo tribunal.

No caso de existirem problemas com o acompanhante, a pessoa poderá pedir ao tribunal a alteração do mesmo.

Nota: Em caso de dúvida deve sempre pedir esclarecimentos no Balcão da Inclusão, presencialmente ou por via telefónica.

5 - Direito ao sistema de atribuição de produtos de apoio

O sistema de atribuição de produtos de apoio tem como objetivo compensar e atenuar as limitações de atividades das pessoas com deficiência ou incapacidade temporária através da:

Atribuição gratuita e universal de produtos de apoio: Produtos, instrumentos, equipamentos ou sistemas técnicos que são usados por pessoas com deficiência, para prevenir, compensar, atenuar ou neutralizar a limitação funcional ou a participação.
Gestão da atribuição e simplificação de procedimentos exigidos pelas entidades;
Financiamento simplificado dos produtos de apoio: Para conhecer a lista de produtos de apoio que podem ser financiados deve consultar o Despacho nº7196/2016.

Nota: Todos os produtos de apoio para efeitos de saúde têm que ser prescritos pelas unidades hospitalares, indicadas pela ARS, após avaliação médica. Após aprovação os mesmos serão financiados pela Administração Central dos Serviços de Saúde. Em caso de dúvidas deve sempre contatar o Instituto Nacional para a Reabilitação.

6. - Direito a acompanhamento e apoio na área do ensino e formação

Esta provavelmente é uma das áreas que requer maior informação, pois envolve crianças desde a fase em que é detetada uma deficiência ou incapacidade até à fase adulta.

No caso das crianças com deficiência, aconselhamos os pais a consultarem o Manual de apoio à prática: Para uma educação inclusiva. A educação inclusiva é um direito de todas as crianças com deficiência. Esta visa responder à criação de condições para que todas as crianças tenham oportunidade de aprender com qualidade, bem como de participar de forma ativa na comunidade escolar.

A educação inclusiva implica a adoção de práticas pedagógicas diferenciadas, que respondam às características individuais de cada criança ou jovem, apoiando a sua aprendizagem e progresso. Para essa concretização deve ser efetuado um planeamento adatado em função do grupo e das características individuais.

As crianças e jovens que necessitam de uma educação inclusiva são acompanhadas pelo Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA). Este constitui uma estrutura de apoio agregadora dos recursos humanos e materiais, dos saberes e competências da escola, na área de serviços de apoio à inclusão.

Transição para a vida pós-escolar

No guia apresentado pelo governo dos direitos das pessoas deficientes está previsto o acompanhamento da transição dos jovens estudantes com deficiência para a vida pós-escolar.

Durante este processo os jovens estudantes são incentivados e apoiados a desenvolver um planeamento do seu projeto de vida. Neste serão abordadas as opções diversas que o jovem terá após concluir a sua escolaridade. Este processo de transição requer sempre a colaboração das escolas, alunos, famílias, comunidade e do próprio mercado de trabalho.

Nota: A transição para a vida pós-escolar deve ser um processo de transição que deve ser iniciado três anos antes da idade limite da escolaridade obrigatória.

Ler mais: Regresso às aulas: guia completo de poupança para pais e filhos

Acesso e apoio ao ensino superior para jovens com deficiência

No caso dos jovens com deficiência que pretendem ter acesso ao ensino superior, existem condições especiais de acesso, que são atualizadas anualmente, através de Portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Durante a fase de candidaturas, estes jovens têm acesso a um número de vagas atribuídas a estudantes com deficiência, sendo estas de 2% na primeira fase de candidatura ao ensino superior, e outros 2% na sua fase. O processo de candidatura, e os requisitos obrigatórios devem ser consultados no Contingente Especial para candidatos com deficiência, da DGES.

Os jovens com deficiência têm direito a uma bolsa de estudos?

Sim. Os jovens inscritos no ensino superior que tenham um grau de incapacidade igual ou superior a 60% de incapacidade têm direito a uma bolsa de frequência. O valor dessa bolsa corresponde ao valor da propina efetivamente paga.

As bolsas de estudo para os candidatos com deficiência é feita através do formulário online disponível em bolsas de estudos para frequência de estudantes com incapacidade. Esta bolsa pode ser acumulada com a bolsa de ação social, no caso de estudantes economicamente carenciados.

Um estudante deficiente pode fazer Erasmus?

Sim. A participação num Programa de Erasmus é um direito comum a todos os estudantes que reúnam os requisitos obrigatórios. No caso dos estudantes com deficiência devem procurar informação sobre o Programa Erasmus+.

Este programa oferece apoios financeiros complementares para os estudantes com deficiência que pretendam fazer Erasmus, sendo estes uma prioridade no programa Erasmus+. Os custos elegíveis incorridos com estes estudantes são cobertos pela subvenção europeia a 100%.

7 - Direito a medidas específicas que melhoram o acesso ao mercado de trabalho

Tal como qualquer cidadão português, as pessoas com deficiência ou incapacidade devem inscrever-se no serviço de emprego nacional, através do IEFP,IP. Este processo pode ser feito online ou presencialmente, podendo também marcar uma reunião ou entrevista.

A partir daí os profissionais especializados vão avaliar o perfil de empregabilidade da pessoa com deficiência, que pode incluir-se numa das seguintes hipóteses:

Perfil ajustado ao mercado;
Com dificuldades de empregabilidade;
Desempregada que exija apoio intensivo.
Consoante a avaliação do perfil, a pessoa passará a ter um plano pessoal de emprego. Desta forma poderá ser encaminhada para medidas ou atividades mais ajustadas para a sua situação. O apoio personalizado pode aplicar-se à área de informação, avaliação e orientação para a qualificação e emprego ou apoio à colocação. Para além disso também existe acompanhamento após a colocação da pessoa no local de trabalho.

As medidas para o acesso ao mercado de trabalho de pessoas com deficiência mais comuns são:

Contrato-Emprego;
Apoio ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego;
Medidas de aproximação ao mercado de trabalho;
Modalidades alternativas de emprego;
Apoio técnico visando integração, manutenção e reintegração no emprego;
Metodologias específicas;
Quotas de emprego na administração pública e no setor privado.
O objetivo destas medidas é conseguir criar o máximo de condições favoráveis para a pessoa que procura emprego, como para as empresas que contratam. Durante o período de espera os candidatos com deficiência pode frequentar também formações profissionais disponíveis no centro de emprego.

8 - Direitos no local de trabalho para as pessoas com deficiência em Portugal

São muitas as dúvidas quanto aos direitos no local de trabalho em relação às pessoas com deficiência. Os direitos e deveres dos trabalhadores com incapacidade ou deficiência são quase iguais aos dos restantes trabalhadores. No entanto está previsto que:

A pessoa com deficiência pode pedir alteração de horário;
Pode pedir redução de horário;
Na função pública pode pedir horário em jornada contínua;
Pode faltar ao trabalho para realizar tratamentos sem ser prejudicada, desde que estes tratamentos não possam ser feitos fora do horário laboral;
Pode faltar ao trabalho por motivos de doença decorrente da deficiência sem ser prejudicada, não podendo assim perder a totalidade da remuneração nos três primeiros dias de incapacidade;
Solicitar a adaptação do seu posto de trabalho, desde que os encargos para a entidade patronal não seja desproporcionados. Esta adaptação pode ser feita com o apoio do IEFP,IP.
Nos três primeiros tópicos essas alterações têm que ser acordadas com a entidade empregadora. No entanto a pessoa está escusada do período de trabalho suplementar e trabalho noturno.

9 - Direitos das pessoas com deficiência em relação aos transportes

As pessoas com deficiência têm alguns direitos específicos na área dos transportes públicos, sendo a prioridade (de entrada e de lugares) o mais conhecido. No entanto este não é o único direito que têm.

Os serviços de transporte ferroviário que têm atendimento ao público estão obrigados a:

  • Estabelecer as regras de acesso não discriminatórias aplicáveis ao transporte de pessoas com mobilidade condicionada;

  • Prestar assistência às pessoas com mobilidade condicionada durante o transporte, embarque e desembarque;

  • Devem prestar assistência às pessoas com mobilidade condicionada no interior das estações até à plataforma de acesso;

  • Admitir como bagagem pessoal as cadeiras portáteis ou de rodas, ou ainda outros equipamentos relativos à mobilidade condicionada;

O operador está obrigado a adotar de imediato as medida necessárias para responder às necessidades de mobilidade dos passageiros em caso de perda ou inutilização dos equipamentos durante o transporte, sem prejuízo do direito a indemnização.
Garantir que os cães de assistência são transportados nas carruagens gratuitamente, sem ter que usar açaime;
Devem garantir em caso de supressão temporária de um serviço que o passageiro, bagagem e animal de assistência sigam viagem por outro comboio, sem qualquer acréscimo de valor e com o menor atraso possível;
Garantir assistência no caso de atrasos nas partidas e chegadas;
Disponibilizar meios para a apresentação de queixas pelos passageiros com deficiência.


Nos transportes rodoviários, os operadores estão obrigados a:

Publicar os direitos e obrigações de todos os passageiros;
Assinalar os lugares reservados por ordem prioritária;
Garantir que esses lugares, sempre que seja necessário, não estejam ocupados para os passageiros prioritários irem sentados;
Prestar aos passageiros todo o auxílio que carecem;
Permitir que os passageiros transportem os cães de assistência acompanhantes de pessoas com mobilidade condicionada de forma gratuita, sem terem que estar açaimados.

Nota: Se pretender consultar todos os direitos das pessoas com deficiência em outros meios de transporte, deverá consultar o guia referido anteriormente.

10 - Modelo de Apoio à Vida Independente para pessoas com deficiência

O Modelo de Apoio à Vida Independente é um projeto piloto que tem como obetivo melhorar a inclusão das pessoas com deficiência, tentando inverter a tendência de institucionalização ou dependência familiar dessas pessoas.

O MAVI foca-se na disponibilização de assistência pessoal através de Centros de Apoio à Vida Independente, cofinanciados pelos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento - Portugal 2020.

A assistência pessoal fornecida engloba um serviço especializado para a realização de atividades que a pessoa com deficiência não possa realizar sozinha. Destas atividades fazem alguns exemplos como a higiene, alimentação, manutenção da saúde, cuidados pessoais, deslocações e apoio em contexto laboral.

Fazem parte do grupo de destinatários as pessoas com deficiência ou incapacidade, com idade igual ou superior a 16 anos, que possuam um grau de incapacidade certificado igual ou superior a 60%. No caso das pessoas que sofram de deficiência intelectual, mental, ou com espetro de autismo, independentemente do seu grau de incapacidade, também estão abrangidas por este modelo.

Nota: Para consultar toda a legislação deste modelo piloto, deve aceder ao Decreto-Lei n.º 129/2017, de 9 de outubro.


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28.Jan.2020
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ϟ II Congresso de Atividade Física Adaptada da Cidade do Porto | 7 e 8 Fev 2020

INR

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O II Congresso de Atividade Física Adaptada da Cidade do Porto decorrerá nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2020, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP).

A organização deste evento congrega vários parceiros que são intervenientes ativos e diretos na área da Atividade Física Adaptada da cidade do Porto. As sinergias entretanto estabelecidas entre todos resultaram na criação do Movimento PortoInSport. A plena inclusão do cidadão com deficiência na sociedade, utilizando como ferramenta inclusiva a prática desportiva, é o princípio que agrega todos os elementos que constituem a comissão organizadora e científica do presente congresso.

Na segunda edição deste evento, pretende-se dar continuidade ao propósito de promover oportunidades de formação especializada para estudantes e profissionais da área da Atividade Física Adaptada; estabelecer sinergias com diversas instituições da área da deficiência, tais como clubes, federações e comités paralímpicos de âmbito nacional e internacional e criar um espaço de partilha e divulgação das linhas de investigação mais atuais, no âmbito da Atividade Física Adaptada. O programa deste congresso contempla uma seleção de conferencistas e formadores de referência na área da Reabilitação e da Classificação Desportiva, conferindo assim, um caráter internacional a este segundo evento. Reforça-se, também, a aposta em novas oportunidades de formação específica em modalidades emergentes na área do Desporto Adaptado, nomeadamente o Showdown e o Polybat.

Por fim, a continuidade deste movimento através da II edição do Congresso de Atividade Física Adaptada da Cidade do Porto representa um exemplo de boas práticas no que se refere ao contributo do PortoInSport na defesa e promoção dos valores e direitos da pessoa com deficiência na sociedade.


Consulte toda a informação em: https://portoinsport.fade.up.pt/en/
 

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23.Jan.2020
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ϟ Palácio Nacional de Sintra noutros sentidos
 

Maquete do Palácio Nacional de Sintra


No próximo dia 18 de Janeiro, às 14h30, é possível conhecer “O Palácio Nacional de Sintra noutros sentidos”.

Especialmente concebida para visitantes cegos ou com baixa visão, a experiência, conduzida por um guia especializado, convida a percecionar o espaço por via da exploração sensorial, descobrindo ou redescobrindo o edifício, a sua história, as suas vivências e as suas colecções, nomeadamente, através do toque nas réplicas de algumas das peças mais significativas.

info@parquesdesintra.pt  |  +351 21 923 73 00

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15.Jan.2020
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ϟ Pessoas com deficiência chegam a esperar dois anos por apoios

Observador | 14 jan 2020


Maioria dos processos de 2019 para adaptação de viaturas continua pendente. Ministério do Trabalho e Segurança Social garante que o orçamento para estes casos foi reforçado.

A lei dita que a resposta chegue em 60 dias, mas a maioria dos processos de 2019 continua pendente. Em causa estão os apoios à mobilidade para pessoas com deficiência, como cadeiras de rodas elétricas ou adaptação de viaturas, atribuídos pelo SAPA — Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio. A notícia faz manchete no Jornal de Notícias que escreve que o Ministério do Trabalho e da Segurança Social garante que o orçamento para estes casos foi reforçado.

Segundo a tutela, estavam pendentes, na subclasse “adaptações para carros” 271 produtos para 184 beneficiários, todos casos do ano anterior. Em 2019, foram apoiados 106 produtos pedidos por 71 pessoas com deficiência. O ministério, ao JN, admite ainda que há casos residuais de 2017 e 2018 por resolver, mas acrescenta que o orçamento foi aumentado para 20,1 milhões de euros, o que representa uma subida de 46,5% em relação ao ano de 2016.

Jorge Falcato, o primeiro deputado em cadeira de rodas a ser eleito (pelo Bloco de Esquerda), afirma que há muitos casos de quem espere um ou dois anos pelos apoios, sendo os mais graves os de crianças com sistemas personalizados para correção de postura: “Dado o tempo que esperam por resposta do SAPA, quando o produto é atribuído já não serve e têm de começar tudo de novo.”

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14.Jan.2020
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ϟ Funcionalidade para pessoas com Deficiência Visual vai ser implementada em 700 táxis

SOL | Dez2019

"Há uma questão de confiança que já existe, era importante a questão formal do serviço. Nós também não gostamos que sejam os outros a dar a informação de quanto temos de pagar, aqui é o taxímetro a falar e a dizer o valor", sublinhou Carlos Silva.

A partir desta terça-feira, os Cooptáxis, com uma frota de cerca de 700 carros, vão estar abastecidos de áudio-táxis, de forma a poderem ajudar os clientes cegos e amblíopes, condição vulgarmente por 'olho preguiçoso', e que consiste na diminuição da acuidade visual de um olho ou dos dois olhos devido a problemas no desenvolvimento da visão durante a infância.

Segundo o vice-presidente da Cooptáxis, citado pela agência Lusa, esta nova funcionalidade “vai fazer a opção de taxímetro”. Carlos Silva explicou, segundo o Correio da Manhã, que “quando o cliente entra no veículo, vai ser saudado, é identificado o número do táxi, a tarifa a aplicar”. Os áudio-táxis explica mesmo o valor a pagar e “despede-se, com cortesia”, segundo o presidente.

O serviço vai ser implementado na zona da Grande Lisboa – Almada, Loures, Odivelas, Lisboa e Seixal -, onde se encontra a maioria da frota. Porém, segundo Carlos Silva, vai ser depois implementado mais tarde em Guimarães, Portimão, Faro, Tavira, Olhão, Vila Real de Santo António e Loulé.

"Já transportamos cegos há muitos anos, acabam por fidelizar-se às centrais, o operador já os conhece, há uma relação de confiança", explicou Carlos Silva, explicando à mesma publicação que o condutor será informado, previamente, de que irá transportar um cliente cego.

"Há uma questão de confiança que já existe, era importante a questão formal do serviço. Nós também não gostamos que sejam os outros a dar a informação de quanto temos de pagar, aqui é o taxímetro a falar e a dizer o valor", sublinhou.

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6.Jan.2020
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ϟ ONU - Lançamento do guia para a inclusão de pessoas com deficiência em ações humanitárias

INR  | 02-01-2020


O Comité Permanente Interagências das Nações Unidas (IASC) anunciou o lançamento do guia para a inclusão de pessoas com deficiência em ações humanitárias.

O IASC criou, em 2016, uma equipa encarregue de definir as diretrizes para a inclusão de pessoas com deficiência em ações humanitárias, que seriam compiladas num guia para orientar o trabalho de atores humanitários, governos e comunidades. A equipa integrou mais de 90 atores com atividades na área humanitária e realizou o seu trabalho de janeiro de 2017 a junho de 2019.

É de sublinhar a prioridade atribuída pelo Secretário-Geral das Nações Unidas (SGNU) à inclusão de pessoas com deficiência em distintas áreas de atuação das Nações Unidas, para além da necessidade de serem delineadas estratégias especificamente orientadas para acudir estes indivíduos em situações de crise, uma vez que os impactos são por eles sentidos de uma forma mais profunda.

Destaca-se também, com a publicação deste guia, a finalização destas diretrizes, três anos volvidos da Cimeira Mundial sobre Assuntos Humanitários, na qual se evidenciou que a questão da inclusão das pessoas com deficiência em ações humanitárias teria que se afastar do paradigma “one fits all” para, em vez disso, se atender à condição de cada indivíduo.

Por último, destacar as declarações da Vice-Diretora-Executiva da UNICEF, Charlotte Petri Gornitzka, que, durante a apresentação deste Guia, além de apelar ao estabelecimento de um método mais sistemático e coerente para esta inclusão, fez questão de louvar a recente ação humanitária em Moçambique que revelou que a aposta feita na formação e sensibilização de técnicos na área de prestação de apoio a pessoas com deficiência, contribuiu para os bons resultados que se conseguiram alcançar.

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5.Jan.2020
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ϟ Dia Mundial do Braille: instrumento essencial para milhões de pessoas

Vatican News

A ONU celebra, neste dia 4 de janeiro, o segundo Dia Mundial do Braille, para destacar a importância deste método na plena realização dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência visuais ou visão parcial.

Dados da ONU
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que há 36 milhões de cegos no mundo e 216 milhões com deficiência visual moderada ou grave. A ONU recorda que as pessoas com deficiência visual correm maior risco de acabar na pobreza: a perda da visão pode causar uma vida de desigualdade, saúde precária e dificuldade de acesso à educação e ao trabalho.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 2006, enfatizou o bem-estar das pessoas com problemas visuais, devido ao braile, elemento essencial para a educação, a liberdade de expressão, acesso à informação e à inclusão social.

Em 2018, a Assembleia Geral da ONU decidiu dedicar um Dia Mundial ao Braile, - dia 4 de janeiro - reconhecendo o uso da linguagem escrita como essencial para a plena realização dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. Esta data prevê, anualmente, uma série de iniciativas de conscientização, para que todos os seres humanos tenham uma vida próspera e gratificante.

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4.Jan.2020
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ϟ A História de Louis Braille

 
Young Heroes: Louis Braille
 

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3.Jan.2020
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ϟ 4 de Janeiro | Como celebrar o Dia Mundial do Braille

Cláudia Pereira  | Educa +

Célula braille


Assinala-se a 4 de Janeiro o Dia Mundial do Braille. O sistema braille é constituído pela combinação de 6 pontos, formando 63 caracteres, que permitem representar as letras do alfabeto, pontuação, símbolos científicos e musicais, bem como símbolos informáticos. A leitura é feita de forma tátil com a ponta do dedo e requer aprendizagem. O seu criador, Louis Braille, ficou cegou aos 3 anos e aos 20 conseguiu formar um alfabeto com diferentes combinações de 1 a 6 pontos que é usado como forma oficial de escrita e de leitura das pessoas cegas.


Como celebrar o Dia Mundial do Braille

Este é de facto um dia importante, especialmente para aqueles que não conseguem ver, para os seus familiares e educadores. Se tiver um aluno cego na sala de aula faça alguns jogos para explicar a cegueira ou dinâmicas com todos os alunos, para que estes possam compreender as dificuldades reais que o colega sente.

Procure biografias de pessoas que, apesar da sua deficiência visual, alcançaram e seguiram os seus objectivos de vida.

Acima de tudo, no dia-a-dia promova a inclusão das crianças e jovens com deficiência visual, estas possuem um grande potencial, somente a sua visão está limitada.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística existem aproximadamente 160 mil pessoas com deficiência visual em Portugal.
 

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3.Jan.2020
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ϟ Seminário "A Didática do Braille”

ACAPO


A 8 de janeiro, irá realizar-se, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, o seminário, "A Didática do Braille”. O evento tem como objetivo assinalar o Dia Mundial do Braille 2020 através da partilha de experiências e práticas, promovendo assim a reflexão sobre os diversos métodos para o ensino e aprendizagem do Braille e propor ainda metodologias pedagógicas inovadoras. O seminário é reconhecido e certificado como Ação de Curta Duração, nos termos do Despacho n.º 5741/2015, alterado pela Declaração de Retificação n.º 470/2015, de 11 de junho.

Veja o programa aqui.

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3.Jan.2020
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ϟ  Qualificação do sistema nacional de Intervenção Precoce na infância

INR | 19.12.2019

O Instituto Nacional para a Reabilitação informa que o período para submissão de candidaturas à Tipologia de Operações 3.24 – “Qualificação do sistema nacional de intervenção precoce na infância”, abertas através do AVISO Nº POISE-38-2019-24, foi prorrogado até às 18h00 do próximo dia 27 de fevereiro de 2020.

Promovido por este Instituto e cofinanciado pelo PO ISE, são elegíveis os destinatários das ações previstas no ponto 4 do presente Aviso, nomeadamente, todos os profissionais da rede de Intervenção Precoce na Infância (IPI), a exercer funções nas Equipas Locais de Intervenção (ELI), experientes ou em início de atividade, de várias especialidades e com responsabilidades sectoriais no âmbito do processo de IPI, designadamente, médicos, enfermeiros, docentes, psicólogos, terapeutas e assistentes sociais, profissionais dos Núcleos de Supervisão Técnica (NST), profissionais das Subcomissões Regionais (SCR), e profissionais do Sistema nacional de intervenção precoce na infância - Grupo de Apoio Técnico (SNIPI-GAT).
 

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2.Jan.2020
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ϟ  Quando a voz de um se torna os olhos de outro | Audiolivros para utentes com deficiência visual

Link para consulta dos audiolivros disponíveis

 

Desde 2011 que o Serviço de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Municipal de Coimbra, através de um projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, passou a deter os meios para a produção de livros áudio, ao abrigo do artigo 80.º do Código dos Direitos de Autor.

Estes livros, cuja leitura é feita por voluntários, são disponibilizados gratuitamente a pessoas portadoras de deficiência visual - para serem ouvidos nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis - sendo a sua transferência realizada via plataformas electrónicas (WE TRANFER e MEO CLOUD) ou através do envio postal das gravações em CD ou DVD.

Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.
 

Audiolivros disponíveis na BMC


CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial
Biblioteca Municipal de Coimbra
telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320
email: leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm

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1.Jan.2020
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