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Segurança Social: Requalificação de trabalhadores com deficiência


notícias ao minuto

31 de Dezembro de 2014 | Por Lusa
 


Numa nota enviada às redações, o Instituto da Segurança Social - ISS diz que "de um total de 45 trabalhadores com deficiência potencialmente abrangidos pelo processo de racionalização de efetivos, apenas dois, a seu pedido expresso, foram abrangidos".A decisão faz parte da deliberação do Conselho Diretivo do ISS, de 29 de dezembro.

Na mesma nota, o ISS assegura ter feito "uma avaliação cuidada dos funcionários portadores de deficiência" e que cumpriu e respeitou "escrupulosamente os princípios e direitos emanados da Lei n.º 38/2004, que, desta forma, protege os direitos laborais".

Estes funcionários estão incluídos no grupo de 697 trabalhadores que deverão ser colocados em inatividade, no âmbito do regime de requalificação, segundo proposta do ISS, aprovada pelo secretário de Estado da Administração Pública, Leite Martins.

O regime de requalificação prevê a colocação de funcionários públicos em inatividade, a receber 60% do salário no primeiro ano e 40% nos restantes anos, uma medida que tem sido contestada pelos partidos da oposição e pelos sindicatos.

Em novembro, o jornal Correio da Manhã dava conta de "Funcionários deficientes despedidos", revelando que oito funcionários com deficiência visual, uma assistente surda-muda e um trabalhador com deficiência intelectual estavam entre os 268 funcionários dispensados pelo ISS no distrito do Porto.

Dias depois, num debate sobre o tema na Assembleia da República, promovido pelo Partido Socialista, o secretário de Estado da Segurança Social assegurava que os trabalhadores com deficiência do ISS que fossem integrados no sistema de requalificação não seriam "vítimas do que quer que seja".

Segundo Agostinho Branquinho, nessa situação estariam 67 pessoas e o ISS iria ter a "sensibilidade necessária" para lidar com o assunto.

Os números eram, contudo, diferentes dos apresentados na altura pela deputada socialista Sónia Fertuzinhos, segundo a qual haveria 353 pessoas com deficiência notificadas no âmbito deste processo.
 
 

publicado por MJA 
[31.Dez.2014]
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Novo regime de crédito à habitação para
deficientes entra em vigor a 1 de Janeiro

Público

ROSA SOARES

29/12/2014

 

Pessoas que adquiriram deficiência podem pedir transferência de empréstimos do regime geral para o especial. Novo regime de crédito bonificado não permite a venda do imóvel no prazo de cinco anos.


O Banco de Portugal (BdP) publicou esta segunda-feira no seu site, as novas regras aplicáveis aos empréstimos bonificados à habitação para pessoas com deficiência, aprovadas em Agosto, e que entram em vigor a 1 de Janeiro.

A Lei n.º 64/2014, de 26 de Agosto, cria um regime autónomo para a concessão de crédito à habitação a pessoas com deficiência e prevê a aplicação de uma taxa de juro bonificada, desde que estejam preenchidas as condições de acesso.

“O novo diploma não estabelece a obrigação de as instituições de crédito concederem este tipo de crédito, mas prevê o direito do cliente à conversão do seu empréstimo para o novo regime nos casos em que a aquisição do grau de incapacidade igual ou superior a 60% é posterior à celebração do contrato de crédito à habitação”, destaca o BdP na informação, que também está disponível no Portal do Cliente Bancário.

A transferência de um crédito do regime geral para o crédito a deficientes pode ser feito por requerimento do cliente e sempre que este preencha as demais condições previstas na lei.

Aos deficientes das forças armadas continuam a aplicar-se as condições definidas para os trabalhadores das instituições de crédito, previstas no regime constante do Decreto-Lei n.º 230/80, de 16 de Julho. Podem aceder a este regime de crédito as pessoas singulares com mais de 18 anos e um grau de incapacidade igual ou superior a 60% e que pretendam contratar um empréstimo para habitação própria permanente.

Também podem aceder a este regime de crédito as pessoas singulares que tenham adquirido um grau de incapacidade igual ou superior a 60% em momento posterior ao da contratação de um empréstimo para habitação própria permanente.

O regime abrange empréstimos destinados a aquisição, ampliação, construção e realização de obras de conservação ou beneficiação de habitação própria permanente (incluindo a aquisição de garagem individual ou de lugar de parqueamento em garagem colectiva);

Incluem ainda a aquisição de terreno e construção de imóvel destinado a habitação própria permanente (incluindo a construção de garagem individual) e a realização de obras de conservação ordinária, extraordinária ou de beneficiação em partes comuns dos edifícios destinadas ao cumprimento das normas técnicas, exigidas por lei, para melhoria da acessibilidade aos edifícios habitacionais, por parte de proprietários de fracções autónomas, que constituam a sua habitação própria permanente, e cuja responsabilidade seja dos condóminos.

O acesso ao novo regime está ainda dependente do cumprimento de vários requisitos, como a do montante do empréstimo não poder, em 2015, ser superior a 190.000 euros (este valor é actualizado anualmente de acordo com o índice de preços no consumidor);

O prazo máximo do empréstimo também não pode ser superior a 50 anos e o montante do empréstimo não pode ultrapassar 90% do valor de avaliação da habitação pela instituição de crédito, ou do custo das obras de conservação ordinária, extraordinária ou de beneficiação. Entre outras limitações está a impossibilidade de venda do imóvel durante um período mínimo de cinco anos.

Um das novidades do novo regime é a da contratação de seguro de vida por parte do mutuário deixar de ser legalmente obrigatória.

Os empréstimos abrangidos pela nova lei beneficiam de uma bonificação na taxa de juro igual à diferença entre a taxa de referência definida pela Portaria n.º 502/2003, de 26 de Junho (TRCB) e 65% da taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE). Se a taxa de juro contratada for inferior à TRCB, a bonificação é calculada tendo em conta a diferença entre essa taxa de juro contratada e 65% da taxa de referência do BCE.

 

publicado por MJA 
[31.Dez.2014]
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Uma em cada duas mulheres com deficiência
é vítima de violência de género


SIC noticias

 

Uma em cada duas mulheres com deficiência é vítima de violência de género, incluindo abusos sexuais, revela um estudo do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH). Os investigadores defendem que a educação sexual é "absolutamente necessária", opinião partilhada por quem tem deficiência.

Os dados fazem parte do relatório "Monitorização dos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência em Portugal", do ODDH, que teve por base 60 entrevistas a pessoas com deficiência, com idades entre os 12 e os 70 anos. Uma das autoras do relatório adiantou à Lusa que foram entrevistadas 31 mulheres e raparigas com deficiência, com idades a partir dos 12 anos.

"Recolhemos 16 casos de incidência de violência entre estas 31 mulheres, o que nos parece realmente muito elevado e denota de facto um fenómeno de violência de género a ocorrer também na população com deficiência", apontou Paula Campos Pinto.

Segundo a investigadora, em causa estão casos de violência física, psicológica e abusos sexuais, assim como "tudo o que possa causar danos e sofrimento" à vítima.

O estudo não discriminou números em relação a cada tipo de violência, mas Paula Campos Pinto adiantou que, no decorrer da investigação, encontraram várias situações de abuso sexual ocorridas no seio da família, quer com parceiros, "quer mesmo entre irmãos".

"O facto de as mulheres e raparigas com deficiência terem menos acesso à escolaridade, à formação, o facto de terem menos acesso aos apoios sociais existentes, tudo isto causa maior vulnerabilidade nas mulheres, deixando-as mais desprotegidas a estes atos de violência", explicou a investigadora.

Uma vulnerabilidade ainda maior quando em causa estão mulheres com deficiência intelectual, já que são quem tem mais dificuldade em reconhecer atos de violência e "distinguir entre o que é, em termos sexuais, um ato que é consentido e outro que é abusivo".

Por outro lado, apontou, são mais vulneráveis "também pela dificuldade que às vezes têm de aceder a apoios, à justiça, serem ouvidas e serem acreditadas nos seus testemunhos, nas suas reclamações".

A investigadora não tem dúvidas de que a amostra do estudo reflete uma realidade maior, já que se trata de um fenómeno pouco conhecido, defendendo que "há um problema grave" e que é "absolutamente imprescindível" que as pessoas com deficiência tenham acesso a uma educação sexual.

A opinião é partilhada por Jacinto Nunes, utente da Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades (CERCI) de Oeiras, para quem as pessoas com deficiência devem ter acesso a uma educação sexual inclusiva.

Em conversa com a Lusa, defendeu que "as pessoas deficientes têm direito a amar", mas que isso "é muito complicado", exigindo, por isso, que haja uma lei que permita às pessoas com deficiência casar ou ter filhos.

"O sexo não é igual para todos, porque as pessoas com deficiência são mais reservadas e têm mais dificuldades em fazer sexo. Gostava que as pessoas deficientes tivessem uma casa onde pudessem fazer sexo", defendeu Jacinto Nunes.

A sexualidade das pessoas com deficiência ainda é um assunto tabu, mas Paula Campos Pinto lembra que o preconceito e o estigma só agravam a situação de vulnerabilidade.

"A educação sexual parece-me absolutamente necessária, mas temos como sociedade evitado isso, porque o assunto ainda constitui tabu, mas é preciso ultrapassá-lo rapidamente", defendeu.

Lusa, 02.12.2014

publicado por MJA 
[10.Dez.2014]
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Pais não percebem cortes no apoio a crianças deficientes

Marta F. Reis

i online

5 Dez 2014

Este ano estimam-se menos 400 professores de ensino especial
e menos 40% crianças com apoios como terapia da fala ou fisioterapia


Está instalada a confusão no ensino especial. Pais e professores dão conta de critérios pouco transparentes por parte da tutela, que além de gerarem ansiedade nas famílias não permitem perceber por que motivos algumas crianças têm apoio e outras não. A isto junta-se escolas sem actividades extracurriculares adaptadas, que leva as famílias a terem de ir buscar os filhos mais cedo.

David Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, admite que a desvantagem destas crianças tem vindo a agravar-se. O docente estima que este ano tenham sido colocados menos 400 professores nesta área, quando nada sugere que o número de crianças com necessidades especiais tenha diminuído "Temos casos de professores que ficaram responsáveis por 25 crianças", denuncia.

A Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, que representa instituições com contrato com o Estado para fornecer apoios como terapia da fala ou ocupacional a escolas sem técnicos, já apontou para uma redução de 40% nas crianças apoiadas através dos chamados Centros de Recursos para a Inclusão. Este ano, a tutela passou a indicar nominalmente que crianças devem receber apoios, o que excluiu alguns alunos. Queixas de pais terão motivado a alteração, mas não houve explicação às famílias que perderam os apoios, diz Judite Paulo, da associação Pais em Rede.

TERRA DE NINGUÉM

Desde 2008 que o ensino especial tem nova legislação. Pressupõe o acompanhamento individualizado dos alunos, que no 1.º ciclo têm direito à escola "a tempo inteiro", ou seja, horário até às 17h30, 30% ocupado com actividades de enriquecimento curricular (AEC) como modalidades desportivas ou artísticas. Nas aulas, podem estar em turmas normais ou em unidades multideficiência (turmas especiais), devendo em ambos os casos ter acompanhamento de professores de Educação Especial. Neste período, os técnicos da escola ou dos CRI fazem a sua intervenção, garantindo as horas de terapias.

Se aqui a cobertura das crianças nunca foi ao encontro das perspectivas dos educadores nesta área, que defendem a intervenção precoce, Rodrigues salienta que nas AEC o cenário tem vindo a deteriorar-se. São contratadas pelas autarquias e associações de pais e, em algumas escolas, não aceitam crianças com deficiência pois os técnicos não têm formação para tal. "Pedagogicamente são um pouco terra de ninguém, porque não é a direcção da escola que contrata ou supervisiona", explica. E se há escolas com este problema, outras nem AEC oferecem. É o caso da sua filha, de 10 anos: quatro dias por semana sai às 13h30. Está num ATL mas nas famílias com crianças com necessidades especiais, isso nem sempre é possível: "Muitos ATL, pelo simples facto de serem no segundo andar sem elevador, não admitem crianças de cadeira de rodas", explica.

No ano lectivo 2013/2014 a tutela contabilizou 65 mil alunos com necessidades especiais na escola pública. Foram apoiadas por 5300 professores, 1362 técnicos contratados e 1769 técnicos de CRI. Este ano ainda não há dados. O i procurou um esclarecimento por parte da tutela, sem resposta até ao fecho da edição.

 

publicado por MJA 
[6.Dez.2014]
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Associações dizem que direitos das pessoas
com deficiência estão em regressão

Jornal de Notícias


03.12.2014

 

Várias associações denunciaram, esta quarta-feira, que os direitos das pessoas com deficiência estão num momento de regressão acelerada, alertando para o nível de desemprego, os cortes nas prestações sociais e o ataque aos direitos humanos destas pessoas.

Numa conferência de imprensa conjunta, no dia em que se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal (ACAPO) e Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) juntaram-se para denunciar o que consideram que de mal se passa.

Na opinião do presidente da CNOD o momento é de retrocesso no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência, apontando a responsabilidade à austeridade.

"Estamos perante uma Orçamento do Estado que, na sua generalidade, contem bastantes cortes que vão com certeza contribuir não para retomar os direitos das pessoas com deficiência, mas para os agravar ainda mais", apontou José Reis, que garantiu que haverá, da parte das associações, "firme oposição".

Deu também como exemplo o que se tem passado ao nível da educação, com o "atribulado início de ano letivo", da saúde, com as burocracias várias para conseguir isenção nas taxas moderadoras ou do emprego, lembrando a cerca de uma centena de trabalhadores com deficiência que a Segurança Social se prepara para mandar para a requalificação.

A presidente da ACAPO aproveitou para mostrar "efetiva tristeza por o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência ter passado tão à margem dos órgãos de comunicação social".

Ana Sofia Antunes alertou que as medidas de impacto orçamental estão a ser bastante mais gravosas para as pessoas com deficiência, dando como exemplo a taxa de desemprego entre quem tem deficiência visual que, segundo a dirigente, atinge os 40%.

"Aquilo que sentimos é que um país que não respeita os seus deficientes e as suas necessidades, é um país que não se respeita a sai próprio", defendeu a presidente da ACAPO.

Lembrou que Portugal é ainda "um dos poucos países da União Europeia" que ainda não prevê medidas compensatórias para a área da deficiência, além de não haver uma aposta séria em matéria de acessibilidade, lembrando que a legislação atual não obriga a cumprimento de normas por parte de edifícios com mais de 30 anos.

Já a presidente da APD lembrou que apesar de esta quarta-feira ser o dia das pessoas com deficiência, "elas não vivem apenas por um ou alguns dias" e "sobrevivem todos os dias num país que continua a não cumprir os seus direitos".

Em matéria laboral, Ana Sesudo apontou que, apesar de existir uma quota para a contratação no setor público, os contratos estão fechados, ao mesmo tempo que continuam a não existir incentivos para a contratação no setor privado.

"Neste dia continuamos sem grandes motivos para celebrar, o que continuamos a ter é a esperança que os alertas e as denuncias ajudem a promover a consciência de que os benefícios da inclusão das pessoas com deficiência são maiores do que a despesa que o Governo tanto se preocupa em diminuir", sublinhou a responsável.

Acrescentou que se o caminho continuar a ser o dos cortes, o futuro será o de gerações de pessoas com deficiência em situações de dependência, quando poderiam ser uteis à construção da sociedade e ao desenvolvimento sustentável do país.

 

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[6.Dez.2014]
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Equipa de oftalmologistas de Coimbra
realizou mais de 400 cirurgias na Amazónia

SIC noticias

3 Dezembro


Uma equipa de três oftalmologistas e uma enfermeira do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra integrou uma missão na Amazónia, onde foram realizadas mais de 400 cirurgias em seis dias, referiu Joaquim Murta, um dos médicos.

A missão humanitária, subsidiada pela Fundação Champalimaud, contou com uma equipa de Coimbra, uma de Hyderabad, na Índia, e outra de São Paulo, no Brasil, tendo percorrido diversas localidades de difícil acesso na região de Baixo Amazonas (norte do Brasil), onde realizaram entre "400 a 500" cirurgias oftalmológicas, disse à agência Lusa o diretor da Faculdade de Medicina e participante na iniciativa, Joaquim Murta.

Para além de cirurgias às cataratas e "pterigium" (crescimento anómalo de tecido sobre a córnea), a equipa disponibilizou "óculos gratuitos" às populações, referiu.

"Andámos em diferentes localidades, no meio da selva amazónica", indo sempre, através de barco, a zonas onde as pessoas não recebiam "nenhuns cuidados oftalmológicos".

Nos locais onde operou, "a principal doença é o abandono", tendo encontrado pessoas que "já estavam cegas há dez anos", devido ao não tratamento das suas doenças, disse à agência Lusa o médico de Coimbra.

O bloco de operações era montado de madrugada, "com todo o material necessário", com os doentes já preparados uma semana antes por uma equipa brasileira, contou.

Segundo Joaquim Murta, "a grande maioria das cirurgias correu muito bem", estando agora a equipa a aguardar dados dos pacientes, que estão a ser acompanhados no terreno.

"Foi uma experiência muito enriquecedora", frisou Joaquim Murta.

A equipa percorreu os rios Solimões e Amazonas e esteve em localidades como Urucará, Parintins, Barreirinha e Maués, no norte do Brasil. Para além de Joaquim Murta, a equipa do CHUC contava com os médicos João Póvoa e Filipe Rito e a enfermeira especialista em oftalmologia, Rosário Fernandes.
 

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[3.Dez.2014]
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REABILITAÇÃO FUNCIONAL DE CEGOS ADULTOS
NO CENTRO DE REABILITAÇÃO DA AREOSA


A Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos do Centro de Reabilitação da Areosa desenvolve competências individuais facilitadoras de autonomia pessoal e social, a pessoas com cegueira adquirida, de idade superior a 16 anos. O seu âmbito de actuação é toda a região norte de Portugal Continental.

Esta unidade conta com uma equipa muito experiente que acompanha, orienta, ensina e autonomiza quem os procura, nas seguintes áreas:
 

  • Atividades de Vida Diária
  • Mobilidade
  • Braille
  • Trabalhos Manuais
  • Informática
  • Apoio Técnico: Psicologia |Serviço Social |Natação


       CONTACTOS:
    Centro de Reabilitação da Areosa
    Unidade de Reabilitação Funcional de Cegos Adultos
    Rua D. Afonso Henriques, 549
    4435-005 Rio Tinto
    Telefones: 229772150/1/2/3/4
    Fax: 229772159
    e-mail:
    cr.areosa@net.vodafone.pt
    web: https://reabilitacaodecegos.wordpress.com/
     

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[3.Dez.2014]
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800 oftalmologistas debatem em congresso
doenças oculares e novos tratamentos

RCM Pharma

25/11/2014

800 oftalmologistas portugueses vão reunir-se no Hotel Tivoli Marina Vilamoura, de 4 a 6 de Dezembro, no 57º Congresso Português de Oftalmologia, para conhecer as últimas novidades terapêuticas da área, no ano em que a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia assinala 75 anos de existência. Nesta edição do congresso irão participar 16 convidados internacionais e estará em destaque a forte cooperação e intercâmbio de conhecimentos que é feita com os especialistas brasileiros.

Entre as várias áreas da oftalmologia, vão ser discutidos temas importantes como as doenças da retina, uma das principais causas de cegueira evitável em Portugal, e as cirurgias refractivas, utilizadas para corrigir a miopia, hipermetropia e astigmatismo. Todos os anos são realizadas no nosso país 15 mil cirurgias refractivas: 2500 correspondem a implantações de lentes intra-oculares e 12500 a cirurgias com laser.

As doenças da retina que mais afectam os portugueses são a degenerescência macular relacionada com a idade (DMI) e a retinopatia diabética. A DMI é principal causa de baixa visão nos países desenvolvidos. Trata-se de uma doença crónica e progressiva da zona central da mácula, onde a visão é mais importante, atinge cerca de 350 mil portugueses, um número que tende a aumentar à medida que a população portuguesa fica mais envelhecida. Já a retinopatia diabética é, actualmente, a maior causa de cegueira nos adultos entre os 20 e os 70 anos de idade. A prevalência desta complicação aumenta com a duração da doença e afecta mais de 60% dos doentes com diabetes do tipo 2 com mais de 20 anos de evolução de doença. Em Portugal, calcula-se que existam cerca de 30 mil indivíduos com baixa visão por retinopatia diabética.

Paulo Torres, presidente da SPO, explica que “este nosso 57º Congresso Nacional será um espaço de partilha de conhecimentos entre especialistas nacionais e internacionais, que aqui poderão ter contacto com os mais recentes avanços científicos e tecnológicos no tratamento das patologias oftalmológicas”. E, a propósito do 75º aniversário da SPO, o especialista lembra que “a oftalmologia portuguesa acompanha a evolução científica e tecnológica que acontece no mundo. Temos no país as melhores técnicas de diagnóstico, tratamento e de seguimento de todas as doenças oculares. Os nossos oftalmologistas e os nossos hospitais estão ao nível dos melhores do mundo. E a SPO tem contribuído para este panorama de excelência através da promoção da divulgação da ciência médica, do ensino médico e desenvolvimento profissional continuado e da cooperação com os Países Africanos de Língua Portuguesa”.

O 57º Congresso Português de Oftalmologia contará com 450 apresentações em forma de comunicações livres, posters e vídeos, 19 simpósios, cursos e workshops, 9 conferências magistrais, 6 mini-conferências e apresentação da monografia "Neuroftalmologia baseada na evidência".

Fonte: comunicado de imprensa

publicado por MJA 
[25.Nov.2014]
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Portugal lidera investigação europeia em oftalmologia

RCM Pharma

18 Novembro

 

A Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), sedeada em Coimbra, está a coordenar 11 ensaios clínicos em mais de 19 países da Europa, colocando Portugal numa posição de liderança na investigação europeia em doenças oftalmológicas. A AIBILI é a instituição coordenadora da Rede Europeia de Investigação Clínica – EVICR.net que inclui 91 membros de 19 países europeus e que tem uma infraestrutura para gestão de ensaios clínicos multicêntricos em oftalmologia.

Além dos ensaios clínicos integrados na Rede Europeia de Investigação Clínica – EVICR.net, a AIBILI é também responsável por 32 ensaios clínicos em Portugal, em áreas como a degenerescência macular relacionada com a idade, doenças raras, glaucoma e retinopatia diabética. Num total, mais de 1.478 doentes e 9 investigadores principais estão envolvidos em ensaios clínicos em curso neste centro de investigação.

“As actividades que desenvolvemos na AIBILI contribuem de forma positiva para melhorar a visão das pessoas no mundo inteiro e é pelo reconhecimento do nosso trabalho que somos hoje o Centro de Referência em Investigação Clínica em Oftalmologia, tanto em Portugal como na Europa”, refere José Cunha-Vaz, presidente do conselho de administração da AIBILI.

No próximo dia 19 de Novembro, entre as 9h30 e as 13h, a AIBILI vai assinalar os seus 25 anos de existência, no auditório central da Universidade de Coimbra, Polo III – Ciências da Saúde.

Ao longo dos últimos 25 anos de actividade, a AIBILI realizou 187 ensaios clínicos, participou em 61 projectos relacionados com desenvolvimento de novas tecnologias e imagem médica, e lançou, a nível internacional, o primeiro produto - Retmarker® - um software que permite analisar automaticamente exames fotográficos do fundo do olho, identificando alterações nos números de microaneurismas e assim identificando os olhos com doença activa e em risco de desenvolver edema macular.

A actividade da AIBILI e a investigação nela desenvolvida tem sido também reconhecida através de prémios nacionais e internacionais atribuídos ao Sr. Prof. Doutor José Cunha-Vaz, Presidente da AIBILI, sendo os mais recentes a Medalha de Mérito da Ordem dos Médicos (2012), a medalha Gian Battista Bietti atribuída pela Sociedade Italiana de Oftalmologia (2012), Prémio Bial de Medicina Clínica (2012), a Weisenfeld Award atribuído pela Association for Research in Vision and Ophthalmology dos EUA (2014), Prémio Albert C. Muse (2014) e o Prémio Nacional de Saúde (2014).

Fonte: comunicado de imprensa

publicado por MJA 
[25.Nov.2014]
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Droga contra HIV trata Degeneração macular

France Presse

22/11/2014
 

A Degeneração macular é uma das principais causas de cegueira no idoso. Estudo em camundongos também revelou ação anti-inflamatória de droga.

Uma pesquisa feita com cobaias demonstrou que uma categoria de antirretrovirais muito usada contra o HIV, vírus causador da Aids, também é eficaz contra a degeneração macular, uma das principais causas de cegueira no idoso.

Examinando a estavudina, assim como outros antirretrovirais da mesma classe usados contra o HIV, Benjamin Fowler, pesquisador da Universidade de Kentucky e um dos principais autores do estudo, descobriu que estes remédios neutralizavam um grupo de proteínas, denominado inflamassoma NLRP3.

Estudos anteriores mostraram que estas proteínas são responsáveis por inflamações que podem destruir as células da retina e contribuir para a degeneração macular.

Os autores deste novo estudo, publicado na revista "Science", descobriram também nos camundongos que estes antirretrovirais podiam impedir algumas inflamações do fígado e doenças causadas pela rejeição aos órgãos transplantados.

Estes pesquisadores consideram também que as virtudes anti-inflamatórias destes medicamentos contribuíram para seus efeitos terapêuticos contra o HIV.

A degeneração macular associada à idade é uma doença da retina que surge a partir dos 50 anos e evolui progressivamente, provocando perda da visão central.
 

publicado por MJA 
[24.Nov.2014]
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ACAPO reúne com Eurodeputados em Bruxelas

ACAPO

12 Novembro 2014


Durante o evento «High Speed Blind», a ACAPO tem reunido com deputados portugueses no Parlamento Europeu.

Nestas reuniões, Ana Sofia Antunes, Presidente da Direção Nacional da ACAPO, tem abordado temas como a ratificação do Tratado de Marraquexe pela União Europeia e Portugal, uma nova diretiva da acessibilidade que abranja as questões do design universal no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias e a emissão de um “acessibility act”.

Mais informações em: http://www.euroblind.org/
 

publicado por MJA 
[18.Nov.2014]
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Estudo: «acesso negado» a
trinta milhões de deficientes visuais

tvi24

Por: Redação / ISM

É necessário eliminar barreiras, através de legislação e implementação de normas e tecnologias existentes

Trinta milhões de deficientes visuais europeus continuam a enfrentar «barreiras injustas» no acesso a atividades básicas e serviços, revela um estudo da União Europeia de Cegos, que apela às instituições europeias para «pôr fim à discriminação» contra estas pessoas.

Estas barreiras podem ser encontradas em caixas de multibanco, máquinas de bilhetes, «websites», aplicações, televisores e outros bens de consumo, como micro-ondas ou máquinas de lavar roupa, especifica o relatório com o título «Acesso negado», hoje divulgado na ação de sensibilização «Encontro às escuras», que decorre até quarta-feira, no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Segundo o relatório, 30 milhões de europeus com deficiência visual continuam «a enfrentar barreiras injustas e desnecessárias no acesso a atividades básicas, serviços e informações, nomeadamente, ‘online’».

«Mesmo as instituições da União Europeia regularmente falham na disponibilização de informação acessível a pessoas com deficiência visual», observa o documento.

Os «websites» da Comissão Europeia e do Conselho Europeu foram analisados no estudo e classificados, respetivamente, como «muito aquém» e «extremamente inacessível».

Perante os resultados deste estudo, a União Europeia de Cegos pediu hoje às instituições europeias que desenvolvam uma «ação urgente a nível legislativo, para pôr fim à discriminação contra as pessoas com deficiência visual e colocar as suas casas em ordem».

«É tempo de a União Europeia acabar com esta discriminação e pôr a sua casa em ordem», defendeu o presidente da União Europeia de Cegos, Wolfgang Angerman, num comunicado divulgado esta terça-feira.

Na ação de sensibilização «encontro às escuras», apoiada pela eurodeputada Catherine Stihler, em parceria com a eurodeputada Rosa Estaras, são promovidas atividades que visam demonstrar aos deputados os obstáculos que os deficientes visuais enfrentam no dia-a-dia.

Esta iniciativa, organizada pelos membros da União Europeia de Cegos, entre os quais a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, pretende também demonstrar o papel da União Europeia na eliminação destas barreiras, através de legislação e implementação de normas e tecnologias existentes.

A União Europeia de Cegos pede a todos os eurodeputados, «muitos dos quais já manifestaram o seu apoio», a defenderem «uma legislação forte o suficiente para acabar com a exclusão social das pessoas com deficiência visual».

Em janeiro de 2011, a Comissão prometeu uma «Lei Europeia da Acessibilidade» para remover barreiras no acesso a informações, usufruto de bens e serviços e a viajar, disse Wolfgang Angerman.

«Mas ainda estamos à espera. É tempo de a União Europeia deixar de ignorar as pessoas cegas», defendeu o responsável.
 

publicado por MJA 
[11.Nov.2014]
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Investigadores da Universidade de Coimbra criam
aplicação para guiar pessoas cegas através da voz

PÚBLICO

07/11/2014

vídeo de 3m:40 aqui: https://eden.dei.uc.pt/~jcecilio/videos/SmartGuia_Compressed.mp4
 


Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu uma aplicação para smartphones para guiar pessoas cegas no interior de edifícios. A aplicação que funciona com o sistema 'SmartGuia: Shopping Assistant for Blind People' guia por voz o utilizador.

O guia, que foi criado em colaboração com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), pretende “orientar o cego até ao seu objectivo, respondendo a perguntas e facultando informação clara sobre lugares, produtos e serviços que se encontram no edifício”, explica o coordenador do projecto, José Cecílio, numa nota da FCTUC.

“A aplicação é accionada pelo utilizador e, a partir daí, actualiza constantemente a informação: estabelece percursos e indica distâncias, descreve o ambiente envolvente [por exemplo, a que distância está do elevador ou de escadas], identifica pontos de interesse”, explica o coordenador.

Segundo os investigadores, o utilizador pode dizer para o smartphone o que pretende fazer, ir às compras ou comer. O sistema reconhece as palavras que foram ditas e questiona depois o utilizador sobre preferências mais concretas, como o restaurante que pretende. Feita a escolha, o sistema guia a pessoa cega por voz, através de mudanças de trajectória, até ao sítio desejado. O sistema funciona por bluetooth e wi-fi.

Os investigadores pretendem que a utilização do guia inteligente, que foi recentemente premiado pelo Instituto Fraunhofer Portugal, seja alargada a qualquer pessoa. O objectivo é que “ao entrar no centro comercial, o cliente possa saber quais as lojas que estão com promoções nesse dia, em que produtos e qual a percentagem de desconto”, indica José Cecílio. Segundo o investigador, o primeiro projecto-piloto vai decorrer em breve num centro comercial de Coimbra.

 

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[7.Nov.2014]
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Desemprego afeta mais quem tem deficiência

TVI24 / PP

19 de Outubro 2014
 

A presidente da Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal alertou hoje que os problemas que normalmente afetam a sociedade têm especial incidência em quem tem uma deficiência, lembrando que perto de 45% das pessoas invisuais estão desempregadas.

O alerta surge por ocasião dos 25 anos da Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal (ACAPO), que se assinalam a 20 de outubro, com a presidente da associação a aproveitar para chamar a atenção para as questões que mais afetam quem tem deficiência visual.

Na opinião de Ana Sofia Antunes, qualquer problema que normalmente afete a sociedade tem sempre uma particular incidência nas pessoas com deficiência visual.

«Falamos, claro, das carências ao nível do emprego, das lacunas ao nível do apoio educacional, seja ele na escolaridade regular como depois na escolaridade superior, as questões de acessibilidade na via pública e aos meios de informação», destacou a dirigente.

Apontou um estudo feito recentemente pela ACAPO junto dos seus associados e utentes, que revelou que a taxa de desemprego entre estas pessoas atingirá os 45%, quando está nos 14% no total da população.

Para a presidente da ACAPO, estes «são números muito significativos», que mostram como esta população sente de uma forma «muito mais intensa» as dificuldades gerais.

Apontou, por outro lado, que um dos problemas que neste momento merece a dedicação da associação tem que ver com os custos acrescidos que advêm da deficiência e que, na opinião de Ana Sofia Antunes, não têm sido devidamente contemplados, nomeadamente ao nível dos transportes.

«Não nos podemos esquecer que as pessoas com deficiência visual não dispõem de transporte próprio, deslocam-se permanentemente em transporte público e, onde ele não existe, contratando transporte privado», alertou.

Acrescentou que as pessoas com deficiência visual têm uma série de necessidades ao nível desses apoios, mas «não recebem qualquer tipo de apoio por parte do Estado».

«Tendo nós uma população tão ampla, vivendo de pensões e de subsídios, [devemos] efetivamente pugnar por uma maior justiça desses valores, que são em muitas situações absolutamente precários e não permitem às pessoas terem níveis de vida com o mínimo de dignidade», denunciou.
 

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[1.Nov.2014]
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Cegos no paraíso

Diogo Vaz Pinto

i online, 24 Out 2014
 

Em São Tomé e Príncipe não há oftalmologistas. Equipa portuguesa faz 6 mil quilómetros quatro vezes por ano para recuperar a visão de "muitas pessoas desnecessariamente cegas"

Segunda de manhã, oito quando a equipa deixa o hotel. Num tirinho põe-se no hospital. É difícil engarrafar a marginal, e as distâncias na capital dificilmente aborrecem. Está bom tempo e por estes dias se chove é só para o sol receber aplausos ao entrar e sair de cena. O protagonista é sempre ele. Chegamos ao recinto numa carrinha identificada com a Cooperação Portuguesa, Projecto Saúde para Todos: Especialidades. Velhos pavilhões com uma boa folga entre eles. Dividem-se assim as diferentes especialidades do único hospital da ilha.

A equipa separa-se. Dois médicos ficam com as consultas, os restantes seguem para o bloco operatório. É a típica sala de exames aos olhos. Um quadro para as letras em diferentes escalas a um canto com uma cadeira a enfrentá-lo no lado oposto, depois há mais cadeiras e os comuns aparelhos de optometria. Num entra e sai constante, em pouco mais de uma hora os dois médicos, assistidos por um funcionário hospitalar, atendem sete ou oito pacientes. Têm uma pilha com as fichas e vão chamando os nomes.

Estavam com o senhor Cader Viana, de 80 anos, quando entrámos, depois atenderam miúdos entre os cinco e os doze anos, outro homem de 69, uma mulher de 30, e isto duas, às vezes três consultas em simultâneo. Alguns recém-operados, a cicatrizar, numa recuperação à base de pomadas, gotas. Nos mais velhos o problema é o glaucoma, depois há as cataratas, com muitas crianças com deficiências congénitas. Há um caso que incomoda o Dr. António Melo. Uma jovem traz o filho de 12 anos com estrabismo congénito: não vê muito do direito e já não vê nada do esquerdo. Diz ela que o pai disse que o problema apareceu há uns anos mas depois desapareceu. O médico não lhe dá hipótese; que as coisas não se passam assim, e o pior, se consultado mais cedo, antes dos 10, ainda se podia fazer alguma coisa. Agora está condenado a viver com uma cegueira que progredirá até a luz não ter mais formas.

Olhar é dos poucos luxos de que os são--tomenses vão gozando diariamente. Abrem os olhos e são tranquilamente inundados por uma visão encantadora, um ponto de vista reservado àquela "suave, doce, lânguida ilha/aberta como flor na distância do mar". Assim o poeta Ruy Cinatti começou as suas "Lembranças para S. Tomé e Príncipe", de 1972.

Volvidos mais de 40 anos, o arquipélago mantém a graça que "prolonga um pouco a virginal beleza", atrás das arruinadas marcas do colonialismo que nunca foi suplantado por uma nova dinâmica económica e empresarial.

Porque "todas as pessoas têm o direito a ver", num dos países mais pobres do mundo há apenas um médico para cada 2 mil habitantes, nenhum oftalmologista, e é um projecto português que vem há cinco anos tentando cobrir esta lacuna e retirar do escuro as "muitas pessoas desnecessariamente cegas".

Luís Dias Pereira, capitão da equipa de oftalmologia que, quatro vezes por ano, sai de Portugal com destino à ex-colónia e retoma, durante 15 dias, a missão de aligeirar as dificuldades de uma população que não tem nos dois hospitais do arquipélago - este e um outro no Príncipe - um único doutor que lhes trate os problemas dos olhos.

Em entrevista na noite de sábado, o médico contava como nas consultas desse mesmo dia tinha atendido um homem com graves limitações de mobilidade. Um indivíduo pesado e grande, que teve de ser carregado por outros três, não havendo uma cadeira de rodas para o trazer. Não se trata, esclarece, de alguém que se tornou obeso por embarcar em excessos alimentares, antes alguém que sofre de um problema de saúde que não chegou a ser descortinado - "talvez um problema neuromuscular". Certo é que o homem já não mexia as pernas. "Além disso, que já por si é limitativo, e de que maneira, está praticamente cego: não conta os dedos a 20 centímetros da cara." Uma cegueira que provavelmente é reversível, adianta o especialista. Infelizmente, explica, nesta missão já não será possível dar-lhe uma resposta porque o número de doentes listados preencheu já as vagas operatórias - havendo lugar a cerca de 100 intervenções em cada visita ao país. Fica agendado para a próxima. Terá de esperar quatro meses.

Dias Pereira diz que a frieza e a distância que lhe permitem fazer melhor o seu trabalho levam a que esqueça muitos dos casos que seguiu ao longo dos anos. Apesar da dificuldade ou da resistência a destacar esta ou aquela excepção que lhe tenham ficado na memória, refere uma criança de cinco anos que tratou em S. Tomé com um problema de cataratas e que tinha ainda uma "síndrome complicada, um défice intelectual, de desenvolvimento". Lembra que "havia uma tensão muito grande entre a menina e a mãe, que, apesar de mãe, muitas vezes perdia a paciência com a filha". A menina "não via, gritava, agitava-se, não era que tentasse agredir mas havia toda uma dificuldade de relacionamento muito séria. Tinha cataratas, e de facto pudemos operá-la. Mas após a operação, e mesmo nestas idades", explica, "readquirir a visão às vezes não se consegue totalmente, e sobretudo não é um processo imediato". Contudo, "só de operarmos as cataratas, o comportamento da miúda e da própria mãe modificou-se: a miúda passou a ser muita mais calma e a mãe deixou de ser rude ao tentar controlar aquela agitação da filha". O médico admite que este foi o caso no qual a distância profissional teve mais dificuldade em impor-se.

O i acompanhou os quatro médicos e duas enfermeiras numa das manhãs já no fim da última destas missões, a 15.a desde que o programa passou a abranger a área de oftalmologia, em 2010. De acordo com um relatório sobre as primeiras 13 missões, durante as mesmas foram realizadas "cerca de 7 mil consultas e 955 cirurgias", sendo as principais patologias abordadas a catarata, o glaucoma ("tanto a catarata como o glaucoma surgem-nos em fases muito avançadas"), a cegueira infantil, a prevenção de trauma e a retinopatia diabética.

A missão tem também um papel importante na formação e na capacitação dos serviços, e Dias Pereira adianta que as pessoas com que têm contactado se mostram "motivadas, com grande vontade de aprender. Embora não autonomamente, já conseguem dar alguns dos passos na actividade do bloco operatório ou das consultas sozinhas". Assim, não havendo oftalmologistas, "há outros técnicos que têm permitido uma curva de aprendizagem relevante". O médico acrescenta que "noutras especialidades, particularmente na pediatria, tem havido uma melhoria substancial no tratamento e acompanhamento dos doentes".

No consultório, o corrupio não abrandou. A uns 500 metros dali entrávamos no bloco operatório. Uma criança de seis meses de barriga para cima na mesa, já anestesiada. Um problema de cataratas congénita bilateral. Dias Pereira ainda nos conduz antes de vestir uma segunda farda e começar a operação. Explicava que é uma intervenção que vai ser feita nas mesmas condições em que seria realizada em Portugal, com os mesmos meios e cuidados. Somos dez na sala, um tanto atravancada pelo material. O equipamento vem de Portugal e, enquanto a equipa está fora, fica trancado num escritório do Instituto Marquês de Valle Flôr - parceiro do projecto.

A luz do Sol entra por um dos lados e é franqueada pelo vidro fosco, acalma, e então abre aquele espaço em tonalidades suaves de azul até aos joelhos, combinada com a pedra de mármore daí para baixo. Pereira Dias dirige apoiado por Cláudia Calhau, com a enfermeira Anabela Raposo - que coordena a missão com Dias Pereira - a cobrir todas as bases para que nada falhe. Além dos portugueses há um auxiliar médico cubano (no hospital ao abrigo de um protocolo entre os dois países) e três médicos são-tomenses a seguir a intervenção, mais um assistente hospitalar, também são-tomense, que leva e traz o que é preciso. Tudo na perfeição. Uma hora passa e chega o momento de tranquilizar a mãe.

Saizete Cruz tem 31 anos e mais quatro filhos. Dilan foi o primeiro a precisar de cuidados sérios. Dois meses depois de o ter dado à luz percebeu que os gestos que lhe faziam não tinham resposta. Na consulta a doutora explicou que havia um véu a impedi-lo de distinguir as formas. Depois restou esperar o regresso à ilha dos especialistas.

Operado a um glaucoma, no fim da consulta, o senhor Viana insistia com os médicos numa recompensa. Queria oferecer--lhes bananas que é tudo o que tem. Que não se preocupasse, dizia-lhe António Melo. E ele encolhendo os ombros sem perder o sorriso. Já pouco via antes da operação, agora tem uns comprimidos para tomar e a recomendação de comer as suas bananas maduras.

Nunca antes fora operado. Diz que está "muito feliz, muito agradecido". Pereira Dias admite que para o paciente é um "impacto grande: em 30 minutos resolvemos o problema. Depois, mais duas ou três semanas e a pessoa readquire uma visão ao nível da que tinha há dez anos". Mas na hora de falar dos sucessos do programa o médico não se congratula, apenas confessa o contentamento por fazer parte de algo que mostra que "não somos só futebol", acrescentando que é bom ver o empenhamento do Estado português no apoio à população dos antigos territórios ultramarinos.
 

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[29.Out.2014]
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Tratamento de degenerescência macular com células
estaminais embrionárias dá resultados positivos

SHARON BEGLEY (Reuters)

Público

22/10/2014


Muitos dos doentes viram a sua visão melhorar substancialmente após um transplante de células da retina derivadas de um embrião humano.

O mais longo ensaio clínico de sempre de uma terapia à base de células estaminais derivadas de embriões humanos conclui que as células embrionárias transplantadas não provocaram, nos doentes, nenhum dos problemas que os cientistas receavam – tais como a formação de tumores. Para mais, a terapia permitiu reverter a cegueira parcial causada pela chamada degenerescência macular em cerca de metade dos olhos doentes tratados, anunciaram os responsáveis pelo estudo na revista médica The Lancet.

Estas conclusões poderão relançar a ideia de utilizar células estaminais no tratamento de doenças – ou seja, células capazes de dar origem a qualquer um dos 200 tipos de células humanas.

Num comentário que acompanha a publicação dos resultados, Anthony Atala, médico do Instituto Forest de Medicina Regenerativa (EUA), diz que o trabalho constitui um “avanço fundamental”.

O potencial terapêutico das células estaminais embrionárias começou por gerar muito entusiasmo entre os cientistas e a opinião pública. Mas entretanto, o debate ético em torno da destruição de embriões humanos (condição sine qua non para obter estas células) – e, em 2011, a interrupção pela empresa norte-americana Geron de um ensaio clínico destinado a tratar lesões graves da espinal medula – fizeram diminuir o interesse comercial em desenvolver este tipo de terapias.

O objectivo principal do presente ensaio clínico era avaliar a segurança das células transplantadas. Estas células, que formam o chamado epitélio pigmentar da retina, tinham sido criadas a partir de células estaminais colhidas num embrião humano, uns dias após a sua geração numa clínica que trata a infertilidade. A seguir, as células estaminais foram induzidas a diferenciar-se em células especializadas do epitélio pigmentar da retina.

O estudo “fornece a primeira prova concreta, em humanos afectados por uma doença, da segurança a longo prazo e da potencial actividade biológica” dos transplantes de células derivadas de embriões, diz Robert Lanza, co-autor do trabalho e máximo responsável científico da empresa Advanced Cell Technology, que produziu as células e financiou o estudo.

Nove pessoas com a doença de Stargardt (que provoca degenerescência macular na infância) e nove com degenerescência macular relacionada com a idade na sua forma “seca” (uma das principais causas de cegueira nos adultos) receberam implantes de células da retina num dos dois olhos. O outro olho serviu de ponto de referência.

Quatro dos olhos tratados desenvolveram uma cataracta e dois uma inflamação, provavelmente devido à idade dos doentes (mediana de 77 anos) ou ao uso de medicamentos supressores da imunidade habitualmente utilizados nos transplantes.

As células do epitélio pigmentar da retina, que ajudam a manter vivas e funcionais as células fotorreceptoras da retina (os cones e os bastonetes sensíveis à luz), sobreviveram nos 18 doentes, a maioria dos quais teve uma melhoria da visão.

Um ano mais tarde, nos doentes com degerenescência macular, o olho que tinha recebido o transplante celular conseguia ver em média 14 letras adicionais numa tabela oftalmológica convencional – enquanto a visão do olho não tratado tinha, em geral, baixado. Os resultados foram semelhantes nas pessoas com a doença de Stargardt.

Em termos da vida real, os doentes que antes não conseguiam ver objectos de altura inferior a quatro metros conseguem agora ver adultos de tamanho normal. E a deficiência visual de um agricultor de 75 anos que era cego do olho tratado (nível de deficiência visual 20/400) passou para apenas 20/40 – o suficiente para ele poder voltar a andar a cavalo, diz Lanza.

Outros doentes conseguiram utilizar computadores, ver as horas num relógio, ir sozinhos a um centro comercial ou deslocar-se a um aeroporto pela primeira vez em anos.

Embora considere estes resultados “encorajadores”, o especialista de células estaminais Dusko Ilic, do Kings College de Londres (que não participou no estudo), avisa que, mesmo que o ensaio clínico mais lato previsto ainda este ano também venha a ser um sucesso, “vai demorar anos até este tratamento ficar disponível”.

fonte: Público
 

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[23.Out.2014]
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Os membros desta Equipa de Dardos são cegos

DN Lisboa

20 outubro 2014
 


INGLATERRA: São quatro jogadores, todos com cegueira total, e vão agora participar no seu primeiro campeonato regional. Admitem, no entanto, que ainda causam alguns estragos.

O grupo de amigos reúne-se regularmente no bar local da sua pequena aldeia da Cornualha, na Inglaterra, e diz já acertar no alvo em duas de cada três tentativas.

Para se guiarem, os membros da equipa usam um fio preso ao centro do alvo. Quando vão jogar, seguram o fio com a mão livre, para saber a direção em que devem atirar, e lançam com a outra mão.

A equipa, que se chama os Otimistas, vai agora participar no seu primeiro campeonato regional.

Richard Pryor, um dos quatro membros dos Otimistas, explica ao Telegraph: "O senhorio [do bar] disse que o Rotary Club tinha organizado uma competição de dardos nos bares. Perguntou se queríamos formar uma equipa de dardos cega. Depois de três cervejas faço qualquer coisa, e dissemos que sim."

"Ainda ninguém se magoou," ri Pryor. "Mas já há alguns estragos na porta e à volta do alvo."
 

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[22.Out.2014]
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Cientistas identificam novo mecanismo
que pode provocar cegueira

16-10-2014

TV Ciência


Cientistas identificam proteína essencial no funcionamento e sobrevivência das células fotorrecetoras e que é essencial para evitar a cegueira. Com os novos resultados, os cientistas esperam avançar no tratamento de doenças degenerativas da visão.

Investigadores do Institut de Recherches Cliniques de Montréal (IRCM), afiliado da Universidade de Montreal, no Canadá, publicam na edição de 15 de outubro da revista científica The Journal of Neuroscience, um estudo em que descrevem um novo mecanismo essencial para evitar a cegueira.

Os investigadores revelam que identificaram uma proteína denominada Numb que desempenha um papel essencial nas células fotorrecetoras (essenciais para a visão) para evitar que estas degenerem e morram causando cegueira.

Para chegar a estes resultados, os cientistas estudaram um processo denominado de compartimentalização, que assegura a existência de vários compartimentos dentre de uma célula, onde em cada um existe um conjunto de proteínas.

Os «compartimentos dentro de uma célula são muito semelhantes a diferentes partes de um carro», explica Vasanth Ramamurthy, primeiro autor do estudo, citado em comunicado do IRCM. «Da mesma forma que a gasolina tem de estar no tanque de combustível para alimentar o motor do carro, as proteínas têm de estar num compartimento especifico para exercerem corretamente as suas funções».

No estudo agora publicado, os cientistas quiseram compreender como funciona a compartimentalização no caso das células fotorrecetoras na retina e identificaram «um novo mecanismo» através do qual «uma proteína denominada Numb funciona como um controlador de tráfego para direcionar as proteínas para os compartimentos adequados», explica Michel Cayouette, Diretor da Unidade de Investigação de Neurobiologia Celular, no IRCM.

«Demonstrámos que na ausência da Numb, os fotorrecetores são incapazes de enviar para o compartimento correto uma molécula essencial para a visão, o que leva a que as células degenerem progressivamente e acabem por morrer», adianta Vasanth Ramamurthy.

O cientista explica que estes resultados são «importantes porque a morte das células fotorrecetoras é conhecida por causar doenças degenerativas da retina em humanos e que levam à cegueira. Desta forma o nosso trabalho fornece uma nova peça do puzzle para ajudar a melhor compreender como e porque é que as células morrem».

Já Michel Cayouette está convencido que os «resultados poderão eventualmente ter um impacto substancial no desenvolvimento de tratamentos para as doenças degenerativas da retina, como a retinose pigmentar e a neuropatia ótica hereditária de Leber, ao fornecer novos alvos para medicamentos para prevenir a degeneração fotorrecetora».
 

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[17.Out.2014]
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Prémio Branco Rodrigues
distingue António Pinão Martins

15 de Outubro de 2014 | Por Lusa


O Prémio Branco Rodrigues correspondente ao triénio 2011/2013 distinguiu António José Pinão Martins pelo seu trabalho "Atividade Onírica e Estado de Cegueira", anunciou hoje a Biblioteca Nacional de Portugal.

O júri decidiu ainda atribuir uma Menção Honrosa ao trabalho "Da Magia das Palavras ao Culto da Semiologia", do mesmo autor.

O Prémio Branco Rodrigues, administrado pela Biblioteca Nacional, foi instituído em 1976 pela Comissão Pró-Cinquentenário da Morte de Branco Rodrigues, com o "intuito de estimular, entre os deficientes visuais, o interesse pela atividade científica e literária, distinguindo o autor do melhor trabalho publicado em cada triénio", explica a mesma fonte.

José Cândido Branco Rodrigues (1861-1926) foi "pioneiro em Portugal no estabelecimento de condições que tornassem possíveis a escolarização, a preparação profissional e intelectual dos deficientes visuais e a sua progressiva inclusão social". Em 1888 foi um dos fundadores da Associação Promotora do Ensino dos Cegos, no qual introduziu o ensino da escrita Braille.


fonte: Notícias ao minuto
 

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[16.Out.2014]
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Retrato da Cegueira

Amanhã dia 16 de outubro às 20:00H
no Jornal da Noite na SIC

 


O Jornal da Noite vai emitir uma 'Reportagem Especial' com o tema "Retrato da Cegueira", o mundo visto por quem não vê.

Rodrigo, Joana e Patrícia ficaram cegos. Caminham na escuridão.

Três pessoas, três histórias, um desafio – fotografar o que mais gostam. Rodrigo, médico em tempos, quis fotografar a natureza. Joana, que sonha ser bailarina, escolheu a dança. Patrícia decidiu fazer um retrato do pai.

São negativos de saudade e de esperança. Nem só os olhos vêem.

Ficha Técnica:
Reportagem: jornalista Ana Sofia Fonseca
Repórter de Imagem: Paulo Cepa
Edição de Imagem: Luís Gonçalves
Produção: Sónia Ricardo.
 

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[15.Out.2014]
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Transplante devolve a visão a pessoas cegas

DN Ciência

15 Outubro 2014
 

Das 18 pessoas que receberam um transplante de células estaminais na retina, a maioria teve melhorias na visão. Foram tratadas as duas causas mais comuns de cegueira incurável no mundo desenvolvido.

Um dos pacientes era criador de cavalos, com a visão muito deterioridada e completamente cego de um dos olhos. Depois do transplante e do tratamento que se lhe seguiu, esse paciente já pode montar a cavalo, e ver mesmo pormenores como os fios de arame farpado. Tem agora uma capacidade de visão de 50% do total, suficiente para poder conduzir, por exemplo.

O tratamento consiste num transplante de células estaminais embrionárias na retina. As células estaminais podem transformar-se em células de qualquer tecido do corpo, e neste caso tinham sido transformadas em epitélio pigmentário retinal, o tipo de células que faltavam aos pacientes para que os seus olhos pudessem absorver luz e criar imagens.

Dos 18 pacientes que foram tratados, dez tiveram melhorias substantivas, sete melhoraram moderadamente ou estabilizaram, e um sofreu perdas. O estudo, feito por um conjunto de universidades e cientistas americanos e publicado hoje no The Lancet, resulta de um acompanhamento de três anos aos pacientes que receberam o transplante. Dos pacientes, nove tinham degeneração macular e outros nove tinham doença de Stargardt.

Steven Schwartz, do Instituto Oftalmógico Jules Strein da Universidade da Califórnia e co-autor do estudo, afirma, citado pelo El País, que a principal mensagem do estudo é de esperança. Embora sejam ainda precisos muitos testes clínicos, Robert Lanza, chefe científico da Advanced Cell Technologies, arrisca dizer que, se tudo correr bem, "os transplantes poderão estar em uso a grande escala em 2020."
 

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[15.Out.2014]
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Teatro - Anne Sullivan e Helen Keller:
A Luta pela Inclusão Social

dias 16, 17, 18 e 19 de Outubro de 2014

pela Companhia Internacional de Teatro Arte Livre
 

 


Horários:
16 e 17 de outubro – 10h30, 14h30 e 21h00
18 outubro – 21h00
19 de outubro – 17h30 e 21h00.
Preço: 10 €
Local: Auditório Sra. Boa Nova (próximo da Estação da CP de S.João do Estoril), Rua Campo Santo, 441 Estoril.
Telefone para reservas: 214 678 610.
Espetáculo para maiores de 10 anos

Sinopse: A peça de teatro relata a história de Helen Keller e da sua precetora, Anne Sullivan. Uma relação de cumplicidade entre duas mulheres que procuram combater as dificuldades de integração das pessoas com deficiência na sociedade capitalista norte-americana.

Helen Keller perdeu a visão e a audição aos 19 meses de idade, e apenas aos 7 anos começa a ganhar autonomia, com a chegada da sua professora – também com deficiência visual. Assim, Helen Keller tornar-se-ia num dos maiores exemplos de superação, e a maior referência no Mundo, na luta pelos direitos das pessoas com deficiência. Jornalista, filósofa e ativista política, Helen Keller é, a par de Anne Sullivan, sinónimo da luta pela inclusão social, do combate ao isolamento e da proteção da dignidade humana.
 

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[15.Out.2014]
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Dia Mundial da Bengala Branca em Coimbra

Campeão das Províncias

14-10-2014
 

O Dia Mundial da Bengala Branca será assinalado amanhã (quarta-feira), entre as 09h45 e as 12h00, nos semáforos junto à Câmara Municipal de Coimbra e junto à estátua de Joaquim António de Aguiar, no largo da Portagem.

A acção consiste na distribuição de folhetos, pelos alunos da Escola Poeta Manuel da Silva Gaio, que pretendem lembrar os automobilistas para as consequências do estacionamento inadequado para os peões, principalmente para as pessoas com mobilidade reduzida.

“Ao estacionar lembre-se que todos somos peões” - é o alerta da ACAPO no Dia Mundial da Bengala Branca.

Os representantes da ACAPO serão recebidos, às 09h30, pelo vereador Jorge Alves (responsável pelas áreas da Educação, Acção Social e Família, Polícia Municipal e Companhia de Bombeiros Sapadores) junto à Câmara Municipal de Coimbra.
 

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[14.Out.2014]
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ACAPO comemora o Dia Mundial da Bengala Branca
com visita ao Pavilhão do Conhecimento

ACAPO

dia 15 de Outubro de 2014
11.00 h - 13.00 h
 


Para assinalar o Dia Mundial da Bengala Branca, a Delegação de Lisboa da Acapo vai realizar uma visita ao Pavilhão do Conhecimento, no dia 15 de outubro, pelas 11h00. No final, convidamos todos os participantes a fazerem um pic-nic na Expo, pelo que deverão levar um almoço ligeiro. O valor desta visita é 2,5€ e carece de inscrição, uma vez que só temos 15 vagas. Assim, os associados interessados devem fazer a inscrição junto da secretaria da Delegação, mencionando tipo de deficiência e n.º de telemóvel, e efetuar o pagamento até ao dia 10 de outubro.

No dia da visita os participantes devem estar às 9h30 junto ao Bar de Sta. Marta, sendo que a deslocação até ao local será feita em transportes públicos (despesa a cargo do participante).

 

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[14.Out.2014]
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Estudo desenvolvido em Coimbra é capa
de revista internacional de neuroimagem

As Beiras

posted by Agencia Lusa

13 Outubro
 


Uma investigação de imagem cerebral sobre a perceção visual desenvolvida em Coimbra é o principal tema de capa da edição de outubro da revista científica ‘Human Brain Mapping’, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

“Um estudo de imagem cerebral sobre a ambiguidade da perceção visual, desenvolvido por uma equipa de investigadores” da UC faz “a manchete da edição de outubro da ‘Human Brain Mapping’, a mais prestigiada revista internacional de neuroimagem” http://onlinelibrary.wiley.com/enhanced/doi/10.1002/hbm.22545/, afirma a instituição numa nota hoje divulgada.

O estudo da ambiguidade da perceção tem “implicações em doenças neuropsiquiátricas, como a esquizofrenia e o autismo, e originou estudos agora em curso” no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC, salienta a mesma nota.

“A combinação da originalidade do trabalho com a criatividade artística da exposição gráfica dos resultados fundamentou a escolha” da publicação para destacar a investigação desenvolvida por especialistas do ICNAS e do Instituto Biomédico Investigação de Luz e Imagem (IBILI) da UC.

Coordenado pelo neurocientista Miguel Castelo-Branco, o estudo, que tem como primeiro autor João Castelhano, centrou-se na investigação da forma como “diferentes ritmos cerebrais nos ajudam a processar informação visual ambígua, recorrendo a técnicas de imagem multimodal (eletroencefalografia e ressonância magnética funcional)”, salientam os especialistas de Coimbra.

No estudo, “descobrimos que pelo menos dois módulos estão envolvidos naquele processamento, um sediado no córtex visual e outro noutra região do cérebro associada à dificuldade da decisão, a ínsula anterior”, adianta Miguel Castelo-Branco.

Dito de forma mais simples, “conseguimos verificar como o cérebro decide sobre aquilo que é difícil de observar”, sintetiza Miguel Castelo-Branco, citado pela UC.

“Através da utilização em simultâneo de duas técnicas foi possível associar os ritmos do cérebro a uma determinada função, neste caso, à perceção visual, isto é, à forma como vemos o mundo”, explicita o investigador.

No futuro, este estudo, enquadrado na neurociência básica, terá “fortes implicações nas doenças neuropsiquiátricas, especialmente na esquizofrenia e no autismo, onde os circuitos de perceção visual podem estar fragmentados”, sublinha o neurocientista, sustentando que “se percebermos como está alterada a perceção, podemos pensar em mecanismos que restabeleçam a harmonia do ritmo cerebral”.
 

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[13.Out.2014]
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Criança cega faz 120 km todos os dias para ir às aulas

TVI24

Miguel Cabral

7 Outubro 2014


 

Uma criança de seis anos de Mirandela é obrigada a fazer 120 quilómetros todos os dias para ir às aulas do ensino especial em Vila Real.

Diogo é considerado funcionalmente cego, o que significa que apenas vislumbra sombras e vultos. A doença é degenerativa, pelo que vai deixar de ver totalmente.

«A agravante é ele ter de fazer 60 quilómetros para lá, e mais 60 de regresso, para poder ter direito ao que todas as crianças têm: à educação», lamentou à TVI o pai, Miguel Ângelo.

Todos os dias, duas crianças de Mirandela e a professora de ensino especial de Macedo de Cavaleiros têm de deslocar-se para Vila Real, onde há um centro de referência.

«Tudo era mais simples se, em vez da criança se deslocar, pusessem um professor especializado para ele aqui em Mirandela, até porque temos uma escola em Carvalhais que tem todo o tipo materiais para ele poder usufruir», completou a mãe do menino, Isabel Pereira.
 

publicado por MJA 
[8.Out.2014]
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Desenvolvido programa no Japão
para imprimir mapas 3D para invisuais

Por Lusa

24.09.2014


As autoridades cartográficas do Japão anunciaram a criação de um 'software' que permitirá fazer o 'download' de dados da Internet e produzir, com uma impressora 3D, mapas para invisuais.

A Autoridade de Informação Geoespacial (GSI), sob alçada do Ministério dos Transportes e Infraestruturas, trabalhará na fase de desenvolvimento com especialistas de diversas áreas para que estradas, vias pedonais ou de caminho-de-ferro possam ficar bem diferenciadas no produto final, informa hoje na sua página 'online' o jornal Asahi.

Os dados do mesmo programa vão permitir imprimir as vias em relevo com uma altura de um milímetro para que possam ser facilmente detetadas através do toque.


in
Correio da Manhã

publicado por MJA 
[25.Set.2014]
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"Ver pela Arte" no Dia Mundial da Música

1 de Outubro 2014 | 18.00


No dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, às 18h00 terá lugar uma atividade aberta na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo para que os alunos possam ter mais informação sobre o projeto VER PELA ARTE; poderão nesse dia ter contacto com os diversos instrumentos musicais e oportunidade de experimentar as várias componentes da formação proposta. Para participar nesta atividade aberta, os interessados devem manifestar-se até ao dia 26 de setembro.

Para mais informações/manifestação de interesse:

até ao dia 26 de setembro:
Contactar o Centro Nacional de Cultura:
Telefone: 21 346 67 22
Teresa Tamen ou Conceição Reis Gomes

 

fonte: ACAPO
 

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[25.Set.2014]
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VER PELA ARTE


É lançado neste ano lectivo de 2014/2015 o programa VER PELA ARTE, que possibilitará a aprendizagem de música por alunos com deficiência visual.

O projecto, apoiado pelo programa CIDADANIA ATIVA, é coordenado pelo Centro Nacional de Cultura e conta com a parceria da ACAPO e da Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, com o apoio da Faculdade de Motricidade Humana. Possibilitará a aprendizagem musical integrada de crianças a partir dos 6 anos, jovens e adultos com deficiência visual na Escola de Música de Nossa Senhora do Cabo, localizada em Linda-a-Velha.

Crianças dos 6 aos 12 anos

  • Atelier Instrumental - apresentação com manuseamento e orientação de professor de todos os instrumentos musicais. Objectivo: proporcionar uma escolha livre de um instrumento a estudar no futuro;
  • Desenvolvimento de Competências Psicomotoras para a Aprendizagem da Música (Formação intercalada com o Atelier Instrumental);
  • Formação Musical e Musicografia Braille;
  • Estágio coral em formato de workshop integrado na disciplina de Coro.


Jovens e adultos

  • Canto Coral - desenvolvimento auditivo e sensorial, com estágios integrados (técnica vocal, sentidos auditivo e tátil, auto-confiança, autonomia e relação com o espaço);
  • Formação Musical e Musicografia Braille;
  • Desenvolvimento de Competências Psicomotoras para a Aprendizagem da Música;
  • Cultura Musical: História da Música e Cultura das Artes.

Será facilitado o transporte e acompanhamento dos alunos para a escola. A frequência dos alunos no projeto é gratuita.

fonte: ACAPO
 

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[23.Set.2014]
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Manual de Intervenção e Apoio à Educação Especial

Francisco José Pires Alves
 


Acaba de ser publicado pela Editora Bubok o Manual de Intervenção e Apoio à Educação Especial, um documento relevante para quem apoia crianças / alunos com necessidades educativas especiais no âmbito da educação especial ou está interessado nessa temática.

Neste livro são propostas respostas educativas e sociais para as crianças / alunos com necessidades educativas especiais, assim como um plano estratégico de intervenção e apoio à educação especial nas escolas do ensino não superior.

O autor é Francisco José Pires Alves, docente de educação especial e autor do blogue crianças e alunos com NEE.
 

Mais informações: Editora Bubok
 

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[21.Set.2014]
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Prémio Maria Cândida da Cunha 2014


O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., no âmbito das suas competências, promove em 2014, mais uma edição do prémio Maria Cândida da Cunha com o objetivo de:

  • Estimular e mobilizar os estudantes do ensino superior para a produção de conhecimento sobre deficiência e reabilitação através de trabalhos académicos realizados na área das Ciências Sociais e Humanas;
  • Combater a discriminação com base na deficiência e promover a igualdade de oportunidades e da cidadania das pessoas com deficiência na sociedade portuguesa;
  • Diminuir o impacto das barreiras sociais, culturais, comportamentais e físicas à inclusão e participação das pessoas com deficiência.

O Prémio Maria Cândida da Cunha visa contribuir para o desenvolvimento da informação, formação e investigação sobre deficiência e é dirigido a estudantes de Ensino Superior, público e privado.

Este prémio "Maria Cândida da Cunha" foi criado em 1995, no âmbito do Programa CITE-Ciência, Inovação e Tecnologia, para distinguir projectos científicos de excelência, nas áreas da deficiência e reabilitação.

Desde a sua criação foram entregues 9 prémios e 4 menções honrosas.

O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., visa no âmbito da sua missão, promover através desta iniciativa uma oportunidade a todos os estudantes dos diferentes ciclos de estudo do ensino superior, público e privado, de participarem na promoção dos Direitos das Pessoas com deficiências ou incapacidade.

Consulte o Regulamento e Formulário de Candidatura no link:
http://www.inr.pt/content/1/1146/premio-cndida-da-cunha

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[21.Set.2014]
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Seminário: Mobilidade para Todos
Delegação de Braga da ACAPO


data: 22 de Setembro de 2014
hora: 14.30 h - 16.30 h
local: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga


A Delegação de Braga da ACAPO, em parceria com o Município de Braga, realizará no próximo dia 22 de Setembro, na BLCS, pelas 14:30h, o Seminário “Mobilidade para Todos”, integrado na Semana Europeia da Mobilidade.

Esta iniciativa visa promover o debate em torno das acessibilidades urbanas em Braga no que diz respeito à população com deficiência visual e sensibilizar para a necessidade de uma abordagem inclusiva neste domínio, através da participação das pessoas com deficiência visual na conceção e requalificação dos espaços, produtos e serviços.

No âmbito deste Seminário, dirigido a profissionais ligados às vertentes da Mobilidade Urbana, Técnicos de Reabilitação na área da Deficiência, Professores, Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida e ao Público em geral, serão disseminados contributos que permitam aos participantes refletirem sobre como pode ser melhorada a qualidade de vida das pessoas com deficiência visual na cidade de Braga, nomeadamente através da promoção de um Plano de Acessibilidade no seu centro urbano.

Programa do seminário:

14.30 - Abertura
Engº Altino Bessa - Vereador do Ambiente do Município de Braga
Drª Ana Paula Amorim – Delegação de Braga da ACAPO

14.45 – APP - TUB MOBILE
Engº Teotónio Santos – Administração dos TUB
Filipe Azevedo – Funcionário da TUB

15.15 – “Contributo para um Plano de Acessibilidade no Centro Urbano de Braga”
Peter Colwell – Técnico de Acessibilidade da ACAPO

15.45 – Debate
16.30 - Encerramento


fonte:
ACAPO

publicado por MJA 
[21.Set.2014]
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Cientistas descobrem possível causa do glaucoma

17 de Setembro de 2014

Boas Notícias
 


Investigadores norte-americanos descobriram uma possível causa do glaucoma e estão a desenvolver um colírio que visa a cura desta doença - uma das principais causas de cegueira no mundo. O estudo publicado, este mês, no Journal of Clinical Investigation.

O glaucoma consiste na pressão intraocular provocada pela drenagem insuficiente de fluido a partir da camâra anterior do olho. Esta pressão destrói as células ganglionares, uma espécie de neurónio da retina, que leva à destruição do nervo ótico, causando cegueira.

Segundo o comunicado da Universidade de Northwestern (UN), o novo estudo identifica os blocos moleculares necessários para a reabilitação dos mecanismos de drenagem no olho e fornece as "ferramentas" químicas para os reparar. Até esta fase, a base molecular da doença causada pela deficiência dos canais de drenagem era desconhecida.

Segundo Susan Quaggin, autora do estudo e nefrologista na UN, "este é um grande passo na compreensão da causa da doença que rouba a visão de 60 milhões de pessoas em todo o mundo".

A cura pode passar por um colírio, um medicamento aplicado diretamente nos olhos ou nas pálpebras, que está a ser desenvolvido por Quaggin em colaboração com Amani Fawzi, professor e médico oftalmologista, Xiaorong Liu, professor assistente de Oftalmologia, e Samuel Stupp, cientista na UN.

"Imaginem se pudéssemos aumentar o canal de Schlemm [vaso que se destina à drenagem de um líquido aquoso excedente dos olhos] nas pessoas com glaucoma de forma a diminuir a pressão no olho", desafiou Quaggin em declarações à UN. "É isso que nós esperamos com este novo colírio", disse ainda.


A causa da má drenagem nos olhos

A investigação da universidade identifica uma via de sinalização química fundamental para o funcionamento saudável do canal de Schlemm e as substâncias necessárias para o seu crescimento e desenvolvimento.

No fundo, este processo químico funciona como uma chave e uma fechadura. A fechadura é uma substância chamada Tie2 e a chave para a abrir é um fator de crescimento chamado angiopoietina (conjunto de fatores de crescimento). A falta de um dos dois prejudica o funcionamento do canal de Schlemm e provoca o aparecimento do glaucoma.

O estudo foi desenvolvido em modelos animais, mas Quaggin acredita que as descobertas possam ser relevantes no glaucoma humano.


Clique AQUI para ler o artigo americano.

publicado por MJA 
[19.Set.2014]
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Filme sobre surfista cego estreia em Portugal

por PEDRO SEQUEIRA

17-Set-2014

DN Desporto

 
O documentário 'Beyond Sight' conta a história do brasileiro Derek Rabelo e será exibido na Fundação 'O Século', em São Pedro do Estoril.

A Fundação Casa do Século apresenta no próximo sábado, às 20.00 (a entrada é gratuita), no seu auditório em São Pedro do Estoril, a estreia nacional do documentário 'Beyond Sight'.

O protagonista é Derek Rabelo, jovem brasileiro de 22 anos que nasceu cego mas conseguiu cumprir o sonho, partilhado com o pai, de aprender a surfar e fazê-lo na mítica Pipeline, na costa norte de Oahu (Havai). O filme, produzido pela Walking on Water, acompanha a vida de Derek e mostra como o brasileiro superou as dificuldades e surfou uma das ondas mais difíceis e desejadas do Mundo.

O elenco conta com a participação de vários surfistas de elite, como o norte-americano Kelly Slater (11 vezes campeão mundial), que apontou o feito de Derek como uma "inspiração". "Apanhar uma onda já é um feito. Colocar-se de pé na prancha e dirigi-la para uma determinada direção são grandes proezas. Mas o Derek surfar uma das ondas mais pesadas do mundo é inacreditável e uma fonte de inspiração para mim", afirmou Slater.
 

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[17.Set.2014]
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Sonia e Anita vêem pela primeira vez

EXTRA-GLOBO

15 de Set. de 2014
 


Duas irmãs que vivem na Índia rural tiveram sua vida totalmente modificada. Sonia e Anita nasceram cegas em uma família de plantadores de arroz muito pobres, que ganham 17 centavos de dólar por hora de trabalho. As irmãs nasceram com catarata congênita e tiveram o processo da operação de correção do problema registrado em um vídeo comovente, excutado mais de 139 mil vezes no Vimeo e mais de 40 mil no Youtube. A história vivida pelas irmãs emociona e alerta para o quão evitável é o problema que atinge 4 a cada dez mil nascidos vivos no Brasil.

Uma das principais causas para a catarata em bebês era a rubéola durante a gestação. Após a obrigatoriedade da vacinação das mulheres, hoje 50% das crianças que nascem com catarata no Brasil têm o problema por conta de uma mutação genética que codifica errado uma proteína e o cristalino, que era para ser transparente, nasce opaco.

— Quando uma criança nasce com um problema de cegueira, ela tem 50% de chance de morrer antes de completar dois anos. Isso acontece porque tem grande probabilidade de ela ter nascido com outros problemas de saúde e o motivo pelo qual ela não consegue tratar a cegueira é o mesmo que dificulta que ela chegue a outros serviços para cuidar das outras síndromes — diz a oftalmologista Andrea Zin, coordenadora do Instituto de Catarata Infantil

A especialista explica que a catarata tem vários níveis de opacidade e pode significar que a criança não consiga perceber detalhes, mas pode ser ainda mais impactante e permita que ela perceba apenas o claro e o escuro. A cirurgia para correção do problema é rápida e troca o cristalino opaco por uma lente. A partir de então a criança recebe um óculos começará a aprender a enxergar.

— Assim como se aprender a comer, andar e falar, o bebê também aprender a enxergar e tornar sua visão cada vez mais sofisticada. Crianças que nascem com catarata e demoram a corrigir o problema demoram e precisam de adaptação para desenvolver a visão — explica a oftalmologista.

Este é o caso de Sonia, menina indiana que aparece no vídeo após a operação feita aos 12 anos. Andrea explica que quanto mais tarde a correção é feita menores são as chances de a criança desenvolver uma visão considerada normal.

— A menina possivelmente terá baixa visão, mais sai de uma situação de isolamento e dificuldade de aprendizagem para começar a frequentar a escola e fazer amigos. O ideal é operar as crianças bem novinhas, mas este já é um enorme ganho de qualidade de vida — pondera Andrea Zin.

Segundo ela, a catarata como causa de cegueira é absolutamente tratável e a principal dificuldade de cuidar do problema é o acesso de famílias pobres aos serviços de saúde. O Instituto de Catarata Infantil trabalha há mais de dez anos no suporte de famílias e de crianças que precisam corrigir o problema e não tem recursos, oferecendo gratuitamente não apenas a cirurgia, mas exames oftalmológicos, lentes corretivas, óculos e os serviços de adaptação pré e pós operatórios.
 

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[16.Set.2014]
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Terapia para doenças da retina ganha
Prémio de Visão Champalimaud

Virgílio Azevedo

Expresso

10 de setembro de 2014


Sete cientistas de universidades americanas recebem em Lisboa o maior prémio do mundo na área da visão, no valor de um milhão de euros.

A investigação desenvolvida por sete cientistas de universidades americanas, que levou ao desenvolvimento da terapia anti-angiogénica para as doenças da retina, acaba de ganhar o Prémio de Visão António Champalimaud 2014, no valor de um milhão de euros. O prémio, considerado o maior do mundo na área da visão, é entregue hoje ao fim da tarde na sede da Fundação Champalimaud, em Lisboa, numa cerimónia presidida por Cavaco Silva.

A angiogénese é o mecanismo fisiológico normal que permite que se formem novos vasos sanguíneos a partir dos que já existem no nosso corpo. Mas é também um processo importante na transição dos tumores de um estado benigno para um estado maligno, que leva a medicina a usar inibidores angiogénicos no tratamento do cancro.

As doenças que a terapia agora premiada trata, em especial a degenerescência macular relacionada com a idade (DMRI) e a retinopatia diabética, "atingem milhões de pessoas e são as maiores causas da cegueira na Europa e das maiores no mundo", reconhece um dos sete cientistas premiados, Napoleone Ferrara (ver entrevista abaixo), que trabalha na Universidade da Califórnia em San Diego (EUA).

A DMRI é uma doença degenerativa da retina que provoca a perda progressiva da visão central e leva à cegueira. A mácula é a zona do centro da retina que permite a uma pessoa distinguir os detalhes do que vê. A retinopatia diabética é a lesão da retina provocada pela diabetes.

Napoleone Ferrara foi quem iniciou o trabalho de investigação que acabaria por isolar e reproduzir a proteína responsável pelo crescimento dos vasos sanguíneos, conhecida por factor de crescimento endotelial vascular (VEGF, na sigla em inglês). Depois, desenvolveu uma molécula que bloqueia a ação nociva do VEGF e é fundamental no tratamento e gestão de vários tipos de tumores que desenvolvem metástases, em especial no cólon, pulmão, mama, rim e ovário.


Envelhecimento da população e crescimento da diabetes

A prevalência daquelas duas doenças dos olhos está a aumentar hoje em todo o mundo, "devido ao progressivo envelhecimento da população e à crescente epidemia global de diabetes", explica um comunicado da Fundação Champalimaud sobre o Prémio de Visão.

Os outros seis cientistas que partilham o prémio com Napoleone Ferrara - Joan Miller, Evengelos Gragoudas, Patricia D'Amore, Anthony Adamis, George King e Lloyd Aiello - desenvolvem o seu trabalho de investigação na Harvard Medical School e no Colégio de Medicina da Universidade de Illinois. Eles demostraram o papel decisivo que o VEGF tem em doenças graves da retina e provaram que o uso de agentes anti-VEGF no seu tratamento pode bloquear esse efeito negativo. Por isso estão agora disponíveis no mercado mundial medicamentos "que melhoram significativamente a visão das pessoas afetadas por doenças devastadoras e incapacitantes", assinala o comunicado da Fundação Champalimaud.

A investigação realizada pelos premiados abrange todas as etapas científicas, desde a identificação da molécula que bloqueia o VEGF à descrição do seu papel na doença retino-vascular, à avaliação experimental de um inibidor e à sua aplicação no tratamento dos doentes afetados.

 

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[10.Set.2014]
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Vídeogame sem vídeo cria universo para cegos

BBC Brasil

21-08-2014


Um videogame sem vídeo pode parecer algo contraditório, mas parte da indústria de games está desenvolvendo produtos para tentar atrair pessoas com deficiência visual.

Os games usam uma técnica de gravação conhecida como microfonação binaural para construir universos envolventes para o ouvinte, usando exclusivamente áudios. A sensação para o usuário é a de um áudio 3D, no qual ele percebe várias dimensões através do som.

Os técnicos colocam pequenos microfones ao redor dos ouvidos de um manequim humano. Esses aparelhos simulam a forma como cada ouvido humano capta o som ao redor. Cada cena do jogo é gravada usando um método, para obter um efeito mais realista para o usuário.

Na França, o jogo A Blind Legend ("Uma Lenda Cega") acabou de ser lançado após uma campanha de arrecadação por crowdfunding que obteve 40 mil euros (cerca de R$ 120 mil).

O jogo é rodado em computadores ou aparelhos móveis, sem nenhum gráfico. O jogador usa exclusivamente a audição para se orientar pelo cenário imaginário.

"Nós queríamos colocar os gamers cegos e deficientes no mesmo patamar de qualidade dos gamers com visão. Esse era nosso maior desafio", disse à BBC o criador do jogo, Nordine Ghachi.


Inclusão

A Blind Legend conta a história de um cavaleiro que perdeu sua visão e precisa atravessar uma floresta para libertar sua mulher de sequestradores violentos.

O personagem é controlado pelo toque na tela do aparelho móvel ou por mouse, em um computador. Movimentos bruscos com os dedos simulam o uso de uma espada. A tela fica sem nenhuma imagem o tempo todo.

"É preciso usar fones de ouvido para obter a melhor experiência. É possível ouvir tudo ao redor: os barulhos da floresta, os pássaros voando no céu, o rio fluindo. O herói também é auxiliado por sua filha. Você usa a sua própria imaginação para criar seus próprios efeitos."

Após vários testes com usuários, o jogo recebeu o apoio de instituições como a Valentin Haüy, que auxilia pessoas com deficiência.

A Blind Legend tenta aperfeiçoar um gênero que ganhou força em 2010 com o jogo Papa Sangre, do estúdio britânico Somethin' Else. O jogo de suspense exclusivamente em áudio fez tanto sucesso que teve várias sequências.

Para Robin Spinks, do Real Instituto Britânico de Pessoas Cegas, o mercado potencial para esses jogos é gigantesco – engloba mais de 285 milhões de pessoas em todo o mundo.

"É maravilhosamente inclusivo. A maior parte dos cegos está excluído de games. Esse tipo de jogo estabelece um novo patamar para outros estúdios."

Nathan Edge, um jovem britânico de 20 anos com deficiência visual, diz estar feliz que este mercado esteja sendo ocupado por produtores independentes. No passado, ele chegou a escrever cartas para os grandes produtores de games manifestando sua frustração, mas nunca foi atendido. Nathan diz que a experiência de isolamento de cegos pode ser muito frustrante.

"É um mundo que nos isola demais, às vezes. Você quer fazer o que as outras pessoas estão fazendo e jogar o que elas jogam, para poder falar com os amigos."

O jogo estará disponível para downloads gratuitos em inglês e francês no iTunes no ano que vem.

 

publicado por MJA 
[9.Set.2014]
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Soluções simples dão segurança
a deficientes visuais em Londres

Mônica Vasconcelos

BBC Brasil em Londres


Sou repórter da BBC Brasil, radicada em Londres há 20 anos. E tenho uma deficiência visual, sou portadora de uma síndrome congênita chamada Retinose Pigmentar.

Em algumas situações, os efeitos da síndrome sobre a minha visão são menos graves. Nesses momentos, é como se eu fosse uma pessoa com uma miopia muito forte que perdeu os óculos. Não consigo ler placas, localizar objetos na prateleira do supermercado ou ler o valor total da conta do restaurante. Mas há situações em que minha visão fica muito prejudicada. É o caso dos dias claros, com muito sol, ou em ambientes excessivamente iluminados. O mundo se torna uma névoa esbranquiçada e sem definição. Não consigo ver degraus, subir ou descer das calçadas, ver postes e outros obstáculos, atravessar ruas com segurança.

Com suas calçadas bem acabadas e trânsito mais disciplinado, Londres já era mais acolhedora para pessoas com deficiências visuais quando aqui cheguei, há duas décadas. Mas a cidade vem incorporando uma série de recursos tecnológicos e soluções simples que fazem uma diferença enorme na vida desse grupo.

A propósito, o termo “pessoa com deficiência visual”, convencionado pela ONU e ratificado por movimentos sociais mundiais, engloba cegos e pessoas com baixa visão – como eu.


Pisos táteis

Andar por uma cidade grande é um desafio diário para mim - a rua pode ser um lugar assustador e perigoso para quem não enxerga bem.

Comecemos por algo simples, como a guia da calçada ou meio-fio. Ela se torna um problema para quem não consegue vê-la. Você pode tropeçar e quebrar o pé – como já aconteceu comigo.

E quando as calçadas são rebaixadas para facilitar o acesso – a cadeirantes, por exemplo – cria-se um outro problema, já que fica mais difícil, para quem tem uma deficiência visual, diferenciar calçada e rua.

No início, eu não sabia para quê serviam as protuberâncias arredondadas nos calçamentos londrinos. Nas ruas brasileiras, são raras. Podem ser encontradas na Avenida Paulista ou nas imediações da Fundação Dorina Novill – ONG de suporte a pessoas com deficiências visuais, em São Paulo.

Hoje, sinto alívio quando piso nas calçadas táteis – como são chamadas. Elas me dizem para parar – porque tem uma rua na minha frente. E depois de cruzar a rua, me avisam que posso relaxar, porque já cheguei ao outro lado e estou em território seguro.

O conceito da calçada tátil pode ser levado ainda mais longe.

Em Tóquio, no Japão – país onde essa tecnologia foi inventada - existem faixas de pisos táteis no centro da calçada. Seguindo um princípio semelhante ao de ciclovias para ciclistas, são faixas para as pessoas com deficiências visuais, que andam sobre elas em segurança, sabendo que o caminho estará livre de obstáculos. "Toda calçada em Tóquio tem faixas táteis pintadas em cor amarelo berrante (para que sejam facilmente identificáveis)", disse à BBC Brasil Natalie Doig, representante do Royal National Institute of Blind People (RNIB), entidade que faz campanha pelos diretos de pessoas com deficiências visuais na Grã-Bretanha.

"As pessoas no Japão vivem mais tempo, por isso, existe mais gente com problemas de visão e uma atitude diferente por parte das população", explicou.

Doig reconhece, no entanto, que a acessibilidade para pessoas com deficiência visual em Londres melhorou muito na última década.

Semáforos

Minimizar seu estresse e garantir sua segurança são parte da estratégia de sobrevivência para quem tem uma deficiência visual.

Quando ando por Londres, escolho trajetos onde existem semáforos para que eu possa cruzar as ruas em segurança. Mas em dias ensolarados, às vezes não consigo localizar o sinal para pedestres – com o homenzinho verde ou o vermelho. Alguns semáforos emitem sons para indicar que é sua vez de atravessar, mas esses são menos comuns e, na minha experiência, muitas vezes deixam de funcionar.

Então, muitos sinais são dotados de um outro recurso: um cone giratório que é ativado quando o sinal fica verde para os pedestres. A pessoa coloca a mão na parte de baixo de uma caixa instalada no poste do semáforo e localiza o cone. Quando o cone começa a girar, o pedestre sabe que é sua vez de atravessar. Simples e efetiva, a tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da University of Nottingham, Inglaterra, na década de 1980.


Metrô

O London Underground, o famoso metrô de Londres, está celebrando 150 anos de existência. Com 11 linhas diferentes e 270 estações, o sistema transporta mais de 4 milhões de pessoas por dia.

Todas as plataformas têm pisos táteis para orientar passageiros com deficiências visuais sobre a proximidade dos trilhos. Algumas, mais modernas, são vedadas por vidros e têm portas automáticas que só se abrem quando o trem está estacionado.

Na entrada, catracas amplas permitem o acesso a passageiros acompanhados de cães guias.

A sinalização visual é feita com cores contrastantes e há mapas disponíveis em braille e em letras grandes.

Ainda assim, pessoas com deficiências visuais podem ter dificuldade em achar a direção nesse labirinto. Então o Underground oferece um serviço personalizado para todos os passageiros com deficiências.

Basta solicitar assistência no portão de entrada. Um funcionário do metrô acompanhará o passageiro até o trem e avisará um colega na estação de destino.

Normalmente, quando o passageiro chega à outra estação, encontra alguém esperando por ele. De lá, será acompanhado até a saída ou até seu próximo trem.

"Somos treinados para lidar com as necessidades de cada um", disse à BBC Brasil o lituano Andreas Zinkevicius, da equipe do London Underground.

O especialista da BBC em deficiência e inclusão, Peter White, que é cego, reservou um elogio especial a esse serviço, por sua flexibilidade.

Funcionários são treinados para não ter expectativas preconcebidas sobre pessoas com deficiências e oferecem assistência sob medida, de acordo com cada caso.


Ônibus

O London Buses, serviço de ônibus londrino, transporta 6,4 milhões de passageiros em dias úteis.

Em princípio, você não precisa acenar para o ônibus. Motoristas são orientados a parar sempre que houver pessoas no ponto. Passageiros com deficiências visuais às vezes carregam uma bengala branca – símbolo que indica que o portador tem problemas de visão. Isso ajuda a alertar o motorista.

Não uso bengala. Às vezes, não consigo ver a placa com o destino do ônibus, então pergunto ao motorista. Uma vez dentro do veículo, no entanto, posso relaxar.

Porque quando se fala em tecnologias melhorando as vidas das pessoas com deficiências visuais em Londres, é no serviço de ônibus que se notam as maiores mudanças.

Londres incorporou tecnologias e soluções simples para melhorar vida de deficientes visuais. Desde 2009, os cerca de 7.500 ônibus que servem a Grande Londres foram equipados com sistemas de localização que anunciam ao passageiro o destino final da jornada e o nome de cada parada.

O recurso transformou minha experiência como passageira: não perco mais o ponto por não saber onde estou.

Conscientização

Recursos como esses fazem de Londres uma cidade incrivelmente receptiva para quem tem uma deficiência visual, mas vale lembrar que às vezes as tecnologias - e os homens - falham.

Há pessoas que reclamam dos constantes anúncios das paradas em ônibus e trens, dizendo que perturbam o silêncio e incomodam.

Também houve casos de administrações regionais de bairro que se recusaram a instalar pisos táteis por razões de estética.

E mesmo em Londres, famosa por seu espírito liberal, onde convivem pessoas com os visuais mais excêntricos, ainda tem gente que comenta quando eu passo, em dias cinzentos e chuvosos, de chapéu e óculos escuros - meu kit de sobrevivência.

Para Natalie Doig, do RNIB, a cidade perfeita em termos de acessibilidade é Tóquio, com suas faixas táteis nas calçadas e lojas que emitem sons - jingles personalizados - para que clientes com deficiências visuais possam localizá-las.

No entanto, para mim, Londres já oferece um modelo incrível.

Não tenho dúvidas de que a qualidade de vida dos mais de 6 milhões de brasileiros com deficiências visuais seria transformada se o Brasil investisse em alguns dos recursos disponíveis em cidades como Tóquio e Londres. Mas de certa forma, resolver a tecnologia pode ser mais fácil.

Ajudar a sociedade a entender a experiência de quem tem uma deficiência visual, isso sim, é tarefa para muitas gerações.
 

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[7.Set.2014]
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Sensores conectados a smartphones
podem prevenir cegueira

Proxxima

01/09/2014


 

Cientistas propuseram uma nova forma de monitorar o glaucoma com um dispositivo implantado no olho do paciente. As leituras do dispositivo seriam monitoradas via smartphone, o que poderia ajudar a prevenir a cegueira causada pela doença.

O que torna o glaucoma uma doença perigosa é o fato de essa perda de visão ser assintomática. Isso ocorre porque o cérebro é capaz de preencher as partes que faltam da visão e um olho é capaz de compensar o dano do outro. Por enquanto, o único tratamento foca na causa mais comum, que é o aumento da pressão intraocular (IOP).

Atualmente, o melhor método para medir a IOP é a tonometria de aplanação de Goldmann, em que é medida a força requerida para achatar uma área predefinida da córnea com um dispositivo de superfície dura. Entretanto, a técnica produz medições variáveis, e nem sempre são suficientes para o gerenciamento de glaucoma.

Porém, um estudo recente realizado por Ismail Araci na Stanford University e seus colegas apresenta um sensor capaz de mensurar a IOP de forma mais precisa. O dispositivo tem apenas alguns milímetros e pode ser implantado no olho. Isso permitiria um acompanhamento contínuo da doença, o que pode fazer uma grande diferença para pacientes em estágio crítico.

O pequeno sensor é embutido em lentes sintéticas utilizadas para substituir as lentes naturais de pessoas com catarata. O dispositivo funciona como um barômetro, a pressão faz com que o fluído do sensor se mova. Esse movimento pode ser acompanhado com uma câmera de smartphone com adaptador óptico especial.

Contundo, ainda há limitações. Os resultados são baseados em estudos feitos em animais. Além disso, a durabilidade do dispositivo ainda não está clara. Se o monitoramento contínuo é necessário, o sensor deve ser capaz de durar alguns anos. Outra questão é que ele será útil apenas a alguns tipos de glaucoma.

Implantar o dispositivo em humanos também é um dos desafios. Segundo Araci e seus colegas, o sensor vai complementar lentes intraoculares, que já são comumente implantadas em cirurgias de catarata. O procedimento é simples e alguns pacientes com glaucoma e catarata já se submetem a ele.

Visto que as lentes desempenham um papel importante nos mecanismos que conduzem a uma forma de glaucoma, a extração prévia pode melhorar o controle de alguns tipos da doença. O procedimento está em fase de testes em seres humanos e pode impulsionar pesquisas em sensores implantáveis, como o de Araci.
 

publicado por MJA 
[2.Set.2014]
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Livros em 3D para crianças invisuais

Observador

Pedro Esteves

13/8/2014
 

Chama-se “projeto dos livros de imagens táteis” e pretende fazer chegar
às crianças invisuais todos os livros infantis que conhecemos.
Como? Usando impressoras 3D.

Ler é uma tarefa que todos os educadores e escolas devem incentivar nos mais pequenos. A leitura estimula a imaginação e o raciocínio criativo, processos fundamentais para a construção intelectual das crianças. E antes das palavras impressas, a “leitura” dos mais pequenos começa precisamente na exploração de cores, formas, sons e texturas. As crianças brincam com o mundo que descobrem, a sua curiosidade é ilimitada, e os livros (e as histórias) infantis são um alimento.

Mas e as crianças com deficiência, as que não conseguem ver ou ouvir? Sabe-se que desenvolvem mais os sentidos que lhes sobram, por engenho e necessidade. Uma criança cega ou surda não é menos inteligente ou não estará menos bem preparada para o mundo e para a vida se tiver a oportunidade e acompanhamento certos. Ela terá as mesmas capacidades cognitivas, mas desenvolvidas com outros trunfos e através de outras estratégias.

Há muito que as letras existem em braile para os cegos e ambliopes, um alfabeto feito de pontos táteis que lhes permite ler um livro com o mesmo nível de compreensão que uma pessoa que vê. Mas e as crianças mais pequenas: o que é que “lêem”, com que desenhos e cores brincam? Desde há muito que existem livros infantis , baseados em texturas e formas, mas também no som das histórias que os acompanham. Agora, uma nova tecnologia está a ser adaptada para tornar os livros infantis adequados às crianças invisuais: a impressão 3D.

Um grupo de investigadores da Universidade do Colorado está a ajudar a desenvolver o “Tactile Picture Books Project” — projeto dos livros de imagens tácteis — através do recurso a impressoras 3D. O objetivo é passar para três dimensões as imagens (digamos, os bonecos) que encontramos nos livros convencionais para crianças. E, entenda-se, “qualquer livro”, já que todas as formas que constam de um desenho em papel podem ser passadas para 3 dimensões, o que faz com que todos os livros infantis que conhecemos possam ser adaptados para as crianças cegas e amblíopes.

A evolução destas impressoras já permite imprimir materiais como o plástico e a borracha, bem como a composição posterior com outros materiais e texturas. Este projeto pretende criar uma base de dados online que possibilite a partilha entre pais e instituições, de modo a criar uma biblioteca virtual de modelos para impressão. Outro dos objectivos é o desenvolvimento de tecnologia que dê aos pais a possibilidade de fotografar (ou fazer um scan) a página de um qualquer livro infantil, envia-la para o computador e daí para a impressora, a um preço reduzido.

Contudo, este processo não é imediato, como explica Abigale Stangl, uma das investigadoras deste projeto. Vai ser preciso testar os livros em crianças invisuais, de modo a afinar os modelos, já que a sua percepção tridimensional não é necessariamente a mesma de uma criança que vê. A resposta/reação das crianças invisuais será determinante na otimização dos modelos e técnicas de impressão. De qualquer maneira, com os bonecos 3D será possível reconstruir todas as histórias dos livros de infância, dos mais novos (feitos de raiz) aos mais antigos, “os livros dos pais”.
 

publicado por MJA 
[14.Ag.2014]
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Concurso de fotografia "A inclusão na diversidade"
pretende "desmistificar a deficiência"

Lusa

08 Ago, 2014
 

 

"A inclusão na diversidade" é o nome do concurso de fotografia que o portal digital que se dedica à área da deficiência lançou em parceria com o Centro Português de Fotografia (CPF), informou hoje fonte ligada ao projeto.

"Captar através de uma imagem o verdadeiro sentido de inclusão ou que denuncie a falta dela" é o objetivo deste concurso de fotografia.

Conforme se lê no regulamento deste concurso - que pode ser consultado em www.pluralesingular.pt  -, a ideia assenta na convicção de que "a verdadeira inclusão deverá abarcar, em igualdade de direitos, de cidadania e participação ativa na vida pública, aqueles que são tendencialmente excluídos porque fogem ao padrão da normalidade".

O "A inclusão na diversidade" destina-se a todos os fotógrafos, amadores e profissionais de todas as nacionalidades, a título individual ou em representação de alguma entidade e a participação no concurso é gratuita.

Com esta iniciativa, a Plural&Singular, portal digital que se dedica a tratar temas relacionados com a deficiência e a inclusão, quer marcar, em dezembro, o seu segundo aniversário, fazendo com que os participantes "reflitam sobre o que é uma sociedade caraterizada pela diversidade".

Já o CPF, numa nota publicada no seu sítio oficial na Internet, conta que "aceitou o desafio lançado pela Plural&Singular para uma iniciativa que visa promover a reflexão sobre os conceitos de `inclusão` e de `diversidade` no seio de uma sociedade sem barreiras físicas nem psicológicas", inserindo este concurso no âmbito do projeto "Acessibilidade" que esta instituição tem no terreno.

"Desmistificar a deficiência junto das pessoas sem deficiência e combater os atos discriminatórios associados às "diferenças" são outros propósitos importantes deste concurso de fotografia promovido em prol de uma sociedade verdadeiramente inclusiva na diversidade", lê-se ainda na página dedicada a esta iniciativa.

O prazo de envio de inscrições já começou, estendendo-se até 30 de setembro.

Os vencedores do concurso são anunciados publicamente com o lançamento da 9.ª edição da revista digital trimestral da Plural & Singular e no dia 03 de dezembro, numa cerimónia agendada para a noite no CPF, no Porto.

Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/
 

publicado por MJA 
[12.Ag.2014]
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Os pequenos milagres do 3D
para as pessoas com visão reduzida

El País

ISABEL VALDÉS ARAGONÉS
 


Madrid, 7 AGO 2014  - Ver sua perna pela primeira vez em anos. Foi o que aconteceu para uma das primeiras pessoas que testaram os Smart Glasses, óculos inteligentes criados para melhorar a qualidade de vida daqueles que têm visibilidade reduzida. A ideia é da Universidade de Oxford, com a colaboração do Real Instituto Nacional de Cegos do Reino Unido. Ainda que os pesquisadores universitários trabalhem há vários anos no projeto, a instituição se uniu há apenas dois: “Assessoramos para garantir que os óculos sejam úteis e ajudamos a organizar testes do produto com usuários”.

As lentes, que no Reino Unido são conhecidas como óculos Star Trek –por serem parecidas com o visor de alta tecnologia usado na série de televisão Jornada nas Estrelas pelo tenente comandante da Enterprise, Georgi La Forge– ainda são um protótipo e a equipe dirigida pelo doutor Stephen L. Hicks continua trabalhando para conseguir uma versão final. O modelo provisório já foi testado com sucesso em problemas como a degeneração macular, a retinopatia diabética, a retinite pigmentosa ou as neuropatias óticas. “Apesar disso, ainda falta tempo até que possam estar à venda”, pontua o instituto.

Há nove meses, Hannah Thompson, com cegueira parcial, colocou os óculos pela primeira vez. A segunda foi há pouco mais de um mês. Ela agora acredita não faltar muito tempo para poder caminhar com confiança pela rua. Hannah conta sobre a experiência em seu blog, o Blind Spot: “Sempre gostei do queijo francês, mas ir comprar é frustrante. As etiquetas e os preços são impossíveis de ver e nem sequer sei direito quais produtos me mostram quando peço conselhos." Em junho passado, Thompson pôde decidir, tranquila, a quantidade de Chabichou que gostaria de levar para casa: “Talvez pela primeira vez em minha vida, tomei uma decisão sem ser baseada somente nos conselhos dos demais ao comprar algo, sabia com segurança que estava na minha frente”.

O que Thompson sentiu encaixa com perfeição no objetivo da equipe. “Dar para as pessoas com problemas de visão uma ajuda que aumente sua consciência em relação às coisas ao seu redor. O que significa maior liberdade, independência e confiança, e uma melhor qualidade de vida”, comentou o doutor Hicks em 17 de junho quando, pela primeira vez, os óculos foram testados em espaços públicos.

O funcionamento das lentes ocorre através de uma câmera 3D, explica o Instituto Nacional de Cegos, “separamos as formas e os objetos próximos e podemos mostrar com mais clareza através de pequenas telas transparentes que fazem parte dos óculos”. Quem antes se chocava com um poste na rua, agora pode evitá-lo. Quem antes não distinguia quem estava na sua frente, agora pode reconhecer seus traços. “Aí está você, garota”, disse Lyn Oliver para Jess, sua cachorra guia, quando, ao colocar os óculos, a distinguiu pela primeira vez. O septuagenário sofre de retinite pigmentosa desde que tinha 20 anos.

Como Hannah e Lyn Oliver, no Reino Unido existem 360.000 pessoas registradas como cegas ou com alguma deficiência visual, segundo o Instituto: “Nós estimamos que por volta de 300.000 dessas pessoas têm um pouco de visão e pelo menos a metade delas poderia se beneficiar desses óculos. Os Smart Glasses poderiam ajudar 150.000 pessoas aqui e por volta de 15 milhões em todo o mundo”. Cerca de 15 milhões que poderiam se ver no espelho pela primeira vez.


O empurrão do Google

O Google Impact Challenge é um concurso no qual são apresentados projetos que façam "um mundo melhor, mais rápido", como diz o seu slogan. O de 2014 do Reino Unido foi ganho pelos Smart Glasses, com 600.000 euros (1,83 milhões de reais) para ajudar na produção e distribuição dos óculos. "Graças ao Google vamos ser capazes de construir 100 pares que vamos emprestar de forma gratuita a 1.000 pessoas no Reino Unido e Europa", informa o Real Instituto Nacional de Cegos do Reino Unido. Com os resultados desses testes, terminarão de definir as funcionalidades e os detalhes. "É a primeira prova em grande escala de um projeto como esse", dizem, orgulhosos, na entidade inglesa.
 

publicado por MJA 
[8.Ag.2014]
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Flexibilização do crédito à habitação
para deficientes aprovada no Parlamento

ROSA SOARES

Público

25/07/2014
 

Novo diploma consagra possibilidade de transferência
do crédito à habitação normal para o regime especial.

O novo regime de crédito à habitação para deficientes, que resulta de um consenso alargado entre os partidos da maioria PSD/CDS, Bloco de Esquerda e Partido Socialista, vai ser aprovado esta sexta-feira no Parlamento, e vem tornar as regras de acesso bem mais flexíveis.

A nova lei cria um regime especial de raiz, por proposta do PSD/CDS, já que que o acesso dos deficientes ao crédito à habitação bonificado estava até agora suportado no contrato colectivo dos bancários (que oferece melhores condições aos seus trabalhadores) e repartido por vários diplomas.

Um dos aspectos mais importantes do novo regime, e avançado pelo Bloco de Esquerda, reside na possibilidade de migração de contratos do regime geral para o regime especial, sempre que o titular do contrato venha a adquirir um grau de deficiência igual ou superior a 60%.

Actualmente, o regime de acesso a crédito bonificado para deficientes, que garante uma taxa de juro menor, só poderia ser feito na fase de contratação do crédito, excluindo do regime os casos em que a deficiência é adquirida posteriormente.

Entre as vantagens do novo diploma está também a eliminação da exigência de seguro de vida, que era actualmente obrigatório e que, no caso dos deficientes, representava um custo muito elevado.

Ao isentar o seguro de vida, a responsabilidade do crédito passa, em caso de morte do titular do contrato, para os herdeiros, que decidirão se pagam o remanescente do crédito e ficam com o imóvel, ou se este fica para o banco, como meio de pagamento.

Para salvaguardar o rácio de cobertura do valor do imóvel face ao crédito concedido, o montante de crédito a conceder nestes casos não pode ultrapassar os 90% do valor que resultar da avaliação da casa. É ainda estabelecida outra limitação, que é a do valor máximo do imóvel não ultrapassar os 190 mil euros.

Fiscalização do diploma

No crédito bonificado para deficientes, a taxa de juro é livremente fixada entre as duas partes, existindo depois uma bonificação de uma parte desse valor, a suportar pelo Orçamento de Estado. Neste domínio, não há alterações, mantendo-se uma bonificação da taxa de juro criada pelo Decreto-Lei n.º 359/89, e actualmente em vigor, e fixada administrativamente pelo Estado.

Neste regime de bonificação, há o risco de os bancos poderem fixar taxas de juro mais elevadas, um risco de que os deputados estão conscientes e que pretendem colmatar com um acompanhamento da aplicação do diploma. Em declarações ao PÚBLICO, Carlos Silva, deputado do PSD e presidente do grupo de trabalho de que resultou a nova lei, adiantou que ainda não estão definidos os moldes de acompanhamento, admitindo que pode passar pela já existente comissão para as questões da deficiência, mas essa será uma matéria a discutir com os restantes partidos.

Recorde-se que as propostas dos partidos de alteração surgiram na sequência de uma denúncia da Deco Proteste sobre o caso de um cidadão que adquiriu uma incapacidade superior a 60% e viu negada a transferência do seu empréstimo para o regime especial.
 

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[4.Ag.2014]
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Videoclube NOS integra serviço
de audiodescrição em 30 filmes

Tek Sapo

21-7-2014


A NOS anunciou hoje que passa a disponibilizar audiodescrição para um conjunto selecionado de filmes disponíveis no videoclube do seu serviço de televisão.

A audiodescrição é uma funcionalidade criada a pensar nos clientes com deficiência visual e será incluída no serviço de videoclube da plataforma de televisão paga da NOS.

Esta funcionalidade inclui uma locução, que descreve cada cena em termos de cenários, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens, entre outras informações relevantes, explica a NOS num comunicado de imprensa.

Os filmes selecionados para integrar a opção de audiodescrição são cerca de 30, que estão acessíveis através do videoclube, através da categoria Cinema em Português com Audiodescrição.

Incluem-se no leque de filmes com serviço de audiodescrição:

Alice, Porto da Minha Infância, O Milagre Segundo Salomé, Kiss Me, O Querido Lilás, 5 Dias 5 Noites, Odete e Atrás das Nuvens, entre outros.
 

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[4.Ag.2014]
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Banana transgênica pode ajudar no
combate à desnutrição e cegueira

Redação Bonde

15/07/2014


Uma banana geneticamente modificada (GM) tem potencial para reduzir drasticamente a mortalidade e a cegueira infantil. A planta transgênica foi desenvolvida por cientistas australianos para apresentar altos níveis de betacaroteno, precursor da Vitamina A. A carência desse nutriente é a principal causa de cegueira em crianças – estima-se que entre 250 a 500 mil percam a visão todos os anos por causa da ausência de betacaroteno no organismo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) também mostram que doenças decorrentes da falta desta vitamina são responsáveis pela morte de mais de dois milhões de pessoas anualmente.

Na África, a banana é um alimento importante, sendo comida crua e cozida. Em Uganda, por exemplo, cerca de 70% da população tem na fruta a base de sua alimentação. De acordo com o cientista James Dale, líder da pesquisa na Universidade de Tecnologia de Queensland em Brisbane (Austrália), a transformação genética da banana faz parte de uma nova onda de alimentos transgênicos cujo objetivo é combater a desnutrição em países em desenvolvimento.

O estudo, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, foi bem sucedido em testes de campo. Agora, cerca de 10 kg da "super banana" estão sendo enviados para os Estados Unidos para o que seja avaliada a biossegurança do alimento para consumo humano. Se for comprovado que o betacaroteno da fruta transgênica se transforma em vitamina A no organismo, o produto será submetido ao sistema regulatório de países como Uganda para ser aprovado.

Fonte: CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia

publicado por MJA 
[4.Ag.2014]
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As deficiências na mídia:
quanto mais lágrimas, melhor?

blog Outros Olhares

julho de 2014

Sérgio é expert em tecnologia em uma multinacional. É casado, pai e cego. Já aconteceu de contar a algumas pessoas que tem uma filha e ouvir coisas do tipo: "Mas, como assim, tem uma filha? Como é que você fez?" Gilson, baixa visão, mora próximo a uma entidade assistencialista para cegos que nunca frequentou, passa em frente a ela quase todos os dias para ir à faculdade e, quando está um pouco à frente, é comum alguém gritar: "Você passou, volta! A entrada é mais atrás!" Ele sempre diz que as pessoas parecem acreditar que cego na rua só pode estar indo a três lugares: ou a alguma instituição assistencialista, ou ao médico ou à igreja. E as inúmeras vezes em que tem de explicar que, sim, usa computador e celular e o tempo todo? “Se digo que vou mandar alguma coisa por email, lá vem a pergunta: mas cego manda email?”, conta, rindo.

Já Andreia toma ônibus cheio todos os dias para ir ao trabalho e, quase todos os dias também, alguém oferece a ela um assento, sendo que muitas das vozes gentis são de pessoas maduras. "Sou jovem e saudável, só não enxergo. Não preciso sentar", explica. A coisa é pior quando engata uma conversa com alguém, que ao saber que ela está indo trabalhar, comenta: "É bom, né? Distrai um pouquinho…" (a jornalista Lia Crespo, cadeirante, um dos principais nomes da luta pelos direitos das pessoas com deficiência no país, já ouviu a mesma coisa de um taxista e respondeu que seu trabalho não era distração e que para se distrair preferia fazer muitas outras coisas…)

E tem o Beto, alto e forte, cego também, que ao visitar um museu e deixar sua mochila no guarda-volumes, ouviu do atendente: "Pode pegar seus remédios, se for precisar, tá?" E um morador de rua que, bêbado, disse um "Deus te ajude" para o sempre elegante Paulo, assim que viu a bengala branca?

As histórias são muitas e, infelizmente, a dependência, a incapacidade, a pobreza e o sofrimento parecem ser as únicas características que a maioria das pessoas associa às deficiências. A mesma ideia, fruto da falta de informação, faz com que jornais e emissoras de rádio e TV apenas perpetuem essa imagem.

“Não somos considerados um público consumidor, essa é a razão para tanto desinteresse”, resume o aposentado J.C., cego. Um pouquinho de filosofia ajudaria a compreender como são construídas certas verdades absolutas nos mais diversos campos sociais, há muito tempo arraigadas no imaginário das pessoas e muito, muito difíceis de modificar.

"Hoje já não existem espaços nos jornais para análises, discussões e debates profundos, com textos longos e reflexivos. As matérias são curtas e superficiais; editores muito jovens querem entender um assunto em cinco minutos e o que vale é a quantidade de informações em detrimento da qualidade", explica uma respeitada jornalista de São Paulo, dona de uma assessoria de imprensa e de um currículo que inclui alguns dos principais veículos de comunicação do país, além de uma longa história de luta por causas sociais. "Temas específicos e complexos, ainda que urgentes, como a questão da falta do livro digital acessível no país ou o descumprimento de outras leis que garantem os direitos de quem tem deficiência, levam tempo só para ser compreendidos e não despertam interesse. O que atrai e vende mesmo são histórias chorosas de superação com a ajuda da caridade ou aquelas que passem a ideia de novidade e vanguarda, ainda que algumas vezes estejam muito longe disso", conclui.

Um exemplo gritante de como a avidez por “novidade e vanguarda” pode não dar certo foi a divulgação pelo jornal Folha de S.Paulo do recente e desastroso desfile de moda para cegos, realizado na capital paulista, que apresentou inacreditáveis calças com elástico na cintura, bolsos com números em relevo e peças com texturas diferentes na frente e atrás, tudo para “facilitar” a identificação e o vestir! Um festival de bizarrices que provocou imediata e indignada reação de dezenas de pessoas com deficiência visual em todo o país. Se você, leitor, enxerga e não tem nenhuma dificuldade motora, certamente algum dia já se vestiu no escuro sem problemas e sem a menor necessidade de roupas especiais, não?

Enquanto publicam matérias como essa ou divulgam praticamente na íntegra textos que chegam das assessorias dos cachorros grandes da chamada indústria da deficiência, sem jamais questionar suas ações nada inclusivas, a cruel realidade de quem tem algum tipo de deficiência visual – e qualquer outra - no país continua totalmente desconhecida. Os brasileiros não têm acesso nem mesmo a óculos de grau, o que dificulta imensamente suas atividades diárias e compromete seriamente a aprendizagem escolar de milhares de crianças. Óticas brasileiras chegam a ter um lucro de 200% a 300% em cima da venda dos óculos e o Sistema Único de Saúde (SUS) não pode fornecê-los à população simplesmente porque não são considerados materiais médicos, segundo informações apresentadas durante o Simpósio para Prevenção e Diagnóstico da Cegueira, promovido pela USP no início de abril em São Paulo, com a participação de oftalmologistas da universidade e convidados estrangeiros.

Ainda segundo dados do Simpósio, pesquisas apontam que a cegueira tem tanto impacto na qualidade de vida de uma pessoa quanto o câncer e a diabetes; esse impacto é ainda maior do que o causado por um AVC com sequelas importantes; muitos dos pacientes com doenças oculares ficam cegos porque não recebem informação nem orientação adequadas sobre a doença e seu tratamento – como poderiam, em consultas que não duram nem cinco minutos?

Tem mais: somente 50% dos pais brasileiros levam seus filhos a consultas com oftalmologistas; as doenças oculares infantis costumam ter um tratamento longo e penoso para as crianças, geralmente à base de colírios que devem ser administrados algumas vezes por dia, o que fica inviável quando os pais trabalham o dia todo e elas ficam em casa, sozinhas ou com irmãos pequenos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de cegueira em todo o planeta ocorrem em pessoas com 50 anos de idade ou mais, sendo que mais da metade dos casos são evitáveis e recuperáveis com tecnologia. A detecção e o tratamento das principais doenças oculares que levam à cegueira são rápidos, fáceis e de baixo custo. E o consenso é o de sempre: o que falta no Brasil é vontade política.

Por fim, mais um obstáculo à disseminação de conhecimento e informação da área é o fato de não haver, nos principais veículos de comunicação do país, jornalistas especializados no tema deficiências, a exemplo do que acontece nas áreas de economia ou educação, para as quais não faltam grandes articulistas com análises críticas e politizadas. As pautas sobre as deficiências são encaminhadas a repórteres cadeirantes ou com baixa visão, o que sem dúvida ajuda, mas não é nem de longe o desejável, nem suficiente e muito menos determinante para a produção de bons artigos e matérias.

Para isso, basta o interesse genuíno pelo tema, acompanhado do suporte de consultores éticos, independentes, com sólido conhecimento teórico e experiência no tema em seus mais variados aspectos, além de entrevistados com deficiência, politizados e não institucionalizados, que possam retratar sua própria realidade com liberdade, seriedade e coragem. E aí, a maior surpresa certamente será a rápida constatação do mais poderoso obstáculo à inclusão: as próprias pessoas com deficiência, mais de 45 milhões em todo o país, uma legião de gente historicamente silenciada, manipulada e vitimizada, que dificilmente lutará por direitos que nem sabe que tem, acostumada que está à dependência trazida pela caridade, eternamente grata a ela e que parece ficar satisfeita somente porque, vez ou outra, a quantidade de migalhas aumenta. Pensando bem, motivo é o que não falta para sentar e chorar mesmo.

publicado por MJA 
[4.Ag.2014]
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Os cheiros favoritos de um cego

Notícias ao minuto

10 de Julho de 2014


 

Tommy Edison é já uma pequena celebridade no YouTube. De espírito aberto, disponível e brincalhão, este utilizador da rede social tem ajudado os seus seguidores a saber um pouco mais sobre como é ser invisual.

Tommy Edison é cego. E é também já uma celebridade no YouTube, com os seus vídeos descontraídos, onde explica aos utilizadores como é que um invisual ‘vê’ as cores ou quais é que são os seus sons favoritos.

Desta vez o assunto do dia são os seus cheiros favoritos.

Em poucos minutos fazemos uma pequena viagem pela memória de Edison, que, entre outras coisas, confessa que gosta do fumo passivo – lembra-lhe a infância porque “toda a gente fumava” – e que acha que o cheiro a gasolina já não é a mesma coisa.


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"A menina que vivia no País Azul"
dá cor às histórias de cegos

 

Uma menina que vive num país só com duas cores e que o vai pintar com a ajuda do sol, da lua, do arco-íris, de uma estrela e do vento, é a história de um livro infantil para cegos. A obra surge das brincadeiras que a autora faz com o neto, com quem gosta de pintar e de fazer experiências, para criar cores novas.

À Lusa, a autora, Antónia Rodrigues, disse que se trata da história de uma menina que vive num país só com duas cores, o azul-escuro e o azul-claro e que o quer pintar.

Com a ajuda do sol, do arco-íris, da lua, do vento e de uma estrela, "A menina que vivia no País Azul" vai conseguir criar novas cores e pintar o país todo.

"A mensagem é para todos os pais. Temos de dar muito tempo e afeto às nossas crianças porque a criança da história vive muito sozinha", contou Antónia Rodrigues, 57 anos.

O livro foi inicialmente escrito e editado em 2012, mas ver na rua uma criança cega levou a autora a questionar-se sobre como é que seria o seu processo de leitura, como é que percecionaria as ilustrações.

É então que Antónia Rodrigues tem a ideia de adaptar o livro que já tinha escrito num formato acessível a crianças invisuais, tendo para isso contactado a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

Para a elaboração do livro, a escritora pediu também a ajuda de uma professora do ensino especial, que é cega, e de duas alunas, também invisuais, com o objetivo de perceber como é que elas liam a história e de que forma a poderia tornar mais interessante.

"Levei dois desenhos em relevo e pedi à professora para ler a parte da história correspondente e ela disse-me que não tinha ideia de como é que as nuvens eram representadas em desenho", contou Antónia Rodrigues.

Deste contacto, nasceu a ideia de transformar em brinquedo as personagens principais, de modo a que a história ganhe vida nas mãos de quem a lê.

Cada livro traz cinco bonecos, que representam as personagens principais: sol, lua, estrela, arco-íris e gota de água.

A elaboração e edição foram apoiadas por várias empresas, o que permitiu que os 250 livros sejam, na sua maioria, oferecidos e distribuídos entre a Biblioteca Nacional, o Instituto Português de Oncologia e escolas.

Antónia Rodrigues adiantou que alguns serão vendidos numa livraria e que o valor das vendas irá reverter para a ACAPO.

À Lusa, a presidente da ACAPO destacou a importância que este livro pode ter na formação das mentes mais jovens.

"Estes livros cumprem um desígnio importante que é o da sensibilização porque, a partir do momento que conseguimos chegar a este público numa idade mais tenrinha, estamos a contribuir para um desenvolvimento destas crianças para que elas conheçam e aceitem o valor da inclusão", defendeu Ana Sofia Antunes.

Segundo a ACAPO, e com base nos Censos 2011, cerca de 18.299 portugueses (com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos) têm muita dificuldade em ver e 644 pessoas, com a mesma idade, não consegue ver.


Titulo: A Menina que vivia no País Azul
Idade: + 6 Anos
Tipo de leitor: Leitor intermédio
Ano: 2012
Páginas: 34
Texto: Antónia Costa Rodrigues
Ilustrações: Antónia Costa Rodrigues
Editora: Chiado Editora


Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/


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“Verão em Ação” em Coimbra

ACAPO


Aproxima-se uma época de férias e com ela mais um período em que muitos procuram usufruir de bons momentos de recreação e lazer. Assim, para além da organização da Colónia de Férias em São Martinho do Porto, a Delegação de Coimbra vai preparar a semana “Verão em Ação” – de 28 de julho a 01 de agosto – com um programa de atividades inteiramente baseada nos contributos dos seus associados e utentes.

Os interessados poderão dirigir as suas sugestões ao cuidado do colaborador Luís Martins, através de carta ou correio eletrónico (luismartins@acapo.pt) e até ao próximo dia 30 de maio de 2014.

O contributo de cada um será devidamente analisado, de forma a obtermos um programa de atividades que possa traduzir os interesses e as necessidades de todos. Oportunamente será divulgado o programa definitivo da semana «Verão em Ação».

 


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O Direito à participação política
das pessoas com deficiência

ACAPO


A Agência Europeia para os Direitos Fundamentais publicou, em Viena, o relatório “O Direito à participação política das pessoas com deficiência: indicadores de direitos humanos”. O relatório analisa a situação da participação política das pessoas com deficiência em 28 Estados-Membros da União Europeia (UE).

O relatório revela que na maioria dos Estados-Membros da UE , as pessoas com deficiência são cidadãos ativos, mais interessados ​​em participar na vida política do que a restante população se lhe forem dadas as condições necessárias.

Todavia, os dados revelam também que subsistem desafios significativos que afetam algumas pessoas com deficiência e que surgem agrupados em quatro temas-chave:

- Supressão de obstáculos jurídicos e administrativos;
- Aumentar a consciência dos direitos ;
- Tornar a participação política mais acessível;
- Expandir as oportunidades de participação.

Segundo a entidade, na União Europeia existem 80 milhões de pessoas com deficiência e uma em cada quatro famílias na UE inclui uma pessoa com deficiência .
 

Fonte: Agência Europeia para os Direitos Fundamentais

 


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Corte nos abonos de família com crianças
deficientes é ilegal, diz Provedoria de Justiça

Público

Por Pedro Sales Dias

21/06/2014

 

Abonos a famílias com filhos deficientes foram recusados com base na avaliação de médicos e não de equipas multidisciplinares. Segurança Social diz que está a solucionar a situação e diferiu alguns casos.

A forma como o Instituto da Segurança Social tem cortado a alguns pais, com filhos deficientes, a bonificação do abono de família é “ilegal”. Quem o diz é a Provedoria da Justiça, após ter analisado várias queixas que lhe chegaram.

Em nove casos analisados em pormenor, a provedoria constatou que os serviços fundamentaram a recusa dos abonos ou a sua continuidade com base na avaliação negativa de peritos médicos do Sistema de Verificação de Incapacidades quando a lei exige que a avaliação seja feita por “equipas multidisciplinares de avaliação médico-pedagógica”, refere um parecer da provedoria que não é vinculativo e ao qual o PÚBLICO teve acesso. “Esta actuação dos serviços é manifestamente ilegal”, sublinha no documento o provedor adjunto, Jorge Miranda Jacob.

A provedoria diz ter sido confrontada com “um número significativo de queixas que denunciam uma actuação dos serviços” em “clara violação com o diploma” que regula a bonificação por deficiência. Não é a primeira vez que o provedor de Justiça, José de Faria Costa, critica os critérios usados na atribuição das bonificações. Aliás, já considerou que a legislação é inadequada. Face às irregularidades detectadas, o provedor adjunto considera as decisões “inválidas”. Em dois casos, a recusa foi feita por os serviços considerarem que não foi feita prova da deficiência quando o médico da criança o atestou.

“Não se compreende como podem os serviços considerar que a prova não foi feita ou não foi apresentada”, destaca o provedor adjunto.

Jorge Miranda Jacob sublinha que a “lei não dá qualquer competência aos serviços para avaliarem a certificação médica da deficiência”.

De acordo com o parecer da provedoria, o instituto tomou igual decisão relativamente “aos seus funcionários abrangidos pelo regime de protecção social convergente”.

Em Janeiro de 2013, os serviços cortaram a bonificação do abono relativo à filha de uma funcionária do Centro de Viana do Castelo. A mãe apresentou prescrições médicas relativas à deficiência e, mesmo assim, a Segurança Social cessou a bonificação.

Noutro caso, foi cessada a bonificação no abono de uma criança com uma deficiência permanente. Os serviços consideraram-na, afinal, “não-permanente” sem justificação. “A lei dispensa a renovação anual da prova de deficiência se esta for permanente”, diz o parecer.


Instituto diz que pedidos de bonificação já foram diferidos

O Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social remeteu para o instituto justificando que a questão não é política. E o instituto admitiu, em resposta ao PÚBLICO, que ao longo dos anos “foram diversas as orientações dos serviços que criaram algumas vicissitudes nesta área de que os casos referidos são exemplo”.

Dos nove casos, contudo, sete já apresentaram documentação e foram, entretanto, diferidos e dois aguardam a apresentação da documentação por parte dos requerentes, segundo aquele instituto.

Aliás, aquela entidade sublinhou que “após uniformização de orientações em 2013 e, em estreita colaboração com a Provedoria da Justiça, foi solicitada a reavaliação dos processos em causa, solicitando aos requerentes os comprovativos que justifiquem o acréscimo de encargos decorrentes da situação de deficiência resultantes de apoio pedagógico ou terapêutico”.
 

publicado por MJA 
[26.Jun.2014]


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Um quinto das crianças em
idade escolar usa óculos

Lusa | DN

21-6-2014


Uma em cada cinco crianças em idade escolar usa óculos, devido, entre outras causas, ao aumento de tarefas e uso de computadores, disse hoje o oftalmologista Paulo Vale, alertando para a importância dos rastreios a partir dos três anos.

"A percentagem de crianças que necessita de óculos tem vindo a aumentar. Na idade escolar (até aos 16/17 anos) temos uma percentagem de 20% e no pré-escolar (até aos 4/5 anos) de 5 a 7%", adiantou à agência Lusa Paulo Vale, da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

O especialista realçou que a tendência mundial aponta para um aumento dos problemas de visão entre as crianças nos últimos anos, havendo inclusive mais com defeitos refrativos, ou seja, passíveis de serem corrigidos com óculos.

No entender do médico oftalmologista, na origem deste aumento estão vários fatores, como o aumento das tarefas escolares nas crianças, o uso crescente de computadores e tablets, o excesso de televisão e a exposição à luz artificial, assim como a componente genética e a prematuridade.

"Estes fatores são causas frequentes do aumento dos problemas refrativos, como a miopia, que tem vindo a subir nos últimos anos", explicou, salientando que o ideal seria que as crianças fizessem um rastreio visual a partir dos três anos.

"Não existe nenhum regime obrigatório para o rastreio, depende da sensibilidade dos pais para os sinais de alerta e do pediatra ou médico de família", declarou.

Paulo Vale sublinhou que os defeitos refrativos quando detetados até aos três ou quatro anos "são tratáveis" e reconheceu que nem sempre é fácil para os pais perceberem se os filhos têm problemas de visão, porque as crianças são muito ativas e curiosas, o que dificulta essa perceção.

"A não ser que seja um defeito muito grande, os pais não percebem. É difícil de perceber se uma criança se aproxima da televisão por curiosidade ou porque vê mal. Quando entram nos infantários ou na escola já é mais fácil", explicou, defendendo que, por este motivo, o rastreio precoce e regular "é tão importante".

O que está preconizado pela SPO, em coordenação com o Ministério da Saúde, é que o rastreio visual das crianças seja feito periódicamente", frisou, acrescentando que "o ideal é ser feito no primeiro ano de vida e depois aos 4 anos", uma vez que "entre os três e os quatro anos vai a tempo de corrigir muita coisa".

Os problemas visuais mais frequentes nas crianças são a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia, mas "existem também doenças oculares como o estrabismo, doenças da retina e das vias lacrimais, o retinoblastoma, o glaucoma congénito e a retinopatia da prematuridade (que tem vindo a aumentar)".

Por isso, o oftalmologista aconselha os pais a estarem atentos aos sinais de alerta, ou seja, quando as crianças se aproximam demasiado da televisão, quando lacrimejam, quando apresentam fotofobia (intolerância à luz) e olhos vermelhos.
 

publicado por MJA 
[21.Jun.2014]


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Olhos biónicos estão a ajudar na
recuperação da visão, diz especialista

Lusa

iOnline

20-6-2014

Atualmente, cerca de uma centena de pessoas no mundo usa "retinas artificiais" criadas por três diferentes empresas nos Estados Unidos, Alemanha e França, que desenvolveram um sistema denominado Argus II

Deficientes visuais em várias partes do mundo estão a recuperar parcialmente a visão graças a olhos biónicos, sistemas eletrónicos implantados diretamente na retina, garantiu hoje o especialista francês José-Alain Sahel.

Citado pela AFP, o médico assegurou que os sistemas têm permitido muitas pessoas cegas perceberem novas "formas e contrastes brilhantes de objetos de tamanho médio" e alguns já conseguem ler "letras e palavras grandes".

"Esta não é uma visão natural, mas uma perceção visual útil", disse o especialista, que dirige o Instituto da Visão, um centro de pesquisa do hospital oftalmológico Quinze-Vingts em Paris.

Atualmente, cerca de uma centena de pessoas no mundo usa "retinas artificiais" criadas por três diferentes empresas nos Estados Unidos, Alemanha e França, que desenvolveram um sistema denominado Argus II.

De acordo com AFP, atualmente o especialista francês José-Alain Sahel está a desenvolver um outro sistema semelhante chamado Iris, em colaboração com o start-up Pixium Vision, e pelo menos cinco pacientes já receberam esse olho eletrónico feito na França, um resultado que o especialista considerou encorajador.

Também na Alemanha, outros fabricantes começaram a comercializar um sistema de implantes visando permitir a visão dos cegos.

Paralelamente, equipas médicas estão a estudar novas formas de recuperação da visão dos cegos, uma das quais envolve a injeção de células estaminais na retina para substituir células defeituosas, refere a agência.
 

publicado por MJA 
[21.Jun.2014]


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Especialistas dos olhos discutem
novas terapias em Coimbra

19 Junho, 2014

António Rosado

Autores de trabalhos científicos inovadores nas áreas da retinopatia diabética e da degenerência macular no envelhecimento estão em Coimbra para participarem, amanhã e depois, num congresso internacional de grande relevância. Vêm dos Estados Unidos, França, Espanha ou Irlanda, a convite do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). A discussão promete não ser pacífica, pelos menos tendo em conta o tema das jornadas: “Controvérsias e novas fronteiras da retina”.

O Serviço de Oftalmologia do do CHUC é, desde há longa data, referência nacional e internacional nestas áreas, nomeadamente através do ICNAS e do AIBILI.

(ver notícia completa na edição impressa de As Beiras)
 

publicado por MJA 
[20.Jun.2014]


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Cientistas portugueses melhoram o
uso de smartphones para os cegos

Público

por Nicolau Ferreira

18/06/2014


HoliBraille e B# são dois utensílios tecnológicos destinados a cegos para facilitar a escrita em Braille. O primeiro tem motores de vibração para ajudar a escrita, o segundo é um corrector ortográfico.

O alfabeto baseado numa malha de seis pontos, o Braille, inventado pelo francês Louis Braille em 1824, é a porta de entrada dos cegos para a literacia e o mundo do trabalho. A malha tem dois pontos horizontais por três verticais. Todas as letras do alfabeto têm uma tradução em pontos na malha do Braille. Por exemplo, o “a” é representado por um único o ponto em cima do lado esquerdo. No papel, graças ao relevo, as palavras são lidas pelos dedos e escritas com máquinas próprias. Mas nos smartphones e tablets, com visores tácteis, ainda se está a aperfeiçoar uma forma de os cegos os usarem. Uma equipa internacional com portugueses está a desenvolver um corrector ortográfico e um aparelho para ajudar à escrita do Braille nestes aparelhos.

“O Braille continua a ser vital para os cegos, tem um grande impacto nas suas vidas”, diz ao PÚBLICO Hugo Nicolau, um dos autores do projecto, a trabalhar como pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Rochester, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Cientistas do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e do Instituto Superior Técnico também participaram neste trabalho, coordenado por Vicki Hanson, da Universidade de Dundee, na Escócia.

“Queremos trazer o Braille para as novas tecnologias”, diz. Segundo o investigador de 28 anos, apenas 10% das crianças cegas aprendem Braille nos EUA. Um estudo de 1998 mostrava que 77% dos cegos que não aprendem este alfabeto estão desempregados, enquanto na população que aprendeu esta percentagem é de 44%. Em Portugal, existem cerca de 130 mil cegos.

Nos smartphones há programas de voz que lêem o que está nos ecrãs. Mas escrever Braille nestes aparelhos é mais complexo. Tal como as máquinas de escrever Braille, nos programas para a sua escrita usa-se o dedo indicador, o médio e anelar de cada mão. Cada um dos seis dedos funciona como um dos pontos da matriz do Braille. O toque só do dedo indicador da mão esquerda é o equivalente, na malha, ao ponto de cima do lado esquerdo, ou seja, a um “a”.

O corrector ortográfico B# desenvolvido por Hugo Nicolau e a equipa é um passo em frente em relação a um corrector normal que analisa palavras e, se a palavra não está no dicionário, corrige-a. Mas o B# tem em conta os símbolos do Braille. “A nossa solução oferece o dobro de correcções acertadas”, diz Hugo Nicolau. “Um código Braille que não faça sentido, e que seria por isso descartado, pode ainda ser utilizado para encontrar acordes (combinação de dedos) que sejam parecidos [com o que foi escrito], e assim encontrar a palavra que o utilizador desejava inserir.”

O sistema consegue sugerir em 72% dos casos a palavra correcta. Segundo o investigador, é difícil prever a palavra certa para 100% dos casos. Mesmo nos casos em que há apenas um erro numa das letras da palavra, as alternativas podem ser muitas. A palavra mal escrita “brla” pode ser “bela”, “bola”, “bala”, “borla” ou “burla”. “Estamos a criar modelos de linguagem representativos da língua e que possam dar com maior certeza a palavra pretendida.”

Já o objectivo do HoliBraille é completamente diferente. Este objecto funciona como uma caixa ou capa que se anexa à parte de trás do smartphone. De cada extremidade desta caixa saem três “actuadores” onde se apoiam os dedos usados na escrita de Braille e que vibram quando se escreve. A ligação entre a caixa e o telemóvel faz-se por Bluetooth. De uma forma imediata, o HoliBraille sabe quais os dedos que o telemóvel reconheceu enquanto se escreve Braille e dá essa informação ao utilizador através da vibração (ou ausência dela) de cada um dos “actuadores”.

“O problema dos ecrãs tácteis é que não tem retorno táctil acerca dos elementos que estão a ser activados. O HoliBraille permite que os utilizadores cegos sintam nos dedos qual a letra que está a ser inserida e, assim, evitar erros de escrita.”

Esta tecnologia poderá ajudar as pessoas que estão a aprender Braille. Investigadores na Universidade de Lisboa estão a criar jogos para a aprendizagem deste alfabeto. “O sistema mostra ao utilizador como escrever a letra, vibrando os dedos correspondentes. Após a letra ter sido ensinada, pede ao utilizador que a insira”, exemplifica o cientista.

Para testar estes desenvolvimentos, a equipa trabalha com a Fundação Raquel e Martin Sain (FRMS), instituição portuguesa, que faz formação de cegos. “As opiniões que nos foram dadas [pela FRMS] são essenciais para criar tecnologias úteis e usáveis”, diz Hugo Nicolau.

O HoliBraille ainda está em fase de protótipo e construi-lo custa entre 80 e 100 euros. Tanto este objecto como o B# não têm patentes. A filosofia do grupo é que as suas criações sejam abertas a todos, frisa Hugo Nicolau: “Pretendemos criar soluções que sejam aplicadas rapidamente. Estamos abertos a novas colaborações.”

publicado por MJA 
[18.Jun.2014]


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Governo quer separar educação especial
das dificuldades de aprendizagem

JN

2014-06-11


O Governo quer retirar dos apoios da educação especial todos os alunos que não apresentem deficiências permanentes, mas garantido que a escola continua a apoiar todos os alunos com dificuldades de aprendizagem.

A proposta integra as conclusões do grupo de trabalho que, ao longo dos últimos meses, teve a cargo um estudo para a revisão da legislação relativa à educação especial, e que hoje apresentou resultados numa sessão no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, que contou com a presença dos secretários de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, e da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho.

As conclusões do grupo de trabalho apontam para a necessidade de alguma revisão da legislação, sobretudo ao nível da integração num único diploma dos diversos normativos dispersos, que deve, acima de tudo, clarificar conceitos, em particular no que diz respeito à separação entre necessidades educativas especiais permanentes ou temporárias ou, dito de outra forma, entre o que realmente se enquadra na educação especial e o que deve apenas ser classificado como dificuldades de aprendizagem.

"Essa distinção, à partida, da população alvo da educação especial é determinante. É necessário especificar e clarificar que públicos é que são alvos da educação especial", afirmou João Grancho, que sublinhou que as necessidades educativas especiais se transformaram numa "grande categoria" onde cabe tudo, afirmando que é preciso rever o que considerou uma "fragilidade ao nível dos conceitos".

"O que nós perguntámos é o que é que está a faltar na escola, para que estes alunos tenham a resposta de que necessitam, e não tenham mais tarde que vir a integrar a educação especial, porque as suas necessidades se tornaram permanentes, irrevogáveis e, portanto, têm de ser apoiados por técnicos altamente especializados, em contextos mais segregados, o que não é desejável", referiu Pedro Cunha, coordenador do grupo de trabalho.

A título de exemplo sobre o que podem ser consideradas dificuldades de aprendizagem, Pedro Cunha referiu a dislexia e o défice de atenção.

"Mesmo que venhamos a introduzir alguma diferenciação a este nível, as escolas deverão continuar a prestar os apoios aos alunos que precisarem", frisou o secretário de Estado.

A propósito da recomendação recente do Conselho Nacional de Educação sobre a educação especial, que apontava para falhas na prestação dos apoios a estes alunos e para desigualdades territoriais no acesso, João Grancho disse que "esse desatendimento incorre numa lógica de integrar na educação especial todo o tipo de alunos com dificuldades", o que leva a que "os recursos sejam desviados das necessidades de caráter permanente".

João Grancho declarou que "os recursos necessários" têm de ser afetados "à medida das necessidades que forem detetadas".

"Não há qualquer restrição ao investimento ou orientação no sentido de diminuir o investimento que tem vindo a ser feito", garantiu, sublinhando o crescimento que houve a este nível nos últimos dois anos letivos, e recusando a ideia de que esta seja "uma área descuidada pelo Governo.

"Temos vindo a incrementar os apoios disponibilizados e os recursos, de uma forma que é resultante da pressão que vai surgindo, deste crescimento quase descontrolado com necessidades educativas especiais, quando todos nós sabemos que um aluno que integre este quadro das necessidades educativas especiais dificilmente é retirado, e quando muitas vezes estamos a falar de dificuldades de aprendizagem", afirmou o secretário de Estado.

De acordo com a proposta do grupo de trabalho, um novo quadro normativo deverá manter o âmbito de intervenção dos serviços de educação especial, centrado no que está previsto no decreto-lei de 2008, que enquadra os apoios a estes alunos e que estabelece que os apoios especializados devem ser prestados a crianças "com alterações de caráter permanente nas estruturas e funções do corpo".

publicado por MJA 
[17.Jun.2014]


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"VER COM OS MEUS OLHOS"

Exposição de Pintura Contemporânea
de Carlos Soares
 

Entre 14 e 17 de Junho
entre as 9.00 e as 19.00h
Delegação de Coimbra da ACAPO

 

«Ser cidadão com deficiência na visão não é um defeito! É somente uma diferença. Para sentir a vida, o seu pulsar, o seu quotidiano, a sua turbulência, os bons e maus momentos, não temos que ver mas sim SENTIR. Os sentimentos levam-nos a todos os lugares.

Na minha pintura expresso o que mais de belo existe: a VIDA. Pretendo que em cada quadro as vossas mãos possam descobrir a textura, e porque o imaginário é pleno de liberdade, que vejam através de mim o que tento expressar. Desejo que através da minha arte possais desfrutar de momentos de prazer e felicidade, que os meus olhos sejam os vossos olhos e que vos ajude a entenderem a magnitude e a beleza que pode ser expressa num simples traço.»

Carlos Soares
(pintor viseense)

Email: jcccsoares@gmaiLcom
www.artenova2013.comunidades.net

Exposição Solidária: No valor de venda de cada obra, 5€ revertem a favor da ACAPO.
 

publicado por MJA 
[16.Jun.2014]


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Jovem cega apresenta programa de viagens

Estreou no dia 11 de maio no canal espanhol TVE, uma série intitulada «Com mis ojos» [Com os meus olhos]. Trata-se de um programa de viagens em que Pili, uma jovem cega descobre Espanha acompanhada pelo seu cão-guia, Kenzie.

O primeiro episódio desta viagem sensorial pode ser acedido através do link:

www.rtve.es/alacarta/videos/con-mis-ojos/ojos-canarias/2557928/.
 

publicado por MJA 
[16.Jun.2014]


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Os cegos não são super-heróis, apenas não vêem

por Helena Neves, LUSA

Diário de Notícias

13 Junho 2014
 


Ricardo perdeu a visão aos 18 anos, mas ganhou a capacidade de "observar muito do que não se vê com os olhos" e faz questão de dizer que os cegos não são super-heróis, apenas "não vêem, nada mais do que isso".

O jovem, hoje com 31 anos, ficou cego num pós-operatório de uma cirurgia que correu mal. Os primeiros tempos não foram fáceis: "Era um dia de revolta, um dia de frustração, um dia de tristeza profunda, um dia de querer desistir de tudo".

Parou de estudar, parou com tudo. "Tive um período em casa literalmente sem fazer nada, porque a força que existia era zero ou abaixo disso", conta à agência Lusa Ricardo Teixeira, autor do livro "Curva no escuro", recentemente editado.

Depois de um período de revolta interna, já que exteriormente nunca a revelou, Ricardo decidiu que era tempo de recomeçar e apostou num curso de massagem de recuperação na Associação Promotora de Emprego para Deficientes Visuais.

"Não era coisa que alguma vez tivesse pensado fazer", porque a sua formação era na área da multimédia, mas era preciso recomeçar "fosse por onde fosse".

E com "tropeções e uma frustração aqui e além", foi estudando e praticando artes marciais. "Gostei da área e nunca mais parei de estudar", disse, comentando com um sorriso rasgado: "Passei de um pós adolescente que estava em casa sem fazer nada para um tipo que estava metido em dois e três cursos ao mesmo tempo e a trabalhar em dois sítios".

Ricardo terminou os cursos de massagem de recuperação e de osteopatia e começou a estagiar na Escola Superior de Dança, onde está a trabalhar e a ajudar na recuperação das lesões dos alunos. O seu dia-a-dia é uma azáfama, sempre a correr, mas sem necessitar de bengala branca: "Baralho-me mais com ela", diz, com graça.

"Faço a minha rua a correr e não vou contra nada", uma situação que suscita a curiosidade das pessoas, que o questionam sobre como consegue correr, escrever no teclado do computador ou fazer artes marciais sem ver.

"São coisas perfeitamente normais" e dá como exemplo: "As pessoas quando vão à casa de banho durante a noite normalmente nunca acendem a luz e não batem em nada e se for preciso até se desviam do gato que está a dormir no corredor".

"O corpo vê de todas as maneiras. O cérebro fica mais atento ao sentido que está disponível. É tão simples quanto isso", explica. A perceção, a intuição, a imaginação e a sensibilidade também dão informação. "Apesar de não ser fácil", é uma questão de a ler e processá-la.

Ricardo escreveu o "Curva no escuro" para esclarecer dúvidas, desmistificar alguns assuntos e "lutar contra a noção de espetacularidade" que existe em relação a quem não vê.

O cego é "uma pessoa com as outras, apenas não vê. Não se transformou nem num super-herói, nem numa pessoa que é incapaz de fazer seja o que for", insiste.

"Eu conheço pessoas que têm um grau de visão baixa e fazem dança aérea e não são de outro planeta", sustenta, considerando que as pessoas questionam porque não estão habituadas a lidar com a situação. Para Ricardo, se o Estado criasse condições e se "tudo fosse encarado como sendo normal", as pessoas deixariam de encarar os cegos como sendo especiais ou diferentes, passando a vê-los de "forma normal e igual".

Mas não é isso que acontece: "A situação já tem o peso que tem, não precisa de um nível de dramatismo acrescido de uma espetacularidade. É encarar as situações com realismo, como elas são".

publicado por MJA 
[14.Jun.2014]
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Novo implante biodegradável pode auxiliar no
combate à perda de visão de portadores de diabetes

noticias Br

12-06-2014

Um novo implante biodegradável chegou ao Brasil recentemente; ele tem como principal função fazer a liberação de um medicamento, no interior dos olhos, de maneira gradativa; a função pode ser utilizada por um período que chega a seis meses; esse novo implante pode auxiliar no combate a perda de visão de pessoas que tem diabetes.

O medicamento contido no implante é a dexametasona que é um anti-inflamatório que é da mesma classe dos corticosteroides, este tem a capacidade de agir contra o edema macular que é a acumulação de liquido na mácula, que é a parte do centro da retina ocular, que fica localizada na parte posterior do olho.

Para pessoas com diabetes o edema macular representa uma complicação grave e pode levar à perda total da visão, esse edema é mais comum dentre os pacientes que não tem a glicemia controlada, a variação dos níveis de açúcar no sangue causam inflamações nos vasos sanguíneos, isso pode levar o líquido a vazar para a parte de fora dos vasos.

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, somente no Brasil existem atualmente 6 milhões de pessoas que possuem baixa visão e 585 mil pessoas cegas, a diabetes é a principal causa de cegueira entre pessoas adultas com idades que variam de 20 até 65 anos.

Atualmente o tratamento para pessoas que possuem o edema macular é realizado com injeções que são dadas a cada dois meses e também com laser, mas de acordo com especialistas esses medicamentos que compõem o tratamento não são tão eficazes quanto a dexametasona, segundo o oftalmologista Paulo Augusto Mello a dexametasona não tem sua utilização nas injeções porque a ação do medicamento é muito rápida e com isso seria necessário que o paciente tomasse mais doses da injeção.

Segundo o oftalmologista que também é consultor da Allergan, fabricante do implante, que tem o nome de comercialização como Ozurdex, a principal vantagem da utilização do implante é justamente o fato de esse permanecer liberando o medicamento até um período de seis meses sem que haja a necessidade de uma outra aplicação.

O implante é colocado sem a necessidade de cortes serem realizados, o paciente toma uma anestesia local e o implante é inserido por meio de uma injeção, o procedimento para colocação dura em média 30 minutos e não é necessário que o paciente remova o implante já que ele é feito de um material que é absorvido pelo organismo.
 

publicado por MJA 
[13.Jun.2014]
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Conselho Nacional de Educação aponta
várias falhas ao Ensino Especial

Público

por Andreia Sanches

06/06/2014

Sem recursos, a inclusão de alunos com necessidades especiais é mera “retórica”. Formação de professores continua a ser frágil.

A actual legislação sobre educação especial “deixa desamparado um conjunto considerável de alunos e alunas que manifestam necessidades educativas especiais e para os/as quais não é possível construir respostas educativas ajustadas”, diz o Conselho Nacional de Educação (CNE) numa recomendação tornada pública nesta sexta-feira. Os conselheiros sugerem várias alterações legais e sublinham a necessidade de garantir recursos, que por vezes falham – desde o apetrechamento das escolas até à afectação de profissionais.

A pedido da Assembleia da República, o CNE debruçou-se sobre as respostas dadas aos alunos com necessidades educativas especiais – no ano lectivo de 2012/2013 havia cerca de 62 mil, dos quais quase 61 mil frequentavam escolas do ensino regular.

Das audições e análises feitas resultam algumas preocupações. O CNE diz, por exemplo, que, embora as políticas públicas neste sector adoptem “o princípio da educação inclusiva”, e até sejam objecto de reconhecimento internacional, “a atitude voluntarista do legislador não encontra respaldo” na capacidade de mobilizar recursos. Exemplos: por vezes, os estabelecimentos de ensino só têm técnicos muito depois do ano lectivo começar; há escolas de referência para alunos cegos e de baixa visão que apenas têm acesso aos manuais em Braille no final do ano lectivo; há tecnologias de apoio que só chegam aos alunos quando já não são adequadas...

Em suma: existem escolas que têm na sua população escolar alunos com necessidades especiais mas que não têm, “em tempo útil, os recursos e profissionais que permitam dar resposta apropriada” a essas crianças e jovens.

“Estas situações representam um desperdício de recursos, mas sobretudo de tempo, essencial e irrecuperável num processo de aprendizagem”, lê-se no texto do CNE. “A existência destas respostas, nomeadamente no que concerne aos meios e profissionais que servem na e com a escola, em toda a extensão do ano lectivo, é condição fundamental, sem a qual o princípio da inclusão não passa de mera retórica.”

Por isso, entre as recomendações enumeradas pelos conselheiros, está a de que é preciso clarificar e adequar os critérios de atribuição de recursos e profissionais aos estabelecimentos de ensino.

O CNE acha ainda que o Sistema Nacional de Intervenção Precoce funciona, mas que há zonas do país que não estão abrangidas, o que põe em causa a equidade. Por outro lado, há o risco de meninos com necessidades especiais “transitórias” não terem acesso a “intervenção especializada”, o que pode levar a que essas necessidades se tornem “crónicas”. O CNE entende que a legislação deve ser alterada de forma a que seja possível desenvolver “medidas educativas temporárias”, que contemplem aquelas situações.

Formação duvidosa
A qualidade da formação dos docentes de educação especial que, em anteriores pareceres, já tinha sido apontada como uma fragilidade não está a melhorar, prossegue o CNE. Os conselheiros sugerem que seja desenvolvido, “com urgência”, um plano de formação contínua.

De resto, há cursos de educação especial no mercado com qualidade duvidosa, diz-se. E as próprias motivações dos professores que escolhem esta via nem sempre serão as mais indicadas. “Em alguns casos, a apresentação a concurso em educação especial não decorre da escolha intencional de um percurso profissional, mas antes da possibilidade de obtenção de emprego ou de aproximação à residência.”

Na sua recomendação, o CNE sugere, entre outros, que “sejam desenvolvidos processos urgentes e rigorosos de regulação dos cursos de formação especializada”, que seja dada especial atenção à “qualidade científica” das formações e que se clarifique o “perfil” e as “competências” dos docentes de educação especial. Mais: é preciso definir critérios rigorosos de recrutamento. Recomenda-se ainda que se desenvolvam mecanismos legais que permitam ter professores com estabilidade nas escolas, a trabalhar com estes alunos.

Exames desadequados?
As dúvidas do CNE estendem-se à forma como estes alunos são avaliados. “A existência de avaliação externa das aprendizagens” – exames – “tendo como referência os curricula e as metas de aprendizagem”, sem que estes estejam adaptados às condições especiais dos alunos do ensino especial, “poderá pôr em causa a qualidade e a equidade na possibilidade de obtenção de sucesso”.

Dúvidas são também levantadas em relação à forma como estará a decorrer a transição para a vida activa. O CNE acha que parece não estar a ser garantida uma “plena integração social e laboral depois de concluída a escolaridade obrigatória”. E diz que é preciso “repensar a certificação decorrente deste percurso escolar”.

O alargamento da escolaridade obrigatória é referido mais do que uma vez no texto do CNE – porque veio aumentar o período de permanência de alunos com necessidades especiais nas escolas, “alargando a sua frequência às escolas secundárias, as quais, na sua maioria, se debatem com dificuldades, ao nível da prática e das condições necessárias, para responder a este novo desafio”. Esta situação é ainda mais premente nas escolas profissionais, onde não existe resposta no âmbito das necessidades educativas especiais.

De acordo com a Constituição da República Portuguesa, é da responsabilidade do Estado “promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoio ao ensino especial, quando necessário.”

O CNE é um órgão independente, com funções consultivas, que emite opiniões, pareceres e recomendações sobre todas as questões relativas à educação, por iniciativa própria ou em resposta a solicitações apresentadas pela Assembleia da República e pelo Governo. O seu presidente é eleito pela Assembleia da República. Actualmente, o cargo é ocupado pelo ex-ministro da Educação David Justino.

Governo apresenta resultados
Já durante esta tarde de sexta, o Ministério da Educação e Ciência e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social convocaram os órgãos de comunicação social para a apresentação, na quarta feira, das conclusões de um grupo de trabalho criado em Janeiro com a missão de estudar a revisão da legislação que regula a Educação Especial.

“Tendo presente a avaliação desenvolvida pelo Governo e a opinião de escolas e de outras entidades sobre os instrumentos legais e orientações existentes, tornou-se evidente a necessidade de realizar uma análise abrangente e sustentada da Educação Especial e das dimensões que implica e mobiliza, tendo também em consideração o contexto mais amplo das medidas de promoção do sucesso escolar oferecidas pelo sistema educativo”, lê-se no comunicado enviado às redacões.

O Governo recorda que foram auscultados especialistas, instituições de ensino superior, organizações representativas de professores, pais e encarregados de educação, de pessoas com deficiência, de instituições particulares e cooperativas de educação especial, dos órgãos de administração e gestão de escolas, e outras entidades com reconhecido trabalho nesta área. “Pretende-se assim um consenso o mais alargado possível em torno desta matéria”, remata o comunicado.
 

publicado por MJA 
[9.Jun.2014]
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Aplicação informática promove
turismo inclusivo nas Caldas da Rainha

Correio da Manhã

7 Junho 2014


Criada com o objetivo de "disponibilizar aos turistas percursos e informações sobre os eventos e pontos de interesse do concelho".

A Câmara das Caldas da Rainha lançou uma aplicação informática para iPhone e Android que promove o turismo inclusivo, estando já preparada para utilizadores invisuais e que até ao final do ano será complementada com linguagem gestual. A aplicação, denominada 'City Guide' (guia da cidade), foi criada com o objetivo de "disponibilizar aos turistas percursos e informações sobre os eventos e pontos de interesse do concelho", tendo, segundo o vice-presidente da câmara, Hugo Oliveira, "uma importante componente inclusiva". O 'City Guide', que pode ser descarregado gratuitamente "nos hotéis e locais com 'wi-fi', permite o acesso a um mapa interativo da cidade, que "avisa o utilizador dos pontos de interesse e disponibiliza informação sobre os mesmos", com a particularidade de a mesma poder ser lida ou ouvida, "facilitando a utilização por invisuais", explicou à Lusa o responsável pela aplicação, Pedro Manuel.
 

publicado por MJA 
[7.Jun.2014]
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Declaração de Salamanca:
20 anos pela educação para todos

Público

DAVID RODRIGUES

05/06/2014
 

Para se construírem sociedades abertas e solidárias
é preciso construir antes de mais uma Educação Inclusiva.

Dia 7 de Junho próximo, faz vinte anos que se iniciou em Salamanca uma Conferência promovida pela UNESCO. Desta conferência saiu uma Declaração que foi subscrita por 92 países – entre os quais Portugal – e mais 25 organizações não-governamentais. Esta Declaração tem uma importância seminal no aprofundamento de uma perspetiva de “educação para todos”.

Antes de 1994, existiam já documentos internacionais que proclamavam o direito de todas as pessoas à Educação. Por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH) de 1948, afirma no seu artigo 26º que “Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório (…)”. Na decorrência da DUDH muitas foram as declarações e convenções que confirmaram este direito universal à Educação. Mas então o que há de novo, de original, na Declaração de Salamanca? É, talvez, a forma como este direito deve ser concretizado. Senão vejamos:

Ainda no preâmbulo da Declaração de Salamanca se diz (e vale a pena voltar a ler):

“(…) as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades,

(…) as escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias ,construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa ótima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo.”

Estes dois parágrafos têm um alcance ético e implicações práticas extraordinárias. Quando se afirma que as escolas regulares se devem adequar às necessidades dos alunos, está a traçar-se uma linha divisória muito clara entre uma conceção de educação que está “lá em cima” (e que os alunos têm que “escalar”) e outra conceção em que a escola não está nem em cima nem abaixo dos alunos: está ao seu lado. Está ao lado dos alunos porque os conhece, conhece o seu contexto, conhece os valores que lhe foram transmitidos até então, conhece a forma como o aluno aprende melhor, conhece a forma como ele se relaciona, enfim, conhece o tempo que ele precisa para aprender o que é necessário para ser um cidadão útil e ético. Afirmar numa Declaração Internacional que a escola tem a obrigação – sob pena do seu insucesso como instituição pública – de servir competentemente a todos os alunos, é original e, mais do que isso, é uma referência que devia ser tomada como princípio inspirador de toda a pedagogia que se pratica na escola.

No segundo parágrafo afirma-se que as escolas regulares são os meios mais eficazes de combater as atitudes discriminatórias e de criar comunidades abertas e solidárias (…). De novo as escolas regulares são convocadas para serem aquilo que por vezes esquecem que são: escola para todos sem qualquer exceção, Escolas Públicas. É certo que existem forças, atitudes e opiniões que querem que a escola pública se esqueça daquilo que deve ser: há normas que encorajam a seleção e a segregação dentro da escola, há opiniões que barram e desencorajam que todos os alunos se possam matricular e ter sucesso na escola da sua comunidade, há professores que acham que não há qualquer alternativa a cumprir o “sacrossanto” currículo (e “daquela” forma), há pais que desconfiam das escolas que são frequentados por alunos pobres ou com deficiências, etc. etc.

Mas Salamanca aqui está. Vinte anos depois a dizer, a proclamar e a apontar o caminho que é preciso fazer e trilhar para se construírem sociedades abertas e solidárias. E avança com os meios que são necessários para isso: construir antes de mais uma Educação Inclusiva.

Dia 7 de Junho uma associação de professores “Pró-Inclusão” e uma associação de Pais “Pais em Rede” vão realizar às 10h00 no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian uma sessão comemorativa da Declaração de Salamanca. Uma sessão aberta e inclusiva.

E gostava de deixar aqui uma sugestão a todas as escolas e em particular aos colegas que têm responsabilidade na sua gestão: afixem na entrada da escola um cartaz grande, bonito e bem visível que diga: “O compromisso desta escola é educar os nossos alunos o melhor que todos sejamos capazes”.

Foi isto que nos ensinou a Declaração de Salamanca que esta semana faz vinte anos.


David Rodrigues é Professor Universitário, Presidente da Pró- Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial
 

publicado por MJA 
[5.Jun.2014]
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Chinês quase fica cego por usar
demais o celular no escuro

Saúde.terra

03 de junho de 2014

Médicos alertam que uso exagerado de tablets e celulares tem
aumentado casos de descolamento de retina entre os jovens

 

 

Um chinês de 26 anos correu o risco de ficar cego depois de forçar os olhos ao usar demais o smartphone para mandar mensagens de celular no escuro durante a noite. Ele foi diagnosticado com deslocamento de retina e teve que passar por uma cirurgia de emergência, já que o tratamento apropriado é o melhor caminho para evitar a cegueira. As informações são do site inglês Daily Mail.

A retina, que é sensível à luz e se comunica com o nervo óptico, se desloca quando começa a se afastar dos vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e nutrientes ao olho. O problema não é raro, pelo contrário, é até "comum", mas em idosos com idades entre 50 e 70 anos, e não em adultos jovens. Aliás, os médicos têm se preocupado com o aumento da condição entre pessoas mais novas e elegem o uso demasiado do celular como o culpado.

David Allamby, fundador da Focus Clinics, concluiu que houve um aumento de 35% no número de pessoas com miopia avançada desde a popularização dos celulares, em 1997.

Apesar do caso do chinês ser extremo, os especialistas explicam que a luz emitida pelo celular e por tablets causa uma pressão desnecessária aos olhos, principalmente quando usado no escuro. "Nossos olhos evoluíram para uma visão tridimensional. Mas acabamos forçando-os demais para focar e encontrar uma imagem 3D em uma tela 2D", explica Andrea Thau, oftalmologista de Nova York.
 

publicado por MJA 
[4.Jun.2014]
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Tabagismo interfere na visão e aumenta a
probabilidade de doenças que causam cegueira

Portal dos Seguros

1 Junho 2014


O tabagismo é considerado fator de risco na incidência e na evolução de uma série de problemas oculares: Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), catarata, glaucoma, Doença de Graves (causada por distúrbios hormonais da tireoide) e doenças oclusivas venosas e arteriais.

O hábito de fumar aumenta em pelo menos duas vezes o risco de desenvolver Degeneração Macular Relacionada à Idade, que é uma das doenças que mais causam cegueira no mundo. Fumadores têm mais propensão a essa degeneração, pois o cigarro acelera a oxidação do organismo e favorece o acúmulo de substâncias nas camadas mais profundas da retina. Com a diminuição de mecanismos antioxidantes, ocorre a "intoxicação" dessa parte do olho.

Esse problema se desenvolve a partir do envelhecimento na parte da retina chamada mácula, que é diretamente ligada ao sistema nervoso central, onde a visão é processada e são definidas as formas, cores, rostos e leitura. "Toda a retina tem origem no tecido nervoso, suas células não se regeneram nem se multiplicam. Por isso, é importante preservá-las", afirma Dr. Cláudio Dalloul, especialista em retina e vítreo do D'Olhos Hospital Dia de Rio Preto.

Estudos também indicam que o tabagismo pode contribuir para o agravamento do glaucoma. O cigarro isoladamente não causa a doença, mas está associado a um maior risco de piora da patologia. O conjunto de fatores que causam má circulação sanguínea no corpo também podem prejudicar a saúde do nervo óptico, pois, assim como em outras partes do corpo, o nervo óptico recebe nutrientes e oxigênio pelo sistema vascular. “O cigarro não eleva a pressão intraocular, mas pode prejudicar a circulação do nervo óptico. Os efeitos de alterações vasculares na evolução do glaucoma têm sido tema para muitas pesquisas", disse Dr. Kássey Vasconcelos, especialista em glaucoma do D'Olhos Hospital Dia.

O fumo do cigarro também tem efeito irritativo na parte anterior do globo ocular, principalmente na conjuntiva e na córnea. Isso faz com que as pessoas idosas - que produzem menos lágrimas - sejam muito mais sensíveis e alérgicas. O cigarro também piora quadros de síndrome do olho seco, alergias oculares e promove desconforto àqueles que usam lentes de contato.
 

publicado por MJA 
[2.Jun.2014]
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Cegos vão poder "ver" o céu

por Lusa | DN Ciência

28 Maio 2014

 

 

Mais de 40 telescópios são instalados no fim de semana em Moimenta da Beira, para participar numa concentração onde, pela primeira vez, cegos poderão observar o céu em tempo real.

A concentração de telescópios de Moimenta da Beira -- que tem como ponto alto a observação noturna do céu no sábado à noite - vai na sua quarta edição e é organizada pelo Clube das Ciências da Escola Básica e Secundária do concelho.

"As expectativas são bastante grandes. Atendendo ao número de pré-inscrições feitas, que não são obrigatórias, vamos ultrapassar as anteriores edições em número de pessoas e de telescópios", disse à agência Lusa Paulo Sanches, coordenador do Clube das Ciências.

Até hoje, já mais de 150 pessoas de fora de Moimenta da Beira, de norte a sul do país, fizeram a pré-inscrição.

"Mas há muitos astrónomos que aparecem sem fazer a pré-inscrição. Por isso, a expectativa é que ultrapassaremos os 42 telescópios da primeira edição", afirmou.

Segundo Paulo Sanches, há cerca de três semanas, numa conversa com uma colega, surgiu a ideia de, durante a concentração de telescópios, possibilitar uma observação do céu, em tempo real, a invisuais.

"Percebi que íamos precisar de 'webcams', computadores, impressoras normais e impressoras térmicas, porque o objetivo é imprimir em papel com relevo o que estamos a observar no momento", explicou.

Na terça-feira, o docente conseguiu reunir as condições e dessa forma, no sábado à noite, será possível alguns cegos participarem na observação noturna do céu. A iniciativa "O céu nas tuas mãos - astronomia tátil" será dinamizada em parceria com Lina Canas, do NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia.

A concentração de telescópios de Moimenta da Beira realizou-se pela primeira vez em 2009, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia.

"Foi uma ideia que tive. Pensei: se se faziam concentrações de motas, porque não haveria de fazer uma concentração de telescópios?", contou Paulo Sanches, acrescentando que "era uma atividade apenas para esse ano", mas o seu sucesso levou à continuidade.

Na sua opinião, o céu de Moimenta da Beira, no interior norte de Portugal, é ideal para a iniciativa.

"Não há tanta poluição luminosa e como vamos para um sítio alto (o recinto do Santuário de São Torcato, em Cabaços) e temos o cuidado de desligar a iluminação pública, ainda mais escura fica a noite", sublinhou.

Nesta iniciativa, cujo programa integra a realização de várias palestras durante a tarde de sábado, participam sobretudo astrónomos, mas também professores de outras escolas e pessoas que sentem curiosidade pela astronomia.

"Mas, além das pessoas que participam no programa todo, a partir das 21:30 chegamos a receber lá em cima (no recinto do santuário) 200 pessoas que não se inscreveram", para a observação noturna, acrescentou.
 

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[28.Mai.2014]
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Investigadores desenvolvem
óculos guia para invisuais

TV Ciência

20-05-2014
 


Óculos dotados com lentes inteligentes desenvolvidas para pessoas com incapacidades visuais ajudam a seguir caminhos, a evitar obstáculos estáticos ou em movimento e até a reconhecer cor de roupas. O produto comercial poderá ser lançado em 2015.

Com recurso a inteligência artificial, geometria computacional, técnicas de GPS e ultrassom, investigadores do Center for Research and Advanced Studies (CINVESTAV), no México, desenvolvem lentes para óculos que podem vir a revolucionar o dia a dia de pessoas com cegueira ou incapacidades visuais.

Os cientistas desenvolveram toda a ideia até ao protótipo e anunciam que esperam começar a comercializar o produto no início de 2015. O problema para já pode colocar-se ao nível do preço, já que um par de óculos com lentes inteligentes pode custar entre 700 e 1100 euros.

Os óculos equipados com as lentes especiais consistem num dispositivo de navegação desenvolvido com base em algoritmos de visão estereoscópica, possui sensores de som stereo, tecnologia de georreferenciação e um tablet através do qual uma voz vai dando indicações ou avisos aos utilizadores.

Graças às técnicas de ultrassom o dispositivo vai ser capaz de reconhecer objetos translúcidos como o vidro e como está dotado de inteligência artificial poderá guardar informação ao longo do tempo para reconhecer, por exemplo, locais, sinais e objetos.

Por enquanto, os investigadores preveem que o par de óculos, que funciona à base de baterias, terá uma autonomia até quatro horas de utilização contínua.
 

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[25.Mai.2014]
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Telemóvel com teclado em braille
começa a ser vendido pela OwnPhone

20 Maio, 2014

por ZAP

 

Anteriormente outros telemóveis com braille já tinham sido inventados, mas a OwnPhone diz que o seu aparelho – cujas faces dianteira e traseira foram feitas em impressoras 3D e podem ser personalizadas – é o único a ser colocado à venda.

Para deficientes visuais que não conhecerem a linguagem braille, é possível imprimir letras e números em relevo no teclado.

O telemóvel por enquanto está disponível apenas no Reino Unido, por 60 libras (cerca de 74 euros). Segundo o seu inventor, Tom Sunderland, a impressão das capas em 3D ajuda a baixar o seu custo.

“A impressão é uma forma rápida e economicamente eficiente de criar botões personalizados em Braille”, diz à BBC.


Personalizado

Em 2012, a OwnPhone tinha lançado o primeiro telemóvel parcialmente feito com a ajuda de impressoras 3D. No ano seguinte, desenvolveu uma edição dedicada a crianças, chamada 1stFone – um aparelho do tamanho de um cartão de crédito com botões programados para ligar para números pré-programados.

O “braille-fone” é baseado nesses aparelhos prévios, mantendo o seu tamanho pequeno e seu design colorido.

“Pode ser personalizado com dois ou quatro botões em braille, pré-programados para telefonar a amigos, parentes, colegas de trabalho ou serviços de emergência”, explica Sunderland.

Apesar das inovações, a ideia não é completamente original. A start-up indiana Kriyate construiu um protótipo de smartphone preparado com a linguagem Braille e que usa comandos ligados à vibração do telefone para ajudar o deficiente visual.

Algumas dessas vantagens podem até ser substituídas por aplicações, como o VoiceOver, da Apple, que tem um leitor de ecrã que permite ao utilizador navegar pelo telemóvel e ouvir o que está no monitor.

Fonte: ZAP / BBC

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[20.Mai.2014]
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Oftalmologia: Portugal participa em ensaio internacional

Boas Notícias

19 de Maio de 2014


Há uma equipa de especialistas portugueses a participar num ensaio clínico internacional com vista à avaliação do potencial de um novo fármaco no tratamento de uma doença oftalmológica que afeta a transparência da córnea. Trata-se de um grupo do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, numa prestação que se está a revelar "promissora" e com "bons resultados".

Os testes arrancaram há dois meses, encontrando-se a decorrer em 39 centros de nove países europeus até ao final do ano. Até à data, o mesmo está a mostrar-se "promissor" no que diz respeito à queratite neurotrófica, uma doença oftalmológica que se estima "afetar uma em cada 5.000 pessoas".

A mesma pode levar "à perda de transparência da córnea", podendo, inclusive, haver "uma diminuição acentuada da capacidade de visão". Quem o explica é Joaquim Murta, líder da equipa do Centro de Responsabilidade Integrado do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospital e Universitário de Coimbra que realiza o ensaio.

Em declarações à Lusa, o responsável adianta que, nas situações mais graves, "a parte da frente do olho fica com um vidro opaco", impedindo o doente de ver mais do que apenas "algumas luzes e sombras".

De difícil tratamento, a doença chega a implicar, por vezes, um transplante da córnea. Por isso, o especialista salienta que, a comprovar a eficácia do novo medicamento, este pode ver a tornar possível o tratamento das situações "de forma rápida", evitando chegar "a estados mais avançados".

Além disso, o fármaco em questão ajuda, ainda, a "cicatrizar úlceras na córnea" que, sem o devido acompanhamento e auxílio, "conduzem a consequências irreversíveis na transparência da córnea".

Atualmente, a queratite neurotrófica tem vindo a tornar-se "cada vez mais frequente", devido ao maior número de cirurgias oculares que se fazem, bem como ao aumento de alergias e medicações locais nos olhos.
 

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[20.Mai.2014]
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Recuperar visão enfraquecida também sem operação

Stanislav Kalyakin

15 Maio 2014


Na Rússia começou a ser aplicado amplamente um método ímpar de tratamento. Agora deve-se ir à consulta de oftalmologia levando os filmes ou desenhos animados preferidos. Em uma série de clínicas russas funciona agora o complexo Ambliokor, criado por especialistas do Instituto do Cérebro.

Na base de ação do aparelho está o método de autotreinamento vídeo-computarizado. O paciente vê o filme ou o desenho animado na tela e ao mesmo tempo, por meio de detectores especiais é retirada informação sobre o funcionamento dos olhos. Simultaneamente é feito um encefalograma do cérebro. Sendo que a imagem na tela é preservada somente durante a visão “correta” e desaparece logo que esta deixa de ser nítida. Desse modo o aparelho ajuda o cérebro a elaborar o reflexo de visão contrastante, diz o oftalmologista Vitali Ivanov:

“Em 80% dos casos há efeito depois da primeira sessão. Os restantes 20% podem sentir mudanças positivas depois da segunda ou terceira sessão. Tal como a pessoa aprende gradualmente a andar de bicicleta, treinamos os olhos em centros da visão”.

Depois de algumas sessões quase todos os pacientes tem melhorado consideravelmente a visão. E os pacientes do grau médio e leve de miopia deixam de usar permanentemente os óculos. Em quinze sessões os pacientes com forma grave de miopia recuperam a visão em 2-3 dioptrias, diz o oftalmologista Vitali Ivanov:

“Naturalmente que o Ambliokor não é panaceia para a má visão. Se a pessoa, depois das sessões neste complexo, ficar o dia inteiro ao computador e não fizer ginástica para os olhos, a visão novamente enfraquece muito depressa”.

Os oftalmologistas afirmam que entre os moradores do campo há cinco vezes menos míopes do que entre os moradores das cidades. Tudo porque eles olham com mais frequência para longe. Por isso os médicos aconselham a olhar para algo de perto mais raramente. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, nos últimos 15 anos, com o surgimento dos smartphones a diminuição da visão é observada em metade dos habitantes das cidades do planeta.


Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/

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[16.Mai.2014]
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Exercícios físicos evitam principais
causas da cegueira em humanos

Vilhena Soares

Correio Braziliense

12/05/2014

 

Em experiência com ratos, cientistas descobrem que mexer o corpo regularmente reduz a degeneração da área central da retina

A principal arma a favor do emagrecimento também pode render benefícios aos olhos. Cientistas da Universidade de Emory, no Estados Unidos, confirmaram uma suspeita comum entre os oftalmologistas: a prática de atividades físicas previne contra a degeneração macular, principal causa de perda de visão entre os adultos mais velhos.

“Esse é o primeiro relatório que mostra como o exercício simples tem um efeito direto sobre a visão. Existem alguns trabalhos relacionando os exercícios e a melhora da saúde da retina, e estudos que comprovam os efeitos positivos para a memória. Diante disso, nós nos perguntamos: se o hipocampo tem esse benefício, a retina também teria? ”, conta Machelle Pardue, pesquisadora da Faculdade de Oftalmologia da Universidade de Emory e autora do estudo publicado no Journal of Neuroscience.

Para responder a essa pergunta, Machelle e a equipe liderada por ela fizeram um experimento com ratos. Os animais praticaram exercícios físicos e, depois, foram induzidos a ter degeneração macular por meio da reflexão de luz tóxica nas retinas deles. Após semanas de observação, os cientistas notaram que os ratos que realizaram exercícios mostraram uma menor degeneração de fotorreceptores da retina, responsáveis pela visão, em comparação aos animais que não haviam se exercitado.

Também foram observados os níveis de NPDF – fator neurotrófico do cérebro responsável pela neuroproteção. As taxas foram maiores nos ratos que se exercitaram. Para confirmar se o fator era o responsável pela melhora da visão das cobaias, os pesquisadores anularam a função do NPDF nos ratos beneficiados e notaram que, após a interferência, os efeitos de proteção na retina não permaneceram. “Percebemos que os exercícios físicos parecem diminuir a ‘taxa de morte’ dos fotorreceptores. Nossos experimentos sugerem que isso ocorre devido a um aumento do NPDF no cérebro”, destaca a pesquisadora.

Rodrigo Brant, oftalmologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que trabalhos na instituição brasileira já haviam detectado os efeitos positivos das atividades físicas na vascularização dos olhos. “Uma das primeiras coisas que percebemos foi que a prática física também beneficia a pressão ocular, que precisa ser controlada em quem sofre de glaucoma, por exemplo. Ou seja, essa é uma suspeita que tínhamos. Agora, com esse experimento, há mais dados apontando para essa melhora”, destaca. [...]

Fonte da notícia: http://sites.uai.com.br/

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[13.Mai.2014]
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Analisar os olhos para diagnosticar diversas doenças

Jornal de Notícias

HELENA NORTE
 

Os olhos são o melhor espelho dos vasos sanguíneos. Há muito que se sabe que a análise de imagens da retina permite o diagnóstico de várias doenças, mas esse conhecimento não está sistematizado para ser clinicamente útil. Um projeto europeu, no qual participa um jovem investigador de Santa Maria da Feira, está a desenvolver um sistema para detetar doenças a partir de imagens do olho.

Há diversas patologias em que se verificam alterações ao nível da rede vascular e o olho é o melhor órgão para as observar sem recurso a cortes, biopsias ou quaisquer métodos invasivos, explica Pedro Guimarães, estudante de doutoramento na Universidade de Pádua (Itália) que integra o projeto REVAMMAD (do inglês: Retinal Vascular Modelling, Measurement and Diagnosis.

Assim, a partir de uma fotografia do olho (retinografia), é possível observar a morfologia dos vasos e diagnosticar doenças como diabetes e hipertensão. Uma configuração tortuosa, por exemplo, indicia problemas do sistema circulatório.
 

publicado por MJA 
[12.Mai.2014]
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Dificuldade dos cegos em aceder
a informação na área da saúde

por Lusa

28/04/2014


Parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro
permitirá produzir informação sobre tumores da mama

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (Acapo) considera que a área da saúde tem "falhas" no acesso a informação para cegos, tendo criado uma parceria com o Núcleo do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) para reduzir "constrangimentos".

José Francisco Caseiro, presidente da delegação da Acapo, explicou nesta segunda-feira que "a área da saúde tem várias lacunas na produção de informação adaptada a este tipo de utentes", explicando que "num hospital regional, local ou centro de saúde não há este tipo de informação" disponível.

"Há uma falha nos organismos públicos", criticou, considerando que, apesar de "na Internet haver muitos sites que falam de saúde", grande parte da população cega e amblíope "não acede à informação na Internet e a que existe não está em caracteres ampliados ou em braile".

A parceria com a LPCC foca-se na produção de informação em torno do cancro da mama, podendo continuar "com acções em torno de outros cancros e criar um programa de educação da saúde" para pessoas com deficiência ou incapacidade visual, afirmou Carlos Oliveira, presidente do núcleo regional. "Há poucas iniciativas neste âmbito e dirigidas para uma população com características muito particulares", disse.

Foi por isso criado material em "áudio e em braile", assim como a ampliação de letras para "pessoas com grande dificuldade de visão", explicou Carlos Oliveira. A informação, que se foca na prevenção e factores de risco do cancro, será dirigida "às mulheres, mas também aos familiares", procurando-se também "promover o rastreio do cancro", que é "a forma de prevenção mais importante", disse o presidente do núcleo da LPCC.

"Estamos convencidos de que parte desta população não faz o rastreio porque não tem acesso à informação", avançou, sublinhando que este projecto é "o primeiro do género em Portugal e um dos primeiros na Europa", estando integrado na Europa Donna - Coligação Europeia Contra o Cancro da Mama. Segundo Carlos Oliveira, apesar de a iniciativa ter partido do núcleo do Centro da LPCC, os outros núcleos regionais vão também promover campanhas semelhantes.


Fonte: http://www.publico.pt/

publicado por MJA 
[10.Mai.2014]
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ACAPO promove férias para todos


As Delegações da ACAPO promovem, durante os meses de verão, uma semana de férias dirigida especialmente aos seus associados, mas também aberta à participação de todos os interessados.

Delegação de Aveiro
25 de agosto a 1 de setembro
Praia da Barra – Concelho de Ílhavo, Distrito de Aveiro

Delegação de Coimbra
7 a 12 de julho
São Martinho de Porto – Concelho de Alcobaça, Distrito de Leiria

Delegação do Porto
30 de junho a 7 de julho
Praia da Barra – Concelho de Ílhavo, Distrito de Aveiro


Para obter esclarecimentos adicionais, nomeadamente conhecer os preços de participação ou atividades previstas, contacte as Delegações acima referidas.

Fonte: http://www.acapo.pt/

publicado por MJA 
[27.Abr.2014]
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SIM da CP tem novas condições


As condições do Serviço Integrado de Mobilidade (SIM) da CP foram recentemente atualizadas. O serviço, orientado para servir clientes com necessidades especiais, pode agora ser solicitado 24 horas antes da data da viagem (anteriormente 48 horas) e passa a prestar informações relativas a táxis adaptados em Lisboa e no Porto.

O SIM é um serviço gratuito, que pode ser solicitado pelo cliente com necessidades especiais, através da linha telefónica 707 210 746, permitindo obter informações sobre:

  • Acessibilidade dos comboios da CP e estações da rede CP;
  • Acessibilidade equipamentos;
  • Condições comerciais;
  • Outros serviços orientados para este Cliente;
  • Outros pontos de informação ou envio de sugestões;
  • Serviço de assistência no embarque, em viagem e no desembarque;
    e ainda:
  • Obter ajuda no planeamento da viagem, nas melhores condições de conforto e segurança;
  • Solicitar assistência no embarque, durante a viagem e no desembarque.


O Serviço apresenta também as seguintes condições de utilização:

  • A satisfação do pedido de assistência antes e após a viagem está limitada às estações e comboios que permitam a prestação do SIM;
  • O serviço SIM não inclui o transporte de bagagens nem o acompanhamento nas atividades básicas de vida.
  • O serviço tem que ser solicitado com 24 horas de antecedência.
  • Fica a cargo do cliente a compra do título de transporte prévia ao momento do encontro com o interlocutor da CP.
  • A prestação do serviço SIM é garantida em condições normais de exploração, excluindo-se da mesma os períodos de greve, as interdições, os transbordos rodoviários e outras situações que se afigurem limitativas à prestação do serviço.

Pontos de encontro para efeitos de início de viagem:
Na CP Lisboa a receção ao cliente é feita nas bilheteiras das estações. Na CP Porto a receção nas bilheteiras apenas é possível nas estações de Aveiro e Porto S. Bento. Nos restantes casos a receção ao Cliente é feita na plataforma de embarque, pelo Operador de Revisão e Venda.

Na CP Longo Curso e na CP Regional, o local de receção do Cliente com necessidades especiais, sempre em espaço ferroviário, é acordado com o próprio aquando do encerramento do processo por parte da Unidade de Negócio.

Pode encontrar mais informações no site da CP.
 

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[27.Abr.2014]
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“Hormona do sono” trata cegueira

Olga Sobolevskaya

26 Abril 2014
 


A ciência que estuda o envelhecimento, a gerontologia, acumula novos conhecimentos quase todos os dias. Um estudo recente de cientistas siberianos deitou alguma luz sobre a natureza das doenças que se desenvolvem com a idade.

Elas poderão ser combatidas pelo regulador natural dos ritmos diários, a melatonina ou “hormona do sono”. Sua síntese pelo organismo ou toma como medicamento ajudam a retardar o desenvolvimento da cegueira e melhorar o funcionamento do cérebro.

Os investigadores do Instituto de Citologia e Genética de cidade de Novosibirsk descobriram como retardar a perda de visão e de memória. Esses fenômenos são uma das indicações claras do envelhecimento do organismo. Esses processos podem ser retardados com recurso à hormona responsável pelo “relógio interno” do organismo, a melatonina. Os cientistas comprovaram esse fato em ratos de laboratório.

Os ratos de laboratório alimentados com um preparado que continha essa hormona começaram a ver melhor e as estruturas do cérebro ficaram mais ativas. Dessa forma, a melatonina foi para eles um medicamento contra a velhice.

As experiências foram feitas com um tipo especial de ratos. Se trata de ratos que envelhecem rapidamente, esse tipo foi selecionado em 2009 no Instituto de Citologia e Genética de propósito para o estudo dos mecanismos do envelhecimento. Esses mecanismos são semelhantes a muitas classes de animais. Os cientistas registraram a redução da secreção de melatonina nos ratos com a idade. Os gerontologistas decidiram compensar sua quantidade através da injeção da hormona sintetizada artificialmente. A observação dos ratos demonstrou que redução da visão provocada pela idade abrandou. As cataratas, o obscurecimento do cristalino, foram observadas num número significativamente reduzido de animais.

Depois, os cientistas decidiram verificar se a melatonina poderia ser não apenas um meio profilático, mas também de tratamento. Eles começaram a administrar a hormona a ratos adultos com indícios claros de cataratas e de retinopatia. Nesta doença, devido a deficiências do sistema vascular, a irrigação sanguínea da retina se degrada. A retinopatia provoca frequentemente a cegueira. No final, os ratos quase cegos que receberam melatonina tiveram uma melhoria da visão meio ano depois.

Além disso, os cientistas siberianos afirmam que a toma do preparado teve outros resultados positivos. Os ratos que tomaram melatonina ficaram menos ansiosos, melhorou sua capacidade de aprendizagem e de memorização de informação.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2014_04_26/Hormona-do-sono-trata-cegueira-1566/
 

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[26.Abr.2014]
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Olho biônico faz homem enxergar novamente

Agência O Globo

23 de abr de 2014


MICHIGAN - Um homem cego em decorrência de uma retinite pigmentosa - conjunto de doenças hereditárias que causam a degeneração da retina -, manifestada em sua adolescência, está reaprendendo a enxergar após anos de cegueira completa. Ele foi um dos quatro pacientes da Universidade de Michigan a receber um olho biônico.

A FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, aprovou a retina artificial no ano passado. Roger Pontz, que trabalha em uma fábrica nos EUA, recebeu o implante em janeiro e, desde então, vem se adaptando a enxergar pequenos detalhes novamente.

- Isso não tem preço. Vale muito. Vale tudo para voltar a enxergar novamente - disse Pontz ao "Telegraph". - É excitante, emocionante. Vejo algo novo todo dia.

Com 55 anos, Pontz passou anos da vida cego, já que a retinite pigmentosa causou a perda gradual das células de sua retina sensíveis à luz, chamadas bastonetes e cones.

Como funciona
Para voltar a enxergar, ele teve a retina artificial implantada em seu olho esquerdo e utiliza um óculos com uma pequena câmera de vídeo e um transmissor. As imagens da câmera são convertidas em uma série de impulsos elétricos, que são transmitidos aos eletrodos existentes na superfície da retina artificial.

Os impulsos do olho biônica estimulam as células saudáveis da retina, que transmitem o sinal para o nervo ótico. Essa informação visual passa, então, para o cérebro, onde é traduzida em padrões de luz que podem ser reconhecidos e interpretados.
O mecanismo possibilita que o paciente recupere apenas alguma informação visual, mas pode mudar a vida de pacientes que sofrem da doença.

- Isso é uma grande mudança no sentido de alguém que perde toda a visão, e agora tem um tratamento que pode lhe dar uma visão rudimentar - comemorou Thiran Jayasundera, um dos médico responsáveis pelo implante realizado no Centro Kellogg de Visão da Universidade do Michigan.
 

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[24.Abr.2014]
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Qualidade de vida dos formandos
deficientes deve ser uma aposta


LUSA | Público

28/03/2014


O investigador Carlos Veiga defendeu, esta sexta-feira, que as instituições que dão formação a deficientes devem apostar mais em práticas que promovam a qualidade de vida no dia-a-dia, para que haja uma efectiva inclusão social.

"Devem alterar o paradigma formativo para dar mais atenção àquilo que é a qualidade de vida do quotidiano dos formandos do que, ainda que sem deixar de o fazer, às questões laborais", disse à Lusa o docente da Universidade do Minho.

Carlos Veiga coordenou um estudo sobre o impacto da integração profissional na qualidade de vida das pessoas com deficiência, hoje apresentado nas instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Viseu, que nele participou juntamente com outras cinco instituições do país.

O estudo, que partiu de um desafio lançado pela Formem - Federação Portuguesa de Centros de Formação Profissional e Emprego de Pessoas com Deficiência, envolveu uma amostra de 36 ex-formandos (seis de cada instituição), que estão inseridos no mercado de trabalho e foi feito por uma equipa de cinco investigadores das universidades do Minho e de Évora.

O estudo mostrou que os ex-formandos têm "muitas vezes dificuldades em construir, manter e dinamizar relações de amizade significantes" e que o convívio extra laboral é normalmente "esporádico, de curta duração e sem diversificação de locais".

No que respeita às relações amorosas, "sentem muita dificuldade" em entrar nelas, sendo que apenas oito tinham namorada ou companheira. Segundo o estudo, "a maioria dos relacionamentos é de curta duração e de nível muito elementar", sendo que 78% dos ex-formandos nunca se tinha envolvido em relações amorosas.

Estes resultados levam Carlos Veiga a questionar se as políticas e as práticas das organizações formadoras "estão a cumprir o paradigma mais actual da inclusão das pessoas com deficiência, que é o acesso à qualidade de vida". "Isso significa ter uma vida autónoma, independente, com participação social e cívica. Não é entrar no mercado de trabalho, ganhar um dinheiro e a vida permanecer igual. A entrada no mercado de trabalho tem de trazer mais qualidade de vida", defendeu.

O coordenador do estudo referiu que "as grandes tendências apontam para que a qualidade de vida das pessoas não tenha sentido o abalo positivo que seria desejável". Admitiu que, com a entrada no mercado de trabalho, "há pequenas conquistas, como mais alguns amigos ou pelo menos pessoas que entraram nas suas vidas, uma melhoria da capacidade financeira que já permite ir almoçar ou jantar fora de vez em quando e comprar um ou outro objecto".

"Mas, e as relações amorosas? Têm parceiro? Poucos deles. Tiram proveito das relações de amizade? Muito pouco. As pessoas conseguem ir a mais espaços, diversificar as actividades da sua vida? Muito pouco", acrescentou.

Ainda que a formação dê algumas ferramentas aos deficientes para entrarem no mercado de trabalho, o investigador defendeu que as instituições "têm de mudar a forma como ensinam, como praticam a formação".

Exemplificou que as associações desenvolvem frequentemente actividades como levar os deficientes ao cinema, à praia, ao teatro, a participar nalguns jogos, "mas não os ensinam verdadeiramente a entrar nessas actividades, não os treinam para isso". "No fundo, mostram-lhe as coisas, mais do que os preparar para poderem usufruir destas coisas", explicou.

Na sua opinião, tal contribuiu para que "a rotina do quotidiano seja da casa para o trabalho e do trabalho para casa", não estando treinados, por exemplo, para ir comprar um bilhete para o cinema ou para um jogo de futebol.

Neste âmbito, o treino de mobilidade é uma das sugestões que a equipa deixa às instituições. "Se têm amigos, se até arranjam uma namorada ou um namorado, mas depois não conseguem ir ter com eles, como é que alimentam a relação?", questionou.

Um livro com os resultados do estudo vai começar na próxima semana a ser distribuído gratuitamente pelas instituições e ficará disponível em formato digital na página da Formem e do Instituto Nacional de Reabilitação.
 

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[22.Abr.2014]
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Mário Cruz vence Prémio Fotojornalismo 2014
com "Cegueira recente"

PÚBLICO

19/04/2014
 

O trabalho do fotojornalista Mário Cruz "Cegueira recente", que aborda a vida no Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos, é o vencedor deste ano do Prémio Fotojornalismo 2014 Estação Imagem Mora.

O centro, localizado em Lisboa, acolhe cidadãos dos países da CPLP e dá a autonomia de que precisam para viver. Os pacientes vivem juntos durante um periodo de três meses e os seus dias são preenchidos com diversas tarefas acompanhadas por apoio psicológico com o intuito de melhorar a sua independência social. Em Cegueira recente, o trabalho a preto e branco do fotojornalista da Lusa Mário Cruz mostra alguns dos momentos de reaprendizagem de competências básicas como ler, andar ou cozinhar. A maioria dos pacientes perdeu a sua visão gradualmente mas também existem casos de erros médicos e acidentes que acabaram por causar cegueira. Mário Cruz, 27 anos, já tinha sido distinguido nos Prémios Estação Imagem Mora 2012 com o terceiro prémio na categoria de Notícias com uma reportagem sobre a campanha eleitoral de José Sócrates nas eleições legislativas.

Um total de 386 reportagens, da autoria de cerca de 140 fotógrafos, esteve a concurso na edição deste ano. O júri deste ano é presidido por Paolo Pellegrin, da agência Magnum, autor de vários livros e um dos fotojornalistas mais premiados a nível mundial. Em entrevista ao PÚBLICO, disse ter encontrado nos trabalhos candidatos ao Prémio Estação Imagem verdadeiras "jóias".   Ler + aqui.

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[21.Abr.2014]
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Intervenção artística CEGOS
percorreu hoje a baixa do Funchal

Jornal da Madeira

17 de Abril 2014

Paula Henriques

 

Trinta e oito homens e mulheres, cobertos de argila e de olhos vendados, transportando malas, telemóveis e documentos como se de executivos se tratassem, caminharam no final desta manhãpelas ruas do Funchal.

Despertando muitos olhares, comentários e fotografias, esta intervenção artística — denominada CEGOS — esteve a cargo do Laboratório de Práticas Performativas da Universidade de São Paulo e ao Desvio Coletivo, através da Associação dos Amigos da Arte Inclusiva - Dançando com a Diferença, entidade que se associou ao evento e que o trouxe até à Madeira.

Segundo Henrique Amoedo, presidente daquela associação, a ideia desta performance é a de «despertar o público e mudar a rotina da cidade já que cada um terá a sua própria leitura sobre estes “cegos”».

De referir que esta performance é inspirada no quadro “A Parábola dos Cegos”, de Pieter Bruegel, datada de 1580, e na qual se vêem cegos conduzindo cegos, cada qual tentando encontrar algum apoio para avançar pelo caminho.
 

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[21.Abr.2014]
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Tratamento irregular do glaucoma
é a maior causa de cegueira no mundo

Thassiana Macedo

17/04/2014

Jornal da Manhã online


O uso descontínuo de colírio faz do glaucoma a maior causa de cegueira irrecuperável no mundo. A doença atinge mais de 1 milhão de brasileiros de acordo com a Organização Mundial da Saúde, mas metade nem desconfia que é portadora em razão da falta de sintomas.

O alto preço do medicamento, cujo frasquinho pode custar mais de R$ 100 pelo programa Farmácia Popular, faz com que 2 em cada 10 pessoas interrompam o tratamento. É o que demonstra estudo conduzido pelo Instituto Penido Burnier, com 187 pacientes. O oftalmologista Queiroz Neto ressalta que grande parte dos glaucomatosos faz tratamento através do programa que tem quase 30 mil drogarias credenciadas no país, onde o desconto do colírio chega a 90% do valor de mercado.

O médico explica que o glaucoma é uma doença crônica que acompanha a pessoa para o resto da vida. “Na maioria dos casos, cerca de 90%, está relacionado ao aumento da pressão intraocular decorrente de um bloqueio ao humor aquoso, fluido que circula na parte posterior do globo ocular. Como nosso olho é um órgão fechado, o humor aquoso não tem como vazar para fora. Por isso, a pressão interna fica acima do nível normal que é de 21 mmHg. Assim, as células do nervo óptico podem sofrer danos se não forem usados colírios que mantêm a pressão intraocular normal. Os danos no nervo óptico impedem a transmissão das imagens ao cérebro e diminuem nosso campo visual até a cegueira definitiva”.

O oftalmologista destaca que o glaucoma pode ocorrer em qualquer idade. “Por isso, toda pessoa deveria fazer um exame oftalmológico periódico para garantir o diagnóstico das doenças oculares no início, quando a maioria passa despercebida. Os grupos de maior risco para desenvolver glaucoma são pessoas com mais de 45 anos, portadoras de mais de 6 graus de miopia, quem tem parentes próximos com glaucoma, descendentes de negros e asiáticos, pessoas expostas a traumas oculares no dia a dia, uso prolongado de pílula anticoncepcional ou corticoide e portadores de diabetes”, alerta o especialista.
 

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[21.Abr.2014]
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Menina faz lista de desejos

para ver antes de ficar cega

Boa Informacao

14 de abril de 2014
 

Molly Bent, uma menina britânica de seis anos, realizou uma lista de desejos que quer fazer antes de ficar cega, já que ela é portadora de uma doença degenerativa, sem cura, que em breve não lhe permitirá mais enxergar. Os médicos diagnosticaram que Bent tem retinite pigmentosa, uma doença genética que leva a cegueira.

Os pais da menina, que moram com ela em Manchester, lançaram uma campanha para recolher fundos e assim poder ajudar a filha a realizar seus desejos. O primeiro desejo da lista é visitar à Disneylândia para conhecer suas princesas favoritas, já o mais caro é uma viagem para a Austrália. Os outros, como uma visita ao Palácio de Buckingham e ao Museu de Historia Natural de Londres, são mais fáceis de realizar.

A menina também deseja, entre outras coisas, assistir a um jogo de futebol e ir à praia. “Para nós pais tudo isso é devastador, porque Molly é tão inteligente, curiosa e adora o mundo em torno dela. Por enquanto a levamos ao zoológico, à casa das borboletas de Lancaster e ao museu de Manchester para ver as múmias egípcias e os dinossauros”, disse Eve, mãe da menina.

“Não sabemos quando ela ficará totalmente cega, mas temos a sensação que a sua situação piora a cada vez que vamos ao oftalmologista”, acrescentou ela.

A história de menina comoveu o Reino Unido que, como já aconteceu em histórias parecidas, deverá desencadear uma corrida solidária. A retinose pigmentar é uma doença de origem genética que acomete a retina destruindo as suas células.
 

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[15.Abr.2014]
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Luz azul violeta contida em aparelhos celulares
pode trazer problemas graves, como a cegueira


Uma simples luz a princípio nociva, pode ser a causa de problemas de saúde por conta de seu uso em excesso. A fontes dessa luz são encontradas nos celulares, tablets, telas de computadores e até TVs de tela plana, o pacote completo que hoje em dia a população usa a todo tempo. De acordo com estudos feitos, a exposição dessa luz em longo tempo pode ser responsável por uma degeneração macular, desencadeando problemas sérios na retina, podendo levar até a cegueira. A diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da latina América, Márcia Beatriz Tartarella, afirma que o efeito é cumulativo, o que quer dizer que, não vai acontecer nada no mês seguinte, mas sim ao longos dos anos.

Já o diretor que é responsável pelo Tranjan Centro Oftalmológico, Alfredo Tranjan, conta que existem dois tipos de luz azul e são classificados como “luz azul turquesa e azul violeta”, o turquesa é considerada uma luz boa, que não prejudica os olhos. Ela é responsável por organizar o relógio biológico, por conta disso, já existem estudos que estão sendo feitos para colocar essa luz no painel de carros, para manter o motorista alerta.

Perigo
O grande problema mesmo está contido na luz azul violeta, que pode trazer degenerações maculares e desencadear até a catarata, acredita a diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da Latino América. Esses problemas geralmente ocorrem em pessoas que passam horas na frente de aparelhos e ficam diretamente ligada nessa luz, fazendo uso de celulares, TVs, tablets e telas de computadores, por isso, com o tempo elas podem sofrer com esses problemas. Tranjan explica que, se uma pessoa se expõe durante 7h por dia nessa luz, a partir dos 25 anos, com 40 ela pode ter um problema e ainda ressalta que podem não acontecer logo, mas sim, a longo prazo.

fonte: noticiasbr.com.br/
 

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[14.Abr.2014]
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Menina salva de ficar cega
graças a uma foto no Facebook

Jornal de Notícias

6 Abril 2014
 

Uma doença crónica num dos olhos de uma menina de três anos foi detetada graças à publicação de uma fotografia sua na rede social Facebook. Amigos da família estranharam a forma como o olho direito refletia a luz do "flash" e aconselharam a mãe a levá-la ao médico. Caso não tivesse sido dado o alerta, a menina poderia ter ficado cega.

A norte-americana Tara Taylor decidiu colocar a foto da sua filha Rylee, de três anos, no Facebook. Os amigos apreciaram a beleza da menina, mas acharam estranha a luminosidade refletida pelo olho direito. E resolveram deixar um comentário: "De certeza que não deve ser nada, talvez seja mesmo a iluminação, mas o olho da tua filha brilha e deverias mandar fazer um exame porque pode ser sinal de que existe um qualquer problema na visão".

Tara Taylor decidiu seguir o conselho e levou a filha a um especialista, que lhe diagnosticou a doença de Coats, um mal crónico que se manifesta na infância ou juventude e que pode causar cegueira ou perda parcial da visão em um dos olhos.

De acordo com os especialistas, se a doença for detetada a tempo, pode-se prevenir a sua progressão. Contudo, os sintomas não são fáceis de detetar. Depois de afetar um olho, a doença passa ao outro, podendo deixar o doente cego.

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[6.Abr.2014]
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Menino viaja pelo Mundo antes de ficar cego

Correio da Manhã

Cátia Carmo

01 de Abril 2014


Louis Corbett, um menino de 12 anos, sofre de uma doença hereditária que vai fazer com que perca totalmente a visão nos próximos quatro anos. Para garantir que a criança não deixará nada por ver, os pais levaram-no a viajar pelo Mundo. A retinose pigmentar já afetou 50% da visão de Louis Corbett e faz com que, em locais com pouca luz, o menino veja sempre um cenário muito nublado.

Preocupados com o facto de o filho não poder conhecer verdadeiramente o Mundo devido à cegueira, os pais já levaram a criança até aos EUA para visitar o Gran Canyon, as Cataratas do Niagara, a sede da Google e as luzes de cidades como Las Vegas, Los Angeles e Nova Iorque.

"Este ano vamos encher-lhe a memória com o maior número possível de imagens do Mundo maravilhoso em que vivemos", explicou Catherine Corbett, a mãe de Louis, à 'CNN'. A viagem do menino concretizou-se devido à ajuda de um vizinho da família, dono de uma empresa de software com sede em Boston.
 

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[4.Abr.2014]
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A vida atrás dos olhos

Expresso

Virgílio Azevedo

12 de março de 2014
 

São 46 fotos do olho humano escolhidas entre três milhões e foram tiradas pelo equipamento de diagnóstico do Centro Cirúrgico de Coimbra, que é dirigido por António Travassos, um dos maiores especialistas mundiais na cirurgia ocular.

A mostra, chamada "Visões - o interior do olho humano", tem percorrido várias cidades do país, mas chega agora em versão renovada ao Museu Nacional de História Natural e da Ciência, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, onde vai estar aberta ao público até 29 de junho, entre as 10h00 e as 170hh de terça a sexta-feira e das 11h00 às 18h00 ao fim de semana.

Na exposição foram criados vários percursos do interior do olho humano, é explicada a importância da luz e da cor no processo da visão, são dados a conhecer os compromissos entre luz, sinais e cérebro humano, enfim, são revelados os códigos do funcionamento dos nossos olhos quando estão saudáveis ou doentes.

As fotos, tiradas graças a tecnologias sofisticadas como a retinografia, a angiografia ou a tomografia de coerência ótica, foram digitalizadas, acopladas à informática e à luz, emitida ou não por lasers, e associadas a imagens e objetos da natureza ou construídos pelos humanos que nos são familiares.

E tudo isto fazendo uma ponte original entre a ciência e a arte para conhecermos melhor aquilo a que muitos chamam "as janelas da alma".
 

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[12.Mar.2014]
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Governo corta subsidios a crianças com deficiência

RTP notícias

Rita Ramos | Sandra Felgueiras | Carla Quirino |
Jaime Guilherme | Miguel Teixeira | Paula Meira

01 Mar, 2014


Este caso já motivou mais de 400 queixas ao provedor de Justiça. O Sexta às Nove investigou e descobriu que o governo está a cortar o subsídio de educação especial a crianças com deficiência. Nas dezenas de casos a que tivemos acessos constatámos que há pareceres das escolas a por em causa decisões médicas. Sessenta clínicos que acompanham crianças com deficiência deram voz à revolta e queixaram-se à Ordem dos Médicos. O bastonário, chocado, admite enviar a queixa para o ministério público por entender que pode estar em causa um crime de usurpação de funções, posto em prática por funcionários mandatados pelo governo. O agora ministro da Segurança social recusou dar-nos uma entrevista mas há três anos, Pedro Mota Soares, então deputado da oposição, criticava o governo socialista pelos atrasos na atribuição do subsídio que agora está ele a cortar. Os casos que se seguem são de crianças com deficiência provenientes de agregados familiares pobres ou muito pobres.

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[4.Mar.2014]
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Criado anel 'inteligente' que lê textos para cegos

Noticias ao minuto

24 Fev 2014


Um grupo de cientistas norte-americanos criou um anel que tem a particularidade de ler textos para deficientes visuais e que segundo os criadores faz uma análise em tempo real.

Chama-se ‘FingerReader’ (dedo que lê, em tradução livre) e consiste num anel que, tal como o próprio nome indica, lê textos para cegos em tempo real, como garantem os criadores.

O processo é simples, sendo que basta colocar a câmara do anel virada para o documento para conseguir saber o que contém o mesmo. Depois, ouve-se o respetivo som do que está escrito. Quando termina a linha, o aparelho vibra para avisar.

Este projeto foi criado pelos cientistas do grupo norte-americano Fluid Interfaces, do Instituto de Tecnologia de Massachussets.

Veja o vídeo para saber como funciona.

 

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[24.Fev.2014]
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Meo lança áudio zapping para ajudar cegos

DN

por Carolina Morais

22-Fev-2014
 


O serviço de televisão paga da PT, Meo, lançou o Áudio Zapping, que ajuda cegos e amblíopes a tirar proveito da televisão. Uma voz, previamente gravada, indica cada ação acionada no comando Meo.

Os clientes com limitações ao nível da visão e subscritores do serviço de televisão paga da PT, Meo, podem, a partir de agora, usar o Áudio Zapping que lhes permite retirar melhor proveito da televisão. Uma voz previamente gravada indica as ações efetuadas no comando Meo tais como mudanças de canal, alterações de volume e agendamento de gravações.

"Sendo a televisão uma janela para o mundo, queremos trazer esse mundo do Meo às pessoas que têm este tipo de handicaps e que de uma forma ou de outra não conseguem ter essa experiência", explicou fonte da Meo, diretamente envolvida no processo do novo serviço.

Para usufruir do novo serviço, o cliente deve ir à área de Configurações no menu do serviço Meo, selecionar a opção de Serviços e escolher Áudio Zapping.

O Áudio Zapping, disponível de forma gratuita para todos os clientes Meo IPTV com MeoBox DVR, foi desenvolvido em parceria com a Fundação PT e a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal [ACAPO].
 

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[22.Fev.2014]
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Bolsas e Subsídios para Educação Especial

Fundação Calouste Gulbenkian


»ações de intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social de crianças e jovens com necessidades educativas especiais«
 

Estão abertas de 3 de Fevereiro a 6 de Março 2014 as candidaturas de apoio a atividades e ações destinadas a promover a educação, no âmbito da intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, contemplando, especialmente, as seguintes iniciativas:
 

  1. Ações de formação para professores, educadores e outros profissionais ligados à educação;
  2. Ações de formação para pais e encarregados de educação de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, promovidas por Associações de Pais, ou outras instituições, preferencialmente ligadas a instituições de ensino.
  3. Aquisição de equipamentos para melhoria da qualidade do atendimento e da aprendizagem do público-alvo.

As candidaturas devem ser apresentadas por instituições públicas ou privadas, individualmente ou em associação, considerando-se Entidade Beneficiária do financiamento, a instituição que apresenta a candidatura e que fica responsável pela execução do projeto.

Apenas são admitidas a concurso, as candidaturas apresentadas em formulário próprio, devidamente preenchido, que reúnam os requisitos exigidos no Regulamento do concurso.

Quaisquer dúvidas respeitantes a este concurso deverão ser dirigidas para o endereço de email: pgqng@gulbenkian.pt


Fonte da notícia:
ANDITEC - Tecnologias de Reabilitação
Alameda Roentgen nº9-C, 1600-757 Lisboa
Tel: 217110170
Email: info@anditec.pt
www.anditec.pt

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[12.Fev.2014]
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BlackScreen: explicar a tecnologia de forma acessível

ACAPO

05 Fevereiro 2014


Da necessidade de difundir conhecimento sobre a utilização de smartphones, tablets ou computadores, um grupo de cidadãos com deficiência visual desenvolveu o projeto BlackScreen, uma plataforma online que disponibiliza um conjunto de podcasts dedicados à acessibilidade das novas tecnologias.

O projeto surge igualmente com o propósito de realizar debates sobre tecnologia, envolvendo especialistas que partilhem diferentes visões sobre determinado equipamento, programa ou sistema operativo.

Assim, aproveitando as potencialidades e a facilidade de consulta de podcasts, o projeto demonstra em tempo real e de forma pormenorizada de que forma podem os utilizadores com deficiência visual executar determinadas tarefas em equipamentos, aplicações ou programas.

“Será que o iPhone é um equipamento útil para mim?”, “Existe alguma aplicação de GPS acessível?”, “Quais as novidades da nova versão do NVDA?” ou “IOS ou Android, qual o mais acessível?” são exemplos de questões, frequentemente colocadas por utilizadores com deficiência visual, a que o BlackScreen procurará responder.

Este projecto está online desde o dia 21 de dezembro de 2013, em www.blackscreen.pt.
 

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[10.Fev.2014]
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«Envio para os Cegos»


Desde o passado dia 1 de janeiro de 2014, os CTT alteraram a designação do produto “Cecograma”, passando este a designar-se “Envio para os Cegos”.

Informamos todos os nossos associados desta recente alteração, procurando evitar que enfrentem maiores dificuldades e/ou obstáculos no momento de expedição da sua correspondência.

Nesta medida, as correspondências de registos sonoros, informações em Braille ou carateres ampliados, devem agora indicar junto ao endereço a designação “Envio para os Cegos”.

Fonte: http://www.acapo.pt/
 

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[2.Fev.2014]
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Cegos dão a conhecer Museu da Batalha

Lusa/SOL

27 Janeiro 2014

 


Dos cinco sentidos, apenas a visão não "entrou" este fim de semana no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, onde pessoas cegas guiaram os visitantes através da audição, do paladar, do olfacto e do tacto.

Quarenta pessoas, crianças e adultos, todas de olhos vendados, conheceram o museu pela visão dos outros quatro sentidos, descobrindo, pelas mãos, algumas das peças que figuram no espaço, descritas, também, em áudio guias que "colavam" ao ouvido, cheirando ervas aromáticas e degustando iguarias típicas da região.

"Isto é um osso de dinossauro, este é um caracol marinho - tem uma areiazinha -- e depois, à nossa direita, temos um fóssil de uma árvore, que parece um tronco em madeira", dizia uma das guias, enquanto convidava o grupo que conduzia a conhecer, pelos seus dedos, as origens do território do concelho da Batalha.

Ao lado, um outro grupo de pessoas ouvia uma descrição - até ao mais ínfimo pormenor - do Mosaico do Hipocampo.

Os estímulos sensoriais prosseguiram com a descoberta de cheiros -- do tomilho à salsa, do louro ao alecrim -- e de sabores, como um doce de amêndoa ou a tradicional morcela de arroz.

Numa outra sala, os visitantes eram convidados a fazer réplicas de fósseis.

"Já perdi de vista o meu barro", exclamou Martim Trindade, de nove anos, enquanto os seus pequenos dedos procuravam, na mesa, o pedaço de barro, do qual, depois de prensado com um fóssil em forma de caracol, sairia uma réplica em gesso.

Na mesma sala, um outro participante, a manusear o gesso, sugeriu tratar-se de farinha de milho.

A visita "às cegas" culminou com música e bailado, pelo projecto Melodium, tendo o bailado direito a descrição ao vivo, e, no final da actuação, após quase hora e meia, os visitantes puderam ver, de novo.

Manuela Pardal, de 52 anos, cega na sequência de maus-tratos no casamento, expressou satisfação por poder mostrar o museu a quem, naquele momento, via como ela.

"Eu gostei de os guiar e de os ensinar [sobre] as dificuldades que temos, as escadas, sítios que não conhecemos", exemplificou Manuela Pardal.

Salientando a importância da iniciativa para acabar com a discriminação ou o preconceito de que são vítimas as pessoas com necessidades especiais, Manuela Pardal afirmou-se também "muito útil" nesta tarefa: "No passado, vi como as outras pessoas vêem e pode acontecer a qualquer uma ficar como eu".

Um dos visitantes, Nelson Ascenso, de 38 anos, classificou a experiência de conhecer o museu às escuras como impressionante: "É um misto de vazio, ao mesmo tempo de tudo perto, tudo longe, é uma coisa muito estranha".

"Acho que o mais incrível que me aconteceu foi quando abri a venda e ver a cara das pessoas, ver as pequenas coisas e tudo era tão bonito", declarou.

À agência Lusa, a vereadora da Câmara da Batalha com o pelouro da cultura, Cíntia Silva, garantiu que iniciativas como esta vão continuar: "Fomos diferenciadores pela inclusão e pela questão da comunidade, e vamos querer sempre manter este patamar".

O Museu da Comunidade Concelhia abriu em Janeiro de 2011. No ano seguinte, foi eleito Melhor Museu Português 2012 pela Associação Portuguesa de Museologia e, volvido mais um ano, foi galardoado com o Prémio Kenneth Hudson do Fórum Europeu dos Museus.

Com o slogan "Museu de todos", o espaço, que custou 900 mil euros e já recebeu cerca de 16 mil visitantes, está preparado para ser fruído por pessoas com incapacidades visuais, auditivas, motoras ou intelectuais.
 

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[27.Jan.2014]
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VIII Seminário sobre Exclusão Digital
na Sociedade de Informação - na FMH -
a 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2014


Nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2014, decorrerá na Faculdade de Motricidade Humana o VIII Seminário “Exclusão Digital na Sociedade de Informação”.

Com este seminário pretende-se promover a discussão e divulgar trabalhos que possam contribuir para o combate à infoexclusão e fomentar a acessibilidade das TIC. As anteriores edições deste seminário têm juntado aproximadamente 150 especialistas, sendo cerca de metade dos participantes de origem estrangeira, com predominância sul-americana.

O evento vai ser transmitido em direto através do link: http://live.fccn.pt/fmh/euromime

Mais informações podem ser obtidas na página do seminário em: http://www.fmh.utl.pt/semimelisboa.
 

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[26.Jan.2014]
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Televisões com novas regras de emissão
de programas acessíveis a deficientes

Público

MARISA SOARES

24-01-2014

ERC estipula "quotas" mínimas de programas com legendagem, tradução em língua gestual ou audiodescrição para as estações pública e privadas, incluindo os canais do cabo. As associações de deficientes aplaudem o plano mas apontam falhas.

As televisões vão ter novas regras que facilitam o acesso à programação por deficientes visuais e auditivos. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) aprovou um plano até 2017, que estipula os mínimos de horas semanais ou anuais de conteúdos com legendagem em teletexto, tradução em língua gestual portuguesa (LGP) ou audiodescrição. Ainda não se sabe se os operadores irão contestar judicialmente o documento

A deliberação da ERC aplica-se ao canal público e aos operadores privados generalistas, bem como aos canais regionais da RTP e aos canais do serviço por assinatura. A RTP, enquanto canal de serviço público, vai ter de antecipar um ano (começando já no próximo dia 1 de Fevereiro) as obrigações definidas, em relação aos canais privados (que só começam a 1 de Fevereiro de 2015). Um ano depois de adoptarem o plano, os operadores terão de duplicar as "quotas".

Ainda não se sabe se os operadores irão contestar judicialmente o documento, tal como fizeram em 2009, levando à suspensão do plano. Em resposta por email ao PÚBLICO, o gabinete de comunicação da TVI diz que a estação “cumpre neste aspecto tudo a que a lei obriga e está sempre disponível a, dentro da razoabilidade, melhorar as condições de recepção dos telespectadores”. A SIC, por sua vez, diz que "determinadas obrigações" são "muito onerosas" para os privados. A RTP não respondeu em tempo útil.

Ouvidos pela ERC durante a consulta pública, todos os operadores protestaram alegando que o “contexto económico-financeiro” de crise no sector inviabiliza a concretização do plano. O argumento, porém, não convence as associações de deficientes ouvidas pelo PÚBLICO, que esperavam que a ERC fosse mais além.


Audiodescrição é "inviável"

Segundo a deliberação, RTP1, SIC e TVI ficam obrigadas a emitir, entre as 8h e as 2h, oito horas semanais de “programas de ficção, documentários ou magazines culturais” com legendagem recorrendo “a qualquer meio técnico ao seu alcance”, e três horas semanais de programas de cariz informativo, educativo, cultural, recreativo ou religioso com tradução para LGP, incluindo “a interpretação integral de um dos serviços noticiosos do período nocturno”.

Para a RTP2, a ERC estipula dez horas semanais de programas de ficção com legendagem e seis horas semanais de programas informativos com LGP. Os canais regionais (RTP Madeira e RTP Açores), têm de garantir, entre as 8h e as 2h, duas horas semanais de programas informativos com LGP. O mesmo para os canais do cabo – como RTP Informação, SIC Notícias, TVI24, CMTV ou EconómicoTV, mas apenas no período entre as 19h e as 24h.

A ERC obriga também a transmitir as mensagem do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República ou do primeiro-ministro, tal como as comunicações dos serviços de protecção civil, com legendagem especial ou em LGP.

Uma das medidas mais contestadas pelos operadores é a obrigatoriedade de transmitir programas de ficção ou documentários com audiodescrição - uma ferramenta em que as imagens que surgem no ecrã são oralmente descritas, útil para cegos e amblíopes. A RTP1 terá de emitir 35 horas anuais; para a RTP2, SIC e TVI, esta obrigação só entra em vigor em 2016 e resume-se a 12 horas anuais.

Neste domínio, o regulador recuou em relação ao plano de 2009, que previa 1h30 semanais de audiodescrição. “É um objectivo mais realista”, justifica Rui Mota, da ERC, acrescentando que foi encontrada "uma solução de compromisso entre todas as partes”. Em comunicado, a entidade reforça que procurou "estabelecer metas justas e proporcionadas, respeitando a realidade dos operadores de televisão e também as legítimas expectativas dos cidadãos com necessidades especiais".

Mesmo assim, os privados queixam-se dos custos. A SIC, por exemplo, fala na necessidade de investir no total mais de 816 mil euros, dos quais 471 mil seriam destinados à audiodescrição, o que torna "inviável" esta solução. A TVI considera que a audiodescrição terá um "impacte muito reduzido junto do público a que se destina" e lembra também os custos - no total, "três a quatro centenas de milhares de euros por ano" - exigindo do Estado o pagamento de "contrapartidas".


ERC preferiu ser "cautelosa"

O plano da ERC foi bem recebido pelas associações de deficientes mas estas gostariam que o regulador fosse mais ambicioso. A vice-presidente da Federação Portuguesa de Associações de Surdos (FPAS), Ângelo Costa, defende que há “melhoramentos a fazer” para garantir “total acessibilidade” aos surdos, 24 horas por dia. Por seu lado, a presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Ana Sezudo, lamenta que o acesso à audiodescrição seja “muito reduzido” e critica o facto de o plano não se pronunciar sobre a legendagem em linguagem fácil (método que utiliza palavras simples, frases curtas), “indispensável para outras pessoas com deficiência” além dos surdos ou cegos.

Ana Sezudo considera ainda que não deveriam ser definidos horário de acesso, uma vez que "as pessoas com deficiência devem ter liberdade na opção quanto ao acesso à informação".

Outro aspecto que ficou aquém do desejado é o tamanho da janela do intérprete de LGP, ainda demasiado pequeno. A FPAS queria que a janela ocupasse um terço do ecrã. A ERC remeteu o assunto para o capítulo das recomendações, sugerindo "a escolha de um rectângulo em que a altura deverá ser superior à largura". "Resolvemos ser cautelosos porque nesse domínio há o risco de colidir com a liberdade editorial dos operadores, mas isso não diminui a importância da medida", afirma Rui Mota. "Ainda estamos muito longe de atingir o patamar ideal", admite.

Rua Mota lamenta que os operadores não considerem o potencial de mercado existente nestas adaptações. É verdade que ninguém sabe com certeza a dimensão do público-alvo destas medidas. Estima-se que 15% da população mundial tem uma deficiência e que 10% da população deficiente é surda. Os Censos 2011 não permitem apurar com certeza o número de pessoas com deficiência em Portugal, mas indicam que 13% dos portugueses têm dificuldade em ouvir. Ou seja, cerca de 1,4 milhões de pessoas.

Sérgio Gomes da Silva, director do Gabinete para os Meios de Comunicação Social e coordenador do grupo de reflexão Media e Deficiência, aplaude a lógica progressiva do plano, com períodos de adaptação, bem como o alargamento do plano aos canais regionais e aos do cabo. “É positivo. Aliás, só o facto de já termos um plano é um progresso”, afirma.
 

publicado por MJA 
[24.Jan.2014]
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Deficientes visuais vão identificar
obstáculos à mobilidade em Lisboa

RTP


Um grupo de 30 pessoas com dificuldades visuais vai, a partir de Fevereiro, procurar obstáculos à mobilidade em Lisboa.

Trata-se de um projecto da Associação de Retinopatias de Portugal, que acaba de vencer um concurso da Emel, a empresa de mobilidade da capital. Vanda Nunes, administradora da empresa, explica como se vai desenvolver o projeto vencedor.

O relatório apresentado no final do trabalho de campo irá depois ser incluído no plano de atividades da Emel.
 

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[24.Jan.2014]
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Mudança da cor da íris e seus perigos

Saúde Plena

22-01-2014


“O implante de íris artificial é capaz de mudar a cor dos olhos, mas seus efeitos colaterais vão muito além dos benefícios", diz o especialista Leonardo R. Tibúrcio, especializado em cirurgia refrativa e de catarata, que cita dois casos recentes que recebeu no consultório e que ofereceram alto risco de perda de visão aos pacientes.

"Os dois pacientes que atendi estavam com a pressão dos olhos altíssima, configurando um caso de glaucoma. Se o implante não tivesse sido removido, o quadro poderia evoluir para uma doença crónica, com uso de medicamento para o resto da vida. Ou ainda pior: o glaucoma pode causar uma lesão no nervo ótico e cegueira permanente”, alerta o médico.

Brasileiros que se submeteram ao implante de íris no Panamá apresentaram opacidade da córnea, com necessidade de transplante; e também glaucoma, que pode levar a lesões irreversíveis no nervo ótico.

Além de glaucoma e cegueira, as consequências do implante passam pelas infecções oculares, aumento da sensibilidade à luz e inflamações. No Panamá, as leis para as chamadas 'cirurgias experimentais' são mais brandas e flexíveis, permitindo que milhares de pessoas realizem a operação. Algumas clínicas nos Estados Unidos também oferecem o método, ainda que sem aprovação.

“Há a possibilidade, já relatada entre pacientes brasileiros, que a pessoa desenvolva uma opacidade da córnea, com perda de células nervosas. Essas células não se regeneram e o tratamento demanda a realização de um transplante. Ainda assim, pode haver perda parcial da visão. E tudo isso por um capricho”, completa Tibúrcio.

Uma preocupação do médico é que, mesmo após apresentar todos os problemas diagnosticados em seus pacientes, houve resistência para retirada da íris artificial.
 

publicado por MJA 
[22.Jan.2014]
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Associação acusa segurança social de
deixar crianças com deficiência sem apoio


SOL
 

A Associação Nacional de Empresas de Apoio Especializado (ANEAE) acusou hoje a Segurança Social de bloquear os processos de atribuição de subsídio às famílias de crianças com deficiência e de querer transferir responsabilidades médicas para técnicos de educação.

A Segurança Social (SS) assinou no final do ano passado um novo protocolo que veio transferir para os delegados regionais de educação as competências médicas para certificar que as crianças e alunos se podem candidatar à atribuição de Subsídio de Educação Especial (SEE), acusou hoje Bruno Carvalho, presidente da ANEAE, em declarações à Lusa.

"Querem retirar os médicos do processo por uma questão economicista. É mais fácil recusar um apoio quando não há médicos", afirmou o presidente da ANEAE.

Contra o novo acordo, a associação decidiu avançar com uma providência cautelar e, no início deste mês, um tribunal decidiu suspender o protocolo. No entanto, segundo Bruno Carvalho, a SS deixou pendente todos os processos, "recusando-se ainda a dar qualquer tipo de informação aos pais e encarregados de educação destas crianças".

O responsável diz que existem processos que deram entrada nos serviços da Segurança Social no verão e que ainda não se sabe se terão direito ao Subsídio de Educação Especial -- um apoio para que as famílias mais carenciadas possam ter os filhos a frequentar especialistas variados, desde psicólogos, terapeutas da fala a fisiatras.

Segundo Bruno Carvalho, quando começaram as aulas, em Setembro, as clínicas começaram a dar apoio a quem precisava.

Mas, neste momento, "estão cerca de 10 mil crianças sem apoios e cerca de três mil postos de trabalho em causa", alertou, sublinhando que "os prejudicados são os mais carenciados, uma vez que as restantes famílias podem pagar as consultas".

A associação lançou entretanto uma petição a pedir a suspensão do acordo que conta neste momento com cerca de 6.500 assinaturas.

A associação diz já ter exposto o problema a vários governantes, desde o Presidente da República, Presidente da Assembleia da República aos grupos parlamentares e Ordem dos Médicos, Ordem dos Psicólogos e Conselho Nacional de Educação.

A agência Lusa contactou o Instituto de Segurança Social, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.

Lusa/SOL
 

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[21.Jan.2014]
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Investigação para tratar cegueira
rara está a ser bem sucedida

Diário Digital

16 Janeiro

 

Uma experiência inovadora para tratar uma forma rara de cegueira hereditária foi bem sucedida em meia dúzia de voluntários em que o tratamento está a ser testado, segundo anunciaram os médicos que estão a fazer a investigação.

A técnica implica introduzir um gene na retina para corrigir um defeito no DNA, que provoca perda de visão degenerativa, uma doença chamada coroideremia.

Seis meses depois do tratamento, os pacientes mostraram melhorias na visão a baixa luz e dois dos seis doentes conseguiram ler mais linhas na tabela optométrica de Snellen (em que as letras vão diminuindo de tamanho de linha para linha), segundo contaram os investigadores ao jornal médico “The Lancet”.

Um dos pacientes conseguiu mesmo ver as estrelas numa noite de verão pela primeira vez.

«Ainda é cedo para saber se o tratamento vai resultar de forma duradoura», alertou Robert MacLaren, do Laboratório de Oftalmologia Nuffield, na Universidade de Oxford, que está a liderar a investigação.

«Mas podemos dizer que as melhorias na visão se têm mantido durante o período em que temos estado a acompanhar os doentes, que é já de dois anos num dos casos», acrescentou.

A coroideremia é causada pela mutação de um gene chamado CHM que provoca uma alteração na camada de tecido ocular entre a esclera (a zona branca do olho) e a retina (a parte colorida). A doença manifesta-se em cerca de uma em cada 50 mil pessoas e afeta sobretudo homens em idade jovem.

Diário Digital com Lusa
 

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[16.Jan.2014]
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Olhos que vêem sem ver

Gonçalo Portocarrero de Almada*

Jornal i

11 Jan 2014


Na quarta-feira passada, de manhã cedo, fui interpelado por uma mensagem informática de um jovem universitário (NN), que conheço apenas do «chat» de uma rede social. O NN felicitava-me por um artigo nesse mesmo dia publicado. Agradeci-lhe a amabilidade e estranhei que já o conhecesse. Disse-me então que o texto lhe tinha sido reenviado por uns amigos cegos. Estranhei o facto, mas o NN confirmou-me que são mesmo cegos e que, graças a uma aplicação, conseguem converter à oralidade o texto escrito. Com bom humor, acrescentou depois que, embora não desse muito nas vistas, também ele é cego.

De imediato lhe pedi perdão pela minha eventual indelicadeza, mas a sua resposta, recusando as minhas desculpas, não se fez esperar: «Sabe que, para mim, a cegueira não é sinónimo de dificuldade ou de tristeza. É óbvio que gostava de voltar a ver, mas … aprendi a ver melhor as coisas. Por isso, todos os dias agradeço a Deus por me ter proporcionado esta experiência. Foi graças a isso que o conheci a Ele. Acho que só isso já justifica o não poder ver com os olhos …».

Desculpem-me a pieguice, mas estas palavras tiveram o condão de me comover, como há tempo não me acontecia. Também agora, sinto-me profundamente tocado pela grandeza daquela alma à qual foi pedido tamanho sacrifício e onde não há nenhum ressentimento ou revolta, mas apenas gratidão e, até, bom humor. O meu amigo NN, não vendo, vê muito mais do que eu e do que muitos outros, porque vê com o coração iluminado pelo dom da fé.

Não foi a única bênção desse dia, porque Deus me deu também a imensa alegria de, apesar da minha cegueira, entrevê-Lo nas celebrações eucarísticas e do sacramento do seu amor e perdão. Obrigado, Senhor!


(*) Padre.

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[12.Jan.2014]
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Encontro " A vitalidade do sistema Braille na era digital"

4 de Janeiro 2014: das 10 h às 12.30 h

 na Biblioteca Nacional - Lisboa


No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Braille, a 4 de janeiro, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) promove o encontro «A vitalidade do sistema Braille na era digital». O evento, que decorrerá entre as 10h00 e as 12h30, contará com a apresentação e lançamento da edição em Braille da obra «A Dividadura - Portugal na crise do euro», de Francisco Louçã e Mariana Mortágua.

Em paralelo, terá as intervenções de Carlos Ferreira e Maria Aldegundes sobre «O paradigma no acesso à informação escrita», de António Pinão sobre «O Braille na representação gráfica da mente na pessoa cega» e de Carlos Silveira que abordará o papel do «Braille na autonomia da pessoa cega» na perspetiva do utilizador».

Programa:
A vitalidade do sistema braille na era digital
10h00 | Abertura
10h10 | Braille: o paradigma no acesso à informação escrita, Carlos Ferreira e Maria Aldegundes (BNP-ALDV)
10h30 | O Braille na representação gráfica da mente na pessoa cega, António Pinão
10h50 | O Braille na autonomia da pessoa cega, perspetiva de um utilizador, Carlos Silveira
11h00 | Lançamento da versão braille e apresentação do livro A Dividadura - Portugal na Crise do Euro de Francisco Louçã e Mariana Mortágua
12h00 | Debate
12h30 | Encerramento

Local
Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande 83
1749-081 Lisboa

Mais informações:
Serviço de Relações Públicas da BNP
Telefone: 21 798 21 68
E-mail: rel_publicas@bnportugal.pt

Fonte: ACAPO
 

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[3.Jan.2014]
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Conheça a história do 1.º juiz cego
a trabalhar num tribunal brasileiro


Globo.news

01.01.2014


Ricardo Tadeu chegou a ser desclassificado de um concurso. Desembargador, tem pessoas que lhe lêem oralmente os processos e ele dita as decisões.

A história do desembargador Ricardo Tadeu da Fonseca é um exemplo de superação. Ele foi o primeiro juiz cego a trabalhar num tribunal brasileiro. Para se formar na faculdade de Direito, Ricardo contou com a ajuda de colegas. E ao longo da carreira, teve que lidar com vários episódios de preconceito. Chegou a ser desclassificado de um concurso público e não passava de entrevistas, mas deu a volta por cima e conseguiu realizar o sonho de ser juiz.

Ricardo Tadeu da Fonseca é desembargador do TRT de Curitiba. Ele destaca que ainda não existe na sociedade brasileira um preparo para lidar com as diferenças e lembra que teve sorte de contar com o apoio de uma família muito bem estruturada. Sua mãe o alfabetizou, nos anos 60, e ele teve o apoio de professores que ampliavam as letras para ele conseguir ler. Aos 23 anos, perdeu completamente a visão. A partir daí, os colegas da faculdade passaram a gravar as aulas em fitas para que ele pudesse realizar as provas oralmente. Assim, ele se formou e realizou suas atividades profissionais.

O desembargador, que tem que julgar cerca de 400 processos por mês, conta que o braille é muito pouco útil para quem trabalha com Direito. “A literatura em braille é muito limitada e é pouco operoso para quem lida com processos. Ajuda mais para a alfabetização de jovens cegos. Cada pessoa com deficiência desenvolve o seu método”, afirma. O Dr. Ricardo tem pessoas que leem oralmente os processos e ele dita as decisões.

No início da carreira, o currículo de Ricardo era sempre selecionado, mas ele não passava das entrevistas. Para mostrar que também se vê com o tato, a audição e o olfato, por exemplo, o desembargador citou um trecho da música “Choro Bandido”, de Chico Buarque e Edu lobo, que diz: “Mesmo que você fuja de mim, por labirintos e alçapões, saiba que os poetas, como os cegos, podem ver na escuridão”.
 

publicado por MJA 
[2.Jan.2014]
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Audiolivros gravados na
Biblioteca Municipal de Coimbra


O projecto “Livros para os sentidos, sentido para o livro”, iniciado por José Guerra, na Biblioteca Municipal de Coimbra, em Janeiro de 2011, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, já garantiu a gravação digital de 106 audiolivros, igualmente distribuídos entre histórias destinadas a crianças e ficção dirigida a um público adulto.

Estas obras podem ser pedidas, sem encargos, por pessoas portadoras de deficiência visual, para serem ouvidas nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis.

¯ link para consulta da lista de audiolivros disponíveis. ¯


CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de Coimbra
Rua Pedro Monteiro — 3000-329 Coimbra
telefone: 239.702.630
email: leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm


 

publicado por MJA 
[1.Jan.2014]


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