Sobre a Deficiência Visual  
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App explica medicamentos a
idosos e pessoas com deficiência visual

Por PÚBLICO

14/12/2013

 


Uma aplicação que reconhece etiquetas em embalagens de medicamentos e emite instruções faladas em linguagem simples venceu o concurso Appy Day, organizado pelo BPI.

Chamada PharmAssist, a aplicação “pretende melhorar o dia-a-dia de pessoas com mais de 65 anos, ou com alguma deficiência visual”, de acordo com a descrição na página do concurso.

Instalada num telemóvel ou tablet com câmara, a aplicação usa etiquetas nas caixas para dar informações e instruções. Por exemplo: “Este é o medicamento para o colesterol. Tome agora dois comprimidos”.

O objectivo é eliminar “as dificuldades decorrentes da enorme variedade de caixas, marcas e dosagens de medicação”, permitindo “aos familiares ou profissionais de saúde programarem, à distância, alertas para a hora de toma dos medicamentos, e monitorizarem se essa toma foi concretizada”.

Em segundo lugar, ex aequo, ficaram uma aplicação que pretende facilitar o contacto entre instituições de solidariedade e entidades que tenham excedentes de alimentos, e uma aplicação concebida para controlar as despesas pessoais através de fotografias às facturas.

A app PharmAssist recebeu também a distinção do público, tendo ganho um total de 14 mil euros, tablets e uma sessão de formação no Google em Londres.

publicado por MJA 
[29.Dez.2013]
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Cientistas mostram técnica de “impressão” de
células oculares que poderá combater a cegueira


Emerson Alecrim

20/12/2013

Você deve saber que a ciência vê em tratamentos de nível molecular a solução para determinadas enfermidades tidas até o momento como incuráveis. O problema é que a maioria das pesquisas voltadas para este fim estão apenas no início. Mas, aos poucos, os resultados começam a aparecer. Nesta semana, por exemplo, uma equipe da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, apresentou uma pesquisa sobre impressão de células oculares que poderá combater a cegueira.

Sim, impressão. Liderados pelos pesquisadores Keith Martin e Barbara Lorber, o grupo adaptou um mecanismo de impressora de jato de tinta piezo-elétrica para injetar dois tipos de células vivas da retina de ratos adultos em uma cultura. Depois de impressas, efetivamente, estas células não só foram capazes de sobreviver como também de crescer.

A vantagem da nova técnica em relação aos procedimentos atuais é que, com a impressão, os cientistas podem determinar o padrão de reparo com uma precisão muito grande, controlando aspectos como o posicionamento inicial das células no tecido e aplicação em camadas, por exemplo.

Nesta pesquisa em específico, os cientistas utilizaram a técnica para imprimir células ganglionares, responsáveis por transmitir sinais dos olhos ao cérebro, e células gliais, que ajudam a proteger e a nutrir neurônios.

A aplicação destas células sob a forma de implantes poderá ajudar no tratamento ou mesmo na cura de problemas como glaucoma e degeneração macular, justamente duas enfermidades que causam perda progressiva de células e, portanto, podem evoluir para cegueira parcial ou completa.


É claro que há muito trabalho pela frente para que se chegue em algo concreto, mas, como as células impressas não sofreram danos ou apresentaram alteração de comportamento durante os experimentos, os cientistas ficaram otimistas. Não por menos, eles planejam inclusive imprimir outros tipos de células, como cones e bastonetes, que são fotorreceptores.

Não termina aí: os pesquisadores vislumbram ainda um cenário onde a técnica seja capaz de oferecer não apenas tratamentos eficazes como também de possibilitar procedimentos minimamente invasivos, um aspecto bastante importante para órgãos tão sensíveis quanto os olhos.

Fonte: Deezen - in http://tecnoblog.net/147659/impressao-celulas-oculares-combater-cegueira/

publicado por MJA 
[28.Dez.2013]
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Musical Zorro acessível a cegos

 


É com enorme orgulho que ZORRO, um espetáculo Elenco Produções, em cena no Teatro da Trindade em Lisboa - visto até ao momento por mais de 40.000 pessoas - apresentará uma versão inclusiva, através do recurso à audiodescrição.

Depois de na temporada no Porto ter sido apresentada uma sessão com Língua Gestual, o musical será agora acessível a pessoas com deficiências visuais.

No próximo sábado, dia 14 de Dezembro, a acção inicia-se com uma visita ao palco e interação com o elenco do espetáculo, estando o início do mesmo agendado para as 16h00.

Uma experiência única, numa iniciativa Elenco Produções.


Fonte: http://www.elencoproducoes.com/zorro-sessao-audiodescricao/

publicado por MJA 
[15.Dez.2013]
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Implante de jóia no globo ocular é a nova moda

Economia e Negócios

Em seu consultório na Park Avenue, em Manhattan, ele cobra US$ 3 mil pela operação, o equivalente a R$ 6,9 mil. Ele faz as cirurgias na frente de uma janela de vidro que vai do chão ao teto, para que os transeuntes possam ver da rua.

Luckayanko conta que não se importou com a curiosidade das pessoas. O médico deu a ela um Valium e gás hilariante para acalmar seus nervos.

"Você não sente nada", disse ela à reportagem da rede ABC News. O médico é especializado em cirurgias a laser para corrigir a visão.

Para o implante ele faz uma fenda na membrana fina que cobre o branco do olho da paciente, e explica que a fenda é tão pequena que não precisa de pontos para cicatrizar.

Luckayanko disse que se sentia como se alguma coisa estivesse em seu olho nos primeiros dias, mas depois se acostumou.

Ela foi a primeira a submeter-se à operação em Nova York. Outros quatro apareceram nos dias seguintes para implantar joias no olho.

Segundo a rede ABC News, a Academia Americana de Oftalmologia não recomenda a cirurgia e alerta os consumidores que o procedimento não é aprovado no País, embora seja comum na Europa.

"A Academia Americana de Oftalmologia não identificou provas suficientes para apoiar a segurança ou o valor terapêutico desse processo", disse a Academia em um comunicado.

Em caso de complicações, segundo a Academia, o implante poderia provocar infecção ocular com sangramento, perfuração do olho, conjuntivite e até cegueira.

publicado por MJA 
[11.Dez.2013]
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Fundação Champalimaud abre Centro
de Oncologia Ocular no Amazonas

TV Ciência

06-12-2013


Prestar cuidados de saúde gratuitos como cirurgias e tratamentos oncológicos, efetuar diagnósticos de doenças da visão e desenvolver investigação científica sobre cancro ocular é a missão do Centro Champalimaud de Oncologia Ocular do Amazonas, no Brasil.

O Centro situado em Manaus, no Brasil, e que prestará cuidados de saúde gratuitos à população da Amazónia foi agora inaugurado e insere-se no projeto C-TRACER, da Fundação Champalimaud (FC).

No âmbito deste projeto foi criada uma rede de investigação avançada na área da visão, cujo primeiro polo localizado na Índia deu origem a trabalhos de investigação no Champalimaud Translational Centre for Eye Research (C-TRACER 1).

A Rede alargou-se posteriormente, em 2010, à AIBILI (Association for Innovation and Biomedical Research in Light) em Coimbra (C-TRACER 2) e em 2012 ao Brasil (C-TRACER 3).

No Brasil, o C-TRACER 3 envolve várias instituições como o Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia, a Escola Paulista de Medicina da Universidade de São Paulo e a Fundação Piedade Cohen.

Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud, na inauguração do Centro no Brasil, disse, citada em comunicado da FC, que «é com muito orgulho que vemos a rede C-TRACER alargar a sua área de intervenção ao Brasil, um país com o qual António Champalimaud teve uma relação estreita e que faz parte da sua história».

«Este Centro vai trabalhar em forte colaboração com o C-TRACER 1, na Índia, e o C-TRACER 2, em Portugal, para promover investigação de vanguarda e com aplicação clínica na área da visão, representando mais um passo num dos nossos objetivos principais, colocar a investigação ao serviço da prática clínica», afirmou.

Rubens Belfort JR., responsável pelo C-TRACER 3 no Brasil e um dos mais importantes Professores na área da oftalmologia no Brasil, explicou que este Centro Champalimaud «vem trazer uma oportunidade única às populações amazónicas de acesso a cuidados de saúde oncológicos oculares» e «colmatar uma necessidade há muitos anos sentida».

Isto porque nesta região do Brasil existe um grande número de cancros oculares, nomeadamente, «melanomas, retinoblastomas nas crianças e tumores diversos, provavelmente relacionados com a elevada luminosidade solar desta região», afirmou o especialista.

No Centro Champalimaud de Oncologia Ocular do Amazonas, dirigido para uma população de 3 milhões de pessoas, serão disponibilizados cuidados de saúde gratuitos e métodos de diagnóstico precoce na área do cancro ocular. Para além disso, o Centro estar é ainda dirigido para a formação e investigação científica.

publicado por MJA 
[8.Dez.2013]
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Quatro estádios terão narração para pessoas com
deficiência visual, na Copa do Mundo de 2014

Portal da Copa

04/12/13

O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, anunciou nesta terça-feira, durante a divulgação dos procedimentos do Sorteio Final para a Copa do Mundo de 2014, um novo serviço de narração audiodescritiva que estará disponível em quatro estádios do Mundial. O objetivo é permitir que torcedores com deficiência visual desfrutem do evento. De acordo com a FIFA, o serviço estará disponível no Mineirão, em Belo Horizonte, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, no Maracanã, no Rio de Janeiro, e na Arena Corinthians, em São Paulo.

Cada jogo terá dois profissionais para fazer a narração, que será transmitida por audiofrequência e poderá ser captada em fones de ouvido individuais. Desse modo, os torcedores cegos ou com visão subnormal poderão sentar em qualquer lugar do estádio. A audiodescrição é semelhante a uma narração de rádio. A experiência de estar no estádio, no entanto, é a ênfase do serviço. O narrador treinado especificamente para a função descreve todas as informações visuais mais significativas, como linguagem corporal e expressão facial de jogadores, técnicos, árbitros e torcedores, além de identificar os uniformes e o ambiente das arenas. Quatro voluntários de cada cidade-sede que receberá o projeto serão treinados em um programa de descrição em áudio.

Os equipamentos de narração instalados em cada estádio serão doados para entidades locais selecionadas para fazer parte do legado do projeto e poderão ser usados após o Mundial. Duas Organizações Não Governamentais (ONGs) são responsáveis pelo projeto: o Centro de Acesso ao Futebol na Europa (Cafe) e a Urece Esporte e Cultura, organização brasileira que trabalha com pessoas que têm diversos tipos de deficiências visuais.

O serviço faz parte da estratégia de acessibilidade. O objetivo é criar um legado de impacto duradouro no Brasil após a Copa.

publicado por MJA 
[5.Dez.2013]
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Deficiência: dificuldades nos acessos causa isolamento

«As vidas das pessoas com deficiência em Portugal surgem fortemente marcadas pela discriminação resultante dos preconceitos e estereótipos negativos que subsistem face à deficiência»

Por: tvi24 | 2013-12-02


 

As pessoas com deficiência em Portugal sentem dificuldades no acesso aos edifícios, aos transportes públicos e aos sistemas de comunicação, o que provoca situações de isolamento e discriminação, revela um estudo do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos.

O estudo insere-se no âmbito do projeto DRPI (Disability Rights Promotion International), que tem como objetivo a promoção da monitorização dos direitos das pessoas com deficiência à escala global.

Foram realizadas 32 entrevistas aprofundadas a adultos com diversos tipos de deficiência em três regiões do país (Lisboa, Porto e Algarve).

De acordo com o estudo, «as vidas das pessoas com deficiência em Portugal surgem fortemente marcadas pela discriminação resultante dos preconceitos e estereótipos negativos que subsistem face à deficiência».

Esta discriminação constitui uma limitação em todos os domínios da sociedade, com particular relevância no mercado de trabalho.

«A rotulagem com base na deficiência constitui ainda um elemento manifestamente perturbador no acesso ao emprego ou na progressão na carreira profissional», revelam os investigadores.

Os mesmos dão conta que da análise feita às histórias recolhidas surgiram «múltiplas situações de discriminação que se traduzem em vivências de negação ou violação dos princípios de direitos humanos».

Esta constatação acontece nos mais variados domínios, mas, segundo o estudo, acontece com mais incidência ao nível da participação social, do acesso aos serviços de apoio e do acesso e participação no mercado de trabalho.

«No domínio da participação social, as experiências de segregação e isolamento identificadas decorrem essencialmente da inacessibilidade ao meio edificado, aos sistemas de transporte e aos sistemas de comunicação», lê-se no documento.

«Apesar da existência em Portugal de um quadro normativo regulador e promotor das condições de acessibilidade ao meio e aos mecanismos de informação e comunicação, as pessoas com deficiência são frequentemente colocadas em situações de discriminação e marginalização pela falta de acessibilidade», acrescenta.

Aponta, por outro lado, que a garantia de acessibilidade está «comprometida» pelas medidas de austeridade, sublinhando que a falta de apoios para a concretização de uma vida independente representa outro «significativo constrangimento».

Diz mesmo que, nesta matéria, as opções oferecidas pelo Estado português são «insuficientes», quer pelo «valor irrisório do subsídio», quer pela «insipiência e fraca cobertura dos serviços de apoio domiciliário».

Alerta que esta questão assume particular relevância face «à situação de pobreza em que vive grande parte da população com deficiência em Portugal» e denuncia o «processo extremamente difícil, burocrático e longo» em matéria de tecnologias de apoio.

Outra constatação deste estudo é o facto de as pessoas com deficiência terem um «grande desconhecimento sobre os seus direitos e sobre as formas de os acionar».

Apesar das restrições orçamentais e de, com isso, a execução total da Estratégia Nacional para a Deficiência (ENDEF) poder estar comprometida, os investigadores sugerem a nomeação de um organismo independente que fiscalize a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Propõem a introdução do voto eletrónico, a revisão da legislação relativa aos regimes de interdição e inabilitação, a recolha de dados estatísticos e a revisão da legislação sobre a educação das pessoas com deficiência, nomeadamente os critérios de utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade.

A 3 de dezembro assinala-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

publicado por MJA 
[2.Dez.2013]
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Cirurgia inédita realizada em Coimbra
evita deslocações de doentes ao estrangeiro

Sol

28 de Novembro, 2013

O centro de tumores oculares do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou na quarta-feira a primeira intervenção de braquiterapia ocular feita em Portugal, evitando a deslocação do doente ao estrangeiro, como tem sucedido até agora.
A criação deste centro nacional de tumores oculares vai evitar que 40 doentes por anos, em média, sejam tratados no estrangeiro.

Fonte oficial do CHUC disse à agência Lusa que a intervenção demorou cerca de uma hora e meia e consistiu na aplicação de uma placa com sementes radioactivas na parte externa do globo ocular para tratar um tumor maligno intra-ocular.

A intervenção foi realizada em colaboração com o serviço de radioterapia e a equipa médico-cirúrgica, liderada por Rui Proença e Paula Alves, foi constituída por oftalmologistas, radioterapeutas e físicos nucleares.

A equipa teve ainda como consultores clínicos do centro nacional de referência para tumores oculares de Valladolid, Espanha, com quem o CHUC mantém colaboração científica.

O intervencionado, que teria de ter viajado até à Suíça para ser operado, foi um homem de 59 anos e que deverá ter alta daqui a uma semana, após a remoção da placa, disse a mesma fonte à Lusa.

O centro de tumores oculares do CHUC foi inaugurado em Outubro e permitirá, ainda de acordo com a mesma fonte, "o acesso dos cidadãos a cuidados de saúde altamente diferenciados, com os mais altos padrões de qualidade".

"A criação deste Centro no CHUC tem capacidade de resposta para o tratamento de doentes com melanoma da úvea, portugueses e estrangeiros, possibilitando também a internacionalização desta área da medicina. Anualmente, eram tratados no estrangeiro cerca de 40 doentes portugueses a estes tumores oculares, que passarão a ser tratados em Coimbra", explicou.

Em breve, serão operados mais três doentes.

Lusa/SOL

publicado por MJA 
[28.Nov.2013]
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Legislação sobre Vida Independente

Acapo

18 Novembro 2013


Na sequência das negociações havidas entre o Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Agostinho Branquinho, e as organizações e movimentos na área da deficiência, encontra-se aberto um processo de reflexão sobre as questões da vida independente.

Assim, tendo em vista a adoção de medidas de política que favoreçam a autonomia das pessoas com deficiência está disponível um endereço de e-mail através do qual poderão ser formuladas todas as sugestões que se insiram neste âmbito.

Este processo está aberto até 10 de dezembro de 2013, devendo os interessados remeter os seus contributos, considerações ou dúvidas para o e-mail:  vidaindependente@inr.msess.pt.

publicado por MJA 
[24.Nov.2013]
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Liga dos Amigos dos Hospitais
da Universidade de Coimbra

A Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra - LAHUC - desenvolve uma actividade diversificada de apoio a doentes dos Hospitais da Universidade de Coimbra e suas famílias.

Colabora estreitamente com o Serviço Social do Hospital para responder ás necessidades de um acompanhamento mais intensivo a alguns doentes. Os seus voluntários fazem visitas periódicas e prestam apoio aos doentes internados nos HUC.

No âmbito do protocolo celebrado com a ACAPO, a LAHUC garante acompanhamento nas consultas e tratamentos aos utentes invisuais/amblíopes que se dirigem a este Hospital.

Durante todo o ano faculta equipamentos técnicos de apoio (cadeiras de rodas, camas articuladas, etc) a doentes carenciados. Entrega enxovais a bebés nascidos nas maternidades Daniel de Matos e Bissaya Barreto. Realiza acções de formação para cidadãos portadores de deficiência.

Horários: O corpo de voluntariado desenvolve as suas actividades regulares de Segunda a Sexta-feira, entre as 14h00 e as 18h00. Mediante marcação prévia poderá desenvolver tarefas extraordinárias em horários a definir com os voluntários.

Contactos:
LAHUC
Av.ª Bissaya Barreto e Praceta Prof. Mota Pinto
3000-075 Coimbra
Tel. 239 400 584 || Fax. 239 482 833
Email: ligahuc@gmail.com
Web: http://www.lahuc.com

publicado por MJA 
[12.Nov.2013]
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Brasil desenvolve implante intraocular
para tratar diversos tipos de doenças

Diário da Saúde

15-11-2013


Embora inicialmente esteja destinado para o tratamento de doenças da retina, o implante poderá futuramente ser utilizado no tratamento de doenças localizadas em outros órgãos e tecidos do corpo.


Um implante intraocular desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto promete melhorar a visão de pacientes com uma série de doenças da retina, que podem levar à cegueira.

O implante tem aproximadamente o tamanho da ponta de um lápis e consiste na associação de um componente biodegradável (PLGA) com um medicamento, a dexametasona.

O dispositivo, que é implantado dentro do olho, usa a tecnologia de liberação prolongada de medicamento, fazendo com que ele se dissolva dentro do olho por aproximadamente 6 meses, sem a necessidade de o paciente usar colírios ou medicamentos orais durante este período.

O implante, resultado de dez anos de pesquisas, foi testado em 10 pacientes que participaram do primeiro estudo clínico da nova técnica.

Os resultados mostraram que o implante age em doenças vasculares da retina que levam à redução da visão e, em casos mais avançados, à redução da cegueira.

O tratamento poderá beneficiar pacientes portadores de várias doenças da retina, como edema de mácula (inchaço na área central da retina decorrente de oclusão vascular), retinopatia diabética, uveíte (inflamação da úvea, formada pela íris, corpo ciliar e coroide), degeneração macular e outras.

Várias dessas doenças afetam a população mais idosa, entre 50 e 70 anos - também serão beneficiados pacientes que sofrem de toxoplasmose ocular, degeneração macular relacionada à idade e retinite por citomegalovírus eendoftalmite.


Além dos olhos

Mas a técnica é muito versátil, e poderá ser aplicada em outras terapias.

Embora inicialmente esteja destinado para o tratamento de doenças da retina, o implante poderá futuramente ser utilizado no tratamento de doenças localizadas em outros órgãos e tecidos do corpo, podendo melhorar o tratamento e evitar efeitos adversos decorrentes da administração sistêmica de medicamentos.

Agora os pesquisadores prosseguirão para a segunda parte da fase de estudos, cujo início está previsto para janeiro de 2014, quando poderão participar em torno de 50 pacientes.

Também não há ainda previsão para início da comercialização, mas os testes clínicos em pacientes estão em fase avançada, o que constitui um pré-requisito para sua liberação.

publicado por MJA 
[17.Nov.2013]
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Governo cria programa de
formação para deficientes

Notícias ao minuto

11 de Novembro de 2013 | Por Lusa

O Governo vai avançar com um programa de formação de assistentes pessoais, com vista a apoiar as pessoas com deficiência que pretendam ter uma vida ativa independente, anunciou o secretário de Estado da Solidariedade.

Em resposta a uma pergunta do deputado do CDS-PP Raul de Almeida, o secretário de Estado da Solidariedade anunciou que o Governo tem uma série de medidas previstas de apoio à empregabilidade das pessoas com deficiência, nomeadamente em relação àquelas que pretendam ter uma vida ativa independente.

"Juntamente com a União das Misericórdias e o Instituto de Emprego [e Formação Profissional], lançámos um programa de formação de assistentes pessoais, que entrará em vigor no dia 01 de janeiro de 2014, e que desde já vai envolver 300 pessoas em formação, com um total de 3.700 horas de formação", revelou Agostinho Branquinho.

No âmbito do programa de emprego e de apoio à qualificação de pessoas com deficiência, "há perto de 5 mil pessoas envolvidas em programa de formação, o que significa um aumento superior a 30% em relação ao ano passado", revelou Agostinho Branquinho.

O secretário de Estado disse ainda que esta medida está em sede de aprovação e que os fundos deverão sair do Programa Operacional Potencial Humanos (POPH).

Segundo um relatório europeu divulgado hoje, as pessoas com deficiência em Portugal têm uma taxa de risco de pobreza 25% superior à das pessoas sem qualquer deficiência, consequência da atual crise económica.

O "Estudo de avaliação do impacto dos planos de austeridade dos Governos europeus sobre os direitos das pessoas com deficiência" aponta que "mais de 1 em cada 5 pessoas com deficiência encontram-se em risco de pobreza na União Europeia (21%)" e sublinha que essa percentagem é superior à que se verifica "na generalidade das pessoas sem deficiência (14,9%) ".

Por outro lado, há uma tendência "para que as pessoas com deficiência sejam contratadas a prazo, recebam salários mais baixos e, consequentemente, tenham uma maior insegurança económica".

Em matéria de serviço sociais, e no que diz respeito a Portugal, o relatório diz que "os apoios para os serviços de intervenção precoce da Segurança Social sofreram uma redução entre 160 euros e 240 euros por criança".

publicado por MJA 
[12.Nov.2013]
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Deficientes têm mais 25% de risco de
pobreza do que as pessoas sem deficiência

Lusa

10/11/2013

 

Relatório diz que "os apoios para os serviços de intervenção precoce da Segurança Social sofreram uma redução entre 160 euros e 240 euros por criança”.

As pessoas com deficiência em Portugal têm uma taxa de risco de pobreza 25% superior à das pessoas sem qualquer deficiência, consequência da actual crise económica, revela um relatório europeu, a ser divulgado segunda-feira.

O “Estudo de avaliação do impacto dos planos de austeridade dos Governos europeus sobre os direitos das pessoas com deficiência” vai ser apresentado no Encontro sobre deficiência e inclusão, que decorre segunda-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e é da responsabilidade do Consórcio Europeu de Fundações para os Direitos Humanos e a Deficiência.

Os resultados do estudo mostram que “a taxa de risco de pobreza das pessoas com deficiência é 25% superior [à das pessoas sem deficiência] em países como a Bulgária, Chipre, a Estónia, a Grécia, a Espanha, a Finlândia, a Lituânia, Portugal, a Eslováquia e o Reino Unido”.

Aponta que “mais de uma em cada cinco pessoas com deficiência encontram-se em risco de pobreza na União Europeia (21%) ” e sublinha que essa percentagem é superior à que se verifica “na generalidade das pessoas sem deficiência (14,9%) ”.

Por outro lado, há uma tendência “para que as pessoas com deficiência sejam contratadas a prazo, recebam salários mais baixos e, consequentemente, tenham uma maior insegurança económica”.

Em matéria de serviço sociais, e no que diz respeito a Portugal, o relatório diz que “os apoios para os serviços de intervenção precoce da Segurança Social sofreram uma redução entre 160 euros e 240 euros por criança”.

Segundo o relatório, Portugal foi um dos países onde foi dispensado pessoal de apoio ao ensino especial e onde os cortes nos apoios técnicos e nas tecnologias de apoio atingiram os 37%.

“Em Portugal, o financiamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados sofreu um abrandamento desde 2008, com uma redução de 30% nos fundos a ela destinados”, lê-se no relatório, acrescentando que “aumentam diariamente” as listas de espera nesta área.

O consórcio critica o facto de a legislação nacional ter sido alterada para “aumentar o número de residentes por quartos nos lares residenciais ou reduzir a área por residente”, bem como os “cortes drásticos” nos serviços de apoio especializado nas escolas de ensino regular.

“Em Portugal, o número de horas de formação profissional para pessoas com deficiência teve um corte de 50% e os salários subsidiados pelo Estado para pessoas com deficiência foram eliminados”, aponta.

O Consórcio Europeu refere ainda que os custos dos cuidados prestados a pessoas com deficiência aumentaram quer por “restrições no sistema de comparticipação”, quer pelo aumento do custo dos medicamentos e dos cuidados de saúde. Contesta também que a análise dos rendimentos tenha em consideração todo o agregado familiar, “pelo que a atribuição de pensões foi reduzida em 37%”.

Na nota prévia, o co-presidente do consórcio defende que “como resultado da actual crise económica, aparentemente sem fim à vista, a Europa assiste a um enfraquecimento das estruturas económicas, políticas e sociais criadas durante a época anterior”.

Miguel Ángel Cabra de Luna aponta que a inclusão das pessoas com deficiência “está suspensa”, que se está perante um “cenário negro que tem tendência a piorar” e que as decisões políticas e sociais decorrentes da crise económica estão a “comprometer os direitos civis, políticos, sociais e económicos das pessoas com deficiência”.

O Consórcio Europeu de Fundações para os Direitos Humanos e a Deficiência foi formalmente apresentado em 2009, tendo como objectivo a promoção da implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.


Fonte: Público

publicado por MJA 
[10.Nov.2013]
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Encontro: Deficiência e Inclusão

Fundação Calouste Gulbenkian

11 Nov 2013
09:30 - 18:00
Sala 1


A concepção de políticas públicas, o emprego e o papel da sociedade civil são alguns dos desafios para a Deficiência em discussão no encontro organizado pela Fundação Gulbenkian e o Centro Português de Fundações.

Informações e contactos:
Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna - 45 A
GPS: 38.738286,-9.154821
Telf.+351.217823156

Fonte: http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=483&article_id=4522langId=1

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[9.Nov.2013]
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A Europa e a Educação Inclusiva

David Rodrigues

Público

07/11/2013

Há mais de 60 anos iniciou-se nos países nórdicos um movimento educativo que se designou por “normalização”. Este movimento, partindo da análise dos resultados educativos que crianças e jovens tinham em instituições especializadas – as chamadas “escolas especiais”, propunha que se normalizasse a vida destas crianças e jovens.

Normalizar, ao contrário do que algumas opiniões mais apressadas quiseram interpretar, não é tornar as pessoas “normais” (as condições de deficiência continuam a existir), mas sim a de proporcionar a estas pessoas condições “normais”, isto é em tudo semelhantes às que dispõem as pessoas que não têm uma condição de deficiência, de desenvolvimento, de autonomia e de participação. É este o movimento inspirador da “integração escolar” isto é aquele que inspira as primeiras experiências de educação das crianças e jovens com condições de deficiência na escola regular.

Muito tempo passou sobre estes esforços pioneiros e temos hoje a evidência de que é possível e desejável que os alunos com mais dificuldades não sejam separados, segregados, ostracizados em estruturas de ensino “especiais”.

Separados dos seus colegas que frequentam a escola regular, estes alunos acabam por ficar “longe da vista e longe do coração”.

A partir daqui numerosas declarações e convenções patrocinadas por organizações internacionais tais como a UNESCO, a OCDE e a ONU publicaram textos bem claros sobre o direito à educação inclusiva que os alunos com condições de deficiência têm. Citaria a este respeito só um dos artigos da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (art. 24.º, 2. b), ratificado por Portugal (71/2009 e 72/2009), que afirma “(deve ser assegurado que) As pessoas com deficiência possam ter acesso a um ensino primário e secundário inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade com as demais pessoas nas comunidades em que vivem”.

No seguimento de todo um grande e permanente esforço legislativo, o Conselho de Ministros da Conselho da Europa, aprovou a 16 de Outubro passado uma recomendação aos estados membros “assegurando a plena inclusão de crianças e jovens com deficiência na sociedade”. O documento pode ser consultado na íntegra aqui.

Bom, qual é a novidade que este documento nos trás? Na verdade e em termos puramente legislativos nada de muito diferente do que se encontra escrito sobre o assunto no nosso país. Havemos de regressar à sua análise para falar das inovações. Interessa agora realçar que Portugal, fruto de um trabalho continuado que nos devia orgulhar e que nos destaca pela positiva face a muitos outros países europeus, adoptou e acarinhou uma política de educação inclusiva nas escolas públicas. Só assim se explica que cerca de 95% de alunos com deficiência sejam educados no local certo para os educar: a escola regular – alguém poderia pensar que o local mais adequado é um hospital ou outra estrutura que não seja uma Escola?

Este esforço continuado é, sem dúvida, um dos aspectos mais diferenciadores pela positiva do nosso sistema educativo. Quer isto dizer que tudo o que se passa é bom e positivo? Claro que não. Estamos a falar de sistemas humanos e não da corte celestial… Muitos aspectos deste modelo inclusivo poderiam funcionar muito melhor se:

  1. os recursos proporcionados às escolas fossem os necessários para responder às necessidades de todos os alunos que as apresentam;
  2. houvesse uma clara política de promoção do sucesso de todos em lugar da satisfação com o sucesso da maioria;
  3. a escola fosse apoiada, pela formação e pelos recursos materiais e humanos, para melhorar as suas práticas de equidade e de inclusão, etc. etc.

Existem presentemente grandes carências no nosso sistema de apoio aos alunos com dificuldades. O primeiro passo para se empreender uma sincera melhoria neste sistema é termos o que ainda não temos: dados objectivos sobre os recursos instalados e seu funcionamento.

Recentemente um responsável do Governo disse que a Inspecção-Geral da Educação está a monitorizar estes processos mas a avaliação tem de ser feita para além dos parâmetros estritamente administrativos que aquela pode fazer.

É pois bem-vinda esta recomendação do Conselho da Europa. Ela confirma que Portugal foi percursor em matéria de inclusão educativa e que está no caminho certo. Esperamos agora que os responsáveis governativos tenham lido a fábula da tartaruga e da lebre e que saibam que a distância até à meta não se cobre com palavras, com “novos” conceitos de inclusão, mas sim com políticas inclusivas claras, apoiadas e lúcidas.

David Rodrigues é Professor universitário, presidente da Pró-Inclusão - Associação Nacional de Docentes de Educação Especial.

publicado por MJA 
[7.Nov.2013]
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Deputados socialistas de Setúbal requerem
ao Governo ponto da situação no Distrito
sobre Educação especial

Rostos

04 de Novembro de 2013

Os deputados do Partido Socialista eleitos por Setúbal querem saber, designadamente, o “número total de alunos com Necessidades Educativas Especiais de Caráter Permanente (NEECP) no sistema público de ensino do distrito.

Os eleitos socialistas dão também conta dos sinais alarmantes que chegam das famílias, como o “stress contínuo, desespero, sentimentos de revolta e incerteza, a que devemos juntar a pressão a que estão sujeitos os alunos com necessidades educativas especiais.
Deputados socialistas de Setúbal requerem ao Governo ponto da situação no Distrito

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Setúbal, Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira, Duarte Cordeiro e Ana Catarina Mendes, requereram ao Ministério da Educação um conjunto de dados a fim de avaliarem o ponto da situação da oferta de Educação Especial no Distrito, face às dificuldades que são conhecidas este ano letivo em todo o país.

“A austeridade desbragada imposta aos portugueses pelo atual Governo limita o acesso de crianças e jovens com deficiência ao ensino, em igualdade de oportunidades e com padrões de inclusão absolutamente necessários. Falamos, por isso, da consagração do direito a uma plena integração na educação e, também, a uma educação de qualidade para todos. Ao defendermos uma melhor qualidade das respostas educativas e do ensino falamos também de justiça social”, defendem os parlamentares socialistas no requerimento ao Governo.

Recordam, por isso, os alertas que chegam das escolas para a “falta de reconhecimento e ausência de uma visão compreensiva das reais necessidades especiais de educação que tenham em conta o perfil de funcionalidade do aluno, conhecidos o tipo, o grau de deficiência, o nível de desempenho e de participação”, bem como a “diminuição significativa do número de professores de educação especial e de técnicos para a prestação de apoio e/ou de outras respostas especializadas aos alunos com necessidades educativas especiais”, além do aumento do número de alunos por turma, da indefinição e inexistência de equipamentos e de produtos de apoio, do atraso na alocação dos recursos e do desaparecimento de outras medidas de apoio.

Os eleitos socialistas dão também conta dos sinais alarmantes que chegam das famílias, como o “stress contínuo, desespero, sentimentos de revolta e incerteza, a que devemos juntar a pressão a que estão sujeitos os alunos com necessidades educativas especiais, com a sombra do insucesso a agravar o estigma da diferença, dada a insuficiência ou inexistência do apoio especializado, até há bem poucos meses atrás disponibilizado.”

“As crianças e os jovens com necessidades educativas especiais têm direito a uma educação de qualidade, desenvolvida sob os princípios da inclusão e da igualdade de oportunidades. Assim o determina a Constituição da República Portuguesa e a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Falamos uma vez mais de direitos, de justiça social”, sublinham os deputados socialistas no requerimento ao Ministro da Educação dos dados referentes ao distrito de Setúbal, “para que possa ser realizada uma avaliação clara da situação.”

Os eleitos por Setúbal querem saber, designadamente, o “número total de alunos com Necessidades Educativas Especiais de Caráter Permanente (NEECP) no sistema público de ensino do distrito, no ano letivo transato e no ano letivo atual”, bem como a “caracterização dos alunos com NEECP do distrito, por Agrupamento e por cada Unidade Orgânica de Educação e Ensino, nomeadamente quanto à idade, ano de escolaridade, estabelecimento de ensino, número de alunos por turma, especificidade ou tipologia da deficiência, medidas educativas definidas no Programa Educativo Individual (PEI), os apoios ou recursos especializados necessários e os disponibilizados no presente ano letivo, nomeadamente número de horas de apoio especializado prestado por docente de educação especial, número de horas de intervenção prestada por técnicos, com indicação das diferentes valências, modalidades específicas de educação ou escolas de referência, com indicação da forma de afetação (concurso, oferta de escola e/ou protocolo com os centros de recursos para a inclusão a que estão adstritos)”.

São também requeridos dados sobre “a caracterização das modalidades específicas de educação, nomeadamente das Unidades de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações de Espetro do Autismo e Unidades de Apoio a Alunos com Multideficiência, das escolas de referência para o Ensino Bilingue de Crianças Surdas ou para a Educação de Crianças com Cegueira e Baixa Visão, bem como caracterização dos Centros de Recursos para a Inclusão associados a cada agrupamento escolar, com indicação do número de alunos abrangidos e da tipologia e número dos recursos especializados disponibilizados, no ano letivo transato e no ano letivo atual”.

Os deputados querem ainda saber “o número total de professores de educação especial a exercer funções de apoio especializado, desagregados por agrupamento, por escola e por grupo de recrutamento, no ano letivo transato e ano letivo atual”, bem como “o número de alunos com necessidades educativas especiais que se encontram sem apoio por parte de um docente de educação especial, em incumprimento com o determinado no respetivo programa educativo individual bem como a indicação da estratégia de planeamento e organização da educação especial capaz de permitir às escolas assegurar os mecanismos inerentes à implementação de respostas com vista à inclusão das crianças com NEECP do distrito.”

Grupo Parlamentar do Partido Socialista

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[7.Nov.2013]
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Vila Real de Santo António integra mais
20 pessoas portadoras de deficiência

diariOnline

4 novembro 2013

A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António acaba de formalizar 20 novos contratos emprego-inserção para pessoas portadoras de deficiência e incapacidade, reforçando a sua aposta nas políticas de responsabilidade social.

Com esta medida, a autarquia passa a integrar mais de uma centena e meia de pessoas portadoras de deficiência nos seus mais variados setores (área cultural, desportiva, administrativa ou da manutenção de espaços verdes) e reforça as suas medidas inclusivas nesta área, implementadas há mais de seis anos.

Os novos contratos foram desenvolvidos em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, através das Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, nomeadamente a Associação de Beneficência Mão Amiga, a Cruz Vermelha e a Santa Casa da Misericórdia de VRSA.

Desta forma, a câmara está apoiar a transição destes munícipes para o mercado de trabalho, reforçando as suas competências.

Só em 2013, o município de Vila Real de Santo António já contabilizou a integração de mais de meia centena de pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade, cujos beneficiários dos contratos auferem uma bolsa de ocupação mensal no valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS), mais subsídio de alimentação e seguro de acidentes pessoais, por um período de 12 meses.

Os novos contratos fazem ainda parte do Plano Local de Emprego de Vila Real de Santo António, uma estratégia local inovadora que pretende diminuir o número de desempregados no concelho e propõe soluções com vista à implementação de políticas ativas de emprego, envolvendo todos os setores de atividade.

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[5.Nov.2013]
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Sites da administração pública não cumprem a lei

Exame Informatica

02/11/2013

Os sites das Finanças, bancos, supermercados e jornais não estão
adaptados para os internautas com necessidades especiais.
Mais de 900 mil pessoas poderão ser afetadas.


Entre os 20 sites portugueses mais populares, não há um único que passe os testes de acessibilidade que garantem que os conteúdos são apresentados da forma mais conveniente a pessoas com dificuldade de audição, visão ou manipulação do rato e do teclado. Google, OLX, Sapo ou Millennium são alguns dos casos dos endereços comerciais que estão a alienar utilizadores ao desrespeitarem a norma WCAG 2.0 – mas não serão os casos de maior gravidade. Portal das Finanças, Portal do Cidadão, Parlamento, Portal da Saúde e Diário da República podem não constar na lista dos sites mais populares, mas também não respeitam a norma. O que significa que não estão a cumprir o Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital (RNID), que tornou a compatibilidade com a WCAG2.0 obrigatória nos sites da Administração Pública (AP), desde Fevereiro de 2013.

Um copy/paste chega para tirar as dúvidas no site da Unidade de Acesso da Fundação para Ciência e Tecnologias (UAFCT; acessibilidade.gov.pt): endereço a endereço, o sistema de testes automáticos apresenta diagnósticos. Uma parte considerável dos sites apresenta índices positivos, mas todos chumbam devido à deteção de, pelo menos, um «Erro de nível A», que evidencia uma ou mais barreiras impeditivas para o acesso à informação.

«A ONU usa ferramentas similares, mas estes testes automáticos não têm em conta todos os passos que as pessoas têm de seguir para chegar à informação. Um exemplo: no Diário da República Eletrónico todos os diplomas estão publicados em versão de texto, mas o problema está nos passos que têm de ser dados pelos internautas para chegar a essas versões. O panorama pode ser pior, caso se faça uma análise que vá além da primeira página de cada site», explica Jorge Fernandes, coordenador UAFCT.


Portugal entre os melhores

Estarão os sites comerciais e da AP a falhar na acessibilidade? Depende do ponto de vista. Jorge Fernandes recorda que, em 2011, a ONU colocou os serviços on-line da AP portuguesa no segundo lugar mundial (o primeiro lugar foi para a Alemanha). Mas para quem tem limitações de ordem física esse segundo lugar mundial de 2011 tem um valor relativo. O facto de muitos outros países prestarem serviços menos acessíveis não chega para amenizar a eventual frustração de uma faixa da população que Jorge Fernandes estima rondar os 900 mil potenciais internautas.

«Acredito que 40% dos sites portugueses mais populares são funcionais. As pessoas acabam por conseguir navegar, mesmo quando se deparam com alguma dificuldade. Nos outros 60%, essas mesmas pessoas têm de recorrer à ajuda de outras ou tratar dos assuntos por telefone». Entre os 40% dos sites ditos funcionais encontram-se muitos endereços que têm «Erros de nível A». Mais difícil é descobrir sites funcionais que não têm qualquer «Erro de nível A»: «Entre os 100 mais populares, acredito que haverá 5% nessas condições. E estou a ser otimista».

O especialista da UAFCT admite que o panorama é pior nos sites comerciais que nos da AP, mas não deixa de recordar que, todos os anos, recebe entre 50 e 60 queixas de cidadãos relativamente aos serviços das finanças na Web. «O IRS, o IRS e o IVA continuam por tratar de forma séria», denuncia, aludindo ao trabalho feito por associações que apoiam pessoas com limitações físicas, na hora de saldar contas com o Estado.

A par do Estado, Jorge Fernandes aponta o dedo à Banca on-line e aos supermercados. O responsável da UAFCT classifica os dois setores de «prioritários» e «fulcrais» por poderem melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, mas lembra que a falta de acessibilidade não tem permitido tirar partido desses serviços on-line.

Nos média, o panorama não é muito melhor. Portais como o LX ou o Sapo confirmam essa lacuna - e o próprio site da Exame Informática, que está a ler neste momento, eventualmente poderá estar inacessível para muitos internautas com necessidades especiais.

A rapidez com que são inseridos novos conteúdos nos diferentes sites é apontada como a principal causa para a escassa acessibilidade. Jorge Fernandes acrescenta mais um motivo: a inexistência de uma entidade de supervisão. O RNID foi redigido pela Agência de Modernização Administrativa (AMA), mas o «acompanhamento» dessas medidas foi atribuído, em 2007, à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros. Hoje, há sites que ostentam selos de certificados WCAG2.0. Jorge Fernandes acredita que boa parte desses selos não corresponde à verdade.


Sites pouco acessíveis

Endereços .pt - Índice - Erros Nível A

Google.pt - 3,6 - 13
XL.pt - 2,9 - 14
OLX.pt - 5,5 - 4
Sapo.pt - 4,5 - 7
Abola.pt - 3 - 16
millenniumbcp.pt - 5,5 - 7
FNAC.pt - 3,3 - 13
IPMA.pt - 5,5 - 5
BES.pt - 3,4 - 12
Portaldasfinancas.pt - 5,4 - 7
Montepio.pt - 4,4 - 7
SantanderTotta.pt - 3,3 - 13
Continente.pt - 4,5 - 9
DRE.pt - 6,7 - 4
Jumbo.pt - 3,3 - 15
Portaldocidadao.pt - 4,3 - 9
Portaldasaude.pt - 3,6 - 18
Parlamento.pt - 4,4 - 7
Portugal.gov.pt - 7,9 - 2
CGD.pt - 8,9 - 1
exameinformatica.pt - 5,5 - 4


A lista de endereços que consta na tabela tem por base resultados apurados a partir de testes do AccessMonitor à norma Web Content Accessibility Guidelines 2.0 (WCAG2.0). Os cinco primeiros endereços lideram a lista de popularidade do domínio de topo .pt, segundo o ranking de tráfego Alexa. Os restantes endereços são relativos a endereços que estão obrigados a respeitar a norma, e ainda serviços considerados prioritários. O AccessMonitor atribui índices de acessibilidade de 1 a 10 e deteta erros a três níveis (A, AA, e AAA). Nesta lista apenas se encontram o erros mais elementares (nível A). Os «Erros de nível AA dizem respeito a serviços com interatividade (formulários, pesquisas, envio de ficheiros, etc.) e que, segundo o RNID, também não devem constar nos sites da AP. Alguns sites passam sem «Erros AA», mas os especialistas em Acessibilidade recordam que esse ponto positivo não chega para evitar um chumbo nos testes, uma vez que os «Erros A» são considerados elementares.


Cinco erros comuns

Jorge Fernandes, coordenador da UAFCT, dá a conhecer cinco erros elementares que dificultam o acesso aos sites por pessoas com limitações visuais. «Muitos destes erros podiam ser eliminados com um esforço mínimo», garante:

- Imagens sem legenda
- Inexistência de link direto para o corpo principal da página
- Vídeos sem legendagem
- Menus navegáveis apenas com rato
- Textos em movimento e atualização automática

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[3.Nov.2013]
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Ouvir com os olhos, ver com o tacto, tocar
com a imaginação no Ecomuseu de Barroso

Diário do Alto Tâmega e Barroso

Qui, 31 Out 2013

 

Redacção|CM Montalegre: Foi sob o lema “Ouvir com os olhos, ver com o tacto, tocar com a imaginação” que o Ecomuseu de Barroso assinalou o Dia da Igualdade.

O Ecomuseu de Barroso, desafiou a população para sentir a experiência das pessoas com deficiência através de uma visita ao espaço. Uma proposta, que foi definida pelo vice-presidente da autarquia de Montalegre: «uma boa experiência de nos colocar na pele dos outros». Nesse sentido, David Teixeira lembrou: «no Ecomuseu de Barroso houve essa preocupação, de vestir a pele de alguém que tem características diferentes e que tem uma forma diferente de ver a realidade. É interessante, porque mesmo num espaço que se preocupa com sensações e provocar sensações aos nossos visitantes, descobrimos uma coisa muito simples, nós que habitualmente vemos e ouvimos com facilidade nunca nos preocupamos em raciocinar como eles». O autarca frisou ainda: «sai pelo menos daqui uma conclusão e uma proposta em desafiar alguns dos nossos colaboradores a aprender outro tipo de linguagem e comunicação com os visitantes que tem algum tipo de deficiência, neste caso auditiva e visual».

Irene Esteves, responsável pela Divisão Sócio-Cultural da Câmara Municipal de Montalegre, catalogou esta aposta como «muito interessante» porque, reforçou, «normalmente quando se fala em igualdade fala-se em igualdade de género por isso acho que o museu inovou ao falar em igualdade de pessoas com os incapacitados». A reboque, sublinhou: «é um tema que deve ser mais trabalhado nesta área e, pessoalmente, penso que esta primeira comemoração deste dia pode ser uma alavanca para no próximo ano ser comemorado já com outra abrangência e esperemos já com a CERCI a funcionar».

Por sua vez, Fátima Fernandes, vereadora da educação do município, não disfarçou o agrado com esta aposta: «foi uma iniciativa muito interessante, foi uma maneira muito importante de assinalar a data. Tratar da deficiência e dos cidadãos com dificuldades é sempre muito importante. Fez-se uma demonstração em todos os espaços do Ecomuseu e o que pudemos verificar é que o edifício está preparado para receber todos os visitantes, seja qual for o tipo de deficiência». No mesmo tom, concluiu: «aquilo que se verificou é que essas pessoas precisam de um acompanhamento personalizado e é isso que os nossos funcionários estão dispostos a fazer».

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[31.Out.2013]
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Olimpíadas do Braille reúnem 70 participantes

Correio da Manhãl

Diana Rodrigues

19 de Outubro


Foram cerca de 70 os participantes que vieram de todo país para a 2ª edição das Olimpíadas do Braille. A prova, que decorre de dois em dois anos, serve para lembrar a importância no rigor da aprendizagem deste código, que tal como a escrita, deve ser adquirida o mais cedo possível.

Graça Gerardo, vice-presidente da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que organizou o evento, explica que estas olimpíadas têm por objetivo “não deixar morrer o Braille”. As novas tecnologias têm em muito auxiliado os invisuais, mas trabalhando essencialmente a tradução da escrita para o som, podem deixar para trás este código que usa o tato como a principal ferramenta. O som “diz a palavra cego, mas não me diz se cego se escreve com “c” ou com “s”, lembra Graça Gerardo.

A prova foi dividida por três escalões de idade e ainda um grupo de pessoas que, não sendo invisuais, conhecem e aprenderam este código. Maria de Fátima Pestana é um destes casos. Professora de ensino especial, veio acompanhar a aluna Marta, de 11 anos, que entrou no primeiro escalão. “Participo para incentivar a minha aluna”, explica. O braille foi um investimento pessoal, devido à necessidade que encontrou em ajudar alunos invisuais. Tal como a maioria dos participantes diz que o convívio e a competição entre iguais são as maiores vantagens desta iniciativa.

CONHEÇA OS VENCEDORES:
No final houve quatro vencedores: Roberto Gonçalves ganhou no escalão entre os oito e os 11 anos. Duarte Silva venceu, pela segunda vez, desta feita no escalão dos 13 aos 20 e Ana Fontes ganhou no escalão dos 21 aos 70 anos. No grupo dos normovisuais venceu Bruno Brites.

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[22.Out.2013]
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Adultos que ficam cegos reaprendem
a viver no único centro de ajuda do país

RCPharma

15.Outubro.2013

Dia Mundial da Bengala Branca

A cegueira que afectou João, Brígida e Liliana já adultos não os fez desistir e no Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, reaprenderam a viver e recuperaram a autonomia perdida, conta a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

O Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos existe há 50 anos e é o único no país onde pessoas adultas que ficam cegas podem “reaprender a (vi)ver”, lema da instituição que está agora sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

José João Casimiro tem 36 anos e ficou cego o ano passado. Em cinco meses, saiu do hospital e entrou no centro. Foi difícil conhecer o novo espaço, mas nos seis meses que lá esteve aprendeu de tudo um pouco, desde artesanato, organização do vestuário, cozinha ou informática.

Quando José João ficou cego, o filho tinha apenas seis meses e ele tinha medo de lhe pegar ao colo. Hoje já é capaz e aprendeu a vê-lo de outra maneira.

“Pelo peso, quando o seguro ao colo, pelas palavras que ele vai dizendo e também pela expressão. Toco-lhe na cara para o ver”, explicou à agência Lusa.

Brígida Cruz tem 67 anos e muito baixa visão. A perda de visão foi um processo que demorou 17 anos, já a doença que a provocou apareceu de repente através de umas manchas nos olhos.

Esteticista durante muitos anos, trabalhou depois como recepcionista até 2011, profissão que abandonou “quando já não conseguia identificar as pessoas”. Nessa altura fechou-se em casa e teve “uma depressão muito grande”.

Recorda, no entanto, que a primeira vez que lhe puseram uma bengala nas mãos chorou: “Chorei e na primeira aula não fiz nada. Na segunda nada fiz e tive uma série de dias sem conseguir”.

Para Brígida, a explicação é simples: “A bengala é uma coisa que não nos deixa passar indiferentes e eu sabia que ao pegar nesta bengala toda a gente ia perceber o meu problema”.

Pelo caminho, aprendeu novas técnicas na cozinha e, com agulhas de costura próprias para cegos, voltou a pregar um botão ou a fazer uma bainha.

Para a directora do centro Ana Magalhães, o objectivo é “dotar as pessoas da máxima autonomia possível para poderem prosseguir as suas vidas”.

Também ensinam a reconhecer a roupa, a distinguir o dinheiro, a utilizar o multibanco, a aprender Braille, informática ou até mesmo a cozinhar.

Liliana Fernandes tem 33 anos e um objectivo de vida bastante ambicioso. Antes de ficar cega tirou um curso de pastelaria e de cozinha e gostava de abrir o seu próprio negócio.

Teve uma trombose ocular há cerca de sete anos, situação que, aliada ao facto de ser diabética desde os 14, a obriga a fazer várias cirurgias aos olhos.

Como consequência, do olho direito não vê nada, do esquerdo ainda vê vultos.

“Se calhar descobri que a vida tem coisas maravilhosas e que não podemos parar. Por morrer uma andorinha, não acaba a primavera”, contou.

Os utentes chegam ao centro através dos hospitais, escolas para pessoas com problemas de visão ou inscrevem-se mesmo através do site na Internet. Preferencialmente entram em grupo e ficam no mínimo dois meses.

Ana Magalhães apontou que o centro é único a nível nacional, tendo já ajudado cerca de 2.200 pessoas a “reaprender a (vi)ver”.

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Bengala Branca, data instituída em 1970 pela Federação Internacional dos Cegos.

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[15.Out.2013]
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Aplicação interativa para Facebook
sensibiliza para as doenças da retina

por Notícias de Coimbra

Outubro 15, 2013

A Novartis reforça o seu apoio à comunidade mundial com deficiência visual através do lançamento da aplicação para Facebook “Retina App”. A aplicação simula a doença da retina, ilustrando de forma muito realista o impacto que a perda de visão pode ter na atividade diária do utilizador. A aplicação será lançada nas redes sociais, permitindo às pessoas com problemas de baixa visão e ao público em geral envolver-se nesta causa e a constituir uma comunidade de apoio.

Esta campanha foi desenvolvida na sequência da divulgação do Relatório da Visão 2020, da Organização Mundial de Saúde, segundo o qual 80% dos casos de cegueira no mundo seriam evitáveis se geridos corretamente[i], incentiva as pessoas a envolverem-se diretamente com a realidade da perda de visão e a experienciar o que significa viver com um problema de diminuição visual. A campanha Set Your Sights é a mais recente iniciativa da Novartis para ajudar a responder às necessidades das pessoas que vivem com doenças que afetam a visão.

“Como líder global na área de doenças da retina, a Novartis tem o orgulho de apoiar o Dia Mundial da Visão, procurando incentivar ainda mais o diálogo entre as pessoas que vivem com condições de baixa visão e a comunidade em geral, gerando um ambiente de compreensão e tolerância”, afirmou David Epstein, responsável da Divisão Farmacêutica da Novartis Pharma AG. “Esta é uma iniciativa importante no meio farmacêutico, que reflete o nosso objetivo de colocar o doente sempre em primeiro lugar. A Novartis reforça o seu papel de líder, não só pelos medicamentos que disponibiliza aos doentes, mas também pela ousadia de recorrer às novas tecnologias para redefinir a forma como a indústria farmacêutica envolve as pessoas com a sua saúde “.

As doenças da retina incluem patologias como a Degenerescência Macular Relacionada com Idade (DMRI), o edema macular diabético (EMD), a oclusão da veia da retina (OVR) e neovascularização coroideia associada a miopia patológica.

Set Your Sights: É uma campanha online interativa que tem como objetivo apoiar as pessoas com doenças da retina e aqueles que deles cuidam, permitindo aos doentes e cuidadores recuperar as suas vidas, ganhar confiança e encontrar inspiração e motivação para procurar o tratamento que lhes permita alcançar uma vida melhor e mais preenchida.

A campanha foi lançada no Dia Mundial da Visão (10 Outubro de 2013) com uma aplicação para Facebook (a Retina App), a qual proporciona uma navegação interativa para promover a consciencialização mundial em torno dos sintomas das doenças da retina e da necessidade de procurar tratamento. Os utilizadores da aplicação vão ter acesso a uma experiência totalmente adaptada à sua realidade, criada através das suas próprias fotografias e dos seus amigos, uma experiência em vídeo que apresenta uma visão muito realista de como poderia ser a sua vida com doença da retina.

O lançamento inclui a criação de páginas dedicadas no Facebook e Twitter.

O Dia Mundial da Visão foi criado, em 1988, pelo Lions Clubs International e por organizações de prevenção da cegueira de todo o mundo. Atualmente, é impulsionado pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira com o objetivo de aumentar a conscientização mundial para a necessidade colocar a cegueira e a deficiência visual entre os grandes problemas de Saúde Pública a nível global. É assinalado todos os anos na segunda quinta-feira de outubro. [fonte: http://www.deficienciavisual.pt/noticias.htm]

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[15.Out.2013]
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Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
cria centro de referência nos tumores oculares


Diário de Coimbra

Sábado, Outubro 12, 2013

Fundação EDP apoiou o equipamento de uma unidade que responderá a doentes de todo o país que eram até agora encaminhados para o estrangeiro

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Fundação EDP assinaram ontem um protocolo para a criação do Centro de Tumores Oculares. A unidade do Serviço de Oftalmologia, equipada com a contribuição do mecenato, vai permitir responder a doentes que, até agora, tinham de ser encaminhados para centros estrangeiros, com ganhos para os utentes e poupanças em pagamentos ao exterior que rondam os 700 mil euros por ano.

Joaquim Murta, director da Oftalmologia do CHUC, revelou que o serviço tem actualmente capacidade para diagnosticar e tratar praticamente todas as patologias do foro oftalmológico. Os tumores intra-oculares (no adulto e na criança) tratados com «técnicas diferenciadas de rádio e quimioterapia» são - ou eram - «a única excepção».

>> ler artigo completo na edição em papel.


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[12.Out.2013]
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Dia Mundial da Visão 2013

10 de Outubro

Médicos de Portugal


Filipe Henriques


No Dia Mundial da Visão, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) não quer deixar passar a data sem alertar os portugueses para a importância de um diagnóstico precoce nas doenças oculares.

Segundo Jorge Breda, presidente da SPO, "neste dia, é importante alertar os portugueses para três patologias oculares que são causas de má visão e cegueira, mas que podem ser perfeitamente evitadas se diagnosticadas e tratadas atempadamente".

A primeira é a diabetes, doença que provoca ao longo do seu tempo de evolução alterações da estrutura das artérias, modificando assim a irrigação dos tecidos. O tecido da retina é um tecido nervoso, muito sensível à má perfusão sanguínea, que quando ocorre leva à destruição das suas células e portanto a dificuldades visuais. Mas, afirma Jorge Breda "o mais importante, é que uma pessoa pode estar a ver 10/10 em cada olho, e sentir-se muito bem, e todavia estar a ficar com os olhos gravemente minados pela doença". Esta, insinua-se sub-repticiamente, sem alterar a visão, portanto sem dar sintomas, e quando estes aparecem na maioria das vezes já é tarde. Por isso, alerta a SPO "a doença ocular da diabetes tem de ser diagnosticada antes dos doentes se queixarem, e por isso todos os diabéticos, mesmo que estejam controlados, têm de ser regularmente observados por um oftalmologista".

Também o glaucoma é alvo de atenção especial por parte da SPO pois existem pessoas em que as fibras do nervo óptico morrem e desaparecem antes do tempo. O nervo óptico é uma espécie de cabo coaxial que transporta para o cérebro os estímulos desencadeados pela luz sobre as células da retina, onde são transformados e percebidos como imagens. Sem este transporte não há visão. Em algumas pessoas as fibras do nervo óptico degeneram progressivamente e desaparecem. É mais uma vez um processo insidioso, o doente não dá por ela, porque todos os dias perde algumas fibras e o seu campo visual vai diminuindo. O doente coloca os óculos, vê 100% ao perto e ao longe e julga que está bem. Todavia, quando o oftalmologista observa o seu fundo ocular, verifica que o aspecto da retina ou do nervo óptico não é o ideal.

O glaucoma é provocado por vários factores, um dos quais é o aumento da tensão ocular, mas há pessoas com glaucoma grave e tensão ocular normal. Por tudo isto a SPO afirma que "é preciso fazer o rastreio, através da observação cuidadosa da retina e do nervo óptico. Todas as pessoas com história de glaucoma na família devem ser observadas, porque têm maior probabilidade de o vir a ter também, assim como toda a população, pelo menos a partir dos 40 anos".

Por fim, a SPO destaca a necessidade de se efectuarem exames às crianças até aos três anos pois, dos 100.00 bebés que nascem todos os anos em Portugal, cerca de 5.000 podem vir a ser amblíopes. Como é sabido as crianças não vêem ao nascer. Estas aprendem a ver, à medida que as suas células cerebrais vão sendo estimuladas com imagens nítidas. Mas, se um dos olhos tiver uma deficiência como um certo astigmatismo, uma determinada hipermetropia, um valor elevado de miopia, isso significa que esse olho não vai estimular devidamente as células cerebrais que lhe correspondem, que irão ficar atrofiadas para o resto da vida, uma vez que há um período na infância que é próprio para o seu desenvolvimento. Por outro lado, se houve um desvio ocular, ou seja estrabismo, mesmo que muito pequeno, o cérebro como que "desliga" esse olho para não ver duas imagens. Então mais uma vez, vamos ter atrofia das células cerebrais conectadas com esse olho e portanto impossibilidade de visão. É a isto que se chama ambliopia, que ao fim e ao cabo é como que uma "cegueira cerebral", uma má visão apesar de olho estar bom (estrabismo) ou com a deficiência corrigida (óculos).

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[9.Out.2013]
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Professores e pais de alunos

exigem escola inclusiva

texto DN

por Paula Mourato

[ Lusa ] Professores e pais de crianças com Necessidades Educativas Especiais vão concentrar-se hoje frente ao Ministério da Educação com o objetivo de denunciar "os graves atropelos" aos direitos daqueles alunos e exigir da tutela que resolva "urgentemente" o problema.

A ação de protesto é organizada pela Associação Nacional de Docentes de Educação Especial -- Pró Inclusão (Pin) e pela Associação Pais em Rede e dá pelo nome de "Concentração Nacional por Uma Educação Inclusiva de Qualidade".

A concentração "tem como objetivo principal denunciar os graves atropelos aos direitos dos alunos com necessidades educativas especiais que se estão a verificar de forma muito particular neste início de ano letivo, existindo mesmo alunos a quem tem sido negado o acesso ao direito tão básico como o de frequentar a sua escola", explicam as associações.

De acordo com os pais e professores, o arranque do ano letivo 2013/2014 está marcado por "graves atropelos" aos direitos dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE).

"A forma como o apoio aos alunos com NEE se encontra organizada indicia uma grave diminuição de recursos, um atraso insuportável na provisão dos serviços de apoio a estes alunos e uma falta de resposta capaz e competente das escolas", criticam.

Segundo as associações, existem alunos que por falta de apoios são aconselhados a ficar em casa, a colocação de professores tem sido feita de forma tardia, o número de docentes de educação especial (EE) diminuiu em relação ao ano passado, as respostas dos Centros de Recursos para a Inclusão são insuficientes e existem escolas onde os alunos com NEE estão privados de frequentar a classe regular.

Denunciam, por outro lado, que o sistema nacional de intervenção precoce não funciona em articulação com os serviços de EE, a transição para a vida pós-escolar está em "terra de ninguém", há falta de professores e intérpretes de língua gestual portuguesa, defendendo a necessidade de repensar a formação inicial e especializada no campo da educação especial.

"A 'Pró-Inclusão' e a 'Pais-em-Rede' exigem ao Ministério da Educação e Ciência que encare e resolva urgentemente os problemas existentes e de solução inadiável e apelam para que as forças políticas e a sociedade civil se solidarizem com o objetivo de garantir uma escola para todos", dizem as associações.

publicado por MJA 
[9.Out.2013]
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Surf “abre” Mondego a jovens de baixa-visão

As Beiras

7 Outubro


A manhã de surf adaptado para cidadãos de baixa-visão no rio Mondego foi um sucesso. E não o foi apenas pela adesão dos surfistas corajosos de todas as idades ou pela utilização de uma prancha especialmente criada para estes casos. O sucesso assenta, também, nas sementes que permitiu lançar para o futuro. “A ação de sábado pode ser o lançamento da primeira pedra para a realização de uma parceria ou protocolo entre a ACAPO, a consulta de Baixa-Visão do serviço de Oftalmologia do Hospital Pediátrico e o Clube Fluvial de Coimbra que permitirá realizar iniciativas deste género de forma mais regular”, adiantou João Taborda ao DIÁRIO AS BEIRAS.

O técnico do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital Pediátrico e elo de ligação à Associação Portuguesa de Surf Adaptado, sublinha o envolvimento de toda a equipa, nomeadamente da responsável pela consulta de Baixa-Visão, Catarina Paiva e das técnicas Teresa, Ana e Viviane que proporcionaram “uma experiência inesquecível” para os sócios da ACAPO e para as crianças que frequentam aquele serviço no Pediátrico.

publicado por MJA 
[7.Out.2013]
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Olho biónico abre caminho para driblar a cegueira

Revista Galileu

por Alexandre Rodrigues

 


Ler uma placa, atravessar a rua ou localizar sozinho o banheiro são tarefas que cegos voltaram a fazer ao usar o primeiro olho biónico aprovado nos Estados Unidos. Criado pela equipe do oftalmologista Mark Humayun, professor da Universidade do Sul da Califórnia, o Argus II é um salto no campo das pesquisas sobre a visão.

A prótese é destinada a pacientes adultos com retinite pigmentosa, um tipo de cegueira degenerativa que atinge uma em cada 10 mil pessoas no mundo. Para funcionar, o equipamento necessita de que pelo menos parte da retina — a camada de células do olho que converte luz em impulsos nervosos para o cérebro — esteja intacta. No caso do glaucoma, por exemplo, doença em que toda a retina é destruída, a prótese não funciona.

Composto por óculos escuros e uma microcâmara ligada a um processador de vídeo, o dispositivo capta imagens e transmite-as para uma camada de eletrodos implantados sobre a retina. Impulsos elétricos estimulam as células, fazendo o cérebro perceber padrões de luz.

“O paciente consegue ir ao banheiro sozinho e ver uma porta. Também consegue ler números e letras grandes numa placa”, diz Mauricio Maia, professor de Oftalmologia, Cirurgia de Retina e Vitreo da Universidade Federal de São Paulo, que participou da pesquisa. “Quanto mais chips pudermos colocar na área da retina, mais informação o olho receberá”, explica.

As imagens ainda são granuladas e em preto e branco. Mas as futuras versões terão maior nitidez: um modelo mais avançado, com 200 eletrodos, está em desenvolvimento. Também já há equipamentos concorrentes esperando pela aprovação do governo dos Estados Unidos.

publicado por MJA 
[3.Out.2013]
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Hands On Search: Yahoo! lança
sistema de buscas para deficientes visuais

administradores.com

27 de setembro de 2013

O projeto foi desenvolvido a partir da associação do sistema
de buscas online por comando de voz com uma impressora 3D

vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=xQx6YeoKVwU

O Yahoo! Japão, junto com a agência criativa Hakuholo Kette Tokyo, desenvolveu o "Hands On Search", que é representado por uma máquina que associa o sistema de buscas online por comando de voz a uma impressoa 3D.

O projeto foi pensado para meninas e meninos com deficiência visual. Ao falarem aquilo que gostariam de procurar na internet, a máquina ativa a impressão 3D a partir do comando de voz e constrói objetos sólidos para que as crianças possam sentir como é fisicamente aquilo que pesquisaram.

Quando os dados de algum item de pesquisa não são encontrados, é através da entidade “Links for Good” que o Yahoo! tenta localizá-los. A invenção é patrocinada por grandes empresas e foi instalada na Escola de Educação em Necessidades Especiais para os Deficientes Visuais, da Universidade de Tsukuba.

publicado por MJA 
[2.Out.2013]
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Deficientes querem ficar isentos
de novos cortes nas pensões

por Lusa

26/09/2013


Movimento envia cartas ao Presidente da República, ao Governo e aos partidos para pedir excepção aos cortes.


Os cidadãos deficientes querem ficar isentos dos cortes de 10% nas pensões dos funcionários públicos acima de 600 euros que o Governo quer aprovar, segundo o Movimento para a Manutenção das Reformas dos Deficientes.

Numa carta enviada ao Presidente da República, ao Governo e aos grupos Parlamentares, este movimento defende que, à semelhança dos deficientes das Forças Armadas, também os deficientes civis não sejam afectados pelos cortes que constam da proposta de Lei que o Governo fez chegar ao Parlamento este mês.

“Desejamos deixar bem claro que estamos inteiramente de acordo, tendo em conta as despesas que as suas deficiências implicam, com a excepção proposta [pensões de reforma extraordinária ou de invalidez dos deficientes das Forças Armadas]. Este movimento pretende, tão só, e não será pouco, que se faça justiça e não se proceda a cortes injustificáveis nas reformas daqueles que delas mais precisam”, lê-se na carta enviada pelo Movimento para a Manutenção das Reformas dos Deficientes.

Segundo explicou à Lusa Ângelo Abrantes, da comissão coordenadora deste movimento, o objectivo é que pelo menos os “grandes deficientes” fiquem de fora dos novos cortes.

“Já não dizemos conceder a excepção de forma generalizada, mas contestamos não haver excepções pelo menos para os grandes deficientes. O nível de despesas que um grande deficiente tem é bastante maior do que qualquer cidadão, se forem tirados mais 10% da pensão é muito complicado”, afirmou o responsável, que espera agora iniciar uma ronda de reuniões com os grupos parlamentares.

De acordo com a proposta de Lei, o Governo pretende reduzir em cerca de 10% o valor das pensões dos funcionários públicos, fazendo a convergência entre as pensões do sector público (Caixa Geral de Aposentações) e do privado (Segurança Social). A legislação proposta salvaguarda as reformas dos escalões inferiores a 600 euros ou dos aposentados acima de 75 anos.

O executivo estima em cerca de 720 milhões de euros o corte de cerca de 10% nas pensões dos funcionários públicos.

publicado por MJA 
[26.Set.2013]
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A diferença trocada por miúdos
em histórias de meninos especiais

Rádio Renascença
 
Maria João Costa

19/09/2013

Trissomia 21, autismo e paralisia cerebral são os primeiros livros
a serem lançados no âmbito do projecto da
Pais em Rede


Explicar às crianças o que é um amigo com trissomia 21, autismo ou paralisia cerebral é o objectivo dos três livros que são esta quinta-feira apresentados em Lisboa. As histórias são escritas por Alice Vieira, Luísa Beltrão e Luísa Ducla Soares.

“Cada um tem a sua síndrome. A Vera tem Trissomia 21 e é uma menina muito bonita. O segundo é uma criança com autismo, o João, e o terceiro uma criança, o Tiago, com paralisia cerebral”, explica à Renascença a escritora Luísa Beltrão.

As histórias “levam a criança a ter um ponto de partida para perceber a importância que tem a outra criança, diferente, ser tratada como igual. Também precisam de afecto e carinho”, acrescenta.

A colecção “Meninos Especiais” nasceu da boa vontade de todos, “pessoas de várias áreas – autores, ilustradores, editores, paginadores, gráficos – que se juntaram e deram o que tinham de seu para realizar um projecto tão bonito como este”.

Cada livro custa três euros, que revertem para a Pais em Rede. O lançamento acontece na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, com a presença dos pequenos heróis que inspiraram as escritoras.

publicado por MJA 
[22.Set.2013]
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Olimpíadas do Braille

a 19 de Outubro 2013

ACAPO

 


Na 2.ª edição deste concurso de âmbito nacional, o júri irá premiar a atuação dos participantes que melhor souberem aplicar os conhecimentos da 3.ª Edição da Grafia Braille para a Língua Portuguesa (2002) e, em simultâneo, os que se revelarem mais conhecedores da biografia de Helen Keller e de Branco Rodrigues.

Conforme aconteceu na primeira edição, o concurso é aberto à participação de todos os conhecedores do sistema de leitura e escrita Braille, ou seja, pessoas com e sem deficiência visual, divididos pelos seguintes escalões:

1º escalão: Dos 8 aos 12 anos;
2º escalão: Dos 13 aos 20 anos;
3º escalão: A partir dos 21 anos (inclusive);
4º escalão: Pessoas sem deficiência visual;

O Regulamento do concurso já se encontra disponível aqui para consulta e a partir de 2 de setembro em versão Braille e ampliado nas suas Delegações.

O período de inscrições decorre entre 16 de setembro e 4 de outubro de 2013 podendo as mesmas ser efetuadas através do Departamento de Relações Externas da ACAPO, das suas Delegações ou ainda no site da instituição, em formulário próprio.

O vencedor de cada um dos quatro escalões terá como prémio um voucher em compras, no valor de 300€ (trezentos euros), na loja da empresa Unidade de Equipamentos e Serviços Tiflotécnicos (UEST). A cada um dos concorrentes que ficarem em segundo lugar, em cada escalão, será atribuído um voucher em compras, no valor de 50€ (cinquenta euros], nas lojas Jumbo e aos que nos respetivos escalões ficarem em terceiro lugar serão atribuídos audiolivros.

A par destes prémios também os que inscreverem cinco amigos ou que efetuem a 100.ª inscrição serão recompensados.

Junte-se a nós, seja um vencedor!

DATAS IMPORTANTES:

12 DE AGOSTO: Disponibilização do Regulamento do Concurso no site da ACAPO;
2 DE SETEMBRO: Disponibilização do Regulamento do Concurso em versão Braille nas Delegações da ACAPO;
16 DE SETEMBRO A 4 DE OUTUBRO: Período de inscrições;
11 DE OUTUBRO: Publicação dos critérios de avaliação das provas no site da ACAPO;
19 DE OUTUBRO: Realização das «2as Olimpíadas do Braille»;


publicado por MJA 
[19.Set.2013]
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Apoios à contratação de deficientes
serão alargados em Outubro

11-09-2013

Sábado

Por Jornal de Negócios


Nova lei revê apoios à contratação de deficientes permitindo que sejam também co-financiados investimentos destinados a eliminar barreiras arquitectónicas.

Foi nesta terça-feira publicado em Diário da República o novo diploma que revê os apoios à contratação de pessoas com deficiências e incapacidades. As novas regras, que entrarão em vigor dentro de 30 dias, mantêm no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) a responsabilidade pela concessão de apoios financeiros à contratação de pessoas com deficiência e incapacidade “desempregadas ou à procura do primeiro emprego”, através de “contrato de trabalho sem termo ou a termo com duração mínima inicial de um ano”.

A nova lei permite também a concessão de apoios financeiros para adaptação de postos de trabalho às dificuldades funcionais do trabalhador.

O apoio não pode exceder 16 vezes o valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS) por cada pessoa com deficiência e incapacidade. O valor do IAS foi fixado em 2013 em 419,22 euros, o que significa actualmente 6.707 euros.

publicado por MJA 
[15.Set.2013]
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Reforçado apoio à deficiência em
dois milhões de euros


Diário de Notícias

12-09-2013

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão

O Ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, sublinhou hoje um reforço de cerca de dois milhões de euros para a ação social que vai permitir a criação de 570 vagas de apoio na área da deficiência.

"Sentimos que era fundamental, já este ano, reforçar os acordos e as verbas na área da deficiência", afirmou Pedro Mota Soares, em Rio Maior, acrescentando que serão criadas "cerca de 570 vagas na área dos centros de atividades ocupacionais".

A medida é sustentada num reforço da verba na ordem dos "dois milhões de euros" que permitirá alocar trabalhadores" num conjunto de atividades" de apoio às pessoas com deficiência e "muito dirigido especificamente ao acolhimento das próprias famílias destas pessoas", afirmou o ministro.

Pedro Mota Soares realçou ainda a medida hoje publicado em Diário da República (DR) "que permite à administração local criar um enclave de emprego protegido", dirigido também a portadores de deficiência.

"Percebemos que a área da administração local tinha uma enorme sensibilidade para gerar empregabilidade às pessoas com deficiência e vamos fazer muita da sua inclusão social através do mercado de trabalho",afirmou.

Para ao governante são duas medidas "fundamentais" para ao alargamento da rede social", área em que, admitiu, "nos últimos anos tem havido alguma desproteção" o que obriga o Governo a "ir mais longe para proteger as pessoas com deficiência".

Pedro Mota Soares inaugurou hoje uma residência e centro de atividades ocupacionais com capacidade para 24 residentes a apoio ocupacional a cerca de 30 pessoas com deficiência, em Rio Maior

A Unidade, denominada "O Ninho" representa um investimento de 1.156.918,00 euros, financiada em 876.688,50 euros pelo Programa Operacional Potencial Humano (POPH).

publicado por MJA 
[12.Set.2013]
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Fotógrafo brasileiro retrata sonhos de
crianças com necessidades especiais

Por Tiago Ruas

Sábado

11-09-2013


Jogar futebol, andar de skate e fazer piruetas foram alguns dos sonhos “concretizados” por estas crianças. O autor falou com a SÁBADO sobre o projecto.

João Matheasi tem 29 anos e é um fotógrafo brasileiro do sul de Minas Gerais que retratou os sonhos de crianças deficientes em diferentes cenários, com o mote “se nós podemos sonhar juntos, pra quê sonhar sozinho?”

Segundo contou à SÁBADO, o projecto “foi inspirado no trabalho ‘Le Petit Prince’ do fotógrafo esloveno Matej Peljhan”, que retratou um menino de 12 anos com distrofia muscular numa série de actividades impossíveis de realizar por este na vida real.

A sessão fotográfica prolongou-se durante um dia, e contou com a ajuda de uma terapeuta da fala e uma fisioterapeuta da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do Brasil.

Inicialmente, as fotos iriam apenas ser utilizadas para uma exposição da APAE, mas têm sido fortemente divulgadas na imprensa brasileira. Veja aqui algumas das imagens que João Matheasi tirou a Luizinho, Luiz, Nara, Núbia, Pri e Vivi, as crianças que participaram neste projecto.

publicado por MJA 
[11.Set.2013]
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20% das crianças têm problemas de visão

Défice pode interferir com o rendimento escolar

tvi 24

2013-09-09


O coordenador do Grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disse hoje que cerca de 20% das crianças em idade escolar têm algum défice da função visual capaz de interferir com o rendimento escolar.

No início do ano letivo, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta para «a importância da deteção precoce dos problemas visuais das crianças através de rastreios que devem ser feitos, pelo menos, a partir dos 3/4 anos».

Segundo Paulo Vale, coordenador do Grupo de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da SPO, «as doenças dos olhos que mais afetam as crianças são os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo. Estima-se que cerca de 20% das crianças em idade escolar tenham algum défice de função visual provocado por uma destas patologias (ou outras menos frequentes)».

«Um dos sinais mais habituais de problemas na visão é a dificuldade na leitura. Embora algumas crianças se queixem da sua dificuldade, muitas não o fazem, pelo que deve ser o educador (pais ou professor) a estar atento», afirma Paulo Vale.

Refere ainda que a lentidão ou rejeição das tarefas que exigem esforço visual, o fechar ou tapar um dos olhos e os erros a copiar do quadro são sinais de alerta e que dores de cabeça, náuseas, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) são sintomas que não devem ser ignorados.

O especialista considera que é «fundamental realizar um primeiro rastreio por volta dos 3/4 anos, pois nesta idade já é possível contar com a colaboração da criança e o procedimento acaba por ter uma boa relação preço-eficácia. No entanto, o ideal é realizar um rastreio entre os 12 e os 18 meses, que permite detetar e corrigir fatores ambiogénicos e que só pode ser realizado por oftalmologistas».

Sobre a forma como a utilização de computadores e outros dispositivos eletrónicos podem influenciar a função visual, Paulo Vale explica que "não existem estudos científicos que comprovem a ideia de que os computadores em si provocam e/ou aumentam a miopia". Contudo, admitiu que é provável que um número exagerado de horas a ler ou ao computador, ou seja, exercitando prolongadamente a visão de perto, possa constituir «um fator ambiental suscetível de fazer despertar genes ligados à miopia».

Imagem com postura adequada face a um monitor

Para promover a saúde visual, o especialista em oftalmologia pediátrica recomenda que os pais e educadores «providenciem a iluminação, cadeira e secretária adequadas para tarefas de leitura, corrigindo posições erradas (como ler deitado de barriga para baixo) e certificando-se de que a distância de leitura é de 30 a 40 centímetros».

É também fundamental «a realização de pausas e verificar a posição dos monitores do computador e da televisão, evitando reflexos. No computador os olhos devem estar a um nível superior (15 a 20º) do centro do monitor e a distância da televisão deve ser cinco vezes a largura do ecrã», acrescenta.

publicado por MJA 
[9.Set.2013]
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Deficientes vão ter 'tratamento
mais humanizante' na PSP

por Isaltina Padrão

DN

06 setembro 2013


Lusa - O ministro da Solidariedade disse hoje que o programa especial da PSP "Significativo Azul" vai permitir dar "um tratamento mais humanizante" às pessoas com deficiência e "garantir mais segurança" às suas famílias.

"Não podemos tolerar casos de abuso, de violência e de abandono de pessoas com deficiência. Nesse sentido conseguimos fazer uma rede nacional que integra também os oficiais da PSP através das suas esquadras que vão ter formação específica para poder atender pessoas com deficiência", disse aos jornalistas Pedro Mota Soares no final da assinatura do protocolo do programa especial "Significativo Azul".

O protocolo, que foi assinado entre a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI), Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), visa contribuir para a segurança de pessoas com deficiência.

Através desta iniciativa, os polícias vão ter, a partir deste mês e até ao final do ano, ações de formação específica para saber lidar com pessoas com deficiência.

Por sua vez, os técnicos das instituições que apoiam as pessoas com deficiência também vão ter este ano formação para passarem a ter uma cultura de prevenção de situações de violência e maus tratos contra estas.

"Este protocolo é uma parceria feita entre as instituições sociais da área da deficiência com a PSP para se poder fazer um conjunto de ações de formação mútuas, quer a oficiais da PSP, quer a dirigentes das instituições para se poder ter um tratamento e uma proteção ainda mais acrescida das pessoas com deficiência", sustentou o ministro da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social.

Pedro Mota Soares adiantou que o programa é fundamental para se dar "um tratamento mais humanizante às pessoas com deficiência, mas também para garantir muito mais seguranças às próprias famílias", que ficam a saber que o seu membro do agregado familiar quando se dirigir a uma esquadra da PSP terá um "atendimento diferente, muito mais compreensivo".

Para o vice-presidente da FENACERCI, Rogério Cação, este programa vai permitir "dar melhores condições para que as pessoas com deficiência atinjam mais facilmente os direitos que lhes são garantidos constitucionalmente".

Segundo Rogério Cação, as pessoas com deficiência têm uma realidade muito própria, com dificuldades de comunicação, não tem acesso à informação e nem sequer conhecem os seus direitos.

Com este programa, os agentes vão conseguir fazer melhor o seu trabalho e passar a ter mais consciência da realidade e das circunstâncias em que vivem estas pessoas e as suas famílias, adiantou.

O vice-presidente da FENACERCI disse também que este projeto visa dar formação aos agentes e às instituições sociais de apoio para que "as organizações se sintam mais próximas das polícias, mas também para que "a PSP conheça melhor estas pessoas".

Por sua vez, o comissário Hugo Guinote, da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP, afirmou que o polícia vai passar a atuar com pessoas com deficiência de forma diferente, uma vez que vai ganhar confiança e conhecê-la melhor, o que permitirá "melhorar qualidade de vidas".

publicado por MJA 
[9.Set.2013]
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Aplicação de smartphone ajuda
a curar doenças dos olhos

Tecnologia consegue detetar doenças
como glaucoma, cataratas e miopia

TVI24.iol.pt/

Por: Redacção / JFP

2013-09-06

Uma equipa de médicos da Escola de Saúde e Medicina Tropical de Londres criou uma aplicação que pode ser a solução para muitos problemas relacionados com os olhos.

Andrew Bastawrous, o autor da investigação, disse à AFP que o Quénia foi a localidade escolhida para os testes, uma vez que, «para um país com uma população de mais de 40 milhões, há apenas 86 médicos qualificados para tratar doenças dos olhos, 43 dos quais a operar na capital Nairobi».

O estudo tem vindo a ser desenvolvido nos últimos cinco anos e o equipamento que surge deste projeto é um smartphone com uma lente que consegue ler a retina e enviar informações sobre os olhos para os especialistas.

A solução é de grande importância para países e famílias pobres, onde as deslocações para médicos especialistas é difícil de comportar, como é o caso do Quénia. Sabendo que cerca de 80% dos casos de cegueira é curável, é também grande o impacto desta aplicação.

Bastawrous espera que o estudo, que contou com cerca de cinco mil pacientes no Quénia, um dia possa revolucionar o acesso aos tratamentos oculares para milhões de pobres que sofrem com doenças dos olhos e cegueira.

O autor do projeto acredita que o seu instrumento já provou o seu valor, conseguindo promover uma análise semelhante a uma consulta presencial, tendo detetado doenças como glaucoma, cataratas e miopia.

A queniana Mary Wambui, de 50 anos, tem problemas de visão desde os 36 e diz que o projeto de Bastawrous, que fez os testes em sua casa, é uma mais-valia. «Eu não gosto do ambiente dos hospitais. O processo é longo, burocrático e caro mas com este telefone posso saber o meu diagnóstico apenas com um clique», disse a mulher.

 

publicado por MJA 
[9.Set.2013]
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Nepal combate cegueira com
prémio da Fundação Champalimaud

Jornal i

Marta F. Reis

5 Set 2013


"Se conseguimos fazê-lo no Nepal, conseguem fazê-lo em qualquer parte do mundo", disse médico emocionado na cerimónia ontem em Lisboa

O cenário do Tejo em fundo ao pôr do Sol ajuda e os eventos da Fundação Champalimaud são sempre vistosos, mas há um lado épico na história dos vencedores da sétima edição do galardão. O que aconteceu nos últimos 30 anos no combate à cegueira no Nepal não tem paralelo no mundo e é isso que faz chegar o Prémio Champalimaud de Visão às mãos dos responsáveis de quatro instituições pioneiras no país em tratamento e prevenção. Em 1980, o Nepal foi vanguardista na criação de um programa nacional de promoção de saúde nesta área, estimando-se então que cerca dos 100 mil casos de cegueira total no país pudessem ter sido evitados com um tratamento que praticamente não existia. Com o apoio do governo mas também de países como o Canadá, os EUA e a Austrália, em 30 anos passaram de mil operações por ano para 300 mil. E a incidência de cegueira na população baixou 50%.

De um hospital especializado em oftalmologia e quatro departamentos em hospitais regionais passaram a 20 grandes unidades, mais 19 departamentos e 63 unidades de cuidados primários com tratamentos oftalmológicos. Uma rede necessária para chegar a aldeias remotas em zonas rurais, onde vive 70% da população. De três oftalmologistas passaram para 150. "Foi uma revolução e o prémio é um jackpot", admite Sanjay Singh, director do Eastern Regional Eye Care Programme, uma iniciativa que conta com dois hospitais e sete clínicas na zona leste do país. Vão receber um quarto do prémio de um milhão de euros que será distribuído pelos vencedores, o que, em rupias nepalesas, dá um cheque de 134 milhões, ou 33 milhões para cada. São quatro instituições no centro desta revolução, que ontem receberam aquele que continua a ser o maior prémio na área da visão a nível mundial. "Penso que é o maior prémio de sempre para a medicina do Nepal", diz Singh, que tem planos para aumentar o número de médicos e comprar equipamento que torne mais rápido o diagnóstico de degeneração da retina, problema que começa a chegar ao país, já que em 30 anos a esperança média de vida passou dos 48 para os 66 anos, ou o glaucoma.

E como se reage ao jackpot, perguntamos: "Não foi uma surpresa, porque nos candidatávamos desde 2007, quando o prémio foi lançado, e acreditávamos que podíamos ganhar. Só não sabíamos quando." Ram Pokrel, de 77 anos, é o fundador do Nepal Netra Juoti Sang, outra instituição premiada e a primeira a convencer os assessores da realeza nepalesa de que valia a pena investir. Não hesita em classificar como sonho aquilo que o prémio premeia: no início dos anos 80, Prokrel era um dos três oftalmologistas do país e agora são reconhecidos como um caso de sucesso a nível internacional. "Avançámos, mas há trabalho a fazer. Precisamos de investir mais nos recursos humanos, de ter formação avançada e de começar a preparar- -nos para novas doenças, relacionadas com o envelhecimento ou a diabetes."

O sentimento de conquista, mas de trabalho pela frente, é partilhado por Sanduk Ruit, fundador do Tilganga Eye Institute. É ele que, na cerimónia de entrega de prémios, toma a palavra, emocionado. "Até com a situação política que vivemos no Nepal nestes 30 anos, se nós conseguimos fazê-lo, conseguem fazê-lo em qualquer parte do mundo", diz, lembrando os muitos apoios estrangeiros. Instalado no vale de Katmandu desde 1992, o Instituto Tilganga tem uma área clínica, faz investigação e tem um banco de tecidos que colhe e fornece córneas para transplantação. No fundo, o que ambicionam os maiores centros internacionais. Aos 58 anos, Ruit diz--se humildemente da "segunda geração de oftalmologistas do país", contra o pioneiro e mentor Pokrel, mas é o mais famoso do grupo. Na cerimónia, Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, não lhe poupa elogios e descreve-o como militante da luta global contra a cegueira. Ficou conhecido pelas expedições cirúrgicas a países vizinhos, entre eles a Coreia do Norte, onde entrou acompanhado pela National Geographic. Para o médico, nada destas conquistas - como ter criado uma técnica low-cost para operar cataratas - são motivo para pensar na meta. "Precisamos de mais formação, de mais 200 médicos", conta.

Salma Rai, directora do Lumbini Eye Institute, na região central e ocidental de Terai, é a única mulher a representar outra revolução no país no galardão Champalimaud, a da medicina no feminino. Há 20 anos era uma entre seis raparigas da turma, cenário que diz estar a mudar. Com o prémio, espera dar saltos gigantes no hospital que arrancou em 1983 apenas com um médico, criando um centro de investigação e uma ala pediátrica.

O assunto, contudo, ainda vai ter de ser discutido com a equipa. "O segredo de termos conseguido são a organização e as pessoas."

Na entrega do prémio, Leonor Beleza, que esteve no Nepal a conhecer os projectos, lembrou os sucessos do país, mas sublinhou as dificuldades, uma motivação para uma revolução eficaz, mas também sustentável, sublinhou Ruit. Leonor Beleza diz que "é um país com vez e meia a área do nosso e o triplo da população. Mas é um país interior e com as maiores montanhas do mundo. Imaginem o que é ser--se cego e caminhar todos os dias ao lado de precipícios; gente que não sai de casa para não cair numa ravina; crianças muito novas sofrendo de cataratas e outras causas de cegueira; pessoas cegas que têm de andar dias às cavalitas de familiares para chegarem ao hospital".

publicado por MJA 
[9.Set.2013]
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Doar produtos de apoio a quem precisa

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa


"Se já não precisa de ajuda, ajude outros que precisam" é o desafio que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa lança a todas as pessoas e entidades, no âmbito de uma campanha de recolha de produtos de apoio nos concelhos de Lisboa e Cascais, desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional para a Reabilitação.

Caso tenha, na sua posse, cadeiras de rodas (elétricas ou manuais), camas articuladas, canadianas, andarilhos ou outros produtos de apoio a que já não dê utilidade, esta é a oportunidade para lhes dar uma nova vida. Para ajudar outras vidas.

Na procura permanente de novas respostas às necessidades da população carenciada, a Santa Casa assegura, assim, a recolha destes produtos para colocá-los ao dispor de quem deles mais precisa no momento, sejam os utentes da Santa Casa ou da sua rede de parceiros.

Em 2012, através do Serviço de Gestão de Produtos de Apoio, pudemos já contribuir para melhorar a qualidade de vida de cerca de 4 mil pessoas. Mas queremos ser ainda mais ambiciosos e, por isso, abrimos a iniciativa a todos os que possam ajudar.

Junte-se a nós, colaborando na construção de um mundo mais solidário e mais sustentável, com o incentivo à doação e reutilização de produtos.

Quem pode doar?
Todas as pessoas individuais e entidades coletivas, como associações, organizações e empresas podem fazer uma doação de produtos de apoio à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O doador passará a fazer parte da rede de beneméritos da instituição.

Como doar?
De forma muito simples: basta contactar-nos através de e-mail (rita.mendes@scml.pt , vitor.relha@scml.pt  ou cristina.vazalmeida@scml.pt ) e referir que pretende doar os produtos de apoio, indicando o seu nome, morada, contacto telefónico (e poderá enviar o logotipo da entidade, organização ou empresa, se for o caso e quiser divulgar) e entraremos em contacto consigo.

Se preferir, pode doar pessoalmente, dirigindo-se para isso ao Serviço de Gestão de Produtos de Apoio da SCML (na Rua Garrett nº 10, em Lisboa. Telefone 21 347 70 93).

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assegura a recolha dos produtos na morada que seja indicada, dentro das áreas de Lisboa, Parede e Cascais.

Contamos consigo, por boas causas.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

publicado por MJA 
[9.Set.2013]
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Emergência Social falhou na
empregabilidade de deficiente

Notícias ao minuto

03 de Agosto de 2013 | Por Lusa

A Associação Portuguesa de Deficiente (APD) considera que o Programa de Emergência Social (PES) falhou no objetivo da empregabilidade das pessoas com deficiência, enquanto os idosos consideram que provocou a sobrelotação dos lares com o aumento das vagas.

O PES foi apresentado a 05 de agosto de 2011, com o objetivo de combater a pobreza e a exclusão social, atuando em cinco áreas: famílias, idosos, deficientes, voluntariado e instituições sociais.

Fazendo uma avaliação do programa, a presidente da direção nacional da APD disse à agência Lusa que o “balanço não é muito positivo”, considerando que "é um plano com uma vertente muito assistencialista, que não apresentava medidas concretas para resolver questões de fundo que interessassem, de facto, às pessoas com deficiência e resolvessem problemas na área social”.

No PES, o reforço da empregabilidade de pessoas com deficiência é considerada uma medida prioritária, constituindo a “única forma possível” de alcançar uma “total inclusão”.

Contudo, para Ana Sezudo, esta medida não resultou: “O que se pretendeu estabelecer, o incentivo à instalação por contra própria, acabou por ser direcionado para linhas de créditos, não ajudando de forma mais concreta e mais prática as pessoas”.

“Um dos principais problemas [no país] é o desemprego, que acaba por afetar muito mais as pessoas com deficiência”, sustentou a responsável, lamentando o Estado não divulgar o número de quantas pessoas com deficiência estão empregadas.

“Os planos deviam apostar, em primeiro lugar, numa formação e educação para depois termos em vista o emprego, porque só por esta via as pessoas podem tornar-se independentes e combater todas as dificuldades”, frisou.

Para Ana Sezudo, uma das medidas que devia constar do PES e que ajudaria as pessoas desempregadas seria aumenta o valor das pensões de invalidez, que “continuam nos 185 euros”.

“Ninguém consegue sobreviver com uma pensão deste tipo”, lamenta.

A manutenção de professores destacados em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) é outra medida do PES, que Ana Sezudo considera “totalmente insuficiente”, uma vez que a posição da APD tem sido sempre a da inclusão dos alunos no sistema regular de ensino.

Como medida positiva, Ana Sezudo destacou o “descanso do cuidador” que permite aos cuidadores de pessoas com deficiência com necessidade de apoio 24 horas beneficiarem de apoio, através das respostas sociais existentes, como lares ou apoio domiciliário.

“Há famílias a viver situações complicadas com familiares completamente dependentes e que a situação pode ser, em muitos casos, esgotante”, adiantou, considerando que “o apoio domiciliário é realmente muito importante”, mas discorda relativamente ao doente poder ser institucionalizado.

Para o presidente da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), o PES significa “programa de exclusão social” devido à “política de austeridade” do Governo, que afirmou, agravou “todos os fatores de pobreza e exclusão social”.

Cazimiro Menezes salientou que o aumento da capacidade dos lares e das creches, sem criar novas estruturas, provocou a sobrelotação destes equipamentos e degradou a oferta dos serviços.

”Este Governo veio tentar mascarar que estava a resolver os problemas dos reformados, quando, pelo contrário, se aproveitou das condições existentes para degradar ainda mais os serviços de apoio prestados”, frisou.

publicado por MJA 
[11.Ago.2013]
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Santuário de Fátima propõe semana de férias
para famílias com filhos portadores de deficiência

Agência Ecclesia


Fátima, Santarém, 16 jul 2013 (Ecclesia) – Principal objetivo é «cuidar» e «ir ao encontro daqueles que normalmente são pouco considerados pela sociedade»

O Santuário de Fátima vai promover durante todo o mês de Agosto e início de Setembro um campo de férias gratuito para famílias com crianças, jovens e adultos portadores de deficiência.

O projeto solidário, que começou há sete anos com o objetivo de ajudar pais e mães que se dedicam a 100 por cento aos seus filhos, dando-lhes a oportunidade de “descansar durante uma semana”, transformou-se progressivamente numa iniciativa familiar, realça o reitor do Santuário, em entrevista concedida à Agência ECCLESIA.

Atualmente “muitas famílias vêm, sentem-se acolhidas e permanecem para acompanhar os filhos”, vivendo assim “uma experiência extremamente enriquecedora”, salienta o padre Carlos Cabecinhas.

Com o apoio dos voluntários do Movimento da Mensagem de Fátima e da associação dos Silenciosos Operários da Cruz, o Santuário tem a oportunidade de “cuidar, de ir ao encontro daqueles que normalmente são pouco olhados, pouco considerados pela sociedade”.

De acordo com o padre Carlos Cabecinhas, “muitas destas famílias com filhos portadores de deficiência trabalham heroicamente para que nada lhes falte e muitas vezes não têm ninguém que os ajude, não têm durante todo o ano um momento de pausa, de repouso, de descanso”.

Ao longo dos anos, o número de participantes foi crescendo, o que levou o Santuário de Fátima a alargar o calendário de atividades, no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto, em Montelo, Fátima.

Este ano são quatro os turnos disponíveis, um entre 01 e 07 de agosto, para pessoas com deficiência entre os 7 e os 21 anos, e mais três entre 10 de agosto e 04 de setembro, todos para pessoas com mais de 21 anos.

Os participantes podem contar com um “acolhimento cuidado” e um programa “pensado de raiz” para ir ao encontro das suas necessidades específicas, e que combina momentos de oração e formação da fé com espaços lúdicos, de passeio e de confraternização.

A iniciativa acaba por ser também muito marcante para os voluntários, que “vêm num ano e a partir daí ficam conquistados”, confidencia o padre Carlos Cabecinhas.

LS/JCP

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[11.Ago.2013]
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Resolução da Assembleia da República n.º 119/2013

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo a abertura imediata do Centro de Reabilitação do Norte (CRN), que está pronto desde o verão de 2012.

Aprovada em 11 de julho de 2013.
A Presidente da Assembleia da República,
Maria da Assunção A. Esteves

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[31.Jul.2013]
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ACAPO ensina-o a procurar emprego

ACAPO

22 Julho 2013

Como elaboro um curriculum vitae? Para que serve uma carta de apresentação? Onde posso procurar emprego? Como devo redigir uma resposta a um anúncio?

Entre 29 de julho e 19 de agosto de 2013, o Departamento de Apoio ao Emprego e Formação Profissional da ACAPO, em Lisboa, dá-lhe a conhecer as respostas destas e outras questões relacionadas com técnicas de procura de emprego.

O curso dirigido a adultos com deficiência visual à procura de emprego irá decorrer todos os dias úteis, entre as 09h00 e as 13h00.


Curso: Técnicas de Procura de Emprego

Conteúdos Programáticos:

1. Elaboração de Curriculum Vitae
2. Elaboração de Cartas de apresentação
3. Elaboração de Candidaturas espontâneas
4. Elaboração de Resposta a anúncios
5. Preparação de Entrevistas de seleção

Carga horária: 50 horas
Período de realização: 29/07/2013 a 19/08/2013
Horário: 09H00|13h00 (segunda a sexta-feira)
Local: Departamento de Apoio ao Emprego e Formação Profissional de Lisboa (Av. João Paulo II, 531 - 2º A Zona J de Chelas 1900-726 Lisboa)
População-alvo: Adultos com deficiência visual à procura de Emprego

Para se inscrever ou obter mais informações contacte o DAEFP de Lisboa através do e-mail formação@acapo.pt  ou do telefone 218595097.

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[28.Jul.2013]
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Passos Coelho garante que pessoas com
deficiência são prioridade do Governo

RCM pharma

23-07-2013

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta segunda-feira que as pessoas com deficiência "ao longo de muitos anos foram esquecidas" e afirmou que estas são "alvo prioritário" da política social do Governo PSD/CDS-PP, avança a agência Lusa.

Passos Coelho deixou esta mensagem durante uma visita à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Castelo Branco, numa intervenção em que voltou a elogiar o papel das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e defendeu que o seu trabalho deveria ser mais conhecido.

Segundo o primeiro-ministro, estas instituições, "muitas vezes, não são conhecidas simplesmente porque o ruído comunicacional não o permite" e, por isso, as visitas do executivo a associações como a APPACDM "são importantes" e "reflectem escolhas".

Antes, Passos Coelho tinha referido que, quando o Governo anuncia gastos em camas de cuidados continuados, isso implica que terá de diminuir despesa noutras áreas, porque "o dinheiro não estica, não dá para tudo", sobretudo "em tempos de restrições" como os actuais.

"Precisamos de ter prioridades", defendeu.

Com esta visita, que terminou cerca das 17:00, o primeiro-ministro encerrou um dia no distrito de Castelo Branco, que começou em Vila de Rei, de manhã, e em que esteve sempre acompanhado pelo ministro e pelo secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares e Marco António Costa, respectivamente.

Em Castelo Branco, o primeiro-ministro tinha à sua espera um grupo de manifestantes com bandeiras da CGTP em protesto contra o Governo, com o qual não se cruzou porque este estava concentrado a cerca de cem metros da entrada da APPACDM.

Um dos manifestantes chegou a aproximar-se da cerca da quinta onde está localizada a instituição, gritando insultos contra Passos Coelho, que se ouviram ao longe, enquanto o chefe do executivo conversava com jovens e com responsáveis da associação e conhecia as suas actividades artesanais.

Em contraste, em Vila de Rei, Passos Coelho foi acolhido com música, com uma faixa de boas-vindas e com passadeira vermelha na Câmara Municipal, presidida há perto de 24 anos pela social-democrata Irene Barata, que deixará essas funções nas autárquicas deste ano, e de quem recebeu a chave de ouro e um diploma de cidadão honorário do município.

A faixa afixada na fachada do edifício da Câmara Municipal tinha a seguinte inscrição: "Bem-vindo senhor Primeiro-ministro, Amigo da Vila de Rei!".

À chegada, pelas 10:35, Passos Coelho mostrou-se sorridente e cumprimentou uma por uma grande parte das pessoas que o esperavam à entrada da Câmara Municipal.

Em seguida, fez um discurso de mais de vinte minutos, no qual apelou à união, manifestou disponibilidade do Governo para aprofundar os pontos em que a maioria PSD/CDS-PP e o PS mais se aproximaram durante o processo falhado de conversações para um acordo de médio prazo proposto pelo Presidente da República e considerou necessário recuperar a confiança.

"Depois da crise por que passámos, a confiança que conquistámos ao longo destes dois anos foi um pouco abalada. E hoje temos todos de, com humildade, de mostrar que iremos reconstruir essa confiança, sem pôr dúvidas sobre o processo que estamos a realizar", declarou.

Em Vila de Rei, Passos Coelho visitou também uma unidade de cuidados continuados da Santa Casa da Misericórdia e a Fundação João e Fernanda Garcia, que apoia cidadãos portadores de deficiência.

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[23.Jul.2013]
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Lentes de contacto permitem visão telescópica

DN Ciência

por Andreia Forra

03 julho 2013
 


Investigadores dos Estados Unidos da América e da Suíça desenvolveram lentes de contacto que, juntamente com óculos especiais, conferem uma visão telescópica. As lentes foram criadas para devolver a visão a pessoas que sofrem de degeneração macular relacionada com a idade.

De acordo com o Daily Mail, a nova gama de lentes de contacto permite ampliar imagens em 2,8 vezes, quando combinada com os óculos 3D da Samsung. Os filtros de polarização dos óculos permitem que os utilizadores alternem entre a visão normal e telescópica.

O sistema das lentes foi desenvolvido para ajudar as pessoas que sofrem de cegueira relacionada com a idade. A degeneração macular é uma das formas mais comuns de cegueira. A mácula, pequena área no centro da retina que permite ver pequenos detalhes, quando danificada leva a que os pacientes percam a capacidade de reconhecer rostos e realizar tarefas como ler ou escrever.

O protótipo produzido pelos investigadores tem 8 milímetros de diâmetro, 1 milímetro de espessura na região central e 1,17 milímetros no anel amplificador. A zona central permite a entrada de luz para uma visão normal, o elemento telescópico situa-se à volta do centro, por sua vez, os pequenos espelhos de alumínio actuam como amplificadores e lançam luz para o anel, pelo menos, quatro vezes antes de chegar à retina.

Quando o utilizador usa as lentes num "modo normal" a imagem ampliada é bloqueada por filtros polarizados instalados nos óculos modificados. Ao alternar para o modo telescópico o paciente muda os filtros, deste modo, a única luz que chega à retina é criada pelo processo de amplificação.

Eric Tremblay, investigador suíço, referiu à BBC que a parte mais difícil do projecto foi tornar as lentes "respiráveis" por mais de 30 minutos. No entanto, a equipa de investigadores resolveu o problema através da produção de lentes com canais que permitem que o oxigénio flua.

Segundo a BBC, estas lentes estão na mira das Forças Armadas dos Estados Unidos, inclusive a pesquisa está a ser financiada pelo Darpa, a agência de projetos de pesquisa avançada de defesa dos Estados Unidos. Segundo os analistas, os militares procuram uma "super visão".

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[18.Jul.2013]
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História em quadradinhos para cegos

Catraca Livre

10.07.2013

A simplicidade gráfica da história visual Life pode ser apreciada por todas as pessoas.

Graças ao francês Louis Braille, desde 1827 os cegos podem ler qualquer texto desde que ele seja transcrito para uma série de pontos salientes dispostos em sequências lógicas no papel. Mas o tato não permite que um cego possa apreciar uma história em quadrinhos. Ou pelo menos não permitia até que, recentemente, foi criada a primeira história em quadrinhos para cegos.

O designer Philipp Meyer pensou em como fazer as pessoas que não enxergam aproveitarem uma história apenas com imagens. Ele percebeu que não seria possível somente traduzir os desenhos com pontos no lugar das linhas. Decidiu, então, simplificar ao máximo, chegando a 24 quadros que contam a história da vida. Assim, a história em quadrinhos Life trata-se, na verdade, de uma experiência tátil para deficientes visuais.

Na página do projeto: http://www.hallo.pm/life/

é possível ver Meyer explicando o processo, com os primeiros rascunhos, os formatos finais e a criação do livro. Mas a intenção do autor é que Life possa ser apreciada com interatividade, tanto no papel quanto virtualmente. É possível, por exemplo, clicar nas imagens, mudar a aparência dos personagens e colocá-los em lugares diferentes.

Fonte: SACI

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[15.Jul.2013]
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Desde 1962 ajuda pessoas
a “reaprender a (vi)ver”

Mário Cruz / LUSA

07 Jul 2013


O Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos existe há 50 anos e é o único no país onde pessoas adultas que ficam cegas podem “reaprender a (vi)ver”, tendo recebido mais de 2.200 utentes.

O centro, que já pertenceu ao Estado português, mas agora está sob gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, tem como missão “promover a reabilitação global e específica das pessoas com cegueira recente ou baixa visão”.

Em entrevista à agência Lusa, a diretora explicou que o objetivo é “dotar as pessoas da máxima autonomia possível para poderem prosseguir as suas vidas”.

“Dentro desta ideia de dar o máximo de autonomia possível, têm a aprendizagem de andar na rua, em meio urbano, utilizando a bengala, sabendo os obstáculos, apanhando os transportes públicos”, explicou Ana Magalhães.

Também ensinam a reconhecer a roupa, a distinguir o dinheiro, a utilizar o multibanco, a aprender braille, informática ou até mesmo a cozinhar.

Nas áreas de reabilitação existe a aprendizagem do braille, as atividades motoras, que inclui, por exemplo, exercícios em ginásio ou piscina, orientação e mobilidade, as terapias ocupacionais, relacionadas com as competências da vida diária, e as tecnologias de informação e comunicação, onde se inclui um programa de apoio (PAATIC), que permite que utentes e não utentes do centro possam tirar dúvidas via Internet.

Todas as pessoas que entram no centro têm apoio psicológico porque, como explicou a diretora, todas passam por um processo de luto.

"É muito frequente que quando cheguem ao centro venham numa grande tristeza. Muitas pessoas estiveram em casa um ano, um ano e meio, dois, incapazes de se mexer ou de fazer o que seja porque ficam quase paralisadas", conta Ana Magalhães.

No processo de entrevista procuram saber se as pessoas já fizeram o luto, de modo a perceberem melhor quais são as suas necessidades, acontecendo muitas vezes que, as que não fizeram o luto, comecem a reabilitação, mas depois interrompam para recomeçarem mais tarde.

"Fazer o luto passa por aceitar a situação e viver no meio dos outros com essa nova maneira de estar e ter que reaprender a viver dessa forma", explicou a diretora.

Os utentes chegam pelos hospitais, escolas para pessoas com problemas de visão ou inscrevem-se mesmo através do site na internet:

http://www.crnsa.org.pt/HomeV.html

Preferencialmente entram em grupo e ficam no mínimo dois meses.

"As pessoas inscrevem-se, são entrevistadas, é feito um programa individualizado de acordo com aquilo que faz sentido para aquela pessoa", diz Ana Magalhães.

O centro está aberto de segunda-feira a sexta-feira, sendo que os "alunos" internos dormem lá durante a semana e vão a casa ao fim-de-semana, funcionando ""mais ou menos como um liceu". Tem capacidade para 22 utentes em permanência, com os quais trabalham 21 técnicos.

"O centro é único a nível nacional. Penso que na Península Ibérica, com este funcionamento, também é único, sendo que este modelo funciona há 50 anos", aponta a diretora, ressalvando que recebem pessoas de todo o país, mas também dos países de língua oficial portuguesa, como Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau.

Desde 1962 já ajudaram cerca de 2.200 pessoas a "reaprender a (vi)ver".

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[15.Jul.2013]
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Novo tratado mundial facilitará
acesso de cegos aos livros

Terra

28 de Junho de 2013

Um tratado internacional para facilitar o acesso aos livros para cegos ou deficientes visuais foi assinado nesta sexta-feira, indicaram os organizadores de uma conferência em Marrocos.

Depois de anos de negociações, cerca de 800 delegados dos 186 Estados membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), concluíram este acordo em Marrakech, a fim de facilitar a transcrição de livros em formatos acessíveis (braille, áudio, etc.) e seu intercâmbio.

O Direito Internacional nesta área exige a obtenção da permissão do autor ou o pagamento de impostos para usar uma obra com direitos autorais.

"O 'Tratado de Marrakech' universaliza pela primeira uma exceção", declarou à AFP Francis Gurry, diretor geral da OMPI, uma agência da ONU.

Os deficientes visuais são cerca 314 milhões em todo o mundo, 90% dos quais vivem em países em desenvolvimento, mas apenas 5% de um milhão de livros publicados a cada ano são divulgados em formatos acessíveis.

"O problema básico é que não há livros suficientes, porque há um mercado suficiente", mas também porque a troca de livros existentes é internacionalmente muito difícil, destaca Gurry.

"O sistema de troca criado pelo Tratado modificará esta situação. Um cego no Senegal ou em Marrocos poderá solicitar cópias diretamente a uma associação na França, por exemplo", acrescentou.

"Foi difícil, particularmente por causa dos interesses indiretos das editoras, do cinema e da música, que temem uma brecha que poderá se tornar lei em detrimento dos direitos autorais", disse.

O acordo foi aprovado por unanimidade na quinta-feira e foi assinado nesta sexta-feira, com a presença do icônico cantor e compositor Stevie Wonder.

"Esta conferência é histórica porque combina discussões sobre a propriedade intelectual e os Direitos Humanos", declarou o ministro marroquino das Comunicações, Mustapha khalfi.

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[28.Jun.2013]
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Esperança de cura na principal causa
de cegueira em maiores de 55 anos

Lusa/SOL

26 de Junho, 2013


Uma comissão governamental japonesa aprovou hoje a realização dos primeiros ensaios clínicos mundiais de medicina regenerativa em humanos, através de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, na sigla em inglês). Os ensaios clínicos iniciar-se-ão no próximo ano, devendo o ministro japonês da Saúde respeitar o parecer da comissão e validar o projecto apresentado pela Fundação para a Investigação Biomédica e a Inovação (Ibri), um centro hospitalar em Kobe (oeste do Japão).

Os testes em doentes visam tratar uma doença ocular, a degeneração macular relacionada com a idade, que é a principal causa de cegueira dos maiores de 55 anos nos países industrializados. Para tal, os cientistas irão cultivar células da retina para as implantar, segundo a agência France Presse.

As células-tronco pluripotentes induzidas são criadas a partir de células adultas conduzidas a um estado quase embrionário em que voltam a exprimir quatro genes (normalmente inactivos nas células adultas), para que reencontrem a imaturidade e a capacidade de se diferenciarem em todos os tipos de células em função do meio em que se encontram.

No ano passado, os investigadores Shinya Yamanaka, japonês, e o britânico John Gurdon foram recompensados com o prémio Nobel da Medicina por terem desenvolvido o método para reprogramar as células adultas em células-tronco, processo chave para o futuro da medicina regenerativa.

A utilização de células iPS não coloca problemas éticos importantes, ao contrário do uso das células estaminais dos embriões humanos, segundo a AFP.

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[27.Jun.2013]
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180 mil sofrem com glaucoma - uma das principais
causas de cegueira irreversível a nível mundial

Correio da Manhã

Por: Débora Carvalho

23-6-2013

Quem conhece tem medo. O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível a nível mundial. Em Portugal, cerca de 300 mil pessoas têm hipertensão ocular: estima-se que 180 mil sofram de glaucoma, das quais 20 mil poderão cegar.

O glaucoma é uma doença que pode danificar o nervo ótico e originar, progressivamente, a perda total da visão. Dores de cabeça e perda gradual de visão são alguns dos sintomas. O risco de desenvolver glaucoma depende do nível de pressão que o nervo ótico consegue tolerar sem sofrer lesões. A doença é mais frequente nas mulheres acima dos 40 anos, mas pode surgir em qualquer idade. Os medicamentos podem tratar a doença. Na cirurgia convencional, é realizada uma nova abertura para permitir que o líquido saia do olho.

O procedimento é efetuado quando os remédios e a cirurgia laser não conseguem controlar a pressão. A prevenção, através de rastreios, permite evitar um diagnóstico tardio e irreversível.

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[23.Jun.2013]
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“Guia de Turismo Acessível” com nova versão

TURISVER

M.F.

20/06/2013

Lançado esta terça-feira, o guia, agora revisto, permite aos turistas com deficiência ou mobilidade reduzida, conhecerem “sem barreiras” 163 sítios do Alentejo e Estremadura espanhola.

Os sítios sugeridos, mais 18 que na versão de 2008, situam-se em 13 municípios alentejanos e 19 localidades espanholas de Olivença e Tentúdia. Na lista encontra-se património histórico, religioso e natural, museus, alojamentos, restaurantes e bares, sítios de venda de produtos locais e equipamentos de lazer. Além do guia, disponível em português, espanhol e inglês, em papel e formato digital, foi também apresentado o site “Rotas Sem Barreiras”, que compila e disponibiliza informações sobre a oferta de turismo acessível constante no guia.

Na Internet, os sítios turísticos acessíveis podem ser procurados por georreferenciação, sendo que algumas informações estão disponíveis em língua gestual e formato áudio.

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[23.Jun.2013]
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Cientistas usam vírus modificado
para curar cegueira

HypeScience

Guilherme de Souza

17-06-2013

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) pode tornar mais seguro o uso de vírus para tratar doenças genéticas que levam à cegueira – o vírus atua como “mensageiro”, levando genes modificados até células específicas e fazendo com que eles substituam os defeituosos.

Embora sofisticado, o método não é simples. “Introduzir uma agulha através da retina e injetar atrás dela o vírus modificado é um procedimento cirúrgico arriscado”, explica o professor David Schaffer, um dos responsáveis pela pesquisa. Para aumentar o leque de opções, Schaffer e sua equipe geraram cerca de 100 milhões de variantes de um vírus (cada uma carregando diferentes proteínas em sua superfície) e, após diversos testes com cobaias, escolheram cinco capazes de penetrar a retina com eficiência.

vídeo YouTube: vírus infectando uma bactéria
http://www.youtube.com/watch?v=Gy42CoyqKjE&feature=player_embedded

“Com base em 14 anos de pesquisa, nós conseguimos criar um vírus que você precisa apenas injetar no humor vítreo [o líquido que preenche o globo ocular] para que eles levem genes a um grupo difícil de alcançar de células delicadas, de modo cirúrgico, seguro e não invasivo”, resume. “É um procedimento de 15 minutos, e você poderá ir pra casa no mesmo dia”.

 

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[18.Jun.2013]
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Em Ovar - Segurança Social torna-se
'coveira' de empresa de deficientes

06 de Junho de 2013

Por Notícias Ao Minuto

A Deficiprodut, criada em 1995 e cuja maioria dos trabalhadores, incluindo o patrão, sofre de algum tipo de deficiência física ou mental, está em falência. Contra todos os restantes credores, conta hoje o Jornal de Negócios, a Segurança Social foi o único que não aceitou o plano de recuperação da empresa, que foi, em 2009, homenageada pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Há quase uma década foi confeccionado o primeiro artigo da Deficiprodut: um porta-chaves em couro com a imagem (que viria a ser o logótipo da empresa) de uma pessoa deficiente numa cadeira de rodas. Daí em diante, a Deficiprodut, de Ovar, dedicou-se à produção de outros pequenos objectos em pele para uso quotidiano, chegando a empregar mais de 40 pessoas, todas com algum tipo de deficiência física ou mental, e a facturar quase um milhão de euros.

Mas, e apesar de considerada um exemplo de sucesso nacional ao nível da inserção de deficientes na vida activa, incluindo pelo próprio Presidente da República, e distinguida com vários prémios, a Deficiprodut enfrenta agora a falência, revela hoje o Jornal de Negócios, acrescentando que, curiosamente, a Segurança Social “foi o único credor que não aceitou o plano de recuperação” apresentado pelo fundador Aristides Santos.

“Tivemos de reformular a empresa e despedir metade dos trabalhadores, somos actualmente 13, pelo que agora, caso o plano fosse aprovado, estaríamos em condições de começar a cumprir com os credores”, mas porque a Segurança Social, dona dos cerca de 600 mil euros de créditos reconhecidos em sede de Processo Especial de Revitalização (PER), condicionou a sua aprovação, o destino é “a insolvência, a liquidação, a falência, não há outra solução. São 17 perdidos”, lamenta Aristides Santos, em declarações ao Jornal de Negócios.

Ainda assim, a principal preocupação do fundador da Deficiprodut são os seus trabalhadores. Que vão agora “para o desemprego”. Pô-los “a trabalhar outra vez” ou “então ensiná-los a garantir dinheiro” é o seu actual objectivo.

“Sempre fui contra os donativos. Quem quer vencer tem que trabalhar. Por isso, se alguém quiser investir em nós, acreditar em mancos, pode ter a certeza que nunca iremos deixar o investidor ficar mal”, assegura Aristides Santos.

publicado por MJA 
[16.Jun.2013]
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Papa Francisco apela à integração de pessoas
com deficiência e envia audiomensagem à
União Italiana de Cegos e Deficientes Visuais

Agência Ecclesia


Cidade do Vaticano, 11 jun 2013 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à integração das pessoas com deficiência na sociedade, numa audiomensagem à União Italiana de Cegos e Deficientes Visuais divulgada pelo Vaticano.

“Difundi sempre a cultura do encontro, da solidariedade, do acolhimento para com as pessoas com deficiência, não só pedindo as providências justas mas também favorecendo a sua participação ativa na vida da sociedade”, referiu Francisco.

A mensagem foi dirigida, em particular, a um grupo de 75 invisuais, na sua maior parte idosos, reunidos na região italiana da Toscânia.

“No vosso espírito esteja sempre a luz de Deus”, pede o Papa, que agradece o afeto e a oração destas pessoas.

Francisco recorda que Jesus deu uma “atenção particular” aos cegos e que as curas relatadas pelos Evangelhos tinham um significado simbólico, representando “o dom da fé”.

“Todos temos necessidade da luz da fé para caminhar na estrada da vida”, precisa.

Em conclusão, o Papa deixa votos de que no coração de cada uma destas pessoas esteja a “luz de Deus, a luz do amor” que dá sentido a vida e torna cada um disponível para os irmãos.

Francisco deixou ainda uma nova mensagem na sua conta da rede social Twitter, com quase 7 milhões de seguidores: “Não devemos ter medo da solidariedade, de saber colocar o que somos e temos à disposição de Deus”.
[OC]

publicado por MJA 
[14.Jun.2013]
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Prémio BPI Capacitar

- candidaturas até 15 de Junho 2013-

No âmbito da sua política de Responsabilidade Social o BPI lança a 4.ª edição do Prémio BPI Capacitar, para as Instituições sem fins lucrativos, com sede em Portugal, que apresentem um projecto com a âmbito de integrar a diferença e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

Um prémio que irá atribuir €500.000!

Um 1.º prémio cujo montante pode ascender até €200.000 e distinções até €50.000 cada, para as restantes candidaturas seleccionadas.

Submissão de candidaturas até 15 de Junho!

Saiba mais em:
http://www.bancobpi.pt/

Para mais informações:
info@anditec.pt

publicado por MJA 
[7.Jun.2013]
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Surdocegueira: um Modelo de Intervenção

― a 7 de Junho em Coimbra ―

Associação de Surdos de Évora

 


O Centro de Educação e Desenvolvimento António Aurélio da Costa Ferreira da Casa Pia de Lisboa – especializado, e com mais de 15 anos de experiência, na intervenção com crianças, jovens e adultos com surdocegueira – encontra-se a organizar um ciclo de seminários a nível nacional, assim como um congresso, a decorrer em Lisboa (data, local e programa a confirmar), no âmbito do projeto “Surdocegueira: Um Modelo de Intervenção”, co-financiado pelo POAT/FSE e desenvolvido em parceria com o Instituto da Segurança Social, o Instituto Nacional para a Reabilitação, o Ministério da Educação e Ciência, a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), a Associação de Pessoas Surdocegas, suas Famílias e Técnicos (Associação Presença).

Vimos então por este meio convidá-la a participar nestes eventos. As datas e locais para a realização dos seminários são os seguintes:

  • Coimbra – 7 de Junho de 2013 – Hotel D. Inês (Formulário de Inscrição - Coimbra);
  • Porto – 20 de Junho de 2013 – Belver - Beta Porto Hotel (Formulário de Inscrição - Porto);
  • Évora – 05 de Julho de 2013 – Hotel Dom Fernando (Formulário de Inscrição - Évora);
  • Faro – 04 de Outubro de 2013 – Escola de Hotelaria e Turismo de Faro (Formulário de Inscrição - Faro).

Programa dos seminários a divulgar brevemente. Os eventos decorrerão entre as 9h30 e as 17h30. Os seminários contarão com tradução simultânea em Língua Gestual Portuguesa.

Inscrições gratuitas e limitadas de acordo com a capacidade das salas.

Para quaisquer dúvidas, ou solicitação de outras informações, poderá contactar-nos para o tel. 213651260, ou através do e-mail p.surdocegueira@gmail.com.

publicado por MJA 
[4.Jun.2013]
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Estar sentado muito perto da
televisão prejudica os olhos?

Expresso

Virgílio Azevedo


Foi há mais de 70 anos que os aparelhos de televisão começaram a ser vendidos, e há alguma coisa que me diz que foi igualmente ao mesmo tempo que uma mãe cautelosa, ao reparar que um filho ou filha se pespegavam embasbacados em frente da nova invenção, dizia bruscamente as palavras que as crianças cresceram a ouvir dizer desde então: "Afasta-te do ecrã. Vais dar cabo dos olhos!" Alguma pequena diferença entre essa altura e agora?

Hoje os cientistas podem dizer com toda a certeza que o aviso é falso. Antes de 1950, os aparelhos de televisão emitiam níveis de radiação que, após exposição repetida e alargada, podiam ter um maior risco de problemas de olhos nalgumas pessoas.

Vários estudos levados a cabo antes de 1970 mostraram que os níveis de radiação emitidos pelas televisões eram perigosamente altos. Alguns até emitiam raios X. Uma pequena percentagem estava até acima do limite recomendado de cerca de 0,5 milirems por hora.

Mas as televisões modernas são máquinas bastante diferentes. Não só são feitas com melhores protecções, também usam voltagem mais baixa, por isso a radiação já não é um problema. Segundo alguns estudos, a dose de radiação média sofrida por uma pessoa que vê televisão regularmente e se senta a poucos metros do aparelho é de cerca de 1 milirem durante um ano - cerca de um décimo da quantidade de radiação que se sofre com uma única radiografia ao tórax.

"Isto não são histórias da avozinha, é uma história de tecnologia antiga", observou Norman Saffra, o director de oftalmologia do Maimonides Medical Center, em Nova Iorque. "No mundo onde viveram e cresceram as nossas avós, era uma recomendação apropriada".

Mas essa época já passou. Sinta-se à vontade para se sentar tão perto da televisão quanto queira - quer seja para ver melhor aqueles médicos fantásticos de 'Anatomia de Grey' quer para testar a teoria que, se se sentar suficientemente perto, será transportado lá para dentro.

Tenha em mente, porém, que apesar de a concentração num ecrã durante horas a fio possa não causar cegueira, pode dar tensão ocular. Manter a sala razoavelmente iluminada enquanto a televisão está acesa e tirar os olhos do ecrã de vez em quando pode ajudar a prevenir isto.

Os pais também deverão estar atentos à criança que se arrasta furtivamente para mais próximo do ecrã. Claro que não é pela radiação, mas porque é um sinal de que o seu filho poderá precisar de óculos.

publicado por MJA 
[1.Jun.2013]
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Palácio de S. Bento lança primeiro
guia para pessoas com deficiência visual

SIC notícias

28.05.2013

 
A Assembleia da República está a partir de agora mais acessível a todos os cidadãos. Pela primeira vez, as pessoas portadoras de deficiência visual podem visitar o Palácio de S. Bento com um guia inteiramente em braille.

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[29.Mai.2013]
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ACAPO oferece bolsa de estudo
para curso de fisioterapia da ONCE

curso de fisioterapia na Escola Universitária de Fisioterapia da Organização Nacional de Cegos Espanhóis, uma das mais prestigiadas academias de Espanha.

Podem candidatar-se a esta bolsa todos os associados efetivos da ACAPO que 1) apresentarem a quotização regularizada 2) tenham um bom domínio da língua espanhola falada e escrita 3) possuam os requisitos gerais de acesso à universidade espanhola 4) sejam eficazes na leitura e escrita em Braille, carateres ampliados ou em suporte informático com apoio de tecnologias de acesso 5) possuam adequadas técnicas de orientação e mobilidade 6) e, não possuam outras deficiências, para além da visual, que impeçam o exercício da função para a qual o curso de destina.


Fonte: http://www.acapo.pt/

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[26.Mai.2013]
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Aprenda línguas com a ACAPO e a Cambridge School


As aulas, ministradas nas cidades de Almada, Coimbra, Funchal, Lisboa e Porto, decorrem durante 20 dias úteis nos meses de julho (3 a 30), agosto (de 1 a 29) ou setembro (de 3 a 30), sendo os horários definidos mediante o nível e a escola frequentada.

As aulas irão decorrer de segunda a sexta-feira, no total de duas horas diárias de estudo.

Serão aceites as primeiras seis candidaturas de associados efetivos que tenham concluído comprovadamente o 12.º ano e que possuam autonomia na leitura e escrita em sala de aula.

Será dada ainda prioridade aos associados que não tenham participado em quaisquer cursos de línguas estrangeiras realizados anteriormente ao abrigo de protocolos estabelecidos com a ACAPO.

Os interessados em apresentar a sua candidatura deverão contactar Maria do Rosário Cunha, a partir das 10h00 do dia 7 de junho, exclusivamente através do telefone 213244528. As inscrições estarão abertas até ao preenchimento total das vagas.

Informações: http://www.cambridge.pt/PT/cursos/

Fonte: http://www.acapo.pt/

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[26.Mai.2013]
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ACAPO marca presença na
III Feira de Educação Especial


Local: Jardim Vasco da Gama, Belém
Data: 31.Maio.2013
Horário: 10.00 h - 18.30 h

A Feira de Educação Especial tem como objetivo primordial a divulgação das entidades que desenvolvem trabalho e apoiam crianças e jovens com necessidades educativas especiais e suas famílias.

A ACAPO vai estar presente, não perca a oportunidade de nos visitar.

Organização: Comissão Social Inter-Freguesias de Sta. Maria de Belém e S. Francisco de Xavier


Fonte: http://www.acapo.pt/

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[26.Mai.2013]
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Divulgação de produtos de apoio
para pessoas com deficiência visual

IRIS inclusiva

  • Local:  CRPG - Centro de Reabilitação Profissional de Gaia,
    em Vila Nova de Gaia (Arcozelo)
  • Data:  24/05/2013
  • Hora:  14:00 horas


A sessão integrará a apresentação e demonstração das soluções mais recentes de produtos de apoio para pessoas com deficiência visual. Será ainda facultada informação sobre o processo de prescrição de produtos de apoio e sobre como aceder a financiamento para aquisição deste tipo de soluções.

Este evento é promovido em parceria pelo CRPG e pela delegação do Porto da ADFA - Associação de Deficientes das Forças Armadas. As inscrições, limitadas à capacidade do espaço, são gratuitas.

Será no dia 24 de maio, pelas 14h, no CRPG - Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, em Vila Nova de Gaia (Arcozelo).

Programa
14h00 | Receção
14h15 | Acolhimento
14h30 | O CRPG - Centro prescritor de produtos de apoio
14h45 | Apresentação e demonstração de produtos de apoio na deficiência visual
16h30 | Encerramento

A demonstração dos produtos de apoio conta com a colaboração de Ataraxia, Electrosertec, Hemicare, MAM e UEST.

Ficha de inscrição na Sessão [pdf - 232 KB]

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[20.Mai.2013]
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Rotas sem Barreiras


O direito ao ócio e ao lazer vem consignado nos princípios de igualdade dos direitos e oportunidades e da não discriminação que se rege no âmbito da União Europeia. No entanto muitas pessoas com certos graus de deficiência ou com mobilidade reduzida (pessoas cegas, surdas, deficientes motores, idosos, mulheres grávidas, etc.) vêem limitado, ou mesmo impedido, o seu acesso às diferentes ofertas e serviços turísticos em Espanha e Portugal. Para pessoas que vêem a sua mobilidade reduzida, são muitos os impedimentos à hora de planificar uma viagem: as barreiras físicas que se manifestam fundamentalmente no meio circundante (barreiras arquitectónicas, urbanísticas, transportes, etc.), mas existem ainda barreiras sociais e de comunicação que podem causar graves perturbações ao nível do desenvolvimento psicológico e social dos indivíduos. Torna-se então necessário eliminar estas barreiras intervindo ao nível das estruturas físicas, formando os agentes turísticos, melhorando os canais de comunicação de forma a garantir a acessibilidade e pleno usufruto dos recursos turísticos disponíveis.

Rotas Sem Barreiras é um projecto criado no ano de 2004, no seio do Programa Leader+/Cooperação Transnacional, fruto de uma parceria liderada pela Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, com a ESDIME - Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste, CEDECO - Centro de Desarrollo Comarcal de Tentúdia (Badajoz/ Espanha) e ADERCO - Asociación de Desarrollo Comarcal de Olivenza (Espanha).

Este projeto foi concebido de forma a proporcionar um turismo sem barreiras, acessível a todos, com vista a minimizar as barreiras de acesso, e permitir a valorização dos recursos e serviços turísticos dos territórios envolvidos, materializando-se na criação de uma Rota Turística que percorre todos os territórios parceiros no Alentejo e Extremadura Espanhola, com a Edição do Roteiro de Turismo Acessível - Rotas Sem Barreiras, traduzido em 3 línguas (Português, Espanhol e Inglês).

Foram também dinamizadas várias ações de sensibilização nomeadamente a criação de um site acessível, um guia em formato digital, um DVD promocional dos 4 territórios parceiros enquanto territórios acessíveis, um Manual Técnico "Espaços Acessíveis" para profissionais do sector turístico, e a criação de uma peça de teatro "Muito ajuda o que não atrapalha".

Para mais informações consulte o site em:
www.rotassembarreiras.com

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[19.Mai.2013]
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20% das crianças vêem mal

Jornal de Notícias

INÊS SCHRECK


Cerca de 20% das crianças em idade escolar têm problemas de visão e muitas nunca mais verão a 100%. Desenvolveram o chamado "olho preguiçoso", que pode ser evitado quando detetado ainda em bebé.

Calcula-se que nasçam todos os anos, em Portugal, três a cinco mil crianças com ambliopia, ou seja, com visão reduzida num dos olhos. Se não for detetada a tempo, preferencialmente antes dos dois anos, aquele olho poderá nunca mais recuperar a visão total, mesmo com óculos, lentes de contacto ou cirurgias.

"Só é possível prevenir a ambliopia (também conhecida como olho preguiçoso) detetando precocemente as alterações oculares capazes de a provocar", explica Jorge Breda, responsável da Unidade de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo do Serviço de Oftalmologia do Hospital de S. João, no Porto.

Ler + sobre Estrabismo e Ambliopia.

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[13.Mai.2013]
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Lou, je m'apelle Lou.
Dites-moi, ne suis-je pas comme vous?

Fondation Lou

 

Sobre Lou e o Síndrome de Morsier, ler aqui.

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[11.Mai.2013]
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Cientistas criam programa de
fotografia para deficientes visuais

Das Übergeek

10/05/2013

Um aplicativo fotográfico criado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, deve ajudar pessoas com deficiências visuais que queiram capturar melhores fotos.

A partir de uma pesquisa com 54 pessoas com deficiência visual e até mesmo cegueira, contou o site NewScientist, os pesquisadores descobriram os principais pontos de dificuldade.

O resultado levou à criação de um aplicativo que utiliza o deslizamento do dedo na tela do celular para fotografar e, com detecção facial, conta e avisa quantas pessoas estão aparecendo no enquadramento do retrato. O sistema também é capaz de ajudar no foco.


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[10.Mai.2013]
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Oftalmologistas discutem no Porto
doenças que causam cegueira

Expresso

9 de maio de 2013

Lusa - Cerca de 260 oftalmologistas participam na sexta-feira e no sábado, no Porto, num encontro para discutir as doenças da retina, nomeadamente o edema macular diabético e a degenerescência macular da idade, que são duas das principais causas de cegueira.

"Até há poucos anos, o doente que tivesse um destes problemas acabava por ficar cego. A situação alterou-se com o surgimento dos antiangiogénicos e outros tratamentos, que se aplicados atempadamente obtêm grandes resultados, parando a evolução das patologias e evitando a cegueira", disse o oftalmologista Neves Martins.

Neves Martins, coordenador do Grupo Português de Retina-Vítreo, disse ainda que na reunião será apresentado um novo produto antiangiogénico, que já está a ser aplicado desde há um ano nos Estados Unidos.

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[9.Mai.2013]
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South African Restaurant Creates
‘Braille Burgers’ for the Blind

by Sharon Green

 

The popular South African restaurant chain, Wimpy, has released a range of burgers especially for the blind.

Employing the help of skilled chefs and accurately placing sesame seeds on burger buns to form braille, Wimpy now offers the visually impaired "braille burgers".

Each seeded braille bun contains a message that describes the burger the eater is about to enjoy.

For example, one braille bun reads "100 percent pure beef burger made for you".

In a three-minute video, the restaurant shows how the burgers are made and the reactions of visually impaired people trying the braille burgers for the first time.

Wimpy claims that creating the braille burgers was a "small gesture" but for people who "use their hands as their eyes this was the first time they could do more than just taste their food - they could see it."

Visually impaired people who have tried the burgers have enjoyed them so much that they have spoken about it in their braille newsletters.

Wimpy said by building 15 braille burgers their message was passed on to more than 800,000 sight disabled people.

"Wimpy wanted to let visually impaired people know that they offered braille menus in all of their restaurants. To spread the word we built braille burgers that blind people could actually read. With the help of skilled chefs we took sesame seeds and meticulously placed them on burger buns so that the seeds formed braille," the restaurant said.

To watch the video and see how the braille burgers are made, click below:


Fonte: International Business Times, Jan.11, 2012

publicado por MJA 
[9.Mai.2013]
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Alunos com Deficiência Visual
descobrem Animais pelo Tacto

notícias Terra

Thais Leitão

06 de Maio de 2013

 


"Uma ave de asas leves, com bico quase de plástico e muito colorido." É assim que Gabriel Fernando Silva, 18 anos, enxerga o tucano, bicho que nesta segunda-feira segurou pela primeira vez. Totalmente cego desde que nasceu, ele garante que não precisa dos olhos para saber como é a beleza da natureza. "É um mundo incrível, encantador, que eu vejo com as mãos. Achava que o tucano era um pouco maior do que isto, mas agora eu vi como ele é de verdade", disse. Gabriel é um dos 12 alunos do Centro Educacional Setor Leste, uma escola pública de Brasília, que participaram de uma visita guiada ao zoológico de Brasília, por meio do Projeto Zoo Toque. Ansioso, assim que chegou ao local, o jovem que sonha ser jornalista, perguntou: "Cadê o tucano que eu não vi?".

Igualmente encantado com a ave, Giovani Alziro, 20 anos, contou que mesmo antes de conhecê-la de perto, já tinha sua imagem construída na mente. "Na minha cabeça, o mundo das aves já estava todo formado. É um mundo muito colorido e, por isso, lindo. O tucano que eu peguei hoje, por exemplo, é azul e amarelo. Então sei que ele tem as cores do céu e do sol. Foi uma sensação incrível", descreveu.

Além do tucano e da arara-canindé, recuperados do tráfico de animais e condicionados desde pequenos para não se assustarem com o toque das pessoas, os alunos do grupo também conheceram o elefante, o hipopótamo e a girafa. Com a ajuda de monitores capacitados, esses dois últimos animais foram alimentados pelos jovens.

Ao segurar a alfafa, que serve de comida para o elefante, Andrea Lívia, 19 anos, ficou surpresa com a aspereza do vegetal. "Achava que era mais fofinho. É estranho, muito áspero", disse, intercalando sorrisos com uma careta por causa do cheiro forte do bicho. "O cheiro dele é que não é bom. É muito marcante, não gostei muito", completou ela, que nasceu com deficiência visual em razão de uma rubéola contraída pela mãe durante a gestação.

Tainara de Almeida, 17 anos, logo percebeu que o local onde o elefante dorme tem pé direito alto. "Pelo eco que faz aqui, dá para ver que o teto é bem distante", observou. Segundo funcionários do zoológico, que confirmaram a percepção da menina, o lugar chamado de recinto do elefante tem, pelo menos, 5 metros de altura.

Para Jéssica Gomes, 19 anos, o que mais chamou a atenção foi a fome do hipopótamo. "A gente dava comida e ele sempre abria a boca de novo. Que bicho faminto", disse a jovem, que já tinha visitado o zoológico com a família, mas pela primeira vez alisou o pelo dos bichos.

"Achei o pelo dele gelado e molhado. Deu um nervosinho, mas foi muito gostoso", contou que também gostou de segurar o tucano. "Esse foi o bicho que achei mais bonito. Ele é lindo porque sei que come frutas. Como as frutas são lindas, ele também é", concluiu.

O professor Renato Soares, um dos que acompanhou o grupo, explicou que conhecer de perto os animais, principalmente os selvagens, entender o local onde vivem, do que se alimentam e observar suas dimensões enriquece o processo de aprendizagem, estimulando o interesse e aguçando a curiosidade dos alunos. Segundo ele, exatamente da forma como ocorre com qualquer estudante. "Ensinamos o que está nos livros, mas quando vamos até o objeto do estudo e vemos de perto, tudo se torna mais real, mais concreto e mais encantador. É assim com os alunos que têm deficiência como com qualquer aluno", enfatizou. Ele explicou que, para orientar a observação, são feitas comparações com elementos já conhecidos pelos adolescentes. Para ajudá-los a compreender o tamanho do elefante, por exemplo, o professor disse que era quase como uma van. "Eles podem não enxergar com os olhos, mas enxergam com os outros sentidos e vêem tudo, só que da maneira deles", acrescentou.

Ao longo de todo o ano, esses alunos farão visitas mensais ao zoológico. Na programação, desenvolvida por biólogos, zootecnistas e educadores ambientais da instituição, estão incluídas noções de fisiologia animal e de conscientização ambiental, além de observação do borboletário e do serpentário. A cada ano, o zoológico firma parceria com uma escola para desenvolver o projeto.

A coordenadora da iniciativa, Marcelle de Castro, explicou que o zoológico conta com estrutura para receber pessoas com deficiência qualquer dia da semana, mas enfatizou que para visitas orientadas é preciso fazer agendamento prévio por meio do telefone (61) 3445-7013.

A especialista em inclusão Claudia Werneck ressaltou que o direito ao lazer é previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que deve ser assegurado com ampla e diversificada oferta. "O direito ao lazer vale para para qualquer criança, com ou sem deficiência, e significa que elas devem não apenas estar nos espaços, mas participar e usufruir deles em plenas condições de acessibilidade. Isso deve valer para todas as crianças, em todos os espaços e em todos os momentos", disse a especialista, que é fundadora da Escola de Gente, organização não governamental que trabalha pela disseminação de políticas públicas inclusivas.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 600 milhões de pessoas com deficiência no mundo, mais da metade delas vivendo nas regiões pobres dos países em desenvolvimento, como o Brasil.

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[7.Mai.2013]
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III Jornadas de Deficiência Visual
& Intervenção Precoce

Coimbra | 10 maio 2013
no Auditório do Hospital Pediátrico

O Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual (CAFAP - CAIPDV), estrutura da ANIP que acompanha crianças com Deficiência Visual (DV) dos 0 aos 6 anos de idade, vai organizar este ano as III Jornadas de Deficiência Visual & Intervenção Precoce, com o tema "Baixa Visão: ver + em idades precoces".

Estas jornadas têm como convidados profissionais conceituados na área da DV a nível nacional, bem como uma professora de renome internacional - Marilda Bruno - com larga experiência no trabalho com DV em idades precoces.

Este evento surgiu com o objectivo de criar oportunidade às famílias de crianças com DV e aos profissionais que trabalham nesta área de aprofundar conhecimentos e ter contacto próximo com recentes investigações no trabalho com crianças com deficiência visual. Além disso, este será um momento exímio para divulgar o CAFAP-CAIPDV, de forma a potenciar igualdade de oportunidades no acesso a respostas especializadas na DV em idades precoces.

Link criado exclusivamente para as III Jornadas
DV & IP, que estará em constante atualização:
https://sites.google.com/site/jornadasdvip/

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Escola do 1.º CEB das Carvalhosas
Bairro da Escola, 33 - Carvalhosas
3030-088 COIMBRA
Tel.: 239 928 126/7/8
caipdv@gmail.com

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[2.Mai.2013]
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Jogar ‘Tetris’ pode melhorar
deficiência visual, diz estudo

games.terra

24 de Abril de 2013

Estudo mostra que quando os dois olhos trabalham
juntos há melhora no quadro de "olho preguiçoso"


Doutores canadenses da Universidade de McGill descobriram que jogar Tetris pode ajudar os dois olhos a trabalharem juntos, podendo ser uma nova maneira de tratar o “olho preguiçoso”, conhecido cientificamente por ambliopia.

Segundo reportagem da BBC, o estudo com 18 adultos mostrou-se melhor que o conhecido tampão – que força o olho mais prejudicado a trabalhar mais. Agora, os médicos querem aplicar o estudo em crianças com a mesma condição. É estimado que uma em cada 50 crianças tenha “olho preguiçoso”.

“Quando fazemos os dois olhos trabalhar juntos, percebemos que a visão melhora. É muito melhor que o tampão, mais divertido, mais rápido e parece que funciona melhor”, disse Dr. Robert Hess.

Ambliopia acontece quando a visão de um dos olhos não se desenvolve corretamente e, normalmente, é acompanhado de estrabismo. Sem tratamento, a condição pode levar a perda total da visão. No tratamento convencional, crianças devem usar o tampão por poucos dias até meses.

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[25.Abr.2013]
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UMinho cria doutoramento em
optometria e ciências da visão

Correio do Minho

2013-04-14

José Paulo Silva

No início do próximo ano lectivo deve arrancar, na Universidade do Minho (UMinho), o programa de doutoramento em Optometria e Ciências da Visão. O anúncio foi feito ontem pela presidente da Escola de Ciências, Estelita Vaz, na abertura do 10º Congresso Internacional de Optometria e Ciências da Visão (CIOCV), evento que reúne cerca de meio milhar de estudantes, investigadores e profissionais da área.

O programa de doutoramento em Optometria e Ciências da Visão é único a nível e apresentado como “evolução natural da oferta educativa da Universidade do Minho nesta área”.

Estelita Vaz destacou o congresso internacional que se prolonga pelo dia de hoje como prova do “amadurecimento” da área da Optometria na Universidade do Minho. O CIOCV é considerado um dos mais importantes congressos europeus do sector e o segundo a nível ibérico.

O pró-reitora da UMinho, Graciete Dias, realçou “o grau de internacionalização” atingido pelo CIOCV, uma organização do Departamento de Física da Escola de Ciências.

Segundo Graciete Dias, este congresso, que reúne especialistas dos Estados Unidos da América, Canadá, África do Sul, Reino Unido, Holanda, Espanha e Portugal, “é sinal da pujança” de uma área científica que a UMinho acolhe há duas décadas e meia.

A UMinho oferece actualmente uma licenciatura em Optometria e Ciências da Visão e um mestrado em Optometria Avançada, ambos com vagas sistematicamente preenchidas na sua totalidade. Nos últimos três anos, o Departamento de Física conseguiu captar 130 mil euros de financiamento externo para projectos e laboratórios de ensino e de investigação. A captação de fundos através da Fundação para a Ciência e Tecnologia é também significativa, encontrando-se em execuç ;ão cinco projectos com financiamento superior a 100 mil euros cada.

O que mudou numa década

Com o 11º CIOCV pretende-se dar a conhecer o que mudou na Optometria e Ciências da Visão durante a última década e que relevância clínica tem esta área em Portugal e no mundo.
Kovin Naidoo, da International Agency For The Prevention Of Blindness (África) proferiu ontem a conferência inaugural, subordinada ao tema ‘Lutar contra a cegueira evitável’.

Programa pioneiro para evitar fuga de potenciais doutorados

A proposta de criação do programa de doutoramento em Optometria e Ciências da Visão refere que a nova formação, já acreditada, “vem ao encontro do desejo de muitos alunos realizarem estudos de doutoramento na área e também das empresas que desejam quadros superiores com formação avançada”.

Os estudos de doutoramento na área da Optometria e Ciências da Visão têm estado integrados no doutoramento em Ciências, mas é reconhecida “a necessidade de uma parte curricular que complemente em conteúdos e competências as novas estruturas curriculares de licenciatura e mestrado no espírito do Tratado de Bolonha”,que requere um programa de doutoramento próprio.

“Não existindo nenhum outro programa de doutoramento neste domínio no país, é estratégico evitar o enquadramento dos potenciais doutorados em domínios mais generalistas ou a sua fuga para países europeus onde estes programas já existem”, destacam os especialistas da Universidade do Minho.

A área da Optometria e das Ciências da Visão dispõe, na Universidade do Minho, um corpo docente de onze doutorados que desenvolvem investigação de nível internacional. integrada num centro classificado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia como excelente.

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[23.Abr.2013]
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"Missa às Escuras" em Fátima dedicada aos cegos

Jornal de Notícias

18 Abril 2013


O padre da paróquia de Fátima, Rui Marto, vai realizar uma "Missa às Escuras" dedicada aos cegos, no dia 27 de abril, disponibilizando vendas "a toda a população que queira participar", disse esta quinta-feira o sacerdote.

A cerimónia, organizada pela paróquia e pela ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, está agendada para as 21 horas na Igreja Matriz de Fátima, estando prevista a leitura dos textos sagrados em braille.

A iniciativa partiu da paróquia, que "pretende mostrar à comunidade como é viver com uma deficiência visual", pelo que os participantes que conseguem ver "são convidados a vendar os olhos durante a celebração", explicou.

O padre salientou que os vitrais da igreja "vão ser tapados", mas as pessoas não vão ser abandonadas: a eucaristia vai contar com a ajuda de guias, "até para evitar que existam atropelos ou despistes, como por exemplo no momento da comunhão", e obrigará o pároco, de 55 anos, a decorar a homilia.

A celebração vai contar com a animação do grupo de Escuteiros de Fátima, o apoio do Grupo de Jovens da paróquia e a intervenção de associados da ACAPO na leitura da liturgia.

"Os cegos têm muito para dar à sociedade e com esta iniciativa queremos passar a mensagem de que as diferenças têm lugar no espaço comum e que todos podemos enriquecer se as acolhermos", sustentou o sacerdote.

Para Rui Marto, há seis anos na paróquia de Fátima, "esta celebração", inédita naquela local, "serve para sublinhar que todos contam com todos".

"E para enraizar o sentimento de que devemos facilitar a vida dos que nos são próximos", concluiu.

publicado por MJA 
[18.Abr.2013]
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Óculos da Google não vão ter publicidade

Público

por Pedro Nunes Rodrigues

16/04/2013

Os programadores que estão a desenhar aplicações para os novos óculos da Google foram avisados que não vão poder ter publicidade no ecrã do aparelho.

 


As especificações dos óculos da Google, que prometem revolucionar a utilização da Internet no dia-a-dia, estão a ser divulgadas aos poucos.

Os termos e condições para os programadores foram publicados recentemente e proíbem, entre outras restrições, que as aplicações tenham publicidade ou até que sejam pagas. Este pode ser um dos aspectos que deixe os programadores de pé atrás, uma vez que há alguns que não sabem como gerar receita com as aplicações do aparelho.

Os óculos vão estar equipados com uma câmara de cinco megapixéis e vão poder gravar vídeos em alta definição (720p).

Uma das novidades que mais se destaca é o facto de o utilizador não precisar de auscultadores para ouvir os sons produzidos pelos óculos: vão ser audíveis através de ondas de som difundidas pelos ossos da cara, que chegam, por sua vez, ao ouvido interno. Para comunicar com os óculos, basta dizer alguns comandos pré-programados que são reconhecíveis pelo aparelho.

A empresa norte-americana diz ainda que o ecrã vai ter qualidade equivalente a um ecrã de televisão de alta qualidade de 63 centímetros, quando visto a cerca de dois metros e meio de distância.

A bateria? A empresa promete que isso não vai ser problema, garantindo que vai durar “um dia inteiro de utilização normal”, embora isso fique restringido às características que exijam um maior consumo de energia, como as chamadas de vídeo.

Com capacidade de armazenamento de 16GB, vai ser possível ligar-se a outros dispositivos através de redes sem fios e de Bluetooth.

As primeiras remessas de óculos já começaram a ser enviadas para os programadores de aplicações e para os Glass Explorers, pessoas comuns que participaram num concurso sobre modos de utilizar os óculos.

publicado por MJA 
[17.Abr.2013]
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Seixal: Informática para
pessoas com deficiência visual


A União de Cegos e Amblíopes do Concelho do Seixal (UCAS) promove um curso de iniciação à informática nas instalações da delegação de Miratejo da Junta de Freguesia de Corroios. Esta formação é gratuita e, numa primeira fase, destina-se a pessoas com deficiência visual.

A formação começa no dia 20 de abril e realiza-se aos sábados, das 15 às 17 horas, num total de 20 horas. Os participantes terão de levar o seu próprio equipamento informático.

Para mais informações, poderá contactar a UCAS através do e-mail ucasrumoaofuturo@gmail.com  ou dos telefones 966 058 793 e 914 621 114.

Fonte: Seixal.informatica

publicado por MJA 
[16.Abr.2013]
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Governo cria grupo de trabalho para
analisar subsídio de educação especial

TSF.pt/

Publicado hoje às 19:51O Governo vai criar um grupo de trabalho para analisar e identificar os impactos do atual regime do subsídio de educação especial, para crianças com deficiências físicas ou mentais, que deverá ter um relatório pronto dentro de dois meses.

A decisão foi publicada hoje em Diário da República, num despacho dos Ministérios da Educação e Ciência e da Solidariedade e Segurança Social.

No documento está explicado que o subsídio de educação especial, que existe para que as crianças e jovens com deficiência «possam receber tratamento, educação e cuidados especiais», não sofre atualizações desde os anos 80 e que é, por isso, necessário «uma reflexão séria».

«Analisando-o com base na experiência dos organismos da administração pública que acompanham a aplicação do citado subsídio de educação especial, tendo em vista a devida reestruturação», lê-se no despacho.

O Governo determina que seja criado um grupo de trabalho «com a missão de analisar e identificar os impactos da regulamentação e dos procedimentos inerentes ao atual regime do subsídio de educação especial».

Este grupo de trabalho terá de apresentar um relatório, dentro de dois meses, com a análise dos impactos, juntamente com um projeto de decreto regulamentar que contenha o novo enquadramento e regulamentação do subsídio.

O grupo é constituído por um elemento, respetivamente, do Instituto da Segurança Social, da direção-geral da Segurança Social, do Instituto Nacional de Reabilitação, da Direção-geral da Educação e da Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares.

Segundo dados do Instituto de Segurança Social, atualizados em março, havia, em 2012, 13.283 pessoas a receberem subsídio por educação especial.

Já os dados mais recentes do Conselho Nacional de Educação, expostos no relatório "Estado da Educação 2012", mostram que no ano letivo de 2010/2011 havia 48.725 alunos em educação especial no ensino público.

publicado por MJA 
[10.Abr.2013]
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Deficientes e veículos eléctricos
deixam de pagar estacionamento em Lisboa


Por Agência Lusa,
publicado em 9 Abr 2013

Os deficientes e os condutores de veículos elétricos vão passar a ter estacionamento gratuito na cidade de Lisboa, disse hoje o vereador da Mobilidade na câmara municipal, Fernando Nunes da Silva.

“Vamos tornar gratuito o estacionamento para todas as pessoas portadoras de deficiência. Creio que é uma medida importante do ponto de vista social. Não faz sentido essas pessoas ainda terem de se dirigir a um parquímetro e voltar ao carro”, defendeu o vereador.

Numa proposta para o novo regulamento geral de estacionamento e paragem na via pública, que será debatido na reunião de câmara de quarta-feira, Nunes da Silva propõe ainda a criação de três novos dísticos, um dos quais para residentes temporários. O objetivo é permitir que esses residentes temporários, nomeadamente estudantes, professores ou profissionais temporários, possam ter condições de estacionamento idênticas aos residentes permanentes em Lisboa.

“Vamos ainda introduzir mais dois dísticos: o dístico verde para veículos 100% elétricos, que também não pagam estacionamento, e o dístico de mobilidade para os veículos de frota de ‘carsharing’ que não são elétricos. Esses pagam, através da empresa, uma tarifa mensal e o utilizador não paga nada”, explicou o vereador.

Outra novidade do novo regulamento prende-se com a expansão da EMEL – Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa, que só poderá fazer-se a pedido de uma junta de freguesia ou com o acordo de uma junta de freguesia. A câmara, de maioria socialista, vai ainda criar um bilhete diário de dois ou três euros, conforme se esteja numa zona de estacionamento amarela ou verde, que permite estacionar o dia inteiro por aquele valor. “São em zonas periféricas, ligadas ao transporte coletivo e é um incentivo para virem de transportes para a cidade”, disse Nunes da Silva.

Quanto aos mais de 10 mil lugares de estacionamento reservados na via pública, o vereador disse que se vão manter os das embaixadas e de deficientes, mas todos os outros (como jornais e instituições) passam a ser pagos.

O vereador sublinhou que o novo regulamento vai permitir também uma “simplificação no relacionamento dos cidadãos com a EMEL”, que, se quiserem, vão conseguir fazer tudo através da Internet.

A câmara vai regular também a gestão dos parques de estacionamento, que passa a ser comum para todos. “Passam a ter um regulamento único porque agora cada parque tem um regulamento próprio. As normas passam a aplicar-se a todos, independentemente de serem explorados pela EMEL ou por privados”, afirmou. Nunes da Silva disse ainda que a câmara define no novo regulamento o regime tarifário que tem de ser respeitado quer pelos parques públicos, quer por parques públicos que estejam a ser explorados por privados.

Fonte: iOnline

publicado por MJA 
[10.Abr.2013]
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10 mandamentos da SPO
para uma visão saudável

Ana Luísa Azevedo

Maia Hoje


No âmbito do Dia Mundial de Saúde, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia  partilha os 10 mandamentos para uma visão saudável.


1. Alimentação Equilibrada e Exercício Físico

Uma alimentação equilibrada aliada à prática de exercí­cio físico contribuem para a saúde dos olhos. Isto porque doenças relacionadas com a alimentação e o estilo de vida, como a hipertensão e a diabetes tipo II, podem comprometer seriamente a saúde dos nossos olhos. A retinopatia diabética, por exemplo, continua a ser uma importante causa de cegueira em Portugal.

2. Repouso Ocular

Quando realizamos tarefas que exigem esfoço visual ao perto, como a leitura ou a utilização de computadores e monitores, deveremos fazer intervalos regulares para que possa de novo haver um normal reflexo do pestanejo. Este está diminuído durante o estado de concentração aplicado á realização de tarefas de perto. A posição dos ecrâs do computador e da televisão deve ser corrigida de forma a evitar os reflexos. Os olhos devem estar num plano ligeiramente acima do centro do monitor do computador e a uma distância da televisão equivalente a cinco vezes a largura do ecrã.

3. Óculos de Sol

Os olhos devem ser protegidos com óculos de sol durante todo o ano. As lentes não precisam de ser escuras, mas devem conter filtros para os raios UV. Quem usa óculos escuros mas sem filtros para raios UV está tão exposto aos efeitos nocivos da luz solar como quem não os usa. É? importante lembrar que a luz solar está na origem de patologias graves como sejam a catarata e degenerescência macular ligada à idade.

4. Cuidados na infância

Cerca de 20% das crianças em idade escolar têm algum défice da função visual capaz de interferir com o rendimento escolar. A detenção precoce dos problemas visuais das crianças atravês de rastreios deverão começar a partir dos 2/4 anos. Dores de cabeça, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um oftalmologista.

5. Alergias

A conjuntivite alérgica, que atinge uma percentagem significativa da população portuguesa, em especial a camada mais jovem, é uma doença inflamatória da superfície ocular externa que se manifesta atravês de prurido, sensação de ardor nos olhos, lacrimejo, olhos vermelhos, fotofobia e edema (inchaço) da conjuntiva e das pálpebras. Para tratar a conjuntivite alérgica são utilizados anti-histamínicos e ou corticosteróides tópicos (sempre recomendados pelo oftalmologista). Mas, tal como acontece com outras manifestações alérgicas, deve prevenir-se o desencadear ou o agravamento evitando a exposição aos alergénios.

6. Hidratação Ocular

A sí­ndrome vulgarmente chamada de ??"olho seco"?, é uma patologia inflamatória que atinge 10-20% da população adulta. Desconforto ocular, ardor, sensação de corpo estranho e olho vermelho são alguns dos sintomas de alerta para esta e outras formas de inflamação ocular. O tratamento é sintomático, devendo ser utilizadas substâncias lubrificantes denominadas por: lágrimas artificiais.

7. Proteção ocular na prática desportiva

As lesões oculares que ocorrem durante alguns tipos de desporto podem ser graves e comprometer a qualidade da visão. Tem sido demonstrado que o uso de protetores oculares atualmente disponíveis reduz o risco de lesão ocular em, pelo menos, 90 por cento.

8. Cuidados depois dos 40

Depois dos 40 anos os cuidados com a visão devem redobrar-se e a visita ao oftalmologista deve ser feita pelo menos de dois em dois anos, numa consulta que deve incluir observação do cristalino e da retina, medição da tensão ocular (caso seja elevada podemos estar perante um caso de glaucoma), e verificar se há necessidade de correção de ametropias (uso de óculos com graduação).

9. Cuidados redobrados com as lentes de contacto

A SPO recomenda a quem usa lentes de contacto que cumpra de uma forma sistemática os cuidados de higiene aconselhados na manipulação e manutenção das mesmas. A SPO recomenda ainda evitar dormir com as lentes de contacto colocadas, evitar exposições ambientais agressivas e, caso surjam fenómenos de olho vermelho com desconforto associado, a sua imediata remoção.

10. Em cado de dúvida consulte o seu oftalmologista

Os oftalmologistas são os especialistas médicos mais habilitados para diagnosticar e tratar as doenças dos olhos. Se notar alguma alteração na sua visão, procure um oftalmologista.

publicado por MJA 
[7.Abr.2013]
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InArte | Encontros Internacionais
de Inclusão pela Arte

8 a 13 de Abril | São Luiz Teatro Municipal


InArte é uma co-produção Vo’Arte/São Luiz Teatro Municipal e integra diversas manifestações culturais: Seminário Internacional (20h de inclusão, 26 oradores e moderadores), Espectáculos (companhias nacionais e internacionais), Concertos (resultantes de projectos de inclusão), Workshops (dança, teatro-físico, música) e Masterclass. 6 dias de Encontros MESMO para todos.

Mais informações aqui.

publicado por MJA 
[5.Abr.2013]
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Tatuagem no branco do olho
pode levar à cegueira

28/03/2013

Redação Bonde

 


Há cerca de três anos surgiu uma nova "técnica" de tatuagem, a eyeball tattooing, que é a pigmentação do branco do olho. A modalidade, que já não é muito comum, também surgiu de um modo peculiar: dois detidos nos Estados Unidos resolveram diferenciar-se dos outros presos que, como eles, já eram tatuados e com piercings pelo corpo. Depois que o vídeo caiu no YouTube, a técnica começou a conquistar adeptos pelo mundo.

Porém, a prática não acolhe a aprovação dos profissionais que cuidam dos olhos. O oftalmologista, Leonardo Marculino, alerta para os riscos da tatuagem no globo ocular. "Eu desaconselho totalmente. As chances de uma pessoa que se submete a isso ter uma infecção é muito grande. O dano intraocular pode ser irreversível, levando à perda da visão".

Segundo ele, a tatuagem no globo ocular não tem nenhuma relação com a tatuagem na córnea. Este é um procedimento cirúrgico e por ser numa área do corpo extremamente delicada utiliza-se uma tinta especial, a aplicação é feita por meio de um corte na córnea onde é aplicada a tinta. A finalidade é puramente estética e o procedimento realizado por um profissional especializado, somente em pessoas que não enxergam.

publicado por MJA 
[2.Abr.2013]
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No Dia Mundial da Infância,
HOB chama atenção para
a cegueira evitável

Teresa Cristina Machado

SEGS


O dia 21 de março é dedicado a chamar a atenção para os problemas que atingem crianças de todo o mundo. O Dia Mundial da Infância foi instituído pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Cegueira
Entre os problemas que roubam parte dos prazeres da infância e levam uma criança a viver com deficiência toda a sua vida é a cegueira. Considerada de atenção prioritária, pelo número de anos a serem vividos com esta importante deficiência, quase a metade dos 1,4 milhão de casos de cegueira infantil existentes no mundo, atualmente, poderiam ser evitados e tratados.

A Organização Mundial da Saúde estima que 500 mil crianças fiquem cegas todos os anos e a maioria delas perde a visão no primeiro ano de vida. Só no Brasil, cerca de 33 mil crianças são cegas por doenças oculares que poderiam ser evitadas ou tratadas precocemente.

De acordo com o último relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a maioria das crianças cegas nascem com a deficiência visual ou a adquirem no primeiro ano de vida e as causas que levam a este quadro são em 28% preveníveis e 15% tratáveis.

A oftalmopediatra do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Dorotéia Matsuura, lista algumas das causas que levam à cegueira infantil e são evitáveis.

Fases
Entre os motivos que levam a cegueira a instalar-se na vida de uma criança estão os erros de refração, a retinopatia da prematuridade, o glaucoma congênito, a catarata congênita, as cicatrizes retinianas e corneanas, além do retinoblastoma e malformações oculares, relaciona a médica ao destacar algumas peculiaridades das fases de desenvolvimento de casos específicos. Ainda na fase intrauterina, a rubéola, toxoplasmose e outras doenças infecciosas podem levar um bebê a nascer com deficiência visual. E como fator genético, a médica lista a aniridia, o albinismo e a distrofia retiniana.

Também a ambliopia ou estrabismo, são situações que, quando não corrigidas até os seis anos de idade, resultam no não desenvolvimento adequado da visão, adverte. (...) A médica lembra que vários problemas oculares podem ser evidenciados com o exame que dura poucos segundos. Casos de catarata e glaucoma congênitos, má formação ocular, opacidades na córnea, tumores intraoculares ou hemorragias vítreas são alguns dos mais perigosos acometimentos que ocorrem em bebês. Nestas doenças, o teste do olhinho acusa que algo não está normal, explica. E neste o caso, o bebê deverá ser encaminhado com urgência para o especialista.

Sinais
A especialista do HOB ressalta que muitos pais não conhecem o Teste do Olhinho e, por isso, não exigem sua realização quando o bebê nasce. Dorotéia ressalta que existem sinais ou sintomas apresentados pelos olhos das crianças que merecem atenção diferenciada em cada fase da infância.

Bebês
Bebês com até dois anos de idade que apresentarem lacrimejamento constante, fotofobia (sensibilidade à luz), olhos com cor acinzentada ou opaca, pouco interesse pelo ambiente em que estão ou pelas pessoas que o rodeiam, bem como vermelhidão ocular devem ser levados a um especialista com urgência, aconselha. A suspeita é de glaucoma congênito.

Sete anos
As crianças que têm entre três e sete anos de idade podem apresentar outros sintomas. Dorotéia informa que se a criança tomba muito ou esbarra com muita frequência, reclama de dor de cabeça ou nos olhos, costuma assistir TV muito próxima da tela, apresenta olhos desviados, tem o hábito de esfregar os olhos após algum esforço visual ou fecha um dos olhos em locais ensolarados deve ser encaminhada a um oftalmologista para exames também. Pode ser estrabismo e ambliopia.

Detectar e corrigir esse problema já na fase pré-escolar pode ser crucial já que é nessa faixa etária, em geral até os sete anos, que os nossos olhos se desenvolvem. Assim, cabe aos pais, babás, professores ou todas as pessoas responsáveis ficarem atentos aos sintomas que a criança pode apresentar, completa a médica.

Escola
Já na idade escolar, o baixo rendimento em sala de aula muitas vezes está relacionado a algum problema de visão e o estudante, pais e professores nem se dão conta disso. Quanto menor a idade desse aluno, maior é a dificuldade para identificar essa deficiência, porque a criança não sabe avaliar que enxerga mal. Dor de cabeça, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos durante e após as aulas são alguns sinais de que pode ter alguma alteração visual. A melhora da visão pode ocorrer com a prescrição de óculos, conclui Dorotéia.

publicado por MJA 
[21.Mar.2013]
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Homem de Neandertal
morreu pelos seus olhos

Diário de Notícias

por Elisa David,
editado por Ricardo Simões Ferreira


O estereótipo faz do Homem de Neandertal um ser simiesco, rude e pouco inteligente, mas os factos provam que era um humanóide robusto, que tinha um cérebro volumoso, e que viveu na Europa há 250 mil anos, até desaparecer, durante a última idade do gelo. Agora, um estudo vem sugerir que o tamanho dos seus olhos pode muito bem ter contribuído para a sua extinção (há 20 mil anos).


Veja aqui o vídeo da BBC:

 


Uma equipa de investigadores explora a ideia de que os antepassados do Neandertal deixaram África 'à descoberta', mas que acabaram por encontrar apenas as longas e escuras noites da Europa.

Ao estabelecer-se num novo território, com condições diferentes daquelas a que estava habituado, o Homo Neanderthalensis viu-se obrigado a desenvolver um globo ocular maior e mais capaz, que conseguisse adaptar-se à falta de claridade e pudesse processar mais fácil e rapidamente as imagens para o cérebro.

Eiluned Pearce, perita da Universidade de Oxford, decidiu verificar a teoria, comparando os crânios de 32 Homo sapiens aos de 13 fósseis neandertais, e descobriu que os segundos possuiam órbitas um pouco maiores - registando um aumento de cerca de 6 milímetros.

Embora não pareça muito significativo, o 'crescimento' do globo ocular do Neandertal permitiu, não só a melhoria da acuidade visual, mas resultou, também, num uso maior do cérebro para o processamento da informação.

"Desde que [o Neandertal] se começou a desenvolver em latitudes maiores, o seu cérebro passou a dedicar-se mais às funções visuais e ao controlo do corpo, deixando de se preocupar tanto com as funções sociais", disse Pearce em entrevista à BBC News.

Chris Stringer, outro investigador que, juntamente com Eiluned, procura justificar a morte do Homem de Neandertal, recorrendo à pesquisa no Museu de História Natural de Londres, explica: "Nós deduzimos que o Neandertal tinha uma parte cognitiva do cérebro um pouco mais reduzida e que isto o limitava de certa forma na formação de grandes grupos. Ao viver numa grande comunidade é necessário um cérebro maior para poder processar as relações extra".

Com uma estrutura mais direccionada para a visão e para as tarefas a ela associadas, o cérebro do Homo Neanderthalensis afetou a sua capacidade de inovação e de adaptar a períodos difíceis, como a idade do gelo, à qual não sobreviveu.

Este estudo, embora confirme certas limitações do Homem de Neandertal, vem quebrar o estereótipo de que ele era uma espécie desprovida de inteligência.

"Eles eram muito, muito espertos, no entanto não competiam na mesma liga que o Homo sapiens", diz Robin Dumbar, responsável pelo estudo. "Foi esta diferença que manteve o equilíbrio durante o final da última idade do gelo".

publicado por MJA 
[14.Mar.2013]
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Museu dedicado aos Deficientes
Visuais em São Paulo

Publicado por Equipe EcoViagem

13 de Março de 2013


Após processo de modernização, o Centro de Memória Dorina Nowill - criado pela brasileira de mesmo nome, pioneira na luta dos deficientes visuais - reabre as portas ao público com um espaço especialmente dedicado ao museu para cegos e pessoas com baixa visão.

A reforma, que aconteceu no ano passado, busca transformar o local no primeiro centro de referência histórica da inclusão de pessoas com deficiência visual no Brasil. Foram construídos uma nova área de exposição (Espaço Memória), novas instalações para reserva técnica do acervo, além da ampliação da área de exposição e visitação.

Exposição
Reinaugurada no dia 11 de março, a exposição convida o público a uma experiência sensorial e interativa, repleta de recursos sonoros e olfativos totalmente acessíveis, como a Pentop, caneta que fala ao ser direcionada a um objeto, livros em braile, o Aurie, um aparelho que consegue ler cores e até uma seção de bengalas.

Com o tema “E tudo começou assim: ações, projetos e histórias que mudaram a vida das pessoas com deficiência visual”, a exibição conta a história da luta na inclusão dos cegos na sociedade e da evolução das ferramentas que auxiliaram a vida dos deficientes visuais no Brasil.

Além da exposição, no Centro de Memória é possível conferir a gráfica em braile, a biblioteca e o estúdio de gravação de livros falados. A visita é gratuita, mas é necessário agendar por telefone ou por e-mail.

Centro de Memória Dorina Nowill
Horário de funcionamento: das 8h às 18h. (Grátis)
Rua Doutor Diogo de Faria, 558 - Vila Clementino.
telefone 5087-0955
e-mail centrodememoria@fundaçãodorina.org.br .

publicado por MJA 
[14.Mar.2013]
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O Cérebro Mágico

Coimbra | de 11 a 17 de março 2013


O Laboratório de Neurociências da Visão do IBILI, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Exploratório - Centro Ciência Viva, está a organizar diversas actividades, em Coimbra, para assinalar a Semana Internacional do Cérebro – de 11 a 17 de março – subordinada ao tema "O Cérebro Mágico".

Neste contexto realiza-se, no dia 13 de março, às 18 horas, no Auditório do Exploratório - Centro Ciência Viva (Rotunda das Lages; Parque Verde do Mondego – Santa Clara), a Tertúlia "Neurociência e Magia", uma conversa entre Luís de Matos (mágico) e Miguel Castelo-Branco (neurocientista).

A iniciativa é aberta a toda a comunidade e tem entrada livre.

Informações: Telef. 239480029

publicado por MJA 
[12.Mar.2013]
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Workshop de Dança Inclusiva

Porto | dias 6 e 7 de abril de 2013

Otília Pereira


Data do evento: Sábado, 6 Abril, 2013 (Todo o dia) a Domingo, 7 Abril, 2013 (Todo o dia).
Tipo: Curso.
Local: Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.
Entidade promotora: Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Descrição do evento:
O Gabinete de Formação Contínua da FADEUP - Faculdade de Desporto da Universidade do Porto - informa os(as) interessados(as) que estão abertas as inscrições para o:

Workshop de “Dança Inclusiva” de 8 Horas, a decorrer nos dias 06 e 07 de abril de 2013, a realizar nas instalações da FADEUP e tendo como Coordenadores do Curso: Prof. Doutor Rui Corredeira (FADEUP) e Dr. Paulo Magalhães (A_ju_dança)

Curso não acreditado, para Educadores, Professores, Bailarinos, Músicos, Investigadores da área da saúde, Terapeutas, Técnicos de reabilitação que já atuam, ou pretendem atuar na área da inclusão através da dança.

Para informações mais detalhadas, propina e inscrições desta ação, consulte o nosso site.

Contactos:
Telef.: +351220425255
Fax: +351225500687
http://www.fade.up.pt

Fonte: Lerparaver

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[10.Mar.2013]
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Cursos de Formação Profissioal
para pessoas com Deficiência Visual

ACAPO

Lisboa | 2013

  1. Curso de Assistente Administrativo/a – Percursos até 2900 horas: Início a 02 de maio de 2013 – segunda a sexta-feira das 9h00 às 17h00 [Nota: Estes cursos são dirigidos exclusivamente a pessoas que se encontrem em situação de desemprego.]
  2. Utilização de Leitores de Ecrã em Excel - 30 horas: 19 de março a 04 de abril 2013 – terça, quarta, quinta e sexta-feira das 14h00 às 17h00
  3. Utilização de Leitores de Ecrã em Internet & Correio Electrónico - 30 horas: 06 de abril a 15 de junho 2013 – sábado das 09h30 às 12h30
  4. Curso de Tecnologias da Informação e Comunicação para pessoas com Deficiência Visual – 90 Horas: 09 de abril a de 05 de junho de 2013 - terça, quarta, quinta e sexta-feira das 14h00 às 17h00
  5. Utilização de Leitores de Ecrã em Word – 30 horas: 11 a 26 de junho 2013 – terça, quarta, quinta e sexta-feira das 14h00 às 17h00
  6. Curso de Introdução às TIC para pessoas com Deficiência Visual – 30 Horas: 02 a 17 de julho de 2013 - terça, quarta, quinta e sexta-feira das 14h00|17h00
  7. Utilização de Leitores de Ecr㠖 30 horas: 18 a 31 de julho 2013 – segunda a sexta-feira das 14h00 às 17h00
  8. Braille – 75 horas: 01 de abril a 06 de junho de 2013 – segunda 14h00 às 16h00 - terça, quinta e sexta-feira 11h00 às13h00
  9. Braille – Reciclagem - 30 horas: 10 de junho a 04 de julho de 2013 – Segunda 14h00 às 16h00, -terça, quinta e sexta-feira 11h00 às13h00
  10. Desenvolvimento de Competências de Autonomia para a Empregabilidade – 240 horas: 18 de março a 07 de maio de 2013 – de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h00
  11. Orientação e Mobilidade - 45 horas: Formação individualizada a acordar horário e período de realização.
  12. Orientação e Mobilidade (Reciclagem) - 15 horas: Formação individualizada a acordar horário e período de realização.


Nota: Cursos financiados pelo QREN, através do programa Operacional Potencial Humano, Governo de República Portuguesa, IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) e credenciados pela DGERT (Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho)

publicado por MJA 
[8.Mar.2013]
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Glaucoma afecta 100 mil portugueses e é
principal causa de cegueira em Portugal

6 Mar 2013

iOnline


Por Agência Lusa: A coordenadora do Grupo Português do Glaucoma da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disse hoje que o glaucoma afeta cerca de 100 mil portugueses e continua a ser a principal causa de cegueira devido ao diagnóstico tardio da doença.

“É uma patologia frequente, crónica, que provoca cegueira, mas que tem tratamento e quanto mais cedo for diagnosticado, melhor é o prognóstico. A incidência está a aumentar devido ao envelhecimento da população”, afirmou Maria da Luz Freitas em declarações à Lusa.

A especialista defende, por isso, a realização do rastreio aos 40 anos, numa visita de rotina ao oftalmologista. A incidência da doença aumenta a partir desta idade, sendo “esta a altura ideal para as pessoas fazerem consulta de oftalmologia, quando precisarem, por exemplo, dos seus óculos de perto”.

“Como se trata de uma doença silenciosa que, com exceção do glaucoma agudo de ângulo fechado, não dá sintomas nem sinais nas fases precoces da doença, é fundamental a sensibilização da população em geral para esta doença. As visitas de rotina ao oftalmologista contribuirão para que o diagnóstico e o tratamento sejam cada vez mais precoces e o número de cegos diminua, contrariando o aumento da prevalência”, sustentou.

Maria da Luz Freitas falava à Lusa no âmbito da Semana Mundial do Glaucoma (que decorre de domingo até dia 16) e de uma reunião científica agendada para os próximos dia 15 e 16, no Hotel Vidago Palace, a fim de debater o diagnóstico e seguimento da doença.

A coordenadora do Grupo Português do Glaucoma referiu que à semelhança do que se passa no resto do Mundo, também em Portugal se têm vindo a desenvolver esforços no sentido de dar a conhecer a doença nas suas diferentes formas, assim como o seu diagnóstico e tratamento.

“Portugal dispõe das técnicas de diagnóstico, de tratamento médico e oftalmologistas subespecializados nesta área que praticam as diferentes técnicas cirúrgicas, estando atualizado com o que de melhor se pratica na Europa e nos EUA”, disse.

“As técnicas existem no nosso país, mas para poderem ser utilizadas é fundamental que os doentes procurem os especialistas”, frisou.

Acrescentou que o rácio geral oftalmologistas/população portuguesa está dentro do aconselhado pela União Europeia. O facto de existirem muitos pacientes com a doença em fase muito avançada ou cegos por glaucoma, “não se deve à falta de oftalmologistas, mas sim ao diagnóstico tardio e à falta de conhecimento da possibilidade cirúrgica com técnicas novas, mais seguras, que são alternativa ao tratamento médico quando este não é eficaz”.

O glaucoma é uma doença ou conjunto de doenças de evolução crónica que afetam o nervo ótico, podendo conduzir à perda progressiva de visão, se for deixado sem tratamento, e constitui a segunda causa mais frequente de cegueira a nível mundial (9 milhões de pessoas cegas). Estudos de prevalência recentes apontam para a presença da doença em 1,97% das pessoas com idade superior a 40 anos na Europa.

publicado por MJA 
[6.Mar.2013]
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Jovem cria ‘poder’ do homem aranha

ptJornal: Tecnologia & Ciência


Através de um sistema de sensores, o fato criado por um estudante norte-americano é capaz de detetar objetos ao redor de quem o utiliza. Segundo o próprio afirma, invenção poderá ajudar pessoas com deficiência visual no futuro.

O homem-aranha tem décadas. Primeiro foi a banda desenhada, depois os brinquedos, até aos filmes de produções Hollywood vistos por milhões de pessoas. Os poderes do homem que consegue trepar paredes marcou gerações, toda a criança gostaria de imitar os seus truques com as teias.

Mas, e se conseguíssemos ganhar poderes idênticos ao Spider Man? Não, na verdade ainda não será possível andarmos a saltar de prédio em prédio apenas presos por fios de aranha. A invenção é outra, mas não deixa de dar capacidades de super herói.

Chama-se Victor Mateevitsi, estuda na Universidade de Illinois, estado norte-americano de Chicago, e desenvolveu um fato que permite detetar objetos à distância. A peça é incorporada com um grupo de sensores, que através de ondas ultrassom avisa-nos o local, a direção e até o tamanho de determinado obstáculo.

A invenção de Victor faz parte da sua tese de doutoramento. Certo é que poderá no futuro desempenhar um papel importante na vida das pessoas com deficiência visual. Victor e alguns colegas já levaram a cabo alguns testes e os resultados são animadores. Em mais de 90 por cento das vezes, a pessoa com o fato vestido conseguiu detetar objetos à distância, quando tinha na verdade os olhos vendados.

O próprio nome do fato foi mesmo imaginado para sugerir um super poder. O ‘SpiderSense’ continuará agora a ser testado e Victor prepara-se para apresentar oficialmente o projeto. O estudante norte-americano estará presente numa conferência de realidade aumentada, marcada para 7 de março, em Estugarda, Alemanha

Fonte: http://www.lerparaver.com

publicado por MJA 
[6.Mar.2013]
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Ideias nas pontas dos dedos

A motricidade fina e a literacia tátil

Visita-oficina dedicada a pessoas com deficiência visual

Fundação Calouste Gulbenkian

O programa Descobrir apresenta a nova programação, recheada de novidades, dedicada aos públicos com necessidades educativas especiais, que nos chegam vindos de escolas e instituições. Foi nossa preocupação criar uma proposta transversal a todos os núcleos pedagógicos e artísticos existentes na Fundação Calouste Gulbenkian, organizados em quatro linhas de orientação – o Corpo, o Rosto, o Tato e a Paisagem que nos envolve –, para maior assertividade na resposta a quem nos procura. Estes quatro grandes núcleos contêm diferentes propostas pedagógicas, desenvolvendo-se no Museu Calouste Gulbenkian, no Centro de Arte Moderna e no Serviço de Música, em visitas e oficinas de educação artística que cruzam diferentes linguagens e materiais, numa prática estimulante e especializada. São espaços de criatividade e fruição, em diálogo constante com a produção dos artistas que são património da Fundação.

Visita-oficina dedicada a pessoas com deficiência visual, que utiliza diferentes recursos de promoção da literacia tátil. Um percurso pela escultura acessível existente na coleção do Museu Calouste Gulbenkian, com destaque para a obra de Niizuma e Rodin, complementado com um ateliê de escultura, construída a partir de pequenos módulos acopláveis.


Orientação:
Ana Patrícia Dias, Filipa Santos, Lydia Robertson, Margarida Vieira, Miguel Horta, Nicolas Robertson, Rosário Azevedo, Simão Costa

Requer marcação prévia:
Out a Jun, 2ª a 6ª, 10h10; 14h30
e reunião com os técnicos responsáveis pelo grupo. O número de sessões, a sua duração e tipologia são desenhados a partir dessa reunião prévia, constituindo um programa específico adaptado ao perfil e ritmo de cada grupo.

 

publicado por MJA 
[3.Mar.2013]
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dEficientes Indignados na Manifestação

Cartaz: dEficientes Indignados na Manifestação: "2 de Março - Para que ninguém fique em casa. Dê uma boleia a quem precisa.


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[2.Mar.2013]
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Dança e Deficiência Visual

EDGE - Espectáculo FRAGILE

a 29 e 30 de Março em Almada   


A Vo’Arte, Associação que se encontra a desenvolver o projecto FRAGILE – Inclusão de Pessoas com Deficiência Visual nas Artes Performativas, co-financiado pela União Europeia, visa a pesquisa de uma nova linguagem pelo trabalho com bailarinos e intérpretes com e sem deficiência visual, culminando o processo numa performance inclusiva em 3 partes, da autoria dos 3 coreógrafos parceiros do projecto, com estreia mundial no Teatro Municipal Joaquim Benite (Almada), nos dias 29 e 30 de Março às 21h.

Edge (pt), Plexus (ee) e Touched (no)

Três coreógrafos da Estónia, Noruega e Portugal colaboram há dois anos na pesquisa de uma nova linguagem pelo trabalho com bailarinos e intérpretes com e sem deficiência visual, culminando o processo numa performance inclusiva em 3 partes, com estreia mundial no final de Março em Lisboa.

Os espectáculos a apresentar combinam diferentes personalidades, qualidades de movimento, desejos e percepções, num processo de pesquisa de outros estímulos/sentidos à dança além dos ditados pela visão e preparação técnica. Todos os espectáculos contarão com áudio-descrição e folhas de apresentação dos espectáculos em Braille.

Digressão FRAGILE

  • 29 e 30 de Março 2013 - Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada (Lisboa, Portugal)
  • 16 de Abril 2013 - Bærum Kulturhus, Sandvika (Oslo, Noruega)
  • 19 e 20 de Abril 2013 - KUMU Art Museum, Talin (Estónia)


Dança e Deficiência Visual: TESTEMUNHOS
 
Contactos:
Associação Vo'Arte | www.voarte.com
Rua São Domingos à Lapa, 8N 1200-835 Lisboa, Portugal
Tel. (+351) 21 393 24 10  || Tlm. (+351) 91 40 40 471
Informações: voarte@voarte.com | info@voarte.com

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[1.Mar.2013]
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Governo fixa em 11,5 milhões verbas para
ajudas técnicas na área da deficiência

Por Agência Lusa

27 Fev 2013

O Governo fixou em 11,5 milhões de euros o montante anual para financiamento dos produtos de apoio para pessoas com deficiência, mais três milhões face a 2012, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

Esta verba poderá ser reforçada durante o ano, por despacho conjunto dos ministérios responsáveis pelas áreas da segurança social, da saúde e do emprego, mediante uma parecer da Comissão de Acompanhamento dos Produtos de Apoio, refere a portaria.

O montante das verbas destinadas ao financiamento dos produtos de apoio é fixado anualmente, por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da segurança social, da saúde e do emprego.

São considerados produtos de apoio, os dispositivos, equipamentos ou sistemas técnicos de produção especializada ou disponível no mercado destinados “a prevenir, compensar, atenuar ou neutralizar limitações na atividade ou as restrições na participação das pessoas com deficiência”, refere o despacho.

Para este ano, a verba global para financiamento dos produtos de apoio é de cerca de 11,5 milhões de euros, comparticipada pelos ministérios da Economia e do Emprego, da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social”, refere a portaria.

Desde valor, cerca de um milhão de euros é disponibilizado pelo Ministério da Economia e do Emprego e destina-se a financiar “produtos de apoio indispensáveis à formação profissional e ao emprego, incluindo o acesso aos transportes, através de entidades designadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional”.

Seis milhões são atribuídos pelo Ministério da Saúde para financiar os produtos de apoio prescritos por ato médico às pessoas com deficiência, através das consultas externas das unidades hospitalares designadas pela Administração Central do Sistema de Saúde e pela Direção-Geral da Saúde.

O Ministério da Solidariedade e Segurança Social disponibilizou 4,5 milhões de euros que se destinam a financiar produtos de apoio prescritos pelos centros de saúde e centros especializados.

Portugal ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, segundo a qual cabe aos “Estados Partes garantir a mobilidade pessoal das pessoas com deficiência, com o maior nível de independência possível, facilitando o acesso a ajudas à mobilidade através de dispositivos e tecnologias de apoio”.

A legislação que define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação das pessoas com deficiência, determina que compete ao Estado o fornecimento, adaptação, manutenção ou renovação dos meios de compensação que forem adequados, com vista a uma maior autonomia e adequada integração por parte daquelas pessoas.

A atribuição das verbas é monitorizada pela Comissão de Acompanhamento dos Produtos de Apoio, coordenada pelo presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação.


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[27.Fev.2013]
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Angola: Pessoas com Deficiência
Visual pedem mais atenção

Jornal de Angola

César André

25 Fev.2013

Em muitas estradas principais e secundárias da cidade de Luanda
são vistos dificientes visuais a pedirem ajuda aos trauseuntes


O presidente da Associação Nacional de Apoio aos Deficientes Visuais (ANADV), Manuel Tiago, disse ao Jornal de Angola que o Executivo deve criar mais políticas de apoio àquela comunidade para os seus direitos serem melhor reconhecidos pela sociedade.

A ANADV, afirmou, reconhece os apoios do Executivo, mas gostava que houvesse mais empenho na execução de projectos que dignifiquem as pessoas com deficiência visual.

Maria Kassinda, 45 anos, natural do Bié, deixou de ver em 1983 ao ter accionado uma mina anti pessoal. Sem meios de subsistência, mendiga pelas ruas de Luanda o pão que come e reparte com os filhos, um dos quais, uma rapariga, lhe serve de cajado.

“Não tenho marido e as poucas ajudas que recebo de entidades de caridade não chegam para resolver os meus problemas”, lamenta, enquanto caminha pela avenida Ho Chi Minh, onde diariamente estende a mão.

Armando Cunjuca também é deficiente visual. Veio do Moxico e vive há dez anos no bairro dos Ossos, Sambizanga. Recorda que “é difícil e triste” ser cego. Recebe alguns apoios da Associação dos Jovens Angolanos Provenientes da Zâmbia (AJAPRZ) e de outras associações, mas salienta a importância de serem criadas condições que atenuem os problemas dos que “têm a infelicidade de não ver”.

“As associações não estão em condições de resolver todos problema que temos e o Executivo devia prestar-nos ainda mais atenção”, declarou.

A solução destes e de outros problemas, sugeriu o presidente da ANADAV, passa pela aplicação de projectos que melhorem as condições de vida das pessoas com deficiência visual.

Construção de um pavilhão
Um dos projectos em carteira é a construção de um espaço para os associados que funcione como centro de formação profissional e onde os cegos possam aprender carpintaria, marcenaria e outros ofícios que lhes permitam enquadrar-se na sociedade.

“Com formação profissional os cegos têm possibilidades de montarem negócios próprios e ganharem dinheiro para as necessidades do dia-a-dia”, salientou Manuel Tiago.

A ANADAV, referiu, aguarda pela cedência de um terreno para a construção do centro em Luanda e já tem um terreno em Benguela, no bairro do Casseque, onde vai construir um centro.

A ANADV tenciona concretizar, já este ano, um projecto de alfabetização em Braille extensivo a várias províncias e em conformidade com as recomendações da organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura “UNESCO”.

A associação, afirmou o seu presidente, dispõe de um terreno de seis hectares, onde pretende instalar um centro de reabilitação e uma unidade agrícola para os deficientes visuais trabalharem.

No centro de reabilitação, anunciou, os deficientes, principalmente os que deixaram de ver já tarde, podem aprender a locomover-se, mas também e escrever e a ler em Braille.

A criação de pequenas unidades de prestação de serviços e de produção que empregue deficientes visuais é outro objectivo da ANADAV, que permite também criar receitas que garantam a viabilidade dos projectos que associação prevê desenvolver este ano.

O presidente da ANADV anunciou que outro objectivo “é tornar a associação numa verdadeira agência de prestação de serviços” e que adquiriu no projecto Quicuxi um terreno para agropecuária “que certamente vai minimizar as grandes carências dos associados”.

A associação também adquiriu um armazém em Luanda, na zona da Mabor, onde tenciona promover várias actividades que permitam obter receitas e quer criar um departamento de venda de bengalas, lupas, papel para escrita em Braille, réguas, pautas e outros materiais para deficientes visuais a preços módicos.

Bengala branca
Manuel Tiago afirmou que o Executivo devia importar bengalas brancas para deficientes visuais, “indispensáveis para a locomoção” e para “levantar a auto estima”. Os deficientes visuais ao usarem a bengala, referiu, sentem-se mais seguros, por exemplo, a atravessar ruas, subir ou descer escadas ou a andar no interior de instituições por serem facilmente identificados.

Sobre o apoio da sociedade civil na integração das pessoas com deficiência visual, lamentou que ainda não seja o ideal “por desconhecimento de algumas pessoas sobre os direitos que elas têm”. A ANADV, disse, tem promovido campanhas de sensibilização, palestras e debates públicos destinados a esclarecer à população sobre os direitos e deveres dos cegos. “A pessoa com deficiência visual pode perfeitamente estar integrado na sociedade como qualquer outra”, realçou.

Manuel Tiago disse que as pessoas com deficiência visual precisam que as ajudem a atravessar as ruas, que os automobilistas lhes dêem dê prioridade, tal como nos autocarros e nos serviços públicos.

Historial
A ANADV, membro da Federação Angolana das Pessoas com Deficiência, é uma organização não-governamental fundada em 1989 em Luanda para incrementar no país a sensibilização de pessoas interessadas no progresso social, cultural, educacional, religiosa e económica dos cegos e deficientes visuais. Melhorar as condições de vida das pessoas cegas e deficientes visuais a nível nacional, prevenir a cegueira, incentivar o debate acerca do melhoramento da visão e favorecer a integração de todas as pessoas cegas e com deficiência visual na sociedade angolana são alguns dos objectivos principais da associação.

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[25.Fev.2013]
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Conferência Parlamentar sobre Formação
Inicial e Contínua na Educação Especial

06 de março de 2013 - 09h30 - Sala do Senado


A Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura vai realizar, no dia 06 de março de 2013, das 09h30 às 13h00, na Sala do Senado da Assembleia da República, uma Conferência Parlamentar sobre Formação Inicial e Contínua, na área da Educação Especial, face aos desafios do alargamento da escolaridade obrigatória inclusiva.

Com esta iniciativa pretende-se efetuar uma reflexão em torno da problemática da formação, na área da Educação Especial, e recolher contributos, por parte dos profissionais que mais diretamente trabalham nesta área. Estes contributos, que serão integrados num relatório que está a ser preparado pelo Grupo de Trabalho da Educação Especial, coordenado pela Senhora Deputada Margarida Almeida, permitirão apontar novos caminhos e apresentar recomendações concretas, no sentido de colmatar deficiências que, eventualmente, subsistam.

Pod efetuar a sua inscrição, até 03 de março:

Em caso de dúvidas, ou necessidade de informação complementar, contactar os serviços de apoio à Comissão.

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[22.Fev.2013]
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Educação Especial 2013

Ações de Intervenção Precoce, Reabilitação e
Integração escolar e social de crianças e jovens
com Necessidades Educativas Especiais

Estão abertas, até 28 de fevereiro, as candidaturas de apoio a atividades e ações destinadas a promover a educação, designadamente no âmbito da intervenção precoce, reabilitação e integração escolar e social de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, contemplando, especialmente, as seguintes iniciativas:

  1. Ações de formação para professores, educadores e outros profissionais ligados à educação;
  2. Ações de formação para pais e encarregados de educação de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, promovidas por Associações de Pais, ou outras instituições, preferencialmente ligadas a instituições de ensino.
  3. Aquisição de equipamentos para melhoria da qualidade do atendimento e da aprendizagem do público-alvo;
  4. Intervenções inovadoras promotoras de inclusão escolar e social.

As candidaturas devem ser apresentadas por instituições públicas ou privadas, individualmente ou em associação, considerando-se Entidade Beneficiária do financiamento, a instituição que apresenta a candidatura e que fica responsável pela execução do projeto.

Consulte o regulamento e o formulário de candidatura aqui: >> site da Fundação Calouste Gulbenkian.

A ANDITEC, Tecnologias de Reabilitação Lda pode ajudá-lo na elaboração do projecto, ajudando na escolha do material mais adequado aos beneficiários e na formação dos intervenientes.

publicado por MJA 
[22.Fev.2013]
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AIBILI de Coimbra coordena ensaio clínico
europeu sobre perda de visão na diabetes

RCM pharma

7/02/2013

A Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), de Coimbra, vai coordenar um ensaio clínico, a nível europeu, para procurar um meio de “prevenir a perda de visão na diabetes”, avança a agência Lusa.

O ensaio, financiado pela União Europeia, visa encontrar um tratamento não invasivo para prevenir “a neurodegeneração retiniana e atrasar o seu desenvolvimento”, disse à agência Lusa José Cunha Vaz, presidente da AIBILI e coordenador da pesquisa.

“Estamos ainda em fase de estudo e num processo de procura”, sublinhou o especialista, acreditando, no entanto, no sucesso da investigação, pois “há dados científicos” que podem considerar-se “animadores”.

A investigação, que se prolongará durante dois anos e envolverá 11 centros europeus, avaliará a “segurança e eficácia do colírio (tendo por base dois medicamentos neuroprotectores) para tratar a retinopatia na sua fase inicial”.

Esta doença ocular atinge perto de 30% dos diabéticos e a longo prazo conduz a uma perda severa da visão ou mesmo à cegueira.

O ensaio clínico integra-se num projecto desenvolvido pelo Consórcio Europeu para o Tratamento Precoce da Retinopatia Diabética (Eurocondor), em que participam 17 hospitais, universidades e centros de investigação de oito países europeus, dirigido pelo Instituto de Investigação do Hospital del Vall Hebrón, de Barcelona.

A selecção do AIBILI para coordenar o ensaio clínico não surpreendeu José Cunha Vaz, pois, sublinha, a instituição a que preside “é mais reconhecida a nível internacional do que no plano nacional, como, aliás, sucede com alguns outros centros de investigação portugueses”.

A AIBILI coordena uma “rede europeia que integra 80 centros de estudos, de 16 países, relacionados com a oftalmologia e a visão”, que actualmente está a desenvolver seis investigações a nível internacional, acrescenta José Cunha Vaz.

Organização de Pesquisas Tecnológicas (RTO) no mercado de saúde, “dedicada a contribuir para o desenvolvimento de novos produtos para a imagem latente de saúde, empresas farmacêuticas e de biotecnologia”, a AIBILI foi criada em 1989 e funciona, desde 1994, no Pólo de Ciências da Saúde da Universidade de Coimbra (Pólo III).

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[17.Fev.2013]
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Nearby Explorer - GPS para
pessoas com deficiência visual

Blog TecnoVisão

O GPS Nearby Explorer trabalha e auxilia na orientação das pessoas com deficiência visual. Este GPS foi desenvolvido para também funcionar nos telemoveis com sistema Android 2.2 ou superior.

Demonstração do Nearby Explorer:

 

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[11.Fev.2013]
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III Jornadas - Investigação e Intervenção
nas Perturbações de Desenvolvimento


A pensar na importância da Investigação e Intervenção nas Perturbações do Desenvolvimento, o Centro de Desenvolvimento Infantil ESTÍMULOPRAXIS dá a conhecer o programa das suas III Jornadas a realizar no dia 22 de Fevereiro de 2013 na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras.

Fonte:  Anditec - Tecnologias de Reabilitação

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[7.Fev.2013]
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Deficientes indignados querem «acordar» ministro

Texto Juliana Batista

Fátima Missionária

07/02/2013

Membros do movimento (d)Eficientes Indignados manifestam-se em frente ao Ministério das Finanças para «acordar» Vítor Gaspar, e explicar-lhe que ser deficiente no país é difícil.

O movimento (d)Eficientes Indignados vai passar esta quinta-feira, 7 de fevereiro, em frente ao Ministério das Finanças. O objetivo é «acordar» o ministro Vítor Gaspar e explicar-lhe que ser deficiente em Portugal é difícil. Manuela Ralha, um dos membros do movimento, explicou que estão em causa várias questões, nomeadamente a atribuição das ajudas técnicas e a reposição dos benefícios fiscais, retirados ainda durante a governação do primeiro-ministro José Sócrates.

«A nossa intenção é sermos ouvidos e entregar um documento no Ministério [das Finanças] com as nossas dificuldades e reivindicações e que este governo deixe um bocadinho a atitude que tem tido em relação às pessoas com deficiência e perceba que uns, mais do que outros, estão a pagar a crise», disse, citada pela agência Lusa.

A responsável frisou ainda que não querem esmolas e que só querem condições de vida dignas, porque também são contribuintes. «Os custos acrescidos da deficiência e da pessoa com deficiência que trabalha são muito maiores [do que das pessoas sem deficiência]. Tem de haver uma diferenciação justa», sublinhou.

A ação de protesto iniciou pelas 08h30, e o objetivo é lembrar que as pessoas com deficiência existem e têm direitos. Através de um comunicado, os responsáveis pela iniciativa convidam a população a juntar-se à concentração, a partir das 16h00, altura em que o movimento pretende entregar uma mensagem ao ministro.

A manifestação pretende ser ruidosa, e por isso o movimento sugere que quem se juntar leve buzinas, apitos, bombos ou panelas. «O senhor ministro tem de acordar e perceber que não é possível sobreviver com pensões de 195 euros. Tem de perceber que o Estado não pode descartar nas famílias a sua responsabilidade para com os cidadãos que, pelo facto de terem uma deficiência, não deixam de ser cidadãos, nem deixam de ter direitos que estão consignados na Constituição da República Portuguesa», lê-se no comunicado.

Os deficientes saem hoje à rua para exigir um aumento das pensões e maior deduções fiscais. A Associação dos Deficientes Indignados denuncia que, com o orçamento para 2013, há deficientes que chegam a ter aumentos de IRS de 700 por cento.

publicado por MJA 
[7.Fev.2013]
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Coimbra: Ampliação de centro de apoio
a crianças com Deficiência Visual

Diário de Notícias

por lusa, publicado por Ana Pombo

5 de Fevereiro

O Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual vai passar a dispor da antiga escola de Carvalhosas, em Coimbra, no âmbito de um protocolo hoje formalizado com a Câmara Municipal daquela cidade.

O Centro, único em Portugal e que atualmente acompanha 116 crianças, até aos seis anos, que na região Centro padecem de deficiência visual, dispõe a partir da agora, da totalidade do edifício da antiga EB1 de Carvalhosas.

A ampliação do espaço disponibilizado pelo município vai permitir que o Centro instale uma oficina de construção de materiais a que a instituição recorre para desenvolver o seu trabalho junto de crianças com baixa visão.

O projeto desenvolvido em parceria com a Segurança Social e o Hospital Pediátrico de Coimbra, visa essencialmente "estimular e reeducar as crianças com deficiência visual, com vista à sua inclusão", através do acompanhamento não só das crianças, mas também das respetivas famílias e técnicos das instituições por elas frequentadas.

publicado por MJA 
[5.Fev.2013]
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Ser cego tem muitas vantagens

Quem o diz é Tommy Edison, cujo último sucesso no
YouTube é o vídeo
"Como é que os cegos usam o Instagram"

Texto de Luís Octávio Costa

Público

26/01/2013

"Entro primeiro nos aviões. Recebo tratamento VIP em parques de diversões. Todas as mulheres com estive são nota dez. Muitas vezes viajo de graça porque as pessoas não querem incomodar o cego. Não tenho que cortar a minha própria relva. E as minhas contas de electricidade são mais baixas do que as tuas — quase nunca tenho as luzes acesas, certo? Não pago contas do carro. Conheço as pessoas pelo que dizem e pelo que têm no coração. E a minha audição é muito melhor do que a média das pessoas. Aliás, todos os restantes sentidos são melhores que os vossos, não é um mito".

No seu canal de YouTube, Tommy Edison, cego de nascença — e também conhecido como Blind Film Critic —, explica como é que os cegos sonham, como cozinham, que tipo de comentários ouvem ou como os cegos desvendam o mistério das cores. Um dos seus mais recentes sucessos é o vídeo "Como é que os cegos usam o Instagram".

"Um cego a usar o Instagram? Vejam". Tommy garante que nunca teve uma máquina fotográfica antes do seu iPhone, que agora também usa as funções de acessibilidade disponíveis no IOS para a aplicação da rede social Instagram. Uma voz acompanha todos os seus movimentos (inclusive o nome das aplicações disponíveis na app), permitindo-lhe fotografar o seu dia-a-dia.

"Fotografo se ouço alguma coisa interessante, como um camião ou talvez um pássaro, ou quando vou a algum sítio novo", conta Tommy, que escolhe os filtros pelo nome e mediante a sua disposição. "Ouvi dizer que o Inkwell é um filtro a preto e branco, por isso uso-o em ocasiões especiais. Sierra and X-Pro II soam a filtros de alta qualidade e o Lo-Fi soa a uma máquina barata e velha", explicou ao blogue do Instagram.

Ao contrário do habitual processo desta rede social, Rommy Edison usa o Instagram precisamente para perceber aquilo que fotografou. "As pessoas dize-me se é um bom ou mau ângulo e se a foto está muito escura. É como um jogo — apontar, disparar e esperar para ver o que sai".

publicado por MJA 
[28.Jan.2013]
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Uso prolongado de aspirina
ligado a tipo de cegueira

RCMpharma

23.01.2013

Pessoas que tomam aspirina durante muitos anos, como pacientes cardíacos, por exemplo, são mais susceptíveis a desenvolver um determinado tipo de cegueira, revelaram cientistas, citados pela BBC Brasil.

Um estudo com 2.389 pessoas, publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, indicou que o uso prolongado do ácido acetilsalicílico, principal substância do medicamento, dobra os riscos do surgimento da forma húmida da degeneração macular relacionada à idade.

A doença deteriora a chamada retina central, ou mácula, causando perda de visão no centro do campo visual do paciente. Os investigadores, entretanto, não souberam dizer quais mudanças seriam necessárias na ingestão do fármaco para evitar a cegueira.

O estudo, conduzido na Universidade de Sydney, na Austrália, reuniu participantes com idades em torno de 65 anos. Um a cada dez deles usava o medicamento pelo menos uma vez por semana. Os pacientes foram submetidos a testes oftalmológicos a cada cinco, dez e 15 anos. Ao final do estudo, os investigadores concluíram que 9,3% dos pacientes que tomavam aspirina® desenvolveram o tipo húmido da degeneração macular relacionada à idade, contra uma taxa de 3,7% entre os pacientes que não faziam uso da medicação.

Segundo o relatório, “o aumento do risco da forma húmida da degeneração macular relacionada à idade foi detectado apenas 10 ou 15 anos depois, indicando que a dose prolongada tem um papel importante. Dado o uso generalizado da aspirina®, qualquer risco de condições anormais será significativo e afectará muitas pessoas”.

A forma húmida da degeneração macular relacionada à idade é causada pelo crescimento dos vasos sanguíneos. Isso provoca o inchaço e o sangramento da retina. O processo pode acontecer muito rapidamente, com a visão a ser danificada em dias. Idade, fumo e histórico familiar são os principais factores de risco.

Alto risco
Já há relatos na literatura médica dos riscos da aspirina®, como os sangramentos internos. Para a equipa que conduziu a experiência, o risco de dano à visão 'também deve ser considerado”.

Os investigadores reconheceram, no entanto, que para a maior parte dos pacientes, há “pouca evidência” para mudar a prescrição do medicamento. Eles também indicaram que o uso da droga seja reavaliado em pacientes de alto risco, como aqueles que já possuem a doença em um de seus olhos. Segundo o professor Jie Jin Wang, especialista em olhos da Universidade de Sydney, a descoberta pode fazer com que os médicos rediscutam a ingestão do medicamento com os seus doentes.

A Macular Society, entidade britânica ligada à área, disse: “A evidência está aumentando sobre a associação da aspirina® e da forma húmida da degeneração macular; entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer neste tema”.

“Para pacientes que sofrem de cardiopatias, os riscos para a saúde com a interrupção ou não prescrição da aspirina®, são muito maiores do que o desenvolvimento da doença ocular”.

publicado por MJA 
[23.Jan.2013]
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Luz na barriga pode desenvolver
bebés com olhos mais saudáveis

SAPO Saúde

17 de janeiro de 2013
 

Receber luz na barriga pode fomentar o desenvolvimento saudável dos olhos do bebé, dizem cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco. O estudo foi feito em ratinhos de laboratório mas é provável que o mesmo aconteça na gestação do ser humano.

O estudo, publicado esta quarta-feira na revista Nature, concluiu que pequenas quantidades de luz são essenciais ao crescimento dos vasos sanguíneos dos olhos, já que os ratinhos que passaram a gravidez em completa escuridão geraram crias com deficiências ou insuficiência visual.

Sabe-se que a vasculatura hialoide - uma rede de vasos sanguíneos que surge no feto humano e que acaba por se desfazer – tem um papel fundamental na formação da retina. Segundo as observações nos ratinhos, esta estrutura não se consegue desenvolver na escuridão.

“A luz é um grande condicionante na maneira como a retina se desenvolve”, frisou Richard Lang, do Cincinnati Children's Hospital, uma das instituições que se associou à investigação, cita a BBC.

Alguns bebés prematuros desenvolvem a chamada Retinopatia da Prematuridade – crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem ou afetam a retina – que lhes provoca perda de visão. Segundo Lang, durante o estudo o mesmo foi observado nos ratinhos de laboratório.

Os investigadores mostraram que a luz ativa uma proteína nos ratinhos, a chamada melanopsina, que tem um papel fundamental na formação do olho, e que está igualmente presente no ser humano. Desconhece-se, porém, se o mesmo processo se desencadeia nas pessoas.

publicado por MJA 
[17.Jan.2013]
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Deficientes chocados com
novas tabelas de retenção de IRS


TSF

16 Jan 2013

A Associação Portuguesa de Deficientes ficou estupefacta com as novas tabelas de retenção na fonte e garante que o Governo nunca falou de mais impostos para os deficientes.

A Associação Portuguesa de Deficientes está chocada com as novas tabelas do IRS, que, em alguns casos, chegam a duplicar a retenção para os portugueses com deficiências.

Ouvido pela TSF, o presidente desta associação mostrou-se surpreendido com estas alterações, uma vez que foram «garantidas, em princípio, as mesmas condições fiscais».

«Em sede de Orçamento de Estado foram mantidas as condições, só que tínhamos este presente de início de ano envenenado que, de todo, não estávamos à espera», adiantou Humberto Santos.

As novas tabelas, publicadas na segunda-feira, fizeram ainda com que a isenção de IRS para os deficientes aconteça apenas para quem ganhe menos de 1290 euros contra os 1391 euros de 2012.

Se no caso dos trabalhadores deficientes a barreira baixou sete por cento, no caso dos pensionistas deficientes o nível baixou 12 por cento de 1693 para 1487 euros.

Humberto Santos assegurou ainda que «em momento algum, nos foi transmitida a ideia» de que os deficientes que ganham mais vão pagar a sobretaxa de 3,5 por cento do IRS.

O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes assegurou ainda que os valores dos ordenados e pensões que ficam sem isenção parecem elevados, mas lembrou as maiores despesas dos deficientes.

«As famílias que têm pessoas com deficiência têm de facto um rendimento disponível menor para o seu dia a dia do que uma família com o mesmo rendimento e agregado familiar face aos custos adicionais derivados à deficiência», concluiu.

Trabalho de Nuno Guedes com declarações de Humberto Santos sobre o aumento de impostos para os deficientes.

publicado por MJA 
[16.Jan.2013]
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Câmara de Vila Real de Santo António
integra pessoas com deficiência

LOCAL


A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António acaba de formalizar um conjunto de novos contratos emprego-inserção para pessoas portadoras de deficiência e incapacidade.

Esta medida reforça a política inclusiva desenvolvida há mais de seis anos na autarquia vila-realense, que tem procurado integrar munícipes portadores de deficiência nos seus mais variados setores, como é o caso da área cultural, desportiva, administrativa ou da manutenção de espaços verdes.

No início de 2013, o município de Vila Real de Santo António contabiliza assim a integração de mais de 30 pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade, cujos beneficiários dos contratos auferem uma bolsa de ocupação mensal no valor do Indexante de Apoios Sociais (IAS), mais subsídio de alimentação e seguro de acidentes pessoais, por um período de 12 meses.

Os novos contratos são desenvolvidos em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e com as Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, nomeadamente a Associação de Beneficência Mão Amiga, a Cruz Vermelha e Santa Casa da Misericórdia de VRSA.

Desta forma, a Câmara está apoiar a transição destes munícipes para o mercado de trabalho, estimulando a sua participação em atividades socialmente úteis e reforçando as suas competências.

Para a vereadora com o pelouro dos recursos humanos, Conceição Cabrita, estas metas mostram «o funcionamento pleno das políticas de responsabilidade social da autarquia de VRSA que, apesar das medidas de contenção financeira em vigor, continua a apostar na área social e na integração dos seus munícipes».

Os novos contratos fazem ainda parte do Plano Local de Emprego de Vila Real de Santo António, uma estratégia local inovadora que pretende diminuir o número de desempregados no concelho e que propõe soluções com vista à implementação de políticas ativas de emprego, envolvendo todos os setores de atividade.

IEFP - consultar aqui:
Programas de Emprego e Apoio à Qualificação das Pessoas com Deficiências e Incapacidades
 

publicado por MJA 
[15.Jan.2013]
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Identificada proteína essencial
para manutenção da saúde dos olhos

Portal de Oncologia Português

2013-01-08

Investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, descobriram, pela primeira vez, uma proteína específica essencial para a manutenção da saúde ocular, avança o portal Isaúde.

O estudo mostra que a proteína S também pode ter implicações para a compreensão e tratamento de outras condições dos sistemas imune, reprodutivo, vascular e nervoso, bem como de vários tipos de cancro.

O trabalho, publicado na revista Neuron, destaca o papel da proteína S na manutenção de uma retina saudável através da sua participação no processo de poda dos fotorreceptores, neurónios sensíveis à luz no olho. Estes fotorreceptores mantêm-se crescendo e alongando a partir da sua extremidade interior. De modo a manter um comprimento constante, eles têm de ser removidos da sua extremidade exterior por células especializadas chamadas células epiteliais pigmentares da retina.

Sem essa 'poda', os fotorreceptores iriam sucumbir à toxicidade e degeneração, levando à cegueira. Uma molécula receptora chamada Mer é uma chave na poda dos fotorreceptores, e é, portanto, vital para a saúde da retina. Mutações nos genes Mer de ratos e humanos provocam degeneração da retina, causando perda de visão.

O novo estudo incide sobre as moléculas que ativam Mer neste mecanismo de poda. Embora duas moléculas – Gas6 e Proteína S – tenham sido identificadas anteriormente, ainda não tinha sido mostrado que elas também desempenham papel num organismo vivo.

Para mostrar isso, o investigador Tal Burstyn-Cohen e os seus colegas descobriram nas suas experiências com animais de laboratório que tanto a Gas6 quanto a Proteína S são necessárias para activar a poda dos fotorreceptores da retina, e, portanto, manter uma retina saudável.

Essas descobertas podem ter implicações práticas, uma vez que a proteína S também funciona como um anticoagulante potente do sangue.

Estes resultados abrem novas vias de investigação sobre o papel da proteína S na activação dos receptores de outros tecidos em que sua função é importante, tal como nos sistemas imunitários, reprodutivo, vascular e nervoso, bem como em vários cancros onde a activação de receptores tem sido observada.

publicado por MJA 
[13.Jan.2013]
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A grande aventura que é caminhar pela cidade

As Beiras

Lídia Pereira

10 de Janeiro de 2013

 


Para quem não vê, circular pela cidade é uma aventura que não é fácil. Os obstáculos multiplicam-se, afetando todos, sobretudo quem tem mobilidade reduzida. Mas a mobilidade para os cegos é meio caminho para a autonomia. O DIÁRIO AS BEIRAS fez um pequeno percurso a partir da sede da ACAPO: pequeno, mas pejado de obstáculos.

Os arbustos mal aparados, com pontas a sobrarem para os passeios, por mais inofensivos que pareçam, transformam-se numa armadilha com um enorme potencial de perigo para cegos e transeuntes com um reduzido grau de visão.

A experiência de Joana Godinho – a jovem psicóloga a estagiar na delegação de Coimbra da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que aceitou realizar com o DIÁRIO AS BEIRAS um pequeno percurso nas proximidades, entre as ruas dos Combatentes e General Humberto Delgado –, diz-lhe que sim, que as pontas dos arbustos a darem para os passeios podem ser muito perigosas: “eu já fiquei ferida” numa dessas experiências, recorda a jovem, assegurando ainda o imenso grau de “desconforto e incómodo” que uma destas situações implica para quem não vê.

José Carlos Regêncio, professor de Orientação e Mobilidade na Delegação de Coimbra da ACAPO, a acompanhar o percurso da jovem que também já tinha conduzido na “aprendizagem” da autonomia que se conquista muito pela possibilidade de circular pela cidade, fala de casos mais ou menos próximos e dá um exemplo: o de José Mário Albino – com quem trabalha na ACAPO –, que ficou ferido com alguma gravidade na Praça 8 de Maio, numa esquina de um “mupi”, exemplo de mobiliário urbano que tem mais de “estético” que de funcional e, estreitando ao fundo, não é detetável pela bengala dos cegos.

A este exemplo de responsabilidade que cabe às entidades autárquicas, junta-se, afirma José Carlos Regêncio, aqueles pelos quais todos devemos responder e que se tornam visíveis a quem passa e perceptíveis pela negativa a Joana Godinho: os automóveis estacionados nos passeios e os já citados arbustos a sobrarem para quem passa.

Numa resposta pronta, porque feita de experiência, a jovem diluiu um pouco a “indignação” dos repórteres causada pelos inúmeros postes semeados pelos passeios. “Os postes até nos servem de referência para os percursos na cidade que nós tentamos memorizar”, diz Joana. O problema são os obstáculos “móveis” que proliferam, sem que seja possível perceber atempadamente o perigo que representam.

Numa memória ainda muito viva e sistematicamente reavivada nos trajetos que, por via da independência que cultiva – com o apoio incondicional da mãe, destaca, visivelmente emocionada – ,e de que se orgulha, Joana Godinho lembra outras duas situações, ambas em passadeiras: nos semáforos da praça da República, junto aos correios, e na avenida Sá da Bandeira, dos dois lados do monumento a Camões.

Tratando-se de um percurso bem conhecido – por via do trajeto muitas vezes repetido a caminho da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, onde concluiu a licenciatura –, e ainda sem solução, Joana insiste na denúncia.

Sobretudo no que respeita à passadeira junto ao monumento a Camões, para o lado do Mercado D. Pedro V, onde o sinal se mantém amarelo, sem que os automobilistas parem.

publicado por MJA 
[12.Jan.2013]
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A Câmara de Fafe admitiu dois
funcionários portadores de deficiência

Correio da Manhã

03 Janeiro 2013

A Câmara de Fafe admitiu esta quinta-feira 15 novos trabalhadores, colocados em três agrupamentos escolares do concelho, uma medida que contraria "a tendência geral de despedimentos e de aumento do desemprego", informou o município.

Em comunicado, a Câmara acrescenta que em causa estão 15 assistentes operacionais, anteriormente designados de auxiliares de ação educativa.

Dos funcionários que hoje começaram a trabalhar, 11 são mulheres e quatro homens, sendo que dois deles são portadores de deficiência, "embora a quota legal impusesse apenas a admissão de um".

Os funcionários estão ao abrigo do contrato de trabalho por tempo indeterminado, com um regime experimental de três meses, findo o qual serão integrados nos quadros se tiverem avaliação positiva.

"O presidente da Câmara, José Ribeiro, faz questão de relevar estas contratações de pessoal, que contrariam a tendência geral de despedimentos e de aumento do desemprego", refere o comunicado.

publicado por MJA 
[12.Jan.2013]
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Uma outra forma de olhar o museu
Machado de Castro em Coimbra

As Beiras
 
5 Janeiro 2013

Desde ontem que o Museu Nacional Machado de Castro (MNMC) tem à disposição uma maquete do Fórum Romano de Aeminium, acessível a pessoas com deficiência visual.

A cerimónia de inauguração realizou-se precisamente no Dia Mundial do Braille, um ano depois de, naquele mesmo espaço, ter sido apresentada uma maquete do criptopórtico romano de Aeminium.

No entanto, a construção desta estrutura (produzida por Carlos Santos, técnico superior do museu) representou um desafio maior, na medida em que, ao contrário do criptopórtico, que existe (e faz parte do circuito do museu), no caso do fórum, toda a maquete foi construída tendo por base apenas os estudos que foram sendo desenvolvidos.

publicado por MJA 
[5.Jan.2013]
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Provas finais e exames para
alunos cegos e com baixa visão em 2013

– Implementação do Sistema Daisy –
Plano Nacional de Acompanhamento às Escolas

Portal do Cidadão

3 Janeiro 2013


O Ministério da Educação e Ciência, norteando a sua ação pelo princípio de que nenhum aluno, por condições de deficiência ou incapacidade, deverá estar limitado no seu acesso à leitura e à informação escrita, tem vindo, no âmbito das suas responsabilidades, a apostar de forma clara no incentivo à produção de materiais de leitura em formatos acessíveis a alunos com necessidades educativas especiais.

Neste contexto, os enunciados das provas finais de ciclo e dos exames finais nacionais dirigidos a alunos cegos e com baixa visão serão, em 2013, apresentados em formato Daisy (Digital Accessible Information System), ou em documento com Entrelinha 1,5, em formato PDF.

Estas duas soluções, a utilizar em alternativa, considerando o enquadramento específico das necessidades de cada aluno, constituem a resposta técnica que visa contribuir para a melhoria das condições operacionais de realização de provas e de exames. Salvaguarda-se a possibilidade de, em 2013, e com carácter transitório, os alunos que não reúnam condições para realizar as provas em formato Daisy poderem realizar provas transcritas em Braille.

Desde 2005 são produzidos em Portugal manuais escolares e outros livros em formato Daisy (Digital Accessible Information System), formato áudio-digital com funcionalidades acrescidas para pessoas cegas ou com baixa visão. Esses livros são fruto de uma parceria estabelecida entre o Ministério da Educação e Ciência, a Fundação Vodafone e a Porto Editora.

Entre as principais características dos livros Daisy destacam-se:

(i) a sincronização entre a informação áudio e a informação escrita que permite simultaneamente ler e ouvir ler; (ii) a possibilidade de manipular e ajustar a cada utilizador a velocidade de leitura áudio, o tamanho dos carateres e o contraste entre as cores do texto no ecrã; (iii) a possibilidade de localizar informação textual, de colocar marcadores no texto que permitem aceder diretamente aos mesmos, de inserir comentário e notas pessoais e de navegar ao longo dos documentos por capítulo, subcapítulo e secções.

Face a estas potencialidades, o formato Daisy apresenta-se como uma interessante opção de acesso à leitura no âmbito da realização de atividades na sala de aula, sendo tais potencialidades extensivas a contextos de avaliação formal.

Tendo como finalidade assegurar uma eficiente utilização do sistema Daisy por parte dos alunos cegos e com baixa visão, foi concebido um plano nacional de acompanhamento às escolas, no âmbito do qual os profissionais que integram os Centros de Recursos TIC para a Educação Especial (CRTIC) assumem a primeira linha de apoio aos docentes que trabalham diretamente com esses alunos, designadamente, aos professores de educação especial e professores titulares de turma. Nesse sentido, os elementos dos CRTIC irão, nos próximos dias, contactar a direção dos agrupamentos de escolas das suas áreas geográficas de intervenção. Oportunamente será divulgado o elenco completo das adaptações a disponibilizar este ano letivo, lista que apresentará, à semelhança dos anos anteriores, soluções destinadas a alunos daltónicos e a alunos com limitações motoras severas.

O processo de receção dos pedidos de provas adaptadas será assegurado, como habitualmente, pelo JNE e pela EMEC.

Regista-se, por fim, que no caso específico dos ficheiros Entrelinha 1,5 (PDF), a sua consulta e posterior utilização para treino, tirando partido de operações como a ampliação/redução, deslocação horizontal e vertical no documento, entre outras, poderá ser realizada nos ficheiros das provas finais e de exame de 2012, bem como nos ficheiros dos testes intermédios, disponíveis na página da DGE, em:

http://www.dge.mec.pt/educacaoespecial/index.php?s=directorio&pid=6.

publicado por MJA 
[4.Jan.2013]
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Jogar e aprender competências
matemáticas de olhos vendados

LerParaVer


Data: Sábado, 5 Janeiro, 2013 - 14:00.
Tipo: Actividade cultural ou de lazer.
Cidade: Lisboa
Local: Museu de História Natural e da Ciência.
Entidade promotora: ACAPO.

Descrição do evento:
Em virtude das comemorações do Dia Mundial do Braille, no dia 5 de Janeiro o Museu da Ciência, inserido no Torneio de Jogos Matemáticos, destaca o jogo Semáforo e a sua versão acreditada pela ACAPO, que terá a componente prática: “Jogar e aprender competências matemáticas de olhos vendados”.

A actividade decorre entre as 15h00 e as 17h00 e os interessados deverão deslocar-se ao Átrio/Bilheteira do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, localizado na Rua da Escola Politécnica, n.º 58, Lisboa.

Mais se informa, que os transportes disponíveis são as carreiras Carris 758 (Cais Sodré – Portas Benfica) e 773 (Rato – Alcântara) e ainda a estação de Metro do Rato."

Fonte: Circular Delegação da ACAPO

publicado por MJA 
[2.Jan.2013]
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Comemorações do
Dia Mundial do Braille
- Fórum INR -

dia 4 Janeiro 2013

ACAPO


A ACAPO e o Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura convidam todos os interessados a marcar presença nas Comemorações do Dia Mundial do Braille. Em 2013, a data do nascimento de Louis Braille será assinalada com a realização de um Fórum no INR, I.P., que terá lugar no dia 4 de janeiro, pelas 15h00, subordinado ao tema “A Interação entre o Braille e as Novas Tecnologias – Desafios à Literacia”.

Programa
15h00|Abertura - INR

15h15| Intervenção de Representante da Área de Leitura Especial da Biblioteca Nacional de Portugal, Secretaria de Estado da Cultura, Carlos Ferreira (Coordenador) e Maria Martins.

15h35| Intervenção de Representantes da Direção-Geral de Educação, Ministério da Educação e Ciência, Cristina Miguel e Manuela Micaelo - Projeto Quatro Leituras
15h55| Palestra proferida por Jorge Fernandes, FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Unidade ACESSO,

16h15| Intervenção da ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal) - “Perspetivas do uso do Braille ao longo da vida”

16h35| Debate

17h30| Encerramento

publicado por MJA 
[2.Jan.2013]
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Perfume feito por portadores de
deficiência visual, no Brasil

UOL, em São Paulo


O perfume Amor é um floral frutal lançado este mês em edição limitada pela Tania Bulhões. Nada além do comum, não fosse a procedência da fragrância: foi feita por alunos da primeira turma do Curso de Avaliação Olfativa para Pessoas com Deficiência Visual, parceria de Tania com a Fundação Dorina Nowill, de São Paulo.

O curso tem coordenação da especialista Renata Aschar e ensina linguagem olfativa, avaliação sensorial, história do perfume e faz a preparação dos alunos para o mercado de perfumaria. Das dez pessoas que se formaram, sete já conseguiram vaga ou estágio.

A fragrância à venda é assinada por Maria de Neuda Souza e Marina Yonashino e foi escolhida entre quatro criações durante o curso. Possui toque aveludado do pêssego e frescor da maçã, mais a feminilidade de flores (orquídea, peônia e flor de laranjeira) sobre fundo elegante e sensual de âmbar e musk.

Amor tem preço sugerido de R$ 98 e terá toda venda revertida para a formação de novas turmas de avaliadores olfativos. A segunda turma já iniciou os estudos e as inscrições para futuras classes já estão abertas.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas no site da Fundação Dorina Nowill.

publicado por MJA 
[2.Jan.2013]
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