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A Câmara Municipal do Porto disponibiliza
Biblioteca Sonora digital para cegos e amblíopes

Jornalismo Porto Net

28.12.2011

imagem: foto de biblioteca -  Arquivo JPN


A Câmara Municipal do Porto vai passar a disponibilizar uma Biblioteca Sonora Digital, de acesso exclusivo a cidadãos portadores de deficiência visual.

A Câmara Municipal do Porto (CMP), através do Pelouro do Conhecimento e Coesão Social, vai disponibilizar, nas bibliotecas municipais, uma "Biblioteca Sonora Digital". O novo repositório electrónico de "audiobooks" (ou livros narrados em áudio) foi produzido pela Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto e é de acesso gratuito.

Apesar disso, os "livros falados" são de acesso restrito, estando apenas disponíveis para cidadãos portadores de deficiência visual.

Os utilizadores conseguem ter, através deste serviço, acesso imediato aos "audiobooks", que podem descarregar e guardar, num processo pioneiro "em bibliotecas públicas portuguesas", diz um comunicado da CMP. Desta forma, é dado "mais um passo na modernização dos serviços e na aproximação aos utilizadores", garantindo "bibliotecas municipais inclusivas", reza o documento.

A Biblioteca Sonora Digital já acumula algumas dezenas de obras, mas a autarquia estima que, até final de março de 2012, o serviço terá mais de 2500 horas de gravação ao dispor de cegos e amblíopes.

A totalidade das obras desta Biblioteca Sonora Digital pode ser pesquisada online no Catálogo Público das Bibliotecas do Porto, na secção "Áudio e Braille".

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publicado por MJA [30.Dez.11]


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Simulador de deficiências visuais para
projetar carros mais "amigáveis" e seguros

Portal Fator Brasil

28-12-2011

imagem: Revista Fator


A Ford desenvolveu junto com a Universidade de Cambridge, na Inglaterra, um software que permite simular os problemas visuais decorrentes do envelhecimento para poder projetar carros mais "amigáveis" e seguros. A Ford está usando esse programa para aperfeiçoar o design de seus painéis de instrumentos e permitir que eles possam ser lidos com segurança e conforto pelo maior número possível de motoristas.

Também destinado para aprimorar o design de celulares e para o ensino de projetos de inclusão em várias universidades, o simulador ajuda os designers e engenheiros a entender os efeitos de vários tipos de deficiência visual.

No caso de degeneração macular, em que a perda da visão central se move com os olhos, por exemplo, o software permite simular esse efeito e mover o 'ponto cego' para diferentes partes da imagem. Esse trabalho está sendo feito no Centro de Design da Universidade de Cambridge com a participação direta de especialistas da Ford.

Facilidade de leitura-O equipamento permite simular deficiências visuais em qualquer imagem. Ele carrega uma imagem, seleciona uma deficiência visual e passa a "ver" como uma pessoa que sofre daquele problema. É possível selecionar várias imagens e deficiências e comparar instantaneamente os seus efeitos.

"Para nós, o objetivo é promover a inclusão por meio do design, com foco mais nas variações de capacidade do que na deficiência, e atender o maior número possível de pessoas, facilitando a leitura no acesso às informações", diz Sam Waller, do time de pesquisadores de Cambridge. "O software tem um comando que permite mudar instantaneamente o grau de deficiência visual, de muito branda para muito severa, de modo que as empresas possam definir os limites a serem atendidos."

Problema mundial-"A perda da visão é uma consequência natural do envelhecimento e afeta milhões de pessoas em todo o mundo", diz Angelika Engel, especialista em ergonomia da Ford Europa. "Mas, por ser um processo gradual, muitas vezes passa despercebido durante anos. Subconscientemente, tendemos a nos desviar do problema até o momento em que, devido à sua gravidade, não é mais possível ignorá-lo."

Segundo Engel, os óculos são uma ferramenta muito útil, mas este software é um grande avanço, pois permite simular diversas deficiências e níveis de gravidade. "Se observamos uma imagem no modo de daltonismo, por exemplo, é possível perceber instantaneamente se há números ou letras difíceis de enxergar. Então, podemos modificar o design da melhor forma. Naturalmente, há pessoas com problemas visuais que não podem tirar licença para dirigir. Mas existem outras com deficiência que ainda dirigem e queremos que elas façam isso do modo mais seguro possível."

285 milhões de pessoas-Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 285 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de deficiência visual. Destas, cerca de 65% têm 50 anos ou mais e esse número tende a crescer com o aumento da expectativa de vida.

A capacidade de enxergar detalhes diminui com a idade, assim como a habilidade de ver no escuro. Isso significa que muitos motoristas podem ter dificuldade para ler o painel de instrumentos ao dirigir, a não ser que usem óculos bifocais ou multifocais. Outros problemas oculares, como glaucoma, catarata e degeneração macular, também são mais frequentes em pessoas com mais de 50 anos.

Soluções do futuro - A Ford está comprometida com o design voltado para a inclusão e melhoria da saúde e bem-estar dos motoristas. Desde 1994, seus engenheiros utilizam o "Traje da Terceira Idade" para entender melhor as dificuldades enfrentadas pelos idosos. Essa roupa especial reduz a mobilidade e a sensibilidade ao toque, incluindo também óculos para simular catarata.

O trabalho da Ford em parceria com a Universidade de Cambridge traz um conhecimento real das dificuldades que muitas pessoas enfrentam para que seja possível desenvolver produtos adequados às suas necessidades. Nesse primeiro estágio, o software ajuda a identificar os focos de melhoria e soluções. O passo seguinte será introduzir essas soluções nos veículos.

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publicado por MJA [30.Dez.11]


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Investigadora portuguesa inventa
brinquedos para crianças invisuais

António Pinto Rodrigues

TSF

 27 Dez 2011

Uma investigadora da Universidade do Minho procura quem fabrique os brinquedos que ela sonhou e que se destinam a crianças invisuais e com baixa visão.

Leonor Pereira, professora do ensino básico, deu conta da dificuldade de «juntar crianças com deficiência visual a crianças sem deficiência na mesma brincadeira».

No mestrado da Universidade do Minho concretizou a ideia que ajuda a superar as necessidades especiais: brinquedos com diferentes tecidos, texturas e formatos.

Estes brinquedos não servem apenas para crianças com dificuldades de visão, até porque, frisou a investigadora, «é importante que as crianças que não são cegas interajam com as outras».


LINK para a reportagem.

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publicado por MJA [27.Dez.11]


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Em Matosinhos os restaurantes
vão ter ementas em Braille

Boas Notícias

26 de Dezembro de 2011


A partir do próximo mês, os restaurantes da cidade de Matosinhos vão tornar-se mais acessíveis às pessoas com deficiência visual. Tudo graças a uma iniciativa que passa pela transcrição para Braille das ementas de cerca de 30 estabelecimentos hoteleiros especializados em peixe e marisco, anunciou a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

A ação está a ser promovida por esta entidade em parceria com a Associação dos Restaurantes de Matosinhos (ARM) e será lançada no Dia Mundial do Braille, que se assinala a 4 de Janeiro, com um jantar especial num dos restaurantes aderentes, o Dom Peixe.

À Lusa, o presidente da ARM explicou que o projeto surgiu em consequência da vontade de "elevar o nível dos restaurantes associados, melhorando o atendimento que é prestado" a estes clientes.

"Para nós, esta iniciativa inovadora faz todo o sentido e se ajudar a que outros restaurantes sigam o exemplo, melhor", afirmou Rui Sousa Dias.

As cartas em Braille estarão disponíveis em restaurantes nas freguesias de Matosinhos, Perafita e Leça da Palmeira.

Os estabelecimentos aderentes são os seguintes: O Filipe, Rei da Sardinha Assada, Casa da Boa Gente, SegundaCasa, Doca X, Dom Peixe, Sempr’Assar, O Valentim, Cais 51, Tito I, Tito II, O Lusitano, S.Valentim, Palato, O Xarrôco, Lage do Senhor do Padrão, Trás D’Orelha, Salta-Ó-Muro, D. Zeferino, O Gaveto, O Manel, A Marisqueira de Matosinhos e O Iate, O Arquinho do Castelo, Os Rapazes e Jácome, A Casinha e Veleiros.

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publicado por MJA [27.Dez.11]


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Programa para eliminação da
deficiência visual evitável

John Converse Townsend

Dez 21, 2011

 

Quase 40 milhões de pessoas no mundo estão desnecessariamente cegas e outras 240 milhões têm baixa visão. Praticamente 285 milhões de pessoas com deficiência visual vivem em países em desenvolvimento e sofrem de erros de refração não corrigidos e catarata.

Mas a Unidos pela Visão, uma empresa social localizada em New Haven, Connecticut, está fortalecendo comunidades ao redor do mundo para melhorar os cuidados dos olhos e diminuir as possibilidades de deficiência visual. A organização assegura tratamento oftalmológico – seja com medicação, uma cirurgia de restauração da visão a 150 dólares ou até mesmo um par de óculos – para pacientes que vivem em situação de pobreza em Gana, Índia, Honduras e também nos EUA e Canadá.

Mais de 1,3 milhões de pessoas no mundo superaram as barreiras de cuidados com os olhos através dos serviços oferecidos pela Unidos pela Visão, podendo elas pagar ou não pelo serviço – a conta sempre foi coberta pela organização social.

A pobreza, com frequência, cobra um preço que impede muitos de chegar aos serviços de saúde. Moradores rurais podem levar metade do dia para chegar a um centro qualificado de cuidados oftalmológicos e mesmo que eles tenham recursos para pagar pelo serviço, geralmente não podem (ou não querem) gastar suas preciosas horas de trabalho em trânsito.

Outros têm medo de médicos, abalados com a falta de informação sobre procedimentos cirúrgicos; há um mito difundido na África do Oeste de que a cirurgia de catarata envolve a substituição do olho danificado por um olho de cabra.

“Muitos pacientes (em países em desenvolvimento) acham que quando seus cabelos ficam grisalhos, seus olhos ficam pálidos – um sintoma da catarata avançada,” disse Jennifer Staple-Clark, visionária e empreendedora social da Unidos pela Visão e vencedora do desafio “Mais Saúde” do Changemakers da Ashoka. “Eles pensam que faz parte do envelhecimento e que nada pode ser feito.”

As barreiras que os pacientes apresentam em relação aos cuidados de saúde causam milhares de perdas de visão a cada ano, mas há esperança. “Na verdade, uma cirurgia de catarata de 15 minutos restaura a visão de uma pessoa por completo”, diz Staple-Clark, e completa explicando que 80% das questões ligadas aos olhos dos pacientes são de fácil prevenção.

Staple-Clark primeiro sonhou em eliminar a deficiência visual em 2000, enquanto estudava no segundo ano na Yale University, trabalhando como assistente de pesquisa em uma clínica de olhos de New Haven. Embora a maioria de seus pacientes tivesse seguro de saúde e tivesse feito exames médicos de rotina, eles sofriam de glaucoma, uma doença ocular que resulta em cegueira se não tratada. Os pacientes de Staple-Clark frequentemente expressavam arrependimento por nunca ter visitado um optometrista, uma experiência que a motivou a fundar uma organização estudantil que conectasse os membros da comunidade de New Haven com programas de cuidados da saúde com cobertura nacional através da Academia Americana de Oftamologia e da Associação Americana de Optometria. O trabalho da estudante foi tão bem sucedido que Staple-Clark ampliou seu modelo de cuidado dos olhos para 50 divisões de Universidades nos Estados Unidos e Canadá. Hoje, a Unidos pela Visão investe recursos humanos e financeiros em clínicas oftalmológicas locais para oferecer serviços de qualidade de cuidados com os olhos (incluindo exames, diagnóstico, tratamento e cirurgia) para aqueles que vivem em situação de pobreza.

“Nossos colaboradores atendem entre 100 e 300 pacientes por dia em qualquer lugar”, Staple-Clark disse ao Changemakers. “Em um ano, oftalmologistas, enfermeiras e optometristas da Unidos pela Visão chegam às regiões rurais para oferecer tratamento presencial, além de transportar pacientes que precisam de cuidados e cirurgia avançados nos centros em grandes cidades tais como Acra.”

O programa da Unidos pela Visão em Gana é apoiado por 45 oftalmologistas do país e atualmente realiza metade de todas as operações aos olhos.


Fonte: ChangeMakers

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publicado por MJA [27.Dez.11]


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Projeto "Horta Sensorial"


Dando continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver em prol das pessoas com deficiência visual, a marca L’Occitane criou um projeto internacional designado “Vela Solidária” que se destina a apoiar instituições sociais com actuação nesta área. Em Portugal, a L’Occitane uniu-se à ACAPO e juntas vão promover o projeto “Horta Sensorial” que pretende requalificar a área exterior do futuro Centro de Treino de Atividades da Vida Diária da ACAPO em Lisboa. A campanha encontra-se já em vigor em todas as lojas L’Occitane e 100% do valor das velas (15 euros) serão revertidos para o projeto da ACAPO. José Coimbra e Carla Rocha, as vozes do “Café da Manhã” da RFM, são os padrinhos deste projeto que pretende contribuir para a habilitação e reabilitação dos utentes com deficiência visual.


Fonte: ACAPO, 29 Novembro 2011

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publicado por MJA [18.Dez.11]


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A Física no dia-a-dia

SV

Lusa


Uma exposição baseada na obra A Física no dia-a-dia de Rómulo de Carvalho - exposição bilingue, acessível a visitantes com mobilidade reduzida e com conteúdos para o público cego.

Rómulo de Carvalho e o seu livro "A física no dia a dia" são o mote da nova exposição do Pavilhão do Conhecimento que convida a conhecer a ciência que se esconde nos pequenos gestos do quotidiano.

A exposição é inaugurada quinta-feira, mas a presidente do Pavilhão do Conhecimento explicou à Lusa que esta é uma exposição para descobrir de uma maneira simples a ciência e a física que se esconde dentro de todas as casas.

Está por isso organizada e dividida conforme as divisões de uma casa: o quarto - com experiências sobre luz e visão -, a sala - com experiência sobre som e audição -, o escritório - com experiências sobre eletricidade e magnetismo -, a despensa - com experiências sobre forças, temperaturas e volume -, a cozinha - com experiências sobre água -, e o jardim - com experiências sobre o ar.

De acordo com Rosália Vargas, "A física no dia a dia" é um livro "fantástico" e dado que a exposição se enquadra na semana da Ciência e da Tecnologia, é também uma forma de homenagear "esse grande divulgador de ciência e grande físico que escreveu o livro de uma forma muito coloquial e muito simples".

Passo a passo, quem visitar a exposição é convidado a testar conhecimentos e realizar 73 experiências, todas as que estão no livro de Rómulo de Carvalho.

Por exemplo, é perguntado se sabe porque é que alguns espelhos fazem as caras grandes e outros pequenas ou se é capaz de construir uma máquina fotográfica ou até por que é que é perigoso "escarafunchar" os ouvidos com os dedos ou outros objetos.

Noutro ponto é possível saber para que servem e como funcionam as bússolas ou testar diferentes fios de metal para ver a sua resistência, bem como perceber, por exemplo, por que é que os navios de guerra não vão ao fundo apesar de serem feitos de ferro e aço.

"Estamos a estudar engenharia e já vimos a maior parte destas coisas, mas se calhar pessoas da nossa idade que viessem cá ficavam a aprender muitas coisas diferentes", apontou Marisa Lima, 19 anos, estudante do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa que foi ao Pavilhão do Conhecimento visitar "O mar é fixe, mas não é só peixe" e espreitou a "A física no dia a dia" por acaso.

Já a Rodrigo Gonçalves, 19 anos e igualmente estudante do IST, o que mais lhe interessou foi a parte com experiências com eletricidade.

"É a parte que é mais abstrata, que foge mais ao senso comum", justificou.

"A física no dia a dia" serve ainda para, ao fim de doze anos de funcionamento e pela primeira vez, o Pavilhão do Conhecimento aventurar-se na produção de exposições próprias.

"É uma exposição que foi totalmente concebida e produzida em Portugal e é uma exposição que está feita para itinerar, portanto, vamos pô-la no circuito internacional", revelou Rosália Vargas.

A responsável explicou que até agora o Pavilhão do Conhecimento tem recebido exposições temporárias internacionais e que entenderam estar na hora de colocar no mercado internacional "exposições de grande qualidade e dimensão".

"Esta vai ser a primeira e estamos no bom caminho porque há já muito interesse por parte de museus e centros de ciência nesta exposição", garantiu Rosália Vargas.

A exposição "A física no dia a dia" arranca quinta-feira e vai estar patente até setembro de 2012.


Fonte: MSN-notícias 

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publicado por MJA [18.Dez.11]


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Isenção de Taxas Moderadoras

Foi publicado o Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro, que regula o acesso às prestações do Serviço Nacional de Saúde por parte dos utentes no que respeita ao regime das taxas moderadoras e à aplicação de regimes especiais de benefícios, tendo por base a definição das situações determinantes de isenção de pagamento ou comparticipação, como situações clínicas relevantes de maior risco de saúde ou situações de insuficiência económica.

Nos termos do referido diploma, estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, entre outros, os utentes com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.

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publicado por MJA [15.Dez.11]


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Empreender com sentidos(s):
Projeto da ACAPO apoia jovens
que tenham uma ideia de negócio

ACAPO

07 Dezembro 2011

Na sequência de uma candidatura apresentada ao programa Finicia Jovem, a ACAPO vai desenvolver um projeto de formação sobre empreendedorismo destinado a jovens com deficiência visual, com idades entre os 16 e os 25 anos, estudantes ou desempregados, que pretendam adquirir conhecimentos úteis para a criação de um projeto pessoal - empresarial ou não - ligado a situações profissionais.

O projeto conta com a Inducar como parceira que ministrará as sessões de formação, em formato presencial, e que irá promover, num segundo momento, iniciativas de coaching aos jovens que queiram desenvolver uma ideia de negócio.

As acções de formação irão ter lugar na Delegação do Porto e na Delegação de Lisboa da ACAPO, em horário laboral, num total de seis horas diárias. No que respeita à zona norte, as acções irão realizar-se entre os dias 24 e 26 de janeiro e na zona centro de 7 a 9 de Fevereiro.

O prazo de recepção das candidaturas vai decorrer até ao dia 6 de Janeiro de 2012, sendo que estão disponíveis 12 vagas para cada uma das zonas de realização das acções, num total de 24.

As inscrições serão consideradas por ordem de chegada devendo ser realizadas para o e-mail ritapereira@acapo.pt, referindo nome, idade, delegação a que pertence, no caso de ser associado da ACAPO, profissão e local onde pretende realizar a formação.

Nota: Serão asseguradas as despesas dos formandos relativas a deslocações e alimentação, num total de 10 euros por dia.

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publicado por MJA [11.Dez.11]


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Vá ao oftalmologista:
vigie os seus olhos

 
St John Eye Care Centre
"Free eye testing for pensioners"

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publicado por MJA [5.Dez.11]


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Designer cria etiquetadora em Braille

Fernanda Morales

Foto: Reprodução: Inhabitat
Ted Moallem utilizou materiais comuns como
alumínio e fios de aço para construir a Braille-It Labeler.


O mundo da tecnologia vem mostrando que pode ser extremamente útil para levar facilidades e principalmente, acessibilidade para milhares de pessoas com deficiências físicas ao redor mundo. Depois de estudantes transformarem um tablet em digitador em Braille e de modificarem um Kinect para atuar como um cão-guia, Ted Moallem criou uma etiquetadora em Braille barata e com uma tecnologia bem simples, a Braille-It Labeler.

O aparelho, que foi apresentado recentemente na Conferência A Better World by Design 2011, é um dispositivo que permite que as pessoas com deficiência visual imprimam com facilidade etiquetas adesivas em Braille.

Moallem utilizou materiais muito comuns para construir a Braille-It como alumínio e fios de aço. O aparelho também possui seis botões que são compatíveis com o alfabeto Braille, tornando muito simples a digitação.

Assim que o usuário for digitando as palavras ou frases que deseja, a Braille-It vai imprimindo simultaneamente em uma fita de vinil adesiva o conteúdo digitado.

O mais interessante é que pessoas com deficiência visual foram treinadas e estão trabalhando na construção do aparelho em Katpadi, na Índia, ajudando a refinar ainda mais o design e os métodos de construção do aparelho.

“As pessoas com deficiência visual não podem depender apenas das grandes indústrias para tornar o alfabeto Braille mais acessível. Aproximadamente dois séculos depois que um adolescente cego inventou o Braille, as ferramentas mais utilizadas para escrever o alfabeto ainda são as mesmas que Louis Braille usou. A indústria Braille de baixo custo estagnou”, afirmou Ted Moallem.

O inventor acredita que as fitas adesivas em Braille produzidas pelo aparelho possam ser muito utilizadas para a identificação tátil de comidas, remédios e muitas outras aplicações no dia a dia das pessoas com deficiência visual.


Fonte: Henrique Cesar Ulbrich

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publicado por MJA [5.Dez.11]


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A Voz das Pessoas com Deficiência na Europa

Fórum Europeu da Deficiência

3 Dezembro 2011


Na Europa vivem mais de 50 milhões de pessoas com deficiência.
Muitas destas pessoas ainda são discriminadas.
Muitas destas pessoas ainda são excluídas da sociedade.
Muitas destas pessoas vivem sozinhas e não têm muito dinheiro.

Isto não está certo.
Deve ser mudado.

Em 1996, algumas pessoas criaram uma associação para lutar contra esta situação. Chama-se Fórum Europeu da Deficiência. A abreviatura é “EDF”.

  • O EDF foi criado para melhorar a vida das pessoas com deficiência.
  • O EDF foi criado para proteger os direitos das pessoas com deficiência.
  • O EDF é uma associação de pessoas com deficiência. Isto significa que são pessoas com deficiência que o dirigem.
  • O EDF é dirigido por pessoas com todos os tipos de deficiência. Mas as pessoas que têm deficiências graves não são capazes de ajudar a dirigir o EDF. Neste caso, os membros da família destas pessoas trabalham no EDF em representação destas pessoas.
  • O EDF fala e trabalha para todas as pessoas com deficiência na Europa.
  • O EDF faz a ligação entre as pessoas com deficiência e o Parlamento Europeu ou a Comissão Europeia.
  • O EDF garante que as pessoas com deficiência não são esquecidas quando são feitas novas leis para todos os países europeus.
  • O EDF é independente. Ser independente significa que tomar as suas próprias decisões. As decisões sobre o trabalho do EDF são tomadas apenas pelos membros do EDF e não por qualquer outra pessoa.
  • O EDF não trabalha para a União Europeia. O EDF trabalha para os seus membros.
  • O EDF também é democrático. Isto significa que todos os membros têm uma palavra a dizer. As decisões não são tomadas só por uma pessoa.

O EDF está a trabalhar para pessoas com deficiência. Isto significa que o EDF luta:

- pela igualdade de oportunidades
- para proteger os direitos humanos das pessoas com deficiência
- para se certificar de que nenhuma decisão sobre as pessoas com deficiência é tomada sem elas.


O EDF tem mais de 100 membros.

  • Os membros do EDF vêm de toda a Europa.
  • Eles trabalham com muitos tipos diferentes de deficiência.
  • Alguns são organizações muito grandes, outros são organizações muito pequenas.
  • Alguns membros são associações europeias. Outros são associações nacionais ou locais.
  • O EDF acha que as pessoas com deficiência devem ser incluídas na sociedade. Se isso acontecesse a nossa sociedade ia ser melhor.


O trabalho mais importante do EDF:

  • A União Europeia é muito importante para todos na Europa.
  • A União Europeia é um grupo de países europeus a trabalhar em conjunto para dar uma vida melhor às pessoas que vivem na Europa.
  • Usamos "UE", como abreviatura de "União Europeia".
  • As UE escreve leis e toma decisões importantes.
  • O trabalho da UE traz mudanças nas vidas das pessoas que vivem na Europa.
  • O EDF ajuda a UE a fazer um bom trabalho.
  • O EDF fala com as pessoas da EU para que as pessoas com deficiência não sejam esquecidas.
  • O EDF propõe novas leis para a UE. Estas novas leis vão tornar melhor a vida das pessoas com deficiência. Por exemplo, o EDF trabalhou com a UE sobre uma nova lei contra a discriminação.
  • O EDF quer que os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados em todos os países europeus.

Isto significa que:

  • as pessoas com deficiência não devem ser discriminadas
  • as pessoas com deficiência têm direito ao trabalho
  • as pessoas com deficiência têm o direito de decidir sobre a sua própria vida
  • todos os edifícios devem ser acessíveis às pessoas com deficiência (por exemplo, com elevadores ou rampas para utilizadores de cadeiras de rodas)
  • a televisão, os telemóveis e a Internet devem ser acessíveis às pessoas com deficiência.

Se pensarmos na educação, respeitar os direitos das pessoas com deficiência quer dizer que elas têm direito:

  • a uma boa educação
  • à aprendizagem ao longo da vida, que significa aprender coisas durante toda a vida
  • a escolher para que escola querem ir estudar
  • a ir estudar para o estrangeiro
  • a ter livros e material de estudo num formato acessível.


Isto significa, por exemplo:

  1. fazer livros em leitura fácil para as pessoas com deficiência intelectual
  2. gravar em suporte áudio a leitura de livros para as pessoas que não sabem ler
  3. pedir aos professores para darem aulas acessíveis e usarem material adaptado.


Finalmente, em termos de transportes, isso significa que:

  • todos os transportes devem ser acessíveis para pessoas com deficiência
  • as informações sobre os horários e sobre o local de partida e de chegada deve ser acessível.
  • as pessoas que dão informações devem estar preparadas para ajudar as pessoas com deficiência quando for preciso.
  • por exemplo, deve estar alguém disponível na estação para ajudar a encontrar as pessoas com deficiência a encontrar a plataforma certa.
  • o condutor e todos os funcionários que trabalham no transporte precisam de receber formação para saberem falar e ajudar as pessoas com deficiência.

 

Leia  A estratégia europeia em matéria de deficiência 2010-2020  (PDF)

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publicado por MJA [3.Dez.11]


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UTAD vai celebrar o
Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Notícias de Vila Real

01-12-2011

Com o objectivo de celebrar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, os alunos do curso de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), organizam uma exposição no edifício do Governo Civil de Vila Real, nos próximos dias 2 e 3 de Dezembro - entre as 13h e 18h e a exibição do filme “Aventura no Ártico”, com acessibilidade para todas as pessoas, com deficiência ou não, no auditório do IPJ-Vila Real, no dia 3 de Dezembro, às 21h. Ambos os eventos são de entrada livre.

Na exposição será possível simular e experienciar várias dificuldades de pessoas com deficiência: visão, audição, mobilidade, comunicação, memória, atenção, concentração, dificuldades de aprendizagem e dislexia. Serão ainda expostas algumas Ajudas Técnicas para actividades de Vida Diária, Comunicação Alternativa, Acesso às Tecnologias de Informação, Recreação Adaptada e projectos de investigação da UTAD na área de mobilidade para cegos e sinalização de situações de emergência.

Os visitantes serão ainda convidados a avaliar a acessibilidade de vários estabelecimentos comerciais de Vila Real através da plataforma online “Global Accessibility Map”, uma ferramenta criada recentemente no Canadá que permite esta avaliação pelos utilizadores à escala global.

Durante a exibição do filme “Aventura no Ártico”, a audiência será convidada a simular a deficiência auditiva.

Estas iniciativas contam com a colaboração do CERTIC – Centro de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade da UTAD, Associação Académica da UTAD, Delegação Regional de Vila Real do Instituto Português da Juventude, Governo Civil e Câmara Municipal de Vila Real.

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publicado por MJA [1.Dez.11]


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CP oferece viagens a pessoas
com necessidades especiais

BoasNotícias

30 Novembro

Assinala-se no próximo sábado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Para marcar a data a CP vai oferecer viagens gratuitas a todos os cidadãos com necessidades especiais. A iniciativa estende-se a toda a rede nacional, quer a nível suburbano, quer de longo curso.

Num comunicado divulgado no seu site, a empresa de Caminhos de Ferro portugueses anuncia que vão ser disponibilizadas deslocações gratuitas a todos os cidadãos com algum tipo de deficiência durante todo o dia 3 de Dezembro. Além dos clientes com necessidades, também o respectivo acompanhante terá direito a uma viagem gratuita.

A acção estende-se a todos os comboios da CP e a todas as linhas do país. Para aceder ao serviço basta que apresente na hora da compra do bilhete a "Certidão Multiusos, o Cartão de Deficiente ou o Cartão de Deficiente das Forças Armadas", esclarece a nota.

A CP disponibiliza ainda acompanhamento no embarque e desembarque dos cidadãos que não se façam acompanhar por mais ninguém. Essa ajuda deve ser requisitada até 48 horas antes da viagem através do serviço SIM - Serviço Integrado de Mobilidade.

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência assinala-se desde 1998, altura em que foi instituída pela ONU. O objectivo da data é promover uma maior compreensão dos assuntos relacionados com a deficiência, assim como defender a dignidade e direitos destas pessoas.

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publicado por MJA [1.Dez.11]


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3 de Dezembro de 2011:
Dia Internacional das Pessoas com Deficiência


Instituto Nacional para a Reabilitação


Reprodução do cartaz vencedor em 2009          Cartaz vencedor - 3 Dezembro 2010
Cartazes vencedores em 2009 e 2010


No Colégio Militar, no Largo da Luz, em Lisboa, na manhã de 3 de Dezembro de 2011, o Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. promove a Sessão Oficial das Comemorações Nacionais do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, sob o lema "Juntos por um mundo melhor para Todos", em consonância com a proposta temática da ONU.

O Programa desta Sessão Oficial incide especialmente na apresentação pública de novos títulos da Colecção Informar do INR, I.P. e do Relatório (e-book) do Grupo de Trabalho Media e Deficiência.

Destaca-se, igualmente, a entrega dos Prémios do Concurso Cartaz DIPD 2011 e do Prémio de Inovação Tecnológica Eng. Jaime Filipe, bem como a Assinatura do Protocolo SIM-PD com a Câmara Municipal de Loures.

No início e no encerramento desta sessão, terá lugar a expressão artística com a actuação do Coro do ACIDI e da Associação Vo'Arte.

Através da visibilidade de importantes estudos, de projectos de investigação e de projectos culturais inclusivos, o INR, I.P. dá mais uma oportunidade à informação e à sensibilização sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, à luz dos Princípios da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.


Instituto Nacional para a Reabilitação
Av. Conde de Valbom, 63
1069-178 Lisboa
Tel.: 217 929 500 Fax: 217 929 596
e-mail:
inr@inr.mtss.pt
url
: http://ww.inr.pt

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publicado por MJA [28.Nov.11]


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i-Mirror revoluciona styling óptico

Mundo da Óptica

i-mirror

A Silhouette, marca austríaca de armações e óculos de sol sem aros, acaba de lançar o iMirror, a mais recente aplicação para o iPhone4 ou iPad2.

O styling óptico nunca foi tão fácil: Faça o download da aplicação e aponte a câmara para si, depois é só experimentar os óculos oftálmicos e óculos de sol sem aros… tudo a três dimensões.

A Silhouette é, assim, o primeiro produtor de óculos a estrear-se na realidade aumentada e a transformá-la numa aplicação móvel. O novo iMirror pode ser descarregado na loja do iTunes sem qualquer custo e com efeito imediato, proporcionando momentos de styling únicos e surpreendentes.

“O iMirror tem como objectivo principal ajudar a fazer uma pré-selecção antes da visita a uma óptica, mas também pretende ser intuitivo e divertido”, refere o Responsável de Marketing e Design, Arnold Schmied.

Enquanto experimenta um par de óculos, o utilizador pode mover-se, rodar a cabeça e fazer como se estivesse a olhar-se num espelho verdadeiro, uma vez que a webcam actua como um espelho, seguindo todos os movimentos do utilizador.

É também possível escolher, consoante os gostos pessoais, entre os vários modelos de óculos oftálmicos e de sol disponibilizados pela Silhouette. Basta clicar num par para ficar a perceber se os óculos escolhidos são os mais adequados para o rosto, expressões e ângulos da face.

Esta ferramenta de fácil navegação, especialmente indicada para os utilizadores de óculos, surgiu na sequência da revolução tecnológica que possibilita a transmissão de imagens de vídeo em tempo real e em 3D.

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publicado por MJA [25.Nov.11]


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Orçamento do Estado para 2012:
12 milhões de euros para Ajudas Técnicas
a Pessoas com Deficiência

Ministério da Solidariedade e da Segurança Nacional

17 Novembro 2011

O Governo vai disponibilizar cerca de 12 milhões de euros do Orçamento do Estado para 2012 para o financiamento de produtos de apoio a pessoas com deficiências, anunciou o secretário de Estado da Segurança Social.

Presente no Parlamento, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado, Marco António Costa adiantou que há já um despacho conjunto entre os Ministérios da Economia, Solidariedade e Segurança Social e Saúde que vem pela primeira vez regulamentar a atribuição de ajudas técnicas.

"As ajudas técnicas para os deficientes são comparticipadas financeiramente por três ministérios diferentes neste momento. O que tinha acontecido até aqui é que havia uma ausência de cooperação e definição de objectivos financeiros com que cada um se comprometia para o ano de 2011", explicou o secretário de Estado.

Segundo Marco António Costa já está neste momento em circulação o despacho que define os valores atribuídos por cada um dos Ministérios, cabendo ao Ministério da Economia e do Emprego, através do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) a atribuição de 2,4 milhões de euros, ao Ministério da Saúde 6 milhões de euros e ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social a atribuição de 3,7 milhões de euros num total de mais de 12 milhões de euros.

Na opinião do secretário de Estado, esta medida permite uma "optimização da gestão", já que o despacho conjunto vem permitir a "visão integrada de utilização dos recursos públicos".

O secretário de Estado não adiantou, no entanto, de que forma é que o despacho vai regular a atribuição das verbas.

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publicado por MJA [20.Nov.11]


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Museu de Ciências Naturais do Brasil produz
Kit didáctico, com réplicas de ossos de
vertebrados fósseis, destinado a alunos cegos

Daniel Hammes

10 de Novembro de 2011

Alunos com deficiência visual da rede pública de ensino [no Brasil] terão acesso a informações sobre vertebrados fósseis encontrados no Rio Grande do Sul. O kit didático em braile reunirá nove réplicas de ossos, fichas ilustrativas e informativas além da cartilha "Conhecendo a flora e fauna fóssil do RS". O lançamento ocorre dia 11 de novembro, no Museu de Ciências Naturais (MCN), às 14h. [...]

O objetivo é auxiliar o trabalho dos professores e despertar nos alunos o interesse pelas Ciências Naturais. Através da observação e do manuseio das réplicas de peças do acervo paleontológico do MCN, oportuniza-se a motivação e sensibilização para as questões ambientais. "A FZB vem discutindo com a Faders iniciativas inclusivas, que devem passar por infraestruturas adaptadas para a acessibilidade, material científico-didático e treinamento de pessoal", disse Felipe Amaral, coordenador de Educação Ambiental da FZB.

O dirigente da Faders, Jorge Amaro, comemora a primeira ação concreta entre a FZB e a entidade a qual representa visando à educação ambiental com inclusão de cidadãos com necessidades especiais. "É raro encontrar materiais de educação ambiental em braille", disse. De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Sul possui 800 mil pessoas com cegueira, baixa visão ou deficiência visual.

Escolas interessadas em utilizar o "Kit Didático Vertebrados Fósseis do Rio Grande do Sul" devem retirá-lo e devolvê-lo na Seção de Educação Ambiental e Museologia do MCN (Rua Dr. Salvador França, 1427, Jardim Botânico). A escola interessada deverá dispor de um pedestal e se responsabilizar pelo transporte. Ele é cedido por 30 dias. Mais informações pelo telefone (51) 3320-2032.

Fonte: http://www.ecoagencia.com.br/

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publicado por MJA [20.Nov.11]


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Ler com as pontas dos dedos

Christiana Martins

Expresso

O que faz um cego na biblioteca? Lê. Não com os olhos, mas com os dedos. Ou os ouvidos. Na Biblioteca Nacional (BN) a área de leitura para deficientes visuais é um espaço democrático, o único em que se permite a consulta das obras por menores de 18 anos. Basta saber ler para entrar. E passar pelas portas de vidro é ser admitido numa dimensão diferente. No corredor central há muita luz, mas nas salas e no depósito, não. Hermínia Robalo, cega de nascença, está na Biblioteca há 39 anos e é responsável pelo serviço. Trabalha com 4 cegos e 1 amblíope. Atendem a todo o país. Mandam livros pelo correio e recebem leitores. Têm disponíveis 3417 livros em braille, 1881 áudio-livros e 890 títulos electrónicos (lidos por um programa de computador). Sem preconceitos: de Eça de Queiroz a José Rodrigues dos Santos.

in A Casa de Todos os Livros, Revista Única, 12-11-2011

Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa

Tel. 21 798 20 00
bn@bnportugal.pt
http://www.bnportugal.pt/

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publicado por MJA [18.Nov.11]


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Dia Mundial da Diabetes
hoje, 14 de Novembro


Frequência da retinopatia diabética

No fim do século XX, as estimativas da Organização Mundial de Saúde indicavam a existência de 130 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo, estando previsto um aumento para 300 milhões, i.e., de 122%, até ao ano 2025. A maioria dos diabéticos acaba por desenvolver retinopatia diabética (RD), dependendo do tipo e da duração da diabetes, da qualidade do controlo dos níveis sanguíneos de açúcar e de lípidos e da pressão arterial. A diabetes é a principal causa de cegueira nos doentes dos 20 aos 74 anos.

Na diabetes tipo-1, a retinopatia diabética manifesta-se em geral após 7 anos de doença.

Após 20 anos, 90-95% dos diabéticos tipo-1 têm DR, 40% do quais no estádio proliferativo.

Na diabetes tipo-2, 20% dos doentes têm DR após o diagnóstico de diabetes. A longo prazo estes doentes estão mais em risco de edema macular diabético (60%) do que de retinopatia proliferativa (20%)

Nos EUA, após 20 anos de diabetes tipo 2, 7% dos doentes estão cegos e estima-se que no ano 2020, 50 milhões de americanos terão problemas de visão.

No Japão, a incidência de retinopatia de base está estimada em 48 em cada 1000 pessoas por ano e a de retinopatia proliferativa 18 em cada 1000 pessoas por ano. No Sul da Índia, a prevalência de DR é 18 %. Em França, estima-se que 40% dos diabéticos apresentam uma forma de retinopatia.


Sintomas de retinopatia diabética

Nos primeiros estádios da diabetes, o doente normalmente não tem sintomas oculares, o que é pena porque nessa altura é muito mais fácil de tratar ou pelo menos retardar a evolução da retinopatia. Esta é a razão pela qual é extremamente importante que os diabéticos consultem regularmente, pelo menos uma vez por ano, um especialista em doenças dos olhos - oftalmologista - para detectar a doença numa fase o mais precoce possível. Quando a doença progride, podem manifestar-se os seguintes sintomas:

  • Visão turva

  • Má visão nocturna

  • Luzes intermitentes

  • Dificuldade em ler ou ver trabalhos detalhados

  • Pontos escuros ou vazios no centro do campo de visão

  • Sensação de teias de aranha ou grãos minúsculos a flutuar no campo de visão

  • Dificuldade de adaptação na passagem da claridade para o escuro

  • Listras escuras ou uma película vermelha que bloqueia a visão

  • Perda de visão súbita de um ou ambos os olhos.


Informe-se mais sobre esta doença aqui:
http://www.ompharma.com/pt/diabetic-retinopathy.html

http://www.deficienciavisual.pt/sd-retinopatiadiabetica.htm
 

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publicado por MJA [14.Nov.11]


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Por melhor regime de aposentação
dos trabalhadores com deficiência visual

Jornal Avante

Edição n.º 1980
10-11-2011

Se é certo que a generalidade dos portugueses (e muito em particular as classes trabalhadoras e os reformados) vêem as suas condições de vida agravadas para níveis incomportáveis, não é menos verdade que são as pessoas com deficiência um dos segmentos que de forma ainda mais intensa e dramática sofre no dia-a-dia as consequências dramáticas da política de direita que há décadas dá cabo do País.

Não há inclusão social digna desse nome quando, com efeito, persiste uma injusta distribuição da riqueza, os serviços públicos fundamentais são alvo de destruição, os salários são cortados, as prestações sociais são drasticamente reduzidas, as pensões minguam, o desemprego cresce a olhos visto. Não esquecendo a redução acentuada do poder de compra, com os salários erodidos pela inflação, o que em contínuo vai atirando milhares e milhares de pessoas para a pobreza.

«Como se isto não fosse já suficiente mau, o desgraçado pacto de agressão da troika e dos seus partidos (PS, PSD e CDS/PP) revela toda a sua desumanidade quando até as ajudas técnicas, que são fundamentais para as pessoas com deficiência, são alvo de cortes e restrições», referiu o deputado comunista Jorge Machado em recente sessão plenária a propósito de um projecto de lei do BE onde se advoga a antecipação da idade de reforma e aposentação por velhice, sem penalização, para trabalhadores com deficiência visual.

Um objectivo compartilhado pela bancada comunista, tendo em conta que os deficientes visuais, como os portadores de outras deficiências, «sofrem de um particular desgaste no exercício da sua profissão».

O que para a bancada comunista significa que deve ser aberto o caminho à discussão em torno das condições de aposentação das pessoas com deficiência, reflectindo nomeadamente quanto ao tipo de deficiências a abranger e quanto aos critérios de acesso a este regime aposentação.

É que, como sublinhou Jorge Machado, há ainda um longo caminho a percorrer para «construir uma sociedade mais justa, solidária e humana para as pessoas com deficiência».

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publicado por MJA [11.Nov.11]


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A Pepsi patrocina "O Som do Futebol"
para jogadores com deficiência visual

Promoview

5 Novembro


Parece que, finalmente, as marcas estão entendendo o real significado do termo inclusão. A Pepsi acaba de anunciar o patrocínio a ideias maravilhosas dentro da sua campanha de “refrescar” o mundo.

A agência Åkestam Holst and Society 46  criou, na Holanda, a acção “The Sound of Football” (O som do futebol) para dar a pessoas com deficiência visual uma melhor experiência quando o assunto é o futebol.

A ideia é permitir que estas consigam “ver” por meio do som e jogar sob as mesmas condições que equipas sem deficiência.

Um primeiro teste foi realizado entre uma equipa de pessoas com deficiência visual contra outra de ex-jogadores profissionais. A agência queria comprovar a hipótese de que a proposta daria a ambas as equipas igualdade de condições – num jogo em que ninguém conseguiria enxergar.

Para conseguir o intento, foi usada a tecnologia de tracking, a mesma que a Fifa colocou em campo na última Copa do Mundo. Com este sistema, é possível saber a posição de qualquer jogador, em tempo real.

Esta informação é, então, alimentada em um iPhone, localizado na cabeça de cada um dos jogadores, e convertida em som 3D. São criados sons específicos para as actividades mais importantes em campo, como para indicar onde está o jogador mais próximo, a bola e os golos.

O iPhone está conectado a fones de ouvido e cada jogador pode ouvir o que está acontecendo, criando um senso de distância diferente. Assim, é-lhes possível localizarem-se apenas mexendo a cabeça, “vendo com os ouvidos” para qual lado devem se movimentar. Conheça esta ideia inovadora no vídeo a seguir:

 
The Sound of Football: vídeo youTube de 4 min.

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publicado por MJA [11.Nov.11]


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Pavimentos com texturas especiais para cegos

Diário de Notícias do Funchal

28 de Outubro 2011


Quatro texturas de revestimento de pisos adaptados a cegos foram apresentadas esta manhã numa conferência no Museu da Casa da Luz promovida pela Ordem dos Arquitectos. A Ceramic [Cerâmicas Aleluia], a empresa que desenvolveu este conceito, criou quatro texturas que, caso sejam implementadas em Portugal, poderão funcionar como uma espécie de semáforos para invisuais.


youTube - vídeo TVI [arquivo]

Estes revestimentos de cerâmica - que a empresa assegura ser de grande resistência - são colocados no chão. O cego pode então sentir se está numa zona proibida, de sinal vermelho, numa de sinal amarelo e que exige cautela ou, noutra, de sinal verde e livre circulação. A quarta textura é para mudanças de direcção. A ideia da empresa é uniformizar este tipo de sinalização e garantir melhores acessibilidades aos cegos.

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publicado por MJA [11.Nov.11]


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"Visões" em exposição no
Centro Cirúrgico de Coimbra


Visões. São revelações. Imagens impossíveis de detectar a olho nu. É o momento em que a perícia humana se alia à melhor tecnologia.

A exposição VISÕES é o resultado de um dia-a-dia vivido no Centro Cirúrgico de Coimbra. São exemplos do melhor registo, da melhor qualidade, do melhor equipamento, dos melhores profissionais e do melhor diagnóstico.

À primeira impressão pensamos tratar-se de constelações, explosões solares, bordados e rendas, além de inúmeras e intermináveis ramificações, ou seja, admiráveis imagens captadas algures no universo.

Mas não é nada disso. Os olhos enganam-nos. As imagens compiladas para a exposição Visões ilustram casos clínicos de doentes observados pelos oftalmologistas do Centro Cirúrgico de Coimbra. A mostra inclui diversas patologias, como doenças raras e genéticas, quistos, retinopatias, descolamento de retina, asteróides, neovascularização ou uma subluxação do cristalino, entre outras. Situações e patologias que foram operadas no Centro Cirúrgico de Coimbra com sucesso.

Maria Pedro Silva e Robert van Velze captaram o impossível de detectar a olho nu, num momento em que a perícia humana se alia à melhor tecnologia. Visões ilustram um dia-a-dia vivido no Centro Cirúrgico de Coimbra e provam a procura pela melhor imagem, melhor registo, melhor qualidade, melhor equipamento, melhores profissionais e melhor diagnóstico. Vemos diferente, fazemos diferente.

Catálogo: AQUI.

A exposição está patente no edifício sede do Centro Cirúrgico de Coimbra.


Centro Cirúrgico de Coimbra
Rua Dr. Manuel Campos Pinheiro, 51
Espadaneira - S. Martinho do Bispo
3045-089 Coimbra, Portugal
Telefone: +351 239 802 700
E-mail:
centrocirurgico@ccci.pt
Web:
http://www.ccci.pt/ 

Fonte:  CCCI

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publicado por MJA [7.Nov.11]


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1.as Olimpíadas do Braille


A ACAPO vai promover no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3 de Dezembro, as 1.as Olimpíadas do Braille, um concurso aberto à participação de todos os conhecedores deste sistema de leitura e escrita.

O concurso será constituído por um conjunto de três provas, estando os concorrentes distribuídos por quatro escalões etários:

1.º Escalão – concorrentes com deficiência visual e com idades compreendidas entre os oito e os doze anos;
2.º Escalão – concorrentes com deficiência visual e com idades compreendidas entre os treze e os vinte anos;
3.º Escalão – concorrentes com deficiência visual e com idade superior a vinte anos;
4.º Escalão – concorrentes sem deficiência visual


O prazo de inscrições decorre entre os dias 2 e 18 de Novembro.

As provas serão realizadas no período entre as 14h30 e as 18 horas, no Auditório da Estação de Metro do Alto dos Moinhos, em Lisboa. O prémio para o vencedor de cada escalão é uma viagem à Disneyland de Paris com visita à terra Natal de Louis Braille, Coupvray.


Ficha de inscrição e Regulamento do concurso poderão ser descarregados AQUI.

Para mais informações contacte:

ACAPO
Rua dos Combatentes da Grande Guerra nº 113 sub-cave
3030-181 Coimbra
T. 0351 239 792 180
F. 0351 239 792 18
www.acapo.pt

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publicado por MJA [2.Nov.11]


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O Investigador português Miguel Seabra
identificou o gene que causa
doença ocular genética

CiênciaHoje

Por Susana Lage

2011-10-28


Arrancou esta segunda-feira, no Reino Unido, um ensaio clínico inovador para tratamento da cegueira.

Miguel Seabra, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, liderou grande parte do trabalho pré-clínico que antecedeu a identificação do gene que causa a doença ocular genética conhecida como coroideremia.

Em entrevista ao CiênciaHoje, o investigador português explicou que a doença resulta de uma degeneração progressiva da retina, que afecta sobretudo homens. O diagnóstico é geralmente feito na infância, levando à cegueira na meia-idade. Os doentes começam por demonstrar “problemas de visão nocturna”, depois uma “visão mais em túnel” e a fase final é a “perda da visão central que leva à cegueira”. Isto acontece, “à maior parte dos doentes, por volta dos 50 anos”, afirma.

O trabalho pré-clínico que Miguel Seabra realizou, a maior parte no Imperial College, em Londres, “possibilitou este ensaio clínico onde serão tratados doentes”. Segundo o professor, “desde a identificação da função do gene até aspectos do mecanismo da doença, passando pela criação de um modelo animal para fazer todos os testes pré-clínicos em termos das novas terapias, foi feito no laboratório ao longo de 20 anos”.

É a primeira vez que células sensíveis à luz, foto-receptores que se encontram na parte posterior do olho, são alvo de terapia genética. Isto abre caminho para o tratamento de outras causas genéticas de cegueira.

“Para nós é uma satisfação fantástica, em 20 anos, termos passado da descoberta de um gene a uma terapia genética. É um dos primeiros exemplos no mundo em que conseguimos fazer esta progressão tão rápida”, partilha.


Primeiro doente tratado

O primeiro doente tratado esta segunda-feira, em Oxford, um advogado de 33 anos, apresenta já uma “pequena melhoria”. No entanto, “ainda está a recuperar da cirurgia”, refere Miguel Seabra.

O procedimento aplicado passa pela injecção ocular do vírus, geneticamente modificado para transportar o gene em falta. Isto é, os doentes “têm uma mutação num gene que não funciona e a terapia genética faz uma substituição providenciando uma cópia de um gene bom”. Como é difícil introduzir estes genes nas células “usam-se vírus terapêuticos, de onde se tiraram os genes maus”.

Assim, a operação cirúrgica em si é “fazer uma injecção desses vírus nas células que se pretende curar”. Ao infectar com os vírus as células, estas “passam a expressar o gene e a funcionar normalmente”, descreve o médico.

Para além do primeiro doente tratado, mais 11 pessoas serão submetidas ao tratamento cirúrgico genético a um olho. Para evitar problemas de reacções adversas “injecta-se um doente, tem-se a certeza que corre tudo bem, semanas depois injecta-se o próximo e por aí adiante”, explica Miguel Seabra.

A liderar o ensaio, Robert MacLaren, professor de Oftalmologia na Universidade de Oxford, “está a pensar fazer duas intervenções por mês”, acrescenta.


Resultados em dois anos

Sendo este um ensaio de fase 1, “teoricamente não é para divulgar resultados mas para saber se há algumas reacções tóxicas ou adversas ao tratamento”. No entanto, uma vez que a função visual é medida, “se houver melhorias isso justifica avançar logo para fases 2 e 3”, explica Miguel Seabra.

Estima-se em cerca de 24 meses o prazo para saber se a degeneração foi interrompida completamente com o tratamento. “O ensaio está planeado para dois anos”, ao fim deste tempo é que vão surgir “resultados mesmo conclusivos”, afirma.

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Miguel Seabra: Formou-se em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e doutorou-se na Universidade do Texas, EUA. Foi professor e director do Departamento de Medicina Molecular e Celular do Imperial College, em Londres e professor de Biologia Celular e de Bioquímica na Faculdade de Ciências Médicas da UNL, onde dirige, desde 2009, o Centro de Estudos de Doenças Crónicas. Há três anos em Portugal, actualmente o cientista encontra-se a fazer uma nova linha de investigação com células estaminais.

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publicado por MJA [2.Nov.11]


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Deficientes levam exigências ao Parlamento

SOL

22 de Outubro, 2011


A Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) decidiu hoje, num encontro realizado em Coimbra, apresentar à Assembleia da República um conjunto de reivindicações, incluindo a actualização das reformas «mais baixas».

Numa moção aprovada esta tarde, no final do 20.º Encontro Nacional de Deficientes, a CNOD exige «a actualização das pensões e reformas mais baixas, de velhice e invalidez, e a revalorização do conjunto das reformas» no âmbito do sistema público de Segurança Social.

«Exigimos o reforço dos apoios financeiros por via do Orçamento do Estado de 2012 para a CNOD e a organizações de pessoas com deficiência», no sentido de «repor os cortes registados nos últimos anos».

Subordinado ao tema 'Em defesa das pessoas com deficiência e suas organizações – Reforçar a unidade para agir e vencer', o encontro reuniu cerca de 200 pessoas de vários pontos do país, no auditório local do Instituto Português da Juventude.

Os participantes realçaram, também, a importância de «defender os direitos dos militares deficientes» e de «dar resposta às necessidades específicas das diversas deficiências orgânicas».

«Exigimos uma actualização das pensões dos sinistrados de trabalho que reponham o poder de compra perdido, cuja actualização não seja condicionada pelo défice das contas públicas, mas que tenha em conta o lucro das seguradoras», lê-se no documento aprovado.

A CNOD defende que «sejam repostos os docentes do ensino especial na escola pública», no sentido de garantir «o apoio às necessidades especiais das crianças e jovens».

Uma «adequada protecção das pessoas com deficiência no desemprego e na revogação das medidas que põem em causa o papel do emprego protegido no actual quadro económico e social» foi outras das exigências deste encontro da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes.

Os participantes rejeitaram, por fim, a extinção do Conselho Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência e reclamaram a participação das associações «na monitorização da Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência».

Aos trabalhos, que terminaram às 16h30, seguiu-se um desfile simbólico na Baixa de Coimbra, entre a praça 8 de Maio e o largo da Portagem.

Lusa/SOL

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publicado por MJA [2.Nov.11]


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Nova forma de cegos interagirem com tablets,
desenvolvida por estudante americano

pplWare

Marisa Pinto

20 de Outubro de 2011

Os tablets são uma tendência e decerto uma moda que veio para ficar, uma vez que são bastante simples e dinâmicos, promovem a facilidade de execução de tarefas, e o seu aspecto convida a que cada vez mais se utilizem para todos os fins. Mas a verdade é que quando foram desenvolvidos, as empresas que criaram os tablets, não tiveram em atenção todos os utilizadores, nomeadamente aqueles com deficiências ao nível da visão. Mas felizmente podemos contar com o altruismo de pessoas que adaptam este género de tecnologia para que ela chegue e sirva também as pessoas com alguma limitação.

Conheça agora o TouchScreen Braille Writer.

Já aqui tinhamos falado n tecnologia para tablets, adaptada a pessoas com limitações visuais, designadamente no iSense, um conceito apensa para iPad. Mas esta nova tecnologia promete ser bastante mais desenvolvida.

Esta nova tecnologia foi criada e desenvolvida por um estudante americano, Adam Duran, que tranformou o tablet comum num teclado touchscreen para os invisuais e esse mesmo teclado adapta-se aos diferentes tamanhos de dedos.

Adam desenvolveu o seu projecto durante o seus período de férias [Julho - Setembro] no Centro de Pesquisas de Computação da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos e, em conjunto com os seus professores, decidiu promover a acessibilidade dos deficientes e pessoas com limitações visuais, tendo em conta os preços adaptados para essa população.

A tecnologia desenvolvida pelo estudante, e designada TouchScreen Braille Writer, compreende a criação de um teclado e menus a partir do local onde o utilizador do tablet posiciona as suas mãos, utilizando recurso ao áudio para ajudar no posicionamento das mesmas.

Ao tocar na tela com os dedos, o software identifica e posiciona automaticamente as oito teclas por debaixo dos dedos, ajustadas a tamanho e distância. Quando o utilizador digitar, a aplicação irá acompanhar as letras, palavras, falando e soletrando em voz alta.

Sempre que deseje aceder ao menu, basta que o utilizador abate o tabtet. Nas funções e submenus, o utilizador deve passar o dedo sobre a tela e esperar que a voz do software diga em que item este se encontra e depois retirar o dedo para que seleccione a opção desejada.

Para uma melhor compreensão do funcionamento do TouchScreen Braille Writer, veja a aplicação em funcionamento no seguinte vídeo:


Estas iniciativas são as mais louváveis no mundo da tecnologia, uma vez as empresas continuam a pensar apenas na maioria dos consumidores mas a verdadeira evolução será alcançada quando gadgets como tablets e smartphones estiverem adaptados às necessidades e limitações de cada um.

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publicado por MJA [26.Out.11]


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A integração educativa do aluno
com deficiência visual

Graça Pegado

Professora Especializada na área da deficiência visual


Independentemente da sua natureza, a existência de um défice visual significativo condiciona o processo de aprendizagem dos alunos que o manifestam. A inclusão sócio-educativa dos mesmos exige um trabalho concertado por parte da família, dos professores ou educadores e outros agentes educativos que possam, de uma forma ou de outra, encontrar-se envolvidos no contexto escolar dos alunos, no sentido de verem minimizadas as consequências decorrentes dos problemas de visão que lhes possam vir a limitar as oportunidades de um desempenho académico desejável.

Com o objetivo de regulamentar a organização da Educação Especial nas escolas portuguesas, teve lugar a publicação do Decreto-Lei nº 3/2008 de 7 de janeiro. O diploma em vigor dedica um artigo à Educação de alunos cegos e com baixa visão, onde é consagrado um conjunto de medidas aplicáveis aos alunos portadores de deficiência visual, de cuja articulação depende a qualidade da resposta educativa que as escolas de referência para estes alunos estariam, à partida, habilitadas a oferecer, sendo múltiplos os fatores que para esse fim concorrem. Os recursos humanos e materiais que são colocados à disposição, a constituição das turmas, a adaptação do currículo e as atitudes, as práticas e as competências do pessoal docente constituem aspetos que condicionam a eficácia das medidas enunciadas, na promoção do sucesso escolar e inclusão social.

Fazendo uma retrospetiva relativamente ao acompanhamento de alunos com deficiência visual na última década, é-nos dado a perceber que a modernização das tecnologias em muito beneficiou o esforço que o Ministério da Educação tem vindo a desenvolver, no sentido de proporcionar aos alunos que a escola em si acolhe, as respostas mais adequadas às suas especificidades.

Por outro lado, através de uma desconstrução criteriosa da realidade que os nossos alunos vivem nas escolas da Grande Lisboa, concluímos que esse investimento não é, de todo, suficiente para assegurar que princípios como a promoção da igualdade de oportunidades pelos quais se rege a Escola Inclusiva estejam a ser respeitados.

Com efeito, é do conhecimento comum que um número significativo de medidas enunciadas na lei não encontra, frequentemente, a correspondência desejada na escola pública. É este o caso da sobejamente conhecida falta de equipamentos informáticos e materiais didáticos adequados, bem como a total ausência de preocupação com a acessibilidade dos alunos dentro da escola e nas suas imediações. De facto, a conceção arquitectónica da maioria dos espaços escolares que integram a rede de escolas de referência em nada difere dos demais estabelecimentos de ensino, não se verificando sequer a utilização de recursos alternativos, tais como pisos tácteis, placas sinalizadoras em braille, etc.

Ainda no vasto campo das acessibilidades, um outro aspeto que importa aqui sublinhar, é a escandalosa falta de acesso que os alunos cegos têm aos manuais escolares quando os mesmos são disponibilizados em formato digital, à luz de um protocolo que o M.E. celebrou com um número considerável de editoras. O formato que os alunos recebem via e-mail não é compatível com os leitores de ecrã que utilizam. E, mesmo após várias chamadas de atenção junto das entidades competentes, nenhuma posição foi ainda tomada no sentido de resolver uma situação inaceitável que compromete seriamente a garantia da igualdade tão apregoada pelo referido diploma.

Por outro lado, a abordagem das questões que se relacionam com os recursos humanos e sua preparação para o desempenho das funções que lhes estão designadas obriga, irremediavelmente, à análise refletida da sua formação. Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que a oferta formativa na área da deficiência visual é extremamente escassa na zona da Grande Lisboa.

Acresce ainda o facto de os programas curriculares dos cursos de especialização se encontrarem, regra geral, desajustados relativamente às necessidades da prática educativa.

Áreas de importância central como a orientação e mobilidade, a avaliação visual e funcional, a aplicação de programas de estimulação visual, a utilização de meios informáticos específicos, o treino de atividades de vida diária e a promoção de competências sociais estão, habitualmente, ausentes do currículo.

Mesmo um professor especializado no domínio da visão, sem ter ainda acumulado alguns anos de experiência, chega à escola com uma preparação deficitária, uma vez que os conhecimentos adquiridos não satisfazem, em larga medida, as necessidades das suas funções.

Tendo em conta o atual cenário acerca do qual nos foi possível enunciar apenas um número reduzido de situações exemplificativas, parece-nos fundamental deixar claro que a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo sistema educativo depende, em primeira instância, de um processo de consciencialização coletiva, em que o respeito inadiável pelo aluno com deficiência visual se impõe de forma perentória. Trata-se de uma realidade que implica, essencialmente, uma outra conceção de organização escolar, ultrapassando a via da uniformidade e reconhecendo o direito à diferença.

Informação adicional: 52 é o número de escolas de referência para educação bilingue para alunos cegos ou com baixa visão.


Fonte: Revista Louis Braille, Out/Nov/Dez 2011

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publicado por MJA [21.Out.11]


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Seminário no Kwanza Norte aborda
tratamento da oncocercose

Angola Press

20-10-2011


Fila de vítimas da oncocercose - fotografia de 1939


Ndalatando - Administradores municipais adjuntos e técnicos de saúde, dos 10 municípios do Kwanza Norte participam desde quarta-feira, em Ndalatando, num seminário de capacitação sobre técnicas de prevenção e tratamento da oncocercose, numa acção do programa Nacional das Doenças Negligenciadas.

Durante quatro dias, o evento em que participam igualmente autoridades tradicionais e entidades religiosas da província, vai dotar os participantes de conhecimentos e metodologias de tratamento e prevenção da onconcercose.

Intervindo no acto de abertura do seminário, o coordenador do Programa Nacional de Combate as doenças negligenciadas, Pedro Van-Dúnem, referiu que a onconcercose é uma doença parasitária, cuja principal complicação é a cegueira, transmitida por uma mosca preta denominada "Zimulium".

Explicou que a doença manifesta-se com aparecimento de nódulos na pele, comichão, alteração da elasticidade muscular e da coloração da pele, bem como o aparecimento de febres e dor de cabeça.

Acrescentou que a cegueira provocada pela Oncocercose ainda não tem cura e contrai-se em regiões de abundante vegetação localizada próximo de rios, afectando na sua maior parte pessoas que habitam junto destes locais.

Segundo Pedro Van-Dúnem, a oncocercose afecta presentemente oito províncias do país, sendo Uíge, Kwanza Norte e Lunda Norte as consideradas endémicas, tendo esta ultima acolhida, em 2004, o acto de lançamento do programa nacional de combate a mesma doença. Disse que desde esta data o Ministério da Saúde em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem vindo a realizar estudos que visam identificar outras regiões de prevalência da doença.

De igual modo revelou que o sector da Saúde tem estado a responder a esta situação com a formação dos técnicos da área e entidades municipais visando a distribuição adequada dos medicamentos.

Lunda Sul, Moxico, Kuando Kubango e Huíla constam igualmente da província afectadas pela doença, também conhecida como "a cegueira dos rios".

De salientar que 1.945 casos de Oncocercose e Schistosomose, sem mortos, foram registados pelas autoridades sanitárias do Kwanza Norte, de Janeiro a Dezembro de 2010.

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publicado por MJA [21.Out.11]


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Câmara de Silves promove, em Novembro,
Jornadas Cinematográficas da Deficiência

diáriOnline

19 Outubro 2011


Durante o próximo mês de Novembro, a Câmara Municipal de Silves vai promover, todos os sábados, na biblioteca municipal, as Jornadas Cinematográficas da Deficiência, evento com o qual se pretende abordar, em cada sessão, um tipo de deficiência específica, mental, visual, motora ou auditiva.

Para além de divulgar o SIM-PD (Serviços de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência ou Incapacidade) de Silves, esta iniciativa visa “não só sensibilizar os munícipes para as problemáticas da deficiência”, através da visualização de filmes sobre várias temáticas, mas também “abrir um espaço de diálogo onde no final de cada sessão os participantes irão opinar sobre a temática que inspirou o filme”.

«I Am Sam – A força do amor», de Jessie Nelson, será o primeiro filme a ser exibido, a 5 de novembro, numa belíssima reflexão sobre a capacidade de cuidar que uma pessoa com deficiência mental pode ter, fazendo o público refletir sobre a discriminação sofrida por estas pessoas no seu meio social.

No dia 12 de novembro, será a vez de «À primeira vista» ser exibido. De Irwin Winkler, o enredo explora a jornada de um homem cujo mundo era a escuridão da cegueira, mas que pode ser iluminado por “um milagre da ciência e pela magia do amor”.

Baseado em factos da vida real, será exibido no dia 19 de novembro o filme «Mar Adentro», que relata a história de Ramón Sampedro, um marinheiro que ficou tetraplégico após um acidente de mergulho, mostrando a sua luta pelo direito de acabar com a própria vida.

As jornadas terminam no dia 26 de Novembro, com o filme «Filhos do Silêncio», de Randa Haines, numa abordagem da deficiência auditiva.

 

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publicado por MJA [19.Out.11]


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Comunicações:
Guia da ANACOM para pessoas com deficiência

Boas Notícias

14 de Outubro de 2011

A ANACOM acaba de editar um guia com o objetivo de informar as pessoas com necessidades especiais sobre os equipamentos, funcionalidades e serviços de telefone fixo, telemóvel e Internet disponíveis em Portugal.

O anúncio foi feito esta quinta-feira, por Laura Henriques, representante da ANACOM, no âmbito do II Congresso Nacional de Inclusão, que decorreu em Coimbra, subordinado ao tema “Inclusão Digital = Cidadania Ativa”.

A Autoridade Nacional de Comunicações apresenta, deste modo, um conjunto de respostas possíveis adequadas a múltiplas situações: há respostas especiais para utilizadores com problemas de visão, de audição, de mobilidade reduzida, bem como soluções pensadas especificamente para os idosos.

O guia – denominado “Guia para utilizadores com necessidades especiais: conheça as soluções adaptadas de telefone e Internet” – já pode ser consultado online, na página da ANACOM. Porém, a sua divulgação irá ser alargada. Laura Henriques avançou que esta nova ferramenta será distribuída em papel por todo o País em data a revelar e terá também uma versão em áudio e outra em braille.

Clique AQUI para consultar ou descarregar o Guia integral publicado pela ANACOM.

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publicado por MJA [19.Out.11]


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Software abre as portas do mundo digital a invisuais

Correio da Manhã


Em 1999, há doze anos, Abílio Duarte reivindicava um computador para aquele que era um dos maiores acervos em braille do País, a funcionar na Biblioteca Professor Machado Vilela, em Vila Verde. Hoje há vários PC e Abílio foi um dos responsáveis pela disseminação de um software revolucionário para cegos.

Há pouco mais de uma década, um computador adaptado para utilizadores invisuais custava três mil euros, verba que a Biblioteca Professor Machado Vilela não tinha. Mas depois do apelo lançado por Abílio Duarte, responsável pelo acervo em braille daquela instituição, a autarquia arranjou forma de fornecer o equipamento, indispensável para a pesquisa de livros e acesso à internet.

Ainda assim, muita coisa mudou desde então. Hoje, a biblioteca usa nos seus três computadores um software NVDA, um sistema de leitura do ecrã (através de voz sintética) para Windows, com a particularidade de ser gratuito. E isso deve-se, mais uma vez, à vontade de Abílio.

"Existem vários outros softwares deste género mas custam cerca de 1300 euros, sem contar depois com as actualizações. Ora, se tivermos em conta que é um programa que se destina a uma população com uma elevada taxa de desemprego, é incomportável. Já o NVDA é completamente gratuito e faz praticamente tudo o que os outros programas fazem", justifica.

Abílio Duarte, de 40 anos, estava em Londres quando ouviu pela primeira vez falar do software desenvolvido numa plataforma comunitária em vários países. Quando regressou a Portugal, entrou em contacto com quem trabalhava no projecto, testou-o e envolveu-se. A ele se deve grande parte da divulgação, incentivo e acções de formação para o uso do programa, que pode mudar a vida de muitos invisuais, permitindo-lhes consultar a internet, o e-mail, as redes sociais ou usar o Skype.

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publicado por MJA [19.Out.11]


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Biblioteca Aberta do Ensino Superior

[BAES]


Biblioteca com conteúdos acessíveis on-line, resulta do trabalho em parceria entre nove Instituições de Ensino Superior e constitui-se pela articulação de três grandes áreas: produção de informação, acesso à informação e partilha de informação.

Possui um acervo de mais de 3000 títulos em Braille, áudio e texto integral. Sendo uma estrutura em desenvolvimento, na BAES é possível encontrar muita informação, na área das Ciências Sociais e Humanas. Pretende-se, a curto prazo, alargar a produção para as áreas da Matemática, Música e Química, aumentar o nº de títulos para as actuais áreas e, a médio prazo, introduzir novas áreas do saber.

Os estudantes do ensino superior com necessidades educativas especiais podem aceder ao texto integral de colecções específicas que lhes são dirigidas, designadas pelo título genérico de colecções ALFA, autenticando-se, quando para tal são solicitados pelo sistema, com as mesmas credenciais que utilizam para o acesso à rede wireless (e-U/eduroam) das suas instituições.

O acesso está disponível a partir da Biblioteca Virtual da Universidade do Porto.


Em caso de dificuldade no processo de autenticação ou para obter mais informação são disponibilizados os contactos dos diversos parceiros BAES:

Universidade do Porto: saed@letras.up.pt
Universidade de Aveiro: difusao@doc.ua.pt
Universidade de Coimbra: atped@dtp.uc.pt
Universidade de Évora: nae@uevora.pt
Universidade de Lisboa
   (Reitoria): div.alunos@reitoria.ul.pt
   (FCUL): gapsi@sa.fc.ul.pt
   (FLUL): saa@fl.ul.pt
Universidade do Minho: gaed@reitoria.uminho.pt
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro: certic@utad.pt

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publicado por MJA [17.Out.11]


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15 de Outubro:
Dia da Bengala Branca no
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra


O Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, da Direcção Regional de Cultura do Centro e a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, escolheram o próximo dia 15 de Outubro - Dia Mundial da Bengala Branca para, no quadro do projecto “Património para Todos – Todos Têm Direito a Ter Direitos”, realizar uma iniciativa conjunta destinada a sensibilizar o público em geral e as individualidades em particular para a promoção do acesso das pessoas com deficiência visual à fruição do Património.

Algumas personalidades, nas quais se incluem V. Ex.ª serão convidados a - de olhos vendados - participar num conjunto de actividades que lhes permitirão melhor compreender como as pessoas sem visão podem orientar-se nos espaços e fruir do património.

O programa em anexo apresenta com maior detalhe as propostas para esta iniciativa.

Dada as características da iniciativa solicitamos confirmação da presença até ao próximo dia 13 de Outubro.
Artur Côrte-Real

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha
Rua das Parreiras
3040-266 Coimbra
Tel: 239 801 160
Mosteiro.scvelha@drcc.pt

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publicado por MJA [11.Out.11]


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Biblioteca de S. João da Madeira abre
Centro de Leitura Especial para
os 400 cegos e amblíopes da região


RTP notícias

8.10.2011


A Biblioteca Municipal Renato Araújo, de S. João da Madeira, abre na terça-feira ao público um Centro de Leitura Especial dirigido aos cerca de 400 cegos e amblíopes identificados na região.

No dia em que comemora 50 anos de existência, esse equipamento do município passa a dispor de uma sala que, vocacionada para utilizadores com necessidades especiais decorrentes de deficiência visual, lhes proporciona um acesso facilitado à informação e, sobretudo, autonomia na pesquisa e consulta de conhecimento.

Para Rui Costa, vice-presidente da Câmara de S. João da Madeira e responsável pela biblioteca enquanto vereador da Cultura, este serviço é um "contributo para tornar mais acessível a informação em geral e a literatura em particular, cumprindo-se também a função inclusiva da Biblioteca Municipal".

Fonte da Biblioteca Renato Araújo adiantou à Lusa que, em termos práticos, a nova sala funcionará com recurso ao fundo em Braille já disponível nesse espaço, acrescentando-lhe, contudo, "equipamento específico para leitura, ampliação de textos e imagens, pesquisa na internet, audição de livros e elaboração de materiais pelo próprio utilizador".

A aquisição desses recursos implicou um investimento de 23 mil euros financiados em cerca de 90 por cento pela Fundação Calouste Gulbenkian e foi justificada com a indicação de que, segundo a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, existirá em S. João da Madeira e nos municípios mais próximos uma comunidade de cerca de 400 invisuais.

"Espera-se que a implementação deste centro aumente, por um lado, a consciencialização para a inclusão pela diferença", lê-se no documento de apresentação do projeto à Gulbenkian, "e que, por outro, aproxime da biblioteca os públicos que, até este momento, não encontravam a satisfação das suas necessidades culturais e informativas nesta instituição".

A nova estrutura implicará ainda "um serviço de esclarecimento da comunidade local, para dar a conhecer a problemática da deficiência nas suas múltiplas vertentes" e ajudar a criar em torno desse tema "uma imagem desprovida de preconceitos".

O objetivo é também "responder eficazmente às necessidades informativas de públicos relacionados direta ou indiretamente com esta temática, designadamente famílias, educadores, técnicos de reabilitação e técnicos de bibliotecas, entre outros".

Numa primeira fase, a Biblioteca Renato Araújo irá promover visitas domiciliárias e ações de esclarecimento junto da população alvo, para divulgação direta do seu Centro de Leitura Especial.

Na etapa seguinte, incentivar-se-á essa comunidade a tornar-se frequentadora assídua da Biblioteca "e de toda a sua dinâmica cultural".

AYC.
Lusa/Fim

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publicado por MJA [10.Out.11]


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iPad pode ajudar crianças com
deficiência visual cortical a enxergar melhor

06/10/2011

O Globo


Um pesquisador da Universidade do Kansas acredita que o iPad pode ajudar a melhorar as vidas e perspectivas de crianças com deficiência visual cortical (DVC), uma doença neurológica severa resultante de danos cerebrais e que impede seus portadores de processarem informações visuais.

- Testamos 15 crianças e ficamos absolutamente chocados - disse Muriel Saunders, professor pesquisador assistente da universidade. - Cada uma delas ficou fascinada com o iPad. Crianças que geralmente não olhavam para as pessoas, não respondiam a objetos ou respondiam de forma muito repetitiva, ficaram completamente entretidas com o iPad. Foi uma experiência maravilhosa.

Saunders disse que essas crianças geralmente trabalham com terapeutas e com os pais usando uma caixa de luz, semelhante à caixa de luz de um médico para ver um raio-X. Isto porque elas respondem mais a luzes e a objetos em alto contraste. - Uma pessoa com DVC vai passar muito tempo olhando luzes - explicou o pesquisador.

Com a tela brilhante, o iPad é uma espécie de réplica de uma caixa de luz - mas sua interatividade, som e cor são muito mais atraentes para as crianças.

Os pais das crianças com DVC foram os primeiros a notar o potencial do iPad como ferramenta terapêutica para seus filhos. A perspectiva de uso do aparelho para esse fim começou a se espalhar pela internet, mas nenhuma pesquisa formal foi realizada ainda.

Uma intervenção precoce em crianças com DVC não é apenas crucial para seu desenvolvimento, mas também pode ajudá-las a ter uma visão melhor à medida em que crescem.

Saunders agora está conduzindo os testes iniciais com iPad em parceria com o instituto Junior Blind of America em Los Angeles.

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publicado por MJA [10.Out.11]


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Exposição Multissensorial "Olha Por Mim"

de Mirtilo Gomes

07 a 27 de Outubro de 2011
Casa Municipal da Cultura de Coimbra
Galeria Pinho Dinis

Calisto, o poeta zarolho, escurecido pela solidão do Outono - Mirtilo Gomes, 2007

“Olha por mim” é uma exposição Multissensorial e Inclusiva, concebida com cuidados de inclusão, podendo também ser “vista” por cegos. Para tal foi criado um áudio-guia com características únicas que, contrariando as normas europeias, oferece-nos uma viagem pelos sentidos, através de um texto poético que expressa toda a emoção contida nas telas (e muitas as surpresas acústicas…) aliado a uma experiência táctil e outros pequenos nadas que prometem, a todos os visitantes, sem excepção, fazer desta uma experiência única.

Desta forma, esta exposição é um tubo de ensaio, uma mala pedagógica, que pretende levar a todo o País, um conjunto de técnicas simples, para que outros aprendam com elas, melhorando-as e aperfeiçoando-as.

As verbas conseguidas através deste projecto revertem, na sua totalidade, para a “Quinta dos Girassóis“, um projecto, sem fins lucrativos, de apoio à Idade Maior, no domínio das demências degenerativas e cuidados paliativos.


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publicado por MJA [6.Out.11]


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Formação Especializada em
Alunos Cegos e com Baixa Visão
~ domínio 930 ~

Universidade Lusófona


A Escola de Comunicação, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informação (ECATI) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) oferece um Curso de Formação Especializada, na modalidade de Pós-Graduação, no Domínio 930 ("Alunos Cegos e com Baixa Visão"), abrangendo a literacia braille e desenvolvimento sensorial e cognitivo, desenvolvimento conceptual e da tifloperceptibilidade, orientação e mobilidade, autonomia e independência, sociocomunicabilidade e interacção, relacionamento e competências sociais, inclusão e qualidade de vida destes alunos/cidadãos, incluindo aprofundada formação e prática em:

  • Grafia braille da língua portuguesa e de outras línguas, bem como grafias científica, informática e musicográfica;
  • Leitura e escrita na polivalência do Sistema Braille;
  • Tifloperceptibilidade, orientação e mobilidade, autonomia e independência, sociocomunicabilidade e interacção, relacionamento e competências sociais, inclusão e qualidade de vida;
  • Promoção e orientação da adequabilidade de escolas/escolas de referência/serviços e outros equipamentos públicos e privados a pessoas cegas e com baixa visão;
  • Hardware/software e tecnologias específicas/leitores de ecrã e formatos alternativos/imagens tácteis para alunos cegos e com baixa visão.


DURAÇÃO: 270 horas
Inscrições até dia 15 de Outubro de 2011


UNIDADES CURRICULARES TEÓRICAS:

>> "Teorias e Sistemas de Comunicação: Especificidades Aumentativas e Alternativas, Braillológicas e Tiflológicas"

>> "Tecnologias de Acesso à Informação e Comunicação Aumentativa e Alternativa"

>> "Didáctica Comunicacional e Desenvolvimento Sensorial e Cognitivo"

>> "Competências Comunicativas, Inclusão e Qualidade de Vida"


UNIDADES CURRICULARES TEÓRICO-PRÁTICAS:

>> "Desenvolvimento Tiflopercepcional e Relacional: Orientação e Mobilidade"

>> "Literacia Braille: Formação e Prática de Leitura e Escrita na Polivalência do Sistema Braille"

>> "Literacia e Tecnologia Adaptativa: Formação e Prática em Hardware/Software e Tecnologias Específicas/Leitores de Ecrã e Formatos Alternativos/Imagens Tácteis para Alunos Cegos e com baixa Visão"


CORPO DOCENTE:
Aquilino Rodrigues
Augusto Deodato Guerreiro
Francisco Ramos Leitão
Isabel Amaral
Júlio Damas Paiva
Maria Benedita da Maia Lima


HORÁRIO:
- Sexta-feira (17h30-23h00, com meia hora de intervalo)
- Sábado (a partir das 09h00)


E-mails:
filipa.vieira@ulusofona.pt / mestrado.com.alternativa@ulusofona.pt


Fonte: LERPARAVER 

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publicado por MJA [6.Out.11]


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Mudar de Vida
"Os Cegos"

RTP 1

3 Out 2011

"Mudar de Vida" é um novo programa de reportagem que mostra o mundo como ele é. Todas as semanas um repórter conta experiências de vida passando – literalmente - por elas. Vive como e com pessoas de varias profissões e de múltiplas existências.

O lema é: Viver e contar. Nas primeiras semanas a jornalista Rosário Salgueiro veste a pele de um bombeiro e vive como ele acompanhando os fogos de Verão ou o socorro dos doentes. Veste também a pele de uma agricultora num tempo em que se apela a um regresso aos campos ou de uma auxiliar num centro de emergência para crianças abandonadas.

No 3.º programa "Os Cegos" Rosário Salgueiro vive durante uma semana, como cega, para nos mostrar as dificuldades vividas pelas pessoas cegas, no dia-a-dia.

Direção: Nuno Santos/Rosário Salgueiro
Coordenação: Rosário Salgueiro

Veja aqui o vídeo passado na RTP1 em 3 de Outubro:
http://www0.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=28064&c_id=1&dif=tv&idpod=63617


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publicado por MJA [4.Out.11]


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Glaucoma é a primeira causa prevenível
de cegueira em Portugal e no mundo

04/10/2011

RCM Pharma

SPO deixa alerta pela saúde visual dos portugueses

O glaucoma continua a ser uma das principais causas de cegueira em Portugal e afecta mais frequentemente pessoas idosas. A propósito do Dia Mundial da Visão, que se assinala no próximo dia 13 de outubro, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) lembra que o glaucoma continua a ser a segunda causa de cegueira a nível mundial, sendo a primeira causa prevenível de cegueira irreversível, em comunicado de imprensa.

Segundo o Plano Nacional de Visão 2005-2010, a doença afecta cerca de 67 mil portugueses, estando, no entanto, identificados 200 mil hipertensos oculares, isto é, pessoas com valores altos de pressão intraocular, mas que ainda não sofrem de glaucoma.

O glaucoma é uma doença do nervo óptico, de evolução crónica, que conduz à perda progressiva do campo visual. Na fase inicial é geralmente assintomático, tornando-se incapacitante nas fases mais tardias e originando dependência de terceiros. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta para uma prevalência mundial de 70 milhões de indivíduos afetados e 2,5 milhões de novos casos por ano.

Segundo Manuela Carvalho, do Grupo Português de Glaucoma da SPO, “o impacto social do glaucoma é pesado, dado que atinge 1 a 4 por cento da população com mais de 40 anos. Um estudo publicado recentemente no jornal científico «Current Medical Research and Opinion» revela que o custo anual do tratamento do glaucoma é bastante inferior ao custo anual social da cegueira. O seu diagnóstico pode ser realizado por um oftalmologista numa consulta de rotina, pelo que é fundamental que toda a população esteja sensibilizada para a importância de consultar um oftalmologista de forma regular”.

A vigilância regular é também fundamental na infância, explica Eduardo Silva, especialista em oftalmologia pediátrica e membro da SPO, que realça que “a promoção da saúde visual em idade pediátrica e na adolescência é muito importante , pois a deteção precoce de problemas visuais pode garantir um melhor desenvolvimento físico, emocional e social das nossas crianças”.

Já Fernando Bivar, do Grupo Português de Ergoftalmologia da SPO, refere que “a saúde oftalmológica dos portugueses está condicionada pela ineficácia das escolhas da informação visual por parte das várias instituições da nossa sociedade. As cores e os contrastes escolhidos e a forma de colocar informação vertical e horizontal deveriam obedecer à fisiologia da visão, para que toda a sinalética possa ser melhor percebida por quem vê bem mas também por aqueles que sofrem de patologias oculares”.

A “Saúde visual na criança”, “Ambiente e oftalmologia” e o Glaucoma serão os temas debatidos pela SPO com representantes de outras sociedades médicas portuguesas numa sessão comemorativa do Dia Mundial da Visão, promovida com o objetivo de “sensibilizar os colegas das restantes especialidades para a importância da saúde visual da população portuguesa, focando os problemas que podem ser prevenidos ou tratados quando detetados numa fase inicial, como é o caso do glaucoma e das doenças oftalmológicas pediátricas”, explica Manuela Carmona, presidente da SPO.

A presidente realça ainda que “a SPO considera que uma maior colaboração entre especialistas contribui para que o doente seja melhor tratado, pelo que estamos à disposição das outras sociedades para colaborar naquilo que for necessário. Ao trabalharmos juntos podemos contribuir para que a população portuguesa seja mais saudável e seja tratada de forma mais eficaz”.

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publicado por MJA [4.Out.11]


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CONFERÊNCIA
TOCAR … OUVIR … SENTIR …
O acesso dos deficientes visuais à
informação e à cultura


Data: 12 de Outubro 2011
Local: Coimbra - Casa Municipal da Cultura


PROGRAMA

10:00 Sessão de Abertura
Prof. Doutora Maria José Azevedo Santos (Vice-Presidente da CMC e Vereadora da Cultura)

10:15 1.º Tema: ARTE ACESSÍVEL
Moderação: Berta Duarte (Chefe da Divisão de Museologia da CMC)

Participantes:

  • Josélia Neves (prof.ª universitária) – A Audiodescrição: No cinema, no teatro, na dança...

  • Tânia Lopes - (artista plástica) - Uma exposição para ver de olhos fechados

11:00 Debate

11:15 2.º Tema: INCLUSÃO DIGITAL
Moderação: Nuno Pimenta (Chefe da Divisão de Informática da CMC)

Participantes:

  • Jorge Fernandes (responsável pela unidade de Acesso da UMIC) – Toda a informação ao alcance dum clic… ou de uma tecla de atalho

  • Alice Ribeiro (responsável do Serviço de Apoio Ao Estudante com Deficiência da Universidade do Porto) - Biblioteca Aberta do Ensino Superior - Cooperação para partilha da informação

12:00 Debate

12:30 Pausa para Almoço

14:00 3.º Tema: LIVROS QUE FALAM
Moderador: Rita Santos (Directora de Informação da RUC)

  • Fernando Alvim (locutor e apresentador da RTP) Leitura de audiolivros. Ler ou interpretar?

  • Júlio Costa (responsável da Biblioteca Sonora da BPMP) -uma experiência de décadas na gravação de livros falados

  • Sofia Vaz Serra (locutora voluntária na BMC) – O prazer de partilhar leituras: relato de uma experiência de voluntariado

16:00 Debate

16:15 4.º Tema: A INFORMAÇÃO NA PONTA DOS DEDOS
Moderação: Maria José Miranda (Chefe da Divisão de Bibliotecas da CMC)

Participantes:

  • Joana Branco – (tradutora e professora do ensino básico e secundário): "Traduzindo a visão noutros sentidos"

  • Bruáa Editora - "O livro negro das cores" ou a aproximação do ver e não ver: Conversa com Menena Cottin e Mónica Bergna (via Skype) sobre a concepção do "Livro Negro das Cores".

  • Ana Fontes (ex-professora do ensino especial) – "Mãos que lêem. Técnicas de leitura Braille com leitura de um texto".


Inscrições:
leitura.especial@cm-coimbra.pt 
jose.guerra@cm-coimbra.pt
Tel. 239 702 630
Entrada Livre (condicionada à lotação da sala)

Nota: no acto da inscrição deve ser referida a eventual necessidade de apoio especial, como por exemplo tradução em LGP (Língua Gestual Portuguesa) ou informação impressa em Braille, com pelo menos uma semana de antecedência da data de realização da Conferência.

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publicado por MJA [2.Out.11]


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O Livro Negro das Cores

| autora: Menena Cottin || ilustradora: Rosana Faría |


 
 http://www.youtube.com/watch?v=R6xNg0544sE&eurl=&feature=player_embedded


El Libro Negro de Los Colores de Menena Cottin com ilustrações de  Rosana Faría é uma obra singular sobre a percepção das cores.

Escrito a tinta e a braille e ilustrado com imagens a preto e branco e em relevo, este livro negro propõe a todos as crianças uma experiência sensorial inédita: perceber as cores sem necessidade de as ver.

Uma edição original da editora mexicana Tecolote mereceu o primeiro prémio na categoria "Novos Horizontes", outorgado pela Feira do Livro Infantil de Bolonha 2007. O New York Times incluiu-o entre os 10 melhores álbuns ilustrados de 2008.

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publicado por MJA [13.Jan.09/2.Out.11]


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Co(n)tato se vê a obra no
Museu Colecção Berardo

- Dirigida a cegos e pessoas com baixa visão -


Explore o nosso museu de forma criativa. Acionamos os sentidos e criamos diferentes contatos com as obras de arte. Como ver o que está lá e o que não está lá? Vamos conversar co(n)tato e criar objetos dialogantes.

concepção: Rita de Sá

Para além destas, outras atividades da nossa programação podem ser adaptadas ao público com necessidades especiais.

Para mais informações contate o Serviço Educativo: Tel. 213 612 800.


FUNDAÇÃO DE ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA
COLECÇÃO BERARDO
Praça do Império
1449-003 Lisboa

Tel +351.213.612.878
E-mail museuberardo@museuberardo.pt
http://www.museuberardo.pt/

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publicado por MJA [28.Set.11]


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Jogos de tabuleiro adaptados a
pessoas com deficiência visual

Lusa

"Tendo em consideração aspectos como a usabilidade, ergonomia, exequibilidade, economia e sem descurar a atractividade e criatividade, efectuaram-se alterações ao nível dos contrastes, texturas e relevos dos materiais e suportes de informação das regras", explica a ACAPO. Os jogos adaptados, três dos quais integram o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos, "além de contribuírem para o desenvolvimento do raciocínio matemático, fomentam, nos seus praticantes, atitudes sociais como a cooperação, espírito de equipa, respeito mútuo, responsabilidade e iniciativa", acrescenta.

Os jogos estão adequados para praticantes de todas as idades, sendo indicados para o processo de aprendizagem dos alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário. A LuduScience - Ideias e Ciências dedica-se à concepção, criação e divulgação de material didáctico e jogos educativos, pretendendo aliar a tudo isto uma outra componente que se traduz na preservação do património histórico-cultural português.

Os jogos educativos podem ser adquiridos através das delegações da ACAPO, na página da LuduScience, na Unidade de Equipamentos e Serviços Tiflotécnicos, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, no museu da Universidade de Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa e no Museu Municipal de Penafiel.


Fonte: Público

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publicado por MJA [24.Set.11]


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Falhas no Ministério da Educação.
Planos dos alunos deficientes
para 2011-2012 ficaram esquecidos

i-online

17 de Setembro de 2011


Centros que prestam apoio à escolas enviaram os seus projectos para 2011/2012 às direcções regionais. Planos não chegaram à tutela.

Todos os planos de acção dos centros de recursos para a inclusão (CRI) foram rejeitados pelo Ministério da Educação e Ciência. Os projectos destinados aos alunos com necessidades educativas especiais não tiveram a “aprovação técnica” da tutela que, no entanto, decidiu manter as mesmas verbas do ano lectivo anterior, obrigando agora os CRI a ajustar com cada agrupamento ou escolas os apoios que vão prestar aos alunos. Em causa não estão cortes orçamentais, mas uma falha de comunicação que terá levado a tutela a optar por um mal menor. Seguindo os procedimentos de anos anteriores, os 74 centros de recursos para a inclusão elaboraram os seus planos de acção de acordo com as necessidades solicitadas pelas escolas e agrupamentos, enviando as candidaturas às respectivas direcções regionais de educação (DRE). Só que estas propostas nunca terão chegado a entrar no gabinete da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário.

Entre o envio das candidaturas e a sua aprovação, foi preciso atravessar uma mudança de governo com uma nova equipa do MEC e ainda um processo de simplificação administrativa, que já levou o ministro Nuno Crato a anunciar o fim das DRE em Dezembro de 2012. Nada disso tem a ver com ensino especial, mas o certo é que os CRI terão sido apanhados nesta avalanche de mudanças.

Com o processo de extinção das direcções regionais de educação, os planos de acção para apoiar os alunos portadores de deficiência ficaram esquecidos numa gaveta ou num ficheiro informático, em vez de essa informação passar das DRE para a tutela. Os responsáveis pelos CRIS, que julgaram estar perante atrasos decorrentes da mudança de governo, acabaram por ser surpreendidos com a reprovação dos planos de acção.

“O Ministério informou-nos que aprovou apenas os montantes do ano anterior, mas desconhecemos a razão para os planos de acção não terem sido aprovados, explica João Dias, da Federação Portuguesa para a Deficiência Mental - Humanitas.

O i apurou, no entanto, que as candidaturas nunca chegaram ao conhecimento da tutela e que, aprovar agora as propostas apresentadas pelos CRI, seria um processo demorado que iria atrasar mais os serviços e técnicos destinados a esta população. A solução passou por conceder as mesmas verbas de 2010 e delegar nos centros de recursos para a inclusão a responsabilidade de coordenar os apoios que vão ser necessários com as escolas e agrupamentos.

“Os valores são os mesmos, mas os projectos para este ano são diferentes, porque os alunos são outros e as necessidades também não são as mesmas, como é natural”, explica Rogério Cação, da Federação de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci). É esse o trabalho que está a ser feito pelos CRI, que em cada estabelecimento tentam perceber como podem ajustar as verbas às necessidades os alunos: “As aulas começaram na quinta-feira, mas os CRI e as escolas estão a trabalhar depressa, penso que numa semana o processo estará concluído”, diz João Dias. Do ministério obtiveram o compromisso de que o impacto do trabalho feito nas escolas iria ser avaliado no fim do ano lectivo.

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publicado por MJA [20.Set.11]


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Carrinhas móveis suportadas pelas ópticas
realizam rastreios oftalmológicos falsos

Márcia Oliveira

16 de Setembro de 2011


Multiópticas no topo da lista de fraudes com crianças. A óptica defende-se e diz que "notoriedade da marca leva à confusão com marcas concorrentes"

As carrinhas de marcas de ópticas que fazem rastreios nas escolas nem sempre têm profissionais especializados e em alguns casos já terão provocado problemas de visão a crianças. A acusação é do director do serviço de oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Joaquim Murta. "As carrinhas móveis suportadas pelas ópticas que vão às escolas supostamente para observar as crianças, na realidade, muitas nem têm especialistas. O que lhes interessa é vender e mais nada", explica o oftalmologista.

O especialista conta ao i que já recebeu várias crianças no seu consultório com problemas de visão agravados devido a óculos impróprios para os seus problemas. Quando questionado sobre as marcas que fazem este tipo de abordagens aos mais novos, Joaquim Murta não tem papas na língua e acusa o Grupo Óptico das Beiras e a Multiópticas, realçando que, especialmente a última, o faz "imensas vezes" principalmente na zona da Beira Interior.

O i contactou o responsável dos rastreios oftalmológicos do Grupo Óptico, mas a única coisa que ouviu da empresa foi "o nosso comentário é não comentar. Não faz sentido".

Já a Multiópticas enviou um comunicado ao i a explicar, que no caso deste tipo de rastreios, o serviço que presta só ocorre perante a solicitação das respectivas entidades, respeitando a restrição de idade que é igual ou superior aos oito anos e perante uma autorização prévia dos encarregados de educação. Além disso, as crianças são acompanhadas pelos professores que coordenam com a óptica a realização das acções de rastreio. "O despiste centra-se em avaliar a acuidade visual, forias e estrabismos. Com quaisquer possíveis problemas do foro patológico que possam ser detectados, é feita uma recomendação entregue ao professor que acompanha a acção, endereçada ao encarregado de educação, para que consulte um médico oftalmologista", refere a cadeia.

A óptica realça ainda que os seus técnicos são especialistas de qualidade e por isso têm a confiança da população e acrescenta que os rastreios são gratuitos e beneficiam quem não pode recorrer ao Serviço Nacional de Saúde ou a serviços privados: "A notoriedade da nossa marca muitas vezes pode levar à confusão com marcas concorrentes. Há muitas marcas de óptica hoje a realizar iniciativas semelhantes, inclusive com carrinhas equipadas, alugadas através de anúncio e que proporcionam com facilidade estas abordagens", sublinha ainda a Multiópticas. Apesar da posição das ópticas, Joaquim Murta explica que já há seis anos que envia cartas para a Ordem dos Médicos a denunciar estes casos, embora sem sucesso.

Augusto Magalhães, oftalmologista pediátrico do Hospital de São João do Porto e membro da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, diz ao i que não pode haver ingenuidade ao ponto de não achar que as casas de óptica não usem estas carrinhas para fazer publicidade às suas lojas, porque são essas "as leis do mercado". E o oftalmologista mostra-se preocupado apenas com a qualidade dos rastreios:

"Normalmente são realizados de forma arbitrária, sem um protocolo aceite em termos de fiabilidade e de eficácia, e são realizados por pessoas cuja idoneidade não se sabe por quem ou onde é concedida", diz. "Na presença de suspeitas, as crianças são habitualmente encaminhadas para a respectiva loja onde habitualmente existe um optometrista a que chamam especialista de visão e que decide em última instância quais as necessidades da criança", acrescenta. Segundo o médico, durante todo o processo dificilmente algum oftalmologista observa a criança. "Tudo isto é lamentável, porque não existem garantias de competência e dessa forma a saúde passa ao lado dos médicos", acrescenta.

Augusto Magalhães reforça ainda a importância dos rastreios realizados aos mais pequenos e afirma que 20% das crianças têm problemas visuais que interferem com o rendimento escolar.

Para o especialista, as doenças dos olhos que mais afectam os mais novos são os erros refractivos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo. Um dos sinais mais habituais de problemas na visão é "a dificuldade na leitura", mas dores de cabeça, náuseas, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) "são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um oftalmologista", defende.

Augusto Magalhães considera ainda que é fundamental realizar um primeiro rastreio por volta dos três ou quatro anos, porque nesta idade a criança já colabora minimamente. No entanto, sustentou, "do ponto de vista médico é preferível rastrear mais cedo".


Fonte: i-online

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publicado por MJA [16.Set.11]


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Antecipação da idade de reforma e aposentação por
velhice, sem penalização, para trabalhadores
com deficiência visual

13 de Setembro de 2011


A proposta do Bloco de Esquerda defende que a idade geral de acesso à pensão de aposentação, estabelecida em 65 anos para os trabalhadores dos sectores público e privado, deve ser reduzida para os trabalhadores com deficiência visual igual ou superior a 90%.


Exposição de motivos
A Convenção Sobre Os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela Resolução da AssembLeia da República nº 57/2009, de 30 de Julho, ratificada pelo Decreto do Presidente da República, nº 71/2009, de 30 de Julho, "reconhece que a deficiência constitui um conceito complexo e resulta da interacção entre as pessoas com limitações e as barreiras sociais e ambientais que impedem a sua plena e efectiva participação na sociedade, em igualdade com todos os cidadãos".

No âmbito do direito internacional comparado, encontramos exemplos de discriminação positiva, como o de Espanha, através do Real Decreto 1539/2003, de 5 de Dezembro, e o do Brasil, aprovado em Abril de 2010 (Concessão pelo regime geral de previdência social, de aposentadoria especial ao trabalhador com deficiência). Em ambos os casos se prevê que pessoas com deficiência, dependendo do grau e do tempo de actividade profissional, vejam reduzida a idade de reforma.

A Lei de Bases do regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência (Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto), consagra a necessidade da existência de acções positivas tendentes a aplanar as desigualdades resultantes de se ser um cidadão com deficiência, bem como, o tratamento singular que é devido a cada um destes indivíduos.

No mesmo sentido, consagra esta Lei de Bases, no seu artigo 4º, que: "à pessoa com deficiência é reconhecida a singularidade, devendo a sua abordagem ser feita de forma diferenciada, tendo em consideração as circunstâncias pessoais".

No nº 2, artigo 6º da referida Lei é reconhecido que "a pessoa com deficiência deve beneficiar de medidas de acção positiva com o objectivo de garantir o exercício dos seus direitos e deveres, corrigindo uma situação factual de desigualdade que persista na vida social".

O Artigo 1º do Decreto-Lei n.º 49.331, de 28 de Outubro de 1969, já estabelecia que: “Para efeitos médico-sociais e assistenciais, considera-se cegueira: a) A ausência total da visão; b) As situações irrecuperáveis em que: a acuidade visual seja inferior a 0,1 no melhor olho e após a correcção apropriada; ou a acuidade visual, embora superior a 0,1, seja acompanhada de limitação do campo visual igual ou inferior a 20º angulares”.

O quadro legal e referencial, no que à deficiência visual respeita, conheceu, porém, significativa evolução. A Organização Mundial de Saúde tem apresentado tabelas de classificação dos graus de incapacidade, nomeadamente, a Classificação Internacional de Funcionalidade. A presente iniciativa guia-se pelos critérios estabelecidos na Tabela Nacional de Incapacidades, que se inspira na tabela europeia “Guide barème europeén d’evaluation dês atteintes à lá intégrité physique e psychique”. A referida Tabela foi aprovada pelo Decreto-Lei n.º 352/2007, de 23 de Outubro, e é com base nela que são passados os atestados médicos de incapacidade multiuso.

É um imperativo de justiça social melhorar esta situação, tanto mais que a actividade profissional das pessoas com esta deficiência é exercida em condições particularmente penosas de dureza e desgaste, tal como refere o art.º 20.º b) do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de Maio. As exigências de resposta colocadas ao trabalhador cego ou grande amblíope são sempre muito maiores do que as colocadas aos restantes trabalhadores.

A proposta do Bloco de Esquerda defende que a idade geral de acesso à pensão de aposentação, estabelecida em 65 anos para os trabalhadores dos sectores público e privado, deve ser reduzida para os trabalhadores com deficiência visual igual ou superior a 90%. O presente direito parte da vontade do trabalhador e passa, nos casos em que a deficiência visual esteja entre os 60% e os 90%, pela avaliação do elevado índice de desgaste por uma Junta Médica.

Assim, e partindo da vontade expressa do trabalhador, a idade de reforma por velhice, passa a ser aos 55 anos para os trabalhadores com incapacidade permanente global igual ou superior a 90%, desde que o trabalhador tenha 20 anos de carreira contributiva, e sem que, para o efeito, esteja sujeito a qualquer tipo de penalização.


Leia o Projecto de Lei completo AQUI.


Fonte:
Grupo Parlamentar do BE

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publicado por MJA [16.Set.11]


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Out of Sight - um filme de animação chinês
que trata o problema da mobilidade dos cegos


"Out of Sight" é um projecto de fim de curso de Ya-ting Yu com a participação de Yeh Ya-hsuan e Chung Ling, colegas na National Taiwan University of Arts.


Out of Sight: vídeo de 5minutos 


A animação chinesa Out of Sight mostra uma menina cega, que é assaltada e levada para fora do seu caminho habitual. Uma vez neste novo mundo ela precisa utilizar os seus sentidos para saber onde está e como se locomover. O desenrolar da história apresenta de uma maneira sensível e muito bonita toda esta descoberta.


Fonte:  blog Pipoca de Bits

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publicado por MJA [15.Set.11]


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ONG britânica de combate à cegueira
lança campanha com fotos de pilotos

Grande Prémio

14-Setembro


A Sightsavers, ONG britânica que trabalha no combate à cegueira em países em desenvolvimento, vai sortear fotos autografadas de sete pilotos de F1 entre os doadores. As fotos destacam os olhos dos pilotos, tiradas momentos antes de saírem à pista

A Sightsavers, organização não-governamental britânica que trabalha na prevenção da cegueira em países em desenvolvimento, idealizou uma campanha focada na visão dos pilotos de F1. O fotógrafo esportivo Andrew Hone, que há 15 anos cobre automobilismo, captou as imagens dos rostos de sete pilotos da atual temporada: Sebastian Vettel e Mark Webber, da Red Bull, Fernando Alonso e Felipe Massa, da Ferrari, Lewis Hamilton e Jenson Button, da McLaren, e Michael Schumacher, da Mercedes.

As fotos, autografadas pelo piloto fotografado, serão sorteadas entre os doadores da ONG antes das próximas corridas. A primeira a ser sorteada será a de Webber, no GP de Cingapura. A fotografia de Alonso será a última a ser sorteada, no GP do Brasil em novembro.

Segundo Hone, as imagens “destacam o sentido do qual os pilotos dependem completamente para participar desse esporte rápido e perigoso.” As fotografias foram tiradas durante as corridas na Austrália, em Valência e no Canadá.

Fonte: Grande Prémio

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publicado por MJA [15.Set.11]


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Implante para corrigir alta miopia
não afeta a saúde da retina

14 Setembro


A mais nova tecnologia para corrigir alta miopia não afeta a saúde da retina - membrana que fica no fundo do olho e responde pela maioria das doenças que levam à cegueira irreversível. Esta é a conclusão de um estudo realizado com 18 pacientes nos último 12 meses por um dos precursores da técnica no Brasil, o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. Trata-se do implante de uma lente intraocular na frente da íris (parte colorida do olho) que pode ser retirada nos casos de alteração de grau.

De acordo com o médico, chegou ao País em maio de 2010. É indicada para quem tem mais de 21 anos, de 6 a 16,5 graus de miopia e não pode fazer a correção com laser. Isso porque, na cirurgia a laser seria necessário retirar uma grande quantidade de tecido da córnea que poderia deixar o globo ocular vulnerável, e levar à baixa qualidade visual, até pessoas com boa espessura de córnea.

Seleção

Queiroz Neto afirma que participaram do estudo pacientes com idade de 24 a 41 anos, de moderado a alto grau de miopia, no intervalo de -6 a –20 dioptrias. Foram excluídos pacientes com câmara anterior rasa, portadores de glaucoma ou catarata, diâmetro pupilar maior que 7 mm, astigmatismo maior que 2 graus, histórico anterior de cirurgia na córnea ou intraocular.

Resultado Refrativo

O médico diz que após a cirurgia todos os participantes alcançaram alta qualidade ótica. Dezesseis deles atingiram de 80% a 90% de visão sem correção logo após o procedimento. O mesmo resultado foi alcançado por dois pacientes que tinham miopia maior que o limite de correção da lente (-16,5) e por isso tiveram de passar por cirurgia refrativa a laser para completar a correção óptica.

Segurança da Cirurgia

O especialista destaca que o exame de fundo de olho realizado antes do procedimento e depois de um ano da cirurgia mostra que nenhum dos participantes apresentou novas alterações na retina e vítreo. Esta estabilidade, afirma, está relacionada ao fato do procedimento não exigir a retirada do cristalino e diminui o risco de descolamento de retina. Ele explica que a chance disso ocorrer entre altos míopes é 40 vezes maior do que entre pessoas que não precisam usar óculos de grau. Acontece porque, em geral, a miopia aparece na infância. Há indícios de que muito do crescimento do olho vem da retina e a falta de estímulo visual pode acarretar a degeneração da região periférica que provoca descolamento. Uma das características da lente para cirurgia de alta miopia é o ganho de acuidade visual. Isso porque, o grau é colocado dentro do olho sem alteração da fisiologia ocular.

Para Queiroz Neto a comprovação do benefício para a retina depende de novos estudos realizados em períodos mais longos de tempo. Ainda assim o resultado preliminar deste estudo indica redução de custos sociais tendo em vista o crescimento da miopia no Brasil e no mundo.

Fonte: Paran@shop

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publicado por MJA [15.Set.11]


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Usar óculos de sol que não protegem contra
radiação ultravioleta é pior do que não usar nenhum

Público

Catarina Gomes

14.09.2011

Nos meses de maior exposição solar, já não há quem não saiba que quando vai à praia deve usar protector solar porque existe risco de desenvolver cancro da pele. Menos conhecido é o risco da falsa protecção trazida por óculos que não filtram a radiação ultravioleta (UV) e que são piores do que não usar óculos, defendem especialistas. Um dos riscos são as cataratas.

Em Espanha estima-se que cerca de 30 por cento dos óculos de sol vendidos não são homologados, ou seja, não seguem as regras da União Europeia e não oferecem garantias de protegerem mesmo contra as radiações ultravioleta que são as que podem fazer mais malefícios à vista. Em Portugal, não há números mas a presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Manuela Carmona, calcula que os valores possam ser da mesma grandeza.

O presidente da Associação Nacional dos Ópticos, Rui Correia, apenas refere que só no primeiro semestre de 2011 a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu 4.385 óculos de sol contrafeitos, o que representará apenas dez por cento dos que são colocados à venda, estima. Mas a falsificação de marcas não é o único problema – o certo é que estes e outros óculos não estão certificados e, por isso, não garantem a filtragem de radiação UV.

Rui Correia até diz que o facto de os óculos se terem transformado também “num acessório de moda, contribui, em muito, para a preservação da saúde visual da população”. Mas “as grandes cadeias de pronto-a-vestir, as lojas de acessórios, as lojas chinesas, já para não falar no mercado paralelo, como vendas ambulantes, comercializam óculos de qualidade óptica duvidosa – provenientes de países asiáticos, em que as exigências legais de fabrico, não são certamente as da UE”, nota.

Os óculos que oferecem protecção contra a radiação UV devem ter uma etiqueta onde se lê CE, uma vez que a existência de filtragem não é detectável a olho nu, “mas até estas etiquetas podem ser falsificadas”, admite Manuela Carmona.

O problema é que “é mais perigoso usar estes óculos [que não filtram] do que não usar nenhuns”, alerta Manuela Carmona, e passa a explicar: Com o uso de lentes escuras que bloqueiam a luz visível, “os olhos interpretam o bloqueio de luz baixando as defesas, uma dessas formas de defesa é a contracção da pupila, que fica mais pequena e assim diminui a entrada de luz; quando usamos esses óculos sem filtro UV o nosso olho é enganado e em vez de contrair, dilata”. Mas o preço dos óculos não é o critério a ter em conta, “pode haver óculos baratos com filtros”, nota a médica.

Atenção à cor das lentes

O facto de a lente ser escura também não é um bom indicador de escolha, nota Fernando Bivar, oftalmologista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia. “Quem usa óculos de lentes escuras mas sem filtros para radiação UV está tão exposto aos efeitos nocivos da luz solar como quem não os usa”.

Estes perigos são agravados pelas maiores exposições, decorrentes das alterações climáticas, por isso a Protecção Civil até passou a divulgar alertas sobre níveis de radiação UV e seus graus de risco nos vários locais, nota Victor Ágoas, especialista no Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto. O Instituto de Meteorologia divulga diariamente mapas de previsão do índice ultravioleta.

“A exposição prolongada à radiação durante muitos anos pode, a longo prazo, ser um dos factores que acelera o aparecimento mais precoce das cataratas, a par com questões genéticas e a idade, refere Manuela Carmona. A especialista afirma também que “a acção continuada do sol sobre o olho ao longo dos anos está na origem da degenerescência macular da idade que é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a principal causa de cegueira a partir dos 50 anos de idade, nos países desenvolvidos. Outras complicações incluem inflamações da córnea, chamados de queratites, acrescenta.

Como precaução, os especialistas aconselham a compra de marcas reconhecidas e em locais de venda reconhecidos que façam acompanhar os óculos de uma certificação de qualidade.

Fonte: Público

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publicado por MJA [15.Set.11]


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Cão-guia ajudou cego a escapar

do World Trade Center

PATRÍCIA BRITTO

 

Michael Hingson fala do seu livro Thunder Dog


Michael Hingson, 61, chegou cedo ao seu escritório, no baixo Manhattan, naquela terça-feira. O dia estava ensolarado em Nova York. Do elevador ao escritório no 78.º andar da torre norte do World Trade Center, sua companheira Roselle distribuía simpatia.

A relação entre eles era recente, ainda não haviam completado dois anos juntos. Desde o primeiro passeio, Michael achou que formavam um par perfeito.

Roselle, uma labrador, tinha sido treinada para trabalhar como cão-guia. Sempre teve personalidade forte. Era bagunceira, espalhava meias pela casa, roncava à noite e latia alto ao som da campainha. Apesar de gostar de brincar, o serviço era levado a sério. E o seu trabalho mais reconhecido aconteceu naquela manhã do dia 11 de setembro de 2001.

Eram 7h40 quando eles chegaram ao escritório da Quantum, uma empresa de softwares onde Michael trabalhava desde 1997. Havia um ano que estavam no WTC. Como gerente regional de vendas, ele tinha muitos compromissos agendados para aquela semana. Às 9h, começaria um treinamento para revendedores.

Às 8h46, Michael estava a três metros da janela por onde seus colegas podiam ver o porto de Nova York e a Estátua da Liberdade. Ouviu uma explosão metálica e sentiu o piso tremer. Havia fumaça e cheiro de gás no ar. Um avião sequestrado por terroristas havia se chocado com o prédio na altura dos andares 93 a 99.

Michael e o colega David Frank decidiram sair da torre. Os elevadores não funcionavam, não havia eletricidade. Então Roselle começou a aventura de guiar seu tutor na descida de 78 andares pelas escadas.

"Trabalhamos em equipe. A tarefa dela era garantir que andássemos com segurança procurando obstáculos. Minha tarefa era direcioná-la com comandos específicos, como para frente, para a direita ou para a esquerda", conta Michael em entrevista à Folha.

Durante a descida, ele foi o único que reconheceu o cheiro de combustível do avião. "As pessoas que enxergam se baseiam apenas na visão e não aprendem outras técnicas que poderiam ajudá-las".

A jornada durou cerca de uma hora. Michael e Roselle estavam a apenas duas quadras da torre sul quando ela, atingida por um segundo avião, desabou às 9h59. "Foi a parte mais perigosa. Não é mais difícil para um cego descer 1.463 degraus, mas correr 400 metros com uma torre desmoronando atrás de você é assustador, não importa se você é cego ou se pode ver."

FAMA

Depois da experiência, Michael e Roselle viraram uma dupla popular. A história deles foi recontada em entrevistas na TV e palestras, onde ele fala sobre confiança, trabalho em equipe, cães-guia e cegueira. "A principal desvantagem dos cegos não é a falta de visão, mas o desconhecimento das pessoas que enxergam sobre o que um cego pode ou não pode fazer", afirma.

Em janeiro de 2002, Michael trocou a carreira de 27 anos na área de tecnologia para ser diretor de relações públicas de uma escola de treinamento para cães-guia em San Rafael, Califórnia.

No mês passado, a história de Michael e Roselle virou o livro "Thunder Dog" (Cão Trovão, em português), sem previsão de lançamento no Brasil. A obra também está disponível em audio-book.

Em 2007, Roselle se aposentou. Passou os últimos anos se divertindo com as colegas África e Fantasia, que também viviam sob os cuidados de Michael.

Em 2010, Roselle teve dores crônicas nas costas e foi tratada com acupuntura. Em 24 de julho deste ano, aos 13, ela estava com a saúde frágil quando teve complicações de uma úlcera. Dois dias depois, como não apresentava melhora, sua família e o veterinário interromperam o sofrimento. Roselle foi sacrificada às 20h52 de um domingo.


Fonte: Folha.COM

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publicado por MJA [11.Set.11]


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Jogos electrónicos podem ser
úteis no tratamento da ambliopia

Lucas Karasinski

6 de Setembro


Ambliopia, também conhecida como "olho preguiçoso", é uma deficiência do desenvolvimento normal do sistema visual que pode causar a redução ou a perda da visão. Atualmente o tratamento mais comum é a oclusão, ou seja, o uso de um tampão durante a infância que força o desenvolvimento do olho deficiente. No entanto, a prática deixa de ser eficaz após os oito anos de idade.

Em busca de novos métodos de combate à ambliopia, pesquisadores da Universidade de Berkeley realizaram um estudo utilizando video games comuns no tratamento de jovens e adultos com resultados muito interessantes. A terapia com video games foi utilizada no tratamento de um grupo de 20 pessoas entre 15 e 61 anos com ambliopia.

Os pacientes participaram de várias sessões de 2 horas de jogo (que totalizaram 40 horas). Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro foi submetido a partidas de Medal of Honor: Pacific Assault. Já o segundo grupo combinou sessões do jogo SimCity Societies com a técnica da oclusão do olho “bom”.

O estudo comprovou uma melhora na acuidade visual e percepção tridimensional. De acordo com o Dr. Roger Li, autor e coordenador da pesquisa, essa é a primeira prova concreta de que os video games podem ajudar na recuperação da acuidade visual de adultos com ambliopia.

Vale lembrar que, no início do ano, durante a Consumer Electronics Show (CES), um jogo comandado através da movimentação dos olhos mostrou outra aplicação dos jogos no tratamento da ambliopia.

Fonte: TECMUNDO

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publicado por MJA [11.Set.11]


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Prémio Champalimaud de Visão recompensa
programa de luta contra a cegueira dos rios

Público

Por Ana Gerschenfeld

09.Setembro.2011


O Programa Africano de Controlo da Oncocercose (APOC) é o laureado deste ano do Prémio António Champalimaud de Visão. A oncocercose, ou cegueira dos rios, é uma das maiores causas de cegueira na África subsariana – e 99 por cento dos casos desta doença ocorrem naquela região do mundo.


Vídeo da APOC sobre a Cegueira dos rios


A oncocercose é uma doença parasitária transmitida por certas moscas pretas que pululam na proximidade de rios e riachos. Quando uma dessas moscas pica uma pessoa infectada, aspira larvas filamentosas de um verme parasita, "Onchocerca volvulus". As larvas prosseguem o seu desenvolvimento no organismo da mosca e, uma a três semanas mais tarde, ficam prontas para infectar os seres humanos que a mosca vier a picar.

No organismo de um novo hóspede, essas larvas deslocam-se debaixo da pele, formam nódulos e tornam-se adultas, dando origem a autênticos emaranhados de vermes adultos dos dois sexos. Quando os vermes (que podem viver até 15 anos) acasalam, libertam milhares de larvas filamentosas, ou microfilárias, que se espalham pelo corpo da vítima, atingindo nomeadamente os olhos.

Nos tecidos afectados, as microfilárias, ao morrerem (às centenas de milhares, numa pessoa infectada de longa data), provocam uma reacção tóxica que se traduz por uma comichão intensa e ininterrupta e diversos tipos de lesões cutâneas. Nos olhos, a reacção inflamatória leva a perdas incapacitantes da acuidade visual que, sem tratamento, podem evoluir para a cegueira total.

Existe há várias décadas um medicamento, a ivermectina (dos laboratórios Merck), que paralisa e mata as microfilárias e que também trava a reprodução dos vermes adultos.

Uma dose anual de ivermectina permite prevenir a cegueira e alivia os sintomas cutâneos da oncocercose. Em 1987, a Merck comprometeu-se a fornecer gratuitamente o medicamento durante o tempo que fosse necessário. Mas os programas de distribuição da ivermectina nos anos que se seguiram revelaram-se incapazes de atingir todas as pessoas em perigo de contraírem a doença.

O APOC, criado em 1995 sob a égide da Organização Mundial da Saúde, numa parceria entre organizações não governamentais, governos e doadores privados, conseguiu encontrar uma forma de fazer chegar o medicamento a todos os necessitados. O seu objectivo é particularmente ambicioso: eliminar a doença enquanto problema de saúde pública nos 19 países africanos que cobre, entre os quais estão Angola e Moçambique.

“A nossa previsão é que, em 2020, o mapa da presença da oncocercose em África ficará imensamente reduzido e que um certo número de países ficarão livres da doença”, disse ao PÚBLICO a nigeriana Uche Amazigo, que foi directora do APOC de 2005 a 2011. Ela e Paul Samson Lusamba-Dikassa, da República Democrática do Congo, recém-nomeado para a substituir à frente do APOC, vieram a Lisboa para receber, hoje ao fim da tarde, o galardão de um milhão de euros.

O segredo do sucesso desta operação de luta contra uma doença à escala de um continente, que arrancou em 1997, foi o que os técnicos chamam o “tratamento com ivermectina dirigido pela comunidade” (CDTI). O CDTI funcionou de forma exemplar. “Em apenas dois anos (1998 e 1999), o número de pessoas tratadas com ivermectina quadruplicou, passando de 4,5 para 20 milhões”, explica ainda Amazigo.

Hoje em dia, 70 milhões de pessoas estão a ser assim protegidas contra o parasita da oncocercose. E até 2015, o APOC tenciona chegar a mais de 90 milhões de pessoas nos 19 países envolvidos, protegendo assim uma população em risco de 115 milhões de pessoas e prevenindo 40 mil casos de cegueira por ano.

Na sua deliberação, o júri do prémio reconheceu o carácter excepcional do trabalho realizado pelo APOC: “Através do CDTI, que coloca a responsabilidade pela distribuição do medicamento directamente nas mãos das comunidades onde residem aqueles que dele precisam, o APOC responde com uma eficácia única ao desafio que consiste em atingir populações rurais pobres que se encontram ‘no fim da estrada’.” E conclui: “As expectativas são cada vez maiores de que o APOC irá conseguir, num prazo realista, eliminar de forma permanente a transmissão [do parasita] – e um dia, a necessidade de continuar a tratar as populações contra a oncocercose.”

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publicado por MJA [9.Set.11]


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Lentes de contacto "especiais" podem
eliminar temporariamente miopia

Lusa

01.09.2011


Um estudo da Universidade do Minho (UM) aponta "resultados satisfatórios" no uso de lentes de contacto especiais para "remodelar" a córnea, reduzindo ou eliminando temporariamente defeitos da visão como a miopia e o astigmatismo, anunciou hoje a instituição.

Em comunicado, a UM adianta que o estudo "Efeitos das propriedades biomecânicas da córnea na resposta ortoqueratológica", de Sofia Nogueira, demonstrou que o uso de lentes de contacto "especiais" durante nove meses permitiu a pacientes com problemas de miopia ter uma "visão satisfatória" durante dois dias sem utilizar as lentes.

As referidas lentes, informa a universidade, são lentes "rígidas e permeáveis aos gases e concebidas para remodelar a camada mais superficial da córnea, o epitélio, a fim de reduzir ou eliminar temporariamente defeitos da visão como a miopia e o astigmatismo".

Para isso, estas lentes de contacto "especiais" têm uma conformação contrária à da córnea para aplaná-la e, por conseguinte, corrigir a miopia", explica Sofia Nogueira.

O estudo de Sofia Nogueira é uma "extensão" da investigação desenvolvida pelo professor José González-Méijome e colaboradores do Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) do Centro de Física da UM, centrada na ortoqueratologia.

O trabalho de investigação deste grupo do Centro de Física da UM foi o "primeiro estudo publicado a nível mundial" sobre as repercussões das propriedades biomecânicas da córnea na resposta ao tratamento ortoqueratológico.

Um dos objectivos principais do estudo de Sofia Nogueira "foi verificar até que ponto o aplanamento da córnea persiste, mesmo após a interrupção do tratamento", assinala a UM.

A investigadora adianta que "a regressão do efeito ortoqueratológico tende a ser mais significativa após o segundo dia", verificando também "uma pequena recuperação do efeito do tratamento, o que poderia ser atribuído à pressão exercida pelas pálpebras fechadas sobre os olhos durante o período de sono".

A UM informa ainda ter-se concluído que este tratamento "torna-se menos eficiente" em casos de miopia mais elevada.

"Apesar de alguns pacientes ainda sentirem as repercussões dos efeitos, a maioria dos envolvidos tinha que dormir com lentes de contacto no segundo dia, tendo já perdido grande parte da compensação obtida com o tratamento", explica a investigadora.

No entanto, assegura José González-Méijome, "os pacientes com miopia até seis dioptrias podem utilizar as lentes durante o sono e retirá-las de manhã usufruindo de uma boa visão durante todo o dia".

Este investigador afirma ainda ser "normal" que "a córnea adopte novamente a sua forma original se o paciente deixar de utilizar as lentes de contacto durante a noite".

A UM adianta ainda que em Portugal "aproximadamente três ou quatro por cento da população deva recorrer a este método para corrigir defeitos visuais".

Fonte: Público

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publicado por MJA [5.Set.11]


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Rastreios visuais devem ser feitos
a partir dos 3 ou 4 anos de idade

RTP

30 Agosto

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) revelou hoje que cerca de 20 por cento das crianças em idade escolar têm algum défice da função visual e defendeu a realização de rastreios a partir dos três ou quatro anos.

O oftalmologista pediátrico do Hospital de S. João e membro da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disse que "as doenças dos olhos que mais afetam as crianças são os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo".

"Estima-se que cerca de 20 por cento das crianças em idade escolar tenham algum défice de função visual provocado por uma destas patologias ou outras menos frequentes, que acabam por interferir com o rendimento escolar", frisou.

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publicado por MJA [2.Set.11]


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Grande parte da população mundial
possui algum tipo de doença ocular


Pesquisa encomendada pela Transitions Optical, realizada em 8 países - Estados Unidos, Canadá, Austrália, Índia, França, Reino Unido, Itália e Brasil - com adultos, adolescentes e crianças, mostrou que grande parte da população possui algum tipo de doença ocular, como miopia, astigmatismo, hipermetropia e cansaço visual.

De acordo com a pesquisa, 75% dos entrevistados brasileiros relataram ter algum tipo de doença ocular. A Itália registrou o maior percentual de pessoas com problemas de visão (84%) e a Índia, em contrapartida, só trouxe 44% de relatos. A miopia aparece como a doença mais comum, em 30% dos entrevistados, com exceção da Índia (11%), onde o cansaço visual foi predominante. No Brasil, a miopia apareceu em 37% dos entrevistados e o astigmatismo, em segundo lugar, com 30%.


Problemas de visão mais comuns

 

Total

EUA

Canada

Austrália

Brasil

Índia

França

Reino Unido

Itália

Base de entrevistados

10574

2207

1013

1038

1007

1017

2292

1000

1000

Possui doença ocular /problemas de visão (Geral)

 

73%

 

70%

 

76%

 

63%

 

75%

 

44%

 

82%

 

77%

 

84%

Miopia

30%

23%

36%

22%

37%

11%

35%

33%

47%

Astigmatismo

20%

22%

24%

11%

30%

3%

22%

17%

29%

 

Crianças e Adolescentes

Outro dado relevante é que 42% dos entrevistados são pais de criança ou adolescente até 17 anos. Dos entrevistados, 32% afirmaram que os filhos têm algum tipo de doença ocular.

No Brasil, 23% das crianças e adolescentes têm doenças oculares e em 17% dos casos a miopia é também é predominante em crianças.  A população canadense relatou a menor porcentagem de crianças com doenças oculares (21%) e a Itália a maior porcentagem (53%). Ou seja, com isso é possível concluir que crianças, adolescentes e adultos italianos têm muitos problemas oculares.

O segundo problema de visão mais frequente entre todos os entrevistados é o astigmatismo (8%), seguida da hipermetropia (6%). Na Índia, a doença que mais aparece, também nas crianças, é o cansaço visual, com 13% de relatos.


Seis doenças oculares/ problemas de visão mais frequentes
entre crianças e adolescentes abaixo de 17 anos

 

Total

EUA

Canadá

Austrália

Brasil

Índia

França

Reino Unido

Itália

Base

4441

921

215

528

565

592

915

294

411

Possui doença ocular / problemas de visão (Geral)

 

32%

 

22%

 

21%

 

23%

 

35%

 

30%

 

41%

 

31%

 

53%

Miopia

14%

11%

12%

7%

17%

6%

17%

12%

34%

Astigmatismo

8%

5%

3%

2%

10%

2%

13%

6%

16%

Hipermetropia

6%

2%

3%

4%

5%

4%

13%

7%

8%

Fadiga ocular pelo uso do computador

5%

2%

2%

4%

5%

7%

5%

5%

8%

Cansaço visual

4%

2%

1%

4%

6%

13%

2%

3%

1%

Fadiga ocular genérica

4%

1%

2%

4%

2%

5%

5%

3%

7%

 

A claridade irrita os olhos?

82% dos participantes declararam que a claridade é irritante aos olhos; 80% dos entrevistados acham que a claridade pode causar cansaço visual e fadiga ocular e 72% afirmaram que a claridade causa dores de cabeça.

No Brasil, 95% dos entrevistados disseram proteger os olhos da claridade, enquanto que na Índia a porcentagem é de 89%. Como modo de proteção, 83% dos entrevistados brasileiros afirmam utilizar óculos escuros contra 66% da Itália, país que tem o maior índice de doenças oculares de acordo com os entrevistados. Já as lentes fotocromáticas, que alteram sua cor por meio de corantes fotossensíveis para proteger contra a luz ultravioleta e causar conforto visual, são utilizadas em 24% dos brasileiros enquanto que na Índia, o uso é de 34% dos entrevistados.


Sobre a Transitions Optical: sediada em Pinellas Park (Florida, EUA), a Transitions Optical lidera a produção de lentes fotossensíveis no mundo. Responsável por fornecer lentes dinâmicas, isto é, que se adaptam a cada tipo de luminosidade e incidência de raios ultravioleta, a Transitions Optical oferece a mais avançada tecnologia aplicável em uma variada gama de materiais e desenhos de lentes desde 1990.

Fonte: Agência Ideal

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publicado por MJA [2.Set.11]


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Acção de Formação em Orientação e Mobilidade
para Professores do Ensino Especial

1.º  momento:
Lisboa, 5 a 9 de Setembro

A ACAPO organiza em Lisboa - de 5 a 9 de Setembro 2011 - o 1.º momento de uma Acção de Formação de 60 horas em Orientação e Mobilidade, dirigida a Professores do Ensino Especial. Peter Colwell é o formador.

Informações no site da ACAPO.

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publicado por MJA [7.Ago.11]


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Universidade de Coimbra cria
roteiro turístico para invisuais

Sol

2 de Agosto, 2011


A Universidade de Coimbra (UC) anunciou hoje a disponibilização de um roteiro turístico, em braille, destinado aos invisuais que visitam os espaços da instituição. O roteiro, disponível em português e inglês, pretende tornar «mais acessível» a visita aos invisuais, fornecendo informação complementar às explicações dadas pelos guias turísticos, disse hoje à agência Lusa Maria Isabel Teixeira, do Gabinete de Apoio a Necessidades Educativas Especiais da UC.

«Permite não só acompanharem com mais pormenor as explicações dadas pelos técnicos, mas também guardarem consigo a história e os monumentos e usufruírem de repetidas leituras, saboreando este circuito turístico», afirmou.

O roteiro em braille está disponível ao mesmo preço (2,5 euros) do guia turístico normal, tendo sido produzidos, nesta fase, apenas 12 exemplares, seis em português e outros tantos em inglês.

«O roteiro é uma inovação mas, para já, não temos necessidade de uma produção em série. A procura ainda é uma incógnita. Se se revelar necessário, serão disponibilizados mais exemplares», disse Maria Isabel Teixeira.

Todos os anos cerca de 500 mil turistas de diversas proveniências visitam o Paço das Escolas da Universidade de Coimbra, num circuito que inclui, entre outros espaços, visitas à Sala dos Capelos, Torre, Biblioteca Joanina Capela de São Miguel ou a Prisão Académica.

Lusa/SOL

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publicado por MJA  [7.Ago.11]


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Campanha "Eu já sei"


A ACAPO desenvolveu uma campanha de angariação de fundos através de chamadas de valor acrescentado para o número de telefone 760.50.10.55. Subordinada ao conceito “Eu já sei”, a campanha mostra de forma simples e clara algumas das actividades/tarefas que a ACAPO, através dos seus serviços, presta a associados e utentes. Para além da componente institucional, a campanha terá também uma componente solidária, já que através do número 760.50.10.55 é possível contribuir para a Associação.

Numa primeira fase, a campanha está disponível nos suportes imprensa escrita, televisão e redes sociais.

Conheça o anúncio AQUI.

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publicado por MJA  [7.Ago.11]


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Especialistas ensinam a escolher
os óculos de sol ideais

Oftalmologistas são unânimes: produtos de má qualidade são mais danosos do que não se proteger.

As vendas de óculos de sol estão aumentando não só por conta das férias de verão que se aproximam, mas também por causa do Natal. Segundo o diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, de São Paulo, Renato Neves, enquanto se procura combater a pirataria, que responde por 40% do mercado ótico, uma parcela da população segue fazendo suas escolhas pelo preço, pondo em risco a saúde dos olhos.

— Óculos de sol são, antes de tudo, uma questão de prevenção. As pessoas devem cultivar mais o hábito de não sair de casa antes de passar protetor solar e colocar seus óculos de sol, ainda que o dia esteja meio chuvoso. Só não adianta economizar muito, porque os modelos que não contam com proteção contra os raios ultravioleta podem ser até mais prejudiciais à visão do que sair de casa sem óculos — diz.

Neves adverte ainda que, além de fazer uso de bons óculos de sol em quaisquer circunstâncias, é importante lavar os olhos com bastante água durante o dia e pingar algumas gotas de lágrima artificial para limpar o globo ocular e prevenir doenças.

— Esse hábito é especialmente recomendado para quem passa muitas horas diante do computador ou dos livros, e também para quem mora em cidades com alto índice de poluição — explica.

O especialista revela que na hora de optar por um modelo é essencial que se esteja atento à cobertura dos olhos proporcionada pelo óculos, à qualidade da lente e à sua cor.

— Aproveite que a moda está sugerindo as lentes grandes e arredondadas, que proporcionam maior cobertura à área dos olhos. Quanto à cor das lentes, as verdes e castanhas são opções mais acertadas em relação a contraste e profundidade. Evite as pretas e coloridas, a não ser à noite, quando as lentes amarelas melhoram a visão dos motoristas — aconselha.

Para o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, perito em medicina do trânsito e membro da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) dirigir contra o sol, sem proteger os olhos, é uma causa frequente de acidentes porque diminui a visibilidade.

— A claridade do verão acentua o problema que é mais intenso em quem tem fotofobia, ou seja, quem sofre com a aversão à luz — afirma, ressaltando que em algumas pessoas a alteração não indica doenças.

Em outras, no entanto, ela pode estar relacionada ao astigmatismo, irregularidade da superfície da córnea que torna as imagens desfocadas, inflamações nas porções posteriores dos olhos ou a medicamentos que aumentam a sensibilidade à luz.

— Independentemente da causa o único remédio é usar óculos escuros ou optar por lentes fotossensíveis que filtram a radiação, escurecem e clareiam conforme a luminosidade — ressalta.

Queiroz lista algumas dicas para não errar na hora de escolher os óculos:

:: óculos sem filtro solar são mais prejudiciais que a falta deles. Isso porque dilatam a pupila e fazem entrar mais radiação nos olhos. Isso aumenta o risco de catarata, maior causa de cegueira tratável, e lesões na retina que ainda não têm tratamento eficaz.

:: opte por lentes resistentes a impactos. Um estudo conduzido na Espanha mostra que o disparo do airbag eleva o risco de perfuração ocular entre pessoas que viajam sem óculos e dobram o perigo entre as que usam lentes de cristal. Para proteger os olhos no trânsito a melhor opção são as lentes inquebráveis de policarbonato.

:: A cor da lente identifica os benefícios que ela traz aos seus olhos:

  • lente cinza: É a mais adequada para quem tem astigmatismo porque reduz o brilho e não distorce as cores.
  • lente âmbar ou marrom: Ela melhora o conforto de míopes e hipermétropes por aumentar a visão de contraste, além de filtrar a luz azul que também está relacionada ao desenvolvimento da catarata.
  • lente verde: É ideal para maiores de 60 anos por oferecer a melhor visão de contraste que diminui com a idade. Também filtra um pouco da luz azul.
  • lente amarela: Reduz o ofuscamento da visão do motorista no entardecer e filtra a luz azul, mas diminui a visão de contraste em horários de muita luminosidade.
  • lente fotossensível: Indicada para quem precisa usar lente corretiva, protege da radiação durante o dia e pode ser usada à noite.


Confira as sete dicas de Neves para acertar na escolha dos óculos de sol das crianças:

  1. :: não negligencie a visão do seu filho. Invista em óculos de sol com 100% de proteção UV;
  2. :: confira se os óculos de sol se ajustam perfeitamente ao rosto da criança. Para que ela sinta-se confortável é preciso não apertar demais nem ter de ficar segurando os óculos com receio de caírem;
  3. :: seja paciente. Crianças podem levar um pouco mais de tempo do que os adultos para se adaptarem à novidade. Depois vão adorar;
  4. :: opte por lentes mais resistentes a quedas e riscos. O objetivo principal é proteger os olhos sem limitar os movimentos da criança;
  5. :: se a criança pratica esportes ou costuma brincar de correr com os colegas, considere utilizar armações apropriadas, que são presas na nuca;
  6. :: crianças que usam óculos de grau devem ter também a prescrição de um modelo similar de sol;
  7. :: adolescentes que fazem uso de lentes de contato não precisam de receita para comprar óculos de sol, mas devem usar ambos em lugares abertos.


Fonte: ZeroHora dez-2010

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publicado por MJA  [29.Jul.11]


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Estudo Internacional revela falta de conhecimento
dos Portugueses em relação ao perigo dos raios UV

João António Cândido Tavares


O estudo conclui ainda que os portugueses são o povo que mais tempo passa ao ar livre

A Transitions Optical, líder mundial em lentes fotocromáticas, acaba de divulgar as conclusões do seu mais recente estudo sobre saúde visual, realizado pela Ipsos Health a cerca de 8000 pessoas em oito países (França, Holanda, Espanha, Portugal, África do Sul, Alemanha, Inglaterra e Itália). Este estudo conclui que apenas 15% dos portugueses reconhece os perigos dos raios UV para a saúde visual.

Quando questionados sobre os efeitos dos raios UV na saúde, 67% dos portugueses responderam que aumentam o risco do cancro de pele, 17% responderam que podem levar a um envelhecimento precoce da pele e apenas 15% responderam que podem provocar lesões oculares.

Estes são dados preocupantes uma vez que as pesquisas revelam que os danos resultantes de uma exposição prolongada aos raios UVA e UVB (os danos da exposição UV são cumulativos, aumentando cada vez que os olhos são expostos ao sol) podem contribuir para problemas visuais a curto prazo e lesões ou doenças oculares graves relacionadas com a idade, incluindo cataratas. A radiação UV pode igualmente contribuir para a degenerescência macular, a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos, causar a queimadura solar da superfície dos olhos, uma situação denominada fotoqueratite e provocar formações amareladas da superfície ocular conhecidas por pingéculas e pterígio. A nível mundial cerca de 16 de milhões de pessoas estão actualmente cegas devidos às cataratas, a Organização Mundial de Saúde estima que 20% destes casos se devem à exposição aos raios UV.

Quando questionados sobre o que fazem para proteger a visão dos raios UV 67% dos portugueses responderam que usam óculos de sol com protecção UV, 18% responderam que usam óculos com lentes fotocromáticas e 13% dizem que não fazem nada em particular. Segundo os especialistas de facto é muito importante utilizar óculos com lentes com protecção UV para proteger a visão.

As lentes sem protecção UV fazem com que a pupila dilate chegando assim mais radiação ao olho e aumentando a probabilidade de lesões. Também aqui se pode concluir que os portugueses não estão ainda conscientes dos perigos dos raios UV pois apenas 8% utilizam óculos com lentes claras com protecção UV apesar de 70% responderem que usam lentes de contacto ou óculos com graduação.

Segundo Miguel Machado, Trade Manager da Transitions Optical: “Os Portugueses ainda não estão conscientes da importância e dos benefícios de utilizarem lentes com protecção UV no dia-a-dia como por exemplo as lentes Transitions. Pensadas para serem utilizadas em ambientes interiores e exteriores as lentes Transitions são lentes claras em ambientes interiores e à noite. No exterior escurecem de acordo com a intensidade da luz e adaptam-se às variações das condições de luminosidade para assim oferecerem uma visão mais confortável e reduzirem o encandeamento e a fadiga ocular. Para além disto bloqueiam 100% dos raios UVA e UVB”.

O estudo da Transitions Optical questionou depois os portugueses em que ocasião fizeram o seu primeiro check-up à visão, aqui 50% responderam que fizeram o primeiro teste à visão porque tinham problemas em ver, 22% responderam que fizeram os testes para um controlo regular da saúde visual e 5% reponderam que nunca fizeram um check up à visão.

Por outro lado quando questionados sobre a idade que tinham quando fizeram o primeiro teste à visão, 45% dos portugueses responderam que tinham 20 ou mais anos, 17% que tinham mais de 40 anos e 19% responderam que tinham menos de 10 anos. Contudo quando questionados sobre quando é recomendável fazer o primeiro teste à visão 89% dos portugueses responderam antes da escola (antes dos seis anos) o que demonstra aqui uma contradição. Apesar de terem noção da importância dos testes regulares à visão os portugueses mostram alguma relutância em faze-los.

Estes resultados são inquietantes pois muitos problemas de visão ou dos olhos não tem sinais óbvios ou sintomas e por isso é provável que existam mesmo sem serem diagnosticados. A Organização Mundial de Saúde estima que 15% das crianças a nível mundial tem problemas de visão não diagnosticados ou não corrigidos dai a grande importância da realização de exames visuais regulares.

Segundo a Organização Mundial de Saúde estima-se que existem 153 milhões de pessoas com deficiências visuais devido a erros refractivos não corrigidos. Um simples teste aos olhos, uns óculos ou lentes de contacto podem fazer uma enorme diferença nas vidas de mais de 150 milhões de pessoas que sofrem de problemas de visão.

A OMS calcula que a cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo e que cerca de 161 milhões de pessoas em todo o mundo são deficientes visuais devido a doenças oftalmológicas como as cataratas, glaucoma ou degeneração macular. Contudo 75% dos casos de doenças relacionadas com a cegueira a nível mundial são potencialmente evitáveis ou passíveis de tratamento. Problemas graves de visão como o glaucoma, conhecido como o “ladrão de visão silencioso”, podem ser diagnosticado através de um exame, daí a importância do diagnóstico atempado e do tratamento para manter a saúde visual.

Finalmente o estudo concluiu que os portugueses são o povo que mais tempo passa ao ar livre dai ser bastante importante tomaram medidas para proteger os olhos dos raios UV. Quando questionados acerca do número de horas durante a semana que passam ao ar livre durante as diversas actividades (jogging, compras, levar as crianças à escola, ciclismo, ir para o trabalho etc...) 57% dos portugueses responderam que passam mais de 15 horas ao ar livre por semana.

O que faz dos portugueses o povo que passa mais tempo ao ar livre entre os 8 países onde foi feito o estudo. Seguem-se depois os espanhóis (49% diz que passam mais de 15 horas por semana ao ar livre) e os sul-africanos (48% diz que passam mais de 15 horas ao ar livre). Segue-se depois a Inglaterra e  a Alemanha com 41% e a Holanda com 28%.

Durante o fim-de-semana a tendência mantêm-se: 38% dos portugueses dizem que passam mais de 10 horas ao livre (compras, desporto etc...), seguindo-se a Espanha com 28%, a Inglaterra com 25%, a Alemanha com 19% e a Holanda com 10.

Em média os Portugueses dizem que passam 12 horas ao ar livre durante o fim-de-semana, seguindo-se a Espanha e a Inglaterra com 10 horas, a Alemanha e África do sul com 8 e a Holanda com 6. A média entre os países europeus é de 9 horas o que faz dos portugueses o povo que mais horas passam ao ar livre.

Durante a semana os portugueses em média passam 28 horas ao ar livre, seguindo-se os espanhóis e sul-africanos com 21 horas, e a Alemanha e Inglaterra com 18 horas. A média entre os países europeus é de 20 horas.

Juntando o fim-de-semana com os dias de semana os portugueses passam em média 40 horas ao ar livre, seguindo-se os espanhóis com 30 horas, os sul-africanos com 29 horas, os ingleses com 27 horas, os alemães com 26 horas e os holandeses com 20 horas.


Fonte: Departamento de Biologia da Univ. dos Açores

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publicado por MJA  [25.Jul.11]


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O que vê um turista cego?

Felipe Datt

Revista Superinteressante


Tony Giles nasceu com um problema na visão e ficou cego aos 10 anos. Mas isso nunca o impediu de viajar. Aos 32 anos, o inglês já encheu 3 passaportes com vistos de 56 países. E decidiu contar como enxerga as belezas e os problemas de cada lugar no recém-lançado livro Seeing the World My Way (sem tradução em português). Giles falou com a SUPER por telefone de 3 cidades diferentes - La Paz, Londres e Atenas


Como você faz para conhecer os locais que visita?
Não consigo enxergar sequer sombras. Isso significa que preciso de todos os outros sentidos para absorver a cidade de acordo com o tipo de superfície, as músicas e vozes, as comidas, os aromas. Tenho um senso único em relação aos outros turistas, porque uso todos os meus sentidos em conjunto, algo raramente feito por quem enxerga.

Como esses sentidos ajudam a diferenciar os lugares?
Pelo ar sei se estou perto da praia, como quando sinto o ar salgado de Seattle ou Bodrum, na Turquia. Ou se a cidade é poluída. De Yerevan, na Armênia, minha lembrança é uma combinação de fumaça de escapamentos, chaminés de fábrica e cigarro. Também aprendo sobre a cultura. Sei que estou em Chicago logo ao sair da estação de ônibus por causa do cheiro da carne e do jazz e do blues que ouço. Já Buenos Aires e Lima me dão a sensação de caminhar por cidades interioranas, em vez de grandes megalópoles, pois consigo ouvir o som de pássaros e cachorros.

Qual é sua cidade favorita?
Na verdade prefiro natureza a cidades. Consigo captar muito pela pele e uso meu corpo para sentir o ambiente. Quando caminho por uma floresta, tenho a sensação de que o ar está comprimido. Se parece que ele se expandiu, sei que cheguei a uma área aberta. Posso detectar mudanças na pressão do ar e na temperatura. E sinto que pode chover se o vento sopra mais forte.

Mas se tivesse de escolher uma cidade...
Bangcoc, na Tailândia, é incrível. O cheiro de sujeira, dos incensos, da comida de rua, dos canais e dos esgotos a céu aberto se junta ao calor, à humidade e ao barulho do trânsito para atacar meus sentidos simultaneamente. Por outro lado, Veneza me decepcionou. Para mim a cidade cheira a esgoto, não importa quão romântica seja para os outros.

Como você se orienta?
Ando com uma bengala e na mesma direção do trânsito ou do vento. Uso o barulho do tráfego para me guiar. Se preciso encontrar um metrô, uma boa indicação é sentir um grande número de pessoas indo e vindo, ou a vibração que o trem provoca na calçada. Também conto as ruas que atravesso quando me locomovo e refaço o caminho na volta. Em algumas cidades é mais difícil transitar. Como em Atenas, onde as pessoas estacionam os carros na calçada.

O que achou do Brasil?
O trânsito no Rio, em São Paulo e no Recife era impressionante, com motoristas buzinando e motores de carros que soavam como armas de fogo. Em Salvador tinha batuque o dia todo, um barulho parecido com pessoas batendo à porta. Gostei muito do povo, das praias de areia macia e dos sucos de frutas frescas. Que país maluco!

Você já sentiu medo de viajar sozinho?
Sou confiante. Viajar sozinho nunca foi um problema e nunca será. É minha paixão.

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publicado por MJA  [18.Jul.11]


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Especialista em musicografia braille
visitou Escola de Música de Vidigueira

Rádio Pax

15-07-11

Dolores Tomé, professora de música para deficientes visuais, na Escola de Música de Brasília (Brasil) e especialista em Musicografia Braille e Educação Musical para cegos, esteve nos últimos dois dias de visita à Escola de Música da Câmara Municipal de Vidigueira. A deslocação pretendeu divulgar metodologias e material pedagógico para a aprendizagem da música, “de forma a que esta possa ser uma grande aliada na inclusão social de pessoas deficientes visuais”, revela a Câmara.

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publicado por MJA  [15.Jul.11]


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Formação em acessibilidade electrónica

2011-07-13


O Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) vai realizar uma acção de formação sobre acessibilidade aos conteúdos electrónicos por parte dos cidadãos portadores de deficiência.

A acção de formação decorrerá no dia 14 de Setembro de 2011 e destina-se a técnicos de comunicação audiovisual, técnicos da administração pública (central e local), estudantes do ensino superior e Organizações Não Governamentais da área da informação e da comunicação.

Em comunicado o INR explica que a formação visa dar aos participantes condições para «desenvolver uma página Web e estruturar os seus diversos elementos de acordo com as Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web do Consórcio World Wide Web».

A participação é gratuita, mas tem que ser efectuada uma inscrição prévia.

Fonte: i-Gov

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publicado por MJA  [15.Jul.11]


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Pesquisadores britânicos criam óculos
biônicos para deficientes visuais

Daniel Pavani

06/07/2011

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, desenvolveram um novo tipo de tecnologia que pode auxiliar na qualidade de vida de pessoas com deficiência visual. Uma espécie de “óculos biônicos” possuem inúmeros sensores e tecnologia de ponta para transmitir as imagens.

A armação dos óculos possui câmeras nas extremidades e luzes são emitidas das “lentes”. Para transmitir as informações, sensores de profundidade e de posição, sistema de reconhecimento facial e de rastreamento são algumas das características destes óculos, explica o site Engadget.

Além disso, todo o processamento das informações coletadas pelos sensores são processadas por um smartphone, que poderá ficar facilmente no bolso do usuário. O pesquisador chefe do projeto, Dr. Stephen Hicks, contou ao site PhysOrg que os óculos permitirão que os pacientes tenham uma vida mais independente, podendo ler cartazes e avisos (grandes), se locomover mais seguramente por salas ou pegar objetos com mais precisão.

Mas o sistema não trará de volta a visão, é claro. Ele é destinado a pessoas que possuem pelo menos um pouco da capacidade visual e, com ele, estas pessoas poderão distinguir certos objetos, mas com pouco detalhe. As pessoas poderão, por exemplo, identificar sua mão se movendo a sua frente, mas não seus dedos.

Hicks ainda afirma que mais possibilidades podem surgir, como por exemplo com o uso da tecnologia de reconhecimento de caracteres – a mesma utilizada pelo app Google Goggles – o sistema poderia ler as manchetes de jornais e transmitir as notícias aos usuários por meio de fones de ouvido.

Os óculos são ainda um protótipo, mas os pesquisadores acreditam que um dia eles possam vir a custar em torno de £500, ou cerca de R$ 1250. O protótipo será apresentado em breve no Royal Society Summer Science Exhibition.


Fonte: dPavani.Geek

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publicado por MJA  [11.Jul.11]


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Petição Pública

em defesa da manutenção do regime de deduções fiscais, em sede de IRS, relativo às despesas de saúde e educação de cidadãos com necessidades educativas especiais, deficiência ou incapacidade

Para Suas Excelências:
Senhor Presidente da República Portuguesa
Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Senhor Primeiro Ministro de Portugal
Senhor Coordenador do BE
Senhor Presidente do CDS-PP
Senhor Secretário-Geral do PCP
Senhor Secretário-Geral do PS
Senhor Presidente do PSD

Nos termos do disposto no artigo 52.º da Constituição da República Portuguesa, no artigo 232.º do Regimento da Assembleia da República e na Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, alterada pela Lei nº 6/93, de 1 de Março, pela Lei nº 15/2003, de 4 de Junho e pela Lei n.º 45/07 de 24 de Agosto, os pais, familiares e amigos de cidadãos com necessidades educativas especiais (NEE), deficiência ou incapacidade, vêm apresentar a V.Ex.as a seguinte petição, nos termos e com o enquadramento que se passa a expor.

O memorando de entendimento assinado entre o Governo Português e o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE), prevê uma redução dos benefícios e deduções fiscais em sede de IRS através, designadamente, da definição de limites máximos para as deduções fiscais e de limites máximos para cada categoria de dedução fiscal, incluindo a introdução de um limite máximo para as despesas de saúde. O memorando é omisso no que se refere ao regime a aplicar às pessoas com NEE, deficiência ou incapacidade.

Os cidadãos com NEE, deficiência ou incapacidade carecem de intervenções e assistência especializada multidisciplinar, designadamente, terapêutica medicamentosa, intervenções socio-educativas de carácter continuado e de ajudas técnicas.

Sucede que diversos tipos de intervenções e de assistência indispensáveis ao desenvolvimento e integração na sociedade daqueles cidadãos não estão disponíveis no sistema nacional de saúde e no sistema público de educação ou, em muitos casos, estes sistemas públicos não estão dotados de capacidade suficiente para dar resposta a todos os pedidos de intervenção, em tempo de colmatar cabalmente as necessidades vitais e tão particulares de acompanhamento precoce e contínuo dos cidadãos com (NEE), deficiência ou incapacidade, independentemente da idade. Perante este enquadramento, os próprios ou, na maioria, as suas famílias vêem-se obrigadas a custear directamente as intervenções multidisciplinares, bem como outros recursos fundamentais à sua reabilitação e inclusão.

Até à data, o regime de deduções fiscais, aplicável a estes cidadãos, permite a dedução, em sede de IRS, de 30% do valor total de despesas com saúde e educação, sendo que aqueles com incapacidade superior a 60%, reconhecida por junta médica, têm uma majoração adicional. Esta é a única via de reconhecimento público por parte da administração fiscal e da segurança social das avultadas despesas em que os cidadãos com NEE, deficiência ou incapacidade ou as suas famílias se vêem obrigados incorrer, por comparação com os restantes cidadãos, para suprir as limitações e carências específicas, inadiáveis e vitais, dos mesmos e para as quais, como aludido, não encontram resposta adequada nos sistemas públicos de saúde e educação.

Com efeito, para muitas famílias o reembolso fiscal é a única forma de obterem alguma compensação do Estado pelo investimento que realizam para proporcionar aos seus dependentes com deficiência as condições indispensáveis ao seu desenvolvimento e integração na sociedade. Não é demais salientar que, em função dos direitos de acesso à educação e à protecção na saúde previstos constitucionalmente, tal investimento deveria ser directamente assegurado pelo Estado, mas, na prática, tal continua longe de ser uma realidade, sem prejuízo do reconhecimento da sua importância e dos esforços que têm vindo a ser desenvolvidos a nível público.

Ora, não se pode considerar aceitável que, a acrescer ao apoio público directo manifestamente desajustado e insuficiente que se verifica actualmente, se venha ainda a limitar as deduções, em sede de IRS, relativas às despesas de educação e saúde destes cidadãos, motivadas pela sua deficiência ou incapacidade.

Assim, a limitação das deduções fiscais com as despesas de saúde e educação, agravaria ainda mais a desigualdade e a discriminação a que estão actualmente sujeitos estes cidadãos e as suas famílias, no que respeita à prestação dos cuidados de saúde e educação de que carecem. Mais, e mais grave ainda, esta medida iria potenciar o afastamento de milhares de crianças e jovens, bem como de inúmeros adultos, de um processo de reabilitação e inclusão a que têm direito, condenando-os a uma situação de exclusão que a todos os títulos é reprovável e indesejável, o que contraria, ainda, o postulado na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificado por Portugal.

Os subscritores da presente petição entendem que, no mínimo, deverá manter-se o actual regime de deduções fiscais, em sede de IRS, relativo às despesas de educação e de saúde relacionadas com cidadãos com NEE, deficiência ou incapacidade, de forma a minorar o agravamento das já profundas desigualdades sociais existentes no que respeita a estes cidadãos, as quais se acentuarão, naturalmente, com a aplicação das medidas decorrentes da concretização das restantes orientações constantes no memorando.

Pelo exposto, a Dar Resposta, um movimento de pais, familiares e amigos de cidadãos com deficiência, solicita a intervenção de Vªs Ex.as no sentido de garantir que no âmbito da actividade legislativa, nomeadamente na que se irá desenvolver proximamente para implementar as medidas acordadas pelo Governo Português, o FMI, BCE e CE, fique clara e inequivocamente previsto que se mantém, no mínimo, o actual regime de deduções fiscais aplicável, em sede de IRS, aos cidadãos com necessidades educativas especiais, deficiência ou incapacidade.

Subscreva a petição aqui:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N10560
e divulgue-a pelos seus contactos.

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publicado por MJA  [6.Jul.11]


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Aprenda inglês gratuitamente
na Cambridge School com o apoio da ACAPO!


A Cambridge School e a ACAPO proporcionam-lhe a possibilidade de frequentar gratuitamente cursos intensivos de Inglês, nas escolas de Almada, Coimbra, Funchal, Lisboa e Porto.

Os cursos têm uma duração de 40 horas, e terão lugar de 3 a 31 de Agosto ou de 5 a 30 de Setembro, sendo repartidos por duas horas diárias, de segunda a sexta-feira.

O horário varia de acordo com o nível de conhecimentos do aluno e da escola onde as aulas são ministradas.

Serão aceites as primeiras seis candidaturas de associados efectivos, com quotas em dia, que tenham concluído comprovadamente o 12.º ano e que possuam autonomia na leitura e escrita em sala de aula.

Daremos ainda prioridade aos associados que não tenham participado em quaisquer cursos de línguas estrangeiras realizados anteriormente ao abrigo de protocolos estabelecidos com a ACAPO.

Os associados interessados deverão contactar Susana Venâncio, na Direcção Nacional da ACAPO, a partir das 10h00, do dia 11 de Julho, através do telefone 21 324 45 29.

Salientamos que não serão aceites inscrições feitas por outro meio que não o telefone. As inscrições estarão abertas até preenchimento total das vagas.


Relações Públicas da Acapo
Direcção Nacional
Av. D. Carlos I, n.º 126 9º andar
1200-651 Lisboa
Tm. 213 244 500
Tef. 213 244 501
rp.dn@acapo.pt
www.acapo.pt

Fonte: LERPARAVER

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publicado por MJA  [6.Jul.11]


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Um futuro sem visão

Danielle Batist

RTP notícias

30.06.2011

Um futuro sem visão


No dia 9 de Julho, o sul do Sudão vai-se separar do norte e tornar-se um novo país no mundo. Depois de décadas de uma guerra civil sangrenta, que causou dois milhões de mortos, os sulistas preparam-se para uma vida num país independente. Um país que alguns não poderão ver.

A estrada para a cabana da família Kometi é esburacada e cheia de mato alto de ambos os lados. Especialmente na estação das chuvas o ajuntamento é de difícil acesso, localizado a seis quilómetros da estrada principal. Contam os mitos urbanos que grupos de ajuda humanitária já ficaram atolados na lama e tiveram de passar a noite no carro, enquanto as hienas esperavam no mato. Ainda assim, esse motivo não impede que o terapeuta ocupacional Andrew Maina faça esse caminho, pelo menos, duas vezes por semana. Ele tem uma boa razão. E iria sempre - nem que tivesse que fazer a caminhada a pé.

A razão torna-se clara assim que Maina entra no aglomerado desértico. Caminha até a uma das cabanas enlamaçadas e ajoelha-se. A sua voz tem um tom baixo e gentil quando fala. "Razigi, está aí?" Depois de alguns segundos, um rapaz tímido de 13 anos aparece na porta feita de barro. Veste uma T-shirt simples e amarela que está rasgada de um lado, e uns calções já rotos. Os pés descalços estão cobertos da areia vermelha. Assim que aparece lentamente, passa uma das mãos pela palha da cabana. A outra mão segura num bambu grosso. Os seus olhos parecem vidrados e sem vida. Razigi Kometi é cego.

Maina segura-o pela mão e leva-o para a área de refeição coberta dentro da cabana. Sentam-se num banquinho ao lado do fogão de lenha. Andrew coloca uma caneta numa mesinha feita de bambu e pergunta se Razigi consegue encontrar o objeto. O rapaz coloca as palmas das suas mãos na mesa e procura o objeto até que sua pele toca a caneta. Apanha o objeto e segura com as duas mãos. É a primeira vez nessa visita, que Razigi fala: "Caneta". Maina responde com palavras encorajadoras e coloca na mesa o outro objeto.

É um simples exercício como este, o terapeuta explica mais tarde, que será valioso para o futuro de Razigi. "Estamos apenas no começo do treino. Ele precisa de ter o conhecimento básico para se proteger de acidentes. Estamos a ensinar métodos de como usar o dorso da mão para procurar objetos antes de os apanhar, para que não corte os dedos. Segurança é nossa prioridade, mas o nosso trabalho maior é tentar dar-lhe a sua confiança de volta."

Durante a infância de Razigi, muitos eventos contribuíram para a sua insegurança. Cresceu numa vila pequena de Lui, numa das áreas mais pobres do sul do Sudão massacrada pela guerra. A sua infância foi marcada por conflitos entre o norte, predominantemente muçulmano, e o catolicismo e as religiões tribais, que dominavam o sul, quando os soldados do governo e os rebeldes do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) se enfrentaram numa das mais longas guerras civis da África. Um acordo de paz foi assinado em 2005, quando Razigi tinha sete anos de idade. A sua mãe, Mary, achou que o fim da guerra traria uma nova vida para ela e para os seus oito filhos, mas o desastre aconteceu novamente.

Embora o rio Nilo esteja longe da vila, a família Kometi sabia dos seus perigos. Beber a água poderia tornar uma pessoa doente e o afogamento era um risco real para os que viviam perto do rio. E também existiam os parasitas que se multiplicavam no Nilo, sendo um dos mais ameaçadores uma filária responsável por uma doença chamada oncocercose, ou cegueira dos rios. Mais de 37 milhões de pessoas estão infetadas e 99 por cento dos casos encontram-se nas comunidades pobres e rurais africanas. A doença causa lesões dermatológicas e secreções oculares que podem levar à cegueira. Razigi e sua mãe desenvolveram a doença. Se for detetada e tratada a tempo, a cegueira pode ser evitada mas o centro médico da área estava sem medicamentos. Quando os colegas de Maina que fazem parte da SEM, organização que lida com deficiências do sul do Sudão, entraram em contato com a família Kometi, já Razigi e Mary tinham perdido a vista.


3,2 por cento da população do sul do Sudão é cega

Essas são as heranças escondidas da guerra civil, diz Maina. "Quando as pessoas pensam na guerra civil, geralmente imaginam ferimentos por tiros ou deficiências provocadas pelas minas. Não pensam em todas as doenças ou mortes que poderiam ser evitadas se o tratamento certo estivesse disponível. A guerra parou quase todo o desenvolvimento aqui. Muitas das deficiências dos nossos doentes estão diretamente relacionadas com a falta completa de medicamentos durante e depois da guerra."

Estima-se que 3,2 por cento da população do sul do Sudão seja cega - um valor excecionalmente alto até para a África. Muitos casos estão relacionados com infeções de parasitas, que geralmente podem ser prevenidas. No caso de Razigi e muitas outras famílias nos Estados da Equatória Oeste e Central, era quase impossível não ter contacto com a filária. Maina explica: "Durante a guerra, disseram-lhes que eles deveriam ficar perto da água para sobreviverem. Eles comeram os peixes e beberam a água. Mas foi o mesmo rio que os tornou cegos."

Por ter crescido na guerra e na pobreza extrema, Razigi nunca teve uma vida livre, mas perder sua visão fê-lo sofrer de tal modo que os trabalhadores da ajuda humanitária consideraram um nível ‘preocupante'. Quando a equipa da SEM começou a trabalhar com ele, Razigi geralmente recusava-se a sair da sua cabana. Tentativas de o ensinar a usar uma bengala enfureciam-no a ponto de a deitar fora. As coisas começaram a ficar ainda mais difíceis quando todos os parentes mais jovens de Razigi começaram a ir para a escola. De repente, ele estava sozinho no aglomerado, com ninguém para brincar ou nada para fazer.

Com o apoio do Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) e da Ajuda Humanitária Internacional Católica Escocesa (SCIAF), a SEM está a ajudar 6.500 pessoas nas áreas rurais em três regiões. Além das dificuldades logísticas, a equipa também sofre pressão para apoiar pessoas com todos os tipos de deficiência. A falta de apoio adequado do governo significa que a SEM - como uma das poucas organizações do campo - tem de apoiar pacientes com uma grande variedade de deficiências visuais ou físicas.

Geralmente é uma questão de aprendizagem do trabalho, já que cada caso é diferente. Um fator que complica a situação no Sudão é o trauma causado pela guerra em muitas pessoas, diz Maina. No Quénia, o seu país de origem e o lugar onde recebe treino, as crianças em particular são convenciadas a comportarem-se ‘de acordo com as regras'; de uma forma espontânea, infantil. No estado da Equatória Oeste, os seus pacientes jovens geralmente sofrem de ansiedade, medo de barulho e movimentos inesperados e alto nível de stress. Tudo isso fez de Maina uma pessoa ainda mais determinada para fazer o seu trabalho.

Na cabana da família Kometi, os esforços e incontáveis horas de treino da equipa da SEM, começaram a surtir efeito. Quando Maina pergunta a Razigi o que é que ele tem feito desde a sua última visita, o rapaz responde timidamente: "Lavei as minhas roupas na noite passada." "Isso é muito, muito bom", responde Maina, com um sorriso enorme. E diz para o seu colega de trabalho, quando Razigi volta para dentro da cabana: "Isso é um marco."

Treino de orientação e mobilidade são essenciais para o desenvolvimento de uma pessoa cega e o apoio da família nesse processo é crucial. Maina e o seu colega de trabalho querem trabalhar mais com a mãe de Razigi, ensinando-a a apoiar seu filho e a si mesma. Entretanto, a falta de recursos faz com que a atenção deles se volte para o rapaz. Uma tia que vive com a família ajuda-os quando os terapeutas não estão presentes.


Um país a começar do zero

Com a independência finalmente à porta, muitos sudaneses do Sul sentem-se esperançosos com a nova nação. Embora ainda exista a disputa para se conseguir terra e petróleo nas fronteiras, o presidente do sul do Sudão, Salva Kiir, está determinado a evitar qualquer ação que coloque em risco a independência tão esperada. O seu partido, SPLM (braço político do SPLA), prometeu um desenvolvimento democrático, mas os desafios são enormes. Um estudo feito pelo Banco Mundial em 2010 afirma que 85 por cento dos cidadãos do sul do Sudão vivem abaixo da linha de pobreza, o que compara com 46 por cento no norte. A esperança de vida é de 58,5 anos, mas a distribuição injusta de capital e a falta de consistência no desenvolvimento no sul significa que a situação real da nova nação é até mais sombria.

Será um caminho longo até que o apoio adequado do governo comece a aparecer, considerando que o país terá que começar do zero em todos os sentidos. As instituições de caridade e igrejas, no entretanto, dão passos pequenos para melhorar a vida de alguns numa das nações mais vulneráveis. Com um pouco de sorte, a escola em Lui talvez consiga ensinar o braille básico a Razigi no próximo ano. Um professor já expressou interesse e a SEM está à procura de outras alternativas para conseguir encontrar fundos para o treino. Também esperam conseguir alguns brinquedos especiais como uma bola com um sino dentro. O futebol era o desporto favorito de Razigi.

Atrás das duas cabanas feitas de barro que formam o lugar onde a família Kometi vive, existe um caminho estreito. Tem apenas alguns metros, mas quando Razigi se tornou cego o caminho tornou-se interminável para ele. No fundo do caminho, vive um dos seus dois únicos amigos. Razigi conhecia esse caminho como a palma da mão, mas sem a capacidade de ver, tem medo de deixar a sua cabana. No fim de cada visita, Maina e Razigi percorrem o caminho juntos, indo cada vez mais longe. Razigi vai atrás, tocando no mato à direita e à esquerda com o seu graveto para que saiba que está no caminho certo. Conta os passos até ao número que contou da última vez. Nessa altura, Maina coloca a sua mão nos ombros de Razigi, encorajando-o a andar mais alguns passos antes de regressar. Esperam chegar ao fim do caminho dentro de alguns meses.

* Esta é a primeira de uma série de reportagens sobre a independência do sul do Sudão, que o Street News Service realizou e disponibiliza gratuitamente para vários órgãos de comunicação no mundo inteiro. Em Portugal, a RTP publicará em exclusivo estas reportagens. Para fazer uma doação ao trabalho da Cáritas no Sudão e no mundo inteiro, visite www.caritas.pt  ou ligue 21 84 54 220.

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publicado por MJA  [2.Jul.11]


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ACAPO dá-lhe mais pedalada
– Bike Tour 2011 -

17/06/2011

A ACAPO e a Sports dão-lhe a possibilidade de participar nas edições de Lisboa e do Porto do Bike Tour, respectivamente, nos dias 26 de Junho e 31 de Julho.

A ACAPO dispõe de quatro inscrições para cada uma das provas, a atribuir a associados efectivos com quotas em dia em função da ordem de chegada das inscrições, dando-se prioridade a quem nunca tenha participado em edições anteriores.

Os associados inscritos deverão assumir a responsabilidade por encontrar um guia, bem como pelo transporte da bicicleta que, após a prova, lhes será oferecida.

Para se inscrever contacte, a partir das 10 horas do dia 21 de Junho, Susana Venâncio, na Direcção Nacional da ACAPO, apenas pelo telefone 213 244 529.

Fazemos notar que não serão aceites inscrições feitas por outro meio que não o telefone.

Mais informamos:

Bike Tour Lisboa 2011, dia 26 de Junho – Partida no tabuleiro da Ponte Vasco da Gama às 10:30 horas, e chegada ao Parque das Nações.

Bike Tour Porto 2011, dia 31 de Julho – Partida no tabuleiro da Ponte da Arrábida às 11:30 horas, e a chegada estará instalada na Av. General Norton de Matos, Matosinhos.


Fonte: LERPARAVER [blog de Céu]

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publicado por MJA  [18.Jun.11]


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IEFP passa a dar mais apoios a
entidades que empregam deficientes

Cristina Oliveira da Silva

16/06/11

O IEFP vai passar a financiar, até 100%, a construção, equipamento e instalação de centros de emprego protegidos, que empregam pessoas com deficiência ou incapacidade.

Até agora, o Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) financiava estes custos até 75% das despesas elegíveis nas modalidades de subsídio reembolsável e empréstimo sem juros. A lei hoje publicada em Diário da República, decretada pelo Parlamento, veio alargar esta possibilidade até 100%. A medida entrará em vigor com a aprovação do Orçamento do Estado para 2012.

Com a nova lei, os apoios do IEFP também podem assumir "a forma de prémio de incentivo à transição para o mercado normal de trabalho, bem como a comparticipação nas despesas do técnico de acompanhamento laboral", nos termos a regulamentar ainda pelo Governo.

Até agora, o IEFP também podia compensar as empresas privadas das despesas com retribuição mas isto só podia acontecer por cinco anos, prorrogáveis até mais cinco anos se o trabalhador não atingisse capacidade produtiva superior a 75% da capacidade normal exigida a outra pessoa nas mesas tarefas. Mas também haverá mudanças aqui. Este apoio será devido até que o trabalhador atinja essa capacidade de 75% ou até que transite para um regime normal de trabalho. E sempre que o trabalhador atinja a capacidade produtiva de 75% mas não seja possível a sua transferência para o regime normal de trabalho, os apoios serão renovados anualmente.

Os centros de emprego protegidos são estruturas produtivas ou pessoas colectivas de direito público ou privado que proporcionam a pessoas com deficiência, incapacidade ou capacidade de trabalho reduzida a possibilidade de estas exercerem uma actividade profissional e desenvolverem competências necessárias à sua integração, sempre que possível, em regime normal de trabalho.

Com a lei hoje publicada, o IEFP também passa a conceder apoio à gestão dos centros de emprego protegidos, se assim for solicitado, além dos apoios à instalação e funcionamento já previstos.

Fonte: Económico

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publicado por MJA  [18.Jun.11]


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A Retinopatia Diabética marca o
1.º Simpósio Anual Champalimaud em Coimbra

AIBILI

Amanhã, dia 16 de Junho de 2011 a AIBILI organiza o primeiro encontro anual em Coimbra com as duas instituições reconhecidas como C-TRACER Champalimaud Translational Centre for Eye Research pela Fundação Champalimaud: o L.V. Prasad Eye Institute da Índia e a AIBILI.

Este simpósio assinala o início de um estudo conjunto entre a AIBILI e o L. V. Prasad Eye Institute na área da retinopatia diabética, com caracterização das fases iniciais da retinopatia diabética e estudo sobre doentes que progridem rapidamente para perda de visão na diabetes, utilizando métodos originais.

No que respeita à parte anterior do globo ocular os tratamentos com células estaminais trazem novas soluções terapêuticas para as alterações da córnea e serão objecto de actividades de investigação em que o Serviço de Oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, o L.V. Prasad Eye Institute e o Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo estarão envolvidos.

Os convidados internacionais deste simpósio são o Prof. Balasubramanian, director de investigação do L. V. Prasad Eye Institute na Índia, com trabalho reconhecido na investigação das células estaminais e sua aplicação ao tratamento das doenças da córnea e o Prof. Rubens Belfort, director do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário de São Paulo no Brasil, que também se dedica a esta área de investigação.

Data/Hora:  16/Junho/2011 – 11:00h
Local:  Auditório do IBILI, Fac. de Medicina da Univ. de Coimbra,
Pólo III, Celas, 3000-548 Coimbra

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publicado por MJA  [15.Jun.11]


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II Seminário Ibérico
- Percursos em Educação Especial -
8  e 9 de Julho de 2011 em Braga


Local: Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa em
Braga
Data: 8 e 9 de Julho de 2011
Organização: AE Maximinos

Dando continuidade às iniciativas de anos anteriores, o Agrupamento de Escolas de Maximinos e a Escola Secundária Carlos Amarante, escolas de referência para alunos cegos e com baixa visão do distrito de Braga, vão realizar o II Seminário Ibérico - Percursos em Educação Especial.

Com este evento pretende-se criar um espaço de partilha e de reflexão aberto a toda a comunidade, contribuindo para a construção de práticas educativas que respeitem a diversidade e promovam a colaboração entre todos aqueles que a seu cargo têm esta responsabilidade.


Programa

08.07.2011 - Avaliação e Intervenção Educativa na Baixa Visão

08:30 Entrega da documentação
09:00 Sessão de Abertura: Presidente da CM Braga • Gabinete de Acompanhamento à Educação Especial da DREN • Directora da ESCA • Directora do CFAE Braga/Sul • EAE Alto Cávado

09:30 Painel I - Avaliação funcional da visão no contexto escolar - Moderadora: Doutora Leonor Moniz Pereira, Professora Catedrática da FMH - UTL

Bateria da avaliação funcional da visão da ML Leonhardt - Psicóloga Mercè Leonhardt da Universidade de Barcelona

11:30 A importância da avaliação funcional da visão na organização do desenho curricular - Mestre Joaquin Herrera da IOBA da Universidade de Valladolid

14:30 Painel II - Avaliação clínica e funcional na baixa visão -Moderador: Dr. Fernando Vaz, Director do Serviço de Oftalmologia do Hospital de Braga

Percursos e desafios de uma escola de referência - Dra. Diana Santos da AE Maximinos
Avaliação funcional da visão no contexto das consultas de baixa visão - DREN / Centro Hospitalar do Porto - Dra. Rosa Manuela Bastos - Serviço de Consultas de Baixa Visão

16:30 Contributo clínico na avaliação das situações do funcionamento visual - Dra. Sandra Guimarães - Hospital de Braga


09.07.2011 - Afectos no âmbito da Educação Sexual

09:00
Painel I - A sexualidade e o desenvolvimento da criança e do jovem - Moderadora: Mestre Ana Paula Vilela, Directora do CFAE Braga/Sul

O imaginário dos afectos nos alunos com deficiências / incapacidades - Dra. Helena Ferreira - AE Maximinos
Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar no Agrupamento de Escolas de Maximinos - Dra. Cristina Fertusinhos e Psicóloga Sónia Dias da AE Maximinos

11:00 Educação para a sexualidade e para os afectos - “Coisas a aprender no colo da minha mãe(?)” - Professora Doutora Zélia Caçadora da Universidade do Minho
"Sexualidades e identidades atípicas" - Professora Doutora Judite Cruz da Universidade do Minho

12:45 Sessão de Encerramento
Director Regional da Educação do Norte • Governador Civil de Braga • Representante do Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência da CM Braga• Presidente da CAP do AE Maximinos• Vogal da CAP do AE Maximinos


Para mais informações e acesso à ficha de inscrição:
http://caminhopartilhado.blogspot.com/
caminhopartilhado@gmail.com


Fonte: LERPARAVER 

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publicado por MJA  [14.Jun.11]


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Bengala do futuro vem com GPS embutido
e dita instruções no ouvido do usuário


A E-Touch traz um mapa e guia o deficiente visual com instruções, via Bluetooth, para um fone de ouvido [24 de Maio de 2011]

Os designers Messizon Li e Fan Yang criaram um protótipo de uma bengala do futuro, que usa tecnologia de ponta para aprimorar algo que pouco evoluiu durante os anos. O projeto da dupla foi divulgado no site-referência Yanko Design.

A bengala é chamada de E-Touch e foi desenvolvida para pessoas com deficiência visual. Portanto, consegue guiar o usuário de acordo com informações enviadas por um GPS embutido.

Com um espaço para cartão SD, a bengala pode armazenar mapas e transmitir, via Bluetooth, as instruções de caminho para um fone de ouvido. Então, assim que o mapa é carregado e o destino do usuário é digitado, basta a pessoa seguir as intruções para chegar ao local de destino sem nenhum problema, pois o aparelho ainda possui detector de espaço.

Fonte: Olhar Digital

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publicado por MJA  [14.Jun.11]


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Pessoas com deficiência:
São mais de mil milhões em todo o mundo
e debatem-se com barreiras diárias - OMS


Lisboa, 10 jun (Lusa) -- Mais de mil milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência e uma em cada cinco lida diariamente com barreiras intransponíveis, revela um relatório mundial divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial.

O primeiro relatório mundial sobre Deficiência (World Report on Disability) estima que entre 110 a 190 milhões de pessoas tenham a vida dificultada por falta de condições. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial (BM) apelam por isso aos governos para que tomem medidas que promovam a integração.

Os investigadores responsáveis pelo estudo consideram que poucos países têm mecanismos adequados para responder às necessidades. Além das barreiras físicas (transportes e edifícios inacessíveis), o relatório aponta o "estigma" e a "discriminação", a falta de cuidados de saúde e a inexistência de serviços de reabilitação adequados.

Fonte: Visão

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publicado por MJA  [10.Jun.11]


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Coreógrafo brasileiro leva o
universo dos cegos aos palcos de Berlim


Deutsche Welle
 
07.06.2011

Baseado no mundo das crianças cegas e nas percepções do não-ver, o coreógrafo potiguar Clébio Oliveira encena, ao lado da argentina Mercedes Appugliese, seu primeiro espetáculo depois que se mudou para a capital alemã.

Não basta ver para sentir. Com isso todos concordam, mas isso se aplica a um espetáculo de dança? A arte deve instigar, aguçar os sentidos. No caso da dança, é necessário vê-la para conseguir entender sua expressão.

É esse ponto complexo e delicado que o espetáculo Milchstrasse (Via Láctea) do coreógrafo brasileiro Clébio Oliveira aborda. O ponto de partida não é a deficiência visual em si, mas o universo de sons, sentidos, dependência e sombras que envolve as pessoas que não podem ver.

Apesar de o espetáculo ter se tornado realidade na Alemanha, o interesse de Clébio por esse universo começou quando ele ainda estava no Brasil, aguardando seu visto para vir para a Alemanha. Nessas semanas de espera ele começou a pesquisa que daria origem ao espetáculo.

Clébio passou uma semana visitando o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, onde pôde observar e interagir com deficientes visuais. Seu foco eram principalmente as crianças e os processos de aprendizado e comunicação. "Queria fazer um trabalho em cima de quem não pode ver, principalmente as crianças. O mundo infantil tem um colorido diferente e muito rico. Tento colocar sempre esse universo no meu trabalho", diz Clébio.

Paixão por Berlim
O coreógrafo trocou o Rio de Janeiro por Berlim em 2008. Essa paixão pela cidade surgiu no ano anterior, quando ele ainda fazia parte da companhia da coreógrafa Deborah Coker. "Já havia visitado a Alemanha algumas vezes com outros espetáculos, mas foi minha primeira vez em Berlim e me apaixonei", diz o bailarino.

De volta ao Brasil, ele saiu da companhia e, sem falar nem inglês nem alemão, veio tentar a sorte na cidade. Com uma carreira consolidada no Brasil, busca se estabelecer em Berlim. Em 2010 formatou a ideia do espetáculo sobre o mundo dos cegos e conseguiu apoio público para realizar o projeto.

"Voltei a pesquisar a subjetividade da cegueira, sempre com foco no lado poético. Nunca tinha recebido apoio público, foi uma grande responsabilidade, já que gostaria de estabelecer minha companhia aqui em Berlim", diz Clébio, que encontrou uma barreira maior na interação com os deficientes visuais na Alemanha.

A preocupação de fugir dos estereótipos foi o primeiro passo no processo de criação de Clébio, que quis explorar no espetáculo três pontos principais que unem a dança a esse universo: a estrutura corporal relacionada com a fisicalidade e o espaço corporal do indivíduo: a imaginação e fantasia associadas à educação e à estimulação: e questões filosóficas como a subjetividade do ver, o olhar condicionado e a potencialização dos outros sentidos. "Não basta fechar os olhos para saber o que o cego sente", afirma.

Cores e estrelas
O espetáculo é todo construído em cima dos sentidos e sensações. O que vemos não são dois cegos no palco, mas personagens que flertam com a exacerbação dos sentidos e a dependência. A referência ao universo infantil aparece nos objetos de cena, mas não há inocência e sim um pouco de caos e perversidade.

Clébio falou da dificuldade de coreografar e estar em cena e isso é perceptível no decorrer do espetáculo, onde partes destoam do todo, deixando algumas ideias um pouco perdidas. Mas o espetáculo consegue ser um mergulho interessante no universo dos deficientes visuais. A concepção do som é um dos pontos altos, criando um mundo à parte que completa o que vemos no palco, tanto criando conflito como conforto.

A argentina Mercedes Appugliese foi a escolha ideal. Ela brilha com uma naturalidade crua, onde o ordinário e a beleza se completam. No palco ela é controlada, manipulada e dependente sem perder a graça e a força.

No final do espetáculo o público é levado para bem longe e ao mesmo tempo para dentro de si, quando fecha os olhos. Bolinhas de gude, trazem cores, desordem e brilho, assim como a Via Láctea que dá nome ao espetáculo. "Tinha a curiosidade de saber o que os cegos realmente veem. Alguns têm sensibilidade para o claro e o escuro, outros que ficaram cegos se lembram de cores e formas. Numa das entrevistas o deficiente via pontos de luz como estrelas. Essa mistura do negro, com luzes uma névoa colorida é a imagem da Via Láctea", completa Clébio.

O espetáculo Milchstrasse está em cartaz no teatro Heimathafen em Berlim até o dia 12 de Junho.

Texto: Marco Sanchez
Revisão: Alexandre Schossler

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publicado por MJA  [10.Jun.11]


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EMA aprova expansão da
aprovação do Lucentis® da Novartis

RCM Pharma

07/06/2011

A Novartis anunciou esta segunda-feira que os reguladores europeus expandiram a aprovação do Lucentis® (ranibizumabe) para incluir o tratamento de doentes com deficiência visual por edema macular secundário a oclusão da veia central da retina (RVO). David Epstein, director da divisão de medicamentos da companhia, referiu que o produto "é a primeira terapia anti-VEGF disponível para doentes com RVO ramo e RVO central”, avança o site FirstWord.

A decisão, que seguiu uma recomendação positiva Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em Março, teve como base os resultados dos estudos BRAVO e CRUISE, que revelaram os benefícios do medicamento. A Novartis avançou que os resultados dos ensaios mostraram que o uso mensal do Lucentis® levou a uma "melhora precoce e sustentada na visão dos doentes em seis meses", em comparação com o tratamento padrão. Além disso, os ganhos de acuidade visual foram mantidos a partir dos sete até aos 12 meses com dose regulável do composto “quando necessário".

O Lucentis® foi desenvolvido pela Novartis e pela unidade da Roche, a Genentech, que tem direitos sobre o medicamento nos EUA, onde o produto foi aprovado no ano passado para o tratamento do edema macular após oclusão venosa retiniana. O medicamento também está aprovado na União Europeia para o tratamento de doentes com deficiência visual devido a edema macular diabético, bem como para a degeneração macular molhada relacionada com a idade em ambos os mercados.

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publicado por MJA  [10.Jun.11]


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Aldeia de Alijó tem oito residentes cegos

SIC Notícias

6-06-2011

É um caso invulgar. Em Vale de Agodim, uma aldeia de Alijó há oito invisuais. Os mais idosos viveram durante muitos anos de esmolas e estão na pobreza, dizem que precisam agora de quem tome conta deles. Agora que recebem reforma dizem que não é suficiente para o que mais precisam que é ter alguém que tome conta deles a tempo inteiro. 

Vídeo SICnoticias de 3 min

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publicado por MJA  [10.Jun.11]


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850 atletas vão fazer de Coimbra a capital
do desporto adaptado durante dois dias


As Beiras

3 Junho 2011


Coimbra vai receber, nos próximos dias 10 e 11, a 1.ª edição dos Jogos de Portugal, destinados a pessoas portadoras de deficiência.

A realização de uma prova é como a concretização de um sonho para a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD). Depois de, no ano passado, ter sido impossível realizar o evento, devido a limitações organizativas, a federação quer, este ano, dar um passo em frente no que diz respeito à evolução do desporto adaptado.

A competição vai trazer à cidade cerca de 850 atletas que, pela primeira vez, vão participar numa prova nacional que concentra 15 modalidades de desporto adaptado, 11 delas destinadas à competição (atletismo, basquetebol para atletas com deficiência intelectual, basquetebol em cadeira de rodas, boccia, ciclismo, futsal para atletas com deficiência intelectual, futsal para atletas surdos, futebol de sete, goalball, natação e ténis de mesa) e as outras quatro (andebol em cadeira de rodas, judo e tricicleta) vão marcar presença como demonstração.

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publicado por MJA  [6.Jun.11]


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Química - MOLinsight:
Um portal web para o processamento de
estruturas moleculares por estudantes cegos

 

O MOLinsight é um portal web que integra software de fonte livre, bem como software de acesso livre aos estudantes, inclui também o NavMol e outros softwares que permitem a interconversão de formatos moleculares para a transformação de estruturas moleculares por utilizadores cegos. O programa NavMol é um novo editor molecular para utilizadores com deficiência visual desenvolvido na FCT-UNL.

Este portal enquadra-se no objectivo de promover o ensino das ciências a alunos cegos e grandes e amblíopes e no âmbito do projecto CHEM4ALL -TIC no ensino da química a alunos cegos e grandes e amblíopes.

http://www.molinsight.net/

http://www.facebook.com/pages/Molinsight/108129132599290


Fonte:  LERPARAVER

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publicado por MJA  [6.Jun.11]


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Estudo explica por que surdos
têm maior visão periférica

Veja

3-06-11


Cientistas identificam pela 1.ª vez diferenças no desenvolvimento da retina.

Cientistas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, descobriram por que pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição muito novas têm a visão periférica maior. Em artigo publicado no periódico PLoS One, os pesquisadores encontraram em deficientes auditivos diferenças na distribuição das células do nervo da retina. De acordo com a equipe britânica, é o que lhes permite enxergar mais objetos nos extremos do campo visual e, assim, ter uma melhor percepção do ambiente que os rodeia.

Pesquisas anteriores já haviam constatado que deficientes auditivos enxergam melhor, o que vinha sendo explicado por fatores relacionados ao córtex visual, a região do cérebro que processa a visão. Os pesquisadores de Sheffield são os primeiros a explicar o ganho de visão a partir de diferenças no desenvolvimento da retina.

Para chegar a este resultado, os cientistas analisaram as pupilas de voluntários usando uma técnica chamada Tomografia de Coerência Ótica, que permite estudar as menores estruturas do olho. Com isso, conseguiram perceber diferenças entre a formação da retina de pessoas com e sem deficiência auditiva. Os pesquisadores também avaliaram o campo visual e compararam os resultados com as análises das retinas. Os autores esperam que o estudo ajude no tratamento de deficientes auditivos.

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publicado por MJA  [6.Jun.11]


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Inscrições abertas para férias
de mães com filhos deficientes

Fátima Missionária
 
31/05/2011

Já estão abertas as inscrições para férias de mães de pessoas com deficiência.  Prazo termina a 30 de Junho.

A iniciativa decorre pelo sexto ano consecutivo e visa proporcionar às mães de pessoas com deficiência um tempo de descanso e de lazer. Durante uma semana, as mães podem dedicar-se a outras áreas da sua vida, deixando os seus filhos entregues aos cuidados do Santuário de Fátima. Nesta acção a cargo do Santuário de Fátima, a instituição conta com a colaboração de um grupo de voluntários, coordenados pelo Movimento da Mensagem de Fátima. Decorre no Centro de Espiritualidade Francisco e Jacinta Marto, dos Silenciosos Operários da Cruz, instituição localizada Estrada de Torres Novas, adianta a Sala de imprensa do Santuário de Fátima.

As inscrições para participação estão abertas e têm como prazo limite o dia 30 de Junho. As famílias devem preencher um questionário e, conforme a idade do filho, candidatar-se a um de três períodos: De 1 a 7 de Agosto e de 24 a 30 de Agosto, para participação de pessoas com deficiência com idades entre os 7 e os 20 anos; e de 1 a 7 de Setembro, destinado a deficientes entre 21 e os 40 anos.

O Santuário aceita que algumas mães fiquem com os filhos neste período, ao invés de os deixar esta semana. O programa contempla momentos de celebração da fé e de formação sobre a Mensagem de Fátima e momentos lúdicos, de passeio e de confraternização, refere a Sala de imprensa. Para outras informações, deve ser contactado o Movimento da Mensagem de Fátima, pelo telefone 249 539 679 ou e-mail.

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publicado por MJA  [1.Jun.11]


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Égua cega tem como guias 5 ovelhas e 5 cabras

Boas Notícias

24 de Maio de 2011

Sissy, uma égua cega, tem como guias cinco ovelhas e cinco cabras que a seguem para todo o lado, num centro privado de resgate de animais em Montana, Estados Unidos, onde vivem. As cabras e as ovelhas ajudam Sissy a encontrar alimento e a procurar abrigo, nos dias de chuva.

Através de email, Michelle Feldstein explicou ao Boas Notícias que, no Deer Haven Ranch, localizado em Montana, ela e o marido acolhem mais de 200 animais com problemas como patos que não voam, gatos sem garras ou lamas “sem abrigo”.

Michelle conta que "Sissy chegou, há uma semana, de uma ONG que fechou" no norte da região. O Deer Haven Ranch "acolheu a égua que chegou acompanhada das cinco cabras e ovelhas".

Segundo a proprietária do rancho, estes 10 animais nunca se afastam da égua branca. Conduzem Sissy até ao local onde pode comer e beber e guiam-na até ao estábulo, quando chove ou neva. Michelle acrescenta que há outro cavalo cego, no rancho, que tem como guia um velho cavalo de corrida.

Michelle e o marido dedicam os seus anos de reformados a este centro, onde recebem apenas animais que outros consideram “inúteis”. Chegam a gastar cerca de 50.000 dólares por ano em alimentação, serviços veterinários, aquecimento dos celeiros, entre outras despesas. A casa de hóspedes que funciona na quinta ajuda a tratar destes animais resgatados.

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publicado por MJA  [1.Jun.11]


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Sociedade de Oftalmologia defende
rastreio visual logo com um ano de idade

Público

25.05.2011

[Lusa] As crianças deviam fazer um primeiro rastreio visual com um ano de idade e pelo menos aos três, todas já deviam ter sido observadas, defende a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

“O ideal seria todas as crianças serem rastreadas antes do um ano de idade, aos três anos e aos cinco anos. Mas não existe nenhum regime obrigatório e depende muito da sensibilidade dos pais e do médico ou pediatra que segue a criança”, afirma Rita Dinis da Gama, oftalmologista da SPO, que estima que dez por cento precisem de usar óculos.

Quanto mais tempo o problema persistir sem ser identificado, pior será o prognóstico: “o mesmo problema detectado aos três ou aos sete anos é de muito mais fácil recuperação aos três”. Hoje em dia as famílias já estão alertadas para a necessidade de um rastreio visual antes da entrada no 1.º ciclo e, por isso mesmo, Rita Gama reconhece que “existem cada vez mais crianças a usar óculos”.

Além de rastreios mais precoces, também o aumento de bebés prematuros contribui para o maior recurso a óculos, porque a prematuridade interrompe o desenvolvimento visual na fase intra-uterina. “Mas o ideal seria que todas as crianças conseguissem ir logo aos três anos a um oftalmologista ou ortoptista”, insiste a médica, avisando os pais que não devem delegar a saúde visual dos filhos em optometristas ou ópticas.


Métodos para todas as idades

Mesmo que os pais estranhem o êxito de um exame oftalmológico a crianças muito pequenas, Rita Gama explica que há métodos que se adaptam à idade: “A aplicação de gotas nos olhos para dilatar a pupila permite ver se o olho é saudável por dentro, bem como se tem necessidade de usar óculos. Independentemente da idade existe sempre maneira de perceber se a criança vê bem ou não”.

A especialista admite que é difícil para os educadores aperceberem-se de alguns problemas de visão, que podem dar poucos sinais exteriores. Total desinteresse pela televisão ou demasiada falta de atenção e adesão às actividades podem ser sinal problema ocular. Por outro lado, há mitos associados a deficiência visual e que não fazem sentido, como a aproximação ao ecrã da televisão ou aos livros.

“As crianças gostam de se aproximar da TV sem que tenha qualquer significado. E as crianças gostam de exercitar a capacidade de focar uma imagem a uma distância muito curta, ao dobrarem-se em cima de um livro ou caderno”, exemplifica. Também os jogos de computador não fazem mal aos olhos: uma criança com boa visão pode passar muitas horas a jogar sem que isso traga algum prejuízo visual, diz.

O problema visual mais frequente nos mais novos é a hipermetropia (em que se vê sempre em esforço), que atinge cerca de 70 por cento dos meninos que usam óculos. Seguem-se a miopia e o astigmatismo. O uso de óculos quando prescritos pelo médico é fundamental, para que o cérebro receba as imagens nas melhores condições.

“O desenvolvimento visual não termina quando a criança nasce, termina aos dez anos. Quanto mais cedo forem detectadas as alterações mais fácil é recuperar. Para que o sistema visual se desenvolva, a imagem que chega ao olho tem de ser perfeita, para que o cérebro a consiga processar”, adverte Rita Gama.

Diferentes dos problemas visuais (em que o uso de óculos permite à criança passar a ver bem), são as doenças oculares, como o estrabismo, doenças de retina e das vias lacrimais. “Quando existe uma doença ocular, mesmo com óculos a criança não consegue ver bem”, explica a especialista da SPO.

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publicado por MJA  [28.Maio.11]


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Vermelho da Cor do Céu

TSF

19 Maio 2011


Como é o mundo de quem nunca viu? A Reportagem TSF coloca a venda nos olhos, segura a bengala e entra no mundo de quem não vê com os olhos. Mercedes gostava de saber como são as pessoas, como são os seus rostos.

Tiago queria ver com olhos um cavalo a correr, porque parado já o viu com as mãos. Alcides não sabe de que cor são os seus olhos porque é como se não existissem. Susana e Rodrigo, casados sem nunca se terem visto, nunca acendem as luzes na casa onde vivem. Ângelo vê com os dedos obras de Picasso e imagina as formas e um mundo que nem Picasso imaginou. Para uns o Sol é azul, da cor do céu. Para outros, as estrelas são candeeiros pendurados no tecto do céu. Para outros ainda, o céu é vermelho ou azul ou sem qualquer cor.

«Vermelho da Cor do Céu» é uma grande reportagem de Ana Catarina Santos, com sonoplastia de Luís Borges.


Ouça a reportagem AQUI.

Faça o download aqui: Reportagem%20TSF.zip

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publicado por MJA  [20.Maio.11]


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Os cegos de Saramago nas ruas da Feira

Sara Dias Oliveira

ípsilon


"The Blind", que será apresentada pela primeira vez em Portugal na próxima edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, de 19 a 21 de Maio.


Está tudo lá: a tranquilidade de uma vida normal, a inesperada perda de visão, os gritos de desespero, a clausura dos cegos num manicómio desocupado, os abusos físicos em troca de um pedaço de comida, o absurdo da condição humana, a luta pela sobrevivência num mundo que deixou de ver. A companhia de teatro polaca KTO baseou-se no "Ensaio Sobre a Cegueira" de José Saramago (que já teve outra vida no teatro, numa encenação de João Brites para O Bando) para transpor para o espaço público a história do Nobel da Literatura. E assim surgiu a peça "The Blind", que será apresentada pela primeira vez em Portugal na próxima edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira, de 19 a 21 de Maio. Três noites para apresentar a cegueira descrita por Saramago.

O palco é a rua que se transforma num subtil bailado de poder, dominação e submissão num inferno branco. A epidemia da cegueira toma conta dos corpos e as camas que entram no cenário assumem diversas metáforas: barcos que navegam, um muro de lamentações, a cruz onde quase se deixa de respirar no meio da tragédia. Não há palavras porque as expressões são intensas. Há músicas, gritos, olhos que vagueiam, dança. Jerzy Zo, director da KTO, encenou a cruzada desses cegos que carregam consigo a desordem social e uma humanidade que sofre por não ver.

"É uma encenação transcultural para o espaço público e, ao mesmo tempo, popular, que é uma das grandes características do teatro de rua - conseguir criar figuras que possam ter leituras para quem frequenta regularmente actividades culturais ou para quem provavelmente tem com o teatro um único apontamento durante o ano", refere Renzo Barsotti, director artístico do Imaginarius. As palavras de Saramago voltam assim a Santa Maria da Feira, quase nove anos depois de o escritor ali ter celebrado 80 anos de vida ao lado de Maria de Medeiros, Marisa Paredes e Laura Morante. 

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publicado por MJA  [20.Maio.11]


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Jogos de Portugal
- para Pessoas com Deficiência -
em Coimbra

O Jogo

10 Maio 2011


A divulgação do desporto para pessoas com deficiência junto de potenciais praticantes e do público em geral são os principais objectivos dos Jogos de Portugal, que vão decorrer em Coimbra entre 10 e 12 de Junho.

Os Jogos de Portugal são uma iniciativa da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) e surgiram da necessidade que o organismo "sentia de comunicar", disse à agência Lusa Leila Marques.

"Queríamos poder chegar ao público específico, as pessoas com deficiência, mas também mobilizar a população em geral", explica a presidente da FPDD, acrescentando que a iniciativa é "inspirada nos Jogos Paralímpicos" e será "realizada todos os anos, numa cidade diferente".

Leila Marques, actual presidente da FPDD e antiga atleta paralímpica, refere que em Coimbra vai ser possível ter os atletas de alto nível a competirem em 10 modalidades, juntamente com actividades de demonstração.

"Só teremos portugueses e queremos mobilizar as famílias dos atletas e a população em geral para se deslocarem ao evento para assistirem a grandes perfomances desportivas e, ao mesmo tempo, perceberem a vida extraordinária destes praticantes", disse.

Os Jogos de Portugal vão juntar cerca de 850 atletas das cinco áreas da deficiência, em 10 modalidades: atletismo, natação, boccia, basquetebol em cadeira de rodas, goalball, futebol 7, futsal, ciclismo, remo e slalom.

O evento vai ainda proporcionar a demonstração de modalidades como esgrima em cadeira de rodas, judo e tricicleta.

Em Coimbra, vão ser utilizadas várias infra-estruturas desportivas, adaptadas às necessidades dos atletas, nas quais as entradas serão gratuitas.

Portugal tem tido participações regulares, com várias medalhas conquistadas, em Jogos Paralímpicos e campeonatos do Mundo e da Europa de atletas com deficiência.

Os atletas de alto rendimento estão actualmente integrados no projecto de preparação para os Jogos Paralímpicos Londres2012, coordenado pela Comité Paralímpico de Portugal.

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publicado por MJA  [11.Maio.11]


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Programa ReAT

ElectroSertec

As Ajudas Técnicas (agora designadas por "Produtos de Apoio") são aparelhos que se destinam a compensar a perda de alguma funcionalidade causada por uma deficiência ou incapacidade. São exemplos de produtos de apoio, as cadeiras de rodas, as rampas, os computadores com voz ou braille para pessoas cegas, e muitas outras.

O preço destes equipamentos é geralmente muito alto para ser suportado pelo próprio. A obtenção de subsídio para a sua compra é um processo demorado e burocrático. Por estes motivos, muitos milhares de pessoas se vêem privados das ajudas de que precisam para o seu dia-a-dia, para estudar ou para trabalhar.

Por outro lado, muitos proprietários destes equipamentos já deixaram de os usar, por diversos motivos. Ou porque a sua condição de deficiência se alterou, ou porque adquiriram um produto mais recente, ou por outro motivo.

A Electrosertec, como empresa especializada em produtos de apoio, lança o programa ReAT - Reutilização de Ajudas Técnicas destinado à compra e venda de produtos de apoio usados.

Como funciona o ReAT?
Os interessados em vender produtos de apoio devem transferir e preencher o formulário de venda disponível na área de transferências do sítio web da Electrosertec. A Electrosertec colocará o produto à venda na sua loja online na secção de produtos usados.

Quando algum cliente manifestar interesse num determinado produto, a Electrosertec entrará em contacto com o vendedor, para que este envie o produto para ser testado nos nossos serviços técnicos. Se o teste do produto for bem sucedido, a Electrosertec realizará a venda do mesmo, entregando ao vendedor o valor acordado.

SIMPLES
O ReAT é um serviço simples e muito eficaz para o reaproveitamento de produtos que são muito úteis e procurados.

SEGURO
O ReAT é seguro, porque os produtos são testados e a Electrosertec oferece uma garantia adequada à idade do equipamento.

Dê já hoje uma nova vida aos seus produtos de apoio. Para mais informações contacte:

Electrosertec
Rua Combatentes da Grande Guerra, 51-B
1885-024 Moscavide
Portugal
Telefone: (+351) 219 435 183
E-mail:
info@electrosertec.pt

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publicado por MJA  [11.Maio.11]


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Outra forma de ver
o Museu Gulbenkian


No âmbito do programa Descobrir, a Fundação Calouste Gulbenkian iniciou no dia 17 de Março um programa de visitas ao Museu Gulbenkian, dirigido a pessoas cegas e com baixa visão, a partir dos 8 anos de idade.

Estas visitas visam tornar o espólio do museu mais acessível e proporcionar aos visitantes uma melhor compreensão das obras de arte e das culturas que as produziram. Cada visita subdivide-se em duas sessões que contemplam uma visita de reconhecimento pelos espaços do museu e outra à exposição permanente “O Egipto no tempo dos faraós”.

As próximas actividades estão agendadas para os dias 28 de Abril, 19 de Maio e 16 de Junho e os interessados em participar deverão inscrever-se oito dias antes da realização da visita. O preço do ingresso é de cinco euros e dá acesso às duas sessões para a pessoa cega ou com baixa visão e respectivo acompanhante.

Para obter mais informações ou para se inscrever nesta actividade, os interessados deverão contactar a responsável do museu, Rosário Azevedo, através do telefone 217823455 ou do e-mail razevedo@gulbenkian.pt.


Fonte: ACAPO

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publicado por MJA  [11.Maio.11]


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De olhos bem fechados
num Jardim Sensorial

21/04/2011

Terra da Gente
Luiz Figueiredo


Textura, cheiro, gosto... Quantas plantas você é capaz de reconhecer de olhos vendados? Quer fazer um teste? Então visite o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde um passeio criado para a inclusão social de deficientes visuais abre um mundo de descobertas para todos.

No escuro, de olhos vendados por uma máscara, ouço a voz do simpático monitor do Jardim Sensorial: Bom dia, seu nome é?

Após ouvir o nome de cada visitante, ele se apresenta: Manoel dos Anjos, deficiente visual há 23 anos e, desde 2007, guia do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Junto com outros monitores, também deficientes visuais, ele convida os turistas a participar de um exercício inusitado: privar-se da visão por alguns minutos e percorrer os 12 canteiros de um jardim, tentando reconhecer as plantas sem recorrer à visão. No percurso, o guia nos orienta no deslocamento e nos estimula a explorar os sentidos tato, audição e olfato.

“Luiz, vamos fazer um pequeno passeio, agora, no universo dos cegos, onde você vai descobrir algumas plantas por meio do cheiro e textura. Existem algumas utilizadas na nossa culinária e outras medicinais. E você pode ficar tranquilo que o nosso chão aqui é todo plano, não existe nada no ar que possa bater em sua cabeça. Pode confiar porque o seu guia aqui já não enxerga absolutamente nada faz 23 anos. Perdi minha visão num acidente de carro. Realizo este trabalho hoje para a verdadeira inclusão e integração social”, resume Manoel dos Anjos, logo passando à lição sobre o senso de orientação. Tenho de pensar como um deficiente visual, para quem a trilha foi idealizada. A mão direita vai no corrimão de bambu. Se fosse a esquerda, eu estaria voltando ao ponto de partida.

“Digamos que você tenha que comer isto aqui, esta planta. Você não está vendo nada e tem que comer. Mas não consegue descobrir pela textura. O que faria?”, provoca o guia. Considero a possibilidade de cheirar.

“Maravilha, então vamos cheirar e identificar pelo cheiro”. Habilmente, Manoel pega a minha mão e faz com eu localize a planta. Digo que tem cheiro de tempero. “É, você conhece, com certeza”, avalia. Faço associação com pizza. “Isso, é o orégano!”, confirma Manoel. E ameniza a dificuldade que tive em nomear a espécie, mencionando diferenças entre o tempero já pronto e a planta ao natural.

“Vamos seguir em frente. Agora, Luiz, você vai tocar aqui. Vamos cheirar esse aí também?” Apalpo as folhas e nada de saber de qual planta se trata. “Você não sabe porque não está vendo. É uma planta muito conhecida”, estimula o guia. Acho que tem cheiro de hortelã e ele diz que não, mas estou perto. “O problema, sabe qual é? Quando você pode ver, você associa tudo à visão. Focou, viu, já tinha visto outras vezes, então já sabe o nome. Aqui no Jardim Sensorial, sem enxergar, só temos a textura e o cheiro. Quando é seguro, também podemos experimentar o gosto”, explica. “Mas você conhece esta planta, não tenho dúvidas, sinta que cheiro forte, bem gostoso: é manjericão”.

Os canteiros são compostos com essa finalidade mesmo: valorizar os sentidos menos utilizados por quem enxerga. Aprendo a ativar minha percepção sobre as diferenças de estrutura de cada planta, as sutilezas de aroma de cada espécie, a importância da diversidade biológica. E já começo a perceber o conceito vesgo que temos sobre a capacidade das pessoas cegas. De certa forma, muitos deficientes visuais enxergam bem melhor do que nós, ofuscados pela visão como somos. Mesmo sem enxergar, eles se mostram eficientes em reconhecer a vida à sua volta e nela se conduzem, superando limitações e otimizando as possibilidades de se realizarem como pessoas.

“Vamos continuar?”, pergunta Manoel. “Nesta planta aqui eu vou falando porque nós, brasileiros, usamos pouco. É o tomilho. Quer sentir o cheirinho dele?”

Não perco tempo e vou tateando para localizar e cheirar as folhinhas. Esbarro a mão numa placa e Manoel aproveita a deixa: “Esta placa tem um lado escrito a tinta e outro com uns ‘caroços’, para a leitura em Braille (leitura tátil dos deficientes visuais). Não estão todas as informações, mas tem o básico, como o nome mais conhecido e o nome científico de cada espécie”.

Continuo a seguir o corrimão e fico feliz ao acertar de primeira o nome da próxima planta, o alecrim. Pelo cheiro, lógico. Se fosse pelo tato, eu passaria longe. Segundo o guia, as plantas mais identificadas pelos visitantes de visão normal são o manjericão e o alecrim, as mais utilizadas na culinária. A visita monitorada avança: “Esta aqui é planta utilizada como incenso para aromatizar a casa, espantar os maus fluidos, acalmar o ambiente. É artemísia, nome consagrado a uma deusa grega”, ensina Manoel.

A transformação dos canteiros antes usados como laboratório em um Jardim Sensorial foi uma iniciativa da paisagista Cecília Beatriz da Veiga Soares, há 15 anos. Em um espaço de 200 metros quadrados foram plantadas 42 espécies de plantas de uso ornamental, culinário, medicinal e de perfumaria. A ideia de montar um programa de Educação Ambiental Inclusiva com visitação, como é hoje, surgiu durante o mestrado de Shizue Tamaki, a atual coordenadora. No País, é uma das poucas formas de interação do deficiente visual com a biodiversidade, com acesso fácil e conscientização ecológica.

“Bem, Luiz, agora vamos passear pelos canteiros das plantas sem cheiro, vamos apreciá-las pela textura. Perceba a folha da espadinha de São Jorge... Viu que essa é a anã? Aquela que chamamos de gigante é bem maior que essa, nós não temos aqui”, prossegue o guia. “E esta plantinha aqui, que parece um capim. Sinta, coloque a mão, isto é um tempero. Eu poderia até pedir para você mastigar, porque é planta culinária, mas ela vai deixar um gosto muito forte na sua boca e depois você vai brigar comigo. Este é o alho-social. Ao contrário do alho-poró, do qual se usa a raiz, deste alho-social a gente usa a flor e a folha picadinha, igual salsinha”.

A viagem pelo jardim é envolvente. “Empresta sua mão aqui, por gentileza”, diz Manoel, já levando meus dedos a tocar em outra planta. “Esta é a mil-folhas, está bem ralinha, mas é bem gotosinha de tatear. Até falo para as meninas que é o rabo de gato, de tão macia”.

Mais um passo e encontramos uma suculenta. É uma planta de raiz, talos e folhas largas, com capacidade de armazenar água para dar conta de viver em lugares áridos. É aparentada com os cactos. Demonstro surpresa com os conhecimentos de Manoel e ele me faz uma confissão: “Rapaz, eu tive que aprender tudo isso aqui também, eu não sabia nada disso, não!”

Segue apresentando a cavalinha-gigante, boa contra osteoporose e estresse. Depois vem o gengibre-magnífico, ornamental, com o formato de um microfone para quem tateia. Então vem um aviso: “Aqui no finalzinho, o corrimão termina. Levante a mão acima da cabeça e em direção à parede e encontre a trepadeira madressilva”. Quando localizo a planta, Manoel já me coloca diante de mais um desafio, no escuro e sem o corrimão: “Vamos agora, seu Luiz, dar dois passos para a lateral esquerda... Aí, isso! Achou umas folhas peludas já? São de confrei. Hoje não se usa mais o chá, foi proibido porque a planta tem uma substância tóxica. Só se usa para banhar e como pomada cicatrizante”. Os dois passos sem apoio me deixaram inseguro e o guia ainda me propõe andar mais, seguindo apenas sua voz. Para não me embaraçar muito, ele dá a dica: “Dê seus passos tocando a mão nas folhas das plantas como referência”.

Então pergunta se sei em que estou pisando. Tenho a sensação de estar andando sobre um solo coberto por casca de madeira. “Não”, corrige mais uma vez, “é raspa de pneu. É o nosso agradecimento à Michelin, empresa patrocinadora do Jardim Sensorial”. Os pedaços de borracha protegem e proporcionam estímulos ao visitante, que tira o calçado para percorrer todo o trajeto. Existem ainda pinos em baixo relevo, na entrada e no piso direcional, que são formas táteis de orientação às pessoas cegas.

“Venha, vou falando e você dá passos no meu rumo. E ouça já um barulhinho d'água. Esta é a nossa fonte, no centro do jardim. Temos aqui plantas aquáticas como o aguapé, a gigoga, o pinheirinho d'água e a ninféia”, enumera o guia. Toco a água fresquinha da fonte, enquanto ele anuncia o fim do passeio: “Aqui você tira a venda, que pode ficar de lembrança, é descartável. E abra os olhos bem devagar”.

Um clarão ilumina a incrível experiência pela qual passei. Saio convencido de que, antes, não enxergava um palmo adiante do nariz. E penso em acrescentar mais nomes a esse meu guia. Não pode ser só Manoel dos Anjos, tem que ser dos Santos também, de todos os santos. O homem é a superação em pessoa...


Atores de sucesso

Só em 2008, o projeto Jardim Sensorial recebeu mais de 12 mil visitantes do Brasil e do Exterior. Segundo a coordenadora, Shizue Tamaki, algumas pessoas até duvidam que os guias sejam realmente cegos, acreditam se tratar de uma representação teatral. Mas os principais atores são mesmo deficientes visuais: Manoel dos Anjos ficou cego há 23 anos, devido a um acidente de carro. Rose Queiroz é cega desde os 12 anos. Márcia Mariza perdeu a visão na infância. E Vanda Freitas nasceu cega. Fora dos horários de visita no Jardim Botânico, Manoel coordena o projeto Anjos da Visão; Rose é escultora e professora de cerâmica; Márcia é atriz, produtora cultural e funcionária de uma concessionária de energia, e Vanda é massoterapeuta.

Entidades das cidades de Uberlândia (MG) e Bauru (SP) já manifestaram interesse em implantar projetos semelhantes. E não faltam ideias para a renovação constante do projeto original, com a introdução de novas espécies de plantas e outras experiências sensoriais.


Para fazer a experiência:

Veja o calendário de visitas guiadas ao Jardim Sensorial no site do Jardim Botânico do Rio de Janeiro: www.jbrj.gov.br. O agendamento pode ser feito por telefone: (21) 8159-0966 ou por e-mail: jardimsensorial@gmail.com. As visitas individuais ou em pequenos grupos são realizadas 6 vezes por mês, das 9:00 às 15:00 horas. Escolas e outras entidades precisam agendar. A atividade é gratuita e conta com acesso para cadeirantes.


Fonte: EPTVGlobo

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publicado por MJA  [6.Maio.11]


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Dia da Mãe:
formas alternativas de comunicação


Vídeo publicitário do Club Expresate ETB [televisão basca]
http://www.youtube.com/watch?v=w-i8i6vqPqg&feature=related

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publicado por MJA  [1.Maio.11]


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Prémio BPI Capacitar
para projectos destinados
a pessoas com deficiência.


No âmbito da política de Responsabilidade Social do Banco, foi lançada a 2ª edição do Prémio BPI Capacitar para as instituições privadas sem fins lucrativos, com sede em Portugal, que apresentem um projecto com a ambição de integrar a diferença e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente.

Um prémio que irá atribuir  500.000 €: um 1.º prémio cujo montante pode ascender até  200.000 € e distinções até  50.000 € cada, para as restantes candidaturas seleccionadas.

As candidaturas podem ser submetidas até 31 de Maio através do site:  www.bancobpi.pt/premiobpicapacitar.


Fonte: BPI (2011-04-04)

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publicado por MJA  [29.Abril.11]


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"A criança com cegueira na primeira infância"

II Jornadas de Deficiência Visual
e Intervenção Precoce


O Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual (CAFAP - CAIPDV), estrutura da Associação Nacional de Intervenção Precoce (ANIP) que acompanha crianças com Deficiência Visual (DV) dos 0 aos 6 anos de idade, vai organizar a 11 de Maio de 2011 em Coimbra as II Jornadas de Deficiência Visual e Intervenção Precoce, com o tema “A criança com cegueira na primeira infância”.

Estas jornadas têm como convidados profissionais conceituados na área da DV a nível nacional, bem como uma psicóloga de renome internacional – Mercê Leonhardt – com larga experiência no trabalho com DV em idades precoces. Esta será uma oportunidade para aprofundar conhecimentos na área da deficiência visual, contactar com novas metodologias de trabalho e com a investigação mais recente nesta área.


Folheto com programa e outras informações AQUI.

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publicado por MJA  [26.Abril.11]


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Áreas do cérebro das pessoas cegas
são redirecionadas para a audição

Marcos Muniz


Cientistas descobriram que o cérebro de pessoas totalmente cegas reprograma a parte associada com a visão, para processar sons.

O Dr. Olivier Collignon e seus colegas da Universidade de Montreal, no Canadá, compararam a atividade cerebral de pessoas que podem ver com a atividade cerebral de pessoas que nasceram cegas.

Eles descobriram que a parte do cérebro que, normalmente, trabalha com os nossos olhos para o processo da visão e da percepção do espaço pode reinventar-se e passar a processar a informação sonora.


Percepção espacial
A pesquisa fundamentou-se em estudos anteriores, que mostram que os cegos têm uma maior capacidade para processar sons como parte da sua percepção espacial.

"Embora vários estudos tenham mostrado que as regiões occipitais de pessoas que nasceram cegas possam estar envolvidas no processamento não-visual, só recentemente começou-se a estudar se a organização funcional do córtex visual, observado em indivíduos com visão normal, é mantida na região occipital dos cegos", explica Collignon.

O córtex visual, como o próprio nome sugere, é responsável pelo processamento da visão. O hemisfério direito e o hemisfério esquerdo do cérebro têm cada um o seu córtex visual. Eles estão localizados na parte de trás do cérebro, que é chamado lóbulo occipital.

"Nossos estudos revelam que algumas regiões do fluxo dorsal occipital direito não requerem uma experiência visual para desenvolver uma especialização para o processamento da informação espacial, sendo funcionalmente integradas na rede cerebral preexistente dedicada a esta capacidade", diz o pesquisador.


Plasticidade do cérebro
Esses resultados são mais uma demonstração da incrível plasticidade do cérebro.

A plasticidade é um termo científico que se refere à capacidade do cérebro de se alterar organicamente como resultado de uma experiência. Mesmo a simples mentalização, por meio da meditação, pode alterar a estrutura do cérebro.

"O cérebro designa um conjunto específico de áreas para o processamento espacial mesmo quando o indivíduo é privado dos seus inputs naturais desde o nascimento", diz o pesquisador.

O cérebro que não recebe os sinais visuais é suficientemente flexível para usar os neurônios originalmente voltados para a visão para desenvolver e executar funções exigidas pelos sentidos remanescentes.

Mecanicismo
"Esta pesquisa demonstra que o cérebro deve ser considerado mais como uma máquina orientada por funções do que uma máquina sensorial pura", diz o pesquisador.


Fonte: Wall Street Fitness [31-03-11]

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publicado por MJA  [14.Abril.11]


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Curso de avaliação olfativa
para deficientes visuais

EmbalagemMarca
 
06/04/11


A Fundação Dorina Nowill para Cegos realizará, de 25 a 29 de abril, a Semana do Olfato. O evento será um primeiro contato das pessoas cegas e com baixa visão com o Curso de Avaliação Olfativa para deficientes visuais, com o objetivo de estimular as possibilidades de trabalho nesta área.

O jovem com deficiência visual que está em busca de uma oportunidade de emprego terá a chance de entrar no mercado de trabalho por meio de uma nova e promissora carreira na área de perfumaria.

A capacitação é direcionada a jovens que já concluíram ou estão concluindo o ensino médio, com interesse em ampliar suas possibilidades de trabalho mo mercado de perfumaria, onde a indústria brasileira ocupa o segundo posto no ranking mundial de acordo com dados do Euromonitor. Pioneiro no Brasil, o curso é uma iniciativa da empresária Tânia Bulhões.

Semana do Olfato do Curso de Educação Olfativa para Deficientes Visuais
Local: Auditório da Fundação Dorina Nowill para Cegos
Inscrições:
empregabilidade@fundacaodorina.org.br

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publicado por MJA  [9.Abril.11]


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Portugal conquista medalha de ouro
para atletas com deficiência visual

 Expresso

4 de abril de 2011


Lusa:  O português Nuno Alves conquistou a medalha de ouro  na categoria T11 - cegos totais nos 5000 metros dos Jogos Mundiais da IBSA, para atletas com deficiência visual, que decorrem na Turquia.

Nuno Alves, que pretende também apostar num bom resultado nos 1500, controlou a prova desde o princípio e, aos 2500 metros, já tinha quase uma volta de avanço sobre os adversários.

"Geri bem a prova em termos práticos, deu para controlar, agora é esperar pelos 1500", afirmou o atleta, que concluiu com o tempo de 16.59,39 minutos.

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publicado por MJA  [5.Abril.11]


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Censos 2011 ignoram realidade
das pessoas com deficiência


Jornal de Notícias

2011-03-29


A Associação Portuguesa de Deficientes denunciou, terça-feira, que o país vai continuar sem conhecer a realidade das pessoas com deficiência porque os Censos 2011 têm várias "omissões graves", como deixar de fora os deficientes orgânicos.

"A nossa expectativa era que estes Censos pudessem ajudar a corrigir as deformações de informação que os Censos anteriores trouxeram, mas a forma como foram definidos não o vão permitir", defendeu Humberto Santos, presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD).

"Não vamos saber o que são pessoas com deficiências e pessoas cuja fragilidade lhe traz um conjunto de limitações, deixando assim de poder contar com um instrumento fundamental como este pretenderia e deveria ser o Censos", acrescentou.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APD criticou que "mais uma vez é feito um investimento considerável, sem que esse instrumento censitário permita apurar com clareza qual o universo das pessoas com deficiência em Portugal e qual o seu enquadramento".

De acordo com Humberto Santos, as perguntas existentes no Censos 2011 não vão permitir fazer a diferença entre as pessoas com deficiência e as pessoas que perderam capacidades devido à idade, seja visão, audição, mobilidade ou outra.

Em pior situação estão os deficientes orgânicos, cuja deficiência tem a ver com algum aspecto interno do organismo, como os doentes renais, os hemofílicos ou deficiências consequentes de doenças oncológicas.

O presidente da APD explicou que no decorrer de uma conferência internacional, realizada pela associação no final do ano passado, estavam presentes responsáveis do Instituto Nacional de Estatística (INE) que deram a conhecer a matriz das perguntas.

"Não há nenhuma pergunta sobre as questões das deficiências orgânicas e na altura foi-nos dito que era um facto, mas que era um facto irreversível porque já não havia nada a fazer", revelou.

Em comunicado, a APD acrescenta que "há mais omissões graves", como não ser possível saber quantas pessoas com deficiência estão ou não empregadas ou têm qualquer tipo de rendimento ou apoio social ou quantas vivem em instituições.

Humberto Santos acrescentou que a associação nunca foi ouvida para a formulação das perguntas, mesmo quando há dois ou três anos apresentou junto do INE as suas preocupações.

"Quando nós nos fizemos ouvir foi-nos dada informação que o assunto estava a ser tratado com o Instituto Nacional de Reabilitação. Infelizmente, no final do ano passado percebemos que não estava previsto a auscultação das associações representativas deste grupo", adiantou.

Como consequência, alertou Humberto Santos, Portugal vai continuar a ter "políticas e instrumentos que não estão devidamente fundamentados e sustentados no quadro real do país".

"Tudo é feito em bastidores herméticos onde a sensibilidade, a opinião, a experiência de um conjunto de actores sociais infelizmente não é minimamente tida em consideração", criticou, acrescentando que esta situação representa um défice de participação e de democracia.

Os Censos 2011 (XV Recenseamento Geral da População e V Recenseamento Geral da Habitação), que estão a decorrer, visam recensear os cidadãos, bem como os edifícios destinados a habitação.

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publicado por MJA  [3.Abril.11]


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Jantar de angariação de fundos para a
Escola de cães-guia para cegos de Mortágua

Convite


Há pessoas cegas que precisam de um cão-guia para as suas deslocações.

A Escola de cães-guia para cegos de Mortágua precisa de amigos para a sua manutenção.

A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra é amiga e vai fazer, no dia 8 de Abril, um jantar de angariação de fundos para os nossos cachorros. Vai haver música e muita animação.

Gostaríamos muito de contar com a vossa presença.

Podem fazer a inscrição para os seguintes números:
917761274 - Ana Mafalda e 966807915 - Ana Guerra.


Escola de Cães-Guia para Cegos
Chão de Vento, 3450-333 Mortágua
E-mail: geral@caesguia.org
Web: http://www.caesguia.org/

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publicado por MJA  [2.Abril.11]


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Petição Clarificação do financiamento
de Produtos de Apoio

CERTIC/UTAD

Senhora Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social
Senhora Ministra da Saúde
Senhora Ministra da Educação
Excelências

Desde a aprovação do Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de Abril, que criou o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio – SAPA, que se espera uma melhoria do sistema de prescrição e financiamento de Produtos de Apoio para pessoas com deficiência existente há mais de 20 anos.

Infelizmente, passados dois anos da aprovação do referido DL, constatamos que este continua incompreensivelmente por regulamentar e que se degradaram significativamente as práticas e o financiamento dos Produtos de Apoio desde 2010.

Desde 2010, deixou de ser transparente o financiamento anual de Produtos de Apoio. Suspendeu-se, sem justificação fundamentada, o financiamento de Produtos de Apoio/Ajudas Técnicas Profissionais, que representavam cerca de 20% das verbas atribuídas pelo sistema supletivo, e desconhecem-se os montantes atribuídos anualmente pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social, Saúde e Educação, sabendo-se apenas que foram globalmente reduzidos face a 2009.

Estamos certos que V. Exas têm consciência da enorme importância que este apoio do Estado tem para a inclusão social e a melhoria da qualidade de vidas das pessoas com deficiência ou incapacidade, e que não desejam o actual retrocesso, pelo que, solicitamos a V. Exas que, com a máxima urgência:

1 - seja regulamentado o Decreto-Lei n.º 93/2009;

2 - haja uma clarificação do financiamento de Produtos de Apoio ocorrido em 2010 e do que está planeado para 2011, por parte dos Ministérios do Trabalho e Solidariedade Social, Saúde e Educação, tal como previsto no artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 93/2009;

3 - se proceda à reposição do financiamento de Produtos de Apoio Profissionais para fins equivalentes aos estipulados no anterior sistema supletivo, bem como no artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 93/2009;

4 - se inicie a implementação das medidas necessárias para a melhoria da qualidade do SAPA;

5 - se torne público um observatório com relatórios anuais de execução do financiamento dos Produtos de Apoio pelos três Ministérios, desde 2009.

Assinar a Petição AQUI.

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publicado por MJA  [2.Abril.11]


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Após perder os olhos, Labrador
precisa do seu próprio cão-guia

Extra.Globo

Maíra Amorim - Expresso

10-3-2011

O cão Edward [à esquerda na fotografia] trabalhava como cão-guia há oito anos, quando precisou ter os olhos removidos após desenvolver catarata, o que deixou seu dono, o cego Graham Waspe, de 60 anos, muito triste. Mas logo o inglês ganhou Opal, de 2 anos, para ajudar não só a ele como também a Edward.

- Opal foi ótima para nós dois. Não sei o que faríamos sem ela - disse Graham ao jornal “The Sun”.

E apesar da deficiência, Edward continua cheio de disposição.

- As pessoas fazem muitas perguntas sobre como ele lida com o problema e ele provavelmente ficou mais famoso agora porque ainda mais pessoas param para falar com ele nas ruas - contou Sandra, mulher de Graham.

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publicado por MJA  [14.Mar.11]


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Aluna da UTAD cria roteiro em braille
para Museu da Região Flaviense

 @tual

8 Março 11


Aluna da licenciatura em Turismo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) criou um roteiro museológico em braille para que os invisuais possam também visitar o Museu da Região Flaviense, em Chaves.

Ana Cristina Teixeira Tavares, realizou o seu estágio curricular no Núcleo de Arqueologia daquele Museu, e logo sentiu motivação bastante para torná-lo acessível também a invisuais, lançando mãos ao trabalho de criar o roteiro em Braille, Relevo e Texto Ampliado. A Câmara Municipal de Chaves, por seu turno, abraçou, de imediato, a mesma causa, mandando imprimir dez exemplares que ficarão ao dispor na recepção do Museu de quem deles necessitar. Em quinze páginas, esta jovem propõe assim um percurso pelo espólio museológico, cujas peças são identificadas e devidamente descritas.

Ana Tavares pretende através deste projecto dar o primeiro passo para que o Museu se torne inclusivo, tendo em vista ainda outros projectos, como seja a realização de áudio-guias e exemplares tácteis que irão complementar o roteiro.

O seu interesse neste tema teve início no projecto de investigação que está a realizar, “A escuridão nos Museus – Acessibilidade para pessoas invisuais”, em que não se quis limitar apenas a uma abordagem teórica da matéria, mas sim deixar algo prático que ajude esta população (163.569 pessoas conforme a actualização do último censo pelo INE em 2007) com necessidades tão especiais e que conta com tão poucos recursos que lhe permita acesso à cultura.

Os trabalhos práticos e de investigação estão a ser desenvolvidos ao longo do 3.º e último ano do curso em Turismo, que funciona no Pólo de Chaves da UTAD, e decorrem no âmbito das unidades curriculares Práticas em Empresas e Instituições I e II e pretende responder à seguinte pergunta:

Quantos museus em Portugal são acessíveis a pessoas invisuais e de que forma?

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publicado por MJA  [7.Mar.11]


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Dia Mundial do Glaucoma celebra-se a 12 de Março

CienciaPT

27-Feb-2011


No âmbito do Dia Mundial do Glaucoma que se celebra a 12 de Março, o Hospital CUF Infante Santo alerta para as medidas essenciais de prevenção desta doença.

O glaucoma é uma doença que requer vigilância apertada e é uma das principais causas de cegueira irreversível. Luis Gouveia Andrade, médico oftalmologista do Hospital CUF infante Santo, salienta que “a causa mais comum do glaucoma é a degenerativa, relacionada com a idade, e resulta de um obstáculo na normal circulação dos fluidos que existem no interior do globo ocular. A sua crescente acumulação determina um aumento da tensão no interior do olho e consequentemente a compressão e morte das células nervosas responsáveis pela visão.”

Esta doença silenciosa felizmente é benigna, se detectada a tempo. “Existem actualmente inúmeras opções terapêuticas para a doença, sob a forma de colírios, laser ou cirurgia. O tratamento inicial recorre a colírios que reduzem a tensão ocular, uma gota por dia, e que na maioria dos casos, permitem um controlo adequado do glaucoma”, explica o médico oftalmologista.

Diagnóstico rigoroso para melhor controlo do glaucoma

O diagnóstico do glaucoma é essencialmente clínico, uma vez que cabe ao médico aferir a tensão ocular, um dos principais elementos para a detecção desta condição. O diagnóstico precoce e rigoroso é, de facto, o segredo para o controlo do glaucoma e da maioria das doenças oculares.

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publicado por MJA  [7.Mar.11]


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EXAMES 2011

Orientações Gerais e Condições Especiais de Exame
de que pode usufruir um Aluno
com NEE de carácter permanente

Na área da cegueira e baixa visão são alunos com deficiência visual permanente bilateral, que apresentam limitações significativas das funções visuais ou das funções das estruturas adjacentes do olho resultando, ao nível das actividades e participação, em dificuldades acentuadas, nomeadamente na comunicação (leitura e escrita), da orientação e mobilidade e da aprendizagem e aplicação de conhecimentos.

Consulte, descarregue ou imprima:

Orientações Ensino Básico 2011

Orientações Ensino Secundário 2011

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publicado por MJA  [5.Mar.11]


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Garoto cego de 2 anos já usa bengala

Revista Crescer


Oscar Hughes é a pessoa mais jovem no mundo a usar uma bengala e sofre preconceito enquanto caminha pelas ruas.

Ao olhar o menino Oscar Hughes, 2 anos, andando com sua bengala branca, as pessoas acreditam que aquilo é apenas um brinquedo e logo perdem a paciência com o garoto.

Mas Oscar sofre de uma doença genética rara que o deixou cego logo após o nascimento.

Agora, os pais Kate Hughes e Anthony O’Sullivan querem alertar a população da cidade de Manchester, na Inglaterra, para a doença de seu filho. “Oscar usou a bengala a partir do momento que foi capaz de andar. Muitas vezes, ele caminha em outras direções para sentir o cheiro do pão ou o aroma de limpeza de alguns lugares”, contou Kate ao jornal inglês Daily Mail.

Por não perceberem que Oscar é cego, as pessoas começam a perder a paciência com o seu andar mais lento. “Ele nunca foi derrubado, mas as pessoas são tão insensíveis e se irritam facilmente porque Oscar anda devagar e impede a passagem”, completa Kate.

Para o casal, isso acontece porque as pessoas não têm informação sobre a cegueira infantil e ao ver uma criança tão pequena, não acreditam que ela possa ser cega.

Kate e Anthony começaram a perceber que o filho era cego em novembro de 2008. “Apesar dos olhos estarem abertos, Oscar não olhava para os objetos e não sorria. Procuramos um hospital e Oscar foi diagnosticado com icterícia, mas em breve sua visão voltaria ao normal”, diz Kate.

Mas a visão de Oscar não melhorava e só quando o casal procurou o Hospital de Olhos Henshaws, em Manchester, conseguiram compreender e aprender a lidar com a condição do seu filho.

Agora, Oscar faz parte de uma campanha para arrecadar 50 mil libras para a Sociedade de Pessoas Cegas Henshaws, uma instituição que ajuda pessoas cegas e com deficiência visual a desenvolver as habilidades necessárias para levar uma vida normal.

A instituição colocou a família Hughes em contato com outro casal, cujo filho mais velho sofre da mesma doença de Oscar. “Através desse contato, pude comprovar que meu filho pode ter uma vida normal, apesar da deficiência”, fala Kate.

Oscar, segundo o jornal Daily Mail, é a pessoa mais jovem no mundo a aprender a usar uma bengala e suas conquistas não vão parar por aí.

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publicado por MJA  [2.Mar.11]


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Área do cérebro que processa
leitura dispensa visão

Agência de Notícias Jornal Floripa

24/02/2011


NEW YORK TIMES: A parte do cérebro considerada responsável pelo processamento visual de texto pode não precisar da visão, relatam pesquisadores na revista "Current Biology".

A região, onde se processa a formação de palavras, processa palavras quando pessoas com visão normal lêem. Porém, pesquisadores descobriram que ela é igualmente ativada quando cegos lêem em braile.

"Não importa se as pessoas estão lendo com os olhos ou os dedos", disse Amir Amedi, neurocientista da Universidade Hebraica de Jerusalém e um dos autores do estudo. "De um jeito ou de outro, elas estão processando palavras."

A pesquisa refuta a crença, amplamente divulgada em livros didáticos, de que o cérebro é um órgão sensorial onde várias regiões conduzem atividades de diferentes sentidos como visão, audição e tato.

Em vez disso, Amedi afirma que o cérebro é uma máquina de tarefas. "O que sugerimos é que esta área constrói o formato das palavras, mesmo que a chamemos de área da formação visual de palavras", disse ele.

Amedi e seus colegas realizaram exames funcionais de ressonância magnética em oito adultos com cegueira congênita, enquanto eles liam em braile.

Ele e seus colegas pertencem a uma pequena comunidade de neurocientistas que tentam demonstrar que as regiões do cérebro são multissensoriais. Embora a teoria ainda não seja amplamente reconhecida, ela começou a ganhar aceitação na última década.

"Esperamos que este artigo seja mais um passo para convencer as pessoas", disse Amedi. "Porém, nem mesmo dez artigos seriam o bastante para alterar os livros didáticos. Isso pode levar mais uma década, até que possamos provar que não deixamos passar nada."

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publicado por MJA  [25.Fev.11]


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Cruz Vermelha Portuguesa lança projecto de
cuidados a idosos e deficientes no domicílio

Jornal de Notícias


15-2-2011 - A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) lança terça-feira um projecto de cuidados no domicílio para idosos e doentes com "carências" que pretende abranger "alguns milhares" de pessoas em todo o país, disse à agência Lusa o presidente da instituição.

O projecto, que será apresentado na cerimónia de encerramento das comemorações dos 100 anos da Bayer em Portugal, surgiu com a "crescente necessidade de serviços de reabilitação e prestação de cuidados aos seniores dependentes, pessoas portadoras de deficiência e crianças".

"A população idosa está a aumentar", estimando-se que metade dos idosos com mais de 85 anos tem "uma situação de dependência, o que significa que precisam de ajuda", adiantou Luís Barbosa.

A Cruz Vermelha entendeu que "tinha obrigação" de criar um conjunto de métodos e uma rede de referenciação de voluntários e profissionais para dar apoio aos doentes e idosos dependentes e sem recursos.

O objectivo, explicou, é ser um "processo mais humanizado, porque as pessoas gostam de estar nas suas casas, junto das famílias".

Por outro lado, é "encontrar alternativas que sejam sistemas mistos em que haja apoios do Estado, de esquemas de solidariedade, da família e alguma participação, em matéria dos encargos, das pessoas ou familiares quando tiverem meios para isso".

"Há aqui uma necessidade de criarmos um instrumento que existe disperso e pouco referenciado e que a Cruz Vermelha pode ter condições para o poder fazer", salientou o presidente da instituição.

A Cruz Vermelha já está a fazer o recrutamento das pessoas que vão integrar o projecto, que vai começar em breve em Lisboa e depois se estenderá ao resto do país.

Luís Barbosa manifestou-se convicto de que, "dentro de não muito tempo", umas "largas centenas de pessoas beneficiarão deste serviço". "E se tivermos apoio e ajuda nesse sentido podemos pensar nalguns milhares", acrescenta.

Para as pessoas se candidatarem, a Cruz Vermelha vai disponibilizar um número de telefone através do qual vão poder apresentar os seus problemas e necessidades.

"Tem de se analisar cada caso e definir o apoio necessário para essa situação e encontrar o prestador de serviço que pode encaixar-se nas necessidades da pessoa", explicou Luís Barbosa, acrescentando que o projecto irá criar "largas centenas de postos de trabalho".

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publicado por MJA  [23.Fev.11]


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Livros dão lugar a caixas que contam
histórias na biblioteca acessível de Sabrosa

Jornal de Notícias


Sabrosa, 8 fev (Lusa) -- Os livros deram lugar a caixas onde se escondem objetos que contam histórias. A biblioteca acessível de Sabrosa, hoje inaugurada, é um projeto pioneiro na Europa que é dirigido às pessoas com deficiência.

Uma pequena caixa redonda e vermelha esconde um poema do mais famoso escritor transmontano, Miguel Torga. A professora Paula Proença abriu a caixa e tirou um ninho de brincar ao mesmo tempo que declamou: "Sei um ninho. E o ninho tem um ovo. E o ovo, redondinho, tem lá dentro um passarinho novo". A seguir ao ninho, a professora tirou um pequeno pássaro de peluche.

A biblioteca acessível da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Com Deficiência Mental (APPACDM) de Sabrosa trocou os livros por 60 caixas multisensorais.

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publicado por MJA  [23.Fev.11]


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Hospitais de Barcelos e Guimarães
mais perto de invisuais

Correio do Minho

Lurdes Marques

2011-02-20

Num acto apadrinhado pelo Governador Civil de Braga, Fernando Moniz, a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais de Braga (AADVDB), celebrou, na tarde de sexta-feira, dois protocolos de cooperação com duas unidades hospitalares.

Os hospitais de Barcelos e Guimarães, representados pelos presidentes dos Conselhos de Administração, Lino Mesquita Machado e António Barbosa, respectivamente, foram as entidades que celebraram os protocolos de cooperação com a associação de invisuais que visam, entre outros aspectos, o desenvolvimento de estratégias de melhoria permanente no acompanhamento dos cidadãos portadores de deficiência visual da área de referência directas daquelas unidades.

O acompanhamento do deficiente visual quando o mesmo não tem consigo um acompanhante ou guia, assim como o seu acompanhamento até à saída daquela unidade hospitalar e a referenciação ao serviço social do hospital, no caso de consulta externa, internamento ou serviço de urgência, constitui outro dos objectivos do acordo.

Invisuais mais acompanhados

Agradecendo a ajuda e solidariedade, por parte dos presidentes dos conselhos de administração das duas unidades hospitalares, Domingos Silva, presidente da AADVDB, destacou a importância dos acordos celebrados, uma vez que, a partir daquele momento, os deficientes visuais vão ser acompanhados, a par e passo, quando se deslocaram àquelas unidades hospitalares.

A articulação entre os serviços sociais daquelas unidades e a AADVDB foi também destacada por Domingos Silva. Agradecendo a oportunidade de se tornarem parceiros da Associação de Invisuais, o responsável do Hospital de Barcelos, Lino Mesquita Machado, deu conta da necessidade que houve de adaptar o protocolo, tornando-o pragmático e eficaz.

O entusiasmo de Domingos Silva

Colocar o protocolo em vigor e levá-lo à prática todos os dias é, pois, o objectivo do Hospital de Barcelos. Mostrando-se orgulhoso pela celebração do protocolo, António Barbosa, do Hospital de Guimarães, destacou o entusiasmo e o empenho de Domingos Silva na concretização dos mesmos. “Através de coisas simples, esta associação construiu elevadas realizações de um enorme alcance cívico”, destacou Fernando Moniz, Governador Civil de Braga.

Destacando que os hospitais e os responsáveis pela saúde devem estar sempre em permanente contacto com as populações e perceberem quais são as suas necessidades, o Governador Civil de Braga considerou que os protocolos vão ser uma ajuda importante para os invisuais. O momento de celebração dos protocolos contou com a presença de elementos dos órgãos sociais da AADVDB, assim como de Gabriela Fonseca, vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Site divulga associação

Divulgar a história da Associação, assim como os serviços e actividades prestadas aos deficientes visuais é um dos objectivos associados à criação do site da AADVDB, cuja apresentação decorreu após a celebração dos protocolos com as duas unidades hospitalares.

Acedendo a www.aadvdb.org.pt, os interessados têm ao dispor informações relacionadas com a história da associação, órgãos sociais, plano estratégica e serviços, assim como fotografias das instalações e das actividades que marcam o dia-a-dia daquela associação. A par destes elementos, os interessados têm ao a oportunidade de consultar um conjunto de informações relativas à deficiência visual, assim como o acesso a links de instituições de interesse para a comunidade invisual.

Desta forma, e segundo Domingos Silva, a AADVDB passa estar mais perto de todos, não só em termos nacionais como internacionais. No final da cerimónia, o presidente da AADVDB entregou, ao Governador Civil e aos responsáveis dos Centros de Convívio, a história da associação escrita em Braille.

Utentes dos Centros de Convívio visitaram associação

A tarde de ontem foi de grande animação. A par dos utentes da associação de invisuais, as instalações da AADVDB receberam a visita dos utentes dos Centros de Convívio de Friande, Vilela e Esperança.

Para além de ficarem a conhecer as instalações, os mais velhos os trabalhos executados pelos deficientes visuais. A perfeição com que com os deficientes visuais executam os sacos, os tapetes e outros objectos mereceu o elogio dos mais velhos. “Acho muito importante os invisuais terem um espaço como este. Gostei de tudo e é tudo muito bonito. No nosso tempo não havia nada disto”, disse Júlia Vieira, de 81 anos, utente do Centro de Convívio de Vilela, que se mostrou muito admirada com a perfeição dos trabalhos executados pelos deficientes visuais.

Cândido Costa, técnico da associação, deu a conhecer aos presentes as ferramentas disponíveis, nomeadamente os programas informáticos que permitem acederam a um conjunto diversificado de informação.

“Os invisuais conseguem fazer tudo o que nós fazemos. Apenas temos que adaptar as coisas”, elucidou o técnico de animação.

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publicado por MJA  [20.Fev.11]


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O Museu da Cerâmica nas pontas dos dedos

Jornal das Caldas On-line

Fevereiro 17, 2011

No âmbito do projecto “O Museu da Cerâmica nas pontas dos dedos”, decorreu, no passado dia 4, mais uma formação para todos os trabalhadores do Museu da Cerâmica, sob a orientação de Josélia Neves, especialista em comunicação para cegos. Tratou-se de uma aquisição de conhecimentos dirigida à equipa do Museu, para sensibilização do acolhimento e acompanhamento de visitantes cegos ou de baixa visão.

Esta formação vem complementar os guiões em Braille e em negro, disponíveis ao público desde Dezembro de 2010.

A prática agora adquirida revela-se um contributo muito importante para a actuação de todos os profissionais do Museu, que assim desfrutaram da oportunidade de um grupo “ver” uma peça com as mãos, pelos olhos de um cego e receber um enriquecimento humano e pessoal por todos expresso.

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publicado por MJA  [20.Fev.11]


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Ómega-3 pode prevenir cegueira em diabéticos

CiênciaHoje

 2011-02-10

Um estudo norte-americano publicado agora na revista «Science Translation Medicine» revela que o ómega-3 desempenha um papel essencial nas membranas celulares do sistema nervoso. No entanto, a maior parte das actuais dietas ocidentais é pobre neste tipo de gordura.

A retinopatia é o desenvolvimento anormal de vasos sanguíneos na retina (que tem altas concentrações de ómega-3) e uma das principais causas da cegueira.

Os investigadores, liderados pela oftalmologista Lois Smith, do Hospital Pediátrico de Boston (EUA), estudaram a influência dos ómega-3 na retina de ratos e descobriram que o aumento dos ácidos gordos deste tipo devido à dieta limitou o crescimento patológico dos vasos sanguíneos denominados neovasos.

Os ratos alimentados com dietas ricas em ómega-3 tiveram uma redução de quase 50 por cento do crescimento dos vasos sanguíneos na retina, em relação aos alimentados com dietas ricas em ómega-6 (tipo de gordura presente nos óleos de fritar).

A investigadora acredita que a capacidade de impedir o crescimento desses neovasos com ácidos ómega-3 poderá ajudar a reduzir os gastos na saúde, visto os suplementos alimentares serem muito mais baratos do que os tratamentos para este problema.

A equipa de Smith quer agora desenvolver investigação sobre os ácidos gordos ómega-6 mais prejudiciais, numa tentativa de conseguir bloquear selectivamente os agentes metabólicos negativos.

A retinopatia afecta principalmente pessoas que sofrem de diabetes, hipertensão arterial e bebés prematuros. Nos Estados Unidos, 4,1 milhões de diabéticos – número que tende a dobrar nos próximos 15 anos – sofrem deste problema.

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publicado por MJA  [16.Fev.11]


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Invisuais: Rodoviária melhora acessibilidades

Boas Notícias

11 Fev. 2011


Tendo em conta as muitas dificuldades que as pessoas com deficiência visual ainda enfrentam no acesso aos transportes públicos, a Rodoviária de Lisboa (RL) desenvolveu um sistema de informação sonora, instalado a bordo dos autocarros e junto a algumas paragens, aliado ao aproveitamento da energia solar, que melhora as acessibilidades.

Foi o contacto com a comunidade invisual, por meio da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), que motivou a introdução do sistema sonoro no interior e no exterior dos autocarros, com informações acerca do destino, percurso e tempo de espera.

"Temos imensa dificuldade em diferenciar um autocarro de um pesado quando estamos numa paragem", terão dito vários membros da ACAPO numa reunião com a RL, conta Silvina Pedroso, coordenadora do SICTR, ao Boas Notícias.

Estas reuniões foram, aliás, realizadas com alguma frequência, uma vez que o feedback da ACAPO é valioso na melhoria dos serviços aos invisuais. "Nós temos conhecimento, não só através da nossa experiência pessoal enquanto pessoas com deficiência visual, mas também na vertente técnica", realça Ruben Portinha, um dos membros da instituição.

Daí resultou também a produção de um dispositivo portátil que, ao ser acionado junto dos painéis informativos instalados em algumas das paragens da RL, permite ouvir quanto tempo falta para a chegada dos autocarros cujo percurso passe por aquele ponto. A ideia é que o comando seja distribuído mediante o pagamento de uma caução simbólica a ser restituída aquando da devolução do aparelho.

 
http://www.youtube.com/watch?v=ZgEnC5FSi7c&feature=player_embedded


Sistema pioneiro de controlo e informação ao cliente

Estas são as evoluções mais recentes do pioneiro Sistema de Informação ao Cliente em Tempo Real (SICTR), como é designado, desenvolvido em 1997. A RL era, então, a única transportadora nacional a utilizar tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global, em português), para controlar toda a frota de viaturas em tempo real.

O SICTR, que integra o sistema de Gestão Operacional da Frota, permite à RL localizar todos os seus veículos, identificar atrasos, e ainda identificar os respetivos motoristas e contactá-los através de SMS ou de chamada telefónica. O sistema tem ainda um equipamento de registo de imagens vídeo nos veículos e uma opção de alarme que pode ser acionado pelos motoristas em caso de emegência.

Parte deste sistema da rodoviária - como os painéis informativos das paragens - é já suportado por energia solar. O SICTR favorece, assim, a inclusão dos utentes com limitações sensoriais, a sustentabilidade energética da rede e o controlo em tempo real de toda a sua frota.

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publicado por MJA  [13.Fev.11]


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Estado desconhece quantos
trabalhadores deficientes emprega

Diário Digital

7 Fev. 2011

O Estado desconhece quantas pessoas com deficiência trabalham na administração pública e muitas vezes não divulga a quota de emprego obrigatória nos concursos.

O Governo contrapõe que se há situações irregulares cabe também aos parceiros sociais denunciá-las.

O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, defendeu, em declarações à agência Lusa, que o Estado “não tem nenhuma ideia” de quantas pessoas com deficiência trabalham para si porque “falta informação sistematizada quanto aos recursos humanos”.

A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, por seu lado, não conseguiu dar um número exato, mas lembrou um estudo do Instituto Nacional de Administração de 2008 que apontava para cerca de três mil pessoas. "Sabemos que [atualmente] este número será bastante inferior aos cinco por cento que decorrem da legislação”, admitiu Idália Salvador Serrão.

De acordo com a secretária de Estado, em 2008, dos 690 lugares colocados a concurso, 74 foram reservados para pessoas com deficiência.

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publicado por MJA  [13.Fev.11]


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Primeiras cirurgias oftalmológicas
com 3D foram “sucesso total”

CiênciaHoje

2011-01-31

O Centro Cirúrgico de Coimbra (CCC) é responsável pelas primeiras cirurgias oftalmológicas do mundo que recorreram à tecnologia 3D de alta definição (HD), tendo obtido bons resultados com esta alternativa.

António Travassos, que dirige a equipa do CCC, declarou à agência Lusa que “a utilização da tecnologia 3D no bloco operatório é um avanço significativo” para esta área da medicina e que as operações realizadas em Dezembro “foram um sucesso total”.

Segundo o cirurgião, o 3D leva a cirurgia “a aproximar-se da perfeição, permitindo, consequentemente, aumentar as probabilidades de sucesso das intervenções”. Acrescentou ainda que as imagens são “extremamente importantes para documentar a cirurgia”, pois tornam-se muito mais eficazes do que os registos escritos.

“O 3D dá-nos uma visão muito mais próxima da realidade, permite à equipa que me acompanha estar a ver o que eu vejo no microscópio e detectar com muito maior precisão qualquer problema que surja durante a intervenção e corrigi-lo de imediato”, salientou.

Para dar este salto tecnológico, o cirurgião de Coimbra, que já realizou mais de 30 mil intervenções oftalmológicas, recorreu a Marco Neiva, perito em tecnologia 3D e responsável pela integração tecnológica que permitiu executar estas cirurgias oftalmológicas inovadoras.


Imagens 3D do interior e exterior do olho

De acordo com Marco Neiva, nunca antes tinha sido possível a uma equipa de cirurgia oftalmológica visualizar em tempo real a operação e executar todas as tarefas de apoio ao cirurgião num ambiente 3D/HD. “Com esta tecnologia, conseguimos imagens 3D do exterior e do interior do olho”, frisou.

Marco Neiva adaptou tecnologia 3D/HD à cirurgiaO especialista destacou como vantagens desta inovação, a qualidade do apoio à cirurgia dentro do bloco operatório, a recolha documental para memória futura e os benefícios no que diz respeito à formação de cirurgiões.

Marco Neiva desenvolveu esta solução em parceria com a Emílio Azevedo Campos (EAC), uma empresa especializada em vídeo profissional, e a Sony Europa. Rui Pinto, da EAC, destacou que o sucesso alcançado é o resultado das sinergias entre o Centro Cirúrgico de Coimbra – que tinha esta necessidade – a EAC e a Sony Europa – que forneceram o equipamento – e do empenho do Marco Neiva – que desenvolveu a solução.

“Cada uma das partes teve um papel activo muito importante e se qualquer uma delas não se tivesse envolvido não teríamos concretizado com sucesso este avanço”, sublinhou.

Os resultados desta inovação tecnológica vão ser apresentados ao público especializado e à comunicação social na sexta-feira, pelas 10h30, numa sessão pública realizada no centro comercial Vasco da Gama, em Lisboa.

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publicado por MJA  [13.Fev.11]


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Ainda há barreiras no acesso dos cidadãos com
necessidades especiais aos serviços públicos


Paulo Rodrigues

iGOV
 
2011-02-10


O acesso dos cidadãos com necessidades especiais aos serviços da Administração Pública (AP) ainda apresenta algumas barreiras. Para perceber quais são essas barreiras e como poderão ser superadas, o iGOV falou com Rodrigo Santos, membro da Direcção Nacional da ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal).

Que barreiras enfrentam os cidadãos com necessidades especiais, e em especial com deficiência visual, no relacionamento com a Administração Pública?

Eu acho que ao nível de tudo são barreiras de várias ordens. Começa porque ainda subsistem barreiras de acessibilidade física. Ou seja, ainda há instalações que não estão desenhadas tendo em conta todos os requisitos necessários para que as pessoas com qualquer tipo de deficiência se movimentem livremente e de forma autónoma nas respectivas instalações.

Estou a falar, por exemplo, do caso das pessoas com deficiência visual e, no caso específico das pessoas com baixa visão, informação em caracteres ampliados ou mesmo sinalética Braille ou outro tipo de sinalética adequada para que as pessoas com deficiência se possam movimentar e aceder de uma forma livre e autónoma, e em igualdade de circunstâncias, aos sítios onde são disponibilizados os serviços.

Seguem-se depois as barreiras atitudinais. Muitas vezes quem atende ao público na Administração não está preparado e não sabe como lidar ou contactar com uma pessoa com deficiência. Por exemplo, se a pessoa com deficiência é acompanha de outra não se fala com a pessoa com deficiência fala-se com o acompanhante, o que é profundamente errado.
Ou muitas vezes não se consegue detectar e saber o que fazer e sinalizar quando está uma pessoa com deficiência, por exemplo, num atendimento ao público. Não é raro encontrar funcionários que ficam um pouco embaraçados, inclusive no contacto, porque não sabem como proceder nesse contacto.

A necessidade de derrubar essas barreiras atitudinais, o que é muitas vezes conseguido através de formação específica, não tem sido devidamente acauteladas.

Depois temos as barreiras ao nível da acessibilidade, quer dos serviços prestados quer da informação. Muitas vezes os formulários, quer electrónicos quer em papel não estão acessíveis às pessoas com os mais variados tipos de deficiência. Não podem ser preenchidos autonomamente, não há muitas vezes auxílio no seu preenchimento.

Em suma, temos ainda um paradigma muito «papelizado» da própria Administração. É certo que tem vindo a mudar, mas que por si só muitas vezes colocam barreiras intransponíveis para que as próprias pessoas com deficiência possam usufruir e conhecer aquilo que a Administração tem para eles enquanto cidadãos.

Sente que essas barreiras se mantêm nos balcões de nova geração, como as «Lojas do Cidadão»?

Nós tivemos recentemente um caso de uma pessoa que se dirigiu a uma «Loja do Cidadão» a fim de efectuar um determinado serviço e que, ao contrário do que está explicitamente estipulado na lei, não foi garantida a prioridade do seu atendimento.

Esta foi uma opção legislativa tomada já em 1999. Há doze anos que este Decreto-Lei existe. Espanta-nos como doze anos depois ainda não se percebe como funcionam as prioridades, ainda não se percebe que há uma prioridade em razão da deficiência, ainda não se percebe que há uma necessidade específica de acompanhamento destas pessoas e que, por isso mesmo, devem beneficiar de um atendimento prioritário e de um atendimento que efectivamente acautele as especificidades das pessoas com deficiência.

Nas novas «Lojas do Cidadão», na sua maioria, este assunto tem sido devidamente acautelado, mas ainda há, em alguns aspectos, um trabalho importante para fazer. Este caso, que dizia, passou-se numa «Loja do Cidadão» e a própria responsável da «Loja do Cidadão» não sabia, e não soube, dar um encaminhamento devido em termos de prioridade de atendimento a esta situação.

A disponibilização de serviços electrónicos tem contribuído, de alguma forma, para dissipar essas barreiras?

Nós vemos com muito bons olhos a adopção, cada vez mais, por parte da Administração Pública e por parte das empresas públicas, de uma filosofia de serviços assentes em plataformas electrónicas.

Com efeito, as pessoas com deficiência visual conseguem aceder autonomamente à informação disponibilizada num sítio de Internet, através de computadores com leitores de ecrãs que depois podem transformar a informação presente nesse sítio Web, ou num e-mail, entre outros, em voz sintética ou caracteres Braille através de uma linha Braille.

A grande questão que se põem é que, não obstante esta ter sido uma das preocupações em que Portugal foi pioneiro, achamos que cada vez mais a adopção de soluções electrónicas coloca, ou pode colocar, também algum tipo de barreiras.

É obrigatório para os serviços da Administração Pública disponibilizarem as informações e os seus sítios de Internet em sites totalmente acessíveis, cumprindo regras que estão estipuladas internacionalmente pelo consórcio W3C (The World Wide Web Consortium) para o efeito.

Essa obrigatoriedade já vem desde 1999 e foi reforçada em 2007 através de uma resolução do Conselho de Ministros. Não obstante, ainda continuam a persistir exemplos sobretudo no domínio transaccional, mas também no domínio da prestação de informação, em que a Administração não adopta filosofias de desenho acessível, quer para os próprios sítios Web quer também para a informação que disponibiliza nos seus sítios Web.

Pode dar-nos alguns exemplos concretos?

É o caso de situações em que existem formulários disponibilizados em formato PDF, mas que esses formulários não são «preenchíveis» de forma autónoma por uma pessoa com deficiência. Requer-se a impressão do formulário em papel e o seu posterior preenchimento manual. É uma situação absolutamente desnecessária que, inclusive, só traz desperdício à actuação dos serviços e que, acima de tudo, coloca barreiras de acesso às pessoas com deficiência.

É o caso também, por exemplo, no domínio da Administração fiscal em que há determinadas partes do sítio Web do «Portal das Finanças» em que contribuinte com deficiência visual não pode autonomamente inserir determinadas informações, porque as plataformas tecnológicas utilizadas não tiveram em conta os requisitos necessários de acessibilidade. E apesar do sítio Web estar, por si mesmo, acessível, muitas vezes as ferramentas transaccionais não estão.

É também frequente encontrarmos sítios da Administração que disponibilizam simples folhetos informativos, por exemplo em formato PDF, mas em que esses folhetos informativos não estão em PDF formato texto. Ou seja, adopta-se uma imagem. Ora, se os leitores de ecrã instalados nos computadores das pessoas com deficiência visual transformam os caracteres que estejam no ecrã em voz sintética ou em Braille e se no ecrã estiver uma imagem é lógico que eles não conseguem adivinhar que naquela imagem estão caracteres.

Colocar ou tornar um sítio Web acessível é muito mais que pôr links para vocalização de texto, muitas das vezes absolutamente redundantes e desnecessários. Quer-se um sítio que seja transversalmente acessível e que tenha tido essas preocupações de acessibilidade, não só na concepção do próprio sítio Web mas também na concepção de todos os materiais e de todas as ferramentas que são disponibilizadas nesse sítio.

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publicado por MJA  [10.Fev.11]


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Partidos apelam a reforço de
apoios a centros protegidos

DN / LUSA

02 Fevereiro 2011

Os partidos representados na Assembleia da República apelaram hoje ao reforço de apoios aos centros de emprego protegidos e às entidades que promovem programas de emprego apoiado.

O plenário debateu hoje três projetos de lei sobre o assunto, um apresentado pelo PSD, outro pelo BE e outro pelo CDS-PP, apresentados com referências a uma petição pública disponibilizada na Internet com o título "Deixem trabalhar as pessoas com deficiência".

A "justiça social" do emprego protegido, a "igualdade de oportunidades" no acesso ao emprego e o papel dos onze centros de emprego protegido do país foi realçado por todas as bancadas, embora a matéria tenha uma série de especificidades e "necessita de uma reflexão e uma séria discussão na especialidade", disse o deputado do PCP Jorge Machado.

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publicado por MJA  [9.Fev.11]


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Linha do Cidadão Portador de Deficiência
começa a funcionar a título experimental

Gabinete do Provedor de Justiça

31 de Janeiro de 2011

A Linha do Cidadão Portador de Deficiência – dependente dos serviços do Provedor de Justiça – começa a funcionar a título experimental no próximo dia 1 de Fevereiro, e tem como objectivos o esclarecimento de dúvidas e a resolução de questões apresentadas não só por pessoas com deficiência mas por todas aquelas que, de uma ou de outra forma, estão relacionadas com estas pessoas ou, pretendem, apenas, estar informadas sobre este assunto.

A Linha do Cidadão Portador de Deficiência – 800 208 462 – é gratuita e funciona todos os dias úteis, das 9h30 às 17h30.

Com a criação da Linha do Cidadão Portador de Deficiência, o Provedor de Justiça pretende, acima de tudo, promover, por meios informais e de um modo tão atento quanto possível, os direitos, liberdades e garantias das pessoas com deficiência. Pretende, ainda, defender, em articulação com todas as pessoas e entidades representativas desta causa, a igualdade de oportunidades entre pessoas com e sem deficiência.

Para o Provedor de Justiça o exercício pleno da cidadania por parte do cidadão portador de deficiência é uma causa socialmente transversal, que deverá envolver toda a comunidade e que é comum às crianças, aos jovens, aos cidadãos idosos e a todos nós.

As Nações Unidas estimam que o número de pessoas com deficiência ou incapacidade ronde os 650 milhões em todo o mundo, e que cerca de 15 a 20 % da população de cada país possua algum tipo de deficiência ou incapacidade. A previsão das Nações Unidas acerca destes números é a de que eles tendem a aumentar, se forem tidos em conta factores como o crescimento demográfico, o desenvolvimento científico e o envelhecimento da população [1].

Os dados acerca do número de pessoas com deficiência em Portugal, embora escassos, indicam, segundo os Censos de 2001, que cerca de 6% da população portuguesa é portadora de deficiência, factor que a impossibilita de, em interacção com o meio, exercer de forma plena a sua cidadania. Acresce o facto de que, relativamente a mais de metade das pessoas inquiridas (53%), não ter sido possível determinar, à altura, o seu grau de incapacidade [2].

[1] Convenção Sobre os Direitos das Pessoas Com Deficiência, Nações Unidas, 2007

[2] Censos 2001, INE

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publicado por MJA  [9.Fev.11]


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Programa ALADIM

PT Comunicações

Com a finalidade de melhorar a qualidade de vida das Pessoas com Deficiência, promovendo a sua integração social, escolar e profissional a Fundação Portugal Telecom subsidia e disponibiliza o ADSL.PT Aladim (RDIS ou analógico) e a linha RDIS.PT Aladim (uma solução integrada de voz e dados), bem como, descontos na aquisição de equipamentos RDIS.

A Fundação PT subsidia o acesso à Internet em Banda Larga e às comunicações móveis a cidadãos com deficiência através do Programa Aladim. Trata-se de um programa de apoio que proporciona condições especialmente vantajosas na aquisição e/ou assinatura de todos os produtos e serviços RDIS comercializados pela PT Comunicações, e ainda a duas soluções de Internet e ainda a um tarifário móvel.

RDIS.PT Aladim é subsidiado com base nas seguintes condições:

  • Subsídio até 50% na aquisição de serviços e equipamentos adaptados às necessidades reais de cada pessoa
  • Instalação de Linha PT RDIS subsidiada a 100%
  • Mensalidade Telefónica subsidiada em 50%.

ADSL.PT Aladim é subsidiado com base nas seguintes condições:

  • Activação subsidiada a 100%
  • Mensalidade ADSL subsidiada a 50%

SAPO Internet Móvel.PT Aladim é subsidiado com base nas seguintes condições:

  • Aquisição de um Kit Banda Larga Móvel SAPO (excepto kit pré-pago) subsidiada a 100%
  • Mensalidade de um dos tarifários SAPO Internet Móvel (excepto tarifário pré-pago e tarifários especiais para clientes ADSL e meo) subsidiada a 50%.

Comunicar.tmn Aladim é subsidiado com base na seguinte condição:

- Mensalidade do tarifário pré-pago Comunicar.tmn subsidiada a 50% (disponível somente para clientes/beneficiários residenciais).

O contrato de RDIS.PT Aladim, ADSL.PT Aladim e SAPO Internet Móvel.PT Aladim tem de ser no nome do deficiente, excepto nos casos em que o deficiente seja menor. Nesses casos, se:

- os pais forem os tutelares do menor, terão de ser apresentados o BI de um dos progenitores e do menor
- a criança tiver um tutor assignado, terá que ser apresentado o doc. comprovativo que ateste a condição de tutor.

Para aderir ao programa Aladim:

  • Contactar a Linha Directa Soluções Especiais PT - 800 206 206 (dias úteis - 9h às 19h)
  • Enviar um e-mail para solucoes.especiais@telecom.pt
  • Dirigir-se a uma Loja PT Comunicações

Para ter acesso ao preço de Cliente com Necessidades Especiais:

Os clientes devem ser portadores da Certidão Multiuso emitida nos termos do Decreto-Lei nº174/97 de 19 de Julho (superior ou igual a 60%) ou Estatutos da Instituição. Outros casos, contactar a Fundação Portugal Telecom.

A Certidão Multiuso emitida nos termos do decreto-lei nº 174/97 de 19 de Julho é um comprovativo da incapacidade ou deficiência do seu portador e deverá ser solicitada à delegação de saúde da área da residência da pessoa com deficiência.

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publicado por MJA  [9.Fev.11]


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Cartão de estacionamento para deficientes

O Decreto-Lei n.º 17/2011 de 27 de Janeiro do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações simplifica os procedimentos de emissão e de renovação do cartão de estacionamento para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade, previstos no Decreto -Lei n.º 307/2003, de 10 de Dezembro, concretizando uma medida do Programa SIMPLEX.

Fonte: Diário da República, 1.ª série — N.º 19 — 27 de Janeiro de 2011

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publicado por MJA  [9.Fev.11]


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Português no topo da investigação
de software para invisuais

Jornal de Notícias

2011-01-24

PEDRO VILA-CHÃ


Natural de Vila Verde, cego congénito, integra grupo que desenvolve software livre para invisuais.

Abílio Guimarães começou como todos os invisuais a aprender braille, mas desenvolveu conhecimentos que o levaram ao topo da investigação mundial do software para invisuais. Além do OpenOffice livre (o programa para invisuais custa 1300 euros), Abílio Guimarães tem participado no projecto NonVisual Desktop Access (NVDA), responsável por inúmeras adaptações informáticas que facilitam a vida a quem não vê, como por exemplo, a instalação de som nas caixas multibanco dos Estados Unidos.

A experiência de Abílio Guimarães iniciou-se em Vila Verde, na criação do fundo documental para cegos e amblíopes. Ali foi reunida documentação em braille e suporte áudio. "Fui investigando novos apoios, porque a ambição era alcançar os melhores meios. Investiguei e dei passos para a Informática. A ideia era criar software livre à escala mundial e a oportunidade abriu-se com o convite de um grupo australiano, integrando a investigação que previa instalação de software na região do Texas.

"Elaborei um projecto que envolveu todas as entidades de Dallas e Forthworth. Um cego que esteja numa paragem de autocarro fica a saber para onde vai, as páginas das entidades estão todas adaptadas para cegos. Seria interessante que houvesse esse laivo de inovação na região do Minho", lança o alerta Abílio Guimarães.

Em Vila Verde (e em Portugal), Abílio Guimarães destaca o facto de a Biblioteca Municipal local ser a "única instituição pública a disponibilizar software livre a quem procura. Este espaço vai além da biblioteca comum, preparando as pessoas e formando-as para acolher informação". Em termos práticos, com o software, qualquer invisual pode digitalizar uma carta do banco e ficar a saber o assunto. "Podem aceder e produzir informação, sem dependerem dos outros", destaca Abílio, lembrando que entre os 200 utilizadores já formados contam-se pessoas de todo o país. "Há pessoas que vivem escondidas, devido à sua deficiência. Se este software for alargado a outras instituições, certamente que haverá mais pessoas a aderir". E alerta os responsáveis: "ao nível económico, uma pessoa cega integrada custa muito menos ao erário público".

Abílio garante que quem frequenta o curso "não sai sem saber como evitar um vírus na Internet, usa todos os dedos para escrever, sabe corrigir um texto. Aqui funcionamos como uma espécie de centro consultivo, porque também indicamos que computadores ou telemóveis devem adquirir".

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publicado por MJA  [9.Fev.11]


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O Outro Borges  - Anedotário Completo

Estadão/Cultura

16 de Janeiro de 2011


Livro lançado na Argentina relata situações
pitorescas vividas por Jorge Luis Borges

O escritor argentino Jorge Luis Borges poderia ter morrido atropelado em uma rua londrina por uma brincadeira do colega cubano Guillermo Cabrera Infante nos anos 70. Certa noite, os dois caminhavam na direção da Praça Berkeley quando Infante, suspeitando que o colega não era um cego verdadeiro, mas apenas um farsante para "emular Milton e Homero", decidiu deixar Borges sozinho no meio de uma rua com intenso tráfego de automóveis. Os táxis e carros esquivavam o autor de O Aleph, enquanto ele, sozinho, continuava lentamente atravessando a rua. "Borges estava impassível, talvez devido à sua condição de discípulo do (bispo e filósofo George) Berkeley. Isto é, já que ele não via os carros, estes não existiam. Corri para resgatar Borges e o levei a um lugar seguro", explicou posteriormente Cabrera Infante.

Este caso com outros 332 foram recopilados pelo escritor e jornalista argentino Mario Paoletti em O Outro Borges - Anedotário Completo, recém-lançado em Buenos Aires pela editora Emecé. A maior parte dos "causos" mostra as irônicas opiniões - e atitudes - de Borges sobre religião, literatura, política e religião, entre vários outros assuntos. Segundo Paoletti, nenhum outro escritor no mundo hispano-americano gerou tantas histórias como Borges. "Não é impossível que isto se transforme em um subgênero literário", comenta.

CAUSOS

Blefe
No livro, Paoletti conta duas cenas presenciadas pelo escritor Blas Matamoros nos EUA com Borges. Na primeira, alguém disse ao argentino: "Borges, o senhor é um blefe". Ele respondeu: "Sim, mas leve em conta que é involuntário...". Na outra, um estudante contestador grita ao escritor: "Você está morto!". Borges retrucou: "É verdade, só existe um erro nas datas".

Lugar errado
Adolfo Bioy Casares, sua mulher Silvina Ocampo e Borges vão a um velório. Mas, não encontram a casa. Nem se lembram do nome do morto. Em outro dia, o trio vai a um lugar onde Borges terá de proferir uma palestra. Mas entram, por engano, na casa errada, onde é celebrado um casamento. Cumprimentam todas as pessoas e só percebem que a conferência não é ali quando os noivos aparecem.

Gastronomia
Paoletti relata que, em uma entrevista em Roma, um jornalista europeu tentava colocar Borges em uma situação constrangedora. Mas, como não conseguia, recorreu a uma pergunta que considerou ser muito provocante: "Em seu país ainda existem canibais?". Borges, imediatamente, respondeu: "Já não existem mais. Devoramos todos eles".

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publicado por MJA  [18.Jan.11]


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Celulares para cegos

Profwar

13 Janeiro 2011

Os telefone celulares parecem estar por toda parte. Ricos e pobres, com algumas diferenças de funcionalidade e design, possuem o seu. Apesar disso, o desafio é fazer um aparelho acessível para os portadores de deficiências como os cegos, surdos e mudos.

Conheça algumas ideias para suprir essa lacuna AQUI.

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publicado por MJA  [18.Jan.11]


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Livros didáticos do Rio deverão
ter versões em formato digital

O Globo

Rodrigo Gomes

07/01/2011

RIO - A partir de agora, livros técnicos e didáticos editados no estado do Rio também deverão ter à venda uma versão em formato digital acessível aos deficientes visuais. É o que determina a lei 5.859/11 publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial. As editoras têm 180 dias para adequar as novas publicações à lei, seja via download ou CD-Rom.

Para o Deputado Altineu Cortes (PR), autor do projeto e presidente da Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência da Alerj, isso vai facilitar e democratizar o acesso à educação já que muitos deficientes visuais, cegos ou com pouca visão, não leem em braile (sistema de leitura pelo tato).

- O braile é mais difundido entre aqueles que adquiriram a deficiência já na primeira idade, ou ainda na juventude. Felizmente, existem softwares livres que fazem a leitura de textos para quem não sabe a linguagem dos sinais - diz o parlamentar.

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) reconhece o propósito da lei, mas teme prejuízo.

- Somos a favor da lei, mas não temos nenhum estudo para saber qual a demanda desse tipo de produto. Pode ser um nicho de mercado ou não. O custo para converter um livro para o sistema digital é alto. Isso pode gerar um prejuízo à editora, que ainda tem o risco de sofrer alguma penalidade por não ter o produto disponível - justifica a presidente do SNEL, Sônia Machado Jardim.

Atualmente, uma portaria do Ministério da Educação (MEC) determina que todos os livros didáticos comprados pelo órgão também tenham sua versão digital distribuída de forma gratuita para as escolas. Metade do custo de produção desse material é pago pelo MEC.

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publicado por MJA  [13.Jan.11]


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“Património para todos”
em Santa Clara-a-Velha

Lídia Pereira

Diário As Beiras

8.1.2011

A exclusão é uma das “questões centrais do nosso tempo” e, sendo-o, a responsabilidade da cultura no seu combate é “particularmente importante”. As palavras de António Pedro Pita, diretor regional da Cultura do Centro, entidade que tutela o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, enquadram da melhor forma o protocolo celebrado ontem com a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

Assinado por António Pedro Pita e Rosa Esteves, da direção da Delegação de Coimbra da ACAPO, o documento cimenta uma parceria iniciada há cerca de um ano, cujo objetivo principal é o de integrar da melhor forma, em termos técnicos e humanos, um público particular, o dos deficientes visuais, entre os milhares de visitantes que o conjunto patrimonial regista anualmente.

Objetivo a concretizar, como salientou ontem Artur Côrte-Real, coordenador do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, a dois níveis: o da visita – que será conduzida com as necessárias adaptações técnicas e humanas –, mas também o do desenvolvimento de atividades diversas, nomeadamente pedagógicas, que o conjunto patrimonial já oferece e de que são exemplo “Arqueólogos por num dia” ou a Horta Monástica.

Aliás, estas são atividades já disponibilizadas, entre outras especificamente pensadas, aos adultos e às crianças “chegadas” a Santa Clara-a-Velha por via dos protocolos celebrados nomeadamente com a Cardiologia, a Pedopsiquiatria do Centro Hospitalar de Coimbra e o Agrupamento de Escolas Alice Gouveia. E agora também, ficou oficialmente registado, com a ACAPO.

Promover uma “cultura inclusiva”
Apostados em promover uma “cultura inclusiva”, os responsáveis por Santa Clara-a-Velha afirmaram ontem de novo, na cerimónia de assinatura do protocolo com a ACAPO, a intenção de levar o mais longe possível o projeto “Património para todos”. Desde logo, como salientou António Pedro Pita, levando à prática a “dupla” herança de “partilha” e “solidariedade” legada por Santa Clara e Isabel de Aragão, a Rainha Santa, ao monumento mais emblemático de entre todos os 27 tutelados pela DRCC.

Desta forma, prosseguiu o responsável, “queremos que em 2011 todos os cidadãos que o desejem possam usufruir – sem dificuldades que perturbem ou impeçam a visita – da riqueza patrimonial” de Santa Clara-a-Velha.

No caso dos sócios da ACAPO, recorrendo a novas metodologias de acesso às obras e ao projeto museológico, o que acontece já com outros públicos – de que são exemplo os deficientes motores –, com a eliminação de barreiras pensada logo desde o início da intervenção arquitetónica, arqueológica e museológica, como ontem destacou Artur Côrte-Real. Contribuindo, desta forma, “para alargar a todos o conceito de cidadania”, salientou António Pedro Pita.

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publicado por MJA  [10.Jan.11]


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Voluntários vão gravar leitura de
livros para cegos em Coimbra

Maria João Lopes

Público

5 Janeiro 2011

A Biblioteca Municipal de Coimbra está à procura de pessoas disponíveis para, a título gratuito, emprestarem a voz para a gravação de audiolivros, destinados aos seus concidadãos portadores de deficiências visuais. O projecto, que já está em curso, decorre no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado e Cidadania Activa, que se assinala em 2011, e tem por objectivo permitir que cidadãos com deficiências visuais possam ganhar acesso a obras literárias que, normalmente, estão apenas disponíveis no formato tradicional impresso.

A ideia é que cada leitor-locutor interessado em participar nesta campanha de voluntariado se dirija à biblioteca municipal (instalada na Casa da Cultura de Coimbra), onde já está instalado um estúdio de gravação de som digital para a edição dos audiolivros. E que aí vá lendo, à medida da sua disponibilidade de tempo, uma obra em voz alta. Aos poucos, será criada uma rede de audiolivros dirigida a quem tem deficiências visuais.

As inscrições para o projecto abriram na última semana de Dezembro de 2010 e, segundo a vereadora com o pelouro da Cultura na Câmara de Coimbra, Maria José Azevedo Santos, "numa semana" apareceram 45 interessados: "O projecto está a ter uma grande aceitação", congratulou-se a vereadora em declarações ao PÚBLICO.

No final desta fase, haverá vários CD que serão disponibilizados a quem deles precisar, estando ainda em ponderação a possibilidade de estes audiolivros serem distribuídos gratuitamente.

Quanto às obras a gravar, são sobretudo literatura - romances e poesia -, mas também livros de estudo. "Fizemos um inquérito, um levantamento dos desejos e necessidades [entre os cidadãos com deficiência visual", conta a vereadora.

A Biblioteca Municipal de Coimbra apela à participação de todos na "defesa de uma importante causa humanitária" que passa por tornar "cada vez mais universal a literatura". Maria José Azevedo Santos lembra que "a impressão em braille é cara" e rara, o que cria dificuldades aos cegos e amblíopes. Os interessados devem contactar a Biblioteca Municipal de Coimbra/Casa Municipal da Cultura, situada na Rua Pedro Monteiro, através do telefone 239702630 ou do email jose.guerra@cm-coimbra.pt .

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publicado por MJA  [8.Jan.11]


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Delegação de Coimbra da ACAPO
promove curso de Braille


O curso será ministrado, nas instalações da Delegação de Coimbra da ACAPO, em horário pós-laboral e contará com 40 horas de formação, distribuídas por 20 sessões.

No final desta aprendizagem, que se prolongará durante um período de 10 semanas, os participantes ficarão habilitados a ler Braille visualmente e a escrever com recurso a uma máquina de Braille.

De acordo com Rosa Esteves, Presidente da Delegação de Coimbra da ACAPO, a iniciativa surge face ao interesse crescente da comunidade em geral, mas em particular de professores e educadores de infância, em adquirir competências ao nível da leitura e escrita Braille.

O curso terá um custo de participação de 240 euros, usufruindo os sócios cooperantes da ACAPO de um preço especial de 160 euros.

Os interessados deverão proceder à devida inscrição, até ao dia 4 de Fevereiro, junto da:

Delegação de Coimbra da ACAPO
Rua dos Combatentes da Grande Guerra s/c, 113
3030-181 Coimbra
Telefone: 239 792 180
Fax: 239 792 188
E-mail: coimbra@acapo.pt

Fonte: ACAPO

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publicado por MJA  [8.Jan.11]


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Percebendo a sexualidade dos cegos

Eduardo Gregori 

Revista Metropole


Cego desde o nascimento, Eduardo Bertine diz que enxergar não é  fundamental para o desenvolvimento da sexualidade. Para o estudante, a  visão engana, porque induz a análises superficiais. “O cego tem a  oportunidade de conhecer as pessoas de uma maneira mais verdadeira”, afirma.

Assim como o olfato, os cegos têm desenvolvidos o tato, a  audição e o paladar e utilizam os sentidos na construção de uma imagem. “Depois do cheiro, o toque é muito importante. Costumo dizer que o  cego enxerga pelas mãos”, diz a pesquisadora Maria Alves Bruns, que  lançou recentemente o livro "Sexualidade de Cegos". Por meio do olfato e do tato, Bertine aprendeu a perceber o mundo à sua  volta. “Analiso o conjunto, como o cheiro, o toque, se me sinto à  vontade e se tenho afinidades com a pessoa”, explica. O estudante leva  em conta também o que ele resume como “a energia que existe em cada  indivíduo”. Quando o assunto é sexo oposto, ele afirma que a energia é a principal responsável pelo início de uma relação amorosa. “Quando  toco em uma garota e sinto uma energia forte, sei que vou acabar gostando dela.” O estudante é assíduo freqüentador de bares e shows. Com amigos ou com  paqueras, Bertine não se priva da diversão. “A visão não me limita em  nada. Mesmo cego eu saio e me envolvo com as pessoas. Basta querer”, aconselha.

A sexualidade pode se tornar complexa na adolescência, quando as emoções  estão à flor da pele. “Minha infância foi tranqüila, mas a  adolescência, não.  Apaixonei-me por um rapaz e não fui correspondida. Achava que era pela  minha cegueira”, diz a advogada Emmanuelle Alkmin.

Emmanuelle, que nasceu cega, afirma que foi criada para não tocar as  pessoas. “Então, tinha que descobrir outra maneira de percebê-las.  Analiso a voz, o abraço e o aperto de mão”.  A advogada conta ainda que  é capaz de perceber o olhar de alguém que esteja bem próximo a ela. “Pensam que tenho 30% de visão, mas eu não enxergo nada. Da minha  maneira, consigo captar os olhares”, diz.

Cego desde os oito anos, o historiador Benedito Franco Leal Filho também  passou por uma fase difícil na adolescência, apesar de ainda manter  conceitos de beleza na memória, adquiridos quando ainda enxergava. “Eu  me aproximava das meninas e analisava o timbre de voz, o toque e a pele.  Aí vinham meus colegas e diziam que ela era bonita e outros diziam que  era feia. Eu ficava confuso”, lembra.

Diante de informações antagônicas e baseadas nos gostos dos amigos, Leal  Filho passou a levar em conta apenas as suas impressões. Para distinguir  uma mulher atraente, começou a prestar atenção no que lhe agradava  quando estava perto de uma. “A mulher com uma voz suave me chama a  atenção. Falar alto, por exemplo, me incomoda.” Além da voz, o  historiador passou a valorizar afinidades e foi assim que se apaixonou  por sua mulher. Os dois se conheceram em uma viagem de ônibus para Goiás e tiveram a  oportunidade de conversar durante o trajeto. “Gostei do timbre da voz, do papo que tivemos e descobri que tínhamos muito em comum”, lembra. De volta a Campinas, começaram a namorar. Estão casados há 11 anos.

Emmanuelle também superou os desencontros da adolescência. “Saio com  minhas amigas e paquero como todo mundo. Sou tímida e prefiro ser  abordada”, conta. A percepção que tem dos homens é tão nítida que ela sabe distinguir os  feios e os bonitos. “Normalmente, minha análise bate com o físico. Nunca fiquei com homem feio”, brinca.

Ingenuidade e preconceito
Maria Alves Bruns, pesquisadora em sexualidade da Universidade de São  Paulo (USP), afirma que o livro Sexualidade de Cegos (Editora Átomo)  partiu da falta de informação e pesquisas sobre o tema. “É um assunto  muito importante. Percebi que havia pouquíssima literatura a respeito e resolvi pesquisar”, afirma. A obra foi escrita a partir de 40 entrevistas. O livro tem a proposta de desmistificar a sexualidade dos deficientes,  muitas vezes vistos como indivíduos assexuados. “É ingenuidade e preconceito”, afirma.

O assunto é comum entre Emmanuelle Alkmin e suas amigas. A advogada  costuma ser tratada com extremo cuidado quando os pretendentes descobrem  que é cega. “A maioria dos homens costuma me colocar em um pedestal. Gosto de ser  tratada como uma mulher normal, avisa.

O historiador Benedito Franco Leal Filho aprendeu a distinguir as  mulheres que se aproximam dele com intuito de ajudá-lo ou de conhecê-lo  melhor. “Eu misturava tudo. Quando achava que iriam ficar comigo, elas queriam ajudar. Quando achava que iriam me ajudar, queriam me beijar”,  brinca. Com a auto-estima em baixa, Leal Filho não acreditava muito que  pudesse despertar interesse no sexo oposto. “As pessoas acham que cego não tem vida sexual. É um preconceito achar que não alimentamos desejos  e fantasias.”

Para Eduardo Bertine, há outra questão ainda mais delicada. “Muitos acham que temos algum retardo mental e evitam conversar sobre assuntos mais complexo”, lamenta. O estudante crê que o desconhecimento sobre os deficientes cria percepções errôneas. “Quem não tem contato,  acredita que temos outras deficiências, além da visual. Quando nos  conhecem, alguns criam um encantamento como se fôssemos criaturas fantásticas”, diz.

Integração sexual
Benedito Franco Leal Filho observa que o preconceito priva os cegos de  uma vida sexual mais prazerosa. O historiador defende maior integração entre os que enxergam e os cegos. “O cego tem uma vida erótica pobre  porque a sexualidade de deficientes é um tabu”, opina. A integração defendida pelo historiador deveria ser iniciada ainda na  escola, com a abordagem da questão de forma natural. Também importantes são o estímulo a pesquisas, publicações de textos e de livros que tratem do assunto. “Quanto mais se discutir o assunto, melhor”, completa.

Desejos e fantasias
A pesquisadora Maria Alves Bruns acredita que a desinformação é um obstáculo social tanto para cegos quanto para os que enxergam. “O sistema educacional vigente não tem uma política de educação sexual. A escola precisa se preparar para isso”, aponta. O livro de Maria Alves Bruns foi escrito a partir de 40 entrevistas feitas pela autora e tem a proposta de desmistificar a sexualidade dos deficientes, vistos muitas vezes, segundo ela, como indivíduos  assexuados.

Prazer na mente
O ato do prazer solitário, que começa na puberdade, tem nas imagens, nos sons e nos aromas os estímulos sexuais. “Para mim, a excitação ocorre  pela audição.  Quando ouço uma cena sensual na televisão ou no cinema, tento formar a imagem na minha cabeça”, diz o historiador Benedito Franco Leal Filho.

A advogada Emmanuelle Alkmin observa que o desejo feminino é desencadeado por vias diferentes. “O homem se excita com o que vê. A  mulher valoriza o toque, a voz e o envolvimento. Então, para uma cega não há tantos problema”, opina.

Sexualidade de Cegos
Maria Alves Bruns
Editora Átomo
1ª Edição - Dez. 2007
94 páginas

Fonte: CONTRAPONTO

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publicado por MJA  [8.Jan.11]


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III Workshop de Intervenção Precoce


Tema: Princípios-Chave em Intervenção Precoce
Data: 28 de Janeiro de 2011

Este Workshop conduzirá a um processo de reflexão entre todos os participantes acerca das práticas desenvolvidas no âmbito da Intervenção Precoce, tendo por base os princípios, considerados chave, no apoio ás famílias.

Destina-se a profissionais de intervenção precoce: Educadores, Psicólogos, Técnicos Serviço Social, Enfermeiros, Médicos, Familiares de Crianças em Intervenção Precoce e Professores.

Contactos:
Associação Nacional de Intervenção Precoce
Avenida Dr. Bissaya Barreto - Hospital Pediátrico (Pavilhão Azul)
3000-076 Coimbra
Tel.: 239 483 288 / 239 480 630
Fax: 239 481 309
E-mail: anip.sede@mail.telepac.pt
Sítio web: www.anip.pt 


Fonte: blog Raízes Sociais

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publicado por MJA  [6.Jan.11]


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Formação em Necessidades Educativas Especiais
e Crianças e Jovens em Risco


Tema: Acções de Formação na Escola Superior de Educação João de Deus
Local: Estádio Universitário de Coimbra
Data: 15 de Janeiro de 2011
Horas: 09h30

A Escola Superior de Educação João de Deus inicia um ciclo de acções de formação a decorrerem no 1.º trimestre de 2011.

A destacar:

  • Comportamentos Problemáticos - Outros Olhares, Novas Intervenções (25 horas de 15 de Janeiro a 19 de Fevereiro, sábados, manhã) com a formadora Dr.ª Margarida Barreiros Cruz e
  • Avaliação Compreensiva, Planificação e Intervenção com Alunos com Necessidades Educativas Especiais (25 horas de 22 de Janeiro a 26 de Fevereiro, sábados, manhã) com a formadora Dr.ª Filomena Pereira.

Contactos:
Escola Superior de Educação João de Deus
Av. Álvares Cabral, 69 1269-094 Lisboa
Tel.: 21 396 81 54
Fax: 21 396 71 83
E-mail: foco@ese-jdeus.edu.pt
Sítio web: www.ese-jdeus.edu.pt


Fonte: blog Raízes Sociais

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publicado por MJA  [6.Jan.11]


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4 de Janeiro
data de nascimento de Louis Braille
é o Dia Mundial do Braille


O vídeo Jovens Heróis: Louis Braille da DCMP dramatiza a vida de Louis Braille, incluindo o acidente que causou a sua cegueira. Ilustra a criação e desenvolvimento do sistema Braille, em 1824, com a idade de 15 anos, e como ele começou por ser rejeitado no Instituto Real dos Jovens Cegos em Paris, onde Braille estudou quando criança e mais tarde foi professor.

 
Vídeo YouTube [36 minutos]


Mais informações aqui: Louis Braille: A invenção do braille e a sua importância na vida dos cegos   de José António Baptista.

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publicado por MJA  [3.Jan.11]


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Nintendo desaconselha jogos 3D a crianças pequenas
e alerta para efeitos prejudiciais para os olhos

iol diário

Redacção / ASM

3 Janeiro 2011


A Nintendo Co. alertou esta semana, no website oficial da empresa, para os possíveis efeitos dos jogos em três dimensões em crianças com idades inferiores as seis anos, referindo possíveis riscos de saúde. Pais são aconselhados a converter a consola para o modo 2D.

A menos de dois meses do lançamento no mercado japonês da consola portátil Nintendo 3DS, que apresenta como novidade o uso desta tecnologia sem a necessidade de óculos especiais e a possibilidade de conversão no modo 2D, a empresa referiu «efeitos prejudiciais» para os olhos.

Apesar de a Nintendo ter citado especialistas que dizem que a possibilidade de visualização de conteúdos 3D, na qual os olho esquerdo e direito recebem informações diferentes, possam afectar o desenvolvimento da visão em crianças menores, fontes citadas pela BBC dizem não haver provas da relação de efeitos de náusea, dor de cabeça e de olhos com imagens em três dimensões.

A Nintendo 3DS tem lançamento marcado para o próximo dia 26 de Fevereiro no Japão. A data de disponibilização da consola nas lojas europeias é ainda desconhecida.


Comunicado da Nintendo AQUI.

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[3.Jan.11]