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Notícias - 2006
 

 

De olhos bem protegidos

Teresa Resende

22 Julho 2006

Expresso

 

Usar óculos escuros na infância previne o desenvolvimento de melanomas oculares e cataratas. Mas as exposições solares prolongadas não são aconselháveis até ao final da adolescência.

 

Pode haver quem ignore os alertas dos dermatologistas — e há  quem o faça —, mas de um modo geral é sabido que a exposição solar excessiva, sobretudo a determinadas horas do dia. tem efeitos nefastos na pele. O que falta interiorizar é que a mesma radiaçáo ultravioleta (UV), responsável pelo desenvolvimento de cancros na pele, também tem efeitos nefastos na saúde ocular, principalmente das crianças e dos jovens. Melanomas e cataratas são alguns dos problemas que podem surgir por falta de protecçáo nos olhos. Para prevenir estas situações, os especialistas aconselham o uso de óculos escuros em dias especiais e a partir da idade escolar.

Os raios ultravioleta (A e B) são filtrados por várias estruturas do olho. Quer a córnea, quer o cristalino são filtrantes dos UVA e dos UVB. No caso das crianças, a quantidade de radiaçáo ultravioleta que não é filtrada pelo cristalino é 70 a 80% menor do que nos adultos. Ou seja, quanto mais novo se é, menor é a absorçáo desta radiaçáo, «o que significa que ela atinge directamente a retina», como explicou ao EXPRESSO Florindo Esperancinha, oftalmologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

As exposiçóes solares prolongadas e desprotegidas não são por isso aconselháveis, principalmente até ao final da adolescência. A desprotecção dos olhos pode gerar melanomas na pálpebra, na íris e na conjuntiva. Outro efeito dos raios ultravioleta é o surgimento de cataratas, que Florindo Esperancinha considera ser «uma pandemia, talvez relacionada com o chamado buraco do ozono».

 

As radiações UVA e UVB  atravessam as nuvens, pelo que se devem usar óculos mesmo em dias mais cinzentos.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia adrnite que «em termos científicos, faz sentido que as criancas em idade escolar protejam os olhos com óculos quando estáo na praia ou muito expostas à luz solar. Antes dessa idade náo se justifica, do mesmo modo que não é aconselhável que uma criança de 2 ou 3 anos apanhe rnuito sol durante o Verão». O uso de óculos com filtro para os UVA e UVB náo deve estar reservado apenas aos dias de céu límpido, uma vez que este tipo de radiação atravessa as nuvens.

De acordo com um documento divulgado recentemente pela SPO, «o uso frequente de óculos de sol encontra-se associado a um decréscimo de 40% do risco de desenvolver cataratas, e é uma forma fácil e importante de prevenir outras doenças oculares».

 

Teresa Resende

in Expresso - revista Única


 

 

Google testa busca mais acessível a usuário cego

Eric Auchard

20 de Julho de 2006

 

SÃO FRANCISCO, Estados Unidos (Reuters) - O Google começou a testar uma nova versão de seu sistema de busca que facilita a localização de informações na Web por deficientes visuais ou cegos, anunciou o criador do sistema na quarta-feira.

O Accessible Search, disponível no site de software experimental do Google em http://labs.google.com/accessible, emprega o sistema padronizado de classificação de páginas do Google e vai além, avaliando a facilidade de uso de cada página de Web que exibe.

T. V. Raman, cientista que trabalha para o Google, explicou que seu projeto classifica os resultados de busca com base na simplicidade do layout da página, na qualidade do design e na organização e rotulação das informações em cada uma delas.

"Sabíamos que tínhamos um problema difícil", disse Raman, que é cego, em entrevista por telefone. "O que descobri conduzindo esse projeto? Que o problema é ainda mais difícil do que eu antecipava."

Designs gráficos complexos que acumulam muita informação em grandes páginas da Web se saem mal quando um usuário com problemas de visão emprega um sistema de ampliação que expande pequenas secções de uma tela de computador tornando-as maiores para facilitar a leitura, disse o pesquisador.

Um usuário, cego ou disléxico, de um sistema de leitura de tela que converta texto em palavra falada usando um sintetizador de voz perderia muito tempo rejeitando o conteúdo irrelevante da página, ressaltou ele.

"O usuário recebe muitos sinais conflitantes", disse Raman, que antes de trabalhar para o Google era funcionário da IBM Research.

O Accessible Search classifica de que forma cada página da Web trata dessas questões, em média, e prioriza as páginas que fazem o melhor trabalho de equilíbrio entre os dados relevantes e um design sólido.

Estima-se que haja 8 milhões de deficientes visuais nos Estados Unidos. Cerca de 3 milhões de norte-americanos são daltônicos, de acordo com um estudo de acessibilidade de sites conduzido em 2001.

Um dos problemas desagradáveis do design na Internet é que muitos dos atalhos usados pelos criadores de páginas para facilitar o uso de informação online tornam as páginas quase inutilizáveis pelos deficientes visuais que precisam de máquinas de auxílio à leitura.

Por Eric Auchard, da Reuters


 

 

Skip em braille para quem não pode ver

18 Julho 2006

No âmbito do seu programa de responsabilidade social, a marca Skip celebrou um protocolo com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, ACAPO, com vista ao desenvolvimento de uma nova embalagem de Skip em pó com impressão em braille. 

O objectivo é simplfficar a vida dos deficientes visuais portugueses, não só no ponto de venda mas, principalmente, na identificação e utilização do produto em casa. A iniciativa surge depois da sugestão de um consumidor e da confirmação da ACAPO, que reconhece que em Portugal são poucos os produtos que têm os dados impressos em braille. O Skip é um deles, e a informação contida nas embalagens não se fica pela identificação da marca, mas dá ainda a conhecer o número de doses e a Linha Directa Skip, informações fundamentais e relevantes para quem não vê. Está disponível nas versões de Skip Pó.

 

http://br.groups.yahoo.com/


 

 

Projecto Europeu investiga ensino inclusivo
para invisuais.


10 Julho 2006

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), em Braga, acolheu na passada sexta-feira uma apresentação do projecto europeu SAVI - Social Assistance for/with Visually Impaired -, que visa estudar e compilar as melhores práticas pedagógicas de ensino inclusivo para cegos e amblíopes de qualquer nível de ensino.

O projecto reúne uma equipa alargada de pessoas de vários países da Europa - www.savi.genadios.com - , onde se incluem investigadores da Grécia, da Irlanda, do Reino Unido, da República Checa e de Portugal, onde é representado pelo professor Botelho Ribeiro, do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho.

Neste momento, no âmbito daquele projecto, está em preparação um manual de apoio ao professor, que irá ser distribuído aos centros de formação de professores e ás escolas onde existam mais alunos com necessidades educativas especiais, de modo a auxiliar os docentes a lidar de forma correcta e eficaz na sala de aula com os estudantes com deficiência visual, recorrendo a novas tecnologias desenvolvidas pelo SAVI.

O encontro dos investigadores europeus com a Delegação de Braga da ACAPO pretendeu principalmente auscultar a comunidade cega e amblíope sobre as suas necessidades, de forma a tornar as diversas ferramentas informáticas e os manuais de apoio o mais possível adequados aos seus destinatários. É que nesta área "têm que ser os cegos e amblíopes a dizerem aquilo que é mais pertinente e importante", pois caso contrário "corre-se o risco de construir soluções completamente desadequadas, pois aqui os verdadeiros cegos são os cidadãos, que não têm qualquer deficiência", explicou Botelho Ribeiro.

Apostar na formação de professores

O projecto - que é financiado pela Direcção Geral de Educação e Cultura da União Europeia - é coordenado pela Gennadios school, um instituto privado dos arredores de Atenas, na Grécia, sendo que o seu responsável esteve também em Braga, onde destacou "a alegria pela oportunidade de trabalhar para a inclusão da população com necessidades especiais", que representa cerca de 10 por cento de toda a população europeia, tendo por linha orientadora "impedir que sejam levantadas novas barreiras nesta área".

Este responsável notou que todos conhecem "a capacidade de se gastar tanto dinheiro da União Europeia de maneira errada", pelo que, embora com meios modestos, o projecto visa abrir novas perspectivas e experimentar soluções que depois possam ser generalizadas nos vários níveis de ensino. O importante é que façamos o mais possível com os meios que temos", rematou o investigador grego.

Por sua vez, o responsável da ACAPO, Leonardo Silva, destacou a especial importância de começar-se pela formação dos futuros professores e pela reciclagem dos actuais, para que estes aprendam a lidar mais facilmente com as questões colocadas pela população deficiente. "Temos que apostar cada vez mais na formação, para que os professores tenham cada vez mais conhecimento", defendeu, apontando "a importância da aposta nos Centros de Formação de Professores das Universidades para que os conhecimentos e investigações nesta área seja o mais reprodutivo possível".

Leonardo Silva destacou ainda o facto de SAVI ter procurado ouvir desde muito cedo as pessoas e as instituições destinatárias da sua acção e apontou as enormes potencialidades que as novas tecnologias abrem para a inclusão de toda esta população, que com ferramentas relativamente simples consegue assim passar a comunicar e interagir com todo o mundo. Na ocasião, Botelho Ribeiro aproveitou para apresentar uma aplicação que permite às pessoas inscreverem-se num "chat"e interagirem como se estivessem numa orquestra.

 

in Diário do Minho [25-06-06]

http://br.groups.yahoo.com/group/correioacapo/

 


 

Centro para validar formação de
pessoas surdas e cegas
 abriu ontem na capital


5 Julho 2006

 

Estima-se que existam em Portugal 60 mil adultos nestas condições e que têm no máximo a escolaridade obrigatória

As pessoas surdas e cegas com mais de 18 anos têm desde ontem, em Lisboa, um centro onde poderão obter um certificado escolar que atesta as competências e conhecimentos adquiridos ao longo da vida, noticia a Lusa.

O novo Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC) - que funciona no Colégio de António Aurélio da Costa Ferreira, da Casa Pia de Lisboa - foi aberto ao abrigo de um protocolo entre os ministérios da Educação e da Solidariedade e visa superar a lacuna na certificação escolar da população surda e ou cega.

Ainda de acordo com a Lusa, estima-se que existam em Portugal cerca de 60 mil pessoas nestas condições com mais 18 anos e com escolaridade até ao 9.º ano.

Através deste centro, os interessados podem aceder a um certificado de equivalência a um dos três ciclos do ensino básico (os referenciais de formação para o 12.º deverão ser aprovados em breve), tendo por base o reconhecimento das competências adquiridas, não na escola, mas ao longo da sua vida pessoal e profissional.

Se for caso disso, os adultos são encaminhados para acções de formação, de forma a complementar conhecimentos em quatro áreas-chave: cidadania e empregabilidade, linguagem e comunicação, matemática para a vida e tecnologias de informação e comunicação.

Os CRVCC começaram a funcionar em 2000 e são um dos instrumentos fundamentais para levar a cabo a desejada formação de um milhão de adultos até 2010, no âmbito do programa governamental Novas Oportunidades.


Mais cinco centros para pessoas deficientes

De acordo com as metas do executivo, até essa data deverão passar pelos centros de reconhecimento, validação e certificação de competências 650 mil adultos com baixas qualificações.

Os restantes 350 mil activos serão canalizados para os cursos de Educação e Formação de Adultos, também conferentes de equivalência escolar ao 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e de uma certificação profissional.

Recentemente, o primeiro-ministro José Sócrates anunciou a duplicação dos centros existentes - só este ano vão ser criados mais 122 e o objectivo final está fixado em meio milhar, a funcionar em escolas secundárias, associações municipais, grandes empresas ou centros de formação profissional. De acordo com a Lusa, pelo menos seis centros de reconhecimento, validação e certificação de competências destinar-se-ão a pessoas com deficiências de vários tipos.

Em 2001, segundo o último recenseamento - Censos do Instituto Nacional de Estatística -, a maioria (72 por cento) da população activa portuguesa não tinha mais do que o ensino básico. Um em cada três trabalhadores (quase um milhão e 500 mil) não foi além do 1.º ciclo (antiga escola primária).

 

Copyright PÚBLICO Comunicação Social SA

in   http://br.groups.yahoo.com/group/correioacapo/


 

Surdo-cegos adultos - Construir o futuro

 

O Colégio António Aurélio da Costa Ferreira - Casa Pia de Lisboa - organiza no próximo dia 4 de Julho das 9h30 às 17h30, no Centro Cultural Casapiano em Belém, um Seminário subordinado ao tema "Surdo-cegos adultos - Construir o futuro". 

O objectivo deste encontro é a sensibilização da comunidade para as competências dos surdos-cegos adultos em duas grandes áreas: cognitiva e profissional.

Para mais informações, contactar Fátima Mart

  

  

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