Sobre a Deficiência Visual  
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Notícias - 2005
 

 

Livros que falam

19.12.2005




A Biblioteca Sonora do Porto disponibiliza para todo o país livros escolares e científicos vocacionados para estudantes com necessidades educativas especiais

Há 28 anos que a Biblioteca Sonora, no Porto, disponibiliza manuais escolares gravados em cassetes de áudio, a pensar nos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Agora, está em fase de aprovação um projecto que visa colocar os títulos em formato digital.

Em vez dos tradicionais livros em suporte de papel, nas estantes da Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto estão alinhadas milhares de cassetes de fita magnética. Ali ao lado, em pequenas cabines de som, os locutores gravam os livros, que serão ouvidos por deficientes visuais, deficientes motores ou idosos.

"O que distingue o nosso serviço é a maior abrangência do que gravamos, nomeadamente, os manuais escolares", explicou ao EDUCARE.PT a directora do departamento de Bibliotecas, Isabel Santos.

Desde que surgiu, em 1971, que a Biblioteca Sonora tem direccionado o seu trabalho para os alunos com NEE ou para os idosos que tenham perdido a capacidade de visão. Por via do Ministério da Educação (ME) ou directamente, através dos alunos, a biblioteca atende cerca de 1000 utilizadores, do Ensino Básico ao Superior. Dos 5500 títulos gravados, 15% correspondem a manuais escolares ou livros científicos. Na maioria dos casos, o ME funciona como um intermediário, requisitando as obras e direccionando-as para as escolas. Mas também acontece os estudantes contactarem directamente a biblioteca, solicitando a gravação de determinados livros.

Como o trabalho desta biblioteca, no que diz respeito aos manuais escolares, é único a nível nacional, os pedidos chovem de todo o país, do Algarve à Madeira ou Açores e mesmo do Brasil, passando por escolas do 1.º ciclo até às instituições do ensino superior. "Também já montámos bibliotecas sonoras em Moçambique, Cabo Verde e Guiné", conta Rui Silva, coordenador da Biblioteca Sonora.

Neste momento, a Biblioteca Sonora é parceira da Biblioteca Nacional num projecto que pretende colocar em suporte digital os livros sonoros. O projecto, que será financiado pelo Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento, está ainda em fase de aprovação e terá duração de um ano. "Vamos seleccionar em cada biblioteca um determinado tipo de obras", adiantou Isabel Santos. Deste modo, como acrescentou Rui Silva, "esta parceria evita duplicações". Além disso, ao proceder à migração do sistema áudio para o digital, as bibliotecas conseguem poupar espaço e prevenir alguns problemas de desgaste das obras mais requisitadas.

Para a imensa tarefa de transformar as letras, números e grafismos em frases susceptíveis de comunicar com clareza conceitos, a Biblioteca Sonora conta com sete locutores contratados e oito voluntários. "Normalmente, os locutores são seleccionados de acordo com a sua formação e características pessoais", explica Isabel Santos. Como é o caso de um magistrado que lê, frequentemente, livros jurídicos. Mas, acima de tudo, exigem-se algumas capacidades de interpretação dos conteúdos. Se um locutor está a ler um livro de estatística, para além de dominar o tema, "tem que usar de alguma criatividade para não ser uma máquina de repetir números", afirma Rui Silva.

Por aqui, também se lêem mapas e livros de fisiologia, dando os dados fundamentais e necessários para que, numa fase posterior, os conteúdos sejam aprofundados pelo professor ou alguém que dê um apoio visual.

Enquanto organismo público, todo o serviço é gratuito, apenas se pondo como condição que os leitores privados forneçam as cassetes necessárias à gravação.

Para lá deste trabalho de gravação, a Biblioteca Sonora irá estender-se para outras áreas tecnológicas. Em Janeiro do próximo ano, a Biblioteca Almeida Garrett estará equipada com pontos de acesso à Internet adaptados às pessoas com deficiência, sendo que, está igualmente previsto a criação de um posto deste género na própria Biblioteca Sonora.

Mais informações:

Biblioteca Pública Municipal do Porto
Rua D. João IV, 4049-017 Porto
Telefone: 22 519 34 80
E-mail: sonorabmp@cm-porto.pt
in http://www.educare.pt/

 



Programa de Leitura Eletrónica «LETRA»
12 Dezembro 2005

O programa Leitura electrónica - Letra, que será lançado nesta segunda-feira (12 de Dezembro) no Rio de Janeiro, foi desenvolvido pelo Serpro em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) para transformar qualquer texto escrito no computador, em áudio.

A proposta é simples: o programa tem um banco de dados com a pronúncia de todas as sílabas e as pontuações. Ao jogar o texto no computador, o programa associa os sons com aquilo que está escrito e a própria máquina transforma o texto em áudio.

O Letra "lê" os fonemas escritos e transforma tudo em som. "Isso permitirá que os livros didácticos sejam utilizados por cegos sem grandes custos", diz o coordenador do projeto do Serpro, Marcos Kinsky, destacando a diferença de preço entre uma mídia CD e a impressão de um livro.

Desenvolvido em software livre, o sistema será distribuído gratuitamente para escolas e instituições que lidam com portadores de deficiência visual. Assim, quem não pode ver, vai poder ouvir um livro e escutar uma história com autonomia, sem precisar da ajuda de outra pessoa, mesmo que o material não esteja disponível em braille.

O Letra roda em qualquer plataforma e os CD gravados por ele podem ser reproduzidos em qualquer player, já que o software utiliza o formato CDA, reconhecido por todos os dispositivos.

O Serpro está sendo pioneiro no Brasil no desenvolvimento de soluções para a inclusão social de pessoas deficientes, em software livre. Segundo o Censo 2000 (IBGE), 2 milhões de pessoas declararam ter grandes dificuldades para o uso da visão no dia a dia, desses, 160 mil são cegos.

Segundo dados obtidos junto ao Projeto Saci (da USP) e ao Dos Vox (da UFRJ), cerca de 10 mil utilizam computadores (0,5% do total). No Serpro trabalham 21 deficientes auditivos e 14 deficientes visuais que ajudam a empresa a adequar os programas às especificidades deste público.

A primeira demonstração aberta do Letra ocorreu na Mostra de Soluções em Tecnologia da Informação e Comunicações Aplicadas ao Setor Público, em março de 2005, em Brasília. O Projeto Letra tem como Coordenador, Marcos Kinsky, deficiente visual que trabalha há 29 anos no Serpro, que informa: "Os órgãos públicos devem negociar com as editoras uma forma de distribuir os livros sonoros aos alunos com deficiência visual por meio das escolas".

Com a assinatura do convênio Serpro e CPqD, além da parceria com o Instituto Benjamin Constant, esse processo estará ao alcance dos deficientes visuais, de forma gratuita, através das instituições que atendem a este segmento de público.

IDG Now!


 

Pintura para invisuais na Universidade de Aveiro

30 Novembro 2005

"Tocar e Sentir"

Uma exposição de pintura para cegos, da pintora brasileira Eni de Carvalho, é inaugurada quarta-feira na Biblioteca da Universidade de Aveiro, constituída por um conjunto de obras de pintura táctil e projectada.

A exposição, intitulada "Tocar e Sentir", é explicada aos visitantes em Braille, tendo o espaço sido expressamente preparado para a visita de invisuais, que poderão perceber a mensagem de cada quadro pelo tacto, num universo de telas produzidas com formas, texturas, óleo ou acrílico, cores, relevos e objectos.

O público que não é portador de deficiência visual é também convidado a visitar a exposição, sendo sugerido que antes de ver os quadros a percorra de olhos vendados.

A exposição "Tocar e Sentir", patente até ao dia 10, é uma iniciativa de um grupo de estudantes da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, promovida em colaboração com a associação Civitas e com a Associação de Cegos e Ambíopes de Portugal(ACAPO).

A pintora brasileira Eni d+Carvalho nasceu em 1950 em Ubá, estado de Minas Gerais, mas só em 1996 se dedicou à Arte depois de um percurso académico ligado à administração hospitalar.

Em 1998 passou a focalizar a sua obra numa perspectiva de resposta também às necessidades dos deficientes visuais.


Fonte: Lusa 
MSO
30 / 11 / 2005


 

Uma Visão Diferente...

1.º Colóquio sobre Deficiência Visual de Leiria

Data: 22 e 23 de Novembro

Local: Auditório 2 da Escola Superior de Educação de Leiria

Lotação: 250 lugares

Inscrições:
Secretaria da ACAPO - Delegação Local de Leiria 
Rua Emília Silva Carvalho, nº12 c/v 2410-101 LEIRIA
Telefone: 244 849850
E-mail: sec-leiria@acapo.pt

 


 

Livros «falam» há 70 anos

Paulo Querido

Expresso 
12 de Novembro 2005

 

[O serviço de livros falados do Real Instituto Britânico dos Cegos celebra o 
seu 70.º aniversário com mais de 75 milhões de «audiobooks» distribuídos]

 

Typhoon, de Joseph Conrad, e The Murder of Roger Ackroyd de Agatha Christie, são os dois primeiros livros falados com que o Royal National Institute of the Blind abriu o Talking Book Service — o serviço de caridade mais popular do Reino Unido, que desde 7 de Novembro de 1935 ajuda os cegos e amblíopes a «ler» livros, ouvindo-os. Mas o mais popular entre os 5.700 autores já publicados é Catherine Cookson, escritora (muito) popular que produziu mais de 90 novelas. Em 70 anos, o serviço publicou mais de 75 milhões de cópias de livros em formato áudio, passando por diversas tecnologias. Actualmente, os 8.000 livros produzidos por dia estão num formato especial de CD.

Os números constam do «Facts and Figures» publicado por ocasião do septuagésimo aniversário do serviço, assinalado garbosamente na Web (www.rnib.org.uk). Complementam-no a história do serviço, excertos dos livros falados, mensagens de celebridades— e informação séria sobre a campanha Direito a Ler, lançada para combater a exclusão da leitura: segundo o RNIB, 95% dos livros publicados não estão disponíveis em versões com letragem maior («large print»), formato áudio ou Braille. No Reino Unido há três milhões de pessoas a quem «é negado o direito a ler porque têm um problema de visão ou uma dislexia», recorda o RNIB, cuja campanha almeja sensibilizar e influenciar governantes e editoras para o assunto, emitindo recomendações de práticas. Uma das formas de envolver a comunidade na campanha é através da solicitação de leitores—isto no Reino Unido, bem entendido.

O serviço tem a sua origem no fim da I Guerra Mundial, quando se constatou que muitos soldados britânicos regressaram sem o sentido da visão, perdido ou diminuído em batalha; a maioria tinha grande dificuldade em aprender Braille e em 1920 já se testavam vários formatos áudio. Em 1926, o Talking Book Service gravava os seus primeiros discos gramofone - aliás, o seu esforço contribuiu para o nascimento da indústria musical em torno dos famosos LP. Os dois títulos iniciais foram gravados em discos de 12 polegadas que rodavam a 24 rotações por minuto, muito mais devagar que as 75 rpm tradicionais, permitindo gravaçóes de 25 minutos em cada lado. Uma novela típica cabia em dez destes LP. Nas conturbadas décadas de 40 e 50 a instituição lutou pela sobrevivência e nos anos 60 conhece alguma paz com o lançamento de uma novidade tecnológica: um leitor de fitas magnéticas. No final da década de 90 a RNIB aderiu finalmente ao digital e passou a gravar os «audiobooks» num CD especial que requer um leitor exclusivo.

O futuro são os leitores de mp3: tendo em conta que o número de aparelhos portáteis capazes de reproduzir áudio se multiplica, a organização está presentemente a investigar formas de distribuir electronicamente os mais de 10.000 títulos da sua colecção. Algo que já faz o Projecto Gutenberg (www.gatenberg.org), criado para distribuir gratuitamente livros sem direitos de autor: dos mais de 16.000 títulos disponíveis em texto, algumas dezenas têm versão áudio (nenhuma delas em português). Com fraca popularidade em Portugal, os «audiobooks» são normais nas culturas de origem anglo-saxónica. Os editores americanos e ingleses lançam as obras de grande mercado quase sempre em simultâneo com uma versão áudio e os «audiobooks» saem bem na Amazan.com e outras livrarias «on line».

Estamos longe do mundo imaginado por Ray Bradbury na novela (e filme) Fahreneit 451, em que os livros eram queimados por decreto e os marginais se tornavam livros-pessoa, cada um decorava um título como forma de assegurar a continuidade da literatura. Mas os livros falados têm no nosso mundo grande utilidade.

in Expresso - «Revista Única»

 


 

Boas Prácticas em Intervenção Precoce

= IV Congresso Nacional de Intervenção Precoce =


10 e 11 de Novembro 2005

A ANIP realiza nos próximos dias 10 e 11 de Novembro de 2005 o IV Congresso Nacional de intervenção Precoce com o tema "Boas Prácticas na Instervenção Precoce" no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Este curso é destinado a Pais, Médicos, Enfermeiros, Educadores de Infância, Psicólogos, Téc. de Serviço Social, Terapeutas e outros técnicos a trabalharem nesta área.

ANIP - Av. Dr. Bissaya Barreto (HPC - Pav. 4)
3000-075 Coimbra
tel. 239.483.288

anip.sede@iol.pt
http://www.anip.pt


 

Seminário sobre
«Orientação, Mobilidade e Novas Tecnologias»

3 Novembro 2005

Local: Auditório do Instituto Português da Juventude de Castelo Branco

Destinatários: Professores de Apoio Educativo, Educadores, Técnicos ligados à Deficiência, Comunidade em geral.

Organização: ACAPO - Delegação Local de Castelo Branco

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através dos contactos:

ACAPO - Delegação Local de Castelo Branco
Rua Ruivo Godinho, N° 27 A
6000 - 275 Castelo Branco
Tel. 272 321 380/ Fax. 272 321 381
E-mail: sec-castelobranco@acapo.pt


 

Programa informático ajuda no estudo da matemática

21 Outubro 2005

Lusa

Um consórcio europeu de investigação desenvolveu um novo programa informático que traduz a linguagem matemática em Braille, ajudando os alunos cegos no estudo da disciplina, desde o ensino básico ao universitário.

O LAMBDA, que será apresentado dia 21 de Outubro, sexta-feira, em Lisboa pela Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, é um projecto comunitário que se iniciou em 2002 e que partiu de uma empresa italiana.

Segundo a directora da associação de cegos ACAPO responsável pela divulgação do projecto, Ana Filipa Graça, o "software" desenvolvido visa converter a linguagem matemática Braille em linguagem matemática normal e vice- versa.

A grande vantagem deste sistema, explicou, é permitir que o professor visualize os exercícios dos alunos sem ter de recorrer a outra pessoa que saiba fazer a transcrição da linguagem Braille para a linguagem a negro.

"O "software" ajuda um deficiente visual a acompanhar um exercício ao mesmo que tempo que o professor o vê no monitor, sem ser necessária uma tradução por terceiros", disse Ana Filipa Graça.

Este programa informático, que permite também aumentar a autonomia do aluno, está já numa fase de protótipo.

A Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) trabalhou ao nível técnico na aplicação deste sistema em parceria com a empresa italiana, universidades e associações de Espanha, Portugal, Alemanha, França, Reino Unido e Rússia.

Para que este "software" possa funcionar é necessário um computador com linha Braille, equipamento que, segundo Ana Filipa Graça, muitas escolas portuguesas já possuem por iniciativa do Ministério da Educação.

Cerca de mil alunos cegos ou com baixa visão frequentam as escolas portuguesas.

GC.

http://www.lusa.pt/


 

Recital de Piano

por Jorge Gonçalves

Obras de J. S. Bach; F. Schubert e F. Mendelssohn

Integrado no Dia Mundial da Bengala Branca

Data: 15 Outubro 2005
Hora:  21h 30
Local: Casa Municipal da Cultura
Organização: Câmara Municipal de Coimbra
Acesso Gratuito

Jorge Filipe Branco Gonçalves nasceu a 3 de Março de 1983, em Coimbra.

Iniciou estudos de piano no Conservatório Regional de Tomar, com o Professor Joaquim Branco, transferindo-se, posteriormente, para o Conservatório de Música de Coimbra, tendo trabalhado com a Professora Isilda Margarida e tendo terminado o Curso Geral de Piano em Junho de 2001, com nota de dezassete valores. Foi, ainda, no Conservatório de Música de Coimbra que Jorge Gonçalves estudou Trompa (entre 1995 e 2001) na classe do Professor Ivan Kucera. Em Setembro de 2001, iniciou estudos superiores de Piano na École Normale de Musique de Paris Alfred Cortot, com o Professor Marian Rybicki. Nesta mesma escola obteve o Diplome d'enseignement du Piano.

Em 2003, obteve o 3º Prémio no Concurs National de Musique du Maroc em Casablanca, Marrocos e em 2004 concluiu os estudos na École Normale de Musique de Paris obtendo o Diplome Supérieur d'ensignement du Piano.
Efectuou recitais em diversas localidades portuguesas tendo, ainda, participado no Festival da Primavera e, em Lisboa, actuou no Centro Cultural de Belém.

Em 2004, o seu trabalho foi dado a conhecer ao país e ao mundo através da Sic - Televisão, na reportagem Sic/Visão "Digno de Nota", realçando-se o facto de se tratar de um jovem artista (invisual) de carreira promissora.

Em 2005, foi convidado para ser um dos rostos do "Pirilampo Mágico", tendo participado na respectiva Gala de Abertura, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, que foi transmitida em directo pela televisão e rádios nacionais. 

Ainda em Maio e Julho de 2005 foi solista, por duas ocasiões: no Concerto de Grieg, em frente da prestigiada Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana, no Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa) e no Teatro Municipal Rivoli (Porto).

 


 

Concurso de Leitura "Um Livro É Um Amigo"

6 Outubro 2005

Com o objectivo de promover/incentivar o gosto pela Leitura e escrita em indivíduos portadores de deficiência visual, a Delegação Regional do Centro da ACAPO vai levar a efeito a 8.ª edição do concurso literário internacional "Um Livro é Um Amigo".

O objectivo primordial desta iniciativa é a estimulação na população deficiente visual do gosto pela leitura e escrita (produção literária em prosa e poesia) e tal como em edições anteriores, podem concorrer a esta edição todos os deficientes visuais portugueses, independentemente de serem ou não associados da ACAPO, e ainda os deficientes visuais de países de língua oficial Portuguesa.

O concurso consiste na criação de uma obra literária inédita e original, nas modalidades de conto e poesia. 

Os trabalhos deverão ser entregues na secretaria da DRC/ACAPO até ao dia 31 de Outubro de 2005.

Todos os trabalhos serão analisados e classificados por um júri qualificado.

A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em Coimbra.

O Regulamento do Concurso encontra-se disponível na DRC-ACAPO, nos suportes braille, electrónico e em caracteres ampliados e pode ser solicitado por telefone, correio ou ainda pelo e-mail: acapo.coimbra@mail.telepac.pt

Para informações complementares pode também ser consultado o site:

www.acapo-centro.rcts.pt

 


 

Manuais escolares em formato Daisy

1 Outubro 2005

Um sistema inovador de produção de manuais escolares para alunos com deficiência visual, será concretizado através de um protocolo envolvendo o Ministério da Educação, através da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), a Porto Editora e a Fundação Vodafone Portugal.

A Porto Editora disponibilizará de forma gratuita todos os manuais solicitados pela DGIDC, em formato digital, que serão depois adaptados para formato Daisy por forma a tornar possível a sua utilização por parte de alunos cegos ou com pouca visão. 

Refira-se que este sistema alia a voz gravada de locutores a textos e imagens digitalizados, e permite que o aluno pesquise livremente o manual, seja por capítulos, palavras-chave ou outras referências e defina marcas de leitura, entre outras potencialidades. À Fundação Vodafone Portugal cabe o financiamento deste projecto. O compromisso assumido pela Porto Editora através deste protocolo constitui uma nova etapa no trabalho que esta empresa tem vindo a desenvolver no apoio aos alunos com necessidades especiais. 

Há mais de 10 anos que a Porto Editora fornece gratuitamente ao Ministério da Educação os ficheiros informáticos de todos os seus manuais para uma fácil impressão em Braille, que são depois distribuídos pelos alunos invisuais.

Paralelamente, desde o ano de 2000 que, no início de cada ano lectivo, a Porto Editora disponibiliza ao Ministério da Educação os seus livros escolares em CD-ROM, em formato PDF, também a título gratuito. Esses e-books escolares são depois entregues a alunos com necessidades especiais, através dos respectivos estabelecimentos de ensino. Sendo unânime a importância da Educação enquanto factor de desenvolvimento do nosso país, a Porto Editora acredita que estes contributos são valiosíssimos para a consagração da Escola Inclusiva, ou seja, uma escola onde a Educação está acessível a todos, sem excepção.

 http://www.portoeditora.pt/default.asp?artigo=PEN_20050920_149

 


 

Terapia inovadora de reconstrução da córnea 
pode devolver a visão


Diário de Coimbra

14 Setembro 2005

A nanotecnologia consiste no emprego de técnicas que permitem fabricar dispositivos ou trabalhar a uma escala muito reduzida (ao nível dos átomos e das moléculas) e que pode ser utilizada na saúde.

No âmbito da conferência intemacional dedicada à nanotecnologia que decorreu em Edimburgo, Escócia, foi apresentado o «projecto de engenharia da córnea», que está a ser conduzido por 14 equipas de investigadores provenientes de nove países: Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Israel, Itália, Suécia, Turquia e Reino Unido.

Este projecto, que começou a ser desenvolvido em 2004 e terminará no início de 2007, deverá compensar os actuais problemas com que se deparam pessoas com perda de visão ou cegueira causada por lesões na cómea:  a falta de dadores, o crescente risco de transmissão de doenças ou o uso disperso de cirurgias correctivas, que impossibilitam o enxerto da cómea. A técnica desenvolvida pelo cientista David Hulmes dispensa os testes em animais, que a União Europeia tem vindo a tentar reduzir.

Perto de 27.500 operações são feitas anualmente na Europa e estima-se que existam em todo o mundo cerca de 10 milhões de pessoas cegas em resultado de lesões na córnea. Através desta técnica, os investigadores reconstituem a córnea utilizando proteínas de células estaminais adultas (de humanos) obtidas em cultura. Estas proteínas assemelham-se aos componentes naturais da córnea evitando assim o risco de rejeição pelo organismo, como acontece com as córneas sintéticas, ou o risco de contaminação com BSE, nos casos em que se usam proteínas de vaca, explicou Hulmes.

Este projecto tem três fases, a primeira das quais visa repor a camada exterior da córnea e pode ser muito útil para os casos de queirnaduras da cómea causadas por químicos. Esta técnica, que já tem sido aplicada em Itália, recorre à nanotecnologia para retirar células estaminais do tecido situado por detrás da córnea e colocá-las em cultura em laboratório. Da cultura resulta uma réplica do tecido epitelial (membrana de revestimento dos órgãos composta por células pouco diferenciadas), que é posteriormente reimplantada na córnea do mesmo paciente.

O segundo objectivo deste projecto consiste em desenvolver uma semi-córnea, para reconstituir a metade exterior da córnea, adianta o especialista, acrescentando que «há boas hipóteses de esta técnica ter sucesso por altura do final do projecto, em Janeiro de 2007».

A última meta, que David Hulmes descreve como «a mais ambiciosa», é a de reconstruir toda a córnea. Mas para tal ser possível é preciso ainda descobrir como conseguir células estaminais adequadas para o endotélio (camada de células epiteliais achatadas que revestem cavidades serosas ou vasos sanguíneos).

in "Saúde" - suplemento semanal do Diário de Coimbra

 


 

AJUTEC 2005 

A Delegação Regional do Centro da ACAPO convida os seus associados e amigos a visitar a AJUTEC2005 e a Quinta de S. Tiago em Matosinhos

12 de Setembro 2005

Mais uma vez vai ter lugar na EXPONOR (Feira Internacional do Porto, Matosinhos), entre os dias 22 e 25 de Setembro, mais uma edição da AJUTEC, certame onde, como de costume, estarão presentes as principais empresas ligadas às tecnologias da reabilitação e da informação. Assim, para que possamos conhecer de perto as últimas novidades no domínio da tiflotecnia, vamos organizar mais uma visita a AJUTEC, a qual terá lugar dia 24 (sábado), da parte da manhã.

Diversas empresas confirmaram já a sua presença, nomeadamente na área da Deficiência Visual: Electrosertec, Tiflotecnia e Ataraxia, com as suas últimas novidades.

O almoço, pelas 13 horas, terá lugar na Quinta da Conceição, num agradável Parque de Merendas, pelo que convidamos todos os participantes a levarem um apetitoso farnel. Não deixará de ser, certamente, um agradável convívio entre todos. A partir das 14.30 horas, iremos visitar a Quinta de S. Tiago, ainda em Matosinhos, onde grandes surpresas nos aguardam...

Transporte: às 8.00 horas partirá um autocarro da DRC, com passagem por Águeda (9.00 horas) em direcção à EXPONOR. Os interessados, deverão fazer a sua inscrição nas Secretarias das Delegações Locais, onde serão igualmente informados de preços e outros pormenores sobre a viagem.

www.acapo-centro.org.pt

acapo.coimbra@mail.telepac.pt

 


 

Tabagismo associado a perda de visão

7 de Setembro de 2005


Os fumadores têm o dobro da probabilidade de perder a visão na terceira idade, comparativamente aos não fumadores, alertam especialistas do Royal National Institute of the Blind.

A associação entre o tabagismo e a degenerescência macular relacionada com a idade é tão sólida como com o cancro do pulmão, sublinham os investigadores, referindo que muitos fumadores não conhecem este risco. Assim, defendem que os maços de tabaco passem a ter também esta advertência.

http://saude.sapo.pt/gc/592903.html

 


 

Nova edição da lista telefónica em braille para o centro

Comunidade cega e amblíope desta região 
com contactos na "ponta dos dedos"

8 Agosto 2005

No âmbito do seu Programa de Responsabilidade Social, a Páginas Amarelas SA volta a editar, em 2005, a Lista Telefónica do Centro em Braille. Com uma tiragem de 500 exemplares e de distribuição gratuita, esta publicação oferece, à comunidade cega e amblíope do Centro do país, as principais informações de utilidade pública, números de telefone de urgência e de serviços de aconselhamento e apoio, à semelhança das páginas introdutórias das tradicionais Listas Telefónicas impressas.

Tal como na anterior edição, a Lista Telefónica do Centro 2005/2006 abrange os Distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém e Viseu e insere-se num conjunto de quatro publicações que irão permitir a cobertura de todo o país. No passado mês de Junho, a empresa editou as Páginas Amarelas do Sul e Ilhas e prevê, até ao final do ano, publicar as duas restantes Listas em Braille para a Grande Lisboa e para o Norte e Grande Porto.

Este produto resulta de um acordo tripartido entre a Páginas Amarelas SA, a PT Comunicações e a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO). No âmbito desta parceria, a Páginas Amarelas SA é responsável pela compilação de dados, para além de assumir os custos inerentes à edição das Listas. À PT Comunicações cabe actualizar e validar a informação a constar em cada uma das edições das Listas e à ACAPO a produção e distribuição das Listas aos associados e a outras entidades directamente ligadas a esta comunidade.

Com 2.400 exemplares publicados em 2004, a Páginas Amarelas SA pretende, através das Listas Telefónicas em Braille, promover o acesso da comunidade cega e amblíope nacional a produtos e serviços que edita e em especial às Listas Telefónicas, uma publicação utilizada regularmente por cerca de metade da população portuguesa. Como refere João Paes Braga, Director-Geral da Páginas Amarelas SA, "Ficamos bastante satisfeitos por poder prosseguir a nossa colaboração com a ACAPO e fazer chegar os nossos produtos às populações que usualmente não têm acesso à maioria da informação escrita. É gratificante dar corpo a um projecto como este, consolidando a nossa orientação enquanto empresa socialmente responsável."

A Páginas Amarelas SA, o primeiro editor nacional de Listas, Anuários e Guias, tem como missão desenvolver, comercializar, produzir e distribuir informação tratada, referente a contactos residenciais e comerciais. Sendo o agente exclusivo na edição das Listas Telefónicas do Serviço Universal, a Páginas Amarelas SA conta com uma carteira de produtos constituída por 29 listas impressas, serviços de páginas amarelas por telefone (707 20 22 22) e por SMS (4090), um acesso pela internet (www.paginasamarelas.pt), para além de bases de dados especializadas por sector.

Para mais informações:
Cátia Fernandes - cfernandes@inforpress.com
Grupo Inforpress - 21 324 02 27/8; 96 346 12 89

 


 

Batalha recupera aldeia histórica para Invisuais

Expresso

6-08-05

O Primeiro percurso sensorial do país está a ganhar forma em Pia do Urso, Batalha, e deverá entrar em funcionamento no próximo ano. Especialmente vocacionado para invisuais, está a ser montado numa antiga aldeia do Maciço Calcário Estremenho, em recuperaçáo, a três quilómetros de Fátima.

A boa utilizaçáo da água, demonstrada através de equipamentos em madeira, é um dos temas das sete estaçóes espalhadas pela aldeia. Tactear o património, descobrindo o Mosteiro da Batalha através de peças em relevo, é outra das componentes do percurso sensorial.

Está ainda a ser estudada a possibilidade de instalaçáo de miradouros virtuais, que possibilitem aos invisuais perceberem melhor o que existe no local.

Cerca de 400 mil euros de investimento autárquico e comunitário permitem a instalação deste percurso sensorial e a recuperaçáo urbanística da aldeia, incluindo a substituição do alcatrão por calçada, enterrar os cabos eléctricos e recriar o ambiente do povoado do início do século XX.

A Câmara da Batalha, promotora da iniciativa, afirma ter conseguido a adesáo de boa parte dos privados para que avancem com a recuperação das casas existentes.

Turismo de habitação e serviçosde apoio ao visitante, a cargo de privados, deverão surgir na aldeia, que aposta em ser um pólo de atracção num novo triângulo turístico: Fátima, Pia do Urso e Mosteiro da Batalha. "Pretende-se que sejam espaços tradicionais e com produtos da região", diz António Lucas, presidente da Câmara da Batalha.

Percursos pedestres, que permitem conhecer os moinhos existentes na zona, complementam a oferta turística da pequena aldeia, praticamente desabitada.

"Região de Leiria"


 

Geologia na ponta dos dedos: as rochas

13 Julho 2005

Entidade: Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa 

Descrição da acção: O conhecimento das rochas em Geologia, está muito para lá da sua descrição e da sua classificação. Cada rocha representa um pedaço da crosta terrestre que nos revela processos globais que controlam a dinâmica e a História do nosso planeta. As rochas registam histórias vividas tanto a grande profundidade como à superfície do planeta, que se ligam e se completam num longo ciclo de muitos milhões de anos. 
O conteúdo desta acção, cuidadosamente adaptada a pessoas cegas e com baixa visão, dará especial ênfase às características texturais de alguns tipos de rochas ígneas, sedimentares e metamórficas, proporcionando uma experiência directa e prática, contextualizada pelo modelo da tectónica global.
Com esta actividade iniciamo-nos numa nova vertente da Geologia no Verão, especialmente dedicada a pessoas cegas e com baixa visão, em que a divulgação da Ciência soma, ao seu valor cultural e social, a mais-valia da integração de todos os cidadãos.

Local: Átrio do Edifício C6, no Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária (Campo Grande)

Datas: 26-08-2005 15 horas; 02-09-2005 15 horas; 24-09-2005 10 horas

Duração: 3horas

Nº máximo de participantes (em cada sessão): 8 pessoas cegas e baixa visão

Marcação prévia: tel. 21 750 00 66

Informação recebida através de: Fátima Alves - Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva - Acessibilidade - Tel. 218917109

 


 

Vodafone lança tecnologia para cegos 
e novos tarifários para deficientes

12-07-2005

A Vodafone Portugal apresentou hoje uma nova tecnologia para deficientes visuais que permite a audição das mensagens escritas (SMS) enviadas para o telemóvel, através de um software que será gratuitamente instalado nos terminais com sistema operativo Symbian.

A empresa Scansoft desenvolveu, em colaboração com a operadora de telecomunicações móveis e associações de cegos e amblíopes convidadas pela Vodafone, uma tecnologia que permite aos invisuais enviar e receber SMS, navegar no portal da Internet Vodafone Live (audição dos conteúdos) e utilizar a lista de contactos, explicou a directora de comunicação, Luísa Pestana.

Este software, com a designação de Vodafone Say, está disponível em português (Portugal e Brasil) Os clientes com deficiências visuais que disponham de telemóveis baseados no sistema operativo Symbian podem dirigir-se à Vodafone para instalar, gratuitamente, o software no terminal, recebendo além disso um auricular e um manual de instruções áudio, adiantou a fonte.

O lançamento desta tecnologia insere-se na política de responsabilidade social da Vodafone Portugal.

Esta oferta representa um investimento de 70 euros por cliente, incluindo a licença de software a pagar à empresa que desenvolveu este produto para a Vodafone.

Luísa Pestana adiantou que há em Portugal cerca de dois milhões de pessoas com necessidades especiais, das quais cerca de 160 mil têm forte deficiência visual.

Em encontro com a imprensa, o presidente da Vodafone Portugal, António Carrapatoso, anunciou também o lançamento de dois tarifários para pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 80 por cento, que representam um desconto de cerca de 50 por cento em relação a tarifários normais.

A Vodafone é a primeira operadora portuguesa a apresentar um tarifário especial para pessoas deficientes, oferta que é aplicável a cerca de 200 mil pessoas que têm um grau de incapacidade igual ou superior a 80 por cento.

O tarifário Vodafone Say inclui 100 minutos de chamadas nacionais e 30 SMS por 10 euros mensais ou 30 SMS por 3,11 euros, beneficiando as chamadas ou SMS que ultrapassem aqueles limites também de preços reduzidos.

Fonte: Agência LUSA


 

Cidadania em Adolescência

11 a 16 Julho 2005

A ACAPO  - Delegação Regional do Centro -  está a organizar o Projecto Cidadania em Adolescência, destinada a jovens com deficiência visual - residentes na Região Centro - e que terá lugar em Coimbra, entre 11 e 16 de Julho.

Com este Projecto, a ACAPO-DRC pretende contribuir activamente no sentido de preparar os jovens de hoje para uma plena cidadania, através de um conjunto variado de actividades, que vão desde sessões de aprendizagem de competências de autonomia - ensino de Braille, Orientação e Mobilidade, Informática, Actividades da Vida Diária (AVD) -  até actividades recreativas e culturais, passando por sessões de desenvolvimento pessoal e social, para além da actividade física.

Todas as informações sobre este projecto, podem ser obtidas em

www.acapo-centro.org.pt

 


 

Etiqueta falante conta história de vinhos

9 Julho 2005

Reuters - Roma

Para os portugueses europeus, etiqueta significa rótulo. Etiqueta "falante" conta história de vinhos a compradores. Quem precisa de um sommelier?

Uma etiqueta "falante" inserida em vinhos vai poder em breve contar tudo o que consumidores italianos quiserem saber sobre uma garrafa em particular, desde a história da produção ao tipo de refeição que ela deve acompanhar. "A ideia é fazer com que cada vinho seja capaz de se explicar em primeira pessoa", disse Daniele Barontini, cuja companhia Modulgraf está acertando os detalhes finais da tecnologia para lançamento em novembro. "Nós vemos nossa etiqueta em restaurantes, lojas de vinhos e em vinícolas que oferecem degustação", disse Barontini à Reuters.

A nova etiqueta é na verdade um chip inserido na garrafa que pode ser lido por um aparelho especial do tamanho de um maço de cigarros. "Ela pode dizer como degustar o vinho, de onde ele veio e tudo aquilo que você gostaria de ouvir de sommelier", afirmou Barontini. "Você até pode ter música." Barontini disse que algumas das vinícolas mais sofisticadas da Itália, como a Brunello, mostraram interesse na tecnologia. A Modulgraf, uma companhia especializada em etiquetas de vinhos e produtos que previnem falsificação, planeja lançar a "etiqueta falante para vinhos" -- que ainda não tem um nome oficial -- na prestigiada feira de vinhos de Milão, marcada para novembro. A etiqueta foi patenteada pelo engenheiro alemão Florentin Doring, que trabalha na Modulgraf. Ela também será capaz de ajudar a prevenir fraudes de produtos, afirmam seus criadores.

Da Reuters, via Yahoo! Brasil - Tecnologia
Colaboração: Rodrigo Santos

 


 

Turma da Mónica em Braille

8 Julho

A novidade, lançada durante a Bienal do Livro de 2005 realizada no Rio de Janeiro, foi a Coleção de livros "Conheça a Turma" em braille, lançada pela Editora Globo. Estes livros permitem que crianças cegas e com baixa visão também possam conhecer o maravilhoso universo criado por Mauricio de Sousa.

Os dois primeiros livros da Turma - de uma série de 20 - com texto em braille têm os títulos: Ôi, Eu sou a Monica e Ôi, Eu sou o Cebolinha.

O texto é da escritora Yara Maura, que faz a apresentação dos dois personagens principais da Turma da Mônica contando em versinhos divertidos as coisas que eles mais gostam de fazer, suas travessuras, brincadeiras e seus melhores amigos. Os desenhos das ilustrações também foram feitos com os contornos pontilhados em alto relevo. Assim, as crianças poderão identificar, pelo tacto a figura dos personagens. Outro diferencial desta Coleção é o texto em letras grandes e cores primárias para atingir também crianças com baixa visão que necessitam de recursos especiais para a leitura.

E tudo foi feito com o apoio da Fundação Dorina Novill para Cegos e de uma equipe de consultores - deficientes visuais - para garantir que as ilustrações e o texto fossem adaptados de maneira correcta. Segundo a editora Lucia Machado: "Os personagens e as histórias de Mauricio de Sousa são ferramentas ideais para promover a inclusão social". 

Há alguns meses Mauricio criou um novo personagem - a menina cega Dorinha, que estreou na Turma da Mônica. Em seus quadrinhos, Mauricio de Sousa mostra que crianças com deficiências devem viver a infância em sua plenitude. E agora, elas também vão poder se divertir com Mônica, Cebolinha Magali, Cascão, Dorinha e o resto da Turma.

Ôi, Eu sou a Monica
Ôi, Eu sou o Cebolinha.
Texto em versos: Yara Maura
Tamanho: 21cm x 27cm
Estrutura: 4 capas + 20 páginas de miolo
Publicação da Editora Globo
Consultoria: Fundação Dorina Nowill

http://www.fundacaodorina.org.br

http://www.monica.com.br/mural/braille.htm

2005 Mauricio de Sousa
Colaboração: Cláudia Maria Cardoso

 


 

Póquer na ponta dos dedos

Público

6 Julho 2005 

Os dedos de Debbie Brummer passam por cima dos sinais Braille das cartas do casino do Rio Hotel, em Las Vegas. O American Council of the Blind está reunido naquela unidade hoteleira, onde o casino organizou o primeiro torneio de póquer para pessoas com dificuldades visuais e cegos que está a ser seguido pelo Nevada Gaming Control.

 


 

Surdo-cegueira: 
horizontes de uma realidade

4 e 5 de Julho de 2005

O Colégio António Aurélio da Costa Ferreira - Casa Pia de Lisboa - organiza um Congresso sobre a Surdo-cegueira, nos dias 4 e 5 de Julho, na Biblioteca Orlando Ribeiro em Telheiras. A entrada é livre, pelo que será importante inscrever-se atempadamente.

Para mais informações, contacte:
por e-mail:  sec.aureliocferreira@casapia.pt
ou por telefone: 217 935 963

in http://www.educare.pt/

 


 

Electrónica na retina

EXPRESSO


2 Julho 2005

Cientistas norte-americanos estão a testar uma retina artificial que tem permitido recuperar parcialmente a visão de seis invisuais

Uma nova tecnologia norte-americana pode ajudar, no futuro, os invisuais a recuperar parte da visão. O aparelho é conhecido como «retina artificial» e já está a ser testado em seis pacientes que sofrem de retinose pigmentar, uma alteração hereditária rara, na qual a retina degenera de forma progressiva, conduzindo à cegueira. A doença destrói as células que permitem que a luz captada pelo olho se traduza em imagens reconhecíveis.

Os desenvolvimentos deste projecto foram apresentados, no início de Maio, pelos cientistas da Universidadeda Califórnia do Sul, que partilham com duas empresas a concepção técnica da retina artificial, também conhecida, cientificamente, como uma prótese intra-ocular.

O coordenador do projecto fala de uma eficácia da retina artificial de 74% a 99%

A experiência está a ser realizada desde 2002, em seis voluntários, que são capazes de detectar quando se acende e apaga a luz e conseguem identificar alguns objectos situados em seu redor. Além disso, já percebem o movimento. O dispositivo foi-lhes implantado num só olho, o que apresentava pior visão, e os pacientes conseguiram recuperar parte da capacidade visual em períodos de tempo variáveis, durante os quais podiam localizar e contabilizar determinados objectos de alto contraste, «com uma precisão de 74% a 99%», garante Mark Humayun, da Universidade da Califórnia do Sul, o coordenador do projecto.

O dispositivo não mede mais do que uns poucos milímetros e é implantado no fundo da retina do paciente através de uma cirurgia. É composto por 16 eléctrodos ligados a uma câmara instalada nuns óculos especiais. Os eléctrodos recebem a informaçâo visual captada pela câmara e estimulam as células sãs residuais da retina, que enviam os dados recebidos para o cérebro através do nervo óptico. A ligação entre as duas fontes é feita sem quaisquer fios, através de um pequeno receptor implantado atrás da orelha. O sistema actua, por isso, como uma espécie de «substituto» e das células da retina que estão inutilizadas, quase como uma compensação visual.

No entanto, Humayun faz questão de sublinhar que este é apenas «o primeiro passo de uma grande viagem». O aparelho está classificado como de «classe III» pela FDA, a agência norte-americana responsável pela regulação de medicamentos. Isso significa que a retina artificial ainda é considerada de alto risco, uma vez que que o implante permanece no organismo do portador durante toda a vida.

Daí que os testes sejam feitos com cautela. Os pacientes experimentam o dispositivo apenas quando se encontram no hospital, sob supervisão médica. O aparelho é desligado assim que a «consulta» acaba. O passo seguinte é oaumento da capacidade do sistema.Os investigadores ponderam acrescentar-lhe mais eléctrodos, primeiro 256 e, provavelmente daqui a 10 anos, 10 mil. A operação para os implantar no paciente também poderia ser menos agressiva. Mas, para já, planeia-se mais observações e a colaboração entre nove instituições diferentes para acrescentar mais etapas à «viagem» de que fala Humayun.

EXPRESSO

 


 

Fundação Champalimaud apresenta Prémio para
investigação na área da visão

Público

14 Junho 05

A presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, anunciou hoje que a organização vai atribuir de dois em dois anos um Prémio Champalimaud de Ciência a "avanços significativos no âmbito da visão". Leonor Beleza falava durante a apresentação da Fundação Champalimaud, onde destacou um projecto "particularmente acarinhado".

Trata-se do Prémio Champalimaud de Ciência, que segundo Leonor Beleza será preferencialmente atribuído a instituições que se destaquem na investigação das "doenças que afectem a visão".

A criação da fundação foi anunciada no ano passado depois da morte do empresário António Champalimaud, cuja vontade nesse sentido ficou expressa no seu testamento. O industrial e banqueiro quis que a entidade tivesse o nome dos seus pais - Ana de Sommer Champalimaud e Carlos Montez Champalimaud.

O objectivo será o "desenvolvimento da actividade de pesquisa científica no campo da medicina", para o que conta com uma verba de um terço do total da herança.

A revista americana "Forbes" avaliou, em 2003, a fortuna de Champalimaud em mais de 1,2 mil milhões de euros. Assumindo esse valor, a nova fundação deve contar com um orçamento de 400 milhões de euros.

 


 

Réplica da Torre de Belém para cegos

31 Maio 2005

 

Foi hoje inaugurada, dia 31 de Maio, uma escultura réplica da Torre de Belém especialmente concebida para cegos, numa iniciativa do Rotary Clube Lisboa/Norte, com o apoio da autarquia. A réplica, à escala 1:50, está situada no espaço envolvente ao emblemático monumento nacional.

Na ocasião, o vereador Moreira Marques, agradeceu em nome da Câmara Municipal de Lisboa esta iniciativa do Rotary Clube, que se tem distinguido “pelo seu trabalho cívico e pedagógico, e por uma grande sensibilidade social” e congratulou-se pelo centésimo aniversário que aquela instituição comemora este ano.

O autarca considerou ainda este projecto um óptimo exemplo que se poderia estender a mais monumentos da cidade de Lisboa, e de todo o país, e lançou o desafio a outras instituições da sociedade civil, reafirmando o total apoio e empenho da autarquia em cooperações futuras.

A escultura de bronze é uma réplica fiel da Torre de Belém, da autoria da artista Maria Leal da Costa, está concebida à escala 1:50 e integra ainda dois suportes de informação – uma miniatura, à escala de 1:1000, que permite a leitura da integração do edifício no seu espaço envolvente, e uma descrição sumária, em braille e em tinta, da história do monumento, da sua morfologia e materiais.

 


 

Desporto para deficientes

7 de Maio

No Sábado, dia 7 de Maio, às 15h00, e a propósito da exposição temporária "A Ciência e o Desporto", a Federação Portuguesa do Desporto para Deficientes realiza no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva o seminário «A Ciência e o Desporto para Deficientes». A entrada é gratuita

Organização: Federação Portuguesa do Desporto para Deficientes

Local: Auditório do Pavilhão do Conhecimento - Parque das Nações

Horário: das 15h00 às 17h00

Inscrições e mais informações:

Tel. 218 917 100

Email: info@pavconhecimento.pt

www.pavconhecimento.pt

 


 

Lentes por medida

23 de Abril 2005

Expresso

A grande causa da miopia é uma questão de ginástica ocular. Dito de outra forma. a miopia é a incapacidade dos músculos do olho focarem objectos distantes directamente na retina. O posicionamento errado do foco na retina conduz então à distorção da imagem, que o uso de óculos ajuda a minorar, mas não resolve. Mesmo que os objectos estejam muito próximos, os míopes continuam a não os conseguir focar. Para acabar de vez com o problema, uma equipa da Anglia Polytechnic University, no Reino Unido, criou lentes de contacto especiais para serem utilizadas por crianças, a partir dos cinco anos de idade, com tendências míopes, para evitar que, mais tarde, a doença se venha a declarar. Estas lentes são feitas por medida e corrigem o problema, posicionando o foco na retina.

in Expresso

 


 

Governo cria excepções para exames do 9.º ano

M.ª José Margarido

4 Abril 2005

Os novos exames nacionais do 9.º ano de Matemática e Língua Portuguesa vão mesmo avançar em Junho, mas não para todos os estudantes. O Governo decidiu que os alunos com NEE - Necessidades Educativas Especiais, os que frequentam currículos alternativos e os estrangeiros - no sistema há dois anos ou menos - não farão as provas de carácter nacional. Cada escola decidirá, com total autonomia, se elabora ou não uma prova específica para estes públicos, que será equiparada ao exame e valerá também 25 por cento da média final do aluno.

No caso das necessidades educativas especiais, por exemplo, existe uma enorme diversidade - da cegueira à surdez, passando por dificuldades de aprendizagem que percorrem um largo espectro. Razão suficiente para a tutela considerar que as escolas, no âmbito da sua autonomia, são as mais habilitadas para adaptar as provas ao tipo de estudantes que têm. Ou para decidir simplesmente que estes não estão em condições de as realizar. "São as escolas que sabem qual o tipo de apoio que cada jovem recebeu, se foi ou não prejudicado pelos atrasos no ano lectivo, se teve ou não a ajuda de professores especializados", explicou ao Diário de Notícias fonte do Ministério da Educação.

Em aberto fica a hipótese de cada escola elaborar um teste específico de acordo com o perfil dos alunos que a frequentam. Com a supervisão do Júri Nacional de Exames - entidade responsável pela elaboração das provas a nível nacional - mas só em termos de procedimentos. Os conteúdos ficam a cargo de cada estabelecimento de ensino.

O Ministério da Educação terá agora de elaborar um despacho que determina que estes estudantes ficam livres da obrigatoriedade de realização dos exames nacionais do 9.º ano.

in Diário de Notícias

 


 

Diferenciação: do conceito à prática

17 e 18 Março

A Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti organiza em 17 e 18 Março 2005 um Congresso Internacional sob o tema "Diferenciação: do conceito à prática" que terá lugar no Auditório da Universidade Católica Portuguesa - Porto.

Público-alvo: Educadores, Professores, Psicólogos, Técnicos e Estudantes

Para mais informações e incrições: http://www.esefrassinetti.pt/

 


 

Identificado gene relacionado com a cegueira

16 Março 2005

 

Um grupo de cientistas identificou o gene causador de uma perturbação ocular que pode provocar a cegueira. Esta descoberta pode levar ao aperfeiçoamento de métodos de tratamento mais eficientes, inclusivé nos idosos.

A Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI) é uma doença localizada na mácula, zona central da retina, responsável pela visão detalhada e central, e é responsável por graves perturbações oculares em indivíduos com mais de 50 anos. Depois das cataratas, a DMRI é a principal causa de cegueira em todo o mundo.

Segundo as conclusões do estudo, realizado por três equipas de especialistas de centros de investigação das Universidades de Yale, Rockefeller e Duke, os cientistas identificaram um gene cuja variação pode ser a causa de mais de metade dos casos de DMRI.

O referido gene - chamado CFH - está relacionado com a regulação dos mecanismos de infecção. Citado pela Reuters, Stephen Daiger, do Centro de Genética Humana da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, reconheceu que esta constatação pode ser "a peça que faltava na compreensão do complexo puzzle sobre a Degeneração Macular Relacionada com a Idade" , mas admitiu que "ninguém pode ainda afirmar que isto [a identificação da variação do gene CFH] contribuirá para a criação de um tratamento" . De qualquer forma, aquele cientista mostrou-se confiante de que, num futuro próximo, a descoberta resulte na criação de métodos de tratamento mais eficazes. O tempo assim o dirá. Entretanto, um outro cientista envolvido no estudo apontou a herança genética como factor determinante para o aparecimento da DMRI. Josephine Hoh, um dos líderes do estudo, referiu à Reuters que "os pacientes caucasianos que sofrem de DMRI têm 4 vezes mais probabilidades de terem uma alteração particular no gene CFH(...), quando comparados com a proteína existente em indivíduos sem esta patologia , observou.

Vários estudos têm sido realizados para apurar as causas da DMRI. O mais recente, levado a cabo pelo oftalmologista e cirurgião britânico Simon Kelly, aponta o tabaco como uma das causas da doença. Num artigo publicado recentemente no British Medical Journal, a equipa de investigadores da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, chegou à conclusão de que os cigarros aumentam o risco de contrair DMRI. Segundo o mesmo relatório, um único fumador tem 4 vezes mais probabilidades de vir a sofrer desta patologia crónica degenerativa da retina do que um indivíduo não-fumador.

Curiosamente, outra investigação desenvolvida por investigadores da Universidade de Alabama (EUA) trouxe boas notícias para os portadores desta grave doença ocular. Os pacientes que combatem a hipercolesterolemia com medicamentos à base de estatinas (que ajudam a reduzir a concentração de colesterol e os níveis de gorduras triglicéridas) são menos propensos a desenvolver DMRI.

in http://ciberia.aeiou.pt/

 


 

Estudo inédito sobre anomalias do olho

Correio do Minho

14/03/2005

Uma equipa multidisciplinar e internacional do Centro de Física da Universidade do Minho está a desenvolver um estudo inédito a nível mundial para se saber com clareza a incidência dos erros refractivos na população, além de avaliar mais uma série de questões sobre o olho humano. A miopia e a hipermetropia são as principais anomalias analisados.

Segundo o investigador Jorge Jorge, do grupo de Ópticas e Ciências da Visão (OCV), trata-se de um estudo pioneiro a nível nacional e inédito a nível mundial, pela abrangência de parâmetros. Com este trabalho pretende-se avaliar as alterações oculares refractivas e biometricas, as disfunções da visão binocular e acomodativas, ocorridas durante um período de três anos, em jovens adultos que exercem uma actividade profissional com elevadas exigências visuais, como são os casos de estudantes do ensino superior. As investigações começaram com o acompanhamento de 200 alunos da Universidade do Minho. Do grupo, entre 120 a 130 alunos devem chegar ao fim da experiência, que acaba em Junho; e visa estudar o aparecimento ou evolução da miopia no adulto, bem como as suas causas. Segundo este responsável, não há nenhum estudo do género em Portugal, nomeadamente sobre a incidência da miopia e da hipermetropia. «Nós estamos a trabalhar com uma população muito específica que são os universitários», refere Jorge Jorge. O investigador deu conta de um estudo realizado em Singapura e em Hong Kong, com crianças entre os dez e os 12 anos; e de mais dois estudos feitos nos Estados Unidos, também com crianças da mesma idade. Isto porque é a idade em que se vê o maior crescimento de anomalias na visão.

Em relação a estudos realizados com adultos, com a mesma população, com mais ou menos a mesma idade só existe um feito na Suécia, com 220 engenheiros. «Mas o nosso trabalho tem a vantagem ou se quisermos uma mais valia: é que além de analisar o erro refractivo, a graduação em si, tem como base de pesquisa vários outros problemas», explicou.

Os investigadores suecos analisaram o erro, o tamanho do olho entre outros parâmetros, mas o estudo em curso na UM, além de analisar o tamanho do olho, a graduação no início e no fim; o cristalino, bem como os outros componentes oculares; como está a acomodação relativa positiva e negativa, a flexibilidade; a visão binocular, a coordenação entre os dois olhos, como é que um olho funciona em relação ao outro e como funcionam em conjunto.

«Com estes parâmetros extras em relação ao estudo sueco pretende-se determinar os preditores da miopia; isto é, saber se é por haver problemas de acomodação, se é um problema de visão binocular e se existe algum factor que indica que uma pessoa possa vir a ter miopia. Enquanto que os outros estudos analisaram 20 a 30 parâmetros, o nosso estudou cerca de 120 parâmetros, directa ou indirectamente», reforçou.

Mais de 22 % de míopes
A primeira fase do trabalho teve início em Janeiro de 2001, com a selecção dos estudantes participantes no projecto, no caso alunos do 1.º e 2.º anos das licenciaturas da área de ciências da Universidade do Minho. De Janeiro a Maio de 2001 seguiu-se uma bateria de exames que permitiu determinar: o estado refractivo, refracção ocular; o estado acomodativo, avaliar as anomalias da visão binocular e medir o tamanho e posição dos vários componentes oculares, o tamanho do olho. De acordo com os resultados provisórios, a incidência de miopia é de 22.1 por cento; de emetro-pia, (o estado normal) é de 23.1 por cento; enquanto que os hipermétropes chegam aos 54.8 por cento. Os mesmos exames estão a ser repetidos pela mesma ordem na 2.ª fase do projecto a decorrer desde Janeiro e prolongam-se até ao próximo mês. Segue-se a análise dos resultados das duas fases, que será feita entre Maio e Outubro deste ano. Os resultados vão ajudar a compreender quais as alterações que ocorrem no sistema visual de jovens adultos, sobretudo, dar a conhecer qual ou quais os preditores da miopia de aparecimento tardio. Uma vez determinadas as causas, pode-se iniciar uma campanha de prevenção que leve à diminuição da incidência de miopias na população.

A equipa de investigação é composta por investigadores da UM e da Universidade de Santiago de Compostela (USC). O grupo de trabalho é chefiado pelo professor. Doutor Manuel Angel Parafita Mato da (USC) e pelo professor Doutor José Borges de Almeida, da UM. Fazem parte da equipa os investigadores Jorge Manuel Martins Jorge, da UM; e José Alberto Diaz Rey, da UM e USC.

Resultados vão ser publicados em revistas científicas internacionais
Os responsáveis por este estudo estão animados com os resultados, tanto mais que começam a merecer o interesse de publicações científicas internacionais; o que para estes cientistas da Universidade do Minho e da Universidade de Santiago de Compostela significa o reconhecimento do valor do trabalho, tendo, portanto, quase a mesma importância de uma patente ou de royalties. De facto, os resultados da primeira fase do trabalho foram publicados na revista da academia Americana de optometria "Optometry and vision science", na edição de Janeiro de 2005; enquanto que o mesmo artigo vai sair na revista do colégio de optometristas do Reino Unido "Ophthalmic and Physiological Optics", no próximo mês.

Pela análise aos resultados dos 100 alunos já reavaliados, pode-se concluir que há uma tendência para o aumento da miopia. Há entre 30 a 40 alunos em que se notou um aumento da miopia em cerca de 0,5 dioptria; entre oito a dez, que aumentaram cerca de uma dioptria; e há um "paciente" que aumentou três dioptrias. Especialistas norte-americanos concluíram que o normal é que haja um aumento médio de meia dioptria em três anos. Notou-se neste estudo da UM que este aumento tem sido superior à média deste valor. O inquérito sobre os hábitos visuais semanais dos participantes, para se saber quantas horas passam a estudar, a ver televisão ou a jogar ou a trabalhar nos computadores revelou que os estudantes que ocuparam mais tempo nestas actividades aumentaram a sua miopia. Jorge Jorge explica, no entanto, que isto significa que a miopia não aumentou apenas nos míopes; mas os que anteriormente eram normais (emétropes), ficaram ligeiramente míopes e os que eram hipermétropes baixaram a graduação no sentido da miopia. Aliás, os especialistas já chamam a miopia, em tom de brincadeira, a evolução da espécie. «É o homo sapiens sapiens miopus». Estudos realizados com esquimós revelaram que o avôs não tinham miopia, alguns pais já tinham e os netos, que são obrigados a ir para a escola, começam a ser míopes. É a adaptação do ser humano às novas actividades.

Ainda no âmbito deste trabalho, entre Maio e Junho próximos, esta equipa vai fazer mais um inquérito, desta vez através de mensagens por telemóvel, de forma anónima, para garantir maior veracidade das respostas, permitindo aos técnicos saber se o aluno está no computador, a ler ou a ver televisão. Jorge Jorge recorda que nas últimas duas ou três décadas tem-se verificado, em todo mundo, o aparecimento de problemas visuais, especialmente a progressão de miopia em adultos jovens. Os erros chegam a atingir proporções "epidémicas" em países asiáticos, com especial incidência em Tawain e Hong Kong, com cerca de 80 por cento de míopes. Na Europa esses valores são menores, podendo atingir os 35 por cento na Escandinávia e 45 por cento na Península Ibérica.

[Francisco de Assis - com colaboração de Leonardo Silva]

 


 

Despacho Normativo n.º 15/2005

28 de Fevereiro de 2005

[Aprova o Regulamento do Júri Nacional de Exames, o Regulamento dos Exames Nacionais do Ensino Básico e o Regulamento dos Exames do Ensino Secundário]

 

Exames de alunos com NEE de carácter permanente

14 - Os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente devidamente comprovadas são avaliados em conformidade com n.os 77, 78 e 79 do Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro, e podem beneficiar de condições especiais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto, na realização dos exames nacionais.

15 - Exames nacionais de Língua Portuguesa e de Matemática do 9.º ano de escolaridade:
15.1 - O JNE elabora as instruções que se tornem necessárias relativamente a aspectos específicos a considerar na realização das provas de exame dos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente.
15.1.1 - Os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente devidamente comprovadas prestam as provas de exame previstas para os restantes examinandos, podendo, no entanto, beneficiar de medidas do regime educativo especial, ao abrigo do citado decreto-lei.
15.1.2 - A adopção de qualquer medida do regime educativo especial exige que a mesma esteja estabelecida no plano educativo individual do aluno, devidamente explicitada, fundamentada e aprovada pelo órgão de gestão da escola/agrupamento, sendo a decisão da sua aplicação da responsabilidade deste órgão, com a anuência expressa do encarregado de educação.
15.1.3 - Compete ao órgão de gestão da escola designar um docente especializado na área da deficiência visual, responsável pela descodificação das provas em braille, ou solicitá-lo à respectiva direcção regional de educação.
15.1.4 - Os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente que tenham seguido, ao longo do seu percurso educativo, currículo escolar próprio definido na alínea a) do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto, podem realizar exames a nível de escola, equivalentes a exames nacionais, sob proposta do conselho de turma.
15.2 - As provas de exame a nível de escola equivalentes a exames nacionais das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática são elaboradas sob orientação e responsabilidade do conselho pedagógico, que define os respectivos critérios de elaboração e classificação por proposta do grupo disciplinar ou departamento curricular.
15.2.1 - Para a elaboração das provas é constituída, para cada uma das disciplinas, uma equipa de dois professores, da qual devem fazer parte um professor profissionalizado dessa disciplina que será o coordenador e um professor que tenha leccionado a disciplina. Esta equipa deve contar com a colaboração do docente de apoio educativo, com formação especializada em educação especial, na área de especialidade requerida pela necessidade educativa especial em causa, sempre que possível.
15.2.2 - Compete ao coordenador de cada uma das disciplinas ou ao coordenador do departamento curricular assegurar o cumprimento das orientações e decisões do conselho pedagógico.
15.2.3 - Ao presidente/director compete, ouvido o conselho pedagógico, assegurar a constituição das equipas de elaboração das provas de exame a nível de escola.
15.2.4 - Após a realização de cada prova de exame, os critérios de classificação devem ser afixados em lugar público da escola.
15.2.5 - Aos professores que intervenham na elaboração das provas de exame podem ser concedidos até dois dias de dispensa do serviço lectivo, ao critério do presidente/director.
15.2.6 - A correcção/classificação de todos os exames a nível de escola equivalentes a exames nacionais são da responsabilidade do JNE, devendo ser enviados ao respectivo agrupamento de exames.
15.2.7 - Os exames a nível de escola realizam-se nas datas estabelecidas no calendário dos exames nacionais.
15.2.8 - As pautas de exame não devem mencionar a deficiência do aluno.
15.2.9 - Os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente que frequentam um currículo alternativo ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto, não realizam as provas dos exames nacionais do 9.º ano do ensino básico.

Exames nacionais dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico:

16.1 - Os candidatos autopropostos com necessidades educativas especiais de carácter permanente que pretendam usufruir de condições especiais na realização dos exames nacionais dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico devem, no acto de inscrição, apresentar requerimento nesse sentido dirigido ao presidente do JNE.
16.1.1 - O requerimento deve ser acompanhado de relatório de médico da especialidade ou de diagnóstico psicológico, conforme a justificação alegada, e de outros documentos considerados úteis para a avaliação da deficiência.
16.1.2 - Os candidatos autopropostos com necessidades educativas especiais de carácter permanente podem realizar as provas escritas dos exames nacionais usufruindo de medidas do regime educativo especial ao abrigo do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto. Podem, também, ser dispensados das provas orais se a deficiência assim o exigir, sendo, neste caso, a classificação final da disciplina a obtida na componente escrita do exame nacional.
16.1.3 - As pautas de exame não devem mencionar a deficiência do aluno.

Exames do Ensino Secundário:

21.5 - Os candidatos internos, externos e autopropostos que pretendam ficar abrangidos pelas disposições aplicáveis aos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente devem, no acto de inscrição, apresentar requerimento nesse sentido, dirigido ao presidente/director.
21.6 - O requerimento deve ser acompanhado de relatório de médico da especialidade ou de diagnóstico psicológico, conforme a justificação alegada, e de outros documentos que sejam considerados úteis para a avaliação da deficiência, bem como de um relatório síntese sobre os meios técnicos e pedagógicos específicos que eventualmente tenham sido utilizados.
21.7 - A comprovação da deficiência não é exigida aos alunos que a tenham apresentado anteriormente no estabelecimento de ensino em que se inscrevem ou em outro qualquer, devendo, neste caso, o requerimento do aluno ser acompanhado de fotocópia dos relatórios devidamente autenticada pela escola onde se encontram arquivados.

38 - Candidatos com necessidades educativas especiais de carácter permanente:
38.1 - Os candidatos com necessidades educativas especiais de carácter permanente devidamente comprovadas prestam em cada curso as provas de exame previstas para os restantes examinandos, podendo, no entanto, beneficiar de condições especiais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de Agosto.
38.2 - As condições especiais dependem de autorização prévia do JNE.
38.3 - O JNE elabora as instruções que se tornem necessárias relativamente a aspectos específicos a considerar na realização das provas de exame dos alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente.
38.4 - As pautas de exame não devem mencionar a deficiência do aluno.

41 - Candidatos com deficiência visual permanente bilateral - cegueira e baixa visão - cuja aprendizagem escolar no ensino secundário exigiu meios auxiliares específicos, adaptações curriculares e abordagens pedagógicas especializadas constantes do seu plano educativo individual.
41.1 - A avaliação sumativa externa dos alunos com necessidades educativas especiais devidas a deficiência visual permanente bilateral - cegueira e baixa visão - que frequentam o 12.º ano dos cursos do ensino secundário reveste a forma de exames a nível de escola, permitindo a obtenção do diploma de conclusão do ensino secundário.
41.2 - A avaliação sumativa externa dos alunos com necessidades educativas especiais devidas a deficiência visual permanente bilateral - cegueira e baixa visão - que frequentam o 12.º ano dos cursos do ensino secundário e pretendam candidatar-se ao ensino superior reveste a forma de:
41.2.1 - Prestação de exame nacional na disciplina de Português A ou B, de acordo com o agrupamento/curso frequentado;
41.2.2 - Prestação de exame nacional nas disciplinas que queiram eleger como provas de ingresso para candidatura ao ensino superior;
41.2.3 - Prestação de exame a nível de escola nas restantes disciplinas sujeitas a exame nacional.
41.3 - A elaboração das provas de exame a nível de escola previstas nos n.os 41.1 e 41.2.3 deve contemplar os mesmos objectivos e conteúdos estabelecidos para os correspondentes exames nacionais.
41.4 - As provas referidas nos n.os 41.1 e 41.2.3 são elaboradas sob a orientação e responsabilidade do conselho pedagógico, que define os respectivos critérios de elaboração e classificação, por proposta do grupo disciplinar ou do departamento curricular, com observância do disposto nos n.os 17.1.1, alíneas e), f), g) e h), e 17.1.2 do presente Regulamento.
41.5 - Compete ao órgão de gestão da escola designar o docente especializado na área da deficiência visual, responsável pela descodificação das provas em braille, ou solicitá-lo à respectiva direcção regional de educação.
41.6 - Os alunos que tenham obtido o diploma do ensino secundário nos termos do n.º 41.1 e decidam posteriormente candidatar-se ao ensino superior ficam sujeitos ao disposto nos n.os 41.2.1 e 41.2.2 do presente Regulamento, sendo nesta situação indispensável obter no exame nacional da disciplina de Português A ou B, de acordo com o agrupamento/curso frequentado, classificação igual ou superior a 10 valores, calculada por arredondamento às unidades.
41.7 - Os alunos que já tenham concluído o ensino secundário poderão obter melhoria de classificação nas disciplinas que não elegeram como provas de ingresso para candidatura ao ensino superior, mediante a realização de exame a nível de escola prestado na situação de alunos autopropostos e nas condições legalmente adiante estabelecidas para os exames de melhoria de classificação.
41.8 - A correcção/classificação das provas de todos os exames previstos nos n.os 41.1, 41.2, 41.6 e 41.7 são da responsabilidade do JNE, devendo ser enviadas ao respectivo agrupamento de exames.
41.9 - Os candidatos com deficiência visual permanente bilateral - cegueira e baixa visão - cuja aprendizagem escolar no ensino secundário exigiu meios auxiliares específicos, adaptações curriculares e abordagens pedagógicas especializadas constantes do seu plano educativo individual, quando abrangidos pela alínea b) do n.º 1.4.2 do presente Regulamento, podem também beneficiar das condições previstas nos n.os 41.1, 41.2, 41.6 e 41.7.

in  http://dre.pt/index.html

 


 

Câmara montada em óculos pode restaurar visão


Aine Gallagher

21 Fev. 2005

BRUXELAS (Reuters) - Uma pequena câmara montada em um óculos e conectada ao nervo óptico pode restaurar a visão de milhares de pessoas que sofrerem de deterioração da retina, afirmaram especialistas europeus na segunda-feira.

O avanço médico tem o potencial de ajudar 300 mil europeus cuja visão foi enfraquecida conforme a fina camada de tecido celular que envolve o olho e processa as imagens se deteriora, afirmou o professor belga Claude Veraart, em conferência.

"Implantámos o dispositivo em dois pacientes até agora", disse Veraart, da Universidade Católica de Louvain-la-Neuve, próxima a Bruxelas.

Uma câmara montada nos óculos envia imagens para um aparelhos electrónico implantado atrás do olho e estimula o nervo óptico que passa a informação visual ao cérebro.

A tecnologia pode ajudar também pessoas com doenças na retina e outras degenerações, que podem levar à perda dos detalhes das imagens, uma das principais causas da deficiência visual nos Estados Unidos.

Baseado no preço de aparelhos auriculares conhecidos como Cochlear, que também envolve a inserção de componentes na cabeça, a nova tecnologia vai custar cerca de 20 mil euros, afirmou Veraart.

Cinquenta equipas de cientistas ao redor do mundo trabalham em tecnologia similar, mas o projeto belga, que coordena um esforço pan-europeu de pesquisadores na França e Alemanha, obteve os melhores resultados, acrescentou.

A Comissária da Sociedade da Informação, Viviane Reding, afirmou que o dispositivo pode começar a ser vendido no mercado entre 2008 e 2010.

A Comissão Européia, que vai gastar 3,6 bilhões de euros em projetos de tecnologia da informação e comunicação entre 2002 e 2006, garantiu 2,79 milhões de euros em pesquisa de tratamento de deficiência visual.

http://www.portaldaretina.com.br/Início/noticias

 


 

Mestrado em Reabilitação na
Especialidade de Deficiência Visual

Início do curso: 18 de Fevereiro de 2005

Informações: http://www.fcm.unl.pt ou 21.9903.000

 


 

Bolsa da ONCE para Curso de Fisioterapia em Madrid

16 Fevereiro 05

A ONCE disponibiliza Bolsa para Curso de Fisioterapia em Madrid. Os candidatos devem preencher os seguintes requisitos:

  • Habilitação mínima 12º ano ou equivalente no decorrer do presente ano lectivo
  • Domínio do idioma espanhol falado e escrito
  • Adequada orientação e mobilidade
  • Não possuir outra deficiência além da visual que dificulte o exercício da função.

Os interessados deverão contactar Rosário Cunha na Direcção Nacional da ACAPO, por telefone 213244500, fax: 213428518 ou e-mail: rosariocunha@acapo.pt até ao dia 18.02.2005 inclusive.

 


 

Batalha Vai Ter Parque de Lazer para Cegos

Público

16 de Fevereiro de 2005

O primeiro parque de lazer para cegos em Portugal vai nascer em breve em Pia do Urso, Batalha, incluindo percursos e peças em miniatura de monumentos destinados a invisuais. Hoje será celebrado o acordo de financiamento da obra, orçada em cerca de 200 mil euros, que vai incluir várias "opções sensoriais" para os invisuais, explicou à agência Lusa António Lucas, presidente da autarquia.

O parque sensorial irá incluir pequenas miniaturas de monumentos do concelho para que "um cego, através do tacto, perceba o que existe". Também a história do município e a descrição da paisagem envolvente estarão escritas em "braille". O parque terá também percursos em zonas onde foram colocadas plantas "com perfumes muito fortes", de modo a que possam ser sentidos pelos cegos.

A ideia nasceu depois da autarquia ter tido conhecimento de um parque deste tipo na Áustria, pelo que a proposta de construir um parque de lazer na Pia do Urso, freguesia de São Mamede, foi encarada "desde o início" como uma oportunidade para realizar uma obra semelhante. A obra será financiada em 75 por cento pelo programa Agris, através da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL).

 


 

"Orientação para todos"

Janeiro 2005

 

A Associação de Comandos - Delegação de Coimbra - é a entidade responsável pelo Projecto "Orientação para todos" que decorrerá de Janeiro a Novembro de 2005, sob coordenação e gestão do Professor Júlio Damas Paiva.

As actividades escolhidas foram as do lazer ou desporto e os objectivos mais concretos serão os de iniciar esta actividade de colaboração, nas provas de "Trail Orienteering" ou "Orientação na Floresta" dirigidas a pessoas portadoras de deficiência, nomeadamente de deficiência visual.

Trail Orienteering [Trail O] é uma prática desportiva, realizada ao ar livre, adaptada para os que apresentam uma deficiência física mas onde não existirá qualquer classificação por grau ou tipo de deficiência, ou ainda por idade ou sexo.

É uma forma de “desporto para todos” que não necessita de pavilhões ou campos desportivos estruturados e cujo equipamento é bastante acessível. O local da realização é no exterior.

O Trail O é uma versão adaptada das provas de Orientação pedestre [prática que combina o caminhar depressa com navegação precisa]. A adaptação mais conhecida para as pessoas com deficiência, é dirigida para os que utilizam cadeira de rodas.

Nas provas de orientação convencional, os atletas, enquanto correm, deverão interpretar um mapa que lhes é entregue à partida. Deverão visitar uma série de pontos de controle existentes no mapa, onde lhes é controlado o tempo de passagem. O vencedor é o que completa a corrida com menor tempo tendo encontrado todos os pontos de controle situação que é comprovada pelo picotador lá existente.

O Trail O elimina completamente o elemento velocidade, mas obriga a uma interpretação mais cuidadosa do mapa, já que no ponto de controle encontram-se colocadas mais que uma marca e só uma é que deverá ser utilizada. O único equipamento especial é a bússola.

Nos diferentes locais do trajecto, estarão disponíveis pessoas [guias] que poderão prestar ajuda física, se necessário, mas nunca ajuda no processo de decisão

O vencedor será, em primeiro lugar, o que identificar correctamente o maior número de locais de controle. Porque poderá acontecer que exista igualdade, desempata-se com o tempo utilizado na identificação de um ou dois pontos de controle.

Para a população com deficiência visual, esta prática - para além de uma óptima actividade ao ar livre - permitirá experimentar um espaço diferente e grande número de conceitos que somente conhece de forma abstracta.

A leitura de um mapa, a correspondente leitura da bússola, a procura dos sinais existentes no terreno, o caminhar na direcção indicada, certamente ajudarão a uma melhor estrutura mental do espaço e consequentemente a uma maior independência, contribuindo para a obtenção de uma maior confiança na tomada de decisões com que a pessoa cega se confronta no seu dia a dia.

 


 

 Coimbra ajuda crianças com baixa visão

Paula Figueiredo

Diário de Coimbra

24 Janeiro 2005

A vida nem sempre corre como planeamos. Isto, todos o aprendemos, mais cedo ou mais tarde. E então dois caminhos se nos oferecem: amuar com o destino ou dar-lhe a volta e trilhar novos percursos. Esta foi a escolha de Catarina quando, há cinco anos, se confrontou com «um diagnóstico negro»: a sua primeira filha iria ficar cega. Hoje, coordena um projecto pioneiro em Portugal e revela que Laura vai aprender a ler como qualquer criança dita normal

O entusiasmo que coloca nas palavras é idêntico ao que a move nas acções: pelo corredor do Núcleo Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (NRC-APPC), de cujo tecto chovem estrelas douradas de Natal, Catarina Porto vai apresentando a instituição sedeada no Vale das Flores e, transposta a porta do gabinete, revela alguns dos materiais produzidos. O que salta à vista são as cores fortes e fluorescentes, o brilho, os contrastes preto/branco, os relevos: um rosto humano onde se destacam contornos, pestanas e cabelos; uma almofada com flores de pétalas coloridas, de diferentes texturas e com diversos sons; uma botinha de pano para sinalizar os pés do bebé...

Porque os estudos indicam que, nos primeiros anos de vida, a esmagadora maioria das aprendizagens se processa através da visão, urge intervir precocemente. «Todas as crianças nascem com visão imatura. A visão não é inata, desenvolve-se como qualquer outro mecanismo. Num bebé com capacidades, desenvolve-se naturalmente. Em crianças com problemas, há que avaliar o que vêem e o que podem ver», explica Catarina. Quais os grupos de risco? Por exemplo, bebés prematuros, crianças com multideficiência ou com Síndrome de Down (Trissomia 21). Um bebé que não reage a estímulos, que não entra em interacção, que parece alheado do que o rodeia não tem necessariamente problemas cognitivos. Pode ser, simplesmente, uma criança que não vê bem.

A profissão de tradutora, iniciada depois da licenciatura em Inglês/Alemão, ficou para trás quando se lançou em busca de respostas. Viagens ao estrangeiro e muitas horas de pesquisa na internet colocaram-na em contacto com especialistas. Então, «o diagnóstico de cegueira transformou-se numa possibilidade de visão» e Catarina apercebeu-se do muito que faltava fazer: «A estimulação visual é muito recente e é uma área em geral carenciada entre nós». Formação e materiais já existentes tinham como alvo crianças do 1º ciclo. Mas «é possível avaliar desde as primeiras semanas» e uma intervenção multidisciplinar atempada pode fazer a diferença entre a cegueira e a capacidade de ver. No entanto, há que «saber como, para não desistir à primeira», porque é preciso fornecer o estímulo adequado e ter consciência de que um bebé pode demorar meses a reagir.

Brincar como uma criança

«A ludicidade era muito coarctada nestas crianças, sobretudo nas que tinham multideficiência». O tom sereno das palavras não disfarça a profunda indignação de Maria Pilar Ribeiro, da Direcção da APPC e colaboradora no projecto. «A reabilitação e a escolarização esqueciam esta área», prossegue, e o material disponível nas escolas não contemplava a importância de «brincar pelo prazer de brincar». Tendo presente que mais de três quartos das crianças com paralisia cerebral sofrem de algum tipo de deficiência visual, percebe-se a urgência de agir. «Introduzimos brinquedos o mais precocemente possível», continua esta especialista no ensino de meninos com essa deficiência, «com a preocupação da adequação à especificidade de cada criança» e aliando a componente lúdica à pedagógica. Exemplos? Uma criança com baixa visão pode brincar às casinhas com objectos coloridos do nosso quotidiano ou fazer um jogo, se as peças tiverem o tamanho conveniente. E nem sempre as soluções têm que vir de fora. Não é difícil sinalizar um corrimão ou as instalações sanitárias com tintas, tecidos ou cartões coloridos. Nem pôr à disposição dessas crianças brinquedos apropriados. Quem o afirma é Catarina, que acrescenta: «Uma criança com baixa visão sem materiais acessíveis não se mexe do sítio onde está, não vai ter com o brinquedo se não o vê. É tratada como os outros mas não tem os mesmos direitos, nomeadamente o direito de brincar».

Dez anos depois da Declaração de Salamanca, que enuncia os princípios básicos da integração das crianças com necessidades educativas especiais, ainda se esquece frequentemente que se trata de «um trabalho conjunto com os pais, técnicos e escola. É preciso ter abertura para aprender e ir adequando», frisa Catarina.

Quem quiser fazê-lo, pode contar com a disponibilidade do NRC-APPC. «É prática da casa divulgar e abrir à comunidade», afirma Pilar, bem como estabelecer parcerias com quem tem experiência na matéria, em Portugal ou lá fora, nomeadamente com os países nórdicos e com o Brasil. No terreno, é um trabalho «muito gratificante em termos humanos», afirmam ambas. «Quando se vê que uma criança começa a reagir e a ter uma qualidade de vida completamente diferente é das melhores sensações que se pode ter na vida», confessa Catarina. Para Laura, a aprendizagem das letras, chave de um mundo que lhe estava vedado, será o melhor testemunho de que se deve tentar o impossível.

De pequenino se traça o destino

“Aprender a ver e a brincar – recursos lúdico-pedagógicos para diagnóstico e estimulação da visão funcional, do desenvolvimento e da aprendizagem activa de crianças com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins a partir dos 0 anos de idade”: o nome fica aquém da ambição deste projecto do Núcleo Regional do Centro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (NRC-APPC). Iniciado em Outubro de 2004 e com duração prevista de um ano, visa conceber, testar, produzir e divulgar brinquedos, objectos da vida diária e de uso pessoal, livros e material multimédia adequados à avaliação precoce das funções visuais e à estimulação da visão residual das crianças com diagnóstico de baixa visão, desde as primeiras semanas até à entrada no 1.º ciclo. O manual informativo que vai acompanhar esses materiais facilitará a sua utilização quer em casa, quer na escola, bem como a sua reprodução.

A equipa coordenada por Catarina Porto é constituída por profissionais de áreas diversas (especialistas em paralisia cerebral e em deficiência visual, psicologia, terapia ocupacional, Belas-Artes...) e conta com a colaboração de Lea Hyvärinen.
O projecto é co-financiado pela Fundação Oriente e pela Johnson & Johnson para a Saúde e o NRC-APPC espera poder continuar a desenvolver trabalho nesta área, mesmo depois de Outubro de 2005.
Quase três centenas dos 1700 utentes apoiados pelas equipas multidisciplinares do NRC-APPC são cr4ianças entre os 0 e os 10 anos. É a pensar nelas que a Oficina do Brinquedo procede já à adaptação de material lúdico e pedagógico.

 


 

 Páginas Amarelas em Braille

12-01-2005

Portugal Diário

A Páginas Amarelas SA vai distribuir gratuitamente 600 exemplares da Lista Telefónica Norte 2004/05 em alfabeto Braille, destinados à população cega e amblíope da região, anunciou hoje fonte da empresa.

Esta edição contém informações de utilidade pública, números de telefone de emergência e de serviços de aconselhamento e apoio, à semelhança das edições correntes das listas telefónicas.

A distribuição, que resulta de um acordo tripartido entre a Páginas Amarelas, a PT e a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), será feita nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real.

No âmbito desta parceria, cabe às Páginas Amarelas a compilação de dados e os custos inerentes à edição das listas, enquanto à PT compete a actualização e validação da informação que constar das Listas.

A ACAPO encarrega-se da distribuição das listas aos seus associados e a outras entidades directamente ligadas a esta comunidade.

 


 

 Diário da República com página nova

04-01-2005

Portugal Diário

Uma nova página do Diário da República Electrónico vai estar disponível gratuitamente e com uma formatação mais acessível para cegos a partir de quinta-feira, mas conta já com cerca de uma centena de interessados.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) e do Secretariado Nacional de Reabilitação e Integração de Pessoas com Deficiência (SNRIPD), que pretendem desta forma facilitar o acesso de pessoas com necessidades especiais ao Diário da República Electrónico (DRE).

De acordo com Sandra Costa, da INCM, o "normal site do Diário da República" mantém-se, mas foi criado "um portal paralelo de acesso gratuito e com uma formatação específica que visa facilitar a navegação a pessoas com deficiências várias, mas sobretudo aos cegos e amblíopes".

Este site, que será acessível apenas a deficientes, terá especificidades como "explicação de imagens, identificação de títulos e sub-títulos e outros marcadores especiais", além da função que já existe no portal normal de permitir a impressão em Braille.

Mas para este novo sistema é necessário que os invisuais disponham já de equipamento específico, como um aparelho ligado ao computador que faz a transcrição directa em Braille ou um sintetizador de voz.

Sandra Costa explicou que a atribuição destes equipamentos não está prevista no âmbito deste acordo, apenas a criação de um site de acesso mais fácil e gratuito.

No entanto, Adalberto Fernandes, do SNRIPD, afirmou que os deficientes que utilizam, ou interessados em utilizar, o Diário da República Electrónico já dispõem desses equipamentos, até porque normalmente são "pessoas qualificadas, com formação de base que justifica o interesse pelo DRE".

"Os principais utilizadores são juristas, é natural que já tenham equipamentos e terminais, mas de qualquer forma podem ser fornecidos a quem não os tenha através de financiamentos de ajudas técnicas", acrescentou.

No âmbito deste acordo, cabe ao SNRIPD receber os pedidos dos interessados, certificar-se de que são realmente deficientes, fazer as respectivas inscrições e abrir as contas naquele site.

"O SNRIPD compromete-se a tratar das inscrições a partir dos pedidos, mediante informação escrita de pessoas individuais ou colectivas integradas nas pessoas com deficiências, com particular prioridade para cegos e amblíopes", afirmou Adalberto Fernandes.

Segundo o responsável, todo este procedimento é fundamental para "evitar utilizações abusivas", mas basta a apresentação da certidão multiuso (uma certidão médica que os deficientes possuem e que serve para todos os efeitos) para que o interessado seja inscrito.

Adalberto Fernandes disse ainda que os pedidos não têm obrigatoriamente que ser feitos pelos próprios, mas por associações de deficientes que, como intermediárias, podem tratar de todo o processo.

"A inauguração deste serviço tem a particularidade de decorrer precisamente no dia de Braille, dia 06 deste mês", afirmou, acrescentando que apesar de ainda faltar algum tempo, existem já "perto de cem interessados em aderir ao novo Diário da República Electrónico".


  Manuais escolares em CD-ROM
para 2004-2005

 

O Centro de Recursos da Educação Especial disponibiliza - para alunos com limitações acentuadas no domínio motor e no domínio sensorial da visão, que utilizem computador como meio de acesso ao currículo - manuais escolares em CD-ROM, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre o Ministério da Educação e as seguintes editoras:

Areal Editora
Didáctica Editora
Lisboa Editora
Plátano Editora
Porto Editora
Santillana (Constância) Editores
Texto Editora

Contacte: 

Centro de Recursos da Educação Especial
A/c Margarida Carneiro
Travessa das Terras de Sant'Ana n.º 15
1250-269 Lisboa

Telefone: 21 389 52 53

Para informação adicional consulte: www.dgidc.min-edu.pt/especial


 

    

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