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 Sobre a Deficiência Visual

O Aluno Deficiente Visual

site A Deficiência
 



Deficiência Visual

Deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico. De entre os deficientes visuais, podemos distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.
 

Características da criança com deficiência visual

  • A criança deficiente visual é aquela que difere da média, a tal ponto que irá necessitar de professores especializados, adaptações curriculares e/ou materiais adicionais de ensino, para ajudá-la a atingir um nível de desenvolvimento proporcional às suas capacidades;
  • Os alunos com deficiência visual não constituem um grupo homogéneo;
  • Os portadores de deficiência visual apresentam uma variação de perdas que se poderão manifestar em diferentes graus de acuidade visual;


Adaptações educacionais para os deficientes visuais

  • A educação da criança deficiente visual pode processar-se por meio de programas diferentes, desenvolvidos em classes especiais ou na classe comum, recebendo apoio do professor especializado;
  • As crianças necessitam de uma boa educação geral, somada a um tipo de educação compatível com seus requisitos especiais, fazendo ou não, uso de materiais ou equipamentos de apoio.
  • A educação do deficiente visual necessita de professores especializados nesta área, métodos e técnicas específicas de trabalho, instalações e equipamentos especiais, bem como algumas adaptações ou adições curriculares;
  • A tendência actual da educação especial é manter na escola comum o maior número possível de crianças com necessidades educativas especiais;
  • Cabe à sociedade a responsabilidade de prover os auxílios necessários para que a criança se capacite e possa integrar-se no grupo social.


Princípios da educação do deficiente visual

  • Individualização
  • Concretização
  • Ensino Unificado
  • Estímulo Adicional
  • Auto-Actividade


Estimulação dos sentidos:

  • Estimulação visual
  • Estimulação do tacto
  • Estimulação auditiva
  • Estimulação do olfacto e do paladar


Estimulação visual

  1. Motivar a criança a alcançar, tocar, manipular e reconhecer o objecto;
  2. Ensinar a “olhar” para o rosto de quem fala;
  3. Ajustar uma área onde a criança possa brincar em segurança e onde os objectos estejam ao alcance dos seus braços;
  4. O educador pode usar fita-cola de diferentes cores para contrastarem com os objectos da criança, de modo a torná-los mais visíveis.


Estimulação do tacto

  1. Discriminar diferentes texturas;
  2. Experimentar materiais com formas e feitios com contornos nítidos e cores vivas;
  3. Distinguir a temperatura dos líquidos e sólidos;
  4. Mostrar como pode manipular o objecto.


Estimulação auditiva

  1. Ouvir barulhos ambientais, gravadores, rádios…;
  2. Identificar sons simples;
  3. Distinguir timbres e volumes dos sons;
  4. Discriminar a diferença entre duas frases quase iguais;
  5. Desenvolver a memória auditiva selectiva.


Estimulação do olfacto e do paladar

  1. Provar e cheirar diferentes comidas (salgadas, doces e amargas);
  2. Cheirar vinagre, perfumes, detergentes, sabonetes e outros líquidos com cheiros fortes.


Programa pré-escolar

Quando em idade pré-escolar, a criança deficiente visual necessita que se dê importância à “rapidez,” para que atinja o mesmo nível que os colegas normo-visuais. Para tal é particularmente importante que ela desenvolva:

  • capacidades motoras ;
  • capacidades da linguagem;
  • capacidades discriminativas e perceptivas .


Entrada para a escola

À entrada para a escola a criança com deficiência visual deve:

  1. Compreender o seu corpo;
  2. Ter a lateralidade desenvolvida;
  3. Estar desenvolvido no tacto;
  4. Estar desenvolvido auditivamente


Reabilitação

A Reabilitação é essencial no processo de inserção na sociedade, dado que a redução ou a privação da capacidade de ver traz consequências para a vida do indivíduo, tanto no nível pessoal como no funcional, colocando-o, na maioria das vezes, à margem do processo social, segurança psicológica e nas habilidades básicas;


Sala de recursos

Estas salas podem estabelecer uma alternativa de qualidade se tivermos em conta determinadas características, tais como:

  • necessidade de um apoio individualizado;
  • necessidade de um currículo com objectivos funcionais;
  • ambientes estruturados e securizantes;
  • equipamentos e materiais específicos;
  • problemas de saúde graves;
  • necessidade de gestão de tempos específicos.


Currículo escolar e a deficiência visual

Os programas educativos direccionados para os deficientes visuais devem ir ao encontro das mesmas áreas e actividades que se encontram nos programas regulares (sendo feitas adaptações consoante as necessidades e dificuldades dos alunos).


O reforço pedagógico e a coordenação técnico-docente

  • Ajuste do tempo ao seu ritmo de trabalho;
  • Planificação de Actividades;
  • Adaptação do Processo de Avaliação.



Orientação e movimentação da criança com deficiência visual no espaço

Processo prolongado e sequenciado que deve começar o mais cedo possível. As técnicas mais utilizadas são:

  • Guia normovisual;
  • Uso da bengala;
  • Cão Guia;
  • Etc.


A aprendizagem da criança com deficiência visual

A capacidade de aprendizagem de uma criança não está directamente relacionada com o seu grau de visão; Depende do momento em que a criança perdeu a visão.


Adaptação do espaço

-> Serão necessárias adaptações no espaço se a dificuldade de visão for acrescida de outras;
-> Conhecer o ambiente escolar;
-> Na sala de aula é necessário:

  • Comunicação Oral;
  • Condições de iluminação;
  • Organização do espaço e dos materiais;
  • Estratégias e recursos.


Avaliação clínica

A Equipa deve ser constituída por:

  1. Professor do Ensino regular;
  2. Serviços Especializados de A.E.;
  3. Oftalmologista;
  4. Ortoptista;
  5. Técnico de Reabilitação;
  6. Psicólogo;
  7. Técnico de Serviço Social;


Avaliação funcional

-> Consiste em avaliar os aspectos funcionais da visão e as suas implicações educacionais;
-> Ocorre em contextos naturais e implica recolha de elementos relativos à forma como a pessoa utiliza a sua visão em ambientes com condições diferentes;


Avaliação

A avaliação deve ter em conta:

  1. Idade do início das dificuldades visuais;
  2. Modo de progressão da perda de visão - lento ou abrupto;
  3. Causa dessas dificuldades: sistémica (ex. diabetes), ou confinada ao olho;
  4. Se a patologia é hereditária, congénita, ou adquirida (antes dos 5 anos ou após este período);
  5. Se o prognóstico é estacionário ou evolutivo.

A avaliação para ser eficaz deve:

  • Utilizar formas de comunicação que a criança/jovem compreenda;
  • Incluir objectos e materiais familiares interessantes;
  • Apresentar esses materiais e objectos de forma contextualizada, baseada numa aprendizagem significativa e estruturada;
  • Organizar e provocar situações de aprendizagem estruturada mediante a utilização de objectos e materiais, apresentados em contextos naturais

 

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Fonte: site A Deficiência

 

 

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2.Set.2011
publicado por MJA