Ξ  

 

 Sobre a Deficiência Visual

Tenho um Bebé no Berço

Mara Siaulys
 

Virgen, Nino Y dos Angeles Ciegos
A Virgem, o Menino e dois Anjos Cegos

 

Tenho muito clara na memória a lembrança do momento em que olhei para meu bebé cego e pensei: O que faço agora? Como poderei me comunicar com ele? De que forma vou educá-lo? Como ele irá conhecer o mundo, aprender como as outras crianças, sem enxergar? Essa é uma hora difícil para toda mãe e no início parece uma tarefa impossível. Foi difícil para mim e é difícil para todas as mães. Nenhuma delas está preparada para ter um bebé diferente daquele que imaginou, é normal o sentimento de impotência. O fundamental, entretanto, é saber a importância de nosso papel junto a ele e raramente a mãe se esquece disso. Todas as mães são importantes para seu bebé, mas nós somos ainda mais.

Temos que interagir com ele o mais rapidamente possível, pois vamos facilitar seu contato e integração com o mundo a sua volta, o desenvolvimento dos sentidos, o aprendizado de habilidades e posturas, desde as muito simples até as mais complexas, sua independência para se deslocar e a autonomia para realizar ações. A mãe é a primeira professora do bebé e sua presença fundamental para que ele sinta segurança, tenha um pleno desenvolvimento afetivo e emocional, condições essenciais para sua perfeita integração social.

É normal que sintamos insegurança quanto ao futuro de nosso filho, mas temos que superá-la o mais rápido possível, procurando a forma ideal para nos relacionar, ajudando-o a se socializar e se educar. Devemos acreditar em seu potencial e transmitir-lhe nossa crença. Ele precisa de nosso apoio e envolvimento, pois não pode trilhar sozinho o caminho em direção à plena inclusão social.

Desde essa época adquiri a convicção de que o brinquedo e a brincadeira são as melhores formas de interação com a criança, uma maneira para ela aprender de forma espontânea, alegre, com muito prazer, sem pressões nem cobranças. Foi dessa forma que me comuniquei e interagi com Lara.

Trabalhei com crianças cegas e com baixa visão, voluntariamente, durante oito anos e há dez anos fundamos Laramara, Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, instituição que realiza um trabalho transdisciplinar, apoiando a criança, o jovem e o adulto desde o nascimento, visando sua inclusão à família, escola e sociedade. Laramara foi criada para dar oportunidade de educação a muitas crianças, em um local em que elas aprendessem com prazer, com brincadeiras e brinquedos, felizes. E também para compartilhar com as famílias nossa experiência, transmitir-lhes nossa fé, otimismo e crença no potencial de desenvolvimento de suas crianças.

Acolher a família, informá-la e orientá-la, dar-lhe, quando necessário, suporte psicológico, sempre foi uma grande preocupação nossa. Ela participa ativamente dos trabalhos da Instituição e para ela desenvolvemos inúmeros projetos. Criamos doze diferentes manuais para que tenha em mãos, de forma rápida e fácil, informações a respeito de situações do dia-a-dia, referentes às várias fases do desenvolvimento - bebé, pré-escolar e escolar. Todos têm linguagem simples e muitas ilustrações. Criamos o Espaço de Integração e Convivência da Família, onde todos podem permanecer, trocar experiências, participar de cursos, palestras, vivências, desenvolver brinquedos e livros, adaptar materiais, entender os aspectos referentes à educação e à importância do brincar e das brincadeiras para a vida da criança. Vários cursos são ali realizados, visando preparar as mães para novas profissões. O Grupo Êxito, composto de pais experientes, vai a hospitais e residências informar e apoiar as famílias que acabam de saber da deficiência de seu filho recém-nascido.

A Intervenção Precoce sempre foi uma das maiores preocupações da instituição, que reconhece sua fundamental importância. Este serviço evoluiu bastante, nestes dez anos, atendendo muitas crianças, dentre as quais, cerca de setenta por cento apresentam deficiência neuromotora associada à deficiência visual. Conta com profissionais de diferentes áreas: oftalmologia, ortóptica, fisioterapia, pedagogia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e área social. Seu objetivo é facilitar o processo de interação e comunicação da criança com a sua família, com as outras crianças, com as pessoas e o mundo à sua volta. A interação entre os grupos de crianças e suas mães e o brincar são as formas e os caminhos usados neste processo.

Importantíssima é a participação da mãe nos Programas de Avaliação e Orientação e, com ajuda do profissional, ela interage com o bebé, facilitando muito a convivência. Os outros elementos da família participam algumas vezes, principalmente aqueles que moram com a criança: o pai, irmãos, tios, avós e primos. Os irmãos recebem atenção especial, pois, sendo os companheiros mais próximos da criança com deficiência visual, precisam conhecer bem suas necessidades. As reuniões, vivências, encontros, seminários e palestras para os familiares são freqüentes e têm sido oportunidades muito boas para troca de experiências e informações. Sempre que possível tais eventos acontecem fora da Instituição, em ambiente propício para o descanso e diversão de toda a família.

A equipe de Intervenção Precoce realiza encaminhamento a creches e pré-escolas e orienta os funcionários diretamente e através de palestras, vídeos, etc. O Manual para Creches é mais um recurso para favorecer o processo de integração da criança deficiente visual, com sugestões, explicações, etc.

A formação de mães em atividades de vida diária para serem multiplicadoras junto a outras famílias de Laramara e na comunidade, em escolas e creches é um trabalho que vem dando efetivos resultados. Nos anos em que trabalhei e convivi com as crianças deficientes visuais, vi como as brincadeiras são fundamentais para elas, em todas as idades, desde bebés até adolescentes, mais ainda do que para as outras crianças. Constatei não existirem brinquedos adaptados que tornassem seu aprendizado significativo e alegre, que facilitassem a aquisição de conceitos e habilidades, preparando os sentidos, promovendo a interação, comunicação e socialização. Vi a necessidade de dar à criança cega a oportunidade de ter contato com o braile desde muito pequena, por meio de brinquedos, da mesma forma que as crianças que enxergam têm com as letras comuns. E comecei a adaptar brinquedos e materiais que servissem para as brincadeiras entre todas as crianças, as que enxergam e as que não enxergam. Continuo ainda hoje nessa atividade. Atualmente produzimos em Laramara cerca de cem brinquedos e materiais adaptados, apresentados no catálogo - Brincar Juntinhos - divulgado por todo o Brasil.

O bebé cego deve receber atenção especial para que não sofra atraso em seu desenvolvimento. Precisa de apoio, de brinquedos interessantes, feitos de materiais que possam ser percebidos pelos outros sentidos, de estímulo para imitar por outros meios que não o visual. Todas as atividades, desde as mais simples até as mais complexas devem ser ensinadas à criança cega, pois são funções que ela não pode imitar usando a visão: sentar, engatinhar, andar, comer, vestir, brincar. É dessa forma que ela pode aprender posturas, conceitos, habilidades, adquirir linguagem e comunicação.

É muito importante que tenha um ambiente de grande interação e comunicação, que participe da vida da família, da escola e da sociedade. A convivência, brincadeiras, otimismo, alegria e companheirismo vão ajudá-lo a aprender de modo espontâneo, desenvolver os sentidos, conhecer o ambiente, ter autonomia e independência nas ações, melhorar a auto-estima e a criatividade. Deve ser ativo, sair de casa, passear, fazer visitas, ir à escola, sentir o ambiente com todo o corpo: pisar descalço nos espaços internos e externos, estar ao ar livre para sentir o frio, o calor, o vento, a chuva, brincar na areia, ter contato com vegetais e flores. Enfrentar desafios e resolver problemas, desenvolver o corpo e a mente, adquirir capacidade de representação simbólica e vocabulário significativo.

Para que o bebé se desenvolva de forma harmoniosa e integral, precisa de amor, carinho e aceitação de todos que com ele convivem. É assim que ele vai ter segurança e auto-imagem positiva, enfim um bom desenvolvimento afetivo e emocional, essencial para sua vida.

A integração sensorial, habilidade de nosso cérebro para organizar as informações recebidas pelos órgãos dos sentidos, respondendo por meio de atividades motoras, e usar as informações no dia-a-dia, é fundamental para que a pessoa se integre ao ambiente e tenha vida ativa. A falta de integração das sensações poderá acarretar alterações no comportamento e dificuldades de adaptação. O desenvolvimento e a integração dos sentidos são muito importantes para o bebé cego.

Conhecer o próprio corpo e realizar as atividades comuns do dia-a-dia são pontos importantes para o desenvolvimento e integração dos sentidos e preparação das mãos para tocar outras pessoas e objetos, bem como explorar o ambiente. A consciência do corpo, da sua posição e movimentos no espaço é também essencial para a movimentação com independência.

O período sensório-motor, que vai dos 0 aos 24 anos meses, é muito importante para o bebé interagir com o mundo à sua volta, conhecer pessoas, ter curiosidade e vontade de procurar, tocar e manipular objetos. Nessa fase as mãos adquirem um papel fundamental, transformando-se em órgão de percepção, ajudando o bebé a compreender a permanência do objeto, a entender seu uso e função e as relações entre os objetos, a conhecer o próprio corpo, a adquirir os conceitos espaciais e muitos outros. A criança deve ser informada, por meio de pistas sonoras ou pelo toque, da presença do objeto ao alcance de sua mão; ajudada a localizar os objetos nos diferentes pontos do espaço, para assim desenvolver a busca tátil dirigida; motivada a utilizar suas mãos para descobrir o mundo, interessar- se por ele e compreendê-lo. Assim, vai juntar as mãos na linha média, desenvolver a coordenação bimanual, a preensão, a coordenação ouvido-mão, a coordenação motora fina, a busca de objetos, a exploração do ambiente.

Tocando o rosto e o corpo da mãe, ao ser carregado, manuseado e acariciado, o bebé vai poder distinguir o seu corpo do corpo de outras pessoas, entender a diferenciação entre o eu e o outro, o eu e o objeto.

A socialização da criança cega e seu pleno desenvolvimento físico e intelectual são essenciais para que possa se preparar para aprender o Sistema Braile, para estudar, trabalhar e tornar-se um membro efetivo da sociedade.

O período que vai desde o nascimento até a transformação do bebé em um jovem alfabetizado, integrado e participante na sociedade exige esforço, trabalho e boa vontade tanto da criança como de todas as pessoas de sua convivência. É necessário o constante envolvimento da família e de toda a comunidade nesse processo.

Os brinquedos adaptados e adequados para o reconhecimento pelos outros sentidos que não o visual e as brincadeiras são muito interessantes para promover o desenvolvimento sensorial, o aprendizado de conceitos e habilidades. Eles são excelentes para a interação com os pais, irmãos e amigos e importante instrumento de trabalho para os profissionais da área.

Os brinquedos que desenvolvi e os criados por colegas foram colocados no catálogo de brinquedos denominado Brincar Juntinhos, de Laramara, separados em nove seções. Com ele procuramos divulgar este material em todo o país, principalmente para aqueles que trabalham na área da deficiência visual, como nossa contribuição para a educação de todas as crianças com necessidades especiais do Brasil.


Fortalecer a musculatura do pescoço, favorecer o giro e controle cefálico.

  • ajudar a fortalecer a musculatura do pescoço, giro e controle da cabeça... A sentar, a engatinhar, andar... e a se deslocar no espaço
  • desenvolver a preensão, o tato para reconhecimento de formas e objetos
  • despertar a curiosidade e o desejo de conhecer, o prazer de procurar, tocar e manusear


Juntar as mãos na linha média - coordenar as mãos e ouvido-mão - adquirir consciência corporal

  • favorecer a abertura das mãos, sua junção na linha média, a coordenação bimanual
  • introduzir o aprendizado de cada parte do corpo, os nomes e usos


Desenvolver a preensão - Despertar a curiosidade, a busca dirigida, o desejo de pegar

  • desenvolver a preensão, estimulando o desejo de estender o braço, tocar e pegar por meio do som ou toque
  • despertar a vontade de procurar, pegar, apertar, raspar, chacoalhar, bater, morder
  • Iniciar o aprendizado de cores


Fortalecer as mãos - reconhecer os sons

  • ajudar no fortalecimento das mãos
  • favorecer a identificação e reconhecimento de sons do ambiente e a localização de objetos pelo som
  • iniciar o aprendizado de cores e o reconhecimento de texturas
  • estabelecer diferenças de peso


Despertar o prazer e a curiosidade de buscar e pegar, o sentido de busca e direção

  • despertar a curiosidade e o prazer de ver, buscar, fixar e seguir objetos a diferentes distâncias
  • desenvolver a coordenação olho-mão
  • desenvolver a preensão
  • introduzir o aprendizado das cores e discriminação de formas
  • favorecer a observação de figuras e seus detalhes
  • aprender a parear figuras e objetos concretos, comparar e parear
  • introduzir muitos objetos diferentes e favorecer a realização de ações


Integrar os sentidos - favorecer o desejo de manusear - representar com pintura e massinha

  • favorecer a integração dos sentidos e a percepção de objetos pelo tato, aroma e sabor
  • favorecer o desejo de manusear, brincar, empilhar, encaixar, enfiar contas, pintar e brincar com massinha
  • favorecer o reconhecimento dos alimentos pelo aroma, sabor, forma, textura e como prepará-los
  • desenvolver o jogo simbólico, o faz-de-conta


Integrar os sentidos - aprender conceitos e adquirir habilidades

  • favorecer o uso do tato para o reconhecimento de texturas, forma, temperatura, grandeza, peso, consistência e materiais de que são feitos os objetos
  • desenvolver pinça, encaixe
  • introduzir o aprendizado de classificação, seqüência e seriação
  • desenvolver a memória
  • desenvolver a estruturação e organização espacial, a lateralidade
  • incentivar a jogar, atirar, retomar, correr


Brincando, aprender as atividades do dia-a-dia

  • favorecer o aprendizado a respeito de objetos usados nas atividades cotidianas de alimentação, vestuário e higiene: abotoar e desabotoar, dar laço, usar zíper... dobrar roupa, pendurar
  • introduzir o aprendizado de cada parte do corpo, os nomes e usos
  • ajudar na identificação dos objetos pelo aroma


Reconhecer objetos pelo tato

  • incentivar a descoberta, identificação e reconhecimento de objetos, de suas características; estabelecer as diferenças e semelhanças entre eles; conhecer seus nomes, utilidade e saber como manejá-los
  • favorecer a ampliação de vocabulário... o desenvolvimento da linguagem, da comunicação


Brincar e movimentar-se - ajudar no conhecimento do corpo

  • introduzir o aprendizado de cada parte do corpo, os nomes e usos
  • desenvolver a auto-estima e auto-aceitação
  • incentivar a jogar, atirar, retomar, correr
  • despertar a curiosidade, o movimento com sentido de busca e direção
  • favorecer atividades como: saltar, agachar e levantar, rolar, pular corda, escorregar
  • ajudar no entendimento das regras do jogo e desenvolver a sociabilidade


Desenvolver noção de tempo

  • desenvolver a noção de tempo: hora, minuto, segundo, dia e noite, semanas, meses, ano
  • favorecer o aprendizado sobre o relógio e a leitura das horas
  • ajudar a estabelecer relação entre o tempo e fatos de sua própria vida
  • introduzir o conhecimento sobre fenômenos da natureza, estações do ano


Brincar com o braille - introduzir muitos objetos diferentes

  • ajudar na familiarização com os pontos e as letras do braile através das brincadeiras, do encaixe de pinos e peças
  • incentivar o conhecimento de grande variedade de materiais e objetos, o aprendizado da escrita e leitura de seus nomes
  • favorecer a ampliação do vocabulário...o desenvolvimento da linguagem, da comunicação


Ajudar na aquisição do conceito de número e quantidade

  • adquirir o conceito de número e quantidade
  • ajudar no aprendizado das operações matemáticas
  • ajudar no aprendizado da escrita, dos números em braile


Incentivar a leitura

  • favorecer o aprendizado da leitura e escrita braile
  • incentivar a leitura de pequenas histórias
  • ajudar no aprendizado da representação bidimensional de objetos, forma, grandeza cenas e histórias
  • incentivar a utilização de objetos concretos para representar cenas e histórias
  • ajudar na comunicação por meio da escrita


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMIRALIAN, Maria Lúcia T. Moraes. O psicodiagnóstico do cego congênito - aspectos cognitivos. Dissertação de Mestrado, IPUSP - SP, 1986.
AYRES, A. Jean. La integración sensorial y el niño. México, Editorial Trillas, 1998.
BARRAGA, Natalie. Increased visual behavior in low vision children - movimento, exploração e conhecimento espacial. American Foundation for the Blind, 1964.
BRUNO, Marilda M. G.. O desenvolvimento integral do portador de deficiência visual - da intervenção precoce a integração escolar. São Paulo, Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, 1993.
BRUNO, Marilda M. G.. Deficiência Visual: reflexão sobre a prática pedagógica. São Paulo, Laramara Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, 1997.
COSTALLAT, Dalila M. M. de. A psicomotricidade otimizando as relações humanas. Arte e Ciência, 2000.
Guia de estimulação precoce para crianças cegas, elaborado pela equipe do Instituto Nacional de Serviços Sociais, Madrid, 1986.
HYVARINEN, Lea. Desenvolvimento normal e anormal da visão. Setor de Reabilitação de Deficientes Visuais da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo,1998.
LEONHARDT, Mercè. El bebé ciego - primeira atencion - um enfoque psicopedagógico. Barcelona Masson, 1992.
MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Fundamentos de educação especial. São Paulo, 1982.
MONTAGN, Ashley. Tocar - o significado humano da pele. São Paulo, Summus Editorial Ltda., 1988.
NIELSEN, Lili. A mão que compreende.
ONCE, Centro de Reabilitação Visual. Myra y Pensa - projeto para o treinamento perceptivo visual de crianças cegas e com baixa visão de 5 a 11 anos. Royal National Institute for the Blind.
RESTREPO, Gladys Lopera, PATRONE, Angel Aguirre, CEBALLOS, Patrício Parada. Manual técnico de servicios de rehabilitación integral para personas ciegas o con baja visión em América Latina. Montevideo, Union Latinoamericana de Ciegos - ULAC, 2000.
REVUELTA, Rosa Lucerga. Palmo a palmo - a motricidade fina e a conduta adaptativa aos objetos nas crianças cegas. Revista Contato - conversas sobre deficiência visual, número 2, São Paulo

 

ϟ

A autora, Mara Siaulys, é mãe de Lara, cega desde bebé. Neste artigo, conta as suas experiências e dá idéias de como os pais podem estimular o desenvolvimento e o aprendizado de uma criança cega.

Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual,
Agosto de 1997.

Fonte: Rede SACI
 

 

Δ

28.Dez.2013
publicado por MJA