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 SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL

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Equilíbrio em crianças e jovens cegos e de baixa visão: efeito da preferência podal e da atividade física

Diana Rocha, Olga Vasconcelos & Paula Cristina Rodrigues
 


imagem: FRAGILE - Projecto europeu VoArte - é um encontro de dois mundos onde bailarinos e intérpretes com deficiência visual procuram desenvolver uma linguagem comum, enquanto exploram a sua própria voz individual.
 

RESUMO | O objetivo geral deste estudo foi caracterizar o nível de Equilíbrio (Eq) de indivíduos com Deficiência Visual (DV), nomeadamente com cegueira (CG) e baixa visão (BV), relacionando-a com a prática de atividade física, preferência manual (PM), preferência podal (PP), prematuridade e curso de Orientação e Mobilidade. O género e a idade serão igualmente analisados. A amostra foi constituída por 23 crianças e adolescentes com deficiência visual, com idades compreendidas entre os 9 e os 18 anos, praticantes e não praticantes de atividade física regular. Esta análise será realizada através da aplicação da “The Berg Balance Scale” ,na versão traduzida e adaptada para a língua portuguesa. A PM será avaliada através do “Inventário de Preferência manual de Edinburgh (modificado)” e a PP através do Questionário de preferência podal de Porac e Coren. Os resultados revelaram relativamente ao Eq diferenças estatisticamente significativas entre o tipo de DV, os sujeitos com BV obtiveram resultados superiores, assim como no possuir o curso de Orientação e Mobilidade, onde os sujeitos sem curso de orientação e mobilidade obtido melhores resultados.


INTRODUÇÃO

Em 2001 havia 636 059 pessoas com deficiência em Portugal das quais 163 467 tinham deficiência visual (DV), representando mais de um quarto da população com deficiência (4).

O desenvolvimento da criança cega, em termos posturais e de deslocamento, é mais lento que o da criança normovisual (5). Assim quando a estimulação da criança cega não é precoce, a coordenação motora, tónus e o equilíbrio (Eq) estático e dinâmico são afetados (6).

A capacidade de manter o corpo em Eq quando este sofre alguma perturbação é designada por estabilidade postural (7, 8). A manutenção do Eq estático e dinâmico em sujeitos com DV ou normovisuais é feita através da visão (cerca de 80%) (9), pois esta processa e integra os feedbacks ambientais e escolhe a melhor estratégia para manter o Eq (10). Shumway-Cook e Woollacott (8) afirmam que a estabilidade postural é mantida através de 3 sistemas.

O sistema visual (dá a relação ambiente-corpo e vice-versa), sistema vestibular (fornece informação sobre a gravidade) e o sistema proprioceptivo, (recolha da informação relativa ao tipo de superfície de apoio). Quando um destes sistema se encontra comprometido, ocorre um deficit na estabilidade postural. Schmid et al. (10), Giagazoglou et al. (11) compararam o Eq entre normovisuais e sujeitos com baixa visão (BV), verificando que a visão residual existente pode levar ao aumento da oscilação corporal e postura.

A capacidade de manter-se equilibrado neste estudo provou que os CG tinham melhores desempenhos do que os normovisuais vendados. Skaggs e Hopper (12) sugerem que a baixa performance motora dos sujeitos com DV deve-se não só à ausência de input visual mas também à falta de oportunidades de interagir com o meio. Contudo num estudo realizado por Çolak et. al.(13) em praticantes e não praticantes de goalball, os parâmetros avaliados foram EQ, força de apreensão, flexibilidade, salto vertical pico de torque, tendo os resultados demonstrando que os sujeitos praticantes obtiveram melhores resultados do que os não praticantes.

A preferência lateral é definida por o uso assimétrico dos membros ou sentidos, sendo a PM a mais estudada, apesar de verificar-se assimetrias também nos pés, olhos e ouvidos (14). Esta é estabelecida na infância, onde será definido que lado terá mais força, precisão e agilidade (15) Cratty e Sams (16) concluíram que a idade média do desenvolvimento da lateralidade numa criança com deficiência visual rondava os 9 anos. No entanto, sugeriram que se uma criança tiver o devido treino, poderá ter o desenvolvimento da lateralidade eficazmente aos 7 anos.

A PM de um sujeito é construída com base em vários fatores tais como: a prática, a aprendizagem, a experiência (17), assim como as pressões sociais e o ambiente a que esteve exposto na infância (18). Peters (19) menciona que o pé preferido é usado para atividade de manipulação de objetos enquanto que o pé não preferido é utilizado para suporte postural.

Não foram encontrados estudos sobre a PP na DV. Assim, o objetivo geral deste estudo foi caracterizar o nível de Eq de indivíduos com DV, nomeadamente com CG e BV, relacionando-a com a prática de atividade física, a PM, PP, nascimento prematuro e detenção do Curso de Orientação e Mobilidade (COM).


METODOLOGIA

Amostra

Participaram neste estudo 23 crianças de ambos os sexos entre os 9 e os 18 anos (14,83±2,44) com deficiência visual, nomeadamente baixa visão e cegueira, praticantes e não praticantes de atividade física (ver tabela 1 abaixo). Foram excluídos todos os sujeitos com outra deficiência associada ou défice cognitivo.


tabela 1

 

Procedimentos

A recolha de dados foi feita na escola que os sujeitos frequentavam e todos os responsáveis pelas crianças assinaram um termo de consentimento, o qual explicava os procedimentos e objetivos do estudo. Todos os testes decorreram de forma individual, em locais com condições desejáveis para o efeito, nomeadamente em termos de segurança e barulho possibilitando assim bons níveis de concentração.

Após a recolha dos dados procedeu-se ao estudo e tratamento da informação recolhida.


Instrumentos

O Questionário de Preferência Podal (3), consiste em 5 itens relativos a atividades simples, unipodais, da vida diária. Em cada item, o participante responde ao avaliador se utiliza o pé direito, o pé esquerdo ou se não tem preferência por qualquer deles para realizar as tarefas que estão descritas no questionário.

O Inventário de Preferência Manual de Edinburgh (modificado) proposto por Oldfield (2), foi utilizado para a avaliação da PM. A versão original é constituída por 20 perguntas e a modificada por 10 relacionadas com as atividades quotidianas do sujeito. A versão modificada contém as seguintes atividades: “lançar”, “usar a escova dos dentes”, “usar a colher”, “abrir uma caixa”, “abrir a tampa de uma garrafa”, “usar o garfo”, “usar o pente”, “levantar pesos leves”, “abrir/fechar o casaco”, “segurar uma caneca/copo”.

A Escala de Equilíbrio de Berg (1) é constituída por 14 tarefas, onde cada uma é pontuada de 0 a 4, de acordo com o desempenho do sujeito na tarefa. Na pontuação 0, o participante é incapaz de fazer a tarefa solicitada ou necessita de máximo auxílio para sua execução, e a pontuação 4 mostra que o participante é capaz de completar a tarefa sem dificuldades, conforme solicitado. A pontuação máxima do teste é de 56 pontos (1).

Na tarefa 5 para além da explicação verbal dada aos CG, foi dada a possibilidade de palpação de forma a facilitar a localização da cadeira.

Na tarefa 9 foi substituído o objeto (sapato) por um novelo de lã, pois é de mais fácil apreensão tendo em conta o tipo de população.
 

Procedimentos estatístico

O tratamento estatístico foi precedido pela análise exploratória de dados que garantiu a normalidade da distribuição através do teste de Shapiro-Wilk. Posteriormente, utilizou-se o t teste de medidas independentes para efetuar as comparações do Eq entre os de DV (BV e CG), prática desportiva (P, NP), COM, sexo, prematuridade. A análise estatística foi realizada por meio do software estatístico SPSS, versão 21.0. O nível de significância assumida foi de p <0.05.


RESULTADOS

Na tabela 2 (abaixo) é apresentado o estudo estatístico descritivo e inferencial do Eq, sexo, tipo de DV, prática desportiva com curso de Orientação e Mobilidade (COM) e prematuridade.


tabela 2


DISCUSSÃO de resultados

O primeiro objetivo foi verificar diferenças entre o tipo de DV e o Eq. Os resultados da T-teste de medidas independentes revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos avaliados (t (21) =4,264; p <0,001). O grupo com BV obteve um resultado mais elevado (48,2±13,31) do que o grupo com CG (40,78±5,10). O t-teste não revelou diferenças significativas entre prática e não prática (t(21)=0,851; p=0,404). Contudo existe diferenças significativas entre o Eq e os sujeitos com COM (t(21) = -2,714 p=0,013) sendo que os sujeitos que não tinham COM os que obtiveram resultados mais elevados (48,40±3,27) do que quem tem (42,92±5,68) No t-teste também não foi observado qualquer relação entre Eq e sexo (t(21)=0,718; p=0,480). A relação entre Eq e prematuridade também não foi observada (t(21)=0,288; p=0,219). Como não houve nenhum sujeito SIN não foi possível verificar a possibilidade de lateralidade cruzada mão-pé entre SIN e DES. Também não foi possível avaliar a relação entre a PP e Eq pois apenas um dos sujeitos tinha PP esquerda.

O principal objetivo do nosso estudo foi verificar se havia relação entre o tipo de DV e o Eq, o qual foi confirmado no nosso estudo. Sendo que os sujeitos com BV apresentaram melhor Eq do que os com CG. Os resultados obtidos vêm ao encontro dos resultados obtidos por Figueiredo e Iwabe (20), Rodrigues (21). Contudo no estudo Houwen e Visscher (22), os autores não obtiveram diferen ças significativas entre as crianças com CG e BV.

Outra das relações estabelecidas através do nosso estudo foi a relação entre Eq e COM. No nosso caso, os resultados foram favoráveis para os sujeitos sem COM. O COM é normalmente lecionado nos sujeitos com CG, contudo, na nossa amostra os sujeitos com BV também o possuíam. No caso das crianças com BV, o COM apenas foi ministrado nos casos onde a perda de visão é progressiva e a cegueira é uma possibilidade. Os sujeitos que não tinham COM tiveram um desempenho melhor no Eq. A visão ajuda o corpo a orientar-se no espaço, indicando onde o pé pode pousar com segurança a fim de conseguir o controlo, deste modo a cegueira influencia negativamente o Eq da criança (23). A importância de ter referências visuais para a manutenção do Eq pode ser comprovada quando normovisuais perdem a visão momentaneamente, uma vez que há o aumento das oscilações corporais (11). Portanto apesar da visão nos sujeitos com BV estar comprometida, a visão residual fornece pistas sobre o meio ambiente que ajudam na manutenção do Eq.

Outro dos objetivos principais era avaliar a PP, relacionando-a com a PM e Eq. As possíveis relações não foram possíveis avaliar no nosso estudo pois apenas um dos sujeitos tinha PPE. Contudo, foi recolhido o pé escolhido para o Eq estático durante a tarefa nº14 da EEB, e apenas 6 das 23 crianças e adolescentes escolheram o pé direito como preferido. Sendo curioso observar que um dos 6 sujeitos que escolheu o pé direito como preferido foi o sujeito com PP esquerda. O facto de não haver nenhum SIN na amostra contradiz os resultados obtidos por Caliskan and Dane (24) onde os autores concluíram que havia mais SIN com DV do que em normovisuais. Sendo assim impossível avaliar diferenças no Eq, prática desportiva, COM, género e prematuridade em SIN e DES e sujeitos com PP esquerda e direita. Quanto à relação entre género e Eq não foi encontrada nenhuma relação estatisticamente significativa.

A relação entre Eq e prática desportiva não foi estatisticamente significativa, apesar de haver bastantes praticantes de desporto na amostra (n=17). Os nossos resultados vêm contradizer os resultados obtidos por Çolak, Bamaç (13). Contudo é necessário fazer-se notar que todos os sujeitos da amostra frequentavam aulas de educação física na escola e praticaram desporto como atividade extra-curricular no passado. Houwen, Visscher (22) sugerem que a prática desportiva pode ajudar no desenvolvimento motor assim como o desenvolvimento motor ajuda na prática desportiva.

A falta de diferenças entre os géneros não corrobora os resultados obtidos em outros estudos (25, 26) onde foi encontrada uma relação entre os sexos. As crianças do género feminino obtiveram resultados superiores aos seus pares do sexo masculino no Eq. Estes resultados devem-se ao facto de as raparigas tenderem a participar mais em jogos recreativos do que os rapazes, como macaquinho chinês, estátua, macaca, saltar à corda entre outros (26). No nosso estudo a relação poderá não ter sido verificada devido à proporção género masculino ser maior do que a do género (n=14 e n=9 respetivamente). Não foi possível também verificar a relação entre prematuridade e Eq uma vez que o n de prematuros foi bastante inferior ao n dos não prematuros.

Sugerimos que nos futuros estudos reúnam uma amostra maior para que possa ser verificada as relações entre Eq e género, e PP e Eq assim como a relação entre PP com PM e DV.


CONCLUSÃO

A relação entre DV e Eq foi verificada neste estudo. As relações Eq e prática desportiva, assim como Eq e género, e prematuridade e Eq não foram estatisticamente significativas.

A PP e a relação com a PM não foi possível ser analisada assim como a relação PP e Eq.

FIM

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Berg K, Wood-Dauphinee S, Williams J, Maki B. Measuring balance in the elderly: validation of an instrument. Can J Public Health [Internet]. 1992 28 Mar 2015; 83 Suppl 2:[S7-11 pp.]. Available from: http://digitool.library.mcgill.ca/R/?func=dbinjump-full&object_id=39553&local_base=GEN01-MCG02.

  2. Oldfield R. The assessment and analysis of handedness: the Edinburgh inventory. Neuropsychologia [Internet]. 1971 7 Mai 2015; 9(1):[97-113 pp.]. Available from: http://web.psy.ku.dk/ Anders_Gade/Readings/Oldfield1971.pdf.

  3. Porac C, Coren S. Lateral preferences and human behavior. New York1981.

  4. INE. Análise de População com Deficiência. 2001 9 Set 2014.

  5. Le Boulch J. O desenvolvimento psicomotor: do nascimento até 6 anos: a psicocinética na idade pré-escolar. Porto Alegre: Artes Médicas; 1992.

  6. Farias G. Intervenção precoce: reflexões sobre o desenvolvimento da criança cega até dois anos de idade. Pensar a Prática [Internet]. 2004 8 Maio 2015; 7(1):[85-102 pp.]. Available from: http://h200137217135.ufg.br/index.php/fef/article/view/68.

  7. Kandel E, Schwartz J, Jessell T. Principles of neural science. New York: McGraw-Hill New York; 2000.

  8. Shumway-Cook A, Woollacott M. Motor control: translating research into clinical practice. 4th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2012.

  9. Friedrich M, Grein H, Wicher C, Schuetze J, Mueller A, Lauenroth A, et al. Influence of pathologic and simulated visual dysfunctions on the postural system. Exp Brain Res [Internet]. 2008 12 Abr 2015; 186(2):[305-14 pp.]. Available from: http:// dx.doi.org/10.1007/s00221-007-1233-4.

  10. Schmid M, Nardone A, De Nunzio A, Schmid M, Schieppati M. Equilibrium during static and dynamic tasks in blind subjects: no evidence of cross-modal plasticity. Brain : a journal of neurology [Internet]. 2007; 130(8):[2097-107 pp.]. Available from: http://brain.oxfordjournals.org/content/130/8/2097

  11. Giagazoglou P, Amiridis I, Zafeiridis A, Thimara M, Kouvelioti V, Kellis E. Static balance control and lower limb strength in blind and sighted women. Eur J Appl Physiol [Internet]. 2009 29 Mar 2015; 107(5):[571-9 pp.]. Available from: http://dx.doi.org/10.1007/s00421-009-1163-x.

  12. Skaggs S, Hopper C. Individuals With Visual Impairments: A Review of Psychomotor Behavior. Adapt Phys Act Q [Internet]. 1996 11 Abr 2015; 13(1):[16-26 pp.]. Available from: http://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=s3h&AN=96020715 94&lang=pt-br&site=ehost-live.

  13. Çolak T, Bamaç B, Aydin M, Meriç B, Özbeka A. Physical fitness levels of blind and visually impaired goalball team players. Isokinetics & Exercise Science [Internet]. 2004 20 Abr 2015; 12(4):[247-52 pp.]. http://search.ebscohost.com/login.aspx?direc t=true&db=s3h&AN=15805601&lang=pt-br&site=ehost-live.

  14. Mohr C, Thut G, Landis T, Brugger P. Hands, Arms, and Minds: Interactions Between Posture and Thought. Journal of Clinical & Experimental Neuropsychology [Internet]. 2003 8 Abr 2015; 25(7):[1000-10 pp.]. http://search.ebscohost.com/login.aspx ?direct=true&db=a9h&AN=11276042&lang=pt-br&site=ehost-live

  15. De Meur A, Staes S, Galuban A, Ono S. Psicomotricidade: educação e reeducação: níveis maternal e infantil. São Paulo: Editora Manole; 1991.

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'Equilíbrio em crianças e jovens cegos e de baixa visão: efeito da preferência podal e da atividade física'
autoras:
Diana Rocha (1); Olga Vasconcelos (1); Paula Cristina Rodrigues (1) (2).
(1) Lab. de Aprendizagem e Controlo Motor, CIFI2D, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto [PT] (2) RECI - Research in Education and Community Intervention - Instituto Piaget [PT]
in "Estudos em Desenvolvimento Motor da Criança VIII"
editores: VITOR P. LOPES e CELINA GONÇALVES
ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO do INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA 2015

fonte do texto: bibliotecadigital.ipb.pt

 

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14.Nov.2017
publicado por MJA