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Miopia, Hipermetropia, Presbiopia e Astigmatismo-Erros de Refracção- |
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Esfera |
Cilindro |
Eixo |
Adição |
Prisma |
Base |
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| Olho Direito |
-1,00 |
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+2,00 |
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| Olho Esquerdo |
-1,50 |
-0,50 |
90º |
+2,00 |
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Nesta prescrição está indicada para o olho direito uma lente com 1 dioptria negativa, ou seja, este olho tem miopia de -1,00
dioptrias. O olho esquerdo tem também miopia, neste caso de -1,50 dioptrias, mas ainda tem também meia dioptria de astigmatismo.
O astigmatismo é especificado pelo valor em dioptrias e pelo eixo que indica a orientação da lente e pode ter valores de 0º a 180º.
A adição, se for diferente de zero, implica (salvo casos especiais) a existência de presbiopia. O valor da adição oscila entre +0,50 e +3,50 e costuma ser igual nos dois olhos pois a perda da faculdade acomodativa é simétrica. Neste exemplo, a adição é de 2 dioptrias, que implica que para perto seriam necessárias as lentes (soma-se a adição com a esfera):
OD +1,00 Esfera
OE +0,50 Esfera -0,50 Cilindro a 90º
Outro exemplo
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Esfera |
Cilindro |
Eixo |
Adição |
Prisma |
Base |
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| Olho Direito |
+0,25 |
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| Olho Esquerdo |
-2,00 |
+0,50 |
180º |
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Neste caso, o olho direito tem hipermetropia de 0,25 dioptrias. Não existe astigmatismo neste olho. No olho esquerdo deste
exemplo, será para longe, adaptada a mesma lente que no exemplo 1 porque as duas graduações são equivalentes. Aqui o astigmatismo está especificado com valor
positivo +0,50 que afecta os valores do eixo e da miopia. Vamos ver como:
Exemplo 1: -1,50 Esf -0,50 Cil 90º
Exemplo 2: -2,00 Esf +0,50 Cil 180º
Estes dois conjuntos de valores representam o mesmo pois pode-se transformar um no outro e vice-versa. A esta operação chama-se transposição e transforma-se um conjunto noutro em 3 passos (do exemplo 1 para o 2):
mantém-se o valor do astigmatismo e troca-se-lhe o sinal.
-0,50 Cil passa a +0,50 Cil
soma-se o valor do Cil e da Esf do conjunto 1 para obter o valor esférico do conjunto 2:
((-1,50)+(-0,50)= -2,00).
ao valor do eixo do 1º conjunto subtrai-se 90º se o valor estava entre 90º e 180º, ou soma-se 90º se o valor estava entre 0º e 90º. Por outras palavras, o eixo de um conjunto é perpendicular ao do outro.
Em muitas prescrições podem observar-se outros dois campos: "Prisma" e "Base". Raramente são preenchidos pois trata-se de casos
especiais onde é necessário o uso de lentes prismáticas, normalmente para compensar deficiências nos músculos que movem o olho.
Julho.2012
publicado por
MJA
Prof. Dr. Manuel Monteiro Pereira
A maioria dos casos de olhos com miopia são saudáveis, mas um pequeno número de pessoas com miopia desenvolve uma forma de degenerescência da retina, designada por miopia degenerativa ou maligna. A miopia degenerativa também é conhecida como miopia progressiva ou miopia patológica, sendo uma importante causa de cegueira nos países desenvolvidos. Trata-se, por isso, de um tipo de miopia grave.
A alta miopia está, muitas vezes, associada com o alongamento excessivo e progressivo do olho que resulta numa multiplicidade de alterações fundoscópicas associadas a diferentes graus de perda visual.
Este tipo de miopia é, normalmente, acompanhada de lesões retinianas (membranas
neo-vasculares) com consequências graves na visão dos doentes. Estas lesões
neo-vasculares são tratadas, habitualmente, com substâncias anti-angiogénicas
com bons resultados, na maioria dos casos.
12.Junho.2018
publicado por
MJA
Saúde|Novartis
A miopia é um distúrbio comum da visão, conhecido como erro refrativo, no qual a imagem dos objetos no olho é focada incorretamente. As causas mais comuns da miopia são um alongamento exacerbado do globo ocular ou uma curvatura acentuada da córnea, o que faz com que a luz seja focalizada na frente da retina e objetos distantes pareçam borrados.1
A miopia patológica (MP), também chamada de miopia degenerativa ou maligna, é um tipo raro de miopia e afeta 3% da população mundial.1,2 A MP é uma forma grave de miopia que é acompanhada por alterações degenerativas que ocorrem, particularmente, no segmento posterior do globo ocular causando danos à retina.1-3
Geralmente, a miopia degenerativa começa na primeira infância. À medida que o globo ocular cresce, a miopia se torna mais grave, e geralmente apresenta comprometimento severo da visão já na adolescência ou no início da idade adulta.1 A perda da visão relacionada à miopia patológica é de grande significado clínico, além de ser progressiva, é irreversível e afeta indivíduos durante os anos mais produtivos de suas vidas.2
Os principais fatores de risco para miopia patológica incluem maior comprimento do globo ocular e uma história familiar de miopia.2 A MP comumente é hereditária e ocorre mais frequentemente em indivíduos de ascendência chinesa, japonesa, do Oriente Médio ou judaica.4
A miopia patológica está associada a diversas alterações degenerativas na parte posterior do olho que podem prejudicar ainda mais a visão. Entre as alterações estão a neovascularização coroide (crescimento anormal de vasos sanguíneos), o descolamento da retina, a catarata e o glaucoma. Portanto, além da dificuldade de enxergar objetos que estão distantes, outros sintomas como distorção de linhas retas ou pontos cegos na visão comumente estão relacionados com a miopia patológica e essas outras alterações degenerativas.1-4
Infelizmente, a miopia patológica é uma doença que não tem cura. O objetivo do tratamento inclui a correção da miopia com uso de lentes ou óculos para melhorar a visão à distância e acompanhamento das alterações na retina. Pessoas com miopia degenerativa devem consultar o oftalmologista anualmente ou ainda mais frequentemente, dependendo da gravidade das alterações oculares. O paciente deve discutir com o oftalmologista sobre as opções de tratamento disponíveis e sobre a necessidade de cuidados de acompanhamento.3
Hoje já existe tratamento capaz de barrar a progressão da miopia patológica e, em alguns casos, até recuperar parte da visão perdida.2,3 Mas lembre-se: somente tratamentos especificamente desenvolvidos para uso oftalmológico são capazes de oferecer eficácia somada aos mais altos índices de segurança aos pacientes com miopia patológica, evitando infecções oculares, além de outras consequências graves.5
Tratamento da miopia patológica (MP)
O primeiro objetivo do tratamento para miopia patológica é fornecer ao paciente uma correção visual confortável e manter a boa saúde ocular.6
Como o principal sintoma em pacientes com miopia é a falta de visão clara à distância, o uso de óculos e lentes de contato podem ajudar a reduzir a perda de visão da MP.6 Saiba mais em dicas para proteger sua visão e manter-se independente.
Pacientes com miopia estável devem ser monitorados anualmente realizando exames de acuidade visual, refração e saúde oftálmica geral. No caso de desenvolvimento de neovascularização da coroide ou outras complicações, os pacientes devem ser monitorados mais frequentemente, conforme indicado pelo médico. O tratamento deve incluir tratamento adequado para complicações da retina e os pacientes devem estar cientes sobre os sintomas das possíveis complicações e sobre a necessidade de procurar atendimento imediato caso experimentam tais sintomas.6,7
Não há nenhum medicamento ou cirurgia que seja capaz de alterar efetivamente o aumento do comprimento do globo ocular e as alterações estruturais da retina na miopia patológica. Existem, no entanto, tratamentos disponíveis para as complicações como a neovascularização coroide, que podem barrar a progressão da miopia patológica e, em alguns casos, até recuperar parte da visão perdida.6,7
Mas lembre-se: somente tratamentos especificamente desenvolvidos para uso oftalmológico são capazes de oferecer eficácia somada aos mais altos índices de segurança aos pacientes com miopia patológica, evitando infecções oculares, além de outras consequências graves.8
Conheça os tratamentos para a miopia patológica:
Terapia fotodinâmica (PDT): esta técnica envolve o tratamento a laser de áreas
selecionadas da retina, destruindo os vasos sanguíneos anormais.6,7
Referências
1. NIH – National Eye Institute. Facts about myopia. Disponível em:
https://nei.nih.gov/health/errors/myopia Acesso em fevereiro de 2017.
2. American Academy of Ophthalmology. Pathologic myopia (myopic degeneration).
Disponível em: http://eyewiki.aao.org/Pathologic_myopia_(myopic_degeneration)
Acesso em fevereiro de 2017.
3. American Optometric Association. Optometric clinical practice guideline care
of the patient with myopia. Disponível em:
http://www.aoa.org/documents/optometrists/CPG-15.pdf Acesso em fevereiro de
2017.
4. Prevent Blindness. Degenerative myopia. Disponível em:
http://lowvision.preventblindness.org/research-and-developments/degenerative-myopia/
Acesso em fevereiro de 2017.
5. ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Disponível em:
http://portal.anvisa.gov.br/medicamentos Acesso em março de 2017.
6. American Optometric Association. Optometric clinical practice guideline care
of the patient with myopia. Disponível em:
http://www.aoa.org/documents/optometrists/CPG-15.pdf Acesso em fevereiro de
2017.
7. American Academy of Ophthalmology. Pathologic myopia (myopic degeneration).
Disponível em: http://eyewiki.aao.org/Pathologic_myopia_(myopic_degeneration)
Acesso em fevereiro de 2017.
8. ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Disponível em:
http://portal.anvisa.gov.br/medicamentos Acesso em março de 2017.
fontes: https://saude.novartis.com.br/doencas-da-visao/o-que-e-miopia-patologica/ (2017) e https://saude.novartis.com.br/doencas-da-visao/tratamento-da-miopia-patologica-mp/ (2017)
27.Nov.2018
publicado por
MJA
Joaquim Mira
Cirurgia Refractiva por Laser.
A cirurgia por laser permite, cada vez mais precisão, corrigir a MIOPIA, a HIPERMETROPIA e o ASTIGMATISMO. Tais situações tornam-se incómodas para as pessoas,porque as faz ver mal e obriga-as a usar óculos ou lentesde contacto, criando dificuldades em determinadas profissões e no desporto.
A cirurgia por laser tem como finalidade reduzir ou evitar a necessidade de uso de óculos, para que as pessoas possam ver ao longe e perto e proporcionar a cada indivíduo a liberdade de escolher opções de vida que antes não lhe eram possíveis por serem dependentes de óculos e/ou lentes de contacto.
Erros Refractivos
Existem três tipos de erros refractivos que podem ser tratados por este tipo de cirurgia: MIOPIA, HIPERMETROPIA e ASTIGMATISMO.
MIOPIA - ocorre quando os raios de luz que entram no olho são focados à frente da retina, em vez de serem focados na retina, devido ao olho ser mais longo.A pessoa vê bem ao perto e baço ao longe, sem óculos.
HIPERMETROPIA - ocorre quando os raios de luz que entram no olho são focados num ponto, por detrás da retina devido ao olho ser mais curto.
ASTIGMATISMO - ocorre quando existem alterações na córnea em que esta é ovalada, levando a que parte dos raios de luz sejam focados num ponto e a outra parte seja focada no outro ponto. Os raios de luz são focados em mais de um ponto na retina. A visão quer de longe, quer de perto é baça.
Laser Excimer
O Laser Excimer é um raio de luz ultra-violeta com um comprimento de onda 193m controlado por um computador, que trata a córnea (modela-a), de modo a corrigir a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. O Laser Excimer foi inventado nos anos 80 e é hoje utilizado em todo o mundo.
Cada pulso de alta energia de luz ultra-violeta dura apenas bilionésimos de segundos, rompe as ligações moleculares entre as células da córnea com uma exactidão de 0,25 microns. O Laser Excimer emite um feixe de luz "fria", ou não térmica, o que o torna ideal para a cirurgia corneana, eliminando a possibilidade de danos térmicos ao tecido que está à sua volta.
Tratamento com Laser Excimer
FOTOABLAÇÃO CORNEANA (PRK) - Trata a miopia, removendo tecido corneano da superfície da córnea, tornando a porção central da córnea mais plana. Isto permite que os raios de luz sejam focados na retina, reduzindo ou eliminando a miopia. A quantidade de tecido a ser removido é determinado pela quantidade demiopia a ser corrigida. O PRK é efectuado usando anestesia com gotas.
LASER ASSOCIADO A QUERATOMILEUSIS (LASIK) - Inicialmente, uma fina camada de córnea, o disco corneano, é levantada por meio de passagem de um instrumento, chamado microqueratótomo, sobre a córnea. Em seguida, em menos de 60 segundos, o Laser Excimer remodela o formato da córnea, sendo possível tratar miopias elevadas e graus moderados de astigmatismo e hipermetropia. Após o tecido corneano ser remodelado pelo laser, o disco corneano é recolocado na posição original.
Devido ao extraordinário poder de aderência natural da córnea não são necessários pontos. A cirurgia é realizada usando apenas gotas anestésicas. Os doentes podem referir um pequeno desconforto após a cirurgia, o qual pode ser aliviado com medicação. Muitos doentes sentem grande melhoria da visão no dia seguinte. Para alguns, a visão pode ficar menos nítida, flutuante, durante algumas semanas. A maioria retoma as suas actividades normais, em 1 a 3 dias.
Candidatos para tratamento com o Laser Excimer (LASIK)
O candidato para Laser deve ter idade superior a 18 anos e córneas sem lesões. Deve ter refracção estável, isto é, não apresentar alterações na sua correcção com óculos, nos últimos 12 meses. Algumas doenças oculares gerais ou a gravidez podem contra indicar a cirurgia por Laser.
Expectativas Realistas do LASIK
A decisão final de fazer o tratamento com Laser está de cada pessoa. O objectivo final do tratamento por laser é eliminar a necessidade de usar óculos ou lentes de contacto. A maioria das pessoas obtêm uma visão de 10/10 sem correcção com óculos, todavia, alguns doentes, sobretudo os com altas miopias ou hipermetropia, podem necessitar de algum grau de correcção com óculos ou de repetir o tratamento para conseguir a boa visão sem óculos.
O Laser não trata a Presbiopia, isto é, a necessidade de usar óculos para ler ou para ver ao perto nas pessoas com mais de 40 anos. Estas pessoas vêem bem ao longe, mas necessitam de óculos para ler perto após o tratamento com o laser.
Como saber se o LASIK corrige a minha visão?
Para saber isso é necessário um exame ocular completo pelo seu médico oftalmologista, para determinar o seu erro refractivo se situa dentro dos limites possíveis de tratar pelos Laseres modernos e para saber se o seu olho é saudável.
TRATAMENTOS PERSONALIZADOS COM LASER EXCIMER
DA MIOPIA, HIPERMETROPIA E ASTIGMATISMO
Tratamento personalizado é um novo conceito de cirurgia refractiva, baseado na detecção e posterior correcção das aberrações ópticas do olho humano, identificadas pelos novos aparelhos que fazem a análise da frente de onda (“Wavefront”).
Os tratamentos tradicionais com laser Excimer apenas permitem a correcção do componente esférico e cilíndrico (miopia, hipermetropia e astigmatismo) não tratando de outras aberrações ópticas do olho humano, por vezes com a deterioração da acuidade visual em condições de baixa luminosidade (à noite).
As aberrações oculares tornam-se mais significativas nas pessoas com pupilas (“meninas dos olhos”) largas, com aumento de queixas de deslumbramento nocturno e percepção de brilhos em forma de estrela. Desde Janeiro de 2005 que utilizámos em 70% dos doentes em que efectuámos cirurgia da miopia, hipermetropia e astigmatismo, tratamentos personalizados.
O estudo das aberrações corneanas e outras é efectuado com um novo método de análise de frente de onda (“Wavescan”). Esta informação é transmitida ao laser Excimer que trata as aberrações e a graduação existente nos óculos. Este método permite diminuir as queixas de má visão nocturna e obter uma acuidade visual superior à que era fornecida com óculos ou lentes de contacto.
Fonte: Clínica Oftalmológica Joaquim Mira
[Maio2010]
publicado por
MJA
Maio.2010
publicado por
MJA
Na correcção cirúrgica da miopia, hipermetropia e astigmatismo utiliza-se a técnica do LASIK.
Dentre as várias técnicas que existem na actualidade, o LASIK é uma das mais usadas para a correcção das ametropias esfero-cilíndricas com o uso do laser.
Esta técnica tem por base os estudos de Barraquer (1998), com o desenvolvimento do primeiro «microqueratótomo», instrumento especial para cortes de espessura fina da
córnea e um procedimento chamado «keratomileuse». O referido autor também pesquisou a porção de tecido corneano necessária, de forma a não causar desestabilização da
córnea ao longo do tempo. Foi na Universidade de Columbia que Barraquer (1998) divulgou a técnica da Queratotomia Fotorrefractiva (PRK), publicando o primeiro artigo, que
descrevia os benefícios potenciais da utilização do «excimer laser» em cirurgias refractivas (figura abaixo). Passou a ser considerado o “pai da correcção visual a
laser”.
Esquema de corte Corneano com Laser Curto

Fonte: Scientific American Magazine (2006, v. 29, p.51)
O «Método para modificar curvatura corneana» engloba o procedimento cirúrgico em que um corte na córnea é puxado para trás para expor o estroma da córnea. A superfície exposta é, então, ablacionada na forma desejada com um excimer laser e a seguir o tecido corneano é reposicionado.
O Oftalmologista grego Pallikaris (1990), teorizou acerca dos benefícios da realização de PRK, usando uma aba realizada pela micrototomia, que tinha sido desenvolvida por Barraquer em 1950. A mistura de um retalho com o PRK ficou conhecida como LASIK. Este método foi muito divulgado, pois proporcionava melhorias imediatas na visão e causava muito menos dor e desconforto do que PRK.
O LASIK associa a precisão do laser a vantagens da cirurgia lamelar. Para corrigir as ametropias pequenas, é feita a remoção do tecido corneano, em pequena quantidade, na região central da córnea, resultando em aplanamento. Quanto maior o erro refractivo a ser corrigido, maior a profundidade da ablação e maior a quantidade de tecido corneano a ser removido.
Estudos mostram que a profundidade da ablação afecta a regeneração dos nervos corneanos e a recuperação da sensibilidade. Os nervos corneanos do restante do «flap» são mecanicamente deslocados, mas a sua estrutura mantém-se intacta. Após a ablação, o disco corneano é reposicionado no seu sítio original. Enquanto a porção distal do nervo seccionado fica destruída, a porção proximal regenera-se, permitindo uma recuperação mais rápida e organizada do plexo nervoso.
A diminuição da quantidade de secreção lacrimal observada em doentes após a cirurgia pela técnica LASIK, é decorrente da lesão das terminações nervosas sensoriais da córnea, pelo corte e ablação a laser no acto cirúrgico. Observa-se instabilidade do filme lacrimal provavelmente como resultado do trauma do epitélio corneano, toxicidade da medicação tópica, resposta inflamatória e diminuição da sensibilidade com menor frequência do piscar. Contudo, estes sintomas, geralmente, desaparecem até os seis meses após a cirurgia.
Os resultados mostram que realmente esse risco existe. Esses sinais e sintomas, após a cirurgia, são maiores nos pacientes com erros refractivos de grandes dioptrias, isto é, sendo necessárias ablações mais profundas. Contudo, normalizam-se após algum tempo, conferindo uma grande satisfação com o bom resultado cirúrgico, que concede a exclusão ou diminuição da dependência do uso de lentes de contacto e óculos, que é o principal motivo da cirurgia realizada.
O importante é que o utente tenha informação e o conhecimento de todas as etapas dos actos da cirurgia e das possíveis complicações passageiras e definitivas, conferindo-lhe maior clareza na sua decisão.
O LASIK utiliza-se de um raio laser extremamente preciso para remodelar a córnea, de modo que a luz seja focalizada de forma adequadamente na retina, estando indicada na miopia, na hipermetropia e no astigmatismo.
Na correcção da hipermetropia utiliza-se o laser para tornar a borda externa da córnea plana, fazendo com que a porção central se projecte, aumentando o grau.
Na correcção do astigmatismo o laser é utilizado para remodelar algumas porções da córnea, tornando planas as áreas mais irregulares e deixando-as mais elípticas. O tratamento cirúrgico, a laser, da miopia é recomendável somente para pacientes que apresentam até -8 D, enquanto na cirurgia hipermetropia pode-se até +4 D. e, assim como, no astigmatismo, indica-se a cirurgia até 4D.
No entanto, as limitações fundamentais do excimer laser e a indesejável destruição da inervação corneana levaram a um processo contínuo de investigação, sendo descobertas muitas alternativas ao LASIK, incluindo LASEK, Epi-LASEK, Sub Bowmans Keratomileuse, Wavefront e implante de lentes intra-oculares na câmara anterior.
O LASIK poderá, em breve, ser substituído por outras técnicas, que evitem o enfraquecimento corneano devido a grandes incisões e à energia exercida nos tecidos, como a técnica FEMTEC laser, sendo recentemente utilizada para o uso em pequena incisão e menos ablação em olhos humanos, conseguindo-se bons resultados para a presbiopia, a miopia e outros transtornos.
Os pacientes míopes na faixa dos 40 ou 50 anos que estejam a considerar a cirurgia do LASIK, poderão ter a possibilidade de ser avaliados para implantar lentes intra-oculares multifocais.
Em 2003, a União de Defesa Médica (MDU), a maior seguradora para os médicos no Reino Unido, relatou um aumento das reclamações em 160 %, envolvendo cirurgia ocular a laser, devido a expectativas irreais dos resultados da cirurgia a laser por LASIK, ao invés de falha cirúrgica.
As graduações de pequena intensidade, os astigmatismos e a idade mais avançada, são factores de risco para cirurgias de retoque no LASIK.
Alguns pacientes com maus resultados no LASIK ficam com uma significativa redução da qualidade de vida por causa de problemas visuais.
Conforme descreve Alves (2010), a integração neuro-anatómica, que controla a secreção aquosa das glândulas lacrimais e a função das pálpebras, interfere fundamentalmente na sensibilidade corneana mediada pelos ramos aferentes do nervo trigémeo (V nervo).
Além disso, sabe-se que córneas denervadas apresentam diminuição na migração, proliferação e adesão epitelial. Aparentemente, esse retardamento deve-se à diminuição da substância P e do Factor de Crescimento Neural (NGF), ambos reduzidos nas terminações nervosas do V nervo.
Com a destruição dos ramos corneais do V nervo, pode haver diminuição da sensibilidade corneana, o que provoca cronicidade do defeito epitelial e o agravamento do quadro de olho seco, dificultando o tratamento desses doentes.
O Mehta (2008) refere que no LASIK há secção dos nervos corneanos com o uso do microquerátomo e que a foto ablação, no acto do laser, causa danos na inervação profunda. Ambos os processos danificam a inervação corneana. Verifica-se, então a redução da retro-alimentação neural corneana ao tronco encefálico diminuindo a mediação reflexa do tronco cefálico das glândulas lacrimais, o que reduz a produção de lágrimas e induz a anestesia ou hipostesia da córnea, que pode persistir por 6 meses. E relata, então, que a maioria dos casos de epiteliopatia neurotrófica se resolve também em 6 meses.
A complicação mais comum desta cirurgia refractiva é a incidência de «sensação de olho seco». Segundo um estudo da American Journal of Ophthalmology, a taxa de incidência da sensação de secura nos olhos após a cicatrização pós-operatória prolongou-se por um período de seis meses e foi queixa de cerca de 36,36% dos pacientes.
O risco de um paciente ter perturbações visuais e efeitos secundários, como halos, visão dupla ou sombra projectada, perda de sensibilidade ao contraste e reflexos após o uso do LASIK dependerá do grau de ametropia antes da cirurgia ocular e de outros factores de risco. Por esta razão, é importante levar em conta o potencial de risco de um indivíduo e não apenas a média de probabilidade para todos os pacientes e informar adequadamente ao paciente destes possíveis riscos.
Seque-se o quadro 1 onde figuram algumas das mais frequentes complicações da cirurgia do LASIK.
Quadro 1. Efeitos adversos na Cirurgia do LASIK

Fonte: Adaptado de Mehta (2008,p.89)
Julho.2012
publicado por
MJA

Introdução
No que respeita à correcção da visão existem dois tipos de cirurgia refractiva: LASIK (um LASER que dá forma à córnea) ou a introdução de lentes intra-oculares fáquicas (uma pequena lente que é introduzida no interior do olho), ambas as quais procuram reduzir a dependência de óculos ou de lentes de contacto.
Para uma visão clara, o cristalino e a córnea do olho precisam de dobrar (refractar) correctamente os raios de luz, para que as imagens sejam focadas na retina.
Se os raios de luz não forem claramente focados na retina, as imagens são desfocadas. Esta desfocagem é chamada "erro refractivo."
É provocada por um globo ocular, córnea ou cristalino de forma imperfeita. A correcção da visão através do LASER, comummente conhecido por LASIK (LASER-Assisted In Situ Keratomileusis) é uma técnica cirurgia que permite reduzir a dependência de óculos ou lentes de contacto.
A cirurgia muda de modo permanente a forma da córnea (o revestimento delicado e transparente que cobre a zona frontal do olho).
O LASIK recorre a um LASER especial (LASER ultravioleta) para remover o tecido corneal e corrigir a sua forma a fim de permitir uma melhor focagem.
O LASIK é realizado principalmente em pessoas com miopia.
Descrição
Um exame completo aos olhos será realizado antes da cirurgia a fim de garantir a boa saúde dos olhos e a ausência de irregularidades que possam prevenir a escolha da técnica LASIK.
O LASIK é um procedimento cirúrgico realizado em ambulatório que demora entre 10 a 15 minutos por cada olho. Durante alguns segundos o paciente poderá ter a sensação de uma perda de visão que desaparece sempre e rapidamente.
O único anestésico é uma gota oftálmica que adormece a superfície do olho. A cirurgia é realizada com o paciente desperto. O LASIK pode ser feito num ou ambos os olhos na mesma sessão.
Durante o LASIK, é utilizada uma faca especial (microqueratoma) para cortar uma parte do tecido corneal da camada externa do globo ocular.
Esta parte é afastada e um LASER especial é utilizado para dar nova forma ao tecido corneal que está por baixo. Não são necessários pontos.
Uma protecção ou penso ocular são colocados sobre o olho para proteger a parte solta e prevenir que o paciente esfregue ou pressione o olho até curar.
Indicações
O LASIK é realizado com grande frequência em pessoas que usam óculos ou lentes de contacto devido à miopia. É por vezes utilizado para corrigir a presbiopia.
Pode ainda corrigir o astigmatismo. Os pacientes devem ter, pelo menos, 18 anos. Se for míope, deverá adiar o LASIK pelo menos um ano até a sua refracção ter estabilizado, porque a miopia pode continuar a aumentar nalguns pacientes até depois dos 20 anos.
O LASIK não é recomendado para pacientes com diabetes, artrite reumatóide, lúpus, glaucoma, infecções oculares por herpes, ou cataratas.
As pacientes grávidas ou a amamentar também não são elegíveis porque estas condições podem alterar a refracção medida do olho.
Alguns medicamentos receitados, como a prednisona devem ser evitados antes de ter uma cirurgia com LASIK.
Riscos/Complicações/Efeitos Secundários
Poderá ocorrer um sobre ou sub-tratamento da patologia, o que requer uma cirurgia adicional, lentes de contacto ou óculos. Poderão continuar a ser necessários óculos de leitura após a cirurgia quando os pacientes completam 40 anos.
Embora consigam ver melhor do que antes da cirurgia LASIK sem óculos, alguns pacientes irão precisar de óculos para uma visão optimizada.
Os pacientes poderão ainda sentir secura do olho, comichão, presença de manchas vermelhas ou cor-de-rosa na parte branca do olho, sensibilidade à luz, algumas dificuldades na condução nocturna, alguns sintomas visuais como brilho e halos, uma redução da sensibilidade de contraste, e mesmo com uma vista de 20/20, os objectos pode aparecer trémulos ou cinzentos.
Infecção da córnea, cicatrização da córnea, distorção permanente da córnea e incapacidade de usar lentes de contacto são pouco frequentes.
Podem ocorrer perda de visão, não conseguir ver tão bem após a cirurgia mesmo com óculos ou lentes de contactos como antes da cirurgia. Uma perda de visão permanente é rara.
Cuidados pós-operatórios
Imediatamente após a cirurgia, poderá haver uma sensação de ardor, comichão, ou a sensação de ter algo no olho. Poderá ocorrer alguma dor ligeira para a qual o médico poderá receitar um analgésico ligeiro.
É muito importante NÃO esfregar o olho após a cirurgia LASIK, para que o dispositivo não se desloque ou mova. No dia da cirurgia a visão é normalmente enevoada ou desfocada, mas esta situação melhora no dia seguinte.
O médico deverá ser imediatamente contactado se houver dor intensa ou qualquer um dos sintomas piorar ANTES da consulta de seguimento (24-48 horas após a cirurgia).
Na primeira consulta médica após a cirurgia, a protecção ocular será removido e o médico examinará o olho e testará a sua visão. Poderá ter de utilizar gotas oftálmicas para prevenir a infecção.
Não conduza até que a sua visão tenha melhorado o suficiente para o fazer Outras actividades a evitar: nadar, banhos de imersão quentes, hidromassagem, desportos de contacto, loções, cremes, e maquilhagem para os olhos até 2-4 semanas após a cirurgia.
O médico dar-lhe-á instruções específicas nesse sentido.
Convalescença
As queixas mais comuns após o LASIK são brilho, halos, e dificuldade na condução nocturna. Frequentemente, estes problemas desaparecem após 6 meses, mas uma pequena percentagem de pessoas continuam a ter queixas de brilho.
Por vezes poderá ser necessária uma cirurgia adicional a fim de se obter a melhor visão possível. Estas segundas operações podem ser chamadas "cirurgia de melhoria."
Geralmente, se a visão ao longe pode melhorar com a cirurgia de melhoria, outros sintomas visuais, como o brilho ou os halos poderão não melhorar.
A Academia de Oftalmologia (AAO) refere que dos cerca de 500.000 Americanos que se submeteram à cirurgia LASIK em 1999, 70% conseguiu uma visão de 20/20 após a cirurgia.
Se a sua visão ao longe foi corrigida com LASIK, é provável que continue a precisar de óculos para ler quando tiver cerca de 45 anos.
Tempo de Recuperação
Os pacientes podem observar a diferença ao fim de 24 horas após a cirurgia LASIK, mas a visão optimizada apenas se desenvolve plenamente ao fim de 3-6 meses
Fonte:
Fly-to-Doc
Julho.2012
publicado por
MJA
As lentes intra-oculares fáquicas, ou IOLs fáquicas, são lentes fabricadas em derivados do acrilato que são implantadas de forma permanente no olho, a fim de reduzir a
necessidade de usar óculos ou lentes de contacto. O termo fáquico designa o facto de a lente ser implantada no olho sem remover o cristalino do olho. (Olho
fáquico é o olho que possui cristalino.) Ao implantar as IOLs fáquicas no olho, reduz-se a dependência de
óculos ou de lentes de contacto. As IOLs fáquicas implantadas proporcionam uma alteração da visão altamente previsível, ao contrário das outras cirurgias refractivas que dependem do processo de cura para
atingir o estado refractivo final. As IOLs fáquicas quase sempre cumprem ou ultrapassam a melhor visão que se pode conseguir quando se usam óculos ou lentes de contacto, um resultado final que nem sempre
pode ser conseguido com a técnica LASIK ou outras cirurgias. Devido à estabilidade das lentes artificiais, os resultados não regridem com o tempo, como por vezes acontece com o LASIK.
A anestesia local, frequentemente administrada sob a forma de gotas para os olhos no início da cirurgia, resolve o problema da dor devida à incisão e implantação das IOLs
fáquicas. Trata-se de um procedimento cirúrgico delicado que recorre ao microscópio a fim de garantir uma correcta implantação. Deverá ocorrer alguma dor durante o processo de cura mas consegue-se algum alivio através da toma de medicamentos de venda livre.
As lentes fáquicas são uma opção a considerar para a correcção refractiva de casos extremos de miopia com um equivalente esférico de -10.00 D e superior, bem como de
erros refractivos com uma hipermetropia elevada com um equivalente esférico de +3.50 D e superior. As lentes também podem ser consideradas em casos de miopia mais reduzida quando a espessura da córnea é insuficiente para o tratamento refractivo com laser LASIK.
Um dos riscos significativos associado às IOLs fáquicas é a reacção adversa do tecido ocular ao implante. Isto pode ser considerado como desenvolvimento de uma catarata
(reacção adversa das lentes), redução do tecido córneo (reacção adversa da córnea), ou inflamação da íris (reacção adversa da íris). Embora cada uma destas situações ocorra com muito pouca frequência, são ocasionalmente observadas em associação com os implantes de lentes. Dado que o olho é aberto para introduzir a lente fáquica IOL, existe o risco de infecções oculares internas. Embora muito pouco frequentes, podem ser graves e dar origem
à perda do olho. É este mais um risco que deverá discutir com o seu médico antes da cirurgia. Outro risco específico dos implantes é a possibilidade de as lentes fáquicas IOL se
deslocarem da sua posição correcta após a implantação. Dado que as diferentes lentes possuem diferentes meios de fixação no interior do olho, a frequência com que isto ocorre varia.
Para todos os tipos de lentes, o procedimento é realizado em regime de ambulatório e demora cerca de 30 minutos. Os pacientes podem regressar a casa após um curto período de espera a fim de evitar complicações.
A recuperação é geralmente curta, com a cura completa a ocorrer ao fim de um ou dois meses após a cirurgia. A maioria dos pacientes apresenta um melhoria considerável da sua visão a partir do próprio dia da cirurgia, sendo o melhor resultado, em termos de visão, obtido entre
cerca de 1-7 dias após a cirurgia.
10.Dez.2013 Prof. Dr. Rufino Ribeiro As lentes de contacto para evitar o desenvolvimento da miopia, que em
princípio se dá até à idade adulta, são gelatinosas e de uso diário e têm, na
zona central, a graduação que o doente necessita, mas, nas zonas periféricas,
contêm graduações distintas que visam estimular a periferia da retina evitando
os estímulos que levam à progressão da miopia. O seu uso já se tornou massificado em países orientais onde se iniciou a sua
aplicação há cerca de 10 anos. Somente há alguns meses se autorizou a sua aplicação nos países europeus e
nos Estados Unidos da América. A sua eficácia está comprovada.
27.Set.2017 Estudo apresentado
no Congresso Clínico da Associação Britânica de Lentes de Contacto em
Liverpool, Inglaterra
As lentes foram alvo de um ensaio clínico com a duração de três anos
e cujos resultados demonstraram que efetivamente conseguiram diminuir a
taxa de progressão da miopia. Para o estudo, a equipa conduziu um ensaio
clínico aleatório, tendo contado com a participação de 144 crianças com
miopia, com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos, de Portugal,
Singapura, Inglaterra e Canadá. Os resultados indicaram que as lentes
foram eficazes na diminuição do progresso da miopia: 59% segundo o
equivalente esférico médio (EE) e 52% segundo o alongamento axial do
olho, em comparação com as crianças do grupo de controlo que usavam
lentes de contactos monofocais diárias. As crianças aceitaram bem as novas lentes, as quais não interferiram
com as tarefas diárias como estudar, brincar, etc. Os pais dos
participantes deram igualmente uma resposta muito positiva, tendo
mencionado que os filhos conseguiam manusear as lentes de forma quase
independente e que se sentiam muito mais à vontade com o facto de as
crianças usarem lentes de contacto. Efetivamente, após os três anos de
uso das lentes de contacto diárias conhecidas como MiSight®, 90% dos
pais disse que os filhos estavam “extremamente satisfeitos” com a
experiência de usarem lentes de contacto. Este foi o único estudo a oferecer dados conclusivos e consistentes
sobre a eficácia do uso de lentes de contacto moles e diárias, durante
três anos, sobre a gestão da miopia. Adicionalmente, não foram
observados efeitos secundários, que são visíveis com alguns tratamentos
farmacológicos alternativos. Os investigadores concluíram que as
novas lentes MiSight® constituem uma abordagem nova, eficaz do
tratamento da miopia e que pode ser repetida.
27.Set.2017
ϟ
Correcção da Visão
com Lentes Fáquicas
Fly 2 Doc

No que respeita à correcção da visão, existem dois tipos de cirurgia refractiva: LASIK (um LASER que dá forma à córnea) ou
em alternativa a introdução de uma Lente Intra-Ocular Fáquica
(uma pequena lente que é introduzida no interior do olho). Ambas visam reduzir a dependência de óculos ou de lentes de contacto.
Descrição
Indicações
Riscos/Complicações/Efeitos Secundários
Cuidados pós-operatórios, Convalescença
Tempo de Recuperação
publicado por
MJA
Prevenção do Desenvolvimento da Miopia
fonte: Clínica Oftalmológica Rufino Ribeiro
publicado por
MJA
Lentes de contacto MiSight® diminuem progressão da miopia em crianças

O tratamento com as lentes de contacto pioneiras MiSight® demonstrou
resultados muito promissores em crianças com miopia. As novas lentes de
contacto, que foram especialmente concebidas para controlar a miopia em
crianças, são descartáveis, bifocais, com zonas de correção visual e de
tratamento alternadas, foram desenvolvidas por uma equipa de
investigadores da fabricante de lentes de contacto CooperVision.
fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A., junho 2017
publicado por
MJA