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 Sobre a Deficiência Visual

 

ERROS DE REFRACÇÃO

Miopia, Hipermetropia, Presbiopia e Astigmatismo
 

 Olho normal  Olho míope
olho normal                     olho míope
 

  1. Visão e Defeitos Visuais  Instituto Penido Burnier
  2. Distúrbios Refractivos  Manual Merck
  3. Compreender uma prescrição para lentes  Magnivisão
  4. Cirurgia Laser da Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo  Joaquim Mira
  5. Vídeo de uma cirurgia LASIK  YouTube
  6. Lasik e efeitos adversos  Jader da Silva Alves
  7. Lasik: indicações, riscos e cuidados Fly to Doc
  8. Correcção da visão com lentes fáquicas  Fly to Doc


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Visão e Defeitos Visuais

Dr. Queiroz Neto, Dr. Raad Camargo e Dr. Mauro Chies

 

BREVE ANATOMIA DO OLHO

O olho humano é constituído por delicadas estruturas. Na sua parte anterior, temos a córnea, que é um tecido transparente que recobre a porção colorida dos olhos (denominada íris). Pupila é o nome dado ao orifício da íris (conhecida como "menina dos olhos"). O cristalino é uma lente natural que possuímos dentro dos nossos olhos, situado atrás da íris. Banhando estas estruturas há um líquido denominado humor aquoso.
 


A porção posterior do olho é constituída basicamente pela retina, que é um tecido que abriga as células responsáveis pela visão e o nervo óptico, que conduz as informações visuais para serem interpretadas no cérebro. Esta porção posterior é preenchida por um outro líquido, gelatinoso, chamado humor vítreo. O tecido branco que envolve todo o globo ocular é chamado esclera.


A VISÃO E OS DEFEITOS VISUAIS

O mecanismo visual pode ser resumido da seguinte forma: os raios luminosos trazendo uma imagem penetram no olho através da pupila e são focalizados na retina pela córnea e pelo cristalino. Esta imagem formada na retina é levada ao cérebro onde é realizada. Os principais defeitos visuais são: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

Na miopia, a imagem formada é embaçada (fora de foco) devido ao fato do globo ocular ser geralmente maior que o normal. Com isso, a imagem forma-se antes de atingir a retina. Este defeito visual tende a aumentar com o crescimento corporal, uma vez que o olho também crescerá. É corrigido por lentes divergentes que irão focalizar a imagem na retina.



Na hipermetropia, temos também uma imagem desfocalizada, mas neste caso, deve-se ao fato do olho ser menor que o normal e a imagem é formada atrás da retina, e não sobre ela como seria o normal. Este defeito visual tende a diminuir com o crescimento corporal pelo aumento do globo ocular. É corrigido por lentes convergentes com o mesmo objectivo de focalizar a imagem nítida na retina.



O astigmatismo é um defeito da curvatura da córnea, que ao invés de esférica é ovalada, fato que gera uma imagem distorcida. É corrigido por lentes cilíndricas mais ou menos.

A presbiopia é também conhecida como "vista cansada". É um defeito visual que surge em 100% dos indivíduos com mais de 40 anos de idade causando dificuldade para a visão de perto (como a leitura, a manipulação de objectos, trabalhos manuais, etc.)

Todos estes defeitos visuais são facilmente corrigidos com lentes corretamente receitadas pelo oftalmologista.

Sabemos a importância da visão perfeita para a vida e para o trabalho, mas poucos de nós tem consciência que vêem mal. Um bom exemplo disto foi um trabalho realizado na França, no qual em cerca de 180.000 pessoas examinadas ao acaso, 50% não viam bem e, destes, a metade não tinha consciência de que viam mal. Além disso, órgãos franceses como a Associação Nacional para Defesa da Vista, chegaram a conclusão que, em cada 4 acidentes na estrada, 1 se devia a baixa visual; em cada 10 acidentes de trabalho, 1 se devia também a baixa visual , no campo escolar, em cada 5 estudantes, 1 era mau aluno porque via mal.


Fonte:  Instituto Penido Burnier


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publicado por MJA



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Distúrbios Refractivos

Manual Merck


Normalmente, o olho cria uma imagem nítida porque a córnea e o cristalino desviam (refratam) os raios luminosos que chegam ao olho para centralizá-los sobre a retina. A forma da córnea é fixa, mas o cristalino muda de forma para focalizar objectos localizados a distâncias variadas do olho. A forma do globo ocular também ajuda a criar uma imagem nítida sobre a retina. Os indivíduos hipermétropes apresentam dificuldade para ver objectos próximos e os míopes apresentam dificuldade para focalizar objectos distantes.

Quando os indivíduos atingem os 40 anos de idade, o cristalino torna-se cada vez mais rígido e não consegue focalizar os objectos próximos, uma condição denominada presbiopia. Quando um indivíduo é submetido à remoção do cristalino para tratar uma catarata, mas não recebe um implante de cristalino, os objectos parecerão borrados, qualquer que seja a distância. A ausência de cristalino é denominada afacia. Uma córnea com forma imperfeita pode causar distorção visual (astigmatismo).

Todo mundo deveria ser submetido a exames oftalmológicos regulares realizados por seu médico, por um oftalmologista ou por um optometrista. Os olhos são examinados em conjunto e individualmente. O exame oftalmológico comumente inclui avaliações não relacionadas aos erros de refração (p.ex., tese de capacidade de distinguir cores).


Tratamento

O tratamento habitual para os erros de refração consiste no uso de lentes corretivas. Contudo, certos procedimentos cirúrgicos e tratamentos a laser que alteram a forma da córnea também podem corrigi-los.

Lentes Correctivas

Os erros de refração podem ser corrigidos com lentes de vidro ou de plástico montadas em uma estrutura (óculos) ou com pequenas peças de plástico aplicadas directamente sobre a córnea (lentes de contacto). Para a maioria dos indivíduos, a escolha é uma questão de aparência, conveniência e conforto. As lentes plásticas para óculos são mais leves, mas tendem a riscar; as de vidro são mais duráveis, mas apresentam maior risco de quebrar. Ambas podem ser coloridas ou tratadas com uma substância química que as escurece automaticamente frente à exposição à luz.

As lentes também podem ser revestidas a fim de reduzir a quantidade de raios ultravioleta potencialmente lesivos que chegam aos olhos. As bifocais contêm duas lentes, uma superior que corrige a miopia e uma inferior que corrige a hipermetropia. Muitos indivíduos consideram as lentes de contacto mais atraentes que os óculos e alguns acham que a visão com elas é mais natural. No entanto, as lentes de contacto exigem mais cuidados que os óculos, podem causar lesões oculares e, em alguns indivíduos, não conseguem corrigir a visão de modo tão adequado quanto os óculos.

Os indivíduos idosos e aqueles com artrite podem apresentar problemas para manipular lentes de contacto e colocá-las nos olhos. As lentes de contacto duras (rígidas) são discos finos feitos de plástico rígido. Existem lentes permeáveis ao ar, feitas de silicone e outros compostos. Elas são rígidas mas permitem um melhor aporte de oxigênio à córnea. As lentes de contacto macias hidrófilas, feitas de plástico flexível, são maiores e recobrem toda a córnea. A maioria das lentes macias não hidrófilas são feitas de silicone. Os indivíduos idosos geralmente acham que as lentes de contacto moles são de manuseio mais fácil pelo fato de serem maiores. A probabilidade de queda ou de retenção de poeira e de outras partículas sob as mesmas também é menor.

Além disso, as lentes de contacto moles habitualmente são confortáveis desde a primeira colocação. Entretanto, esse tipo de lente exige um cuidado escrupuloso. Os indivíduos devem utilizar o primeiro par de lentes de contacto rígida durante até uma semana antes de se sentirem confortáveis durante um período prolongado. As lentes são usadas diariamente, durante um número de horas cada vez maior. Embora as lentes possam causar desconforto no início, elas não devem causar dor. A dor indica uma má adaptação. A maioria das lentes de contacto devem der retiradas e limpas diariamente. Alternativamente, o indivíduo pode utilizar lentes descartáveis.

Algumas são trocadas semanalmente ou a cada duas semanas e outras são trocadas diariamente. O uso de lentes descartáveis dispensa a necessidade de limpeza e de armazenamento das lentes, pois cada lente é substituída regularmente por uma nova. O uso de qualquer tipo de lente de contacto apresenta um risco de complicações graves e dolorosas, inclusive a ocorrência de úlcera de córnea em decorrência de uma infecção, a qual pode causar perda da visão. Os riscos podem muito menores se o indivíduo seguir as instruções do fabricante e do oftalmologista e usar o bom senso. Todas as lentes de contacto reutilizáveis devem ser esterilizadas e desinfetadas.

A limpeza com enzimas não substitui a esterilização nem a desinfecção. O risco de infecções graves aumenta com a limpeza de lentes de contacto com solução salina caseira, saliva, água corrente ou destilada e com a prática da natação utilizando lentes de contacto. O indivíduo não deve usar lentes de contacto moles (sejam as de uso diário, de uso prolongado ou descartáveis) durante a noite, exceto quando existe uma razão especial para fazê-lo. Quando o indivíduo sente um desconforto, lacrimeja excessivamente, apresenta alterações da visão ou seus olhos tornam-se vermelhos, as lentes devem ser retiradas imediatamente. Quando os sintomas não desaparecem rapidamente, ele deve entrar em contacto com o oftalmologista.


Cirurgia e Laserterapia

Para corrigir a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo, podem ser utilizados certos procedimentos cirúrgicos e com laser (cirurgia refrativa). No entanto, esses procedimentos geralmente não corrigem a visão tão bem quanto os óculos e as lentes de contacto. Antes de decidir-se por um desses procedimentos, o indivíduo deve discutir o assunto seriamente com um oftalmologista e deve considerar cuidadosamente os riscos e os benefícios. Os melhores candidatos à cirurgia refrativa são os indivíduos cuja visão não pode ser corrigida por óculos ou por lentes de contacto e aqueles que não toleram o seu uso. No entanto, muitos optam por essa cirurgia por conveniência e por motivos estéticos e muitos sentem-se satisfeitos com os resultados.


Compreendendo a Refracção

Estas ilustrações mostram como a córnea e o cristalino centram a luz sobre a retina quando a visão é normal, anormal e corrigida por óculos ou lentes de contacto.

 

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Ceratotomia radial e astigmática:

A ceratotomia é um procedimento cirúrgico utilizado para tratar a miopia e o astigmatismo. Na ceratotomia radial, o cirurgião realiza pequenas incisões radiais (em aros de roda de carroça) na córnea. Normalmente, ele realiza 4 a 8 incisões. Na ceratotomia astigmática (utilizada para corrigir o astigmatismo de origem natural e o astigmatismo decorrente de uma cirurgia de catarata ou de um transplante de córnea), o cirurgião realiza incisões perpendiculares. Como a córnea possui apenas 1/2 milímetro de espessura, a profundidade das incisões deve ser determinada com precisão.

O cirurgião determina onde cada incisão deve ser realizada após analisar a forma da córnea e a acuidade visual do indivíduo. A cirurgia aplana a córnea, de modo que ela consiga concentrar melhor a luz que incide sobre a retina. Esta alteração de forma melhora a visão e aproximadamente 90% dos indivíduos submetidos à cirurgia conseguem ver de modo satisfatório e conduzir veículos sem óculos ou lentes de contacto. Algumas vezes é necessária a realização de um segundo ou de um terceiro procedimento de retoque para melhorar a visão suficientemente.

Nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos, mas os riscos da ceratotomia radial e astigmática são pequenos. Os principais riscos são a correção excessiva e a correção insuficiente da visão. Como a correção excessiva normalmente não pode ser tratada de modo eficaz, o cirurgião tenta evitar realizar uma correção excessiva em uma só sessão. Como já foi mencionado, a correção insuficiente pode ser tratada através de um segundo ou de um terceiro procedimento de retoque. A complicação mais grave é a infecção, a qual ocorre em uma porcentagem muito inferior a 1% dos casos. Quando ela ocorre, deve ser tratada com antibióticos.


Ceratectomia Fotorrefrativa:

Este procedimento cirúrgico a laser volta a dar forma à córnea. A ceratectomia fotorrefrativa utiliza um feixe de luz altamente concentrado para remover pequenas quantidades da córnea e, conseqüentemente, altera a sua forma. Como nos procedimentos cirúrgicos, a alteração da forma da córnea concentra mais satisfatoriamente a luz sobre a retina e melhora a visão. Embora a cirurgia a laser pareça promissora para corrigir a visão deficiente, ela apresenta alguns problemas. Por exemplo, o período de recuperação é mais prolongado e mais doloroso que o dos outros procedimentos cirúrgicos refrativos. Contudo, os riscos são similares aos da ceratotomia radial e da ceratotomia astigmática.


Fonte:  Manual Merck

 

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publicado por MJA


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Compreender uma prescrição para lentes

Magnivisão


Ao sair da sua consulta oftalmológica, com uma prescrição para novas lentes, tem consigo uma folha cheia de números; isto pode estimular a sua curiosidade e levá-lo a procurar entendê-los. Eis um exemplo:
 

 

Esfera

Cilindro

Eixo

Adição

Prisma

Base

Olho Direito

-1,00

 

 

+2,00

 

 

Olho Esquerdo

-1,50

-0,50

90º

+2,00

 

 


Nesta prescrição está indicada para o olho direito uma lente com 1 dioptria negativa, ou seja, este olho tem miopia de -1,00 dioptrias. O olho esquerdo tem também miopia, neste caso de -1,50 dioptrias, mas ainda tem também meia dioptria de astigmatismo. O astigmatismo é especificado pelo valor em dioptrias e pelo eixo que indica a orientação da lente e pode ter valores de 0º a 180º.

A adição, se for diferente de zero, implica (salvo casos especiais) a existência de presbiopia. O valor da adição oscila entre +0,50 e +3,50 e costuma ser igual nos dois olhos pois a perda da faculdade acomodativa é simétrica. Neste exemplo, a adição é de 2 dioptrias, que implica que para perto seriam necessárias as lentes (soma-se a adição com a esfera):

OD  +1,00 Esfera

OE  +0,50 Esfera  -0,50 Cilindro a 90º
 

Outro exemplo

 

Esfera

Cilindro

Eixo

Adição

Prisma

Base

Olho Direito

+0,25

 

 

 

 

 

Olho Esquerdo

-2,00

+0,50

180º

 

 

 


Neste caso, o olho direito tem hipermetropia de 0,25 dioptrias. Não existe astigmatismo neste olho. No olho esquerdo deste exemplo, será para longe, adaptada a mesma lente que no exemplo 1 porque as duas graduações são equivalentes. Aqui o astigmatismo está especificado com valor positivo +0,50 que afecta os valores do eixo e da miopia. Vamos ver como:

Exemplo 1:   -1,50 Esf  -0,50 Cil 90º 

Exemplo 2:   -2,00 Esf  +0,50 Cil 180º

Estes dois conjuntos de valores representam o mesmo pois pode-se transformar um no outro e vice-versa. A esta operação chama-se transposição e transforma-se um conjunto noutro em 3 passos (do exemplo 1 para o 2):

  1. mantém-se o valor do astigmatismo e troca-se-lhe o sinal.
    -0,50 Cil passa a +0,50 Cil

  2. soma-se o valor do Cil e da Esf do conjunto 1 para obter o valor esférico do conjunto 2:
    ((-1,50)+(-0,50)= -2,00).

  3. ao valor do eixo do 1º conjunto subtrai-se 90º se o valor estava entre 90º e 180º, ou soma-se 90º se o valor estava entre 0º e 90º. Por outras palavras, o eixo de um conjunto é perpendicular ao do outro.


Em muitas prescrições podem observar-se outros dois campos: "Prisma" e "Base". Raramente são preenchidos pois trata-se de casos especiais onde é necessário o uso de lentes prismáticas, normalmente para compensar deficiências nos músculos que movem o olho.

 

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[Julho.2012]
publicado por MJA



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CIRURGIA Laser - LASIK -

da Miopia, Hipermetropia e Astigmatismo

 

Cirurgia Refractiva por Laser.

A cirurgia por laser permite, cada vez mais precisão, corrigir a MIOPIA, a HIPERMETROPIA e o ASTIGMATISMO. Tais situações tornam-se incómodas para as pessoas,porque as faz ver mal e obriga-as a usar óculos ou lentesde contacto, criando dificuldades em determinadas profissões e no desporto.

A cirurgia por laser tem como finalidade reduzir ou evitar a necessidade de uso de óculos, para que as pessoas possam ver ao longe e perto e proporcionar a cada indivíduo a liberdade de escolher opções de vida que antes não lhe eram possíveis por serem dependentes de óculos e/ou lentes de contacto.


Erros Refractivos

Existem três tipos de erros refractivos que podem ser tratados por este tipo de cirurgia: MIOPIA, HIPERMETROPIA e ASTIGMATISMO.

MIOPIA - ocorre quando os raios de luz que entram no olho são focados à frente da retina, em vez de serem focados na retina, devido ao olho ser mais longo.A pessoa vê bem ao perto e baço ao longe, sem óculos.

HIPERMETROPIA - ocorre quando os raios de luz que entram no olho são focados num ponto, por detrás da retina devido ao olho ser mais curto.

ASTIGMATISMO - ocorre quando existem alterações na córnea em que esta é ovalada, levando a que parte dos raios de luz sejam focados num ponto e a outra parte seja focada no outro ponto. Os raios de luz são focados em mais de um ponto na retina. A visão quer de longe, quer de perto é baça.


Laser Excimer

O Laser Excimer é um raio de luz ultra-violeta com um comprimento de onda 193m controlado por um computador, que trata a córnea (modela-a), de modo a corrigir a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. O Laser Excimer foi inventado nos anos 80 e é hoje utilizado em todo o mundo.

Cada pulso de alta energia de luz ultra-violeta dura apenas bilionésimos de segundos, rompe as ligações moleculares entre as células da córnea com uma exactidão de 0,25 microns. O Laser Excimer emite um feixe de luz "fria", ou não térmica, o que o torna ideal para a cirurgia corneana, eliminando a possibilidade de danos térmicos ao tecido que está à sua volta.


Tratamento com Laser Excimer

FOTOABLAÇÃO CORNEANA (PRK) - Trata a miopia, removendo tecido corneano da superfície da córnea, tornando a porção central da córnea mais plana. Isto permite que os raios de luz sejam focados na retina, reduzindo ou eliminando a miopia. A quantidade de tecido a ser removido é determinado pela quantidade demiopia a ser corrigida. O PRK é efectuado usando anestesia com gotas.

LASER ASSOCIADO A QUERATOMILEUSIS (LASIK) - Inicialmente, uma fina camada de córnea, o disco corneano, é levantada por meio de passagem de um instrumento, chamado microqueratótomo, sobre a córnea. Em seguida, em menos de 60 segundos, o Laser Excimer remodela o formato da córnea, sendo possível tratar miopias elevadas e graus moderados de astigmatismo e hipermetropia. Após o tecido corneano ser remodelado pelo laser, o disco corneano é recolocado na posição original.

Devido ao extraordinário poder de aderência natural da córnea não são necessários pontos. A cirurgia é realizada usando apenas gotas anestésicas. Os doentes podem referir um pequeno desconforto após a cirurgia, o qual pode ser aliviado com medicação. Muitos doentes sentem grande melhoria da visão no dia seguinte. Para alguns, a visão pode ficar menos nítida, flutuante, durante algumas semanas. A maioria retoma as suas actividades normais, em 1 a 3 dias.


Candidatos para tratamento com o Laser Excimer (LASIK)

O candidato para Laser deve ter idade superior a 18 anos e córneas sem lesões. Deve ter refracção estável, isto é, não apresentar alterações na sua correcção com óculos, nos últimos 12 meses. Algumas doenças oculares gerais ou a gravidez podem contra indicar a cirurgia por Laser.


Expectativas Realistas do LASIK

A decisão final de fazer o tratamento com Laser está de cada pessoa. O objectivo final do tratamento por laser é eliminar a necessidade de usar óculos ou lentes de contacto. A maioria das pessoas obtêm uma visão de 10/10 sem correcção com óculos, todavia, alguns doentes, sobretudo os com altas miopias ou hipermetropia, podem necessitar de algum grau de correcção com óculos ou de repetir o tratamento para conseguir a boa visão sem óculos.

O Laser não trata a Presbiopia, isto é, a necessidade de usar óculos para ler ou para ver ao perto nas pessoas com mais de 40 anos. Estas pessoas vêem bem ao longe, mas necessitam de óculos para ler perto após o tratamento com o laser.


Como saber se o LASIK corrige a minha visão?

Para saber isso é necessário um exame ocular completo pelo seu médico oftalmologista, para determinar o seu erro refractivo se situa dentro dos limites possíveis de tratar pelos Laseres modernos e para saber se o seu olho é saudável.


TRATAMENTOS PERSONALIZADOS COM LASER EXCIMER
DA MIOPIA, HIPERMETROPIA E ASTIGMATISMO

Tratamento personalizado é um novo conceito de cirurgia refractiva, baseado na detecção e posterior correcção das aberrações ópticas do olho humano, identificadas pelos novos aparelhos que fazem a análise da frente de onda (“Wavefront”).

Os tratamentos tradicionais com laser Excimer apenas permitem a correcção do componente esférico e cilíndrico (miopia, hipermetropia e astigmatismo) não tratando de outras aberrações ópticas do olho humano, por vezes com a deterioração da acuidade visual em condições de baixa luminosidade (à noite).

As aberrações oculares tornam-se mais significativas nas pessoas com pupilas (“meninas dos olhos”) largas, com aumento de queixas de deslumbramento nocturno e percepção de brilhos em forma de estrela. Desde Janeiro de 2005 que utilizámos em 70% dos doentes em que efectuámos cirurgia da miopia, hipermetropia e astigmatismo, tratamentos personalizados.

O estudo das aberrações corneanas e outras é efectuado com um novo método de análise de frente de onda (“Wavescan”). Esta informação é transmitida ao laser Excimer que trata as aberrações e a graduação existente nos óculos. Este método permite diminuir as queixas de má visão nocturna e obter uma acuidade visual superior à que era fornecida com óculos ou lentes de contacto.


Fonte:  Clínica Oftalmológica Joaquim Mira

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[Maio2010]
publicado por MJA


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Cirurgia Refractiva LASIK

YouTube
 

 

 

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[Maio-2010]
publicado por MJA


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LASIK e efeitos adversos

Jader da Silva Alves

 

Na correcção cirúrgica da miopia, hipermetropia e astigmatismo utiliza-se a técnica do LASIK.

Dentre as várias técnicas que existem na actualidade, o LASIK é uma das mais usadas para a correcção das ametropias esfero-cilíndricas com o uso do laser. Esta técnica tem por base os estudos de Barraquer (1998), com o desenvolvimento do primeiro «microqueratótomo», instrumento especial para cortes de espessura fina da córnea e um procedimento chamado «keratomileuse». O referido autor também pesquisou a porção de tecido corneano necessária, de forma a não causar desestabilização da córnea ao longo do tempo. Foi na Universidade de Columbia que Barraquer (1998) divulgou a técnica da Queratotomia Fotorrefractiva (PRK), publicando o primeiro artigo, que descrevia os benefícios potenciais da utilização do «excimer laser» em cirurgias refractivas (figura abaixo). Passou a ser considerado o “pai da correcção visual a laser”.
 

Esquema de corte Corneano com Laser Curto

Esquema de corte Corneano com Laser Curto
Fonte: Scientific American Magazine (2006, v. 29, p.51)
 

O «Método para modificar curvatura corneana» engloba o procedimento cirúrgico em que um corte na córnea é puxado para trás para expor o estroma da córnea. A superfície exposta é, então, ablacionada na forma desejada com um excimer laser e a seguir o tecido corneano é reposicionado.

O Oftalmologista grego Pallikaris (1990), teorizou acerca dos benefícios da realização de PRK, usando uma aba realizada pela micrototomia, que tinha sido desenvolvida por Barraquer em 1950. A mistura de um retalho com o PRK ficou conhecida como LASIK. Este método foi muito divulgado, pois proporcionava melhorias imediatas na visão e causava muito menos dor e desconforto do que PRK.

O LASIK associa a precisão do laser a vantagens da cirurgia lamelar. Para corrigir as ametropias pequenas, é feita a remoção do tecido corneano, em pequena quantidade, na região central da córnea, resultando em aplanamento. Quanto maior o erro refractivo a ser corrigido, maior a profundidade da ablação e maior a quantidade de tecido corneano a ser removido.

Estudos mostram que a profundidade da ablação afecta a regeneração dos nervos corneanos e a recuperação da sensibilidade. Os nervos corneanos do restante do «flap» são mecanicamente deslocados, mas a sua estrutura mantém-se intacta. Após a ablação, o disco corneano é reposicionado no seu sítio original. Enquanto a porção distal do nervo seccionado fica destruída, a porção proximal regenera-se, permitindo uma recuperação mais rápida e organizada do plexo nervoso.

A diminuição da quantidade de secreção lacrimal observada em doentes após a cirurgia pela técnica LASIK, é decorrente da lesão das terminações nervosas sensoriais da córnea, pelo corte e ablação a laser no acto cirúrgico. Observa-se instabilidade do filme lacrimal provavelmente como resultado do trauma do epitélio corneano, toxicidade da medicação tópica, resposta inflamatória e diminuição da sensibilidade com menor frequência do piscar. Contudo, estes sintomas, geralmente, desaparecem até os seis meses após a cirurgia.

Os resultados mostram que realmente esse risco existe. Esses sinais e sintomas, após a cirurgia, são maiores nos pacientes com erros refractivos de grandes dioptrias, isto é, sendo necessárias ablações mais profundas. Contudo, normalizam-se após algum tempo, conferindo uma grande satisfação com o bom resultado cirúrgico, que concede a exclusão ou diminuição da dependência do uso de lentes de contacto e óculos, que é o principal motivo da cirurgia realizada.

O importante é que o utente tenha informação e o conhecimento de todas as etapas dos actos da cirurgia e das possíveis complicações passageiras e definitivas, conferindo-lhe maior clareza na sua decisão.

O LASIK utiliza-se de um raio laser extremamente preciso para remodelar a córnea, de modo que a luz seja focalizada de forma adequadamente na retina, estando indicada na miopia, na hipermetropia e no astigmatismo.

Na correcção da hipermetropia utiliza-se o laser para tornar a borda externa da córnea plana, fazendo com que a porção central se projecte, aumentando o grau.

Na correcção do astigmatismo o laser é utilizado para remodelar algumas porções da córnea, tornando planas as áreas mais irregulares e deixando-as mais elípticas. O tratamento cirúrgico, a laser, da miopia é recomendável somente para pacientes que apresentam até -8 D, enquanto na cirurgia hipermetropia pode-se até +4 D. e, assim como, no astigmatismo, indica-se a cirurgia até 4D.

No entanto, as limitações fundamentais do excimer laser e a indesejável destruição da inervação corneana levaram a um processo contínuo de investigação, sendo descobertas muitas alternativas ao LASIK, incluindo LASEK, Epi-LASEK, Sub Bowmans Keratomileuse, Wavefront e implante de lentes intra-oculares na câmara anterior.

O LASIK poderá, em breve, ser substituído por outras técnicas, que evitem o enfraquecimento corneano devido a grandes incisões e à energia exercida nos tecidos, como a técnica FEMTEC laser, sendo recentemente utilizada para o uso em pequena incisão e menos ablação em olhos humanos, conseguindo-se bons resultados para a presbiopia, a miopia e outros transtornos.

Os pacientes míopes na faixa dos 40 ou 50 anos que estejam a considerar a cirurgia do LASIK, poderão ter a possibilidade de ser avaliados para implantar lentes intra-oculares multifocais.

Em 2003, a União de Defesa Médica (MDU), a maior seguradora para os médicos no Reino Unido, relatou um aumento das reclamações em 160 %, envolvendo cirurgia ocular a laser, devido a expectativas irreais dos resultados da cirurgia a laser por LASIK, ao invés de falha cirúrgica.

As graduações de pequena intensidade, os astigmatismos e a idade mais avançada, são factores de risco para cirurgias de retoque no LASIK.

Alguns pacientes com maus resultados no LASIK ficam com uma significativa redução da qualidade de vida por causa de problemas visuais.

Conforme descreve Alves (2010), a integração neuro-anatómica, que controla a secreção aquosa das glândulas lacrimais e a função das pálpebras, interfere fundamentalmente na sensibilidade corneana mediada pelos ramos aferentes do nervo trigémeo (V nervo).

Além disso, sabe-se que córneas denervadas apresentam diminuição na migração, proliferação e adesão epitelial. Aparentemente, esse retardamento deve-se à diminuição da substância P e do Factor de Crescimento Neural (NGF), ambos reduzidos nas terminações nervosas do V nervo.

Com a destruição dos ramos corneais do V nervo, pode haver diminuição da sensibilidade corneana, o que provoca cronicidade do defeito epitelial e o agravamento do quadro de olho seco, dificultando o tratamento desses doentes.

O Mehta (2008) refere que no LASIK há secção dos nervos corneanos com o uso do microquerátomo e que a foto ablação, no acto do laser, causa danos na inervação profunda. Ambos os processos danificam a inervação corneana. Verifica-se, então a redução da retro-alimentação neural corneana ao tronco encefálico diminuindo a mediação reflexa do tronco cefálico das glândulas lacrimais, o que reduz a produção de lágrimas e induz a anestesia ou hipostesia da córnea, que pode persistir por 6 meses. E relata, então, que a maioria dos casos de epiteliopatia neurotrófica se resolve também em 6 meses.

A complicação mais comum desta cirurgia refractiva é a incidência de «sensação de olho seco». Segundo um estudo da American Journal of Ophthalmology, a taxa de incidência da sensação de secura nos olhos após a cicatrização pós-operatória prolongou-se por um período de seis meses e foi queixa de cerca de 36,36% dos pacientes.

O risco de um paciente ter perturbações visuais e efeitos secundários, como halos, visão dupla ou sombra projectada, perda de sensibilidade ao contraste e reflexos após o uso do LASIK dependerá do grau de ametropia antes da cirurgia ocular e de outros factores de risco. Por esta razão, é importante levar em conta o potencial de risco de um indivíduo e não apenas a média de probabilidade para todos os pacientes e informar adequadamente ao paciente destes possíveis riscos.

Seque-se o quadro1 onde figuram algumas das mais frequentes complicações da cirurgia do LASIK.


Quadro 1. Efeitos adversos na Cirurgia do LASIK
Quadro 1. Efeitos adversos na Cirurgia do LASIK
Fonte: Adaptado de Mehta (2008,p.89)

 

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excerto de: A INFORMAÇÃO MÉDICA E A TOMADA DE DECISÃO EM CIRURGIAS REFRACTIVAS: O USO DE RECURSOS AUDIOVISUAIS A DAR SUPORTE À ESCOLHA DOS UTENTES.  de  JADER DA SILVA ALVES
Tese de Doutoramento em Educação para obtenção de Grau de Doutor conferido pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias - Instituto de Ciências da Educação, Lisboa, 2011

 

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[Julho.2012]
publicado por MJA


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Lasik: indicações, riscos e cuidados

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Resultado de imagem para lasik surgery


Introdução

No que respeita à correcção da visão existem dois tipos de cirurgia refractiva: LASIK (um LASER que dá forma à córnea) ou a introdução de lentes intra-oculares fáquicas (uma pequena lente que é introduzida no interior do olho), ambas as quais procuram reduzir a dependência de óculos ou de lentes de contacto.

Para uma visão clara, o cristalino e a córnea do olho precisam de dobrar (refractar) correctamente os raios de luz, para que as imagens sejam focadas na retina.

Se os raios de luz não forem claramente focados na retina, as imagens são desfocadas. Esta desfocagem é chamada "erro refractivo."

É provocada por um globo ocular, córnea ou cristalino de forma imperfeita. A correcção da visão através do LASER, comummente conhecido por LASIK (LASER-Assisted In Situ Keratomileusis) é uma técnica cirurgia que permite reduzir a dependência de óculos ou lentes de contacto.

A cirurgia muda de modo permanente a forma da córnea (o revestimento delicado e transparente que cobre a zona frontal do olho).

O LASIK recorre a um LASER especial (LASER ultravioleta) para remover o tecido corneal e corrigir a sua forma a fim de permitir uma melhor focagem.

O LASIK é realizado principalmente em pessoas com miopia).


Descrição

Um exame completo aos olhos será realizado antes da cirurgia a fim de garantir a boa saúde dos olhos e a ausência de irregularidades que possam prevenir a escolha da técnica LASIK.

O LASIK é um procedimento cirúrgico realizado em ambulatório que demora entre 10 a 15 minutos por cada olho. Durante alguns segundos o paciente poderá ter a sensação de uma perda de visão que desaparece sempre e rapidamente.

O único anestésico é uma gota oftálmica que adormece a superfície do olho. A cirurgia é realizada com o paciente desperto. O LASIK pode ser feito num ou ambos os olhos na mesma sessão.

Durante o LASIK, é utilizada uma faca especial (microqueratoma) para cortar uma parte do tecido corneal da camada externa do globo ocular.

Esta parte é afastada e um LASER especial é utilizado para dar nova forma ao tecido corneal que está por baixo. Não são necessários pontos.

Uma protecção ou penso ocular são colocados sobre o olho para proteger a parte solta e prevenir que o paciente esfregue ou pressione o olho até curar.


Indicações

O LASIK é realizado com grande frequência em pessoas que usam óculos ou lentes de contacto devido à miopia. É por vezes utilizado para corrigir a presbiopia.

Pode ainda corrigir o astigmatismo. Os pacientes devem ter, pelo menos, 18 anos. Se for míope, deverá adiar o LASIK pelo menos um ano até a sua refracção ter estabilizado, porque a miopia pode continuar a aumentar nalguns pacientes até depois dos 20 anos.

O LASIK não é recomendado para pacientes com diabetes, artrite reumatóide, lúpus, glaucoma, infecções oculares por herpes, ou cataratas.

As pacientes grávidas ou a amamentar também não são elegíveis porque estas condições podem alterar a refracção medida do olho.

Alguns medicamentos receitados, como a prednisona devem ser evitados antes de ter uma cirurgia com LASIK.


Riscos/Complicações/Efeitos Secundários

Poderá ocorrer um sobre ou sub-tratamento da patologia, o que requer uma cirurgia adicional, lentes de contacto ou óculos. Poderão continuar a ser necessários óculos de leitura após a cirurgia quando os pacientes completam 40 anos.

Embora consigam ver melhor do que antes da cirurgia LASIK sem óculos, alguns pacientes irão precisar de óculos para uma visão optimizada.

Os pacientes poderão ainda sentir secura do olho, comichão, presença de manchas vermelhas ou cor-de-rosa na parte branca do olho, sensibilidade à luz, algumas dificuldades na condução nocturna, alguns sintomas visuais como brilho e halos, uma redução da sensibilidade de contraste, e mesmo com uma vista de 20/20, os objectos pode aparecer trémulos ou cinzentos.

Infecção da córnea, cicatrização da córnea, distorção permanente da córnea e incapacidade de usar lentes de contacto são pouco frequentes.

Podem ocorrer perda de visão, não conseguir ver tão bem após a cirurgia mesmo com óculos ou lentes de contactos como antes da cirurgia. Uma perda de visão permanente é rara.


Cuidados pós-operatórios

Imediatamente após a cirurgia, poderá haver uma sensação de ardor, comichão, ou a sensação de ter algo no olho. Poderá ocorrer alguma dor ligeira para a qual o médico poderá receitar um analgésico ligeiro.

É muito importante NÃO esfregar o olho após a cirurgia LASIK, para que o dispositivo não se desloque ou mova. No dia da cirurgia a visão é normalmente enevoada ou desfocada, mas esta situação melhora no dia seguinte.

O médico deverá ser imediatamente contactado se houver dor intensa ou qualquer um dos sintomas piorar ANTES da consulta de seguimento (24-48 horas após a cirurgia).

Na primeira consulta médica após a cirurgia, a protecção ocular será removido e o médico examinará o olho e testará a sua visão. Poderá ter de utilizar gotas oftálmicas para prevenir a infecção.

Não conduza até que a sua visão tenha melhorado o suficiente para o fazer Outras actividades a evitar: nadar, banhos de imersão quentes, hidromassagem, desportos de contacto, loções, cremes, e maquilhagem para os olhos até 2-4 semanas após a cirurgia.

O médico dar-lhe-á instruções específicas nesse sentido.


Convalescença

As queixas mais comuns após o LASIK são brilho, halos, e dificuldade na condução nocturna. Frequentemente, estes problemas desaparecem após 6 meses, mas uma pequena percentagem de pessoas continuam a ter queixas de brilho.

Por vezes poderá ser necessária uma cirurgia adicional a fim de se obter a melhor visão possível. Estas segundas operações podem ser chamadas "cirurgia de melhoria."

Geralmente, se a visão ao longe pode melhorar com a cirurgia de melhoria, outros sintomas visuais, como o brilho ou os halos poderão não melhorar.

A Academia de Oftalmologia (AAO) refere que dos cerca de 500.000 Americanos que se submeteram à cirurgia LASIK em 1999, 70% conseguiu uma visão de 20/20 após a cirurgia.

Se a sua visão ao longe foi corrigida com LASIK, é provável que continue a precisar de óculos para ler quando tiver cerca de 45 anos.


Tempo de Recuperação

Os pacientes podem observar a diferença ao fim de 24 horas após a cirurgia LASIK, mas a visão optimizada apenas se desenvolve plenamente ao fim de 3-6 meses


Fonte: Fly-to-Doc

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[Julho.2012]
publicado por MJA


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Correcção da Visão com Lentes Fáquicas

Fly 2 Doc
 

lente fáquica


No que respeita à correcção da visão, existem dois tipos de cirurgia refractiva: LASIK (um LASER que dá forma à córnea) ou em alternativa a introdução de uma Lente Intra-Ocular Fáquica (uma pequena lente que é introduzida no interior do olho). Ambas visam reduzir a dependência de óculos ou de lentes de contacto.

As lentes intra-oculares fáquicas, ou IOLs fáquicas, são lentes fabricadas em derivados do acrilato que são implantadas de forma permanente no olho, a fim de reduzir a necessidade de usar óculos ou lentes de contacto.

O termo fáquico designa o facto de a lente ser implantada no olho sem remover o cristalino do olho. (Olho fáquico é o olho que possui cristalino.) Ao implantar as IOLs fáquicas no olho, reduz-se a dependência de óculos ou de lentes de contacto.

As IOLs fáquicas implantadas proporcionam uma alteração da visão altamente previsível, ao contrário das outras cirurgias refractivas que dependem do processo de cura para atingir o estado refractivo final.

As IOLs fáquicas quase sempre cumprem ou ultrapassam a melhor visão que se pode conseguir quando se usam óculos ou lentes de contacto, um resultado final que nem sempre pode ser conseguido com a técnica LASIK ou outras cirurgias.

Devido à estabilidade das lentes artificiais, os resultados não regridem com o tempo, como por vezes acontece com o LASIK.


Descrição

A anestesia local, frequentemente administrada sob a forma de gotas para os olhos no início da cirurgia, resolve o problema da dor devida à incisão e implantação das IOLs fáquicas.

Trata-se de um procedimento cirúrgico delicado que recorre ao microscópio a fim de garantir uma correcta implantação.

Deverá ocorrer alguma dor durante o processo de cura mas consegue-se algum alivio através da toma de medicamentos de venda livre.


Indicações

As lentes fáquicas são uma opção a considerar para a correcção refractiva de casos extremos de miopia com um equivalente esférico de -10.00 D e superior, bem como de erros refractivos com uma hipermetropia elevada com um equivalente esférico de +3.50 D e superior.

As lentes também podem ser consideradas em casos de miopia mais reduzida quando a espessura da córnea é insuficiente para o tratamento refractivo com laser LASIK.


Riscos/Complicações/Efeitos Secundários

Um dos riscos significativos associado às IOLs fáquicas é a reacção adversa do tecido ocular ao implante. Isto pode ser considerado como desenvolvimento de uma catarata (reacção adversa das lentes), redução do tecido córneo (reacção adversa da córnea), ou inflamação da íris (reacção adversa da íris).

Embora cada uma destas situações ocorra com muito pouca frequência, são ocasionalmente observadas em associação com os implantes de lentes.

Dado que o olho é aberto para introduzir a lente fáquica IOL, existe o risco de infecções oculares internas. Embora muito pouco frequentes, podem ser graves e dar origem à perda do olho.

É este mais um risco que deverá discutir com o seu médico antes da cirurgia. Outro risco específico dos implantes é a possibilidade de as lentes fáquicas IOL se deslocarem da sua posição correcta após a implantação.

Dado que as diferentes lentes possuem diferentes meios de fixação no interior do olho, a frequência com que isto ocorre varia.


Cuidados pós-operatórios, Convalescença

Para todos os tipos de lentes, o procedimento é realizado em regime de ambulatório e demora cerca de 30 minutos.

Os pacientes podem regressar a casa após um curto período de espera a fim de evitar complicações.


Tempo de Recuperação

A recuperação é geralmente curta, com a cura completa a ocorrer ao fim de um ou dois meses após a cirurgia.

A maioria dos pacientes apresenta um melhoria considerável da sua visão a partir do próprio dia da cirurgia, sendo o melhor resultado, em termos de visão, obtido entre cerca de 1-7 dias após a cirurgia.
 

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[10.Dez.2013
publicado por MJA