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 Sobre a Deficiência Visual

 

MOSCAS VOLANTES E TRACÇÃO DO VÍTREO


 

 


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Moscas Volantes e Clarões de luz

Dr. Rufino Silva
 

  1. O que são Moscas Volantes?
  2. O que provoca as Moscas Volantes?
  3. As Moscas Volantes são graves?
  4. O que pode ser feito com as Moscas Volantes?
  5. O que causa clarões de luz?
  6. Enxaqueca
  7. Como é feito o exame aos seus olhos?
     

1. O que são Moscas Volantes?

É possível que às vezes você veja pequenas manchas ou nuvens mexendo-se dentro do seu campo de visão. São as chamadas "moscas volantes". Muitas vezes vê-as olhando para um fundo liso, por exemplo, uma parede branca ou um céu azul.

Na realidade, as moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido transparente que enche o interior do seu olho.

Estes objectos dão a impressão de estar diante do seu olho, mas de facto estão flutuando lá dentro. O que vê são as sombras que projectam sobre a retina, a camada de nervos no fundo do seu olho que percebe a luz e permite que você veja.

As moscas volantes podem ostentar formas diferentes, como pequenos pontinhos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha.


2. O que provoca as Moscas Volantes?

Ao chegarmos à meia idade, o gel vítreo pode começar a engrossar ou encolher, formando assim grumos ou filamentos dentro do olho. O gel vítreo afasta-se da parede posterior do olho, provocando um descolamento do vítreo posterior. Trata-se de uma causa comum de moscas volantes.

O descolamento do vítreo posterior dá-se mais frequentemente em pessoas que:

  • sofrem de miopia;
  • foram submetidos a cirurgia de catarata;
  • foram submetidos a cirurgia do olho a laser YAG;
  • sofreram de inflamação dentro do olho.

O aparecimento de moscas volantes pode causar uma certa apreensão, sobretudo se surgem de repente. Deve consultar um oftalmologista imediatamente se notar a presença de novas moscas volante, particularmente se já passou dos 45 anos.


3. As Moscas Volantes são graves?

A retina pode rasgar se o encolhimento do gel vítreo fizer com que ele se afaste da parede ocular. Isto às vezes causa um pouco de sangramento no olho que pode aparecer na forma de novas moscas volantes.

Uma retina rasgada é sempre um problema sério, já que pode levar a descolamento de retina. Consulte o seu oftalmologista o quanto antes se:

- aparecer mesmo que seja uma única nova mosca volante;
- de repente ver clarões súbitos de luz.

Caso note outros sintomas, assim como perda de visão lateral, deve voltar a ver o seu oftalmologista.
 

4. O que pode ser feito com as Moscas Volantes?

Você precisa saber se a sua retina sofreu rotura, então ligue para o seu oftalmologista se uma nova mosca volante surgir de repente.

As moscas volantes podem atrapalhar a clareza da visão, o que pode ser bastante irritante, especialmente se quiser ler. Você pode procurar mexer os olhos, olhando para cima e para baixo para afastar as moscas volantes.

Algumas moscas volantes podem permanecer na sua visão, porém muitas desaparecem com o tempo, tornando-se menos irritantes. Mesmo que tenha tido algumas moscas volantes durante anos a fio, deveria marcar uma consulta com o seu oftalmologista.


5. O que causa clarões de luz?

Quando o gel vítreo repuxa a retina, você pode ver algo parecido com clarões de luz ou relâmpagos ou "estrelas". É algo parecido com o que se pode sentir quando sofremos um traumatismo no olho, (por exemplo, um murro).

Os clarões de luz podem apresentarem-se de vez em quando durante várias semanas ou meses. Com o passar dos anos é mais comum vermos clarões. Se reparar no aparecimento súbito de clarões de luz, deve consultar o seu oftalmologista imediatamente para verificar se a retina foi rasgada.


6. Enxaqueca

Alguma pessoas experimentam clarões de luz na forma de linhas recortadas ou "ondas de calor" em ambos os olhos, muitas vezes permanecendo durante 10-20 minutos. Este tipo de clarão costuma ser causado por um espasmo dos vasos sanguíneos no cérebro, chamado enxaqueca.

Se os clarões são acompanhados por dor de cabeça, chamamos a essa dor de cabeça de enxaqueca. Porém linhas recortadas ou ondas de calor podem ocorrer sem enxaqueca. Neste caso, os clarões de luz são chamados de enxaqueca oftálmica, ou enxaqueca sem dor de cabeça.


7. Como é feito o exame aos seus olhos?

Quando um oftalmologista examina os seus olhos, faz dilatar as pupilas com um colírio. Durante este exame indolor, o seu oftalmologista observará com cuidado a retina e o vítreo. Por ter as pupilas dilatadas, talvez precise que alguém o leve a casa depois de sair do consultório.

As moscas volantes e clarões de luz tornam-se mais frequentes à medida que envelhecemos. Apesar de nem todas as moscas volantes e clarões serem graves, você deveria fazer sempre um exame à vista para verificar se a sua retina não sofreu nenhuma lesão.

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11.Ago.2013
publicado por MJA


Moscas Volantes

Dr. Luís Carlos Costa


Moscas volantes é o nome que se dá à perceção que o nosso cérebro tem de pequenas opacificações que podem eventualmente existir dentro do vítreo.

O vítreo é uma substância gelatinosa que ocupa 80% do volume total do olho, e é formado fundamentalmente por 90% de água, colagéneo e ácido hialurónico. Tem de ser perfeitamente transparente para não interferir na visão. Quando existem restos de sangue, pigmentos ou agregados de células no gel vítreo, podemos percebê-los como moscas volantes; estas são melhor percebidas quando se olha para um fundo branco e, parecem mover-se com os movimentos oculares.

São provocadas principalmente pela liquefação e colapso do vítreo que ocorre devido a fatores como: a idade (mais de 50 anos), miopia, traumatismo, cirurgias oculares, entre outros.

Este descolamento do vítreo pode dar-se sem qualquer tipo de sintomatologia ou, noutros casos, pode aparecer sob a forma de pequenos pontos, linhas, várias linhas cruzadas, descritas pelos doentes como visões de moscas, mosquitos, teias de aranha ou aranhões.

Por vezes, por haver uma adesão maior entre o vítreo e a retina, o vítreo poderá ter mais dificuldade em soltar-se, dando pequenos puxões que são percebidos como faíscas luminosas ou relâmpagos. Estas trações podem eventualmente rasgar a retina dando origem a uma lesão retiniana, que se não for tratada provoca um descolamento de retina, situação de grande urgência oftalmológica uma vez que pode provocar cegueira.

Os jovens, podem referir moscas volantes normalmente devido a traumatismo. Há quem refira também como causa os jogos de vídeo, os computadores, e até, a televisão, mas nada está provado.

O diagnóstico é feito pela observação do fundo ocular, pelo OCT, ou pela ecografia ocular.

As moscas volantes, apesar do seu incómodo, não necessitam geralmente de tratamento e, normalmente, melhoram ao fim de alguns meses. No entanto, quando se tornam um problema e interferem significativamente na visão pode estar indicada a cirurgia de vitrectomia, em que o gel vítreo é substituido, e as “moscas volantes” são retiradas.

Há quem proponha laser para o tratamento das moscas volantes numa tentativa de as separar em pedaços mais pequenos e menos perceptíveis, mas os riscos são grandes e os doentes não referem grande benefício.

Existem igualmente medicamentos indicados para a reabsorção das moscas volantes mas, cientifícamente, não há qualquer prova da sua eficácia.

Devido às consequências que podem acarretar, as moscas volantes devem ser de imediato referenciadas para um oftalmologista, pois 15% delas estão associadas a lesões retinianas predisponentes a descolamento de retina. Esta patologia deve ser tratada o mais breve possível com vista a diminuir o risco das suas complicações.


O Dr. Luís Carlos Costa (OM18172) É Oftalmologista no Trofa Saúde Hospital em Alfena.

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16.Mar.2021
publicado por MJA


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Flutuadores oculares

Clínica Santa Filomena de Coimbra


Definição
Os flutuadores oculares são manchas na sua visão. Podem parecer-se com pintas pretas ou cinzentas, cordas ou teias de aranha que flutuam quando move os seus olhos.

A maioria dos flutuadores oculares resulta de alterações relacionadas com a idade que ocorrem quando a substância gelatinosa (vítreo) dentro dos seus olhos fica mais líquida. Quando isso acontece, as fibras microscópicas dentro do vítreo tendem a agrupar-se e podem projectar pequenas sombras na sua retina, que pode ver como flutuadores oculares.

Se notar um aumento repentino no número de flutuadores oculares, contacte imediatamente um oftalmologista, sobretudo se vir também flashes de luz ou perder a sua visão periférica. Estes podem ser sintomas de uma emergência que requer atenção imediata.


Sintomas
Entre os sintomas de flutuadores oculares podem incluir-se:

  • manchas na visão que podem parecer-se com pontos escuros ou protuberâncias, cordas transparentes ou material flutuante
  • manchas que se movem quando move os seus olhos, de forma que quando tenta olhar para elas, elas movem-se rapidamente para fora do seu campo de visão
  • manchas que são mais perceptíveis quando olha para um fundo liso brilhante, como um céu azul ou uma parede branca
  • manchas que, eventualmente, estabilizam e flutuam para fora da linha de visão


Quando consultar um médico
Contacte imediatamente um especialista se notar:

  • muitos mais flutuadores oculares do que o habitual
  • um aparecimento repentino de novos flutuadores
  • flashes de luz
  • escuridão nos lados da sua visão (perda de visão periférica)

Estes sintomas indolores podem ser provocados por um rasgo na retina, com ou sem um descolamento da retina, uma doença que ameaça a visão e que exige uma atenção imediata.


Causas
Os flutuadores oculares podem ser provocados por:

  • Alterações relacionadas com a idade. Os flutuadores oculares ocorrem com mais frequência como resultado de alterações no vítreo relacionadas com a idade, substância gelatinosa que preenche os seus globos oculares e ajuda a manter a sua forma redonda. Com o tempo, o vítreo muda de consistência e liquefaz-se parcialmente, um processo que faz com que encolha e se afaste da superfície interior do globo ocular. À medida que o vítreo encolhe e descai, agrupa-se e fica fibroso. Fragmentos destes resíduos bloqueiam alguma da luz que passa através do olho, projectando sombras minúsculas na sua retina.
  • Inflamação na parte de trás do olho. A uveíte posterior é a inflamação nas camadas da úvea na parte de trás do olho. A uveíte posterior, que pode provocar flutuadores oculares, pode ser provocada por doenças infecciosas ou inflamatórias, entre outras causas.
  • Sangramento no olho. A hemorragia vítrea é sangramento no vítreo, substância gelatinosa do olho. O sangramento no olho pode ter muitas causas, incluindo lesões e problemas nos vasos sanguíneos.
  • Retina rasgada. Podem ocorrer rasgos na retina quando um vítreo descaído puxa a retina com força suficiente para rasgá-la. Um rasgo na retina pode provocar o aparecimento de novos flutuadores na sua visão. Sem tratamento, o rasgo na retina pode levar ao descolamento da retina, uma acumulação de líquido atrás da retina que provoca a sua separação da parte de trás do seu olho. Um descolamento da retina não tratado pode conduzir a uma perda de visão permanente.


Diagnóstico
O seu médico fará um exame ocular completo para certificar-se que os seus flutuadores não são um sinal de algo mais grave. Parte do exame incluirá olhar para os seus olhos, depois de o seu médico colocar gotas dilatadoras da pupila nos seus olhos.


Tratamento
A maioria dos flutuadores oculares não exige tratamento

Na maior parte dos casos, os flutuadores oculares não exigem nenhum tratamento. Aprender a lidar com os seus flutuadores pode demorar algum tempo. Viver com flutuadores oculares pode ser frustrante. Com o tempo, pode descobrir que consegue ignorar os flutuadores mais facilmente e que se apercebe deles com menos frequência.

Tratamentos para flutuadores que prejudicam a sua visão
Em casos raros, os seus flutuadores oculares podem prejudicar a sua visão. Raramente, os flutuadores serão tão grandes ou tão numerosos que dificultem a realização das suas tarefas diárias. Nessas situações, juntamente com o seu médico pode equacionar um tratamento para os seus flutuadores oculares.

As opções podem, incluir:

  • A utilização de um laser para dissolver os flutuadores. Durante a terapia com laser, um oftalmologista usa um laser especial nos flutuadores no vítreo. O laser pode partir os flutuadores e torná-los menos perceptíveis. Algumas pessoas que se submeteram à terapia com laser para tratar os seus flutuadores afirmaram que a sua visão melhorou enquanto outros só notaram uma pequena diferença ou nem notaram mesmo nenhuma diferença. Os riscos da terapia com laser incluem danos na sua retina que podem ocorrer se o laser for apontado de forma incorrecta. A cirurgia com laser para tratar flutuadores oculares é considerada experimental e não é amplamente utilizada.
     
  • Recorrer à cirurgia para remover o vítreo. Durante um procedimento de vitrectomia, um oftalmologista faz uma pequena incisão no seu olho e remove o vítreo gelatinoso. É colocada uma solução no olho para ajudá-lo a manter a sua forma. Eventualmente, o seu corpo produz e preenche o seu olho com líquido que substituirá a solução. A vitrectomia poderá não remover todos os flutuadores na sua visão e novos flutuadores podem desenvolver-se após a cirurgia. Riscos da vitrectomia incluem sangramento e rasgos na retina.

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11.Ago.2013
publicado por MJA


A Vitrectomia explicada

Centro Cirúrgico de Coimbra


O vítreo preenche o interior do olho humano e existe para proporcionar um efeito de amortecedor. Numa vitrectomia, é este gel, viscoso e transparente que se remove. Há uma troca de humores. O humor aquoso tomará o lugar do humor vítreo.

Existem várias explicações para a necessidade de remover o humor vítreo e um cirurgião de retina experiente sabe que tem de ir ao foco do problema para obter os melhores resultados e isso passa por seguir o caminho mais direto, atuando onde é necessário para repor a normalidade.

É este tipo de opção cirúrgica que justifica a remoção do vítreo, uma substância gelatinosa e viscosa que ocupa quase 2/3 do globo ocular e que se localiza entre o cristalino e a retina. A vitrectomia é o primeiro passo e o vítreo será removido por corte e aspiração, em simultâneo. Uma vez realizada a vitrectomia, o cirurgião está agora na localização exata para executar a sua ação reparadora na retina, seja porque esta descolou, seja porque surgiram proliferações fibrovasculares, que estão a comprometer a arquitetura da interface vítreo-retiniana ou a alterar a necessária transparência, não permitindo a melhor visão, ou porque é necessário eliminar uma membrana epirretiniana que teima em deformar a mácula.

Por si só, o vítreo também sofre um processo de envelhecimento e as suas particularidades alteram-se. A substância gelatinosa e viscosa começa a ficar liquefeita, perde as suas características originais e pode acabar por se desorganizar, dando lugar a um descolamento posterior do vítreo. A aparição de sombras móveis, as chamadas “moscas volantes”, de tamanho e formato variados ou o aparecimento de alguns flashes no campo visual periférico, são indicadores da existência de um provável descolamento do vítreo, situação que, por si só, deve justificar a observação por um médico oftalmologista.

Sempre que o cirurgião opta pela remoção do vítreo, em sua substituição é colocada uma solução líquida, com uma composição muito idêntica à do humor aquoso, basicamente composta por água e alguns sais minerais. A substituição é temporária, uma vez que esta solução balanceada desaparece ao fim de 8 a 10 horas, o tempo necessário para que o olho humano produza a quantidade necessária de humor aquoso, essencial e indispensável para manter a pressão e sustentação da retina.

São várias as situações que podem justificar a necessidade de remover o vítreo e a estas ainda se pode juntar a consequente remoção do cristalino, o que se denomina por cirurgia combinada. A prática cirúrgica já demonstrou que, nos casos em o vítreo é removido, existe uma probabilidade elevada de desenvolver catarata ou edema da mácula. É por esta razão que o cirurgião de retina opta por uma cirurgia combinada e que passa pela remoção do vítreo e do cristalino, no mesmo acto cirúrgico.

Em alternativa à remoção do vítreo, existe a chamada técnica clássica mas, neste caso, o cirurgião de retina ficará sempre com uma atuação muito limitada e com resultados provavelmente menos seguros. A técnica clássica é menos agressiva, mas também é indireta, uma vez que os gestos cirúrgicos apenas contornam o globo ocular, sem nunca entrar no seu interior, mas pode ser usada em alguns casos específicos, particularmente em doentes mais jovens, nos quais é necessário preservar a integridade do cristalino. No entanto, esta opção cirúrgica estará sempre condicionada pela complexidade do caso clínico e pela experiência do cirurgião.

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3-Nov-2016
publicado por MJA


 

Descolamento do vítreo

Professor Dr. Manuel Monteiro Pereira


O que é?
O vítreo é um fluido gelatinoso e transparente que preenche a maioria do interior do globo ocular e que ajuda a manter a forma do olho, sendo constituído por 99% de água, encontrando-se em contacto com a superfície da retina. A retina está localizada na parte mais interna do olho e ocupa um importante papel na visão. O sistema ótico do olho foca a luz na retina, esta recebe as imagens e envia-as para o cérebro, através do nervo ótico sob a forma de impulsos nervosos.

O descolamento do vítreo ocorre quando existe uma separação do vítreo com a retina. O descolamento do vítreo é das patologias que mais frequentemente afetam o humor vítreo.

Estamos perante um descolamento de vítreo posterior total quando o vítreo se encontra totalmente separado da retina, enquanto que num descolamento de vitreo posterior parcial existem zonas do vítreo aderentes à retina.

Um descolamento de vítreo afeta normalmente um olho (descolamento de vítreo unilateral). Em casos raros pode ocorrer em ambos os olhos (descolamento de vítreo bilateral).

À medida que os olhos envelhecem, o vítreo vai-se adulterando, ficando cada vez mais líquido. Este processo pode conduzir à separação do vítreo da retina, provocando o descolamento do vítreo. Traumas oculares, complicações de algumas cirurgias, são exemplos que podem levar a um descolamento de vítreo. Veja mais informação em causas para o descolamento de vítreo posterior.

O termo “desprendimento” é também, por vezes, utilizado pelos doentes para se referirem ao descolamento de vítreo. Muitas vezes, as palavras “descolar” ou “deslocar” são também utilizadas indistintamente. Ou seja, “deslocamento do vítreo” ou “vítreo descolado” são ambas formas de dizer “descolamento de vítreo”, sendo contudo este último, o termo vulgarmente utilizado pelos médicos oftalmologistas.

Diagnóstico
O diagnóstico do descolamento do vítreo posterior é efetuado pelo médico oftalmologista através do exame de fundo ocular e exames auxiliares de diagnóstico, nomeadamente o OCT ou a ecografia ocular.

Em muitos casos o descolamento do humor vítreo, apesar de acarretar alguma sintomatologia que pode interferir com a capacidade de visão, como é exemplo a perceção das chamadas “moscas volantes” não origina complicações graves que ponham em risco a visão dos doentes. Contudo, em alguns casos em que ocorre o descolamento do vítreo, podem suceder-se buracos ou rasgaduras na retina. Estas, por sua vez, permitem que o vítreo se infiltre para debaixo da retina. Quando tal ocorre, a retina pode “descolar” levando ao que chamamos de descolamento da retina.

O descolamento da retina é uma situação de urgência oftalmológica, em que ocorre o descolamento da retina neurossensorial do epitélio pigmentado da retina, devendo ser tratado com a máxima urgência sob pena de poder provocar danos irreversíveis na visão. Por estes motivos, é importante que a consulta no oftalmologista ocorra com urgência se existir a suspeita de um descolamento do vítreo.

Sintomas
O descolamento posterior do vítreo pode originar os seguintes sintomas:

  • flashes de luz (fotopsia);
  • súbito e enorme aumento do número de corpos flutuantes “moscas volantes”;
  • ligeira sensação de peso nos olhos.

Em caso de aparecimento de flashes de luz ou de “moscas volantes” deve consultar com urgência um médico oftalmologista. A falta de cuidados médicos nas primeiras horas pode provocar danos irreversíveis na visão. Em último caso, o descolamento de vítreo causa cegueira no olho afetado, se não for efetuada qualquer intervenção e ocorram complicações, como é exemplo o descolamento da retina.

Causas
No descolamento do vítreo, podem identificar-se as seguintes causas:

  • Complicação de cirurgias intra-oculares;
  • Trauma ocular;
  • Inflamação ocular;
  • Miopia;
  • Envelhecimento.

O descolamento de vítreo é mais frequente em pessoas com idade superior a 50 anos. Os doentes que padecem de miopia também possuem um risco acrescido de efetuar descolamento posterior do vítreo.

Tem cura?
O descolamento de vítreo é uma situação grave e tem cura se tratado de forma adequada e atempada. Conheça, de seguida, com tratar o descolamento posterior do vítreo.

Tratamento
No descolamento de vítreo, o tratamento é efetuado de acordo com a gravidade e complicações associadas. Se houver rasgaduras na retina deve ser realizado laser. Se houver hemovítreo (sangue no vítreo), vítreo turvo ou “moscas volantes” que incomodem em demasia deve ser realizada vitrectomia.

A presença das chamadas “moscas volantes” por si só, não implica uma intervenção cirúrgica. A decisão de operar deve levar em consideração diversos fatores, como por exemplo de que forma é que estes “pontos pretos” ou “manchas negras” estão a interferir com a visão do doente.

Se houver associado ao descolamento do vítreo descolamento da retina deve ser realizada cirurgia vítreo retiniana consoante o tipo de descolamento da retina.

fonte: https://www.saudebemestar.pt/

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16-Mar-2021
publicado por MJA


 

Síndrome de tração vítreo-macular associada a Retinopatia Diabética

Instituto Portugues de Retina


O síndrome de tração vitreomacular (STV) caracteriza-se por um descolamento posterior do vítreo incompleto, resultando numa força de tração de vetor anteroposterior e tangencial a nível da mácula.

Alguns casos podem ser assintomáticos, mas os casos mais graves podem apresentar perda de acuidade visual, distorção da imagem e escotoma visual central.

Aproximadamente 70% dos olhos contralaterais apresentam alguma evidência de anormalidade da interface vitreorretiniana documentada na tomografia óptica de coerência (OCT), nomeadamente a existência de membrana epirretiniana, adesão vitreomacular e buraco macular lamelar.

O tratamento cirúrgico por vitrectomia é a opção mais válida para o síndrome de tração vitreomacular, obtendo-se melhores resultados anatómicos e funcionais. O tratamento com ocriplasmina é atualmente uma opção aceitável em casos específicos.

fonte: https://www.institutoderetina.pt/

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16-Mar-2021
publicado por MJA