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 Sobre a Deficiência Visual

 

Vitaminas e Antioxidantes para os Olhos


As bagas de GOJI são a fonte mais rica de carotenóides de todos os alimentos conhecidos.

 

  1. Vitaminas previnem a progressão das doenças degenerativas da retina Universo Farmacêutico
  2. A Luteína  SBAF
  3. Luteína - o antioxidante específico do olho  PRISBAR
  4. 10 alimentos com vitamina A  Terra Brasil
  5. A nutrição afecta a DMRI?  National Eye Institute (EUA)

 


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Vitaminas previnem a progressão das doenças degenerativas da retina

Universo Farmacêutico


Pesquisadores irlandeses apresentaram os resultados do primeiro estudo comparativo do uso de suplementos para prevenir o aparecimento precoce da degeneração macular da retina. Essa doença leva à perda progressiva da visão, sendo principal causa de cegueira no mundo ocidental.

A causa principal da doença retiniana é a disfunção da camada mais interna do olho humano, o epitélio pigmentar retiniano. Dois tipos básicos de complicações acontecem nessa região. Uma delas é a degeneração seca da retina e a outra é a formação de áreas de formação de vasos sanguíneos, que fazem com que o epitélio da retina se separe e deixe de funcionar. A perda de visão habitualmente passa por etapas que vão desde o borramento da visão até a perda total da visão central, impedindo o reconhecimento de outras pessoas e a capacidade de ler.

A busca dos especialistas, mais do que um tratamento eficaz, é descobrir o que pode ser feito para retardar ou evitar esse processo degenerativo. O uso de vitaminas com características antioxidantes vem sendo proposto, porém nenhum estudo tinha conseguido comparar a evolução entre pessoas que usavam ou não as vitaminas. No caso da pesquisa irlandesa o complexo vitamínico testado em mais de 400 pacientes era rico em xantina e luteína, classificadas entre as chamadas de carotenoides. Essas vitaminas estão presentes de forma natural, tais como outras, nos vegetais e nas frutas.

O acompanhamento dos dois grupos por mais de cinco anos mostrou que, no grupo que usou as vitaminas, não só a progressão da degeneração macular se deteve, bem como a visão desses participantes melhorou nesse tempo. Por outro lado, a visão e a retina dos outros participantes piorou sem o uso das vitaminas. Novos estudos são necessários para determinar a dosagem necessária e o tempo de utilização do complexo vitamínico para que se obtenham os efeitos sobre a degeneração da retina.

Fonte: Universo Farmacêutico, 2009


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[18-Dez-09]
publicado por MJA


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A Luteína

Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais


O descobrimento da luteína é um dos grandes avanços da medicina. Este carotenóide, de ocorrência natural, possui a cor amarela e é amplamente distribuído (frutas, verduras, gema do ovo e na mácula humana). Está se comprovando que este pigmento possui uma acção antioxidante. Diversos estudos relacionam a luteína como um agente preventivo tanto para a degeneração macular associada com a idade quanto para a catarata.

A luteína, no olho humano, atua como um filtro dos raios solares evitando danos à retina e à mácula. Estudos estão relacionando a diminuição da luteína, por exposição aos raios UV da luz solar, com a ocorrência da degeneração macular e a catarata. Como o organismo humano não consegue fabricar esse pigmento a ingestão, através da dieta, assume um papel muito importante. São alimentos ricos em luteína o repolho, a couve e o espinafre.

Numerosos estudos comprovam que a suplementação com luteína melhora a função visual. O mercado para os suplementos de luteína e alimentos enriquecidos com luteína tem aumentado muito, nos últimos anos.

A degeneração macular é uma causa considerável de cegueira para pessoas acima dos 65 anos de idade. A mácula possui uma grande quantidade de carotenóides do subgrupo das xantofilas. De entre as xantofilas estão presentes a luteína e a zeaxantina. O conteúdo de luteína é reduzido com a idade e pode liderar a ocorrência da degeneração macular.

Em relação à catarata percebe-se que os olhos normais possuem mecanismos de combate aos radicais livres. A catarata ocorre quando proteínas se depositam na lente dos olhos gerando perda da acuidade visual. Uma dieta rica em luteína e zeaxantina pode actuar como preventiva para a catarata.

Estudos têm sido realizados na tentativa de se determinar as doses máximas úteis de luteína e zeaxantina, para benefício máximo da função visual sem a geração de efeitos adversos.

Como os pigmentos luteína e zeaxantina combatem radicais livres e filtram radiação UV, outra linha de estudo visa identificar possíveis benefícios da ingestão oral para a saúde da pele exposta à radiação solar.


Fonte: Functional foods & Nutraceuticals Magazine, 2004
in
Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais

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Luteína - o antioxidante específico do olho

PRISFAR


A luteína é um carotenóide antioxidante naturalmente presente em legumes de folha verde escura (espinafre, couve, bróculos) e frutos (laranja, kiwi). Conhecem-se cerca de 600 carotenóides na natureza, embora apenas 40 a 50 tenham sido identificados na dieta.

No plasma, foram identificados 14 carotenóides, para além dos seus isómeros, sendo os mais abundantes: luteína, zeaxantina, betacaroteno, licopeno, alfacaroteno e criptoxantina.

A luteína/zeaxantina são carotenóides da família das xantofilas e, ao contrário dos carotenos, as xantofilas não têm actividade pró-vitamínica A. A zeaxantina é um estereoisómero da luteína presente na dieta humana em quantidades muito inferiores à luteína, além do que, a mácula consegue obter zeaxantina a partir da luteína.

De todos os carotenóides presentes no plasma humano, só a luteína/zeaxantina se encontram depositadas no globo ocular, nomeadamente na retina e mácula, constituindo o pigmento macular (PM).

A luteína é, assim, o antioxidante predominante no olho, protegendo os tecidos da oxidação ao filtrar a luz azul e ao neutralizar os radicais livres.

O organismo não produz luteína mas pode obtê-la da dieta ou através de suplementos dietéticos.

Não há nenhuma recomendação oficial sobre a quantidade diária de luteína a ingerir, mas nutricionistas e oftalmologistas recomendam cerca de 6 mg por dia.

Estudos demonstram que o consumo regular de luteína reduz em 48% o risco de desenvolvimento de Degenerescência Macular relacionada com a Idade (DMI).

A DMI é uma doença de evolução lenta, progressiva e indolor que afecta de forma irreversível o tecido da mácula e que conduz inevitavelmente à perda de visão.

A idade, o tabaco, a íris clara, a arteriosclerose e uma dieta com baixo teor de vegetais de folha verde constituem factores de risco para o desenvolvimento de DMI, dado que contribuem para a redução do PM.


A DMI e outras doenças oftalmológicas

A luteína é o antioxidante predominante nos olhos, encontrando-se depositado na retina e na mácula, com o principal objectivo de proteger os tecidos da oxidação ao filtrar a luz azul e ao destruir os radicais livres.

A Degenerescência Macular relacionada com a idade (DMI) provoca a destruição irreversível do tecido da mácula que, quando não retardada, conduz inevitavelmente à cegueira.

A DMI afecta cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo - é responsável por 50 por cento dos casos de cegueira no Reino Unido e é a maior causa de cegueira a partir dos 50 anos nos E.U.A.


Factores de risco

Assim, para além da idade avançada e da dieta deficiente em legumes de folha verde (couve, espinafre, bróculos, entre outros) e frutos (laranja e kiwi), afiguram-se como factores de risco da DMI a excessiva exposição aos olhos à incidência directa da luz solar (com ênfase nas íris claras), doenças cardiovasculares, o fumo do tabaco, o sexo (com incidência no feminino) e a raça (particularmente a branca).


Gabinete de Informação sobre Luteína

Segundo Steven G. Pratt, presidente do Gabinete de Informação sobre Luteína, "o gabinete ajudará a educar as pessoas em todo o mundo sobre a luteína e esclarecerá o importante papel que esta desempenha ao nível da visão e da saúde em geral. Esperamos que o web site e outras actividades do gabinete ajudem, em última instância, a diminuir as doenças  relacionadas com a visão e estimulem a progressão de pesquisas em torno da luteína". Na verdade, o  Gabinete de informação é o primeiro fórum dedicado à ciência e aos benefícios da luteína, afirmando-se "uma preciosa fonte de investigação para a comunidade científica, meios de comunicação social e publico em geral", segundo responsáveis da Kemin Foods.

Assim, via  luteininfo.com  é possível o acesso a informação detalhada sobre a luteína, os seus benefícios médicos, esclarecimentos sobre a Degenerescência Macular relacionada com a Idade (DMI), entre outras matérias.


Análise científica

1994 - Uma dieta rica em luteína pode reduzir o risco de DMI:
Um estudo realizado na Universidade de Harvard, provou a existência de uma forte correlação entre a prevenção da DMI e a ingestão diária de 6mg de luteína.

1995 - A luteína pode inibir os radicais livres que afectam a mácula:
O papel bioquímico da luteína na DMI foi também analisado em Harvard e , em consequência, foi concluído que a luteína e a zeoxantina absorvem os raios azuis , impossibilitando a foto-oxidação.

1995 - O papel da dieta alimentar na quantidade de luteína existente na mácula:
A quantidade de luteína existente na região macular é determinada pela dieta alimentar, sendo posta de parte a interferência de factores genéticos. Para tal, foi desenvolvido um estudo baseado na dieta de gémeos - na Universidade of New Hampshire -, variando apenas a presença, ou não, de luteína na alimentação administrada a cada um.

1996 - A luteína pode prevenir a progressão da DMI:
O exame dos efeitos da ingestão de antioxidantes em pacientes que já tinham desenvolvido a DMI levou investigadores a concluir que os suplementos de antioxidantes prevenirem o avanço da doença. O estudo foi publicado no Journal of the American Optometric Association.

1996 - Indivíduos que sofrem de DMI apresentam baixos níveis de luteína:
Investigadores da Universidade internacional da Florida compararam indivíduos com e sem DMI e encontraram níveis de luteína inferiores na região macular dos indivíduos com problemas oculares.

1997 - Os indivíduos que tomam luteína apresentam um aumento desta substância na região mácula:

Para complementar as conclusões anteriores, investigadores da Universidade Internacional da Florida seleccionaram uma amostra da população á qual deram 30 mg de luteína, durante cinco meses. Resultado: os indivíduos a quem tinha sido administrada luteína apresentam um aumento de 20% a 30% desta substância na região macular da retina, resultante da administração de 30% a 40% da acção dos radicais livres nesta região.

1998 - Elevados níveis de luteína indicam um aumento da sensibilidade visual:
A medição da densidade do pigmento macular de 26 idosos (com idades compreendidas entre os 60 e 84 anos) e 10 jovens (entre os 24 e 36 anos) teve como objectivo a determinação da sensibilidade visual dos indivíduos. Os resultados demonstraram que os idosos com elevados níveis de luteína apresentam uma sensibilidade visual similar á dos indivíduos mais jovens.

1999 - Os antioxidantes e a perda de visão:
De acordo com investigadores da Faculdade de Medicina e Oftalmologia da Universidade de Indiana, a densidade do pigmento da mácula varia de acordo com a dieta alimentar, sendo fundamental a luteína na preservação da DMI.


Fonte: PRISFAR

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10 alimentos com vitamina A

Terra Brasil


imagem: alimentos com vitamina A

 

A cegueira noturna é o sintoma clínico mais comum nos casos de hipovitaminose A, que, se não tratado, pode levar à cegueira irreversível. A vitamina A atua na manutenção da visão, no funcionamento adequado do sistema imunológico, como antioxidante e mantêm as mucosas e a pele saudáveis.

A frase “quem come cenoura não tem problema de visão” faz sentido. Isso porque o legume é um dos alimentos que contam com nutrientes que se transformam em vitamina A no organismo. “Uma cenoura grande, cerca de 100 gramas, contém 2.025 microgramas de vitamina A e isso supre as necessidades diárias”, explica o nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo. “A vitamina A atua na manutenção da visão, no funcionamento adequado do sistema imunológico, como antioxidante e mantêm as mucosas e a pele saudáveis”, comenta.

A deficiência de vitamina A causa, entre outros, a hipovitaminose A, deixando crianças e adolescentes vulneráveis a doenças, interferindo no seu crescimento e desenvolvimento. A cegueira noturna é o sintoma clínico mais comum nos casos de hipovitaminose A, que, se não tratado, pode levar à cegueira irreversível. “Estima-se que, a cada ano, mais de 250 mil crianças no mundo desenvolvam essa doença em virtude do consumo inadequado de vitamina A”, explica o nutrólogo.

O excesso também pode causar problemas. “A vitamina A é lipossolúvel, ou seja, pode acumular-se no organismo, o que, geralmente, ocorre devido a suplementação em excesso”, comenta Alexander.
 

Veja 10 alimentos com vitamina A que garantem a boa visão:

  1. Um bife de fígado (100 g) tem, aproximadamente, 10.700 microgramas (µg) de vitamina A
  2. Uma cenoura grande, com cerca de 100 gramas, contém 2025 microgramas de vitamina A
  3. Inclua a batata doce na alimentação de crianças e adolescentes; duas colheres de sopa oferecem 1310 microgramas do nutriente
  4. Equilibre o cardápio com duas colheres de sopa de couve, que fornecem, no total, 250 microgramas de vitamina A
  5. A abóbora também está na lista dos alimentos ricos no nutriente; meia xícara fornece, em média, 1050 microgramas de vitamina A
  6. Um ovo possui 225 microgramas (µg) de vitamina A
  7. Uma unidade média de manga tem cerca de 805 µg de vitamina A
  8. Um pimentão vermelho possui, em média, 212 µg do nutriente
  9. Duas fatias de queijo prato têm 72 µg de vitamina A
  10. Um copo (250 ml) de suco de tomate fornece 283 µg de vitamina A

A atenção dos pais deve se voltar para a recomendação da ingestão diária, que conta com valores diferentes para crianças e adolescentes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, dos 4 aos 8 anos, o consumo precisa ser de 400 microgramas (µg) de vitamina A por dia, enquanto que dos 9 aos 13 anos, 600 µg/dia. A partir dos 14 anos, a ingestão é de 900 µg para os meninos e 700 µg para as meninas.

Por isso, o importante é manter uma alimentação equilibrada, e incluir fontes de origem animal, com bife de fígado, peixe, leite integral e gema de ovo, que apresentam boas quantidades da vitamina A. “Já as fontes alimentares de origem vegetal são denominadas de carotenoides de provitamina A, que se convertem no nutriente no interior do organismo”, comenta o nutrólogo.

Os alimentos de origem vegetal ricos em carotenoides são o azeite de dendê, as frutas e os vegetais amarelos e laranjas (batata doce, abóbora, cenoura, manga), além das folhas verdes escuras (couve, brócolis, escarola, espinafre).

 

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[8-Jul-14]
publicado por MJA


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A nutrição afeta a Degenerescência MacularRelacionada com a Idade (DMRI)?

National Eye Institute (EUA)


O Age-Related Eye Disease Study (AREDS), conduzido pelo National Eye Institute dos Estados Unidos, revelou que um suplemento dietético que contém uma combinação de vitaminas e minerais pode ajudar a reduzir o risco de DMRI.

No estudo descobriu-se que os níveis elevados de antioxidantes e de zinco pode reduzir o risco de desenvolver a DMRI em cerca de 25%.

As quantidades específicas diárias de antioxidantes e zinco utilizado pelos pesquisadores do estudo foram:

  • 500 miligramas de vitamina C;
  • 400 unidades internacionais de vitamina E,
  • 15 miligramas de beta-caroteno (muitas vezes rotulado como equivalente a 25.000 unidades internacionais de vitamina A),
  • 80 miligramas de zinco, óxido de zinco, e dois miligramas de cobre cúprico como óxido.

O cobre foi adicionado às formulações AREDS contendo zinco para prevenir a anemia de cobre, deficiência de uma doença associada com níveis elevados de ingestão de zinco. Para mais informações, visite o site www.nei.nih.gov.

Peixes e nozes podem retardar o progresso da DMRI. Estudos tem revelado que o consumo de peixe – que é rico em omega-3 – tem um efeito preventivo. Embora as nozes possuam propriedades preventivas, os pesquisadores não conseguiram determinar qual noz, ou em qual quantidade, deva ser consumida.

Os carotenóides também podem prevenir a DMRI. Os pesquisadores descobriram que dietas ricas em luteína e zeaxantina - dois carotenóides encontrados em vegetais verdes e coloridos – podem ajudar a reduzir a possibilidade de desenvolver a DMRI. Estes carotenóides são altamente concentrados na mácula e podem protegê-la contra danos.

É fundamental que o paciente siga rigorosamente as recomendações do seu médico. O organismo de cada paciente necessita de quantidades específicas de nutrientes. A adoção de uma dieta sem o acompanhamento de um especialista, pode, assim como a automedicação, acarretar sérios problemas de saúde.

Tradução: Retina-Brasil, 2011

 

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[28-Abr-14]
publicado por MJA