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 Sobre a Deficiência Visual


A Mãe e a Biblioteca Braille

Kyung-sook Shin

Bibliothécaire aveugle - fotografia de Bettina Rheims, 1992
Bibliotecário cego - foto de Bettina Rheims, 1992


Ame, enquanto puder amar.
Franz Liszt

Você deixou o polvo vivo que tinha comprado no mercado de peixe de Pohang na cozinha, pois nem você nem sua mãe sabiam o que fazer com ele, e sentou-se à mesa na frente de Mamãe como nos velhos tempos, comendo em silêncio uma refeição simples que consistia de arroz e hanchan, acompanhamentos como kimchi, tofu assado, anchovas sauteés e algas marinhas torradas. Quando Mamãe enrolou um pedaço de alga em um pouco de arroz como fazia na sua infância e levou-o à sua boca, você aceitou e comeu. Após o jantar, para fazer a digestão, você e Mamãe deram uma volta ao redor da casa. Não era mais a mesma casa em que você crescera, mas os quintais da frente, do lado e dos fundos continuavam interligados, como antes. Na prateleira do pátio dos fundos ainda havia muitos potes de cerâmica. Quando você era pequena, eles ficavam sempre cheios de molho de soja, pasta de pimenta vermelha, sal e pasta de feijão, mas agora estavam vazios. Enquanto vocês duas davam uma volta ao redor da casa, Mamãe às vezes à frente e outras atrás, ela de repente perguntou por que você tinha ido visitá-la.

— Fui a Pohang...

— Pohang é longe daqui.

— É.

— É mais longe vir aqui de Pohang do que de Seul.

— Sim, é.

— O que fez você vir de Pohang para cá, já que parece nunca ter tempo para uma visita?

Em vez de responder, você segurou a mão áspera de Mamãe, num gesto de desespero, como se estivesse se agarrando a um salva-vidas na escuridão, porque não sabia explicar suas emoções. Você disse a Mamãe que tinha ido bem cedo fazer uma palestra na Biblioteca Braille, em Pohang.

— Biblioteca Braille? — perguntou Mamãe.

— Braille é o que os cegos lêem com os dedos.

Mamãe assentiu com um gesto de cabeça. Enquanto caminhavam ao redor da casa, você contou a Mamãe sobre a viagem a Pohang. A Biblioteca Braille a tinha convidado várias vezes para uma visita, mas você nunca podia por estar envolvida com algum compromisso. No início da primavera, voltaram a telefonar. Você acabara de publicar seu último livro. O bibliotecário explicou que gostariam de publicar seu livro mais recente em braille. Braille. Você não sabia muita coisa sobre braille. Sabia apenas que era a linguagem dos cegos, como contou à sua mãe. Você escutou o bibliotecário com ar impassível, como se estivesse ouvindo alguém falar sobre um livro que ainda não lera.

O bibliotecário disse que queriam sua permissão. Se ele não tivesse falado “permissão”, você talvez não tivesse concordado em ir à Biblioteca Braille. A palavra “permissão” a comoveu. Os cegos queriam ler seu livro, pediam permissão para recriá-lo em uma linguagem por meio da qual só eles podiam se comunicar... Você respondeu “Claro”, sentindo-se no mesmo instante impotente. O bibliotecário disse que o livro estaria pronto em novembro e que o Dia do Braille era também em novembro. Acrescentou que seria ótimo se você pudesse ir até lá naquele dia e participar de um lançamento do livro. Você se perguntou como as coisas tinham chegado àquele ponto, mas seria impossível voltar atrás depois do seu “claro”. É provável que o facto de ainda ser o início da primavera tenha ajudado, pois novembro parecia muito distante. No entanto, o tempo passou, a primavera e o verão vieram e foram embora e logo chegou novembro. E chegou o dia.

Quase nada neste mundo acontece de forma inesperada quando refletimos com atenção. Mesmo o que alguém poderia considerar incomum, se pensarmos bem, é apenas alguma coisa que tinha probabilidade de acontecer. Deparar-se repetidas vezes com acontecimentos incomuns significa pouca reflexão sobre eles. Sua viagem até à Biblioteca Braille e os factos que ocorreram durante ela foram coisas que você poderia ter previsto se tivesse de facto refletido sobre a Biblioteca Braille. Mas você estivera ocupada demais naquela primavera, no verão e no outono. Mesmo no dia em que tomou o rumo da Biblioteca Braille, você não estava pensando nas pessoas que iria encontrar: estava preocupada em não se atrasar para o encontro às 10 horas. Por pouco não perdeu o voo das 8 horas e, ao chegar a Pohang, tomou um táxi para a Biblioteca Braille e foi para a sala de espera.

O diretor da Biblioteca sentou-se à sua frente com a ajuda de um voluntário. Cumprimentou-a com educação, disse “Obrigado por ter vindo de tão longe” e estendeu a mão. Na tentativa de mascarar o nervosismo, você apertou a mão dele e disse “olá” em tom animado. A mão dele era macia. O diretor falou sobre seu livro até pouco antes do evento. Você sorriu e acenou com a cabeça para o cego que tinha lido o seu livro, ainda que ele não pudesse vê-la sorrir nem acenar. Era o Dia do Braille, uma data comemorativa deles.

Quando você entrou no auditório, havia quatrocentas pessoas, algumas ainda se acomodando com a ajuda de voluntários. Havia homens e mulheres de todas as idades, mas nenhuma criança. A cerimónia começou e, uma a uma, pessoas foram para a frente da plateia e fizeram breves discursos. Algumas receberam certificados de agradecimento. Falaram sobre seu livro e você se levantou para receber a versão em braille. Seu livro se transformou em quatro volumes em braille. Os livros que o diretor lhe entregou eram duas vezes mais grossos que o seu, porém mais leves. Você ouviu palmas enquanto voltava para o seu lugar com os livros nas mãos. A cerimónia prosseguiu.

Enquanto eram distribuídas placas de felicitações aos leitores, você abriu um dos volumes. De súbito, teve a sensação de que desmaiaria. Uma infinidade de pontos em papel branco. Era como se você tivesse caído em um buraco negro. Como se estivesse subindo escadas tão conhecidas que seria desnecessário registá-las na mente e, enquanto pensava em outra coisa, errasse o passo e levasse um tombo. O braille proliferava no papel branco, cada letra um buraco feito por agulha, palavras que você não conseguia decifrar. Você disse para Mamãe que tinha folheado a primeira, a segunda, a terceira página, e depois fechado o livro. Como sua mãe estava atenta à história, você continuou.

No fim da cerimónia, foi para a frente da plateia e falou sobre seu trabalho. Quando largou o livro e olhou o público, sentiu um frio na espinha. Você não tinha ideia do tema a abordar, parada diante de quatrocentas pessoas que não podiam enxergar.

— Então você fez o quê? — perguntou sua mãe.

Você contou a ela que os cinquenta minutos que lhe concederam pareceram intermináveis. Você era o tipo de pessoa que olhava nos olhos dos outros quando falava. Às vezes contava toda a história, ou talvez apenas a metade, dependendo da sensação que captava dos olhos das pessoas. Alguns olhos a persuadiam a contar uma história que você nunca contara.

Você se perguntava: “Será que Mamãe sabe que sou assim?”

Diante de quatrocentas pessoas cegas, você não sabia para quem olhar ou como começar a falar. Alguns olhos estavam fechados, alguns semiabertos, outros escondidos atrás de óculos escuros, outros ainda pareciam olhar diretamente através de você e do seu nervosismo. Embora todos os olhos estivessem voltados na sua direção, você permaneceu em silêncio diante de olhos que não podiam vê-la. Perguntou-se qual o sentido de falar sobre seu livro diante daqueles olhos que não enxergavam. No entanto, não era apropriado falar sobre outra coisa, como factos da vida. No máximo, eles deveriam contar as histórias de vida deles.

Sentindo-se um pouco constrangida, a primeira coisa que você disse no microfone foi: “Que tipo de história devo lhes contar?” Todos explodiram numa gargalhada. Riram porque pensavam que você queria dizer que podia contar qualquer história? Ou para deixá-la à vontade? Um homem de quarenta e poucos anos respondeu com outra pergunta: “A senhora não veio para falar do seu trabalho?” Os olhos do homem estavam voltados para você, porém fechados.

Concentrada nos olhos fechados do homem, você começou a falar do que a inspirou a escrever o livro, das experiências pelas quais tinha passado enquanto o escrevia, além das esperanças que depositava no livro a partir daquele dia. Estava surpresa. De todas as pessoas com as quais já se reunira, essas eram as que escutavam suas palavras com mais atenção. Elas demonstravam com o corpo que estavam ouvindo atentamente. Uma pessoa acenava com a cabeça, outra colocou um pé à frente e alguém ainda se inclinou. Embora você não conseguisse compreender uma palavra que fosse daquele sistema de escrita, elas tinham lido seu livro, faziam perguntas e partilhavam seus pensamentos.

Você disse à Mamãe que elas revelavam sentimentos muito positivos com relação ao livro, mais do que qualquer outra pessoa até então. Mamãe, que ouvia em silêncio, comentou:

— Mas essas pessoas leram seu livro.

Um breve silêncio pairou entre você e Mamãe. Ela pediu que você continuasse. Você continuou.

Quando você parou de falar, um homem levantou a mão para fazer uma pergunta. Você disse para ele prosseguir.

— Embora seja cego, ele disse que viajar era seu hobby, Mamãe.

Você ficou espantada. Para onde viajaria uma pessoa cega? Ele disse que lera uma história escrita por você tempos atrás, que se passava no Peru. O personagem do romance ia para Machu Picchu e havia uma passagem em que um trem andava de ré. Ele disse que, após ler esse trecho, quis andar de trem no Peru. Perguntou se você tinha andado no trem. Era uma história que você escrevera havia mais de dez anos. Você — que possuía uma memória tão ruim que muitas vezes abria a porta da geladeira, esquecia por que a tinha aberto e ficava ali por algum tempo tiritando com o frio que vinha do congelador até que desistia e fechava a porta — começou a falar sobre o Peru, para onde tinha viajado antes de escrever aquele livro. Lima; Cuzco, apelidada de Umbigo do Mundo; a estação de San Pedro, onde você tomou o trem para Machu Picchu no início da madrugada. Sobre o trem que começava andando para a frente e muitas vezes fazia movimentos bruscos para trás antes de seguir viagem para Machu Picchu. Você contou para Mamãe:

— Os nomes de lugares e montanhas que eu já tinha esquecido surgiram de repente.

Ao sentir a amizade que vinha de olhos que nunca tinham enxergado, de olhos que pareciam compreender e aceitar qualquer falha sua, você disse algo que jamais dissera sobre aquele livro. Mamãe perguntou:

— O que foi?

— Disse que, se tivesse que escrevê-lo de novo, não acreditava que o escrevesse daquele jeito.

— Isso é uma coisa tão importante assim para dizer? — perguntou Mamãe.

— Sim, porque eu estava rejeitando o que existe, Mamãe!

Ela olhou para você no escuro:

— Por que esconder essas palavras? Você precisa viver livre, dizer o que sente. — Soltou a mão que estava presa entre as suas e esfregou as suas costas.

Quando você era criança ela costumava lavar seu rosto assim, com suas grandes e tranquilizadoras mãos.

— Você escreve histórias muito boas — elogiou Mamãe.

— Eu?

Mamãe assentiu com um gesto de cabeça e repetiu:

— Sim, gostei da sua história.

Ela gostou da minha história? Você ficou comovida. Sabia que sua história não era tão boa assim. O facto é que você estava falando com sua mãe de modo diferente após a experiência na Biblioteca Braille.

Depois que saiu de casa e foi para a cidade, você sempre falava com Mamãe como se estivesse zangada com ela. Você retrucava o que ela dizia perguntando: “O que a senhora sabe, Mamãe?” “Por que faria isso? Só porque é minha mãe?”, você repreendia. “Por que quer saber?”, refutava friamente. Depois de perceber que Mamãe não tinha mais poder para repreendê-la, se ela perguntasse “Por que você vai?”, você dava uma resposta lacónica: “Porque preciso.” Mesmo quando seu livro era publicado em outro país e você precisava pegar um avião, ou ia participar de um seminário no exterior, se ela perguntasse “Por que você vai?”, você respondia em tom formal: “Porque tenho negócios a tratar.” Mamãe pediu para você não viajar mais de avião. “Se houver um acidente, morrem cinquenta pessoas de uma só vez.” “Eu tenho trabalhos a fazer”, você se justificava. Se Mamãe perguntava “Por que tem tanto trabalho?”, você respondia de mau humor: “Certo, Mamãe.”

Era difícil falar com ela sobre sua vida, que nada tinha a ver com a dela. No entanto, quando você contou como se sentira perdida ao ver a versão em braille de seu livro e do pânico cada vez maior que a invadira diante de quatrocentas pessoas cegas, ela ouviu com tanta atenção que parecia que sua dor de cabeça tinha ido embora. Quando tinha sido a última vez que você conversara com Mamãe sobre algo que lhe acontecera? Em determinado momento, você e Mamãe haviam começado a conversar só sobre coisas simples. Mesmo quando não era cara a cara, mas por telefone. Limitava-se a perguntar se ela tinha se alimentado, se estava bem de saúde, como estava o Pai, a recomendar que tomasse cuidado para não pegar um resfriado, ou a informar que mandara dinheiro.

Mamãe contava que tinha feito kimchi e mandado um pouco, que tivera sonhos estranhos, que mandara arroz ou pasta fermentada de feijão, que fizera infusão de agripalma para lhe enviar, e que você não devia desligar o telefone porque o portador prometeu ligar antes de entregar as encomendas.

Carregando uma sacola de papel com a versão em braille de seu livro, você se despediu das pessoas na Biblioteca Braille. Ainda tinha duas horas antes de pegar o voo de volta. Você se lembra de estar de pé no tablado e olhar pela janela, evitando encontrar os olhos dos cegos, e avistar o porto salpicado de barcos grandes e pequenos. Pensara: “Bem, já que há um porto, deve haver um mercado de peixe.” Pegou um táxi e pediu para ir ao mercado de peixe.

Você gosta de visitar o mercado em um lugar onde nunca esteve quando tem tempo livre. Mesmo para um dia de semana, o mercado de peixe estava movimentado. Do lado de fora, você viu, duas pessoas cortavam em pedaços um peixe quase tão grande quanto um carro. Perguntou se era atum, a julgar pelo tamanho, mas o vendedor disse que era peixe-lua. Veio-lhe à cabeça a personagem de um livro cujo título você não lembrava. Ela era de uma cidade litorânea e, sempre que tinha algum problema, ia a um imenso aquário na cidade falar com o peixe-lua que nadava ali. A personagem queixava-se da mãe, que tinha se apoderado das economias de uma vida inteira da filha e fugido para outra cidade com um homem mais jovem, mas então, no final, ela dizia “Sinto falta de minha mãe, e só para você posso contar isso, peixe-lua!”. Você se perguntou se seria o mesmo peixe. Julgando o nome estranho para um peixe, perguntou:

— É esse mesmo o nome? Peixe-lua?

O vendedor respondeu:

— Também o chamam de peixe-roda!

Logo que ouviu o nome peixe-roda, a tensão que você sentia desde a biblioteca se dissipou. Por que você pensou em Mamãe enquanto perambulava entre as pilhas de frutos do mar que eram três vezes mais baratos do que em Seul: polvos vivos com cabeças maiores que as de um humano, abalones frescos, peixe-espada, cavalinha e siri? Foi o peixe-lua que a fez pensar em Mamãe pela primeira vez em um mercado de peixe? Isso a fez lembrar-se de quando limpava arraia perto do poço com Mamãe, nos preparativos dos rituais ancestrais do Ano-Novo? Podia ver as mãos congeladas de Mamãe retirando o muco amarronzado que ficava grudado na carne.

Você parou em uma loja em que havia, pendendo do teto, um polvo cozido tão grande quanto o torso de uma criança e comprou um polvo vivo por 15 mil wons. Comprou alguns abalones que, embora fossem de cativeiro, tinham sido alimentados com diferentes tipos de algas marinhas. Quando explicou que os levaria para Seul, o vendedor ofereceu-se para colocá-los em uma caixa de isopor com gelo por 2 mil wons a mais.

Ao sair do mercado de peixe, você percebeu que ainda faltava muito tempo para o voo. Com os livros em braille em uma das mãos e o isopor na outra, você tomou outro táxi e disse ao motorista que queria ir à praia. Levou apenas três minutos para chegar. Era novembro e a praia estava vazia, a não ser por dois casais. Era extensa. Enquanto caminhava na direção da água, você quase caiu duas vezes. Sentou-se na areia fina e fitou o mar. Pouco depois virou-se e olhou para as lojas e os prédios do outro lado da rua. As pessoas que moram aqui podem mergulhar no mar numa noite quente, depois voltar para casa e tomar um banho. Distraidamente, pegou um livro em braille da sacola de papel e abriu-o. Os pontos brancos nas páginas cintilaram com a claridade do sol.

FIM


 

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Kyung-sook Shin é uma escritora sul-coreana, nascida em 1963. Aos dezasseis anos mudou-se para Seul para trabalhar numa fábrica de componentes eletrónicos, enquanto frequentava a escola noturna. Quando a empresa iniciou um período de greve, Kyung-sook Shin decidiu aproveitar os momentos de paragem: colocava um caderno de apontamentos no tapete rolante e copiava os textos do romance que lia. Foi assim que deu os seus primeiros passos na escrita. Mais tarde, frequentou o curso de escrita criativa no Instituto de Artes de Seul, publicando a sua primeira novela aos 22 anos. Escreveu sete romances, sete coletâneas de contos e três obras de não-ficção. É professora visitante da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Em 2012, o seu livro Omma rül Put'akhae (lançado em Portugal com o título Por favor, cuida da mamã) foi anunciado como vencedor do Prémio Man de Literatura Asiática. Foi a primeira vez que uma mulher conquistou o prémio.


Por Favor, Cuida da Mamã

Chegada de uma pequena aldeia do interior à movimentada Seul, Park So-nyo, de sessenta e nove anos, é separada do marido pela multidão, numa estação de metro, e desaparece sem deixar rasto. A família inicia então uma busca frenética e desesperada por toda a cidade. Enquanto discutem sobre a recompensa a oferecer a quem a encontrar, apercebem-se de que não possuem uma fotografia recente dela. Mas logo emerge uma questão muito mais importante: até que ponto conhecem essa mulher a quem chamam “mãe”?
Narrado por quatro vozes distintas (a filha, uma escritora que se interroga pela primeira vez se a mãe seria feliz; o filho, que teme não ter correspondido às suas expectativas; o marido, que se culpa por a ter deixado para trás; e, num final tocante, a própria mãe, uma mulher com segredos e desejos ocultos), Por Favor Cuida da Mamã é uma poderosa evocação da vida familiar e da fragilidade dos seus laços, um retrato da sociedade coreana contemporânea e uma história universal do amor que une uma família. in
Bertrand Livreiros
 

Por Favor, Cuida da Mamã: imagem de capa

A Mãe e a Biblioteca Braille
é um excerto da obra:

"Por Favor, Cuida da Mamã"
título original: Omma rül Put'akhae
autora: Kyung-sook Shin, 2008
Porto Editora, 2011
romance.
 


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5.Maio.2013
Publicado por MJA