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 SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL

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A Velha e o Médico

Esopo

Velha cega - quadro de Marcos Bandeira
Velha cega - Marcos Bandeira


Uma velha, que tinha ficado cega, chamou um médico e  disse-lhe:

- Cure-me da minha cegueira e eu  pago-lhe bem. Mas se não me curar, não pagarei nada. Concorda?

O médico aceitou. Todas as semanas vinha à casa dela e aplicava-lhe nos olhos um falso remédio sem qualquer valor. Mas, a cada visita, levava consigo alguma coisa da casa da velha. Acabou por levar tudo o que ela possuía.

Algum tempo depois, finalmente, o médico começou a tratá-la a sério e deu-lhe um remédio que a curou.

Quando a velha voltou a ser capaz de ver, viu que a casa estava vazia e que não poderia pagar ao médico. Este, para cobrar a dívida, levou-a a tribunal.

Diante do juiz, a velha declarou:

- Este homem fala a verdade. Concordei que lhe pagaria se recuperasse a visão. E ele concordou que eu não precisaria de lhe pagar se permanecesse cega. Agora ele diz que eu estou curada. Mas eu digo que continuo cega, porque quando perdi a visão a minha casa estava cheia de objetos que agora não consigo ver!

O juiz deu-lhe razão e a velha ganhou a causa.
 

Moral da História: |Quem está pronto a ganhar o que não merece, também deve estar pronto a perder.|



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Esopo era um escravo que viveu na Grécia há uns três mil anos. Tornou-se famoso pelas suas pequenas histórias de animais, cada uma delas com sentido e um ensinamento, e que mostram como proceder com inteligência. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, bons ou maus, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, é mostrar como nós podemos e devemos agir. Não se sabe muito a respeito da vida de Esopo, até mesmo porque outros fabulistas receberam o seu nome e as histórias de suas vidas se misturaram. As fábulas de Esopo, contadas e readaptadas por seus continuadores, como Fedro, La Fontaine e outros tornaram-se parte de nossa linguagem diária. Quando, por exemplo, nos esforçamos muito para obter algo e não conseguimos, dizemos que tal coisa “está verde”, ou seja, usamos a mesma expressão que a raposa usou quando não conseguiu as uvas... Esopo nunca escreveu suas histórias. Contava-as para o povo que por sua vez, se encarregou de repeti-las. Só duzentos anos depois de sua morte é que as fábulas foram escritas.

 fonte: http://falabaraoczm.blogspot.com/



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2.Set.2018
Maria José Alegre