SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL

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Melhor artigo científico na área da Oftalmologia

Jornal Público

Texto de Ana Maria Henriques | 11/06/2018

Inês Laíns
O melhor artigo científico da Harvard Medical School é (outra vez) da Inês.

Inês Laíns venceu, pelo segundo ano consecutivo, o prémio de melhor artigo científico na área da Oftalmologia da Harvard Medical School. A médica e investigadora dedica-se ao estudo do diagnóstico da principal causa de cegueira em pessoas acima dos 50 anos

A portuguesa Inês Laíns publicou, pelo segundo ano consecutivo, o melhor artigo científico na área da Oftalmologia da Harvard Medical School, instituição norte-americana onde desenvolve investigação há já quatro anos sobre a degenerescência macular relacionada com a idade (DMI). O prémio — que, no passado, só por uma vez tinha sido atribuído duas vezes à mesma pessoa — foi entregue na última sexta-feira, 8 de Junho. “Estamos a tentar desenvolver biomarcadores que nos indiquem quais as pessoas com maior risco de ter DMI ou de ficar pior com o passar do tempo”, explica a médica, ao telefone com o P3 a partir de Boston, onde vive.

A degenerescência macular relacionada com a idade é “a principal causa de cegueira em pessoas acima dos 50 anos” e, numa fase precoce, é “maioritariamente assintomática”. “Estudos indicam que 69% dos doentes que nos chegam já estão numa fase avançada da doença, já perderam a visão e não há muito que possamos fazer”, diz a médica, para quem urge “identificar as pessoas mais cedo”. A pensar nisso, a também investigadora de 32 anos está a trabalhar numa “nova técnica” com “resultados muito encorajadores” que mostram como “as pessoas com DMI apresentam diferenças numa análise ao sangue, quando comparadas com pessoas da mesma idade que não a têm”. “E essas alterações variam com a evolução da doença.”

A conimbricense, formada no Centro Hospitalar e Universitário da sua cidade, simplifica: “Quando vamos ao médico de família, ele pode pedir análises ao sangue. Sabemos que se tivermos um nível de colesterol elevado apresentamos um risco maior de sofrer um enfarte ou um acidente vascular cerebral — e temos que tentar modificar alguma coisa. E isso é o que nós chamamos biomarcadores.” Na Universidade de Harvard, Inês está a tentar identificar algo semelhante no sangue que esteja relacionado com a DMI.

“Potencial e idealmente, este deveria ser um teste feito a todas os indivíduos com mais de 50 anos”, continua. “Claro que podemos diagnosticar as pessoas que vão ao oftalmologista, mas o problema é que muitas não vão de uma forma regular.” Esta doença, com “uma prevalência enorme”, tem consequências terríveis para a qualidade de vida dos doentes porque “mesmo quem não perde a visão tem uma distorção e alterações na visão central”. “Imagina o que é viver com uma zona preta no meio do campo visual.”

Esta doença “muito complexa” precisa de ser estudada, acredita Inês, até porque é “multifactorial”: “Tanto envolve factores genéticos como ambientais e nós não compreendemos muito bem como é que esses factores interagem para promover o seu aparecimento.” A investigação em curso em Harvard — em colaboração com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra — foi inicialmente financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo programa Harvard-Portugal. Há 500 doentes envolvidos: 200 dos Estados Unidos, seguidos no Massachusetts Eye and Ear Hospital, e 300 portugueses, seguidos na unidade de Coimbra.

Existem diferenças entre os pacientes portugueses e os norte-americanos, sim, e o objectivo da investigação é explorá-las. “Queremos perceber como é que essas diferenças se relacionam com as diferenças genéticas e com o estilo genético de ambos os grupos”, refere. Os investigadores têm informações sobre a dieta dos participantes, bem como estudos genéticos dos mesmos, e o próximo passo é “voltar a ver os doentes ao fim de cinco anos”. Isto porque as conclusões publicadas agora resultam de dados colhidos em 2015 e 2016 e a ideia é analisar o perfil do sangue dos doentes, quer daqueles que sofreram agravamento da DMI, quer daqueles cujo estado se manteve inalterável.

Em 2017, o artigo premiado pela Universidade de Harvard — Structural Changes Associated with Delayed Dark Adaptation in Age-Related Macular Degeneration —, focava-se no teste de adaptação ao escuro, que também é útil para a compreensão dos mecanismos da DMI. Isto porque existe apenas um único tratamento para a doença, desenvolvido por Joan Miller. Inês e o grupo de investigação onde está inserida dedicam-se ao diagnóstico e à compreensão da doença. “Se compreendermos melhor os mecanismos, vamos conseguir ajudar quem estuda o tratamento.”

Depois de vencer pela segunda vez o Evangelos S. Gragoudas Award — que inclui uma “gratificação pessoal” de 5000 dólares (4237 euros) — com o trabalho 'Human Plasma Metabolomics Study Across All States of Age-related Macular Degeneration Identifies Potential Lipid Biomarkers', Inês prepara-se para repetir a especialidade médica em Oftalmologia para poder exercer nos Estados Unidos. “Estive quatro anos só a fazer investigação, tenho saudades de ver doentes.”

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[13.Jun.2018]
publicado por MJA


 

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Mais anos de estudo associados a aumento de miopia

Lusa | RTP | 10 Jun, 2018

Mais anos a estudar contribuem para o aumento da miopia, concluiu um estudo realizado na Grã-Bretanha e publicado na revista científica British Medical Journal. Os investigadores analisaram quase 68 mil pessoas, estudando o seu ADN para perceber a predisposição genética para a miopia. Depois, adicionaram à investigação a variável do número de anos dedicados ao estudo.

As conclusões, publicadas esta semana, mostram que frequentar uma faculdade, num total de 17 anos a estudar, pode contribuir para um grau de miopia adicional, comparando com quem parou de estudar com 16 anos de idade e cerca de 12 anos de educação.

Os investigadores assumem que um grau de miopia é relativamente pouco, mas é suficiente para uma pessoa precisar de óculos para conduzir, por exemplo.

"Este estudo mostra que a exposição a mais anos na educação contribui para o aumento da prevalência de miopia. Um aumento no tempo dedicado à educação pode, inadvertidamente, aumentar a prevalência de miopia e a potencial deficiência visual futura", indicam as conclusões divulgadas no British Medical Journal.

Os investigadores consideram que os resultados do estudo devem estimular uma educação sobre as práticas educativas, não para reduzir os anos dedicados a estudar, mas para intervir na prevenção ou interrupção da miopia na infância.

"O crescimento do olho axial ocorre predominantemente durante os anos escolares e, uma vez que os níveis de miopia tendem a estabilizar na idade adulta, qualquer intervenção para interromper ou prevenir a miopia precisa de ser aplicada na infância", referem.

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[12.Jun.2018]
publicado por MJA


 

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'Lente de contacto especial' reduz progressão de miopia em crianças

DN | Lusa | 10.01.2018


"É possível atrasar o crescimento do olho humano com dispositivos óticos", apontam investigadores Uma equipa internacional, que inclui cientistas da Universidade do Minho (UMinho), conseguiu reduzir em 59% a progressão da miopia em crianças dos oito aos 12 anos através de uma "lente de contacto especial", anunciou hoje a academia.

Em comunicado enviado à Lusa, a UMinho explica que o ensaio clínico com uma nova lente de contacto decorreu desde 2012 e concluiu que o uso daquela lente na infância "traz benefícios claros para a saúde pública, porque é na infância que os valores da miopia mais agravam, podendo disparar na fase adulta a probabilidade de problemas severos de visão".

A miopia consiste em ver mal ao longe e deve-se ao crescimento excessivo do olho, sendo que a cada milímetro que este aumenta, ganha-se três dioptrias de miopia. A equipa internacional mostrou que, após três anos, as crianças com as lentes de contacto especiais tiveram 0,5 milímetros de crescimento ocular, isto é, menos de metade face às outras crianças do estudo.

"É possível atrasar o crescimento do olho humano com dispositivos óticos", aponta no texto diretor do Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) do Centro de Física da UMinho, José González-Méijome, que trata esta linha de estudo precursora há 15 anos.

Estas lentes de contacto "distinguem-se pela distribuição específica da potência, o seu desenho ótico, que vai alterar a imagem que se forma na retina, estimulando menos o crescimento do olho", refere o investigador.

Segundo a UMinho, "a miopia em menores de dez anos costuma alcançar valores elevados na idade adulta e pode levar a doenças da retina e nervo ótico, como glaucoma, desprendimento da retina, mácula e mesmo a cegueira", sendo que "a probabilidade de ter estas doenças é dez vezes maior em míopes com mais de três dioptrias e até cem vezes maior para aqueles com cinco ou mais dioptrias".

Aquela "anomalia visual" tornou-se uma pandemia em diversas partes do mundo e, refere o comunicado, "prevê-se que em 2050 mais de 50% da população mundial tenha este defeito ocular, 10% da qual com miopia alta".

A UMinho salienta que as Ciências da Visão são uma área de "importância extrema a nível social e científico", referindo que CEORLab tem em curso vários estudos epidemiológicos, ensaios e parcerias.

Por exemplo, enumera, "concluiu recentemente que a miopia afeta um terço dos que ingressaram no ensino superior de 2015 a 2017, com base numa amostra a 2.000 jovens da UMinho", uma proporção que quase duplicou nos últimos 15 anos.

A equipa liga também a investigação às neurociências, entendendo melhor os processos de crescimento e controlo do globo ocular e os mecanismos de ação destes e outros tratamentos, para desenvolver dispositivos mais eficazes.

A UMinho explica ainda que "é a única instituição em Portugal e das raras da Europa com formação de licenciatura, mestrado, doutoramento e ensino a distância em Optometria e Ciências da Visão, em particular na área da miopia".

O ensaio clínico com a nova lente de contacto envolveu ainda as universidades de Aston (Reino Unido), de Waterloo (Canadá) e o Hospital Universitário de Singapura.
 

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[11.Jun.2018]
publicado por MJA


 

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iSeaBlind, a bengala tecnológica que auxilia invisuais

Exame Informática  |  06.06.2018

Resultado de imagem para iSeaBlind, a bengala tecnológica que auxilia invisuais

Investigadores do INESC TEC estão a testar uma bengala e um sistema com tecnologia GPS, Wi-Fi, RFID e visão por computador para ajudar os invisuais. A bengala liga-se ao tablet ou ao telemóvel para dar a localização e vibra em caso de deteção de obstáculos.

Vídeo com entrevistas aqui.

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[6.Jun.2018]
publicado por MJA


 

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Designer cria fonte que combina a escrita em Braille com a tradicional

Guilherme Dantas
 

Quantos espaços públicos você conhece que conseguem implementar a sinalização em Braille de forma realmente eficiente?

Infelizmente são poucos, não é mesmo?

Pensando numa solução para esse problema, o designer japonês Kosuke Takahashi criou a Braille Neue, uma família tipográfica que une de forma muito inteligente a escrita tradicional e o alfabeto Braille.

Como funciona?
Os pontos em relevo, que fazem parte do alfabeto Braille, aparecem integrados aos caracteres do alfabeto tradicional, tornando qualquer palavra legível tanto para pessoas de visão normal quanto aos deficientes visuais.
 

O designer criou a proposta para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, e defende que a implementação dessa fonte em espaços públicos não só seria de ajuda para deficientes visuais como também seria uma ótima forma de familiarizar o público geral com o alfabeto Braille.

Conhecer projetos como esses aumenta ainda mais nossa admiração pelo design e seu poder de inclusão na sociedade, e ver designers trabalhando em prol dessas coisas é ainda mais satisfatório.

Saber + aqui: http://disq.us/

fonte da notícia: http://www.designerd.com.br/
 

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[2.Jun.2018]
publicado por MJA


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Benefícios fiscais por incapacidade: quais são e como obter

Júlia Rocha | Ekonomista


ALT finanças


Os benefícios fiscais por incapacidade são destinados a apoiar pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%. A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) prevê tratamento fiscal diferenciado a contribuintes com deficiência.

As pessoas com deficiência fiscalmente relevante, ou seja, que apresentem um grau de incapacidade, permanente e devidamente comprovado, igual ou superior a 60%, têm previstos, legalmente, benefícios fiscais por incapacidade.

Os benefícios ficais por incapacidade são levados em conta na tributação para efeitos do IRS, isenção de IVA, IUC (Imposto Único de Circulação), imposto sobre a importação de um veículo e no direito a requerer um Cartão de Estacionamento.


BENEFÍCIOS FISCAIS POR INCAPACIDADE: COMO COMPROVAR A SITUAÇÃO

Pode comunicar à AT a situação de deficiência fiscalmente relevante em qualquer Serviço de Finanças ou no Portal das Finanças. Para fazer o pedido, é necessário um atestado médico multiuso, obtido no centro de saúde da área de residência através de uma junta médica.

No portal das Finanças, terá que seguir os seguintes passos:

Serviços Tributários > Cidadãos > Entregar > Pedido > Indicação/Alteração dos dados de deficiência fisicamente relevante.

Após a submissão do pedido, deverá remeter à Direção de Serviços de Registo de Contribuintes — DSRC, no prazo de 15 dias, os seguintes documentos:

  • Cópia do documento comprovativo do pedido efetuado no Portal;
  • Cópia autenticada do atestado médico de incapacidade multiuso.


BENEFÍCIOS FISCAIS POR INCAPACIDADE: QUAIS SÃO

DEDUÇÕES EM IRS
Os rendimentos brutos dos contribuintes com deficiência (categorias A, B e H) são considerados, para efeitos de IRS, apenas por 85% (categoria A – rendimentos de trabalho dependente e B – Rendimentos empresariais e profissionais). Apenas por 90% no caso da categoria H (pensões). A parte do rendimento excluída de tributação não possa ultrapassar, por categoria de rendimentos, os 2.500€;

É dedutível à coleta um montante correspondente a quatro vezes o valor do indexante dos apoios sociais (IAS), por cada dependente com deficiência, e uma importância igual a 2,5 vezes o valor do IAS, por cada ascendente com deficiência;

É dedutível 30% da totalidade das despesas efetuadas com a educação e a reabilitação do sujeito passivo ou dependentes com deficiência, assim como 25% da totalidade dos prémios de seguro de vida ou contribuições pagas a associações mutualistas (a dedução não pode exceder 15% da coleta de IRS);

É, também, dedutível à coleta, por despesas de acompanhamento, uma importância igual a quatro vezes o valor do IAS por cada sujeito passivo ou dependente, cujo grau de invalidez permanente seja igual ou superior a 90%;


ISENÇÃO NO IVA
Pessoas com benefícios fiscais por incapacidade beneficiam de isenção no Imposto de Valor acrescentado na aquisição de triciclos, cadeiras de rodas, com ou sem motor, automóveis ligeiros de passageiros ou mistos para uso próprio de pessoas com deficiência, de acordo com as condições previstas no Código do Imposto sobre Veículos (CISV). O reconhecimento depende do pedido dirigido à AT.


ISENÇÃO NO IMPOSTO SOBRE VEÍCULOS (ISV)

Isenção nas viaturas destinadas a uso próprio de pessoas com deficiência motora, maiores de 18 anos, com grau de incapacidade igual ou superior a 60% (independentemente da sua natureza); bem como ao uso (independente da idade) de pessoas com multideficiência profunda, com grau de incapacidade igual ou superior a 90%; pessoas com deficiência que se movam exclusivamente apoiadas em cadeiras de rodas, com grau de incapacidade igual ou superior a 60% e pessoas com deficiência visual, com grau de incapacidade de 95%.

É obrigatório que os veículos possuam nível de emissão de CO2 até 160 g/km, não podendo a isenção ultrapassar o montante de 7800€.


ISENÇÃO NO IUC (IMPOSTO ÚNICO DE CIRCULAÇÃO)

Ficam isentas as pessoas com grau de deficiência ou incapacidade igual ou superior a 60%, em relação a viaturas da categoria B que possuam um nível de emissão de CO2 até 180 g/km, ou a viaturas das categorias A e E.

Por cada beneficiário, a isenção só pode ser usufruída da seguinte forma: isenção válida para o IUC de uma viatura por ano, não podendo o montante ultrapassar os 240€.


fonte: http://www.e-konomista.pt/artigo/beneficios-fiscais-por-incapacidade/ (01-02-2018)
 

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[4.Mai.2018]
publicado por MJA


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Ford Feel: um vidro que permite aos invisuais “sentirem” a paisagem

Correio da Manhã


A Ford apoiou o desenvolvimento do protótipo "Feel the View" para permitir que todos os que viajam num automóvel possam desfrutar da paisagem, permitido aos invisuais perceber as nuances da paisagem e senti-la na ponta dos dedos.

A Ford apoiou o desenvolvimento do protótipo "Feel the View" para permitir que todos os que viajam num automóvel possam desfrutar da paisagem, permitido aos invisuais perceber as nuances da paisagem e senti-la na ponta dos dedos.

O desenvolvimento foi realizado pelos italianos da Aedo, uma start-up especializada em dispositivos destinados a invisuais. O sistema transforma a superfície de uma janela de automóvel num ecrã transparente e táctil. O "Feel the View" recolhe a imagem exterior captada por uma câmara e transforma-a em estímulos sensoriais perceptíveis ao tacto.

O software transforma as imagens numa escala de cinzentos de alto contraste, que é reproduzida no vidro graças a um sistema de LED’s. O vidro, ao ser tocado pelo utilizador, emite vibrações perceptíveis, podendo chegar a 225 intensidades diferentes: quanto menor for a intensidade do cinzento, maior será a intensidade da vibração. Deste modo, graças à exploração táctil de toda a janela, o cérebro consegue reconstruir os volumes que formam a paisagem, permitindo que a viagem possa ficar na memória de um invisual.
 

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[2.Mai.2018]
publicado por MJA


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Camp Abilities 2018 - Colónia Inclusiva para Crianças Cegas
 

Foto de Camp Abilities Portugal.


A 'Camp Abilities Portugal' é a adaptação de um modelo americano de colónias de férias para jovens com deficiência visual, que teve como motor de inovação o facto de os monitores serem também crianças e jovens, mas sem qualquer deficiência. Este é um programa único no nosso país.

A missão desta colónia é a INCLUSÃO, através da actividade desportiva, de crianças com deficiência visual e crianças ditas normais. Por um lado, os participantes com deficiência visual têm oportunidade de, num ambiente seguro, experimentar diversos desportos, actividades físicas e interagir em ambientes diferentes. Por outro lado, os jovens sem deficiência convivem e ajudam outros com deficiência visual, o que lhes permite conhecer de uma forma muito próxima as suas dificuldades, mas, também, o seu enorme potencial.

Divulgue este projeto junto dos pais de crianças invisuais totais, entre os 9 e os 16 anos, que saibam ler braille. Aceitamos inscrições até ao dia 15 de Maio 2018.

Fazer do mundo um lugar onde não haja exclusão depende de todos. Conceber e lutar pela realização deste projeto é a nossa contribuição.

Acompanhe a nossa aventura na página de Facebook:
https://www.facebook.com/Camp-Abilities-Portugal

SIC notícias | Reportagem 2015
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/reportagemespecial/2015-08-03-Impossivel-e-so-um-exagero-para-dificil

Camp Abilities Portugal
Associação de Actividade Motora Adaptada
Junta de Freguesia de Carnide
Largo das Pimenteiras, 6 A
1600-576 Lisboa
Tel. 217 121 330

 

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[21.Abr.2018]
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Governo lança "app" e dicionário para entender o Diário da República

António Larguesa

Jornal de Negócios | 13 de abril de 2018

fotografia Sofia A. Henriques
A versão electrónica do Diário da República ganha novas ferramentas de acesso no âmbito do programa Simplex+. Os diplomas passam também a poder ser lidos em áudio, braille e em letras maiores e com maior contraste.

O Diário da República Electrónico (DRE) já está disponível numa aplicação móvel ("app") que promete ser "uma forma simples" de aceder aos conteúdos do dia e também de consultar e partilhar todos os diplomas publicados, "em termos idênticos aos do site.

Numa segunda fase, promete o gabinete da ministra da Presidência e Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, vai ser ainda possível "criar uma área personalizada para cada utilizador, bem como ser notificado dos diplomas mais relevantes" publicados sobre esse assunto.

A "app", que já pode ser descarregada na Google Play Store ou na App Store, é apenas uma das três novas funcionalidades divulgadas esta sexta-feira, 13 de Abril. Também no âmbito do programa Simplex+ e para "facilitar a compreensão dos actos legislativos" por parte dos portugueses, foi criado um dicionário jurídico que dá "uma explicação clara e sucinta dos conceitos jurídicos mais recorrentes e importantes".

O Lexionário, assim se chama esta ferramenta, é um dicionário de conceitos jurídicos especialmente dirigido a não-juristas. "A maioria dos actos legislativos que é publicada em Diário da República contém expressões e conceitos jurídicos que, sendo importantes para se perceber o significado e o contexto do próprio diploma, não são perceptíveis pela maioria da população, que não tem conhecimentos jurídicos", admite o Executivo, numa nota de imprensa.


Links e leitura para deficientes e idosos

A acessibilidade é o terceiro vector das novidades agora apresentadas pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Tanta na vertente mais tecnológica – a versão HTLM passa a apresentar as hiperligações para as remissões feitas nos diplomas –, como possibilitando a utilização de ferramentas de apoio à leitura utilizadas, por exemplo, pelos cidadãos com deficiência visual, como os sintetizadores de voz.

Os sumários e os textos integrais dos diplomas publicados no DRE passam a poder ser lidos em áudio, em braille e também em carateres ampliados e com permissão para alterar o contraste, com o Executivo a sublinhar que esta terceira possibilidade é "especialmente importante para cidadãos com baixa visão ou mesmo para cidadãos que necessitam de modificações mais ligeiras, como é o caso dos idosos".
 

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[13.Abr.2018]
publicado por MJA


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Aprovado Tratado de Marraquexe para facilitar acesso a pessoas com deficiência visual

INR | 2018


A União Europeia aprovou o Tratado de Marraquexe para facilitar o acesso das pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades à consulta/leitura de textos impressos em obras publicadas.

O Tratado de Marraquexe foi adotado em 2013 na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), com o objetivo de facilitar a disponibilidade e o intercâmbio transfronteiras de livros e outros materiais impressos em formatos acessíveis em todo o mundo. Foi assinado pela União Europeia em abril de 2014.

O Tratado exige que as partes prevejam exceções ou limitações ao direito de autor e direitos conexos em benefício das pessoas cegas, com deficiência visual e com outras dificuldades de acesso a textos impressos e permite o intercâmbio transfronteiras de cópias em formato especial de livros, incluindo audiolivros, e outro material impresso entre os países partes.

A diretiva tem por objetivo disponibilizar obras e outro material protegido, por exemplo, livros, publicações periódicas, jornais, revistas e outros escritos, partituras e outro material impresso, incluindo sob a forma sonora, em formatos acessíveis às pessoas beneficiárias.

A referida decisão foi publicada no Jornal oficial da União Europeia (21.2.2018) e entra em vigor na data da sua adoção.
 

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[10.Abr.2018]
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Apple sugere integração de 13 emojis de pessoas com deficiência

Pedro Fernandes | 24/03/2018
 

exemplos de emojis pessoas deficiencia
 

Ao que tudo indica, a Apple possui planos para integrar um conjunto de novos emojis no padrão Unicode, tendo recentemente emitido uma sugestão para a organização que gere este padrão entre plataformas.

De acordo com o portal Emojipedia, a empresa terá sugerido a criação de 13 novos emojis que irão incluir pessoas com deficiência motora, tendo em conta que, atualmente, não existe nenhuma representação oficial das mesmas nos pacotes de emojis.

Entre as sugestões apresentadas encontra-se a representação de aparelhos auditivos, pessoas com deficiência visual e em cadeira de rodas, prótese de braço e perna, entre outros.

in https://tugatech.com.pt/

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[9.Abr.2018]
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Há muitas pessoas cegas que vivem fechadas em casa a precisar de ajuda

LUSA | 12 de Março de 2018

fotografia de Miguel Manso


O presidente da 'Associação Promotora do Ensino dos Cegos' (APEC), Vítor Graça, alertou nesta segunda-feira que há muitas pessoas cegas a viverem fechadas em casa e a precisarem de ajuda para tudo, desde vestir, comer ou andar na rua.

"Segundo o Censos, existem em Portugal cerca de 163 mil pessoas com deficiência visual e, se calhar, nas ruas não andam mais de 10 mil pessoas. Todas as outras, muitas delas, estão fechadas em casa e a precisar que alguém os ajude e os integre", disse à agência Lusa Vítor Graça, no dia em que a associação completa 130 anos.

O projecto tem como principal objectivo apresentar "soluções inovadoras" para dar mais oportunidades de inclusão social, no sentido de "resolver a lacuna existente em Portugal, relativamente às condições em que vivem as pessoas com deficiência visual". "A escassez de serviços e respostas sociais de proximidade, de prevenção da exclusão social e negligência é um problema ainda existente que aumenta exponencialmente os riscos que vão muito para além das limitações próprias da perda de visão", sublinha a associação.

Quando uma pessoa está no hospital e os médicos lhe dizem que vai ficar cega "a pessoa e a família ficam muito perdidas porque não sabe que instituições existem, não sabem o que fazer, e a família acaba por fechar a pessoa em casa". "O trabalho que estamos a fazer é estar no hospital para explicar que o mundo não termina ali", disse Vítor Graça. "É verdade que a pessoa deixa de ver e que a sociedade está feita para quem vê, mas com o apoio das instituições é perfeitamente possível a pessoa ser reabilitada e é isso que nós queremos", defendeu.

O presidente da associação contou que "há muita gente que está fechada em casa que não sabe cozinhar, não sabe andar na rua, não conhecem as novas tecnologias". O objectivo da associação é reabilitá-las e capacitá-las ensinando-lhes, por exemplo, "a andar na rua com bengala, a trabalhar com o computador, a passar a ferro, a comer, a vestir-se".

Desde Outubro, a associação já apoiou 230 pessoas, mas pretende apoiar muito mais, estando para isso a fazer o levantamento das necessidades das pessoas com deficiência junto de várias instituições. "O projecto está a crescer, temos bastantes pedidos e estamos a responder às necessidades das pessoas", disse Vítor Graça. "A sociedade está feita para as pessoas que vêem e infelizmente exclui as pessoas porque são diferentes, mas cabe-nos a nós lutar e dizer que as pessoas são cegas, mas são capazes de fazer outras coisas", rematou.

A Associação Promotora do Ensino dos Cegos assinala esta segunda-feira o seu aniversário com uma cerimónia que conta com a presença da secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.
 

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[9.Abr.2018]
publicado por MJA


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Mais de dois mil profissionais de optometria exercem sem formação

Dados são citados num estudo divulgado nesta segunda-feira pela Associação de Profissionais Licenciados em Optometria.

PÚBLICO | 3 de Abril de 2018
 

Um estudo divulgado pela Associação de Profissionais Licenciados em Optometria (APLO) nesta segunda-feira revela que existem mais de 2000 profissionais desta especialidade a fazer diagnósticos sem terem formação adequada. Para além dos diagnósticos, estes profissionais dão ainda consultas de optometria sem estarem habilitados para tal.

Num país onde "mais de dois milhões de pessoas sofrem de deficiências visuais", o estudo Saúde da Visão – Impacto Socioeconómico, conduzido pela Universidade Nova de Lisboa, pretende “demonstrar o quanto a falta de legislação e acesso aos cuidados básicos de saúde ocular custa ao Estado e aos portugueses”, lê-se no comunicado da APLO.

De acordo com os dados recolhidos pelos investigadores que assinam o estudo, o tempo médio de acesso a uma consulta de oftalmologia no Serviço Nacional de Saúde ronda os seis meses. Dos mais de dois milhões de portugueses com algum tipo de deficiência visual, “dois terços dos casos de perda de visão depois dos 50 anos seriam evitáveis quando diagnosticados a tempo”, conclui o estudo.

O estudo alerta também que as consequências causadas pelas deficiências visuais se estendem até à produtividade laboral. Os custos causados pelas deficiências visuais ascendem “a valores entre os 203 e os 722 milhões de euros”, cita o estudo. Já o custo para contratar mil optometristas para o SNS — que eliminaria as listas de espera — não ultrapassaria os 28 milhões de euros no primeiro ano, estima o documento.

Em 2014, Portugal comprometeu-se a reduzir a deficiência visual e a cegueira evitável em 25% até 2019; no entanto, a associação garante que “até hoje nenhuma alteração foi implementada com vista à obtenção das metas estipuladas”. Sem acesso a médico de família que os possa reencaminhar para uma consulta de oftalmologia, os utentes têm dificuldades em recorrer ao Serviço Nacional de Saúde.
 

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[3.Abr.2018]
publicado por MJA


Nova lei do ensino especial só é viável se houver formação de professores

CLARA VIANA

Público| 16 de Março de 2018

Resultado de imagem para Nova lei do ensino especial só é viável se houver formação de professores


Alerta é do Conselho das Escolas, o órgão que representa os directores junto do Ministério da Educação. Que critica também o pouco temjpo que será dado aos professores para aplicarem o novo regime da educação inclusiva.

O Conselho das Escolas (CE), órgão que representa os directores junto do Ministério da Educação, considera que o futuro regime jurídico da educação inclusiva, que irá substituir a legislação sobre necessidades educativas especiais, só poderá assegurar a “defesa dos interesses” dos alunos se for precedido ou acompanhado “de um plano de formação para o pessoal docente e não docente”.

Esta preocupação é expressa num parecer sobre o diploma, aprovado pelo Conselho das Escolas (CE) nesta segunda-feira. Ao PÚBLICO o Ministério da Educação referiu que o novo regime, que esteve em discussão pública em Setembro de 2017, se encontra ainda “em processo legislativo”, do qual faz parte a recolha de pareceres junto das entidades que, por lei, têm de ser ouvidas neste âmbito, como é o caso do CE.

Ou seja, especifica o CE, o novo regime “aplica-se a todas as crianças e jovens que se encontram na escolaridade obrigatória e que, pontualmente ou ao longo de todo o seu percurso escolar, venham a encontrar barreiras que não lhes permitam aceder ao currículo e às aprendizagens”. Existirão três níveis de intervenção, que não são estanques, mas que terão em conta o tipo de dificuldades dos alunos e que nos casos mais graves exigirão uma “maior especialização dos recursos envolvidos”, frisa. É sobretudo nestes casos, para os quais se prevê a aplicação na sala de aula de medidas ditas “adicionais”, que o CE considera ser necessária mais formação.

Com o novo regime, deixará de ser aplicada a 'Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde' (CIFIS), uma metodologia da Organização Mundial de Saúde que avalia o grau de incapacidade de uma pessoa, e que é um dos instrumentos fundamentais da lei ainda em vigor. Os alunos tinham que passar por essa avaliação, feita em centros de saúde ou em centros de recursos especializados, para terem acesso às medidas educativas especiais.


Dependência de terceiros

Apesar deste pressuposto, o CE considera que o articulado do novo regime não garante um nível adequado de autonomia às escolas para o cumprimento desta missão, já que “muitas das medidas e dos recursos a disponibilizar dependerão de vários organismos e entidades exteriores”, de que são exemplo a Administração Educativa, os serviços de emprego e formação profissional e os serviços de segurança social e adesão.

E é esta dependência que justifica o segundo reparo do CE ao novo regime. Mais concretamente, receia que as medidas e recursos dependentes destas entidades exteriores à escola “possam não ser disponibilizadas, de facto, ou não sê-lo em tempo oportuno, sempre em prejuízo dos que deles necessitam”.


Pouco tempo

Como o novo regime serão também criadas nas escolas as chamadas equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva, que contarão em permanência com cinco docentes e um técnico. O CE discorda. E esta é a terceira grande crítica ao diploma: que os professores que vão integrar as estruturas apenas lhes possam dedicar uma parte reduzida do seu horário.

Das 35 horas de horário semanal dos professores, 22 são destinadas a dar aulas (componente lectiva), sendo as restantes integradas na componente não lectiva, que frequentemente é ocupada por actividades de apoio aos alunos e por reuniões. É deste último bloco que sairão as horas dedicadas às equipas multidisciplinares.
 

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[19.Mar.2018]
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Número de alunos com necessidades especiais continua a subir

CLARA VIANA

Público | 2 de Março de 2018

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Alunos com necessidades educativas especiais já são quase 90 mil RUI GAUDÊNCIO

Aumento começou a ser mais significativo a partir do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos.

O número de alunos do ensino básico e secundário com Necessidades Educativas Especiais (NEE) voltou a aumentar neste ano lectivo, passando de 81.672, em 2016/2017, para 87.081, em 2017/2018, indicam dados preliminares divulgados pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC).

Este aumento de 6,6% é superior ao registado no ano anterior (4%), o que se deve, sobretudo, a uma maior subida do número de alunos do ensino básico identificados como tendo NEE. Entre 2015/2016 e 2016/2017 a variação neste grupo foi de 3%, enquanto a registada em 2017/2018 por comparação ao ano anterior foi de 5,1%. Por lei considera-se que um aluno tem NEE quando apresenta dificuldades significativas de comunicação, de aprendizagem e participação, entre outras.

O primeiro grupo de alunos abrangido pela nova escolaridade obrigatória chegou ao ensino secundário em 2012/2013. Nesse ano o número de crianças e jovens com NEE neste nível de ensino (5426) quase duplicou em relação ao registado em 2010/2011 (2997). Actualmente existem 15.015 alunos sinalizados no secundário, o que representa um aumento de 14,8% por comparação a 2016/2017.

Também o número de professores afectos ao ensino especial, que têm por missão acompanhar aqueles jovens, voltou a aumentar neste ano lectivo (de 7264 para 7518). Já o número de técnicos que trabalham com alunos NEE diminuiu: de 1141 para 1016. Entre estes técnicos há, por exemplo, psicólogos, terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais. Apesar de o seu número ter diminuído, há mais horas mensais de trabalho registadas para estes profissionais. Serão 63.418 quando, no ano lectivo anterior, com mais técnicos no activo nas escolas, tinham sido 51.333.


Currículo específico individual

Os dados da DGEEC confirmam também a tendência de decréscimo na aplicação do chamado currículo específico individual, que é a medida para os casos mais severos de NEE, prevendo a adaptação do currículo às características e necessidades de cada aluno, substituindo as competências definidas para esse nível de ensino. Num ano o número de alunos a quem foi determinada esta medida desceu de 12.994 para 12.563.

O currículo específico individual já não consta aliás das medidas previstas na revisão da legislação sobre necessidades educativas especiais. Um dos problemas identificados quando se aplica esta medida tem a ver com o facto de esta ser fortemente condicionadora quanto ao futuro destes alunos. Os alunos podem concluir a escolaridade obrigatória sem realizarem exames, porque as suas limitações os impedem de fazer estas provas, mas esta possibilidade faz com que fiquem excluídos logo à partida do ensino superior. Vários especialistas têm alertado que estas possibilidades têm sido aplicadas a crianças e jovens que não necessitavam delas.

tp.ocilbup@anaivc

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[19.Mar.2018]
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Inovação: Uma bengala, um smartphone e um sistema de visão artificial para ajudar os invisuais

Fernanda Pedro

Jornal Económico| 15 Fev 2018

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Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro criaram um sistema inovador para aumentar a autonomia dos cegos ou de pessoas com visão reduzida.

Trata-se de um sistema composto por vários módulos de informação geográfica, visão artificial e uma bengala eletrónica e capaz de dar informações de contexto e de suporte à navegação dos invisuais.

Para aperfeiçoar todas estas tecnologias que no próximo dia 19 de fevereiro, no edifício da Escola de Ciência e Tecnologia da UTAD, irão realizar-se testes com invisuais.

João Barroso, investigador do INESC TEC e docente da UTAD, explica que “nesta fase do projeto é essencial fazermos testes com invisuais, porque há por vezes pequenos detalhes que enquanto visuais não conseguimos perceber. Foi, nesse sentido, que a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) se juntou a nós na organização destas demonstrações”.

No que diz respeito aos equipamentos em si, a bengala eletrónica, por exemplo, foi desenvolvida de forma a estender a funcionalidade da bengala branca tradicional (que os cegos não dispensam), adicionando-lhe a eletrónica necessária para o cego interagir com uma aplicação móvel (a aplicação de navegação) e, ao mesmo tempo, ajudar esta aplicação a localizar o utilizador.

“O custo desta bengala que desenvolvemos é relativamente baixo se compararmos com outras bengalas para cegos que são muito mais limitadas nas suas funcionalidades. A produção da nossa bengala, de uma forma isolada e em termos dos componentes adicionados por nós, ronda os 300 euros. No entanto, é necessário ter em conta que a bengala não funciona sozinha e a implementação do sistema envolve outros custos que, em teoria, caem sobre os instaladores, e não sobre o utilizador”, explica João Barroso.

A bengala desenvolvida pelos investigadores está instrumentada com: um punho (impressão 3D) que incorpora toda a eletrónica, um leitor de etiquetas de radiofrequência (RFID) e uma antena na ponta (componente que ajuda a estimar a localização do utilizador), um joystick de cinco direções (cima, baixo, esquerda, direita e centro) para fazer o interface com a aplicação móvel, um emissor de sinais sonoros (beep), um atuador háptico (emissão de vibrações com várias durações e frequências), um transmissor Bluetooth (para comunicação com o smartphone) e uma bateria.

Para a bengala funcionar é preciso que esta interaja com a aplicação móvel de navegação. É da responsabilidade da aplicação de navegação: a obtenção da localização do utilizador recorrendo a outras tecnologias (GPS, Wifi, Visão por computador, entre outras), o armazenamento da informação geográfica necessária ao seu funcionamento (mapas desenvolvidos pelos investigadores numa plataforma web também desenvolvida por eles), o cálculo de rotas para pontos de interesse, o alerta sobre a existência de pontos de interesse na vizinhança do utilizador e o interface com o utilizador via áudio (texto to speech) e via háptica (bengala).

Para testar todos estes conceitos, os investigadores criaram um cenário de demonstração no polo da UTAD que, para além dos vários equipamentos referidos, vai contar também com uma maquete 3D do local para que as pessoas cegas possam utilizar no início da demonstração de modo a fazer um reconhecimento prévio do espaço dos testes através do sentido do tato.

A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) reconheceu este projeto com o Prémio Inclusão e Literacia Digital 2015, no valor de 29 mil euros. As demonstrações que agora estão a ser feitas surgem na sequência deste reconhecimento.

“No futuro, espera-se que qualquer utilizador consiga configurar o nível de informação que pretende obter através do sistema, sendo que a qualidade e a quantidade são fatores de extrema relevância. Não chega dizer se existem ou não escadas num determinado edifício, é preciso informar a pessoa quantos degraus tem a escada, se existe ou não um corrimão, entre outros”, conclui João Barroso.
 

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[21.Fev.2018]
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≡ Voto em braille estará disponível em breve

Jornal i  | 09/01/2018


A proposta prevê que existam boletins de voto com matriz em braille.

O voto em braille poderá ser uma realidade já em 2019. António Costa assegurou que só falta a Assembleia da República aprovar a proposta “em tempo útil” para que o voto em braille esteja disponível já no próximo ano.

Caso a proposta seja aprovada a tempo, haverá “condições para, no próximo ano, poder ter eleições legislativas e europeias com o boletim de voto com a matriz em braille”, garantiu o primeiro-ministro no debate quinzenal desta terça-feira.

André Silva, deputado do PAN, pediu ainda a presença de intérpretes de língua gestual nos serviços do Serviço Nacional de Saúde para que os pacientes surdos se possam expressar.

 

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[11.Jan.2018]
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Tipografia de 1956 não deixa morrer o braille com produção industrial

André Gomes e Milene Marques | 04 Janeiro 2018
 

No Dia Mundial do Braille, fomos conhecer a única imprensa neste código do país. O Centro Professor Albuquerque e Castro, da Santa Casa da Misericórdia do Porto, funciona desde 1956.


VÍDEO: http://www.jn.pt/nacional/especial-patrocinado/videos/interior/tipografia-de-1956-nao-deixa-morrer-o-braille-com-producao-industrial-9024372.html?autoplay=true

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[8.Jan.2018]
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4 de Janeiro é o Dia Mundial do Braille


4 de Janeiro é a data de nascimento de Louis Braille. O vídeo 'Jovens Heróis' dramatiza a vida de Louis Braille, incluindo o acidente que causou a sua cegueira. Ilustra a sua criação e desenvolvimento do sistema Braille, com a idade de 15 anos, e como começou por ser rejeitado no Instituto Real dos Jovens Cegos em Paris, onde estudou quando criança e mais tarde foi professor.

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[3.Jan.2018]
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Seminário Literacia braille no séc. XXI

4 Janeiro 2018|Comemorações oficiais do Dia Mundial do Braille

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Local:

Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria


Objetivos do Seminário:

  • Assinalar o dia mundial do braille 2018;
  • Promover a reflexão sobre o ensino/aprendizagem do braille e suas grafias e
  • Refletir sobre a importância do braille na construção da identidade das pessoas cegas e com baixa visão.


Programa:

Painel 1: "Desafios do ensino-aprendizagem do Braille"

Painel 2: "Perspetivas didáticas sobre o ensino-aprendizagem das diferentes grafias Braille"

Painel 3: "O impacto da literacia Braille na construção identitária da pessoa"
 

+ informações: http://www.acapo.pt/

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[2.Jan.2018]
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Cartaz 3 de Dezembro - Prémio 2017
 

Cartaz 3 de Dezembro - Prémio 2017


O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR, I.P.) promove, anualmente, um concurso destinado a premiar o melhor cartaz alusivo à comemoração do dia 3 de Dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

O Cartaz de Ricardo Jorge de Brito Ramos 'Por um mundo unido na diferença' obteve o Prémio 2017.

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[2.Jan.2018]
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Audiolivros para utentes com deficiência visual

Serviço de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de Coimbra

imagem: "Quando a voz de um se torna os olhos de outros"

Desde 2011 que o Serviço de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Municipal de Coimbra, através de um projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, passou a deter os meios para a produção de livros áudio, ao abrigo do artigo 80.º do Código dos Direitos de Autor.

Estes livros, cuja leitura é feita por voluntários, são disponibilizados gratuitamente a pessoas portadoras de deficiência visual - para serem ouvidos nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis - sendo a sua transferência realizada via plataformas electrónicas (WE TRANFER e MEO CLOUD) ou através do envio postal das gravações em CD ou DVD.

Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.

Link para consulta dos audiolivros disponíveis

CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial
Biblioteca Municipal de Coimbra
telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320
email: leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm

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[1.Jan.2018]
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Maria José Alegre