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SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL

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ϟ Pessoas com deficiência já têm agência específica para emprego

Notícias ao Minuto

LUSA | 01/05/21

Todas as pessoas com qualquer tipo de deficiência vão poder procurar emprego através da Valor T, uma nova agência que junta empresas e setor social, que arranca hoje na procura de um trabalho estável e digno.

A apresentação do projeto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), desenvolvido em pareceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), acontece no Dia do Trabalhador e, segundo o provedor da SCML, não é por acaso.

"Não é uma coincidência de calendário, é porque queremos de facto dar este grande tom de que qualquer pessoa tem direito, independentemente das suas dificuldades, mas em função das suas capacidades, a desenvolver percursos de trabalho estáveis, [ter um] trabalho digno e no mercado de trabalho regular", destacou Edmundo Martinho.

A Valor T assume-se como a nova unidade de missão da SCML, funcionando como um centro de emprego exclusivo na procura de ofertas de trabalho para pessoas com deficiência, avaliando as competências e as características de cada candidato para encontrar o trabalho que melhor se lhe adapte.

De acordo com o provedor da SCML, quem esteja interessado em tentar encontrar emprego através da Valor T deve aceder à plataforma (www.valort.scml.pt), preencher os campos que permitem definir o seu perfil, entre competências escolares, profissionais, formações, expectativas em relação ao tipo de trabalho, que limitações tem, e depois aguardar.

"Contactaremos todas as pessoas para perceber se temos todos os elementos que são necessários, se há necessidade de fazer formações adicionais e sobretudo [para] passarmos ao ataque, de dizermos junto das empresas, e em tudo quanto sejam espaços de anúncio de ofertas de trabalho, (...) as candidaturas de pessoas que correspondam às expectativas das entidades empregadoras", explicou Edmundo Martinho.

O projeto é de âmbito nacional e para todas as pessoas com deficiência, independentemente do tipo de deficiência ou limitação que tenham, não sendo necessária a apresentação do atestado médico de incapacidade multiúsos.

"Não queremos barreiras nenhumas à entrada, o que não significa dizer que com o decurso do processo não se possa compreender que nem em todas as situações são muito fáceis de encontrar uma solução profissional", sublinhou.

Acrescentou que a SCML tem tido ofertas de trabalho em que algumas deficiências intelectuais se adequam ao ponto de terem "práticas profissionais excecionais", sendo importante, por isso, "adequar aquilo que é a procura de um posto de trabalho àquilo que são as condições que a pessoa tem, as capacidades que tem e as qualificações que tiver.

Edmundo Martinho sublinhou que se trata de um projeto assente em três pilares: as pessoas -- "o mais importante" --, as entidades empregadoras, sejam empresas, municípios ou outras entidades, e as instituições que, no país, fazem trabalho de acompanhamento, através dos serviços dos centros de emprego ou os centros de recursos das instituições de solidariedade social que apoiam as pessoas com deficiência em todo o território nacional.

Uma tríade que faz o provedor da SCML acreditar que este é um projeto que poderá alcançar bons resultados, uma expectativa partilhada pela secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Em declarações à Lusa, Ana Sofia Antunes admitiu que este pode ser um primeiro passo na procura de um emprego, salientando que a grande novidade e vantagem está no facto de criar uma ferramenta de âmbito nacional que ajudará a chegar às grandes empresas e por "toda a gente a trabalhar em conjunto", nomeadamente com os 61 centros de recursos, em vez de "estar a trabalhar cada um por si".

"A minha expectativa é que consigamos em alguns meses ter um conjunto substancial de inscritos na plataforma e começar a ver situações práticas de colocações a acontecer e acho que quando começarmos a divulgar essas colocações, isto pode ter um efeito de contaminação", defendeu a secretária de Estado.

Ana Sofia Antunes disse estar "disponível e muito mobilizada" para fazer esta divulgação por todo o lado, nas empresas ou nos centros de recursos, "para que isto comece de facto a mexer".

A agência Valor T conta já com a participação de 56 entidades, tanto de âmbito nacional, como regional ou local, além das empresas El Corte Inglés, Grupo Jerónimo Martins, Santander Totta, Grupo Sonae, Auchan, Altice e Nova Base.

A apresentação acontece hoje, a partir das 16:00, e tem o contributo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cuja mensagem será exibida em vídeo.
 

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MJA | 2.Mai.2021


 

ϟ AR recomenda apresentar reforma das pessoas com deficiência com urgência

Notícias ao Minuto

LUSA | 29/04/21

A Assembleia da República recomendou ao Governo que apresente com urgência o estudo sobre as condições de acesso das pessoas com deficiência à reforma antecipada, que deveria ter sido entregue em finais de março.

A recomendação data de 25 de março, mas foi hoje publicada em Diário da República e nela o parlamento recomenda ao Governo que "apresente, com caráter de urgência, o estudo relativo à definição das condições de acesso à reforma antecipada para as pessoas com deficiência".

Pede também que nesse estudo o Governo defina "as várias hipóteses de acesso à reforma, resultantes das diversas combinações das diferentes variáveis, assim como a quantificação financeira das múltiplas possibilidades".

Em março, no âmbito de uma audição regimental da equipa ministerial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência garantia que o documento seria entregue até ao dia 26 de março.

Já em abril, o Partido Social Democrata (PSD) questionou o Governo sobre quando tencionava apresentar o relatório, apontando um "atraso" de quatro meses, e acusando o executivo de "continuar a falhar" nesta área.

Na altura, os sociais-democratas lembraram que já apresentaram uma resolução sobre o tema, aprovado por unanimidade no parlamento, para que o relatório fosse apresentado com caráter de urgência.

O relatório preliminar do Governo, a que a Lusa teve acesso em meados de fevereiro, prevê pensões até 949 euros, mas remete o impacto na despesa para a versão final, admitindo poder haver subestimação.

O relatório diz respeito a pessoas com deficiência de idade igual ou superior a 55 anos e que tenham uma carreira contributiva de, pelo menos, 20 anos, dos quais, pelo menos, 15 com uma incapacidade igual ou superior a 60%, lê-se no documento.

Esta versão do estudo foi debatida a 17 de fevereiro com as organizações representativas das pessoas com deficiência.

Em análise estão três cenários, o primeiro sobre os "beneficiários que, aos 55 anos de idade, tenham 20 anos de registo de remunerações relevantes para o cálculo da pensão, 15 dos quais correspondam a uma incapacidade igual ou superior a 60% e têm acesso à pensão antecipada sem penalizações".

No cenário dois, "o objetivo é possibilitar a reforma a partir dos 60 anos, aproximando-se, de modo parcial, do regime de reforma antecipada por carreira muito longa, por reconhecimento do esforço acrescido na participação laboral, sem prejuízo no valor da pensão".

No último cenário "o objetivo é possibilitar a reforma a partir dos 60 anos, valorizando esforço acrescido nos anos de trabalho com deficiência, podendo haver redução do valor da pensão".

O relatório identificou o cenário três como o de "maior percentagem de potenciais beneficiários (25,2%)" e como "estimativa de um valor médio de pensão atribuído mais elevado, o cenário dois (949 euros/mês)".

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MJA | 1.Mai.2021


 

ϟ Primeiro semáforo do Mundo para daltónicos chega a Lisboa

Sofia Cristino | JN | 25 Abril 2021

Primeiro semáforo do Mundo para daltónicos chega a Lisboa

Equipamento tem agora símbolos que permitem às pessoas com perturbação visual distinguirem as cores. Novidade vai chegar a várias cidades portuguesas e mundiais.

Em quatro passadeiras, no centro de Lisboa, sempre que os semáforos para peões acendem veem-se agora símbolos discretos, que passarão despercebidos a muitos, mas farão a diferença na vida dos daltónicos que ali atravessarem. O código ColorADD para pessoas que têm dificuldade em distinguir as cores começou a ser instalado, na quarta-feira, em alguns semáforos da capital. São os primeiros com informação para daltónicos, que deverão chegar ao Porto, Amadora, Loures, Madrid, entre outras cidades do mundo.

O novo sistema permitirá rapidamente a quem sofre de daltonismo identificar qual a cor do semáforo. "Uma pessoa que vê bem vê o verde e arranca, enquanto que um daltónico pode demorar até 90 segundos para perceber que está verde através das posições dos semáforos. Em termos de segurança rodoviária faz toda a diferença anular esses 90 segundos e é uma forma de tornar a cidade mais inclusiva", explicou ao JN Francisca Ramalhosa, administradora da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), no dia em que foi instalado o sistema para daltónicos.

As atuais luzes dos semáforos do cruzamento da Avenida da República com a Avenida Duque de Ávila, e de mais três cruzamentos naquela zona de Lisboa, foram substituídas por outras óticas led de peão com os símbolos para daltónicos. No código ColorADD, criado pelo designer gráfico Miguel Neiva, é atribuído a cores primárias e à cor que resulta da mistura destas uma forma geométrica. Nos semáforos, ao vermelho está associado um triângulo e ao verde uma diagonal por cima de um triângulo.

"Procurei incluir o daltónico e sensibilizar a sociedade de que existem pessoas que não vêm as cores. Nos semáforos falamos de salvar vidas e eliminar acidentes", explica Miguel Neiva. O designer alerta para o facto de ainda existir pouca sensibilização.

"Um daltónico não tem escrito na testa que é um daltónico, o que cria um juízo de valor muito depreciativo sobre a sua limitação. Se uma pessoa em cadeira de rodas não conseguir atravessar a passadeira a tempo de o semáforo mudar de cor, os carros esperam. Se um daltónico confundir as cores não vai haver essa condescendência e ainda é insultado", exemplifica.

Estigma

Para Tiago Santos, daltónico, que confunde o verde com o vermelho, a nova informação é fundamental. "Normalmente consigo perceber as cores pela posição nos semáforos, o vermelho está em cima e o verde em baixo, mas tenho de investir algum tempo e nem sempre consigo. O código é bastante simples e conseguimos associar automaticamente à cor e atravessar logo", explica ao JN.

Tiago acredita que os semáforos ajudarão ainda a uma maior sensibilização para esta perturbação visual. "As pessoas vão começar a ter curiosidade em perceber porque é que o símbolo existe e a serem mais compreensivas e perceberem que há um estigma. Como não é uma incapacidade visível, quem passa por mim na rua não sabe que sou daltónico e é mais difícil compreender", lamenta.

Com este projeto piloto, uma parceria entre a EMEL, a ColorADD e a fabricante de semáforos ETRA, pretende-se agora "testar a aplicação do código nos semáforos". "Vamos monitorizar o impacto e os resultados para depois avaliar se faz sentido expandir para o resto da cidade", explica Francisca Ramalhosa. Outro dos objetivos da EMEL, acrescenta, "é instalar as luzes led nos semáforos para condutores, mas ainda não há previsões por estarmos dependentes de autorizações e certificações".

A ETRA Portugal é responsável pelo investimento e detém a licença que permite a utilização do código nos semáforos. Maria do Carmo Castro, diretora geral da ETRA, não avança o valor do investimento, mas explica que "o custo para as câmaras municipais que aderirem será o mesmo que já têm a substituir as óticas atualmente".

A ETRA já entrou em contacto com outras câmaras municipais na Grande Lisboa, como Loures e Amadora, e no Porto, onde a instalação das luzes com informações para daltónicos nos semáforos deverá ser feita brevemente. "No Porto estão a decidir a rua onde faz sentido", avança. O objetivo é chegarem ainda a cidades como Madrid, Valência, Barcelona, Vigo, e outras da América Latina. "Em Lisboa foi dado o primeiro passo para levar ao resto do mundo", conclui.

O código ColorADD criado por um designer português está em 135 países. Em Portugal está no metro do Porto, Carris, hospitais de São João e dos Capuchos, parques da EMEL, estádios de futebol, entre outros.
 

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MJA | 1.Mai.2021


 

ϟ 'Sentindo' Van Gogh

 

'Feeling Van Gogh' é um projecto destinado a pessoas cegas e deficientes visuais, assim como aos seus amigos com visão, familiares e cuidadores que funciona no Museu Van Gogh em Amesterdão.

Sinta as pinceladas de Van Gogh, aprecie os aromas do sul da França e ouça citações de cartas de Van Gogh neste programa interativo.

O projecto consiste num Visita interactiva e num Workshop. Durante a visita, Guias especialmente treinados falam sobre a colecção permanente e a especial história da vida de Vincent van Gogh.

No Workshop, pode sentir as pinceladas de Van Gogh em 'Relievos' - as reproduções de quadros de Van Gogh em 3D de alta qualidade.

Também se pode tocar noutros objetos, como na maquete do quarto e no seu material de pintura. Poderá sentir o cheiro de erva molhada após uma tempestade e ouvir as próprias palavras de Van Gogh.

O vídeo é falado em holandês com legendas em inglês.

Mais informação aqui.

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MJA | 30.Abr.2021


 

ϟ UE. Estratégia Nacional da Inclusão das Pessoas com Deficiência aprovada este mês

Lusa | Expresso - 20 Abril 2021

António Costa diz que a Estratégia Europeia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2021-2030, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, constituirá "um marco na construção europeia"

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta terça-feira que no final deste mês o Governo irá aprovar a Estratégia Nacional da Inclusão das Pessoas com Deficiência, e que incluirá medidas de apoio ao emprego ou da melhoria das acessibilidades.

Na sessão de abertura do segundo dia da videoconferência de alto nível sobre a Estratégia Europeia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2021-2030, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, António Costa considerou a adoção deste instrumento como "um marco na construção europeia".

O primeiro-ministro destacou alguns dos instrumentos que, desde 2015, os governos que liderou têm implementado nesta área, como uma prestação social para a inclusão, o regime jurídico para educação inclusiva ou o programa de apoio modelo à vida independente.

"No final deste mês de abril, após um trabalho profundo de participação das organizações não governamentais das pessoas com deficiência, das várias áreas setoriais da ação governativa e de um processo muito participado de consulta pública, vamos aprovar também a nossa Estratégia Nacional da Inclusão das Pessoas com Deficiência no horizonte 2021-2015", referiu António Costa, numa intervenção em vídeo transmitida na sessão que decorreu a partir do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Das iniciativas previstas, o primeiro-ministro destacou o programa de apoio ao emprego para pessoas com deficiência, que visa "dinamizar e reforçar apoios e incentivos à contratação da pessoa com deficiência", de forma a facilitar a sua assimilação direta no mercado de trabalho, estando também previstos instrumentos de apoio ao empreendedorismo para este público-alvo.

"No domínio das acessibilidades, o programa acessibilidade 360 graus vem reforçar o investimento na melhoria das acessibilidades físicas em todo o território, contribuindo para mitigar o isolamento das pessoas com deficiência", disse, acrescentando que este programa prevê intervenções na via pública, em edifícios públicos e em habitações.

António Costa destacou ainda uma plataforma "Mais Acesso" que vai agregar informações e soluções digitais úteis na área da inclusão das pessoas com deficiência e incapacidades.

No domínio das respostas sociais, o primeiro-ministro sublinhou a criação, em março, da figura dos centros de atividades ocupacionais e capacitação para a inclusão, destinados às pessoas com deficiência maiores de 18 anos.

"Na área da autonomia e vida independente, estamos a avaliar as soluções existentes, e a criar soluções de proximidade na comunidade, ajustadas às necessidades das pessoas na promoção da autonomia e de acordo com o ciclo de vida", adiantou.

A estratégia nacional fará ainda, segundo António Costa, a avaliação de projetos-piloto de assistência pessoal do modelo de apoio à vida independente de forma a ter uma solução definitiva nesta área em 2023.

"Temos uma estratégia ambiciosa e programas ambiciosos, esperemos que sejam eficazes para produzir o que ambicionamos: uma sociedade mais justa, que não deixa ninguém para trás", afirmou.

Ao nível da estratégia europeia, apresentada pela Comissão Europeia em março, António Costa desafiou as instituições europeias e cada Estado Membro a ter consciência das necessidades das pessoas com deficiência "nas políticas, na legislação e em todos os projetos financiados pela União Europeia".

"Só com consciencialização, governação e monitorização será possível garantir resultados", defendeu.
 

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MJA | 23.Abr.2021


 

ϟ UE/Presidência: Portugal negoceia compromissos sobre deficiência para a próxima década

LUSA | 15 Abril 2021


Portugal está a negociar a vinculação dos estados-membros à estratégia europeia sobre os direitos das pessoas com deficiência, pedindo um "elevado grau de compromisso", revelou hoje a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Ana Sofia Antunes interveio hoje na abertura da conferência “O Futuro da Estratégia Europeia para a Deficiência”, organizada pela Confederação Cooperativa Portuguesa — Confecoop, em parceria com a Confederação Europeia das Cooperativas Industriais e de Serviços — CECOP, onde falou sobre a importância do documento.

Nessa matéria, a secretária de Estado admitiu que Portugal gostaria de concluir a presidência da União Europeia com a aprovação de um “documento político, de vinculação política relevante”, que espera ver aprovado na reunião de junho do conselho EPSCO, que reúne os ministros ou representantes das áreas do Emprego, Política Social, Saúde e Consumidores.

“Estamos a negociar um texto de conclusões na área da inclusão das pessoas com deficiência, conclusões no que diz respeito à vinculação dos diferentes estados-membros a esta estratégia europeia e vamos pedir que cada estado-membro, através do seu ministro, possa assumir publicamente, ao assinar estas conclusões, um elevado grau de compromisso para a próxima década com a implementação dos compromissos previstos na estratégia europeia”, adiantou Ana Sofia Antunes.

A governante defendeu que a Estratégia Europeia sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência 2021-2030 “é um documento ambicioso”, que, por isso, deve mobilizar todos os estados-membros na sua execução, lembrando que o documento está dividido em três áreas: cidadania, vida independente e o direito à vida em comunidade e a inclusão e a não discriminação.

Segundo Ana Sofia Antunes são também estas as três grandes áreas que estão refletidas na Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência “que já está em Conselho de Ministros para ser aprovada”.

“Tive alguma esperança que pudesse ser hoje, assim não será, será dentro de 15 dias, mas dentro de 15 dias teremos este documento a ser aprovado em conselho de ministros”, revelou a secretária de Estado.

Ainda em relação ao trabalho no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia em matéria dos direitos das pessoas com deficiência, Ana Sofia Antunes disse que o Governo tinha três objetivos, entre a apresentação da nova estratégia europeia, que aconteceu a 03 de março, a divulgação do documento e a realização de uma conferência internacional, entre os dias 19 e 20 de abril, dedicada à avaliação da estratégia europeia e cuja discussão estará centrada entre quatro temas: acessibilidades, vida independente, emprego e educação.

Por outro lado, adiantou que no dia 20 haverá um encontro de alto nível com o primeiro-ministro, António Costa, e os diferentes responsáveis por esta pasta em cada estado-membro para, não só avaliar o documento, mas também “consensualizar uma posição no que diz respeito ao compromisso que cada estado-membro assume perante este documento estratégico e de importância fundamental”.

Referiu também que nos dias 07 e 08 de maio vai ser discutido o plano de ação relativo ao pilar dos direitos sociais, na cimeira social, que se realiza no Porto.

“É um momento fundamental para avaliar e estabelecer compromissos para implementação de plano de ação”, defendeu Ana Sofia Antunes, apontando que uma das “metas interessantes” deste plano de ação é a criação de estatísticas especificas sobre o desemprego das pessoas com deficiência.

SV // HB

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MJA | 18.Abr.2021


 

ϟ Mochila com Inteligência Artificial permite que cegos explorem o mundo com mais segurança

Por Liliana Malainho | 7 Abril, 2021

Mochila com IA permite que cegos explorem o mundo com segurança


A nova mochila com Inteligência Artificial (IA) é a prova de que a tecnologia pode ajudar pessoas com deficiência visual a explorarem o mundo de forma segura.

Um dos maiores desafios dos invisuais é movimentarem-se em espaços públicos de forma segura. A nova mochila com software de Inteligência Artificial da Intel foi desenhada especificamente para alertar os utilizadores com um som cada vez que se aproximam de passadeiras ou pessoas, por exemplo.

Segundo o The Washington Post, a mochila ativada por voz foi criada por uma equipa liderada por Jagadish K. Mahendran, investigador do Instituto de Inteligência Artificial na Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos. O objetivo era desenvolver um sistema capaz de substituir a bengala ou o cão-guia.

“No ano passado encontrei um amigo que é deficiente visual e apercebi-me de que já ensinei robôs a ler, mas que ainda existem muitas pessoas que não veem e precisam de ajuda. Foi o que me levou a criar o sistema de assistência visual usando o Kit de Inteligência Artificial com Profundidade da OpenCV (OAK-D), desenvolvido pela Intel”, explicou o líder da equipa, em comunicado.

O dispositivo fica alojado dentro de uma pequena mochila que contém uma unidade de computação, semelhante a um computador portátil. Além da mochila, que tem o sistema principal de GPS, o invisual tem de transportar uma pequena bolsa que guarda a bateria, que tem uma duração de cerca de oito horas.

O utilizador tem de usar também uma espécie de colete, com uma câmara tripla equipada com tecnologia IA espacial OAK-D da Luxonis, que executa o Movidius VPU da Intel.

Além de ler sinais, a câmara deteta passadeiras e mudanças de elevação no passeio. A partir do processamento de redes neuronais avançadas, os dados de visão computacional – como um mapa de profundidade de visão periférica em tempo real e informações em cores RGB – vão ajudando a elaborar os caminhos e obstáculos que forem surgindo.

Para passar a informação recolhida ao utilizador, o sistema usa um comando de voz através de um auscultador Bluetooth. O invisual também consegue interagir com o sistema – como se estivesse a usar a Siri – e pedir informações de localização.

A tecnologia foi revelada no final de março, mas pode demorar alguns anos até ser lançada uma versão no mercado.

Apesar disso, o produto oferece um vislumbre de como a tecnologia poderia ajudar cada vez mais as pessoas com problemas de visão a perceber melhor os ambientes onde se movimentam e, desta forma, a viver com mais independência.

fonte: https://zap.aeiou.pt/

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MJA | 12.Abr.2021


 

ϟ Cego volta a ver graças a injeção intraocular

Impala | 5 Abr 2021

Cego volta a ver graças a injeção intraocular


Ensaio clínico realizado na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, provou que é possível devolver a visão para pacientes cegos ou com graves problemas visuais que padeçam de uma condição genética rara.

Um ensaio clínico realizado na Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos, provou que é possível devolver a visão para pacientes cegos ou com graves problemas visuais que padeçam de uma condição genética rara.

Este inovador método é muito pouco invasivo já que não recorre a cirurgias ou a transplantes. Num dos casos, foi necessária apenas uma injeção para que um dos pacientes voltasse a recuperar a visão.

O tratamento experimental foi testado em pacientes diagnosticados com amaurose congénita de Leber (LCA) e que sofrem de deficiência visual grave, geralmente com início na infância.

Os resultados foram detalhados num artigo publicado na revista científica Nature e mostram que o tratamento levou a mudanças na fóvea, o ponto mais importante da visão central humana.

“Os resultados definem um novo padrão de quais as melhorias biológicas que são possíveis com a tratamento de oligonucleotídeo antisense em LCA causada por mutações CEP290″, explica Artur Cideciyan, professor de oftalmologia e coautor do estudo.


Um mês depois da injeção as melhorias eram significativas

Os pacientes foram submetidos a injeções intraoculares de sepofarsen. Trata-se de uma curta molécula de RNA (ácido ribonucleico) que aumenta os níveis da proteína CEP290 nos fotorreceptores do olho. Assim, dá-se uma melhoria na função da retina em condições de visão diurna.

Ainda em 2019, o mesmo grupo de investigadores já tinha relatado avanços no estudo. Na altura, descobriram que injeções a cada três meses resultavam em ganhos contínuos de visão em 10 pacientes.

O 11.º paciente, que recebeu apenas uma dose, antes do tratamento, apresentava redução da acuidade visual, pequenos campos visuais e ausência de visão noturna.

Após a injeção, os investigadores notaram que houve uma grande melhoria na visão, somente um mês após o tratamento. No segundo mês, o paciente obteve os melhores resultados de acuidade visual. Ao longo de 15 meses, os resultados da injeção ainda continuavam a ser notórios.

Os próximos passos consistem em desenvolver terapias específicas para genes com outros distúrbios hereditários que afetam a retina e que atualmente são incuráveis.
 

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MJA | 12.Abr.2021


 

ϟ  Mantenha os seus olhos saudáveis com estes alimentos

Notícias ao minuto | 16 Março 21

Mantenha os seus olhos saudáveis com estes alimentos


Uma boa saúde visual pode contribuir para a longevidade.

Éimportante cuidar dos olhos para evitar doenças como degeneração macular relacionada à idade e cataratas. Pesquisas recentes afirmam ainda que uma boa saúde visual pode contribuir para a longevidade.

De facto, de acordo com um estudo publicado no The Lancet Global Health, o risco de mortalidade era 29% maior naqueles com deficiência visual leve em comparação com aqueles com visão normal. O risco aumentou para 89% para aqueles com deficiência visual severa.

Certos alimentos podem desempenhar um papel na prevenção de doenças oculares e na manutenção da visão aguçada, diz a Eat This, Not That!. Aqui estão três:

Sumo de laranja: O sumo de laranja contém carotenóides que podem inibir a inflamação das células. Vários estudos observaram uma redução do risco de degeneração macular relacionada à idade com o aumento da ingestão de carotenóides.

Pimentos vermelhos: Alguns estudos associaram a alta ingestão de vitamina C a um risco reduzido de formação de cataratas. Os pimentos vermelhos são uma boa fonte.

Sementes de abóbora: As sementes de abóbora são uma boa fonte de zinco, o que pode ajudar a retardar a progressão da degeneração macular relacionada à idade e perda de visão, evitando danos celulares na retina.
 

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MJA | 11.Abr.2021


 

ϟ Projecto InfoVítimas Inclusivo | Informação para vítimas de crimes - acessível para cegos e surdos


Ser vítima de crime é um acontecimento negativo a que qualquer pessoa pode ser sujeita ao longo da sua vida. Com o objetivo de promover os direitos das vítimas de crime, o site Infovítimas Inclusivo surge numa lógica de inclusão e de prossecução da igualdade no acesso a informação relevante. Se foi vítima de crime ou conhece alguém que o foi, este site pode ajudá-lo/a. Aceda a toda informação em:

http://www.infovitimas.pt/inclusivo/ 

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MJA | 4.Abr.2021


 

ϟ O que acontece ao cérebro após cegueira? Respostas made in Leiria

Jornal de Leiria | Elisabete Cruz | 4 Março 2021


Joana Carvalho dedica estudo à reorganização do cérebro na perda de visão. Joana Carvalho foi uma das quatro premiadas com a Medalha de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. Também ganhou uma bolsa Marie Curie.

Cerca de 20% do cérebro humano é dedicado à visão. “O que acontece a esta parte do cérebro após a perda de visão? Fica inactiva? Vai-se dedicar ao processamento de outros sentidos ou funções cerebrais?” Estas são perguntas para as quais Joana Carvalho, natural de Azoia, em Leiria, pretende encontrar respostas.

Distinguida com a Medalha de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, a jovem de 28 anos vai receber 15 mil euros para perceber se o cérebro de um humano se reorganiza depois de perder a visão.

Apaixonada pela técnica da ressonância magnética, pelas neurociências e pela área da visão, Joana Carvalho vai ter como amostra 12 ratos com deficiência visual e 12 ratos normais ou com restauração de retina para verificar que alterações ocorrem quando deixam de ver. “Nos humanos conseguimos saber que o nosso cérebro se reorganiza, mas ainda não é possível perceber onde é que está a origem. Como estava mais interessada em saber quais são os mecanismos que originam estas mudanças e esta reorganização do cérebro decidi fazer o meu pós-doutoramento na Fundação Champalimaud, um dos centros que tem as melhores ressonâncias magnéticas do mundo para animais”, explica ao JORNAL DE LEIRIA.

A razão é simples: a fundação irá receber, este ano, “uma ressonância magnética de 18 Tesla, a mais avançada do mundo”.

“É mesmo uma oportunidade única para estudar quais são os mecanismos que originam esta reorganização”, afirma.

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MJA | 13.Mar.2021



ϟ Investigadoras distinguidas por estudos sobre visão, cancro, cádmio e carbono

Agência Lusa | Observador | 24 Fev 2021

Quatro investigadoras foram distinguidas com as Medalhas de Honra para as Mulheres na Ciência 2020 por estudos sobre visão, cancro hereditário da mama e do ovário, toxicidade do cádmio e captura de dióxido de carbono, anunciou esta quarta-feira a organização.

Joana Carvalho, Margarida Abrantes, Inês Fragata e Liliana Tomé foram as premiadas na 17.ª edição das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. Cada uma vai receber 15 mil euros.

As bolsas são copromovidas pela filial portuguesa da multinacional de cosmética L’Oréal, que financia; pela comissão nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, que designa o júri que avalia as candidaturas.

Joana Carvalho (investigadora da Fundação Champalimaud) vai estudar a relação entre o cérebro e a perda de visão. Após a perda de visão, o que acontece à parte do cérebro responsável pela visão? Fica inativa? Vai-se dedicar ao processamento de outros sentidos ou funções cerebrais? A estas perguntas Joana Carvalho, doutorada em neurociências computacionais, quer dar respostas.

O seu projeto de investigação visa “perceber de que forma o cérebro adulto se reorganiza em resposta à perda de visão e estabelecer quais os fatores, por exemplo a exposição à luz, que facilitam esta reorganização”, explicou à Lusa, assinalando que “é inútil conseguir recuperar a função ocular se o cérebro já não conseguir processar a informação visual”.

Para Joana Carvalho, “é essencial perceber se após perda total ou parcial da visão o cérebro mantém a capacidade de processar informação visual, assim como determinar o momento ideal para a aplicação das terapias de restauração e reabilitação de visão”, como implantes de retina e olhos biónicos.

No seu trabalho, em que vai usar modelos animais de deficiência visual, a tecnologia de ressonância magnética e modelos matemáticos, a investigadora pretende, ainda, definir potenciais biomarcadores para doenças neurológicas, como Parkinson, Alzheimer, autismo e esquizofrenia.

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MJA | 13.Mar.2021



ϟ Prémios BPI | Fundação "la Caixa"


 O BPI e a Fundação "la Caixa" lançam a 12ª edição do Prémio Capacitar, um prémio tem como finalidade apoiar projetos que promovam a melhoria da qualidade de vida, a empregabilidade e a autonomia de pessoas com deficiência ou incapacidade.

Candidaturas - Abertas, até 15 de março!

Cada entidade promotora só pode apresentar 1 candidatura por Prémio, candidaturas a 2 Prémios e só poderá ser premiada uma vez em cada edição. Na edição 2021, são 5 os Prémios que se distinguem entre si, pelo seu âmbito de atuação - Prémio Capacitar, Solidário, Seniores, Infância e Rural.

A quem se destina?
A todas as instituições privadas sem fins lucrativos, com sede ou delegação legalmente constituída em Portugal ou com núcleos com autonomia comprovada, há pelo menos um ano, com projetos que têm como finalidade a promoção da autonomia pessoal e melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência.

A Avaliação é feita de acordo com os seguintes critérios:

• Qualidade - tendo em conta a experiência da instituição e programação do projeto;
• Sustentabilidade - com base na solidez económica da entidade e adequação dos recursos do projeto;
• Relevância - tendo em conta a inovação e impacto social esperado.

Ações prioritárias
São consideradas prioritárias para efeitos de seleção de candidaturas as ações que visam solução para os seguintes temas:

- Promoção da autonomia pessoal e apoio às atividades da vida diária.
- Apoio psicossocial às pessoas com deficiência e transtorno mental no seu contexto familiar e relacional (lazer e tempo livres; redes de apoio relacional familiar e comunitário).
- Capacitação e formação para melhorar a empregabilidade e a inserção laboral.
- Acessibilidade universal e ações para combater o fosso digital.
- Atenção sócio sanitária para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em situação de doença crónica.


A ANDITEC pode apoiar a candidatura a estes projetos, nomeadamente através da orçamentação de produtos de apoio que poderão ser usados pelos utentes das instituições concorrentes. ...

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MJA | 11.Mar.2021



ϟ Associação reclama prioridade na vacinação a pessoas com deficiência

Vasco Célio | LUSA | 13 fev 2021


A FAPPC defendeu que as pessoas com deficiência devem ser prioritárias na vacinação contra a Covid-19. "Algumas pessoas com deficiência não conseguem respeitar regras de distanciamento", justifica. A federação argumenta ainda que a paralisia cerebral "abrange um vasto espectro de situações clínicas"

A Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral (FAPPC) reclamou esta sexta-feira prioridade para as pessoas com deficiência na estratégia de vacinação contra a Covid-19, envolvendo também no processo aqueles que os apoiam no quotidiano.

Numa carta a que a Lusa teve esta sexta-feira acesso, enviada na quinta-feira à ministra da Saúde, Diretora-Geral da Saúde, Coordenador do Plano Nacional de Vacinação Covid-19 e com o conhecimento da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, a FAPPC expressa preocupação pelo “facto de as pessoas com deficiência não estarem incluídas nos grupos classificados como prioritários — 1.ª ou 2.ª fase”.

Sublinhando estar a reclamar um direito para “as pessoas com deficiência e não em exclusivo para as pessoas com paralisia cerebral”, a federação, considerou “inegável” que estas, “por limitação física ou mental, correm um maior risco de contrair Covid-19”.

É inegável, também, que algumas pessoas com deficiência não conseguem (nem podem!) respeitar as conhecidas regras de distanciamento e higienização, por exemplo… Ou que de tais regras nem chegaram a ter conhecimento — pela dificuldade de comunicação e ausência de informação adequadamente acessível”, alerta a FAPPC.

A federação argumenta ainda que a paralisia cerebral “abrange um vasto espetro de situações clínicas”, salientando que “aproximadamente 10% das pessoas com esta patologia têm um quadro clínico complexo, de extrema vulnerabilidade e com grave défice neuromotor”.

Além disso, um número significativo “tem menos de 50 anos e não reside em instituições, não estando, assim, abrangidas pelos critérios de priorização aplicados na vacinação”.

“A evidência científica demonstra que, quando infetadas com a Covid-19, as pessoas com deficiência têm maior probabilidade de desenvolver mais sintomas graves, com risco de morte”, acrescenta.

Desde março de 2020, Portugal já registou 15.034 mortes associadas à Covid-19 e 781.223 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2.
 

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MJA | 28.Fev.2021



ϟ Aumento de pessoas com deficiência desempregadas preocupa Governo

Lusa | 18.02.2021 | SIC


Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência diz que os números do desemprego para pessoas sem e com deficiência não se recuperam com a mesma simplicidade porque não funcionam com a mesma linearidade.

O número de pessoas com deficiência inscritas nos centros de emprego aumentou com a covid-19, uma realidade preocupante por se tratar de um trabalho "não tão automático" como o de pessoas sem deficiência, disse esta quinta-feira a secretária de Estado.

Quando a situação pandémica aliviar, o mercado melhora e, automaticamente, volta a gerar-se emprego, mas não ao mesmo ritmo para pessoas com e sem deficiência, afirmou a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, no âmbito do Ciclo de Conversas "Fique em Casa", da empresa municipal MatosinhosHabit, em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto.

"O número de pessoas com deficiência inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) subiu, uma realidade que nos preocupa porque não é um emprego com o mesmo grau de flutuação, não é tão automático como para pessoas sem deficiência", frisou.

Os números do desemprego para pessoas sem e com deficiência não se recuperam com a mesma simplicidade porque não funcionam com a mesma linearidade, explicou.

Ana Sofia Antunes abordou ainda o ensino à distância, decidido pelo Governo para conter os contágios, sublinhando que, se para qualquer criança ter aulas em casa está a ser um desafio, mais ainda se verifica em alunos com deficiência.

"O trabalho à distância não é fácil de operacionalizar e de fazer, trabalhar à distância com uma criança com deficiência visual não é a mesma coisa do que trabalhar com uma criança que vê porque grande parte da informação que trocamos com ela tem suporte visual e isso é um desafio", disse.

A governante ressalvou ainda que a capacidade de foco e concentração perante o ecrã de um computador por parte de crianças com défice cognitivo e intelectual não é comparável àquele que existe de forma presencial.

Ana Sofia Antunes adiantou que as crianças com deficiência estavam preparadas porque a tecnologia faz parte da sua formação.

Neste segundo confinamento geral, depois de um primeiro em 2020, a secretária de Estado assumiu que quis garantir "o mais possível" respostas educativas de retaguarda para as crianças com deficiência, mesmo estando as escolas encerradas.

"Os centros de recursos para a inclusão receberam instruções expressas de que as terapias se iriam manter na lógica presencial e apenas em situações de risco agravado para a saúde da criança é que poderia ser substituída", contou.

Aquando do primeiro confinamento foi necessário criar respostas e medidas com "enorme rapidez", mas neste segundo já pudemos tomar decisões mais conscientes, assumiu.
 

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MJA | 27.Fev.2021



ϟ 'You find a way': Judi Dench on working through sight loss

Mark Brown | The Guardian | 25 Feb 2021

Dame Judi Dench
Dench has age-related macular degeneration, which affects more than 600,000 people in the UK.

Dame Judi Dench has spoken of her determination to carry on working despite sight loss, even if that means using friends to learn lines and being gently told to stop delivering speeches to the proscenium arch rather than her fellow actors.

Dench described how she copes with deteriorating eyesight – the challenges, the unexpected advantages and the funny side – at an online event on Thursday with Stephen Fry and Hayley Mills for the Vision Foundation, the London sight loss charity.

She explained how she had learned to adapt to her condition, caused by age-related macular degeneration, which affects more than 600,000 people in the UK.

“You find a way of just getting about and getting over the things that you find very difficult,” she said. “I’ve had to find another way of learning lines and things, which is having great friends of mine repeat them to me over and over and over again. So I have to learn through repetition, and I just hope that people won’t notice too much if all the lines are completely hopeless!”

Her sight loss at least had the occasional funny side, Dench said.

“I was doing the Winter’s Tale with Ken Branagh a couple of years ago, playing Paulina, and after we had been running for three weeks or so at the Garrick he said to me – I have a long speech at the end – he said: ‘Judi, if you were to say that speech about eight feet to your right, you’d be saying it to me and not to the pros’ arch … ’” Laughing, she continued: “I rely on people to tell me!”

Dench, 86, said her mother had similar sight loss “and now Finty, my daughter, goes and has her eyes checked. It is intensely irritating.

“But it does enable you to do one thing and that is that you have to get very close to people before you can recognise who they are. During lockdown I made a film and I was up close addressing people wearing masks during rehearsals, nothing to do with any scene I’m in. It’s kind of exquisite if you can do that and that’s the good side of it, and you have to look at that side of it.”

She said she could easily walk past someone she knew well and not recognise them. “That’s tricky … But you adapt to it. And I don’t want it to interfere.”

The Vision Foundation, formerly known as the Greater London Fund for the Blind, is this year celebrating its centenary and has launched the biggest fundraising appeal in its history, with the aim of raising £1m. ...
 

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MJA | 26.Fev.2021



ϟ Google começa a testar funções "Leia em voz alta" e Tradução - para Android

Tudo Celular | 13 de fevereiro de 2021


Não é novidade que, nos últimos meses, temos visto o Google trabalhar na implementação de funcionalidades e melhorias direcionadas aos usuários de smartphones e tablets, buscando assim ampliar a sua base de instalações e ativações de aplicativos como o navegador Chrome e o aplicativo principal, chamado apenas de Google.

Uma das mais recentes empreitadas nesse sentido foi a revelação de que a empresa começa a trabalhar na implementação de uma função chamada "Leia em voz alta" (já conhecida por aqueles que preferem o Microsoft Edge nos PCs), entregando assim um leitor de páginas dentro do app principal.

Um dos pontos interessantes nessa implementação é que os usuários passam a contar com a oportunidade de ter uma leitura das páginas exibidas de forma nativa, podendo inclusive ser utilizado durante deslocamentos, com a tela do dispositivo desligada.

Essa novidade portanto promete ajudar não só Deficientes Visuais como também, pessoas que gostariam de seguir consumindo informações que normalmete estão oferecidas em páginas escritas enquanto realizam alguma atividade ou vão para algum lugar.

Adicionalmente, também temos o inicio da implementação da função "traduzir" no aplicativo "Google", seguindo a experiência já vista no Chrome, permitindo assim com que sites de outros países possam ser facilmente traduzidos, reduzindo assim a dificuldade de consumir informações em outros idiomas.

Por enquanto, as novidades citadas acima estão disponíveis apenas para o aplicativo Google Beta 14.2, devendo ser implementadas nos próximos meses na versão estável do app. Caso você tenha o interesse em testar antecipadamente as funções em questão, terá de instalar a distribuição de testes, algo que pode ser feito com a entrada no programa da Play Store (link abaixo) ou simplesmente instalando o APK.
 

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MJA | 24.Fev.2021



ϟ Governo prepara novo regime para emissão de atestados médicos de incapacidade

Agência Lusa | 10 fev 2021


O Governo está a preparar um novo regime para a emissão dos atestados médicos de incapacidade, que trará a possibilidade de fazer avaliações sem a presença da pessoa com deficiência, revelou esta quarta-feira a secretária de Estado para a Inclusão.

De acordo com a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social está a “trabalhar num novo regime para a emissão dos atestados médicos de incapacidade multiusos que trará um conjunto de novidades”.

Ana Sofia Antunes, que, juntamente com a ministra Ana Mendes Godinho e os restantes secretários de Estado da equipa ministerial, esteve esta quarta-feira a ser ouvida pelos deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social, adiantou que uma das possibilidades é “emissão de atestados médicos de incapacidade multiusos automáticos”.

O novo regime trará também a “possibilidade de fazer algumas avaliações mais simples sem necessidade de presença física do avaliado na junta médica”, disse a secretária de Estado. “Para tornar as coisas mais céleres”, sublinhou Ana Sofia Antunes.

A responsável admitiu que existe um “passivo considerável” no que diz respeito aos atrasos nas juntas médicas, adiantando que desde o mês de julho de 2020 até agora foram constituídas 104 juntas médicas que fizeram 16 mil avaliações, estando agendadas mais 2 mil.

“Sabemos que temos passivo considerável, estamos a fazer os possíveis para repor normalidade”, disse a governante, lembrando aos deputados que foi por causa destes atrasos que o Governo tomou a iniciativa de prorrogar a validade dos atestados que, entretanto, caduquem para dar prioridade aos novos pedidos.

Relativamente à Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas, a secretária de Estado disse que já recebeu 98 contributos, que estão em fase final de análise e que em breve o documento irá para aprovação em Conselho de Ministros.

Sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), Ana Sofia Antunes adiantou que a verba para o programa foi alargada em mais 25% podendo chegar ao valor total de 1.750 mil euros.

Nesse sentido, adiantou que os Centros de Apoios à Vida Independente (CAVI) já podem pedir a alteração para aumentar o número de horas de apoio e aumentar o valor que recebem de apoio ao funcionamento e formação dos assistentes pessoais.

A secretária de Estado disse ainda que há, neste momento, 590 assistentes pessoais ao serviço, mas que são precisas mais tendo em conta que existem 884 beneficiários e o objetivo é “chegar mais longe”.

fonte: https://www.dges.gov.pt/
 

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MJA | 22.Fev.2021



ϟ Inclusão de jovens com deficiência e/ou incapacidade no mercado de trabalho

Notícias de Aveiro | 7 Fevereiro, 2021

Por Ana Lúcia Abrantes
Professora de Educação Especial do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, AEAAV

O Contrato Emprego-Inserção+ para Pessoas com Deficiência e Incapacidade tem a duração de 12 meses, e propõe a realização de atividades socialmente úteis que satisfaçam necessidades sociais ou coletivas temporárias, no âmbito de projetos promovidos por entidades coletivas públicas ou privadas, sem fins lucrativos.

O Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, em parceria com a Câmara Municipal de Albergaria, a Misericórdia de Albergaria, e a Casa da Criança da Associação de Infância Dona Teresa, envidaram esforços para a inclusão de três jovens alunas, nas respetivas entidades onde desenvolveram o Plano Anual de Transição, após terem concluído o seu percurso escolar, 12º Ano, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artº10º – alínea b) Adaptações Curriculares Significativas e alínea c) Plano Individual de Transição.

Um dos objetivos que o Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha tem procurado dinamizar, nomeadamente através do Grupo de Educação Especial, é proporcionar a integração de jovens alunos com deficiência e incapacidade no mercado de trabalho, proporcionando-lhes autonomia, independência e estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades e a preparação para uma adequada vida pós-escolar ou profissional.

Para assegurar a continuidade do Plano Individual de Transição, as entidades de acolhimento atrás mencionadas submeteram candidaturas, que foram aprovadas, aos programas do IEFP:

– Estágios Profissionais e Contrato
– Emprego-Inserção+ Profissional, dirigidos a pessoas com deficiência e incapacidade.

O Contrato Emprego-Inserção+ para Pessoas com Deficiência e Incapacidade tem a duração de 12 meses, e propõe a realização de atividades socialmente úteis que satisfaçam necessidades sociais ou coletivas temporárias, no âmbito de projetos promovidos por entidades coletivas públicas ou privadas, sem fins lucrativos.

Os Estágios Profissionais têm como objetivo:

  • Complementar e desenvolver as competências dos desempregados, nomeadamente dos jovens, de forma a melhorar o seu perfil de empregabilidade, através de experiência prática em contexto de trabalho;
  • Apoiar a transição entre o sistema de qualificações e o mercado de trabalho, nomeadamente, promovendo a inserção na vida ativa dos jovens com níveis adequados de qualificação;
  • Promover o conhecimento sobre novas formações e competências junto das empresas e promover a criação de emprego em novas áreas;
  • Apoiar a melhoria das qualificações e a reconversão da estrutura produtiva.

O Agrupamento de Escolas de Albergaria-A-Velha congratula-se com a nova fase da vida destas jovens, considerando ser um impacto positivo para as suas futuras carreiras profissionais.

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MJA | 21.Fev.2021



ϟ Parlamento debate acesso à reforma antecipada para pessoas com deficiência

Carolina Rico com Judith Menezes e Sousa | TSF | 3 Fev.2021


Dois projetos de lei defendem regime especial de acesso à reforma antecipada sem penalizações.

OParlamento debate esta quarta-feira uma petição e dois projetos de lei, do PAN e do PEV, para permitir a reforma antecipada e sem penalização a pessoas com deficiência.

O partido ecologista "os Verdes" propõe um regime especial de acesso à reforma a partir dos 60 anos para pessoas com um grau de incapacidade permanente igual ou superior a 60%. Em declarações à TSF, o deputado José Luís Ferreira lembra o desgaste que estes cidadãos enfrentam não apenas no trabalho, mas também na "transposição de várias barreiras", também em casa ou nos transportes públicos, por exemplo.

"O processo normal de envelhecimento de pessoas com deficiência é geralmente mais complexo devido a uma vida inteira de mobilidade reduzida, medicamentos, cirurgias, pior estado geral de saúde entre outros fatores", nota. O PEV, defende, por isso, que as pessoas com deficiência tenham "direito a gozar a reforma enquanto as suas incapacidades não estão agravadas ao ponto de impedir que possam fruir da mesma com qualidade de vida".

Na mesma linha, o PAN sugere que a reforma antecipada possa ocorrer até mais cedo: a partir os 55 anos.

"O desgaste que efetivamente ocorre é muito doloroso", reforça a líder parlamentar do PAN Inês Sousa Real. Em caso de grau de incapacidade permanente igual ou superior a 60%, "não faz sentido que se aplique qualquer tipo de penalização".

Os dois projetos do PAN e dos Verdes vão ser debatidos a par de uma petição que defende também a possibilidade de reforma antecipada para cidadãos portadores de deficiência.

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MJA | 20.Fev.2021



ϟ Projeto Infovítimas Inclusivo

+ Algarve | 28 Jan 2021

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A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresenta hoje o Projeto Infovítimas Inclusivo, o primeiro website em Portugal que disponibiliza, a pessoas com deficiência visual e auditiva, informação sobre direitos, processos-crime e seus intervenientes e funcionamento do sistema judicial.

A protecção das pessoas com deficiência visual e auditiva, vítimas de crime, a redução dos efeitos negativos e das consequências da experiência de vitimação, e a contribuição para que as pessoas com deficiência visual e auditiva tenham na sua posse o conhecimento e as ferramentas necessárias para agir em caso de violência ou crime são fundamentais para a promoção da sua autonomia e capacitação.

Com isto em consideração, a APAV, em conjunto com parceiros, desenvolveu o Projeto Infovítimas Inclusivo, o primeiro website em Portugal que disponibiliza, a pessoas com deficiência visual e auditiva, informação sobre direitos, processos-crime e seus intervenientes e funcionamento do sistema judicial.

Foram criados materiais informativos, em suporte digital, adaptados às necessidades de pessoas com deficiência visual e auditiva, dotando-os de conhecimentos necessários para agirem em caso de crime ou violência.

O Projeto Infovítimas Inclusivo vem, assim, colmatar a inexistência, sob qualquer formato ou em qualquer organismo, de informação adaptada a este grupo de pessoas, o que as coloca numa posição de maior fragilidade e expostas a uma experiência de vitimação ainda mais negativa. Estima-se que o Infovítimas Inclusivo chegue a cerca de 8 500 beneficiários, de todas as faixas etárias.

A APAV teve como parceiros a Casa Pia de Lisboa, consultores e a agência Último Take. O Projeto Infovítimas Inclusivo foi vencedor dos Prémios Caixa Social 2019, promovidos pela Caixa Geral de Depósitos.
 

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MJA | 9.Fev.2021



ϟ Mais professores a ensinar braille  “é tão essencial como ter a palavra escrita” – Acapo

LUSA | 4 Janeiro 2021

Mais professores a ensinar braille e ter este sistema mais divulgado "é tão essencial como ter a palavra escrita", defendeu hoje o presidente da Acapo, no dia em que se assinala o Dia Mundial do Braille


Este método de escrita e leitura foi inventado por Louis Braille, um pedagogo francês, no início do século XIX e, segundo dados das Nações Unidas, estima-se que seja usado por cerca de mil milhões de pessoas.

Em entrevista à agência Lusa, Rodrigo Santos, que tomou posse como presidente da direção da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (Acapo) em 19 de novembro do ano passado, defendeu a importância de ter mais pessoas a ensinar este sistema de escrita e de leitura, bem como de ter o braille presente em mais sítios e em mais produtos, serviços ou soluções: “É tão essencial como ter a palavra escrita”.

“Achamos crucial que mais professores saibam braille [e] também temos de achar crucial que todos os professores tenham um domínio básico de ensinar a ler e escrever braille e que o sistema tenha soluções que garanta que há professores especializados que percebem não apenas do braille, mas também do ensino específico do braille”, defendeu.

Entende, por isso, que “todos os professores” deveriam ter uma “formação genérica” que os sensibilize para a importância do braille e para a importância da estimulação tátil, porque é desta forma que as pessoas cegas “percecionam de imediato a realidade”.

“Achamos que é crucial investir na formação específica dos professores de educação inclusiva”, apontou.

A conversa decorre nas oficinas da Acapo, onde a associação tem as impressoras e os equipamentos necessários à conversão e impressão de documentos em braille, não só em papel, mas noutros materiais, como acrílico, por exemplo, e onde faz a certificação de braille.

“Nós não só produzimos braille, seja em placas de relevo, seja em cartões de visita, livros, em todo o tipo de documentos, como, para além disso, também certificamos braille, isto é, certificamos que a representação do braille é correta para depois ser impresso nas diversas embalagens de muitos produtos que nos utilizamos no dia-a-dia”, explicou Eduardo Santos.

Aires Alves é um dos responsáveis por este serviço, que faz já há 28 anos, e que, para si, representa a concretização de um sonho.

Contou à Lusa que “quando era miúdo dizia que queria fazer livros para pessoas cegas” porque no tempo em que andou na escola quase não teve acesso a livros e sentia que havia muita falta.

“Se conseguisse mais tarde fazer livros para quem os não tinha, achava que estava a comprimir a minha missão”, confidenciou, admitindo que conseguiu não só concretizar o seu sonho, mas o de muitas outras pessoas: “Ter um livro para ler”.

Para Aires Alves, “hoje é tudo mais fácil” e apontou que quase ninguém quer ler em braille, já que facilmente têm acesso a tecnologias que, no momento, permitem ouvir a leitura de um livro.

“As pessoas cegas, se calhar, é que não têm aquele empenho em aprender braille porque hoje sai um livro e ele já está à minha disposição e se eu quiser um livro em braille é capaz de demorar anos a fazer”, admitiu, lembrando que uma biblioteca para normovisuais tem “milhões de títulos”, mas apenas cerca de nove mil publicações para cegos.

Lembrou, por outro lado, o espaço que ocupa um livro em braille, já que uma página em tinta corresponde a cerca de quatro páginas em braille, apontando também que a produção destes livros é muito cara.

Rodrigo Santos, no entanto, acredita que o “braille está vivo” e que não é uma coisa do passado, mas plenamente do século XXI, capaz de se adaptar e transformar às novas necessidades, uma ferramenta única, já que só ela permite às pessoas cegas “acederem a reprodução daquilo que é a palavra escrita”.

“Acho que as gerações mais novas, apesar de terem outros mecanismos para acederem à informação, quando o objetivo é ler, aceder à palavra escrita, com as letras todas, o braille continua a ser o sistema que preferem e não se pode dizer que esteja a perder importância”, sublinhou o presidente da Acapo.

Nesse sentido, lembrou que a realidade do ensino do braille em Portugal ainda passa por que muitas crianças sejam obrigadas a sair da sua zona de residência e do seu meio educativo.

Defendeu, por isso, que haja mais formação de professores para ensino de braille e de outras técnicas essenciais para as pessoas com deficiência visual, sublinhando que “há ainda um longo caminho a percorrer”.

“Enquanto não conseguirmos que aprender braille seja tão natural para qualquer criança com deficiência visual como é para qualquer criança aprender a ler e a escrever, por nós a missão ainda não esta cumprida”, rematou.

SV // HB

fonte: Visão

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MJA | 9.Fev.2021



 

ϟ Celular prejudica visão de bebés e pode até causar miopia se ultrapassar limite diário

Paulo Nobuo

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Quem tem filhos pequenos sabe como é difícil mantê-los longe de telas de celulares e tablets, mas vários estudos indicam que o uso excessivo de eletrônicos pelas crianças pode provocar diversos problemas de saúde.

Em seu perfil no Instagram, o oftalmologista Alex Sá alerta para o aumento no número de casos de miopia entre crianças, justamente por causa do uso abusivo de tablets, celulares e computadores.

Segundo o médico, a exposição a aparelhos eletrônicos com telas em períodos maiores do que 2 horas seguidas pode ser um fator prejudicial para a visão dos pequenos. E como as crianças não identificam a dificuldade para enxergar, é importante que os pais fiquem atentos ao comportamento delas.

Celular aumenta casos de miopia em crianças
Durante muito tempo acreditou-se que passar muito tempo diante da televisão e de aparelhos eletrônicos poderia causar ou piorar o grau de miopia devido ao esforço dos olhos.

No entanto, segundo um estudo australiano, o aumento no grau de miopia seria, na verdade, resultado de um fator correlacionado: pouca exposição à luz solar natural, especialmente entre crianças.

Crianças expostas a menos luz diária ao ar livre apresentaram números mais elevados de casos de miopia do que crianças que permaneciam mais tempo fora de casa, algo cada vez menos comum em regiões urbanizadas, de acordo com a pesquisa.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um guia de saúde infantil, alertando sobre o tempo que as crianças passam diante das telas.

De acordo com a organização, crianças de 1 a 2 anos de idade devem ficar longes de TV e jogos de computador, enquanto crianças de 3 a 4 anos não devem ultrapassar a média de 1 hora por dia entretida com celulares ou tablets para evitar sedentarismo, obesidade e doenças associadas ao longo dos anos.


fonte: https://www.vix.com/pt/

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MJA | 30.Jan.2021



ϟ Como funciona o primeiro teste de gravidez acessível para pessoas cegas

Cláudia | 6 jan 2021

teste gravidez pessoas cegas
O protótipo foi criado no Reino Unido em uma campanha de design voltada para a acessibilidade de pessoas com algum tipo de deficiência.


Testes de gravidez poderão ser consultados por pessoas cegas no Reino Unido pela primeira vez, já que um protótipo do item foi lançada com adaptações pensadas na acessibilidade desses clientes.

O resultado é apresentado em forma de bolinhas no lugar dos tradicionais risquinhos. A partir da urina, um reagente químico detecta se há ou não hormônios produzidos na gravidez, gerando a reposta tátil. As opções eletrônicas à venda não possuem esse recurso.

Apresentado pelo Instituto Nacional Real de Pessoas Cegas, organização referência nas causas de deficientes visuais do Reino Unido, o protótipo representa um passo urgente na luta pelos direitos dessas pessoas, que passam a usufruir de uma liberdade cerceada estruturalmente.

“É muito invasivo, é constrangedor ter que pedir a alguém para pegar um objeto no que eu acabei de urinar e pedir ‘você pode ler isso para mim?'”, disse Danielle Cleary, que é deficiente visual, ao site Sky News. Ela já precisou contar com o auxílio da mãe, de amigos e até vizinhos para ler o resultado de um teste de gravidez.

“Mesmo se eu estiver tentando engravidar ou tentando não engravidar, não quero que outras pessoas saibam da minha vida e façam julgamentos (…) E a cada dez pessoas, nove vão dar alguma opinião que eu não pedi. Você não percebe o luxo que é ter autonomia até ela lhe ser tirada”.

Desenvolvido pelo designer Josh Wasserman, o protótipo foi pensado de acordo com demandas apontadas por mulheres cegas ou com visão parcial durante a etapa de pesquisa da campanha “design para todos”, do Instituto Nacional Real de Pessoas Cegas.

“É importante que todos entendam como o design pode ser usado para conscientizar a população sobre uma questão e trazer mudanças positivas em uma indústria”, disse o criador do teste. “Indústrias, principalmente a de cuidados com a saúde, podem ter mudanças muito lentas. Não sei quanto tempo vai demorar até vermos esse produto nas prateleiras. Mas o importante é a conscientização”, apontou o idealizador.

O Instituto ainda divulgou que metade das pessoas que são diagnosticadas com alguma deficiência visual dependem de terceiros para conseguir consultar informações pessoais, como exames médicos e dados bancários.

Para Danielle, o produto deve ser uma chave de mudança para o mercado. “Quero que todos trabalhem junto à comunidade de deficientes visuais para nos ajudar a conseguir a privacidade que nos foi negada até hoje”. 

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MJA | 29.Jan.2021



ϟ 4 Janeiro | Dia Mundial do Braille
 

A História de Louis Braille em Animação

->  https://youtu.be/qmjnnMPEcxg

O sistema de escrita tátil conhecido como Braille é uma das formas de comunicação não verbal mais tradicionais, utilizado por pessoas cegas ou mesmo com baixa visão. Esta animação busca retratar a história de sua criação, que remete ao século XIX e tem em sua gênese a participação de figuras importantes como Napoleão Bonaparte, Charles Barbier e Louis Braille, que desenvolveu o conceito para o que ele é até os dias de hoje. Conheça mais desta história nesta animação.

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MJA | 3.Jan.2021



ϟ Comemoração do Dia Mundial do Braille

Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva em Braga

Data: De 04/01/2021 a 11/01/2021
Local: Corredor central r/c
Destinatários: Público em geral

Comemoração do Dia Mundial do Braille, com Exposição de equipamentos específicos para audição e leitura destinados a pessoas cegas e com baixa visão; mostra de bibliografia em Braille e audiolivros. Destinatários: público em geral. Entrada livre.

Organização: Serviço Biblioteca no Apoio à Inclusão (BAI) da BLCS

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MJA | 3.Jan.2021



ϟ Implante cerebral para cegos mais perto da realidade

Diário da Saúde | Dezembro 2020

Implante cerebral para cegos mais perto da realidade
O implante neural sem fios é parte do dispositivo que será implantado no cérebro dos voluntários. [Imagem: University of Texas at Dallas]


Implante visual

Implantar um aparelho no cérebro para gerar uma percepção aproximada da visão para pessoas com cegueira pode soar como coisa de ficção científica - mas os pesquisadores estão tentando tornar essa visão uma realidade.

O projeto envolve a implantação de dispositivos contendo pequenos eletrodos no córtex occipital, uma parte do cérebro que processa informações visuais. O dispositivo receberá sinais correspondentes às imagens captadas por uma câmera que o usuário usará em uma faixa de cabeça.

Os sinais comandam o implante neural para estimular eletricamente os neurônios, produzindo uma percepção visual aparente de minúsculos pontos brancos, chamados fosfenos. Os pesquisadores esperam que essas manchas brancas possam formar imagens que ajudem as pessoas com cegueira a reconhecer melhor os objetos e navegar pelo seu ambiente.

O estudo proporcionará a primeira oportunidade para os pesquisadores aprenderem se, e como, a prótese visual intracortical funciona para pessoas com cegueira total.

Estimulação neural
Durante o ensaio clínico, a equipe irá monitorar a segurança da estimulação elétrica neural e avaliar os dados dos eletrodos. Cada dispositivo tem até 16 eletrodos, cada um com um diâmetro menor do que um fio de cabelo humano.

Os voluntários do ensaio clínico trabalharão com os pesquisadores para determinar quão bem a estimulação elétrica produz fosfenos e se esses fosfenos podem ser usados para interpretar seus arredores.

"O usuário terá a percepção de padrões compostos por pontos de luz ou fosfenos. Os usuários devem ser capazes de identificar áreas claras e escuras de uma cena. Há uma expectativa razoável de que a prótese visual ajudará na navegação pelos espaços, identificando bordas de paredes, aberturas como portas e janelas e talvez movimento," disse o Dr. Stuart Cogan, da Universidade do Texas (EUA).

O primeiro participante deverá receber um implante em março do próximo ano, em uma cirurgia a ser realizada no Centro Médico Universitário Rush, em Chicago.

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MJA | 1.Jan.2021


 

ϟ  Quando a voz de um se torna os olhos de outro | Audiolivros para utentes com deficiência visual

 

Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.

Audiolivros disponíveis na BMC


CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial
Biblioteca Municipal de Coimbra
telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320
email: leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm

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MJA | 1.Jan.2021


 

ϟ A importância do Braille na atualidade | Ação de informação

INR | 29.12.2020

A Delegação de Vila Real da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal assinala o Dia Mundial do Braille com a realização de uma ação de informação subordinada ao tema "A importância do Braille na atualidade", no dia 8 de janeiro de 2021, às 15h00.

A referida ação irá decorrer com recurso à plataforma Zoom e será aberta à comunidade. O número de vagas é limitado e as inscrições deverão ser efetuadas através dos contactos habituais da delegação: vilareal@acapo.pt | 259338330 | 927558789

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MJA | 1.Jan.2021


 

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Maria José Alegre