Sobre a Deficiência Visual

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Há mais de 300 professores com deficiência a dar aulas

Jornal de Notícias

15 Setembro 2017
 


Foto: PAULO NOVAIS/LUSA


Fenprof pondera "levar os resultados [do estudo] às entidades que poderão alterar leis e impor regras de maior inclusão"

Pelo menos 317 professores com deficiência trabalham nas escolas, sobretudo mulheres, revelou um estudo nacional, que aponta para a falta de legislação que tenha em conta as necessidades específicas destes profissionais.

O estudo, a que a Lusa teve acesso, foi realizado pelo Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH), numa parceria com a Federação Nacional de Professores (Fenprof), tendo revelado que nas escolas portuguesas há, pelo menos, 317 professores com deficiência a trabalhar, com idades compreendidas entre os 22 e os 63 anos, sobretudo mulheres.

Na investigação participaram 451 das 998 escolas agrupadas/não agrupadas que foram contactadas, o que representa um nível de participação de 45,2%. Entre as escolas que responderam ao inquérito, 202 (45%) disseram ter pelo menos um docente com deficiência a trabalhar.

O estudo identificou dois perfis distintos entre os 317 professores que assumiram ter uma deficiência, por um lado os que nasceram com uma deficiência ou adquiriram-na durante a infância ou adolescência (30%), por outro os que adquiriram a deficiência em idade adulta (70%).

Em relação aos professores com deficiência congénita ou adquirida até aos 19 anos, verificou-se uma maior incidência de casos de deficiência motora e visual. Já entre os professores com deficiência adquirida em idade adulta, a partir dos 20 anos, a realidade mostrou uma maior proporção de professores com dificuldades de memorização e/ou comunicação, multideficiência e deficiência auditiva.


Redução do horário letivo e redução do número de alunos por turma são necessidades apontadas

O estudo revelou que uma grande parte dos professores com deficiência congénita disse precisar de apoios específicos para a vigilância dos testes (36,6%), sobretudo no caso de professores com deficiência visual, nas acessibilidades (42,2%) e na alteração da localização da sala (47,6%), principalmente nos casos de deficiência motora.

No entanto, nos dois perfis definidos, as necessidades mais apontadas foram, por um lado, a redução do horário letivo e, por outro, a redução do número de alunos por turma, "que foi simultaneamente a necessidade menos disponibilizada pelas escolas".

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do ODDH denunciou a ausência de respostas por parte das escolas em relação às necessidades específicas dos professores com deficiência, "em grande parte por causa [da ausência] de um quadro normativo que possa permitir às escolas esse tipo de ajustamentos".

"Este tipo de adaptações é fundamental para que estas pessoas possam exercer em condições de igualdade a função de docência com que estão comprometidas", defendeu Paula Campos Pinto.

Já a responsável pela área da deficiência na Fenprof destacou que as queixas dos professores com deficiência mostram que "há uma carga horária excessiva" além de que o "número de alunos por turma é muitas vezes impeditivo de um melhor trabalho".

Ana Simões defendeu, por isso, que sejam rapidamente tomadas medidas para que estes professores se possam aposentar sem penalizações.

Frisou que há "uma grande discriminação por parte das direções das escolas" no momento de arranjar soluções, apontando que há pedidos, como permanecer numa sala do rés-do-chão no caso de um professor em cadeira de rodas, que "era facílimo de resolver e muitas vezes as escolas não acatam estes pedidos".

Com os resultados deste estudo, ainda provisórios, a Fenprof pondera "levar os resultados às entidades que poderão alterar leis e impor regras de maior inclusão", bem como pedir reuniões com os vários grupos parlamentares, com o ministro da Educação e com a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.
 

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[22.Set.2017]
publicado por MJA 



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Deficientes têm pouco acesso a museus por preconceito e falta de recursos

Notícias de Coimbra

Setembro 11, 2017


machado de castro


O preconceito social e a falta de recursos adaptados são os principais impedimentos no acesso dos deficientes aos museus do país, de acordo com um estudo realizado pela investigadora Patrícia Roque Martins, que será lançado terça-feira, em Lisboa.

Intitulado “Museus (In)Capacitantes. Deficiência, Acessibilidades e Inclusão em Museus de Arte”, o estudo é editado pela Caleidoscópio no quadro da Coleção Estudos de Museus, com coordenação da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), e será apresentado às 18:30, no Museu Nacional do Azulejo.

Contactada pela agência Lusa, a investigadora, que realizou o estudo no âmbito da tese de doutoramento pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Lisboa, indicou que a obra incidiu sobre a relação dos museus de artes plásticas e os públicos com necessidades especiais.

“Tentei perceber como seria possível melhorar esta relação, de forma a que exista uma maior aproximação com estes públicos, já que os museus são espaços fundamentais para criar oportunidades para a participação social das pessoas com deficiência”, sublinhou.

Ao longo do seu trabalho, Patrícia Roque Martins descobriu que “essa aproximação não tem acontecido, não tanto por falta de interesse, mas sim por falta de oportunidades”.

“Os museus têm falta de visitas mediadas, falta de recursos adaptados, falta de pessoas que estejam sensibilizadas para esta área”, concluiu.

De acordo com a investigadora – que comparou as condições nalguns museus portugueses com museus de outros países, como Espanha, Reino Unido e Estados Unidos – outro grande entrave do acesso de deficientes aos museus do país é o preconceito na sociedade.

“Há uma certa atitude da sociedade em geral, um certo preconceito, que impede uma maior abertura do acesso de deficientes aos museus, locais especialmente focados na imagem e leitura”, lamentou, acrescentando, que face à deficiência, a sociedade coloca logo de parte a possibilidade das visitas.

Sustentando que os museus “têm um papel essencial no desenvolvimento da inclusão, devem garantir o acesso físico, informativo e educativo” às suas programações, através de boas práticas, e maior investimento nos serviços educativos em particular para o acesso a pessoas com deficiência.

No seu trabalho, Patrícia Roque Martins, apoiada por instituições da área, desenvolveu três estudos de caso, no Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Fundador e Coleção Moderna, com grupos de pessoas com deficiência intelectual, pessoas com deficiência visual, e pessoas da comunidade surda.

O objetivo era proporcionar uma experiência no museu, recolher comentários e, a partir deles, tentar perceber como se poderia melhorar a relação entre os museus e estes grupos.

Questionada sobre a situação dos museus do país nesta área, a autora indicou que “há muita falta de recursos, mas a situação também tem vindo a melhorar, nos últimos anos, nalguns casos”.

Destacou como museus de boas práticas, o Museu Calouste Gulbenkian, o Museu Nacional do Azulejo, e a Casa-Museu Anastácio Gonçalves, em Lisboa, o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, e o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.
 

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[21.Set.2017]
publicado por MJA 



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Prémio António Champalimaud de Visão 2017
 


O Prémio António Champalimaud de Visão 2017 foi atribuído em conjunto à Sightsavers e à CBM, duas organizações com um longo e meritório trabalho no apoio à prevenção, tratamento e reabilitação da cegueira em países em vias de desenvolvimento como o Nepal, Moçambique, Uganda, Etiópia ou Bangladesh.

Amplamente reconhecidas neste campo, a Sightsavers e a CBM criaram um modelo inovador de combate aos distúrbios de visão assente em 3 pilares: prevenção, cura e apoio. As organizações premiadas levam este modelo a muitas comunidades esquecidas em todo o mundo e trabalham com grupos locais na criação de programas de visão eficazes e sustentáveis, enquanto simultaneamente promovem oportunidades educacionais e de emprego para aqueles que vivem com cegueira e deficiência visual grave para que possam ter um papel social ativo.

Existem 39 milhões de pessoas cegas no mundo e 80% de todas as cegueiras podem ser prevenidas ou curadas.

A Sightsavers e a CBM lutam há décadas contra a cegueira em dezenas de países em todo o mundo. Ambas são reconhecidas como pioneiras nesta área, tendo criado um modelo inovador de combate aos distúrbios de visão assente em 3 pilares: prevenção, cura e apoio. As organizações premiadas levam este modelo a muitas comunidades esquecidas em todo o mundo e trabalham com grupos locais na criação de programas de visão eficazes e sustentáveis.

Além das suas atividades na linha da frente na prevenção e cura da cegueira, tanto a Sightsavers, como a CBM, trabalham afincadamente para que as pessoas permanentemente incapacitadas pela cegueira possam ter um papel social ativo. Em muitos países, as pessoas que sofrem de distúrbios da visão, e outras deficiências, são estigmatizadas e excluídas da sociedade. Isso pode ser devastador para os próprios e para as suas famílias e comunidades. A CBM e a Sightsavers trabalham no sentido de mudar as atitudes sociais e promover oportunidades educacionais e de emprego para aqueles que vivem com cegueira e deficiência visual grave. O seu papel permite que muitas pessoas com deficiências severas passem a poder viver de forma produtiva e independente, dando o seu contributo para a sociedade de forma igual e digna.

Sightsavers
É uma instituição de solidariedade do Reino Unido que trabalha em mais de 30 países em desenvolvimento para evitar a cegueira, restaurar a visão e defender a inclusão social e a igualdade de direitos para as pessoas com deficiência. Ao longo das seis décadas desde a sua fundação, a Sightsavers apoiou mais de 576,79 milhões de tratamentos. Realizou mais de 8,14 milhões de operações para restaurar a visão; treinou mais de 500.000 profissionais em cuidados de saúde primários na área da visão; realizou ações de formação para 181 mil pessoas cegas ou com visão reduzida; e apoiou 38 mil crianças cegas ou de visão reduzida na obtenção de formação escolar.

CBM
É uma organização de desenvolvimento internacional cristã, empenhada em melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência nas comunidades mais pobres do mundo. Com base nos seus valores fundamentais e mais de 100 anos de experiência, a CBM aborda a pobreza como causa e como consequência da deficiência e trabalha em parceria com organizações da sociedade civil locais e nacionais para criar uma sociedade inclusiva para todos. Através de uma abordagem inclusiva da pessoa com deficiência, a CBM procura a participação ativa das pessoas no seu próprio desenvolvimento. Em 2016, com 373 parceiros, a CBM ajudou mais de 28 milhões de pessoas em 59 países.


fonte: http://www.fchampalimaud.org/pt/premio-de-visao/vencedores/

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[5.Set.2017]
publicado por MJA 



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ACAPO cria petição para que Prestação para a Inclusão seja para incapacidades a partir dos 60%

AGÊNCIA LUSA / PORTUGAL

26 AGO 2017

ACAPO cria petição para que Prestação para a Inclusão seja para incapacidades a partir dos 60%
Foto Shutterstock

A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) lançou na quinta-feira uma petição para que a Prestação Social para a Inclusão (PSI) abranja pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, adquirida até aos 55 anos.

A petição, disponível no ‘site’ Petição Pública, já foi assinada por 278 pessoas, e dirige-se ao Presidente da República, presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro e provedor de Justiça.

Nela, a ACAPO pede que sejam tomadas todas as iniciativas políticas e legislativas com vista a corrigir aquilo que a associação considera serem injustiças na nova Prestação Social para a Inclusão, um apoio especificamente pensado para as pessoas com deficiência, cuja componente base de 264 euros será atribuída a todas as pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 80%.

Este é logo o primeiro ponto da discórdia, já que para a associação esta componente deveria abranger “todas as pessoas com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, sempre que a deficiência haja sido ou venha a ser adquirida desde o nascimento até aos 55 anos de idade”.

O facto de estas pessoas ficarem de fora preocupa a ACAPO, desde logo quando estão em causa pessoas que já ultrapassaram a idade da reforma, atualmente nos 66 anos e três meses.

“São pessoas que, em razão da idade, estão mais vulneráveis e fragilizadas quer do ponto de vista financeiro, quer em termos de inclusão social e exercício da cidadania”, diz a ACAPO.

Para a associação, esta situação torna-se ainda mais injusta porque a partir do momento em que a pessoa com deficiência adquire o direito à PSI, esta torna-se vitalícia para os seus beneficiários.

Por outro lado, pedem que o grau de incapacidade que define o critério de acesso passe dos 80% para os 60% para que as pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 60% não tenham que fazer prova de rendimentos para ter direito à componente de base, como está atualmente definido.

“Os custos com a deficiência também existem nos graus de incapacidade entre os 60% e os 79%, ainda que os referidos custos possam ser menores nestes casos”, lembra a ACAPO.

Acrescenta que “manter o direito a uma prestação para a inclusão dependente de rendimentos, (...) não só não é consentâneo com o espírito de cidadania promovido pela própria prestação, como cria discriminações infundadas entre as próprias pessoas com deficiência”.

Nesse sentido, a ACAPO sugere que, à semelhança do que acontece com os diferentes patamares de incapacidade em sede de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, a PSI poderia ter distinções no que toca ao quantitativo da prestação.

Pede também que o direito à PSI contemple os menores de 18 anos, já que tanto “na infância como no envelhecimento existem custos acrescidos e cuidados redobrados que não podem deixar de ser tidos em conta”.

Por último, a associação lembra que a promoção de uma vida ativa não depende apenas de um emprego remunerado, apontando que é fundamental que a PSI “encoraje também os cidadãos e as empresas à progressão profissional”.

“A dependência de um patamar de rendimentos pode contribuir em muito para desencorajar a promoção profissional destas pessoas, uma vez que não só passam a ficar abrangidas por um esquema de tributação apenas em sede de imposto sobre o rendimento, como automaticamente perdem o direito a uma prestação que, por ano, ultrapassa largamente o benefício redistributivo que podem vir a obter no âmbito do sistema fiscal”, considera.

A PSI foi aprovada a 10 de agosto, sendo que a componente de base entra em vigor e poderá ser requerida a partir do dia 1 de Outubro.
 

fonte: http://www.dnoticias.pt/pais/acapo-cria-peticao-para-que-prestacao-para-a-inclusao-seja-para-incapacidades-a-partir-dos-60-HK1936696

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[5.Set.2017]
publicado por MJA 



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Angola começou a produzir manuais em braille para o ensino especial

Lusa

31 ago 2017

 

Angola está a produzir, pela primeira vez em 40 anos, manuais em braile para alunos com deficiência visual, para "suprir a carência interna de divisas para importação" desse material, informaram hoje as autoridades.

A informação foi avançada hoje à agência Lusa, pelo diretor-geral do Instituto Nacional para o Ensino Especial de Angola, Jorge Pedro, afirmando que técnicos angolanos produziram já 16.000 manuais que vão começar a ser utilizados no ano letivo de 2018.

"Encontramos esta estratégia interna para suprir a carência (de divisas). Pela primeira vez em Angola, em 40 anos, produzem-se livros para os cegos em Angola, por meio desta estratégia o Ministério da Educação que investiu na montagem de uma gráfica específica para começar a produção dos manuais em braile", disse.

De acordo com o responsável, em Angola existem 22 escolas do ensino especial e um total de 816 escolas do ensino geral inclusivas, contando atualmente com mais de 28.000 alunos matriculados.

A produção desses manuais, segundo Jorge Pedro, vai ainda responder as carências dos alunos com deficiência visual, que estudavam com livros sem impressão em braile.

"Uma vez que já começámos a distribuição desses manuais, no próximo ano muitos alunos com deficiência visual poderão estudar com esses manuais. Temos já produzidos 16.000 exemplares e vamos continuar com a produção de outros materiais específicos, que antes eram importados", salientou.

Numa análise ao atual quadro da educação especial em Angola, o responsável referiu que o setor "evoluiu quantitativa e qualitativamente", com um "investimento avultado" do Governo, na compra de material específico para esse ramo de formação.

"Por exemplo, para os cegos, que é a área que absorve equipamentos modernos e mais caros, podemos encontrar as máquinas braile e esse ano, devido a situação do país, não houve importação desse material, máquinas de escrever, computadores adaptados e outros meios", apontou.

Sem avançar números, o diretor-geral do Instituto Nacional para o Ensino Especial de Angola informou que em relação ao quadro docente existente foi igualmente feita uma aposta forte do Ministério da Educação na formação de novos professores.

"Hoje não distinguimos professores do ensino especial e geral, porque devido ao processo de inclusão, a formação é abrangente a todos, porque pensamos que qualquer professor deve ter competências para atender quaisquer alunos", observou.

O Instituto Nacional para o Ensino Especial de Angola é um órgão afeto ao Ministério da Educação angolano incumbido de controlar e formação de pessoas com necessidades educativas especiais.

DYAS // EL

fonte: http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/angola-comecou-a-produzir-manuais-em-braile-para-o-ensino-especial_22875517.html
 

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[5.Set.2017]
publicado por MJA 



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Santuário lança aplicação que ajuda peregrinos cegos a conhecer Fátima

LUSA | Notícias ao Minuto

13/08/17

Santuário lança aplicação que ajuda peregrinos cegos a conhecer Fátima


O Santuário de Fátima anunciou hoje o lançamento de uma aplicação que vai ajudar peregrinos cegos a percorrerem o espaço de forma mais autónoma, prestando informações práticas bem como descrições e notas históricas do local.

A aplicação móvel "Santuário de Fátima MyEyes", que pode ser usada através de um 'smartphone', vai permitir aos cegos receber descrições dos locais ou notas históricas quando entram em zonas mapeadas pelo projeto, para além de ter acesso a indicações práticas, como é o caso da localização das casas de banho, informou hoje o Santuário, em nota enviada à agência Lusa.

O projeto conta ainda com o mapeamento do itinerário jubilar do peregrino, que o cego "poderá percorrer de forma praticamente autónoma, assim como a via-sacra no Caminho dos Pastorinhos", referiu.

A aplicação, sublinhou o Santuário, tem como principal objetivo ajudar os peregrinos cegos "a fazerem a experiência do espaço" com "grande autonomia".

O Santuário de Fátima também anunciou hoje o lançamento de uma aplicação para todos os peregrinos, disponível nas sete línguas oficialmente usadas no espaço, e que procura garantir que cada pessoa possa "mais facilmente conhecer e experienciar este lugar".

A aplicação móvel, que é gratuita, contém informação sobre os espaços que se podem conhecer no Santuário, promove a difusão de orações "tipicamente fatimistas" e ainda disponibiliza os horários em vigor dos diferentes serviços do espaço e informações sobre eventos em agenda.
 

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[15.Ago.2017]
publicado por MJA 



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Governo aprova medidas para promover a inclusão das pessoas com deficiência

Portugal.gov.pt/

2017-08-10
 

Conselho de Ministros, 10 agosto 2017

O Governo aprovou seis medidas de promoção da inclusão das pessoas com deficiência, prosseguindo o compromisso do Governo, iniciado com a criação de uma área governativa dedicada à inclusão das pessoas com deficiência.

O Conselho de Ministros, que foi quase totalmente dedicado à inclusão dos deficientes, aprovou cinco diplomas que visam a valorização e maior integração das pessoas com deficiência:

  1. O Decreto-Lei que cria a Prestação Social para a Inclusão, uma prestação em dinheiro paga mensalmente a pessoas com deficiência ou incapacidade, que tem por objetivo compensar os encargos acrescidos no domínio da deficiência e apoiar as pessoas com deficiência ou incapacidade em situação de pobreza.
     
  2. O Decreto-lei que cria o Modelo de Apoio à Vida Independente, assente na disponibilização da Assistência Pessoal a pessoas com deficiência ou incapacidade para realização de atividades de vida diária, de modo a aumentar a sua autodeterminação. O diploma regulamenta os projetos-piloto nesta área, que terão duração de três anos (2017-2020) e financiamento pelo Portugal 2020.
     
  3. O Decreto-Lei das Acessibilidades, destinado a corrigir edifícios, espaços e instalações que não satisfazem condições de acessibilidade, apesar dos progressos alcançados nos últimos anos. Para promover a remoção das barreiras arquitetónicas que persistem, o Conselho de Ministros aprovou a transmissão de competências atribuídas pelo Decreto-Lei n.º 163/2006 à ex-Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para a esfera do Instituto Nacional para a Reabilitação.
     
  4. O Decreto-Lei que aprova o Sistema Braille de leitura e escrita vigente em Portugal, definindo as condições adequadas ao enquadramento, estruturação, normalização e orientação do emprego do Braille.
     
  5. O Decreto-Lei que alarga as situações de atribuição do cartão de estacionamento para pessoas com deficiência ou incapacidade, passando a poder usufruir deste cartão de estacionamento:
  • as pessoas com deficiência motora, física ou orgânica que tenham uma limitação funcional de caráter permanente, de grau igual ou superior a 60%, que deficiência lhes dificulte a locomoção na via pública sem auxílio de outrem ou sem recurso a meios de compensação;
  • as pessoas com deficiência intelectual e as pessoas com Perturbação do Espetro do Autismo com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%;
    as pessoas com deficiência visual, com uma alteração permanente no domínio da visão igual ou superior a 95%.


No âmbito da educação especial, o Governo autorizou a despesa relativa aos apoios à celebração de contratos de cooperação para o ano letivo de 2017/2018 com entidades que asseguram a escolarização de alunos com necessidades educativas especiais.

Esta medida é mais um passo no sentido de garantir que todas as crianças têm direito a uma educação comum que seja um caminho de diversidades enriquecedoras e com apoios específicos adequados a diferentes necessidades, conforme inscrito no Programa de Governo e consagrado na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas.
 

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[10.Ago.2017]
publicado por MJA 



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Cegueira atinge 36 milhões. Em 2050 número poderá triplicar

LUSA | Notícias ao minuto

02/08/17

Resultado de imagem para Cegueira atinge 36 milhões.


A cegueira atinge 36 milhões de pessoas em todo o mundo, número que poderá triplicar em 2050, afetando sobretudo a Ásia e a África Subsariana, indica um estudo hoje divulgado na publicação The Lancet Global Health.

De acordo com as estimativas apresentadas no estudo, em 2050 haverá quase 115 milhões de cegos (mais 79 milhões face a 2015) e 588 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a grave (mais 371 milhões) se os tratamentos não melhorarem.

O maior número de pessoas cegas vive no sul, leste e sudoeste da Ásia, sendo que a taxa de cegueira entre idosos é mais elevada no sul da Ásia e na África Subsariana oriental e ocidental.

O estudo analisou a prevalência da cegueira e da deficiência visual em 188 países, entre 1990 e 2015, e faz projeções para 2020 e 2050.

Trata-se do primeiro trabalho a incluir dados sobre a presbiopia, uma anomalia da visão mais conhecida como "vista cansada" que afeta a capacidade de ler e aparece com o envelhecimento, podendo ser corrigida com o uso de óculos.

Depois de um período em que as taxas de cegueira e de deficiência visual caíram, os números voltaram a subir à medida que a população mundial vai crescendo e envelhecendo: em 2015 havia mais 5,4 milhões de cegos e mais 57 milhões de pessoas com dificuldade de visão moderada a severa do que em 1990.

Os autores do estudo alertam para a importância do investimento nos tratamentos, salientando que, entre 1990 e 2010, a prevalência da cegueira diminuiu fruto dessa aposta.

"Investir em tratamentos já trouxe benefícios consideráveis, incluindo a melhoria da qualidade de vida", afirma o autor principal do estudo, Rupert Bourne, da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, citado em comunicado pela The Lancet Global Health.

 

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[5.Ago.2017]
publicado por MJA 



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Como é viver sem ver?

Jornal Expresso

29 de Julho de 2017


Como é viver sem ver? É mais ou menos assim como vai ouvir (e não se espante de só haver uma imagem a negro ao longo deste vídeo que na verdade não é um vídeo porque na verdade é uma experiência e uma lição).

Entre no link, clique no play e feche os olhos: este mundo que há de ouvir é uma lição:

http://leitor.expresso.pt/library/expressodiario/29-07-2017/caderno-1/temas-principais/coloque-os-phones-clique-no-play-e-feche-os-olhos-este-mundo-que-ha-de-ouvir-e-uma-licao

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[29.Jul.2017]
publicado por MJA 



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'Cantos de cego' da Galiza e Portugal

Festival de Músicas do Mundo em Sines | 24 a 25 julho 2017
Peso da Régua | 26 Agosto 2017


Nos dois lados do rio Minho, desde pelo menos a Idade Média, muitos cegos ganhavam a vida a cantar em feiras, romarias, mercados e ruas principais das grandes cidades.

“Cantos de cego da Galiza e Portugal” é um concerto temático sobre uma personagem singular na cultura musical ibérica: o cego, que desde a Idade Média povoava o universo sonoro das feiras e romarias, contando e cantando histórias de crimes, romances e feitos históricos. Por companhia tinham a mulher, um cão ou uma criança. Ganhavam a vida tocando e cantando em feiras e romarias. Habitualmente vendiam folhetos com as letras das canções. De que falavam as canções? Traições, crimes, mortes, casos bizarros; assuntos capazes de chamar a atenção e curiosidade dos que passavam.

Dois músicos - Ariel Ninas e César Prata - um galego e um português, recolheram e actualizaram melodias e textos do patrimonio ibérico para este espectáculo e disco. Lançando mão de diversos instrumentos (sanfona, guitarra, braguesa, guitalele, harmónio, harmónica, percussões), cantam e tocam canções de cego. A sanfona, instrumento de origem medieval e companheira certa dos cegos cantores, ocupa um papel central neste concerto que junta canções galegas e portuguesas recentemente gravadas no disco “Cantos de cego da Galiza e Portugal”.

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[24.Jul.2017]
publicado por MJA 



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UNIÃO EUROPEIA VAI DISPONIBILIZAR MAIS LIVROS PARA CEGOS E DEFICIENTES VISUAIS

SAPO | 6 julho, 2017

União Europeia vai disponibilizar mais livros para cegos e deficientes invisuais

 

Novas regras aprovadas hoje pelo Parlamento Europeu vão permitir maior acesso a livros, jornais, revistas e outros materiais de forma mais facilitada e menos restritiva.

As pessoas cegas ou com deficiência visual terão acesso a mais livros, jornais, revistas e outros materiais impressos em formatos como Braille, audiolivros e impressões grandes com a introdução das novas regras, aprovadas hoje na sessão plenária do Parlamento Europeu.

As medidas hoje aprovadas já haviam sido acordadas com os negociadores do Conselho Europeu no passado mês de março e estão em conformidade com os compromissos internacionais assumidos no âmbito do Tratado de Marraquexe, assinado pela UE em 2014.

Em comunicado, o Parlamento Europeu explica que as novas regras permitem que as pessoas cegas e as suas organizações não irão mais precisar de solicitar permissão ao titular dos direitos de autor para acederem a livros em formatos acessíveis e outros materiais impressos.

Também será providenciada melhor circulação transfronteiriça, ou seja, as pessoas cegas terão acesso a livros em formatos especiais de países da UE e de países que assinaram o Tratado de Marraquexe.

Por fim, foi aprovada uma compensação opcional. Isto é, os Estados-membros terão a opção de configurar esquemas de compensação limitados para editores, quando os seus livros forem adaptados para cópias em formato acessível.


fonte; https://mood.sapo.pt/uniao-europeia-vai-disponibilizar-mais-livros-para-cegos-e-deficientes-invisuais/

 

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[24.Jul.2017]
publicado por MJA 



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Microsoft lança aplicação para descrever o mundo a cegos

Nelson Garrido | PÚBLICO

12 de Julho de 2017


A Aplicação tenta reconhecer as emoções nos rostos


Seeing AI
é capaz de identificar pessoas conhecidas e tenta ler os rostos para descobrir emoções. Não está disponível em Portugal.

A Microsoft lançou uma aplicação gratuita, que usa a câmara do telemóvel e tecnologia de inteligência artificial para descrever o mundo à volta do utilizador, o que pode ir de um documento de texto numa folha de papel, ao rosto de uma pessoa e respectivas emoções.

A aplicação ainda está longe de ter um alcance global. Chamada Seeing AI, e descrita como uma câmara falante para cegos e pessoas com baixa visão, está disponível apenas para iOS (o sistema do iPhone) e num número limitado de seis países e territórios, de que Portugal não faz parte (a empresa promete acrescentar mais países à lista). A voz da aplicação também só fala em inglês.

De acordo com a descrição da Microsoft, a Seeing AI é capaz de reconhecer e ler imediatamente textos curtos, estejam estes impressos em papel ou em placas e sinais, por exemplo. No caso de livros ou documentos, a aplicação ajuda o utilizador a apontar correctamente a câmara, antes de digitalizar e começar a ler o conteúdo. Também identifica produtos a partir da leitura de códigos de barras e, em alguns casos, oferece informação adicional (como o modo de preparação de um alimento).

Para além disso, também memoriza rostos de pessoas para as poder identificar mais tarde. Uma vez apontada a câmara para uma pessoa, o utilizador é informado do nome e da distância a que estão. Ouve também uma estimativa da idade e do género, bem como uma descrição das emoções indicadas pela expressão facial. A aplicação pode ainda ser usada para descrever ao utilizador imagens que estejam noutras aplicações, como fotografias partilhadas nas redes sociais.

Uma outra funcionalidade (que está em fase inicial) permite ouvir uma descrição genérica daquilo que a câmara está a captar. “Como este ainda é um projecto de investigação, há algumas funções que ainda consideramos experimentais”, explicou a Microsoft, em comunicado. No futuro, a empresa pretende que a Seeing AI seja capaz de identificar notas.

Esta não é a única aplicação destinada a cegos e pessoas com baixa visão. Há aplicações que funcionam como um mapa auditivo, outras que permitem identificar notas e moedas, e as que descrevem cores.
 

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[20.Jul.2017]
publicado por MJA 



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CONSULTA PÚBLICA LEGISLATIVA EM CURSO -> REGIME LEGAL DA INCLUSÃO ESCOLAR

Proposta de alteração do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro

O XXI Governo Constitucional elege, como um dos seus objetivos principais na área da Educação, a promoção de uma escola de qualidade para todos, em que o sucesso escolar se constrói com a inclusão plena de todos os alunos, através da adoção de medidas que lhes garantam o acesso ao currículo e a aprendizagens significativas e efetivas.

Portugal é reconhecido internacionalmente como um dos países com mais integração de crianças e jovens com deficiência no sistema educativo, um caminho trilhado com sucesso nas últimas décadas e para o qual a aplicação do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio, muito contribuiu.

Contudo, Portugal é ainda um país com baixas taxas de inclusão dos alunos no sistema educativo, subsistindo nas escolas um número significativo de jovens, com necessidades específicas, em espaços físicos ou curriculares segregados.

Esta constatação e a sua identificação por diferentes atores do setor sustenta a necessidade de se proceder a uma revisão do quadro legal em vigor, de modo a criar condições que permitam dar passos no caminho da construção de uma escola progressivamente mais inclusiva.

Neste sentido, através do Despacho n.º 7617/2016, de 8 de junho, o Governo constituiu um grupo de trabalho interministerial, com o objetivo de apresentar propostas de alteração ao Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio.

Este grupo de trabalho foi coordenado por um representante do Secretário de Estado da Educação e contou com a participação de representantes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação, da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), da Direção-Geral da Educação (DGE), do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), do Instituto da Segurança Social (ISS), da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Conselho das Escolas e da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP).

A proposta agora apresentada teve em conta, não apenas as conclusões de um grupo de trabalho constituído para o efeito na anterior legislatura, mas também as recomendações de um conjunto alargado de individualidades e instituições auscultadas, constituídas por:

  • Especialistas de reconhecido mérito na área da educação inclusiva, de diferentes universidades e países;

  • Associações profissionais e científicas ligadas à inclusão;

  • Associações de pais e encarregados de educação de crianças e jovens com deficiência;

  • Outras associações com atividade na área das necessidades educativas especiais;

  • Grupo de trabalho sobre educação especial da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República;

  • Estruturas sindicais;

  • Entidades e indivíduos que manifestaram intenção de participar nas discussões do grupo de trabalho.

Em resultado da reflexão produzida e das recomendações apresentadas pelo grupo de trabalho, o Governo decidiu criar um novo regime legal que assenta num conjunto de princípios que aqui se enunciam:

  • A construção de procedimentos para uma escola inclusiva centrada no acesso ao currículo;

  • A igualdade de oportunidades como ponto de partida;

  • A abordagem multinível para a identificação de medidas de acesso ao currículo e às aprendizagens;

  • A cooperação e trabalho de equipa na identificação e promoção de trabalho para alunos com necessidades específicas;

  • A clarificação de papéis dos diferentes intervenientes;

  • A avaliação e certificação de todos os percursos de aprendizagem;

  • O reforço de intencionalidade na transição para a vida ativa.

O Governo, não obstante o processo alargado de auscultação já realizado pelo grupo de trabalho, decidiu submeter a proposta de decreto-lei a consulta pública, ficando a mesma disponível no portal do Governo e da Direção-Geral da Educação.

Até ao dia 31 de agosto de 2017, os interessados poderão analisar as soluções propostas e, sendo caso disso, apresentar as sugestões que entenderem úteis, através do seguinte endereço de correio eletrónico: edinclusiva@dge.mec.pt  .


Regime legal da inclusão escolar
Tipo: PDF, Peso: 359,67Kb

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[10.Jul.2017]
publicado por MJA 



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V CONGRESSO INTERNACIONAL 2017
​EDUCAÇÃO, INCLUSÃO E INOVAÇÃO
6, 7 e 8 julho 2017
​LISBOA

logo Pin-ANDEE


PROGRAMA DETALHADO:
Locais onde irá decorrer o Congresso:
Auditório da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) / Escola Superior de Educação (ESE)

6 de julho (5.ª feira)

​14:30-16:00 | Abertura do Secretariado / Acolhimento
16:00-16:45 | Momento cultural - Orquestra Geração

17:00-17:30 | Cerimónia de Abertura
​David Rodrigues - Presidente da Pró-Inclusão/ANDEE
Cristina Loureiro - Presidente da ESELx
Tiago Brandão Rodrigues - Ministro da Educação

​17:30-18:15 | CONFERÊNCIA: Inclusão - Um Projeto, Um Compromisso
​Álvaro Laborinho Lúcio - Juiz Conselheiro (PT)
Moderação: Ana Rosa Trindade (Pro-Inclusão/ANDEE)

18:15-19:15 | ​Mesa Redonda Conversa com os Deputados - ​Com a participação dos deputados do Grupo de Trabalho da Educação Especial, da Assembleia da República: Maria Manuela Tender, Ana Rita Bessa, Diana Ferreira, Joana Mortágua, Laura Magalhães e Sandra Pontedeira
​Moderação: David Rodrigues (Presidente da Pró-Inclusão/ANDEE)

​19:15 | Fim dos Trabalhos

​20:30 - Jantar (opcional - Restaurante Café In)

 

7 de julho (6.ªfeira)

​8:30-9:00 | Acolhimento

9:00-9:45 | CONFERÊNCIA: Meaningful Acess to Education for All
Eileen Raymond - Council for Excepcional Children (USA)
Moderação: Sofia Duarte Andrade (Pró-Inclusão/ANDEE)

9:45-11:15 | Mesa Redonda INCLUSÃO E EDUCAÇÃO
Pedro Cunha - Subdiretor-Geral da Educação
​Ariana Cosme - Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto
​​Rúben Portinha - jornalista, músico, atleta de goalball
Moderação: Bárbara Wong (Jornalista - Público)

11:15-11:45 | Coffee Break

​11:45-13:00 | Comunicações livres 1 (ESE) - Programa de Apresentação de Trabalhos 1, 2 e 3 - descarregue aqui
| Espaço Posters 1 (ESE)

13:00-14:30 | Almoço

14:30-15:15 | CONFERÊNCIA: O Pleonasmo da Educação Inclusiva
​Rodrigo Hübner Mendes - Instituto Rodrigo Mendes (BR)
Moderação: Luzia Lima-Rodrigues (Professora da Escola Superior de Educação de Setúbal - Instituto Politécnico de Setúbal)

15:15-16:00 | Mesa Redonda INCLUSÃO E DIREITOS HUMANOS
​Maria de Fátima Duarte - Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos das Crianças e jovens
Marina Pedroso - Coordenadora do Núcleo de Apoio à Integração dos Refugiados (ACM)
João Pedro Gaspar - Psicólogo, Mentor da Plataforma PAJE - Apoio a Jovens Ex-Acolhidos
Soleen Ibrhaim - Estudante/Refugiada iraquiana (AE Luísa Todi)
Moderação: José Ramos e Ramos (Jornalista - RTP)

16:00-17:00 | Saudação ao Congresso por parte de Sua Exa. o Senhor Presidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa
| Entrega de Medalhas de Mérito

17:00-17:30 | Porto de Honra
​ | Momento cultural - Orquestra de Câmara Portuguesa - OCP - Associação Musical de Utilidade Pública (OCPsolidária na CERCIOEIRAS)

17:30-18:45 | Comunicações livres 2 (ESE)
​ | Espaço Posters 2 (ESE)
​18:45-20:00 | Comunicações livres 3 (ESE)
​ | Espaço Posters 3 (ESE)

​20:00 | Fim dos trabalhos


8 de julho (sábado)

​8:30-9:00 | Acolhimento
​9:00-9:45 | CONFERÊNCIA: Inclusão no Plural: De quantas Cores se Faz
Fernanda Rodrigues - Investigadora / Professora convidada da UCP
Moderação: Helena Abreu Neves (Pró-inclusão/ANDEE)

9:45-11:15 | Grupos focais (ESE)

11:15-11:45 | Coffee Break

​11:45-13:00 | Mesa Redonda INCLUSÃO E INOVAÇÃO SOCIAL
Margarida Pinto Correia - Diretora de Inovação Social da Fundação EDP
Ivete Azevedo - Diretora da Direção e do Conselho Científico do Torrance Center Portugal
Pedro Homem Gouveia - Arquiteto e Chefe da Equipa para o Plano de Acessibilidade Pedonal da Câmara Municipal de Lisboa
​Flávio Almada - Associação Cultural Moinho da Juventude
Moderação: José Morgado (Professor Auxiliar - ISPA)

13:00-14:30 | Almoço

14:30-15:15 | CONFERÊNCIA: Equidade e Inclusão em Sistemas Educativos: a Perspetiva da OCDE
​Paulo Santiago - Direção de Educação e Competências da OCDE (PT)
Moderação: Isabel Lopes (Pró-Inclusão/ANDEE)

15:15-16:00 | Síntese dos Grupos focais
| Momento cultural

16:00 | Cerimónia de Encerramento
​Ana Sofia Antunes - Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência
​David Rodrigues - Presidente da Pró-Inclusão/ANDEE

16:30 | Fim dos Trabalhos
​ | Assembleia Geral Extraordinária da Pró-Inclusão/ANDEE​
 

fonte: http://vcongressopinandee.weebly.com/

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[7.Jul.2017]
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Alunos com deficiência devem estar na "escola de todos"

Lusa | Sic Notícias

06.07.2017

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O ministro da Educação defendeu esta quinta-feira que a escola pública é um lugar de inclusão, apontando que não há educação de sucesso sem equidade, para dizer que o lugar dos alunos com necessidades especiais é na "escola de todos".

A falar na sessão de abertura do V Congresso Internacional da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial - Pró-Inclusão, sob o lema "Educação, Inclusão e Inovação", Tiago Brandão Rodrigues apontou que, da mesma maneira que não se tolera cidadãos de primeira e de segunda, também na educação e nas escolas é preciso ter "uma resposta que só pode ser inclusiva".

O governante aproveitou para referir a proposta de alteração à legislação sobre educação inclusiva a educação especial, posta em discussão pública desde segunda-feira e até 31 de agosto, disponível no portal do Governo.

Para o ministro da Educação, a proposta do Governo traz um estabelecimento de ensino de resposta contínua, "de forma a que cada aluno aprenda até à exata fronteira de todo o seu potencial", focado na "construção de processos pedagógicos que removam efetivamente as barreiras à aprendizagem".

"A escola pública é um lugar de inclusão e não um lugar de segregação, e as escolas de uns são as escolas dos outros", defendeu, apontando que não há educação de sucesso sem equidade.

O novo regime legal parte do pressuposto de que Portugal "é ainda um país com baixas taxas de inclusão dos alunos no sistema educativo, subsistindo ainda nas escolas um número significativo de jovens, com necessidades específicas, em espaços físicos ou curriculares segregados".

Segundo o que está definido na proposta de decreto-lei, este novo regime legal procura construir uma escola inclusiva centrada no acesso ao currículo, na igualdade de oportunidades como ponto de partida, na abordagem multinível para a identificação de medidas de acesso ao currículo ou na cooperação e trabalho de equipa para identificar os alunos com necessidades educativas especiais.

Por outro lado, Tiago Brandão Rodrigues apontou que é obrigação de todos "providenciar um serviço nacional de educação competente, abrangente e vocacionado em ensinar a cada um, conforme as diferenças que inevitavelmente caracterizam cada um".

O ministro frisou que "sucesso quer dizer aprender o máximo que cada um pode aprender" e que o maior desafio da escola do século XXI é o de agregar e diferenciar.

O governante salientou também que o país "fez um dos mais notáveis percursos na Europa, no que se refere à integração de todas as crianças e jovens com deficiência no (...) sistema educativo".

"Temos agora que, além da integração, fazer mais pela inclusão destas crianças e destes jovens e trazê-los crescentemente para os nossos espaços físicos e curriculares em que todos os alunos se inscrevem", defendeu.

O V Congresso Internacional da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial continua durante o dia de sexta-feira, estando prevista a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
 

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[7.Jul.2017]
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PAN quer voto em braille disponível para invisuais

LUSA

4 Julho 2017
 

PAN quer voto em braille disponível para invisuais

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) entrega hoje no parlamento um projeto de lei para facilitar o voto dos invisuais através da disponibilização de matrizes em braille.

O PAN invoca o princípio da igualdade e o secretismo do voto para justificar a necessidade de um mecanismo que permita aos deficientes visuais votar de forma autónoma e privada, não precisando de terceiros para exercerem o seu direito cívico.

"Não se entende que os cidadãos com algum tipo de deficiência visual se vejam impossibilitados de exercer devida e adequadamente o respetivo direito de voto por ausência de condições para tal", lê-se na exposição de motivos do diploma.

No texto, o PAN considera "fundamental que exista complementarmente [ao boletim de voto em tinta] uma matriz elaborada em conformidade com as diretrizes da grafia braille, permitindo a leitura das informações referentes aos candidatos e a respetiva escolha do candidato pretendido".

O projeto de lei do PAN garante a disponibilidade de pelo menos duas matrizes em braille em cada secção de voto. A matriz estaria disponível a pedido do eleitor e seria sobreposta ao boletim, de modo a que o invisual pudesse ler o conteúdo e colocar uma cruz no quadrado da opção de voto.

Em comunicado, o PAN defende a intenção de debater o projeto de lei no parlamento "logo no início da próxima sessão legislativa."


Fonte: Notícias ao minuto
 

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[4.Jul.2017]
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A genialidade de um pianista que só conseguiu ser criança depois de cegar

http://www.Diário de Coimbra

26 Junho 2017
 

fotografia de Jorge Gonçalves


Os aviões a descolar da base aérea de Tancos são ainda imagens bem reais guardadas nas memórias de Jorge Gonçalves, tal como as cores ou o formato dos telhados. Recordações dos tempos de menino, dos tempos em que um glaucoma congénito o obrigava a visitas regulares ao hospital e lhe causava dores de tal maneira insuportáveis que Jorge não tem dúvidas em afirmar que a sua infância só começou «depois de perder a visão». Tinha cinco anos e 10 meses. A partir daí, «foi quando pude ser criança, quando pude brincar, sem dores, quando pude fazer asneiras», revela, numa conversa ao piano, com direito a alguns momentos musicais. «O meu problema tinha uma característica muito desagradável: o sol parecia que tinha facas. Por isso, eu brincava debaixo da cama, porque assim não tinha luz», adianta, hoje com 34 anos, recuperando aquele espírito de criança que viveu quando deixou de ver.

Notícia completa na edição em papel.

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[26.Jun.2017]
publicado por MJA 



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Livros para escutar (e ver)…

blog letra pequena
 

… mas não substituem a leitura em papel. Convidámos autores, ilustradores, tradutores e às vezes as respectivas proles para nos emprestarem a voz. Basta clicar na capa de cada um dos livros e ver o que acontece. (Se não acontecer nada, experimente mudar de browser. Se não resultar, envie-nos um comentário a reclamar.)

Nas versões mais antigas, só gravávamos as vozes. Nas mais recentes, a começar no livro Eu Acredito, de David Machado e Alex Gozblau, já filmámos as leituras. Mas as ilustrações estiveram sempre lá. Ou seja, cá.
 


 

Letra pequena é um blogue (quase sempre) sobre livros para crianças e jovens. De Rita Pimenta.


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[16.Jun.2017]
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Lisboa irá ter balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência

LUSA | 08/06/17


Lisboa irá ter balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência


A Câmara Municipal de Lisboa aprovou hoje uma proposta do PCP no sentido de ser aberto na cidade um balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência, composto por funcionários com formação adequada.

Esta proposta, que visa assegurar a inclusão nos diferentes serviços municipais, foi aprovada hoje, por unanimidade, em reunião privada do executivo.

De acordo com a proposta do PCP, este atendimento específico incluiria os postos de atendimento existentes, "mas com procedimentos adequados, prioritários e eficazes".

A fazer este atendimento estariam funcionários da autarquia com "formação adequada para desempenhar de forma eficaz o atendimento aos diversos tipos de deficiência (intelectual, auditiva, visual, motora, de linguagem)", refere o partido.

Acresce que se devia facultar informação sob diferentes formas - áudio, escrita e em braille, por exemplo - e disponibilizar (por via telefónica, online e presencial) o acompanhamento de processos gerados na sequência dos assuntos e problemas abordados no atendimento.

O objetivo seria cobrir "todas as áreas de intervenção da Câmara, promovendo a necessária articulação e resposta dos serviços competentes envolvidos em tempo útil", frisa o PCP.

Na reunião, o executivo municipal (de maioria socialista) aprovou, também por unanimidade, o Regulamento Interno de Prevenção e Controlo do Consumo Nocivo de Álcool e de Outras Substâncias Psicoativas.

Este regulamento pretende ser "um instrumento de política global de sensibilização, prevenção e reabilitação do consumo nocivo de álcool e de outras substâncias psicoativas" e prevê, entre outras medidas, testes semanais aos trabalhadores para controlo de consumo de álcool e de outras substâncias psicoativas.

Em declarações à agência Lusa no final do encontro, o vereador do PCP Carlos Moura defendeu todos os mecanismos que "sirvam para identificar situações de dependências", isto "não para controlar os trabalhadores, mas sim para os ajudar".

No mesmo âmbito, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou também a celebração de um protocolo com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que mereceu a abstenção do CDS-PP.

No encontro, os vereadores aprovaram ainda o lançamento de um concurso destinado a instituições particulares de solidariedade social, no valor de 185 mil euros, com vista ao acompanhamento em habitação temporária de 50 refugiados.

Também esta proposta foi aprovada por unanimidade pelas diversas forças políticas.

Sobre esta proposta, o vereador comunista entendeu que "pessoas nesta situação estão particularmente vulneráveis e precisam de toda a ajuda que o município puder dar". Também o vereador António Prôa, do PSD, apontou que votou favoravelmente, "sem qualquer dúvida".
 

in Notícias ao minuto
 

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[14.Jun.2017]
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Dieta Mediterrânica em braille

Regiao-sul | 17 Mai 2017
 


Como nota introdutória de uma divulgação emitida pela Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, é referido que em Portugal, estima-se que existam “cerca de 900 mil cidadãos com dificuldades de visão. Destes, cerca de 28 mil são pessoas cegas. A estas pessoas que não conseguem ver, mesmo com ajuda, teremos de juntar muitos outros milhares de pessoas com muito baixa visão”.

Assim, estes portugueses e suas famílias, para além das dificuldades físicas e económicas, nomeadamente uma proporção muito elevada de desemprego (75% das pessoas cegas na União Europeia estão desempregados), discriminação e mobilidade, permanecem também sob riscos aumentados de saúde.

Apesar de serem poucos os trabalhos científicos sobre o assunto a nível global, segundo a DRAP Algarve, “pensa-se que a proporção de crianças e adolescentes com deficiência visual que desenvolveram obesidade ou pré-obesidade varie entre 18,4% e os 63%, valores acima da média quando comparados com crianças sem problemas de visão”.

“Assumindo que as crianças e adolescentes com deficiência visual são mais propensos a desenvolver obesidade, talvez resultado de dificuldades em fazer uma alimentação mais saudável ou dificuldades em participar em atividades comuns de atividade física, é importante dar atenção redobrada a este grupo vulnerável e muitas vezes esquecido” – sublinha a DRAP Algarve.

Contudo, a informação de qualidade sobre alimentação saudável destinada a pessoas com deficiência visual é ainda muito escassa ou praticamente inexistente em Portugal. Por isso, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da DGS lança o primeiro documento em braille e leitura aumentada sobre Dieta Mediterrânica.

Tanto mais que a “Dieta Mediterrânica” é “um modelo alimentar que tem por base produtos vegetais, o azeite como gordura principal e métodos de confeção simples, recorrendo a alimentos da época, de proximidade e frescos. Este modelo alimentar saudável foi declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO e, desde então, Portugal tem a obrigação de protegê-lo através de diversas medidas de salvaguarda. Desta forma, o PNPAS contribui também para a sua divulgação na comunidade das pessoas com deficiência visual”.

O texto agora produzido em braille com o apoio da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e que será distribuído aos seus associados, reproduz os princípios alimentares da Dieta Mediterrânica, esperando que este seja o primeiro de outros passos destinados a melhorar a saúde alimentar deste grupo da população.

A terminar, é referido que o PNPAS insere este documento na sua missão e estratégia de “informar e capacitar para a compra, confeção e armazenamento de alimentos saudáveis, em especial nos grupos mais desfavorecidos” onde já produziu diferentes documentos e ferramentas pedagógicas destinadas a grupos mais frágeis da população.

 

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[14.Jun.2017]
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Colónia de férias que ajuda crianças cegas precisa de apoio para voltar a acontecer

Expresso
 

Resultado de imagem para Colónia de férias que ajuda crianças cegas

Em 2015, uma colónia de férias juntou crianças cegas e crianças sem deficiência visual num projeto pioneiro. Este ano já tem 20 crianças inscritas, mas precisa de apoio. A campanha de crowdfunding termina segunda-feira, dia 29. Há dois anos, a SIC acompanhou o projeto durante uma semana. Recuperamos aqui a reportagem depois distinguida com o prémio Dignitas e pela UNESCO.

O Expresso volta a publicar a Reportagem Especial da SIC de agosto de 2015 para ficar a conhecer o projeto Camp Abilities Portugal, que foi adaptado de um modelo americano de colónia de férias para jovens com deficiência visual.

Por cá, desde 2015 que crianças cegas e crianças que veem partilham, durante uma semana no verão, descobertas, desafios, medos e conquistas. A SIC acompanhou-as há dois anos e mostra-lhe que "Impossível é só um exagero para difícil".

Em 2017, a Associação AAMA (Associação Actividade Motora Adaptada) lançou uma campanha de crowdfunding para poder realizar a colónia de férias na última semana de Junho de 2017. Já estão inscritas 25 pessoas (10 crianças e adolescentes com deficiência visual entre os 11 e os 15 anos, 10 crianças e adolescentes normo-visuais e 5 coordenadores adultos), mas ainda não foi angariado o dinheiro suficiente.

O objetivo é alcançar 5 mil euros e o prazo termina dia 29 de maio. Caso queira apoiar esta causa, o nib da conta é PT 0033 0000 4548 2369 7710 5

Para saber mais sobre este projeto visite a página Camp Abilities Portugal e também a página do Facebook.

 

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[29.Mai.2017]
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Filme "Antão, o Invisível" mostra como os cegos conseguem ver obras de arte

DN | 29 Maio 2017


O filme "Antão, o Invisível", da dupla de realizadores Maya Kosa e Sérgio da Costa, galardoado com o Prémio Árvore da Vida no Festival de Cinema IndieLisboa 2017, mostra como os cegos podem "ver" obras de arte num museu.

O filme acompanha uma visita de deficientes visuais e auditivos, feita por técnicos do serviço educativo do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, à obra icónica "As tentações de Santo Antão" (1505-1506), tríptico criado pelo pintor holandês Hieronymus Bosch.

Os visitantes cegos "não podem ver com os seus olhos, mas podem ver de outra maneira", disse à agência Lusa Adelaide Lopes, técnica do serviço educativo do MNAA, que participa no filme, descrevendo a obra a um grupo de cegos e a um jovem deficiente cego e surdo, através da linguagem escrita nas mãos.

"Os seus sentidos estão lá, e têm a mesma capacidade de sentir, de descobrir, de refletir, e de pensar sobre as coisas. Chegam lá por outro caminho, mas têm essa possibilidade e essa capacidade", sustentou, em declarações à agência Lusa.

Sobre o filme "Antão, o Invisível", Adelaide Lopes considera que os realizadores Maya Kosa e Sérgio da Costa, "perceberam e conseguiram transmitir a importância dos serviços educativos dos museus, e o seu esforço para que as pessoas possam aceder a todos os espaços culturais".

"Eu posso ajudar a descobrir o que lá está [na pintura], mas as pessoas têm a liberdade de o fazer pessoalmente, e o filme mostra isso. Cada pessoa, mesmo deficiente, tem o direito ao seu usufruto pessoal, e à sua interpretação de uma obra de arte", considerou.

A responsável recordou que os visitantes do Museu Nacional de Arte Antiga com limitações visuais ou auditivas, ou outras deficiências, são acolhidos pelo serviço educativo desde 1953, altura em que foi criado.

Ali são recebidos grupos de escolas, pais, educadores e, para os deficientes com visibilidade reduzida, existem materiais específicos, em Braille, alguns relevos para tocar, sobre peças da coleção do museu.

"Os recursos são reduzidos, mas tentamos que sejam reforçados, para dar a conhecer mais obras", disse à Lusa, acrescentando que os pedidos de pessoas individuais, ou em grupo, portugueses ou estrangeiros, são sempre atendidos.

Adelaide Lopes referiu que, "muitas vezes, as escolas não dizem que têm alunos deficientes, porque têm receio de não ser atendidos, ou, por vezes, o professor não informa o museu".

"O filme é muito importante para divulgar o trabalho que os museus fazem com os visitantes deficientes, e para quebrar certos tabus. Por vezes as pessoas não sabem, acham que não é possível, ou têm medo", apontou.

Nesta linha, defende que "as pessoas deficientes devem ter acesso a todos os espaços culturais, sejam museus, cinemas, teatros, para usufruir da criação artística, tão importante nas nossas vidas".

O Prémio Árvore da Vida do Festival IndieLisboa foi entregue ex-aequo a "Antão, o Invisível", de Maya Kosa, Sérgio da Costa (Suíça, Portugal) e a "Num Globo de Neve", de André Gil Mata (Portugal).
 

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[29.Mai.2017]
publicado por MJA 



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Guineense cego e herói dos direitos das crianças vence 'World Children Prize'

Agência Lusa | Observador

7/Maio/2017
 


Manuel Rodrigues é guineense, tem 55 anos e é cego desde os três e venceu, no final de abril, o World Children Prize, atribuído pela Fundação Rainha da Suécia. ANDRE KOSTERS/LUSA


Manuel Rodrigues é guineense tem 55 anos e é cego desde os três e o dia mais emocionante da sua vida foi quando venceu, no final de abril, o "World Children Prize", atribuído pela Fundação Rainha da Suécia.

“Foi o dia mais emocionante da minha vida. Fiquei surpreendido, emocionado, foi o dia mais alegre da minha vida. Só pensava na vida da nossa organização, o reconhecimento da nossa organização e no nosso país (Guiné-Bissau) no mundo”, afirmou à agência Lusa Manuel Rodrigues, que recebeu o prémio a 26 de abril na Suécia.

O prémio, conhecido como Nobel da Criança, foi atribuído pelo trabalho que Manuel Rodrigues desenvolve com as crianças cegas da Guiné-Bissau, mas também com outras pessoas com necessidades especiais, através da organização que criou há 20 anos, a Associação Guineense de Reabilitação e Integração de Cegos (AGRICE).

A AGRICE nasceu do sofrimento e da discriminação de uma vida, mas também da vontade de mudar a história com aquilo que aprendemos.

“A minha história é muito triste, ceguei aos três anos, não fui à escola, porque não havia educação no nosso país para cegos e surdos. Consegui aprender através do esforço, dos amigos e de alguns familiares e depois apliquei a minha experiência nas crianças”, explicou.

“Tive tanto sofrimento na vida que aprendi a ajudar as crianças que sofrem o mesmo que eu sofri”, salientou Manuel Rodrigues.

Segundo a UNICEF, em 2010 havia na Guiné-Bissau 13 mil crianças com alguma deficiência, mas a situação é “grave” porque o estigma é enorme e em muitos casos as crianças são abandonadas à morte, devido às práticas tradicionais, por nascerem com deformações genéticas e consideradas feiticeiras.

É contra aquele estigma que Manuel Rodrigues luta diariamente, tendo já acolhido centenas de crianças. Hoje, em sua casa, vivem 66 menores, mas o apoio que a AGRICE dá chega a mais de 1.000 pessoas com necessidades especiais, incluindo jovens e idosos.

O prémio vai permitir a Manuel Rodrigues tirar da gaveta os “projetos guardados há muito tempo”, nomeadamente a construção de um centro de acolhimento e um centro de formação.

O trabalho daquele herói do direito das crianças tem tido o apoio da cooperação portuguesa, o que permitiu também abrir a escola Bengala Branca, mas é preciso muito mais.

Roupas, bengalas para cegos, alimentos e materiais didáticos e escolares são necessário e também, num futuro, um lar para acolher os idosos com deficiência.
 

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[12.Mai.2017]
publicado por MJA 



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Criada primeira retina com tecidos biológicos sintéticos

Lusa | 04.05.2017

 Vanessa Restrepo-Schild


Uma jovem investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou a primeira retina com tecidos biológicos sintéticos, revela um estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Scientific Reports. Até agora, toda a investigação sobre retinas artificiais, destinadas a devolver a visão a cegos, incidiu sobre materiais rígidos.

O novo estudo, liderado por Vanessa Restrepo-Schild, de 24 anos, é o primeiro a usar com sucesso tecidos biológicos gerados em laboratório, refere a universidade britânica em comunicado, realçando que, ao contrário dos implantes de retina artificial existentes, as culturas de células são criadas a partir de materiais naturais biodegradáveis.

Desta forma, o implante será menos invasivo do que um dispositivo mecânico e será menos provável que cause uma reação adversa no corpo. Segundo a equipa de Vanessa Restrepo-Schild, a nova retina artificial, de dupla camada, imita praticamente uma retina humana. A retina criada, mas ainda não testada em humanos, é composta por hidrogel (gel que tem água) e proteínas de membrana celular.

"O material sintético pode gerar sinais elétricos que estimulam os neurónios na parte detrás do olho, tal como o faz a retina natural", sustentou a investigadora, que patenteou a tecnologia. Antes de testar em animais e em pessoas, Vanessa Restrepo-Schild pretende aperfeiçoar as funcionalidades da retina, nomeadamente o reconhecimento de cores, formas e símbolos.

http://sicnoticias.sapo.pt/
 

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[5.Mai.2017]
publicado por MJA 



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Em Dia do Livro, UNESCO pede acessibilidade para pessoas com deficiências visuais e de aprendizado

Nações Unidas | 21/04/2017
 

UNESCO pede mais acessibilidade à informação para pessoas com deficiências visuais. Foto: Associação Indiana para os Cegos

UNESCO pede mais acessibilidade à informação para pessoas com deficiências visuais. Foto: Associação Indiana para os Cegos


Em mensagem para o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, celebrado no domingo (23 de Abril 2017), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, alertou para a necessidade de tornar conhecimentos disponíveis para pessoas com deficiência visual e com dificuldades de aprendizado. No mundo, 39 milhões de indivíduos não podem ver e outros 246 milhões têm uma visão muito reduzida.

“Essas ‘pessoas com deficiência visual’, ou ‘pessoas com deficiência de escrever e digitar’, conseguem acessar por volta de 10% de toda a informação escrita e obras literárias que as pessoas com visão podem ler”, alertou a chefe da agência da ONU.

Bokova lembrou ainda que “livros mal projetados ou inacessíveis também limitam a leitura e a compreensão das pessoas com deficiência de aprendizagem”. De acordo com a Associação Internacional de Dislexia, de 3% a 5% da população escolar necessita de instalações e apoio especiais.

“Diz-se que a forma como uma sociedade trata seus membros mais vulneráveis é uma medida de sua humanidade. Quando nós aplicamos essa medida à disponibilidade de livros para as pessoas com deficiência visual e para aquelas com deficiências físicas ou de aprendizagem, com diferentes causas, somos confrontados com o que somente pode ser descrito como uma ‘fome de livros'”, disse a dirigente.

Afirmando que a data global é uma oportunidade para promover o pluralismo e a igualdade, a chefe da UNESCO chamou os Estados-membros a “celebrar os livros como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, para inspirar a compreensão, a tolerância e as sociedades inclusivas”.

Em 2017, a agência das Nações Unidas declarou Conacri, na Guiné, como a Capital Mundial do Livro de 2017, em reconhecimento ao seu programa para promover a leitura entre os jovens e as camadas mais desfavorecidas da população.
 

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[27.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Assistentes de pessoas com deficiência avançam ainda este ano

RTP | 19 Abr, 2017

Sandra Henriques
 

Assistentes de pessoas com deficiência avançam ainda este ano
Pedro Pina (imagem)

As pessoas com deficiência poderão ter ainda este ano assistentes pessoais para os ajudar nas tarefas do dia a dia. É o Modelo de Apoio à Vida Independente, que vai ser aprovado nas próximas semanas em Conselho de Ministros.

A novidade foi avançada esta tarde à Antena 1 pelo novo presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação. Naquela que foi a primeira entrevista desde que tomou posse, Humberto Santos revelou ainda que a ideia é que o modelo possa ser levado a todo o país.

Numa primeira fase, entre 2017 e 2020, o modelo começa com projetos-piloto financiados pelo Programa Portugal 2020 - Domínio Temático Inclusão Social e Emprego.

Os fundos comunitários não podem ser aplicados nas regiões de Lisboa e do Algarve, mas Humberto Santos garantiu que está a ser estudada uma forma de solucionar o problema e implementar o Modelo de Apoio à Vida Independente em todo o país.

Este modelo prevê que possam pedir um assistente pessoal as pessoas com deficiência de caráter permanente, certificada por atestado, com grau de incapacidade igual ou superior a 60 por cento, e com idade igual ou superior a 18 anos.

O assistente pessoal é uma pessoa com formação adequada que poderá ajudar em tarefas diversas, nomeadamente assistência doméstica, deslocações, mediação da comunicação, apoio na educação, e participação em atividades de lazer e cultura.

Quanto à Prestação Social para a Inclusão, esta deverá entrar em vigor também ainda este ano. Os objetivos desta prestação são a melhoria da proteção social para as pessoas com deficiência ou incapacidade, o combate à pobreza destas pessoas, e o incentivo à sua participação laboral e autonomização.

A medida deverá entrar em vigor de forma faseada. Ainda este ano entra em funcionamento a componente base, que pretende compensar encargos não específicos resultantes da deficiência ou incapacidade.


Uma escola mais inclusiva

Nesta entrevista, Humberto Santos anunciou ainda a publicação de legislação para o setor educativo, de forma a assegurar uma escola mais inclusiva.

O presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação prometeu um novo quadro legal para a integração das crianças com deficiência nos estabelecimentos de ensino, trazendo "um novo olhar sobre a forma como as escolas funcionam".

Embora não tenha adiantado mais pormenores, Humberto Santos afirmou que a medida deverá ser aplicada já no próximo ano letivo.

 

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[20.Abr.2017]
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Governo aprovou voto em braille e agiliza voto antecipado

São José Almeida | 14 de Abril de 2017
 

ADRIANO MIRANDA / PUBLICO
ADRIANO MIRANDA / PUBLICO


O voto antecipado vai tornar-se universal, sem ser preciso comprovar o motivo. Outra novidade é o voto em braille para os invisuais. O voto electrónico presencial é introduzido a título experimental.
 

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a introdução do voto em braille e do “voto em mobilidade”, que agiliza o processo de voto antecipado, tornando-o universal. Esta alteração integra o Programa Simplex+ 2016. Em simultâneo foi aprovada uma outra proposta de lei que altera o método de recenseamento eleitoral dos emigrantes, associando-o ao Cartão do Cidadão.

Todas estas medidas deverão estar concretizadas a tempo das próximas eleições para o Parlamento Europeu, em 2019, altura em que também funcionará, a título experimental, a colocação, em dez concelhos do território nacional, de mesas de voto onde poderá ser exercido o voto electrónico presencial, que contará para o resultado nacional. Afastada fica a possibilidade de o voto ser exercido pela Internet.

Facilitado recenseamento de emigrantes
As propostas de lei serão agora remetidas à Assembleia da República, por se tratar de um assunto de competência parlamentar exclusiva. Resta saber se a aprovação da medida será unânime ou se recolherá apenas os votos favoráveis da maioria de esquerda que suporta o Governo no Parlamento, PS, BE, PCP e PEV.

As alterações ao sistema de voto referem-se às eleições para a Assembleia da República e para a Presidência da República, mas, na prática, aplicam-se já - partindo do princípio de que não há crises políticas com implicações eleitorais - nas próximas eleições para o Parlamento Europeu em Maio de 2019, uma vez que a lei que regula estas eleições remete para a legislação sobre as eleições legislativas.

O novo voto em braille vai poder ser exercido pessoalmente pelos invisuais através do uso de um dispositivo de plástico onde é inserido o boletim de voto em papel. Esta caixa terá as indicações das listas concorrentes inscritas em braille. À frente de cada lista haverá um quadrado aberto, através do qual o cidadão invisual pode desenhar a cruz da sua preferência no quadrado do boletim de voto respeitante ao partido da sua eleição.

Escolha individual
Esta inovação no direito do exercício de voto pelos invisuais pretende aumentar a garantia de que a relação entre o cidadão e a sua escolha eleitoral é individual e pessoalizada, evitando-se assim o recurso a intermediários. A garantia de que o voto, enquanto direito universal, possa ser exercido de forma facilitada está também na base da alteração à lei eleitoral no que diz respeito ao voto antecipado.

O novo sistema vai permitir que quem quiser antecipar o seu voto por estar longe da sua zona de recenseamento se possa inscrever no site do Ministério da Administração Interna, indicando qual o local onde vai querer votar. As mesas de voto antecipado funcionarão nos municípios com mais eleitores de cada comunidade intermunicipal.

Essa inscrição terá que ser feita entre o 14.º e o 10.º dias antes do processo eleitoral. No 9.º e no 8.º dias, o MAI deslocará os boletins de voto de cada cidadão eleitor da respectiva zona de recenseamento para o local por ele indicado. O direito de voto será exercido no 7.º dia antes das eleições. Na última semana de campanha, os boletins de voto serão mantidos em envelopes fechados e enviados para as mesas eleitorais de origem de cada votante deslocado.

No dia das eleições, os votos antecipados serão inseridos nas respectivas urnas, depois de os membros da mesa votarem, de modo a garantir a sua confidencialidade. Assim, mesmo que hipoteticamente ninguém vote numa assembleia de voto, o facto de o voto entrar na urna depois dos membros da mesa garantirá que ele não seja identificável.

Aberto a todos
O objectivo desta alteração é assegurar que o voto antecipado possa ser exercido por todos que a ele queiram recorrer sem necessidade de apresentar documentação comprovativa, uma exigência actualmente em vigor para os grupos de cidadãos autorizados a usá-lo por estarem deslocados do local onde estão recenseados.

Ou seja, a alteração à lei assenta no princípio de que os cidadãos não têm de informar o Estado sobe as razões por que estão deslocados, apenas têm de requerer o uso desta prerrogativa eleitoral, podendo fazê-lo mesmo porque vão de férias ou de fim-de-semana no dia das eleições.

Pela actual lei podem votar antecipadamente os estudantes, os trabalhadores deslocados em serviço, os militares, os agentes das forças de segurança e da protecção civil, assim como os bombeiros. Mas também os membros das selecções nacionais no estrangeiro, os responsáveis por pessoas colectivas, como misericórdias ou cooperativas, ou os responsáveis por associações sindicais e de trabalhadores, bem como os membros de associações empresariais. E ainda os doentes internados em hospitais e em unidades de cuidados intensivos, os idosos internados em lares que não se podem deslocar e os reclusos.

Todos os que hoje requerem votar antecipadamente têm de apresentar ao presidente da câmara da área onde estão deslocados um documento comprovativo das razões da sua deslocação. Genericamente, o prazo para requerer este instrumento de voto junto do presidente da câmara é entre o 10.º e o 5.º dias antes do acto eleitoral.

Mas há categorias de cidadãos em que o processo é mais complexo. Os estudantes têm que se inscrever até ao 20.º dia anterior às eleições e enviar ao presidente da câmara o respectivo comprovativo de matrícula.

Até ao 17.º dia são-lhes enviados os documentos necessários e os estudantes devem exercer o seu voto junto ao presidente da câmara da área do estabelecimento de ensino entre 13.º e o 10.º dias antes da abertura das urnas.

Os prazos e o método para os estudantes são os mesmos que indicados no caso dos doentes internados. Mas, tratando-se de doentes, é preciso um atestado médico que esteja comprovado pela administração da unidade de internamento.

O mesmo calendário se aplica aos reclusos, sendo que aqui o documento comprovativo tem que ser emitido pelo director da unidade prisional.

No caso de doentes e de presos, o presidente da câmara da área da votação ou um vereador designado desloca-se para recolher os votos entre 13.º e o 10.º dias antes do dia das eleições.

sao.jose.almeida@publico.pt

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[8.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Três mulheres ficaram cegas após tratamento com células estaminais

Visao.sapo  | 17.03.2017
 


Christopher Furlong / GettyImages


O caso alerta para o crescimento deste tipo de terapias celulares não aprovadas pelas entidades de saúde

Três mulheres ficaram quase ou totalmente cegas depois de serem submetidas a um tratamento com células estaminais não aprovado, numa clínica do Sul da Flórida. Especialistas dizem que este caso pode servir como alerta para o perigo deste tipo de tratamentos e para a necessidade dos governos e dos médicos protegerem os doentes face a estas terapias.

Nos EUA, o número de clínicas que fazem tratamentos deste género tem crescido muito nos últimos anos, segundo conta o The Washington Post. A maioria delas faze publicidade a tratamentos experimentais ou a alegados ensaios clínicos para doenças como autismo ou esclerose lateral amiotrófica.

"Estas mulheres tinham uma visão bastante funcional antes do procedimento... e, no dia seguinte, estavam cegas", lamenta Thomas Albin, um oftalmologista que analisou o episódio, agora descrito num artigo publicado na revista New England Journal of Medicine. Uma das três mulheres ficou totalmente cega e as outras duas parcialmente, mas sem quaisquer perspetivas de melhorar.

Os especialistas que observaram estas três mulheres depois do tratamento dizem que é preocupante a forma como estas clínicas conseguem alistar os seus estudos experimentais em em instituições nacionais, dando-lhes credibilidade. Neste caso, a clínica da Flórida inscreveu o tratamento numa base de dados de ensaios clínicos dirigida pela National Institutes of Health, chamada ClinicalTrials.gov, fazendo pelo menos uma das doentes, e talvez mais, acreditar que estava a fazer parte de um estudo aprovado pelo governo.

Para poderem ser submetidas a este procedimento com células estaminais, cada uma das três doentes, entre os 70 e os 80 anos, teve de pagar 5 mil dólares. Thomas Albin diz que este foi o primeiro sinal de que este não era um ensaio clínico tradicional. O segundo foi terem tratado os dois olhos ao mesmo tempo, em vez de terem visto a resposta de um olho de cada vez. "Para nós, clínicos, é muito alarmante o facto de alguém fazer isto com os dois olhos, ao mesmo tempo", refere.

O artigo não identifica nem as doentes nem a clínica em questão, mas os tribunais do estado da Florida dizem que duas das três mulheres, na altura com 72 e 78 anos, processaram a clínica e algumas pessoas envolvidas no tratamento. Apesar de não poder dizer muito mais sobre o caso, Andrew Yaffa, advogado das duas doentes, referiu que a resolução satisfez ambas as partes. A terceira mulher, com 88 anos, procurou ajuda uma semana depois do procedimento, num instituto médico em Oklahoma.

 

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[8.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Microsoft cria uma linguagem de programação dirigida a crianças com deficiências visuais

Leak | João Fernandes

28 Março 2017
 



Uma equipa de investigadores e designers ingleses da Microsoft criou uma linguagem de programação física, uma solução de programação sustentada na  riação de códigos de forma física ligando módulos para a construção de programas.

Denominado de Project Torino este sistema foi desenvolvido para que crianças com deficiências visuais ou que tenham problemas semelhantes possam ter uma participação ativa nas aulas de programação em conjunto com os seus colegas de turma. Cecily Morrison, uma das investigadoras que trabalha neste projeto, acredita que este sistema de programação seja atrativo e útil para todos os estudantes, tenham eles deficiências, ou não, visuais.

Os investigadores pretendem que este seja o primeiro passo para que crianças com deficiências visuais, dislexia ou autismo posam a vir a ter hipótese de ter uma carreira profissional ao se especializarem no desenvolvimento de software ou em cientistas da computação.

Refira-se que a Organização Mundial de Saúde estima que 285 milhões de pessoas no mundo sejam cegas ou tenham algum tipo de deficiência visual sendo que a grande maioria vive em condições com baixo rendimento social. No Reino Unido, por exemplo, o Royal National Institute of Blind People (RNIB) informa que apenas um de cada quatro adultos em idade produtiva, que são cegos ou portadores de deficiência visual, consegue ter um trabalho remunerado.

 

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[8.Abr.2017]
publicado por MJA 



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ACAPO e ONCE oferecem bolsa de estudos para curso de fisioterapia em Espanha

ACAPO

5 Março 2017

Decorre até 30 de abril o prazo para apresentação de candidaturas a uma bolsa de estudos no curso de fisioterapia na Escola Universitária de Fisioterapia da Organização Nacional de Cegos Espanhóis, uma das mais prestigiadas academias de Espanha. Podem candidatar-se a esta bolsa todos os associados efetivos da ACAPO que possuam as quotas em dia, um bom domínio da língua espanhola falada e escrita, os requisitos gerais de acesso à universidade espanhola, sejam eficazes na leitura e escrita em Braille, carateres ampliados ou em suporte informático com apoio de tecnologias de acesso, dominem adequadas técnicas de orientação e mobilidade e, não tenham outras deficiências, para além da visual, que possam impedir o exercício da função para a qual o curso de destina.

Para mais informações contacte o Departamento de Relações Internacionais para o telefone 213 244 50, fax 213244501 ou
e-mail relacoesinternacionais@acapo.pt.
 

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[17.Mar.2017]
publicado por MJA 



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Cáritas de Coimbra e ACAPO apoiam integração profissional

Cáritas


Em parceria com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal - a Cáritas Diocesana de Coimbra tem vindo a dar passos consistentes na área da integração profissional de pessoas com deficiência visual. Para além de atualmente acolher, sob a forma de estágio de inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, dois jovens com deficiência visual (baixa visão), realizou em março de 2015 um contrato de trabalho. Nas palavras de Ana Sofia Antunes, Presidente da Direção Nacional da ACAPO este é "um exemplo a seguir em matéria corporativa".

O percurso de Gorete Ferreira, associada da ACAPO, iniciou-se na Cáritas Diocesana de Coimbra em 2013, quando integrou a medida Contrato Emprego Inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, na área do atendimento telefónico. Após essa primeira oportunidade seguiu-se a realização de um estágio de inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, durante mais 12 meses e agora novamente em parceria com a ACAPO, a Cáritas de Coimbra realizou um contrato de emprego protegido com a colaboração do Instituto de Emprego e Formação Profissional, de Coimbra. A Presidente da ACAPO salienta que "é de destacar este tipo de iniciativas que partem da sociedade civil e são um forte contributo para a promoção da inclusão social”.

A Cáritas Diocesana de Coimbra rege-se por uma política integradora no âmbito da empregabilidade e responsabilidade social. Além do caso já especificado de Gorete Ferreira, a organização tem neste momento em execução mais um Contrato Emprego Inserção com um associado da ACAPO, bem como uma nova integração ao abrigo da medida Estágio Emprego a iniciar em junho. Estão ainda integradas, com 60% de incapacidade de outro tipo, quatro pessoas com contratos sem apoios.

Dentro das especificidades dos postos de trabalho e com o tipo de serviços que é necessário assegurar e prestar aos utentes e à sociedade em geral, a Cáritas Diocesana de Coimbra procura proporcionar iguais oportunidades de emprego a todas as pessoas de igual modo.
 

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[17.Mar.2017]
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Deficientes visuais do Porto criam tradução tátil de um quadro

Correio da Manhã | 17 Fev 2017

Fons Vitae. 1515-1517
Reprodução em quatro painéis táteis em gesso vai permitir "ver" a obra Fons Vitae (acima).
 

Alunos da Escola Comércio do Porto e deficientes visuais, do curso de operadores gráficos de braille da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) estão a criar uma tradução tátil do quadro Fons Vitae que preveem concluir em abril. A reprodução em quatro painéis táteis em gesso, que vai permitir aos deficientes visuais "ver" a obra do século XVI exposta no Museu da Santa Casa, nasceu, segundo a diretora da escola Ana Mestre, "de uma proposta lançada por uma docente", no âmbito das escolas solidárias da Fundação EDP. "Este projeto vai permitir dar informação cultural a outro tipo de públicos", disse à Lusa Ana Mestre sobre a iniciativa da professora Teresa Mendes que, na escola profissional onde leciona, envolveu alunos provenientes do ensino secundário, com idades entre os 16 e 19 anos. Teresa Mendes explicou que na colaboração com o grupo de invisuais está a ser feita a "sintetização de uma proposta de quatro painéis de acessibilidade gradual à informação que a pintura quer transmitir, sendo que os três primeiros são uma desconstrução do último". "Adotar esta metodologia de acessibilidade gradual é importante", frisou a docente sobre a interação com os formandos do Centro Integrado de Apoio ao Deficiente (CIAD) da Santa Casa, procurando privilegiar as texturas escolhidas por estes em detrimento de outras que para eles "possam constituir ruído". Ao todo, serão utilizadas "nove texturas para representarem aspetos como o metal, a pedra, o sangue, o cabelo, a nuvem ou o céu", acrescentou, reiterando que as escolhas partem sempre dos "operadores gráficos de braille do CIAD" que, ao receber as propostas, "avaliam se se assemelha ao que imaginam está representado no quadro". Para a coordenadora do projeto Diana Monteiro esta iniciativa "melhorou a sensibilidade de alunos" que vêm de "percursos escolares complicados" e cujo nível de envolvimento, acrescentou a professora Teresa Mendes, fez até que "a turma traduzisse de inglês para português o dossiê para a preparação dos painéis". O projeto dura desde novembro de 2016 e decorre em horário escolar, representando para Ana Mestre "muita aprendizagem" para uma instituição com "tradição de trabalho na área da inclusão". Tiago Vidinha é um dos "consultores" que semanalmente "interpreta as texturas" que os alunos partilham com os formandos operadores gráficos de braille, tendo afirmado à Lusa ser este "um projeto de enorme importância". Considerando a obra Fons Vitae "muito importante", o jovem lembrou que "quem a vê consegue-a interpretar". E acrescentou: "nós, os cegos, para lá chegarmos, será sempre a partir de outros". "Estamos a dar a nossa opinião sobre como ficaria melhor o quadro, quais são as texturas mais indicadas", disse Tiago Vidinha sobre um projeto que "está a correr muito bem e que, com este desenvolvimento, está a ficar uma obra muito boa". Segundo Ana Mestre, uma vez concluída, "a obra ficará exposta no museu da Santa Casa, pois a ideia é que possa ser visitada por turistas com estas características ou por outras pessoas".
 

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[18.Fev.2017]
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Observatório para a deficiência pede mais sensibilidade às autarquias

TSF

Ana Sofia Freitas | 8 DE FEVEREIRO DE 2017
 


Terminado o prazo para a adaptação de espaços públicos a deficientes "há muito ainda para fazer". O observatório considera que "há falta de sensibilização, informação e fiscalização".

Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório para a Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) explica que "apesar de alguns avanços que ocorreram é frustrante que tantas pessoas com mobilidade condicionada ainda enfrentem inúmeros obstáculos para circularem na via pública, nos edifícios e nos transportes".

Foi determinado um período de dez anos para que todos os espaços públicos ou privados, turísticos ou comerciais, salvo algumas exceções, fossem modificados para serem acessíveis a todas as pessoas. O prazo terminou hoje mas "ainda subsistem muitos problemas" no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência, desde logo, nos acessos aos "centros de saúde, repartições de finanças, espaços da Segurança Social, museus, etc."

Paula Pinto diz que as autarquias não estão a assumir responsabilidades nesta matéria

Para a coordenadora do ODDH esta matéria "tem sido descurada" lembrando que "as câmaras municipais têm uma responsabilidade muito grande, têm de estar mais atentas e dar o exemplo", e fiscalizarem o que é feito no espaço público para que sejam garantidos os direitos de todos, sem exceção.

O financiamento, não pode ser uma desculpa, porque "se há custos envolvidos em implementar soluções, há custos muito maiores se não forem realizadas as modificações uma vez que há um conjunto de cidadãos que são privados de viver em sociedade nas mesmas condições do que os restantes e que por isso mesmo se tornam um peso em vez de serem elementos que contribuem, com as suas competências, para a sociedade", avisa.

A coordenadora do Observatório defende que os custos não podem ser justificação

Ao contrário do que se possa pensar "as pessoas com algum tipo de limitação na mobilidade representam quase 20 por cento da população portuguesa", uma realidade que tende a aumentar com o envelhecimento da sociedade.

Paula Pinto recorda que é considerável o número de cidadãos portadores de deficiência

Confrontado com as críticas feitas às autarquias, o presidente da Associação Nacional dos Municípios, Manuel Machado diz que nunca lhe foi pedido um "levantamento sobre o que foi feito sobre esta matéria durante os últimos dez anos pelas câmaras municipais" e destaca que "os municípios têm feito um trabalho notável, colocando por exemplo, rampas de acessos onde é necessário".

Manuel Machado considera que os municípios têm feito um esforço

Manuel Machado refere que é "necessário não confundir as coisas" lembrando que por exemplo "os centros de saúde e os serviços de finanças são da responsabilidade da administração central e não das autarquias".

 

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[18.Fev.2017]
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Politécnico de Leiria cria biblioteca braille

Boas Notícias  | 22/01/2017

Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria


O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria (CRID) vai criar uma biblioteca em braille, que ficará situada na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. A biblioteca, com o mote “Mãos que leem” será única no país, pela particularidade de integrar obras de vários géneros. A biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente.
por redação

“Queremos disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras técnicas, que é o que geralmente acontece nas biblioteca ditas ‘normais’, mas também romances e outras obras para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para todos os gostos e necessidades”, explica Célia Sousa, coordenadora do CRID.

O projeto conta com o apoio financeiro do Lions Clube de Leiria, uma ajuda que a professora e investigadora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria considera “essencial” já que “imprimir em braille é muito dispendioso”.

“Este será com certeza um dos impedimentos para a editoras editarem obras em braille, o que condiciona muito as opções das pessoas cegas”, acrescenta.


35 títulos em braille até ao final do ano

O CRID compromete-se a adaptar pelo menos uma obra por mês, para integrar a biblioteca, sendo que de momento já tem prontos para impressão 23 títulos. Até ao final do ano de 2017, o CRID espera ter 35 obras disponíveis na biblioteca.

Na perspetiva de Célia Sousa, esta iniciativa pioneira a nível nacional, que permitiu que “obras que todos conhecemos – e que temos possibilidade de ler – possam chegar a públicos diferentes, recorrentemente privados de as lerem”, foi o primeiro passo deste novo projeto da biblioteca de braille do Politécnico de Leiria.

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria tem vindo a fazer um trabalho pioneiro na inclusão das pessoas com deficiência, em particular na adaptação para braille. Já adaptou, autonomamente e numa iniciativa pioneira no país, oito obras para braille, como “Viver a vida a amar” de Fátima Lopes, “Desnorte” de Inês Pedrosa, “Navios da noite” de João de Melo, entre outras.

Todas passaram a integrar o acervo da Biblioteca Afonso Lopes Vieira, em Leiria, através de um protocolo com o Município de Leiria. Além disso, o CRID já editou dois livros infantis multiformato, e outro material informativo.

Numa iniciativa inédita, lançou o primeiro guião cultural inclusivo (braille, áudio descrição, língua gestual portuguesa e pictogramas) no mundo, para o Mosteiro da Batalha. Hoje, todos os espaços culturais de Leiria contam com guiões inclusivos, sendo o Museu de Leiria construído de raiz para pessoas com deficiência.

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[26.Jan.2017]
publicado por MJA 



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Chinês cego e amigo sem braços, juntos já plantaram 10 mil árvores

Lasama

fotografia de Jia Haixia e do seu amigo Jia Wenqi.


Jia Haixia nasceu com cataratas hereditárias e perdeu um dos olhos num acidente de trabalho. O seu amigo, Jia Wenqi perdeu os dois braços aos 3 anos de idade.
 

fotografia de Jia Haixia e do seu amigo Jia Wenqi.


Juntos, há mais de dez anos, plantam árvores na região chinesa de Yeli com o único objectivo reflorestar a área e dar esperança à humanidade. Já alcançaram o número redondo de 10 mil árvores plantadas.

Cansados de lhes serem negados trabalhos, dadas as deficiências de que padecem, os dois homens conseguiram, com muito esforço, alugar um terreno ao governo chinês para tirarem dai o sustento das famílias e deixar um futuro melhor aos filhos.

Todos os dias saem de casa às sete da manhã, levam as suas ferramentas, uma barra de ferro e um martelo, e dirigem-se ao monte. Jia Wenqi leva o seu amigo cego sobre as suas costas.
 

fotografia de Jia Haixia e do seu amigo Jia Wenqi.


Dado não terem dinheiro para comprar árvores, resta-lhes recolher partes de outras que ali têm nascido. Para isso, Jia Haixia escala às árvores guiado pela a voz do seu velho amigo e procura partes de árvores que possam ser plantadas. Ao baixar-se faz um buraco, enquanto Wnqi fica encarregue de plantar os rebentos.
 

fonte: http://dioguinho.pt/
 

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[11.Jan.2017]
publicado por MJA 



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ACAPO Coimbra quer deslocar-se aos domicílios

Diário de Coimbra

9 Jan. 2017

 

Identificar os cegos e amblíopes que - por carências, dificuldades de deslocação ou outros impedimentos - não conseguem ir até à sede da ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) em Coimbra, usufruindo das suas actividades de formação e do apoio à inserção profissional, é um dos principais desafios da direcção liderada por José Moreira, ontem empossada.

O novo presidente explicou ao Diário de Coimbra que o objectivo não é fazer da associação um destino, mas sim um elo de inclusão e integração. «Temos uma técnica que se dedica à angariação de emprego. E todas as actividades que promovemos têm em vista a aquisição de ferramentas para uma cada vez maior autonomia das pessoas», explicou, dando o exemplo das formações de braille, de informática ou em actividades de orientação e da vida diária. Estas últimas fundamentais para adultos que cegam de repente (casos de acidente ou, cada vez mais, de cegueiras por retinopatia diabética).

Depois da fase de adaptação - em que a ACAPO também ajuda -, há que encontrar novas maneiras de fazer as coisas, diz o responsável, cego desde os sete anos.

Leia a notícia completa na edição em papel.
 

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[11.Jan.2017]
publicado por MJA 
 


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4 de Janeiro é o Dia Mundial do Braille



Jovens Heróis


4 de Janeiro é a data de nascimento de Louis Braille. O vídeo 'Jovens Heróis' dramatiza a vida de Louis Braille, incluindo o acidente que causou a sua cegueira. Ilustra a criação e desenvolvimento do sistema Braille, em 1824, com a idade de 15 anos, e como ele começou por ser rejeitado no Instituto Real dos Jovens Cegos em Paris, onde Braille estudou quando criança e mais tarde foi professor.
 

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[4.Jan.2017]
publicado por MJA 
 


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Cartaz 3 de Dezembro - Prémio 2016

-marque a diferença . promova igualdade-

cartaz "Marque a diferença, promova igualdade"
Cartaz vencedor 2016


Com o cartaz "Marque a diferença, promova igualdade", Maria Bartolomeu de Trindade Ribeiro venceu a 9ª Edição do Concurso "Cartaz 3 de dezembro" 2016, promovido pelo INR.
 

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[2.Jan.2017]
publicado por MJA 
 


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Serviço de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de Coimbra

Audiolivros para utentes deficientes visuais
 

imagem: "Quando a voz de um se torna os olhos de outros"


Desde 2011 que o Serviço de Leitura para Deficientes Visuais (SLDV) da Biblioteca Municipal de Coimbra, através de um projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, passou a deter os meios para a produção de livros áudio, ao abrigo do artigo 80.º do Código dos Direitos de Autor.

Estes livros, cuja leitura é feita por voluntários, são disponibilizados gratuitamente a pessoas portadoras de deficiência visual - para serem ouvidos nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis - sendo a sua transferência realizada via plataformas electrónicas (WE TRANFER e MEO CLOUD) ou através do envio postal das gravações em CD ou DVD.

Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.

link para consulta dos audiolivros disponíveis


CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial
Biblioteca Municipal de Coimbra
telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320
email: leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm

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[1.Jan.2017]
publicado por MJA 
 


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