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Livros para escutar (e ver)…

blog letra pequena
 

… mas não substituem a leitura em papel. Convidámos autores, ilustradores, tradutores e às vezes as respectivas proles para nos emprestarem a voz. Basta clicar na capa de cada um dos livros e ver o que acontece. (Se não acontecer nada, experimente mudar de browser. Se não resultar, envie-nos um comentário a reclamar.)

Nas versões mais antigas, só gravávamos as vozes. Nas mais recentes, a começar no livro Eu Acredito, de David Machado e Alex Gozblau, já filmámos as leituras. Mas as ilustrações estiveram sempre lá. Ou seja, cá.
 


 

Letra pequena é um blogue (quase sempre) sobre livros para crianças e jovens. De Rita Pimenta.


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[16.Jun.2017]
publicado por MJA 



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Lisboa irá ter balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência

LUSA | 08/06/17


Lisboa irá ter balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência


A Câmara Municipal de Lisboa aprovou hoje uma proposta do PCP no sentido de ser aberto na cidade um balcão de atendimento destinado a pessoas com deficiência, composto por funcionários com formação adequada.

Esta proposta, que visa assegurar a inclusão nos diferentes serviços municipais, foi aprovada hoje, por unanimidade, em reunião privada do executivo.

De acordo com a proposta do PCP, este atendimento específico incluiria os postos de atendimento existentes, "mas com procedimentos adequados, prioritários e eficazes".

A fazer este atendimento estariam funcionários da autarquia com "formação adequada para desempenhar de forma eficaz o atendimento aos diversos tipos de deficiência (intelectual, auditiva, visual, motora, de linguagem)", refere o partido.

Acresce que se devia facultar informação sob diferentes formas - áudio, escrita e em braille, por exemplo - e disponibilizar (por via telefónica, online e presencial) o acompanhamento de processos gerados na sequência dos assuntos e problemas abordados no atendimento.

O objetivo seria cobrir "todas as áreas de intervenção da Câmara, promovendo a necessária articulação e resposta dos serviços competentes envolvidos em tempo útil", frisa o PCP.

Na reunião, o executivo municipal (de maioria socialista) aprovou, também por unanimidade, o Regulamento Interno de Prevenção e Controlo do Consumo Nocivo de Álcool e de Outras Substâncias Psicoativas.

Este regulamento pretende ser "um instrumento de política global de sensibilização, prevenção e reabilitação do consumo nocivo de álcool e de outras substâncias psicoativas" e prevê, entre outras medidas, testes semanais aos trabalhadores para controlo de consumo de álcool e de outras substâncias psicoativas.

Em declarações à agência Lusa no final do encontro, o vereador do PCP Carlos Moura defendeu todos os mecanismos que "sirvam para identificar situações de dependências", isto "não para controlar os trabalhadores, mas sim para os ajudar".

No mesmo âmbito, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou também a celebração de um protocolo com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que mereceu a abstenção do CDS-PP.

No encontro, os vereadores aprovaram ainda o lançamento de um concurso destinado a instituições particulares de solidariedade social, no valor de 185 mil euros, com vista ao acompanhamento em habitação temporária de 50 refugiados.

Também esta proposta foi aprovada por unanimidade pelas diversas forças políticas.

Sobre esta proposta, o vereador comunista entendeu que "pessoas nesta situação estão particularmente vulneráveis e precisam de toda a ajuda que o município puder dar". Também o vereador António Prôa, do PSD, apontou que votou favoravelmente, "sem qualquer dúvida".
 

in Notícias ao minuto
 

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[14.Jun.2017]
publicado por MJA 



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Dieta Mediterrânica em braille

Regiao-sul | 17 Mai 2017
 


Como nota introdutória de uma divulgação emitida pela Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, é referido que em Portugal, estima-se que existam “cerca de 900 mil cidadãos com dificuldades de visão. Destes, cerca de 28 mil são pessoas cegas. A estas pessoas que não conseguem ver, mesmo com ajuda, teremos de juntar muitos outros milhares de pessoas com muito baixa visão”.

Assim, estes portugueses e suas famílias, para além das dificuldades físicas e económicas, nomeadamente uma proporção muito elevada de desemprego (75% das pessoas cegas na União Europeia estão desempregados), discriminação e mobilidade, permanecem também sob riscos aumentados de saúde.

Apesar de serem poucos os trabalhos científicos sobre o assunto a nível global, segundo a DRAP Algarve, “pensa-se que a proporção de crianças e adolescentes com deficiência visual que desenvolveram obesidade ou pré-obesidade varie entre 18,4% e os 63%, valores acima da média quando comparados com crianças sem problemas de visão”.

“Assumindo que as crianças e adolescentes com deficiência visual são mais propensos a desenvolver obesidade, talvez resultado de dificuldades em fazer uma alimentação mais saudável ou dificuldades em participar em atividades comuns de atividade física, é importante dar atenção redobrada a este grupo vulnerável e muitas vezes esquecido” – sublinha a DRAP Algarve.

Contudo, a informação de qualidade sobre alimentação saudável destinada a pessoas com deficiência visual é ainda muito escassa ou praticamente inexistente em Portugal. Por isso, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da DGS lança o primeiro documento em braille e leitura aumentada sobre Dieta Mediterrânica.

Tanto mais que a “Dieta Mediterrânica” é “um modelo alimentar que tem por base produtos vegetais, o azeite como gordura principal e métodos de confeção simples, recorrendo a alimentos da época, de proximidade e frescos. Este modelo alimentar saudável foi declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO e, desde então, Portugal tem a obrigação de protegê-lo através de diversas medidas de salvaguarda. Desta forma, o PNPAS contribui também para a sua divulgação na comunidade das pessoas com deficiência visual”.

O texto agora produzido em braille com o apoio da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e que será distribuído aos seus associados, reproduz os princípios alimentares da Dieta Mediterrânica, esperando que este seja o primeiro de outros passos destinados a melhorar a saúde alimentar deste grupo da população.

A terminar, é referido que o PNPAS insere este documento na sua missão e estratégia de “informar e capacitar para a compra, confeção e armazenamento de alimentos saudáveis, em especial nos grupos mais desfavorecidos” onde já produziu diferentes documentos e ferramentas pedagógicas destinadas a grupos mais frágeis da população.

 

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[14.Jun.2017]
publicado por MJA 



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Colónia de férias que ajuda crianças cegas precisa de apoio para voltar a acontecer

Expresso
 

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Em 2015, uma colónia de férias juntou crianças cegas e crianças sem deficiência visual num projeto pioneiro. Este ano já tem 20 crianças inscritas, mas precisa de apoio. A campanha de crowdfunding termina segunda-feira, dia 29. Há dois anos, a SIC acompanhou o projeto durante uma semana. Recuperamos aqui a reportagem depois distinguida com o prémio Dignitas e pela UNESCO.

O Expresso volta a publicar a Reportagem Especial da SIC de agosto de 2015 para ficar a conhecer o projeto Camp Abilities Portugal, que foi adaptado de um modelo americano de colónia de férias para jovens com deficiência visual.

Por cá, desde 2015 que crianças cegas e crianças que veem partilham, durante uma semana no verão, descobertas, desafios, medos e conquistas. A SIC acompanhou-as há dois anos e mostra-lhe que "Impossível é só um exagero para difícil".

Em 2017, a Associação AAMA (Associação Actividade Motora Adaptada) lançou uma campanha de crowdfunding para poder realizar a colónia de férias na última semana de Junho de 2017. Já estão inscritas 25 pessoas (10 crianças e adolescentes com deficiência visual entre os 11 e os 15 anos, 10 crianças e adolescentes normo-visuais e 5 coordenadores adultos), mas ainda não foi angariado o dinheiro suficiente.

O objetivo é alcançar 5 mil euros e o prazo termina dia 29 de maio. Caso queira apoiar esta causa, o nib da conta é PT 0033 0000 4548 2369 7710 5

Para saber mais sobre este projeto visite a página Camp Abilities Portugal e também a página do Facebook.

 

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[29.Mai.2017]
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Filme "Antão, o Invisível" mostra como os cegos conseguem ver obras de arte

DN | 29 Maio 2017


O filme "Antão, o Invisível", da dupla de realizadores Maya Kosa e Sérgio da Costa, galardoado com o Prémio Árvore da Vida no Festival de Cinema IndieLisboa 2017, mostra como os cegos podem "ver" obras de arte num museu.

O filme acompanha uma visita de deficientes visuais e auditivos, feita por técnicos do serviço educativo do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, à obra icónica "As tentações de Santo Antão" (1505-1506), tríptico criado pelo pintor holandês Hieronymus Bosch.

Os visitantes cegos "não podem ver com os seus olhos, mas podem ver de outra maneira", disse à agência Lusa Adelaide Lopes, técnica do serviço educativo do MNAA, que participa no filme, descrevendo a obra a um grupo de cegos e a um jovem deficiente cego e surdo, através da linguagem escrita nas mãos.

"Os seus sentidos estão lá, e têm a mesma capacidade de sentir, de descobrir, de refletir, e de pensar sobre as coisas. Chegam lá por outro caminho, mas têm essa possibilidade e essa capacidade", sustentou, em declarações à agência Lusa.

Sobre o filme "Antão, o Invisível", Adelaide Lopes considera que os realizadores Maya Kosa e Sérgio da Costa, "perceberam e conseguiram transmitir a importância dos serviços educativos dos museus, e o seu esforço para que as pessoas possam aceder a todos os espaços culturais".

"Eu posso ajudar a descobrir o que lá está [na pintura], mas as pessoas têm a liberdade de o fazer pessoalmente, e o filme mostra isso. Cada pessoa, mesmo deficiente, tem o direito ao seu usufruto pessoal, e à sua interpretação de uma obra de arte", considerou.

A responsável recordou que os visitantes do Museu Nacional de Arte Antiga com limitações visuais ou auditivas, ou outras deficiências, são acolhidos pelo serviço educativo desde 1953, altura em que foi criado.

Ali são recebidos grupos de escolas, pais, educadores e, para os deficientes com visibilidade reduzida, existem materiais específicos, em Braille, alguns relevos para tocar, sobre peças da coleção do museu.

"Os recursos são reduzidos, mas tentamos que sejam reforçados, para dar a conhecer mais obras", disse à Lusa, acrescentando que os pedidos de pessoas individuais, ou em grupo, portugueses ou estrangeiros, são sempre atendidos.

Adelaide Lopes referiu que, "muitas vezes, as escolas não dizem que têm alunos deficientes, porque têm receio de não ser atendidos, ou, por vezes, o professor não informa o museu".

"O filme é muito importante para divulgar o trabalho que os museus fazem com os visitantes deficientes, e para quebrar certos tabus. Por vezes as pessoas não sabem, acham que não é possível, ou têm medo", apontou.

Nesta linha, defende que "as pessoas deficientes devem ter acesso a todos os espaços culturais, sejam museus, cinemas, teatros, para usufruir da criação artística, tão importante nas nossas vidas".

O Prémio Árvore da Vida do Festival IndieLisboa foi entregue ex-aequo a "Antão, o Invisível", de Maya Kosa, Sérgio da Costa (Suíça, Portugal) e a "Num Globo de Neve", de André Gil Mata (Portugal).
 

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[29.Mai.2017]
publicado por MJA 



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Guineense cego e herói dos direitos das crianças vence 'World Children Prize'

Agência Lusa | Observador

7/Maio/2017
 


Manuel Rodrigues é guineense, tem 55 anos e é cego desde os três e venceu, no final de abril, o World Children Prize, atribuído pela Fundação Rainha da Suécia. ANDRE KOSTERS/LUSA


Manuel Rodrigues é guineense tem 55 anos e é cego desde os três e o dia mais emocionante da sua vida foi quando venceu, no final de abril, o "World Children Prize", atribuído pela Fundação Rainha da Suécia.

“Foi o dia mais emocionante da minha vida. Fiquei surpreendido, emocionado, foi o dia mais alegre da minha vida. Só pensava na vida da nossa organização, o reconhecimento da nossa organização e no nosso país (Guiné-Bissau) no mundo”, afirmou à agência Lusa Manuel Rodrigues, que recebeu o prémio a 26 de abril na Suécia.

O prémio, conhecido como Nobel da Criança, foi atribuído pelo trabalho que Manuel Rodrigues desenvolve com as crianças cegas da Guiné-Bissau, mas também com outras pessoas com necessidades especiais, através da organização que criou há 20 anos, a Associação Guineense de Reabilitação e Integração de Cegos (AGRICE).

A AGRICE nasceu do sofrimento e da discriminação de uma vida, mas também da vontade de mudar a história com aquilo que aprendemos.

“A minha história é muito triste, ceguei aos três anos, não fui à escola, porque não havia educação no nosso país para cegos e surdos. Consegui aprender através do esforço, dos amigos e de alguns familiares e depois apliquei a minha experiência nas crianças”, explicou.

“Tive tanto sofrimento na vida que aprendi a ajudar as crianças que sofrem o mesmo que eu sofri”, salientou Manuel Rodrigues.

Segundo a UNICEF, em 2010 havia na Guiné-Bissau 13 mil crianças com alguma deficiência, mas a situação é “grave” porque o estigma é enorme e em muitos casos as crianças são abandonadas à morte, devido às práticas tradicionais, por nascerem com deformações genéticas e consideradas feiticeiras.

É contra aquele estigma que Manuel Rodrigues luta diariamente, tendo já acolhido centenas de crianças. Hoje, em sua casa, vivem 66 menores, mas o apoio que a AGRICE dá chega a mais de 1.000 pessoas com necessidades especiais, incluindo jovens e idosos.

O prémio vai permitir a Manuel Rodrigues tirar da gaveta os “projetos guardados há muito tempo”, nomeadamente a construção de um centro de acolhimento e um centro de formação.

O trabalho daquele herói do direito das crianças tem tido o apoio da cooperação portuguesa, o que permitiu também abrir a escola Bengala Branca, mas é preciso muito mais.

Roupas, bengalas para cegos, alimentos e materiais didáticos e escolares são necessário e também, num futuro, um lar para acolher os idosos com deficiência.
 

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[12.Mai.2017]
publicado por MJA 



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Criada primeira retina com tecidos biológicos sintéticos

Lusa | 04.05.2017

 Vanessa Restrepo-Schild


Uma jovem investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou a primeira retina com tecidos biológicos sintéticos, revela um estudo publicado esta quinta-feira na revista científica Scientific Reports. Até agora, toda a investigação sobre retinas artificiais, destinadas a devolver a visão a cegos, incidiu sobre materiais rígidos.

O novo estudo, liderado por Vanessa Restrepo-Schild, de 24 anos, é o primeiro a usar com sucesso tecidos biológicos gerados em laboratório, refere a universidade britânica em comunicado, realçando que, ao contrário dos implantes de retina artificial existentes, as culturas de células são criadas a partir de materiais naturais biodegradáveis.

Desta forma, o implante será menos invasivo do que um dispositivo mecânico e será menos provável que cause uma reação adversa no corpo. Segundo a equipa de Vanessa Restrepo-Schild, a nova retina artificial, de dupla camada, imita praticamente uma retina humana. A retina criada, mas ainda não testada em humanos, é composta por hidrogel (gel que tem água) e proteínas de membrana celular.

"O material sintético pode gerar sinais elétricos que estimulam os neurónios na parte detrás do olho, tal como o faz a retina natural", sustentou a investigadora, que patenteou a tecnologia. Antes de testar em animais e em pessoas, Vanessa Restrepo-Schild pretende aperfeiçoar as funcionalidades da retina, nomeadamente o reconhecimento de cores, formas e símbolos.

http://sicnoticias.sapo.pt/
 

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[5.Mai.2017]
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Em Dia do Livro, UNESCO pede acessibilidade para pessoas com deficiências visuais e de aprendizado

Nações Unidas | 21/04/2017
 

UNESCO pede mais acessibilidade à informação para pessoas com deficiências visuais. Foto: Associação Indiana para os Cegos

UNESCO pede mais acessibilidade à informação para pessoas com deficiências visuais. Foto: Associação Indiana para os Cegos


Em mensagem para o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, celebrado no domingo (23 de Abril 2017), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, alertou para a necessidade de tornar conhecimentos disponíveis para pessoas com deficiência visual e com dificuldades de aprendizado. No mundo, 39 milhões de indivíduos não podem ver e outros 246 milhões têm uma visão muito reduzida.

“Essas ‘pessoas com deficiência visual’, ou ‘pessoas com deficiência de escrever e digitar’, conseguem acessar por volta de 10% de toda a informação escrita e obras literárias que as pessoas com visão podem ler”, alertou a chefe da agência da ONU.

Bokova lembrou ainda que “livros mal projetados ou inacessíveis também limitam a leitura e a compreensão das pessoas com deficiência de aprendizagem”. De acordo com a Associação Internacional de Dislexia, de 3% a 5% da população escolar necessita de instalações e apoio especiais.

“Diz-se que a forma como uma sociedade trata seus membros mais vulneráveis é uma medida de sua humanidade. Quando nós aplicamos essa medida à disponibilidade de livros para as pessoas com deficiência visual e para aquelas com deficiências físicas ou de aprendizagem, com diferentes causas, somos confrontados com o que somente pode ser descrito como uma ‘fome de livros'”, disse a dirigente.

Afirmando que a data global é uma oportunidade para promover o pluralismo e a igualdade, a chefe da UNESCO chamou os Estados-membros a “celebrar os livros como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, para inspirar a compreensão, a tolerância e as sociedades inclusivas”.

Em 2017, a agência das Nações Unidas declarou Conacri, na Guiné, como a Capital Mundial do Livro de 2017, em reconhecimento ao seu programa para promover a leitura entre os jovens e as camadas mais desfavorecidas da população.
 

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[27.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Assistentes de pessoas com deficiência avançam ainda este ano

RTP | 19 Abr, 2017

Sandra Henriques
 

Assistentes de pessoas com deficiência avançam ainda este ano
Pedro Pina (imagem)

As pessoas com deficiência poderão ter ainda este ano assistentes pessoais para os ajudar nas tarefas do dia a dia. É o Modelo de Apoio à Vida Independente, que vai ser aprovado nas próximas semanas em Conselho de Ministros.

A novidade foi avançada esta tarde à Antena 1 pelo novo presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação. Naquela que foi a primeira entrevista desde que tomou posse, Humberto Santos revelou ainda que a ideia é que o modelo possa ser levado a todo o país.

Numa primeira fase, entre 2017 e 2020, o modelo começa com projetos-piloto financiados pelo Programa Portugal 2020 - Domínio Temático Inclusão Social e Emprego.

Os fundos comunitários não podem ser aplicados nas regiões de Lisboa e do Algarve, mas Humberto Santos garantiu que está a ser estudada uma forma de solucionar o problema e implementar o Modelo de Apoio à Vida Independente em todo o país.

Este modelo prevê que possam pedir um assistente pessoal as pessoas com deficiência de caráter permanente, certificada por atestado, com grau de incapacidade igual ou superior a 60 por cento, e com idade igual ou superior a 18 anos.

O assistente pessoal é uma pessoa com formação adequada que poderá ajudar em tarefas diversas, nomeadamente assistência doméstica, deslocações, mediação da comunicação, apoio na educação, e participação em atividades de lazer e cultura.

Quanto à Prestação Social para a Inclusão, esta deverá entrar em vigor também ainda este ano. Os objetivos desta prestação são a melhoria da proteção social para as pessoas com deficiência ou incapacidade, o combate à pobreza destas pessoas, e o incentivo à sua participação laboral e autonomização.

A medida deverá entrar em vigor de forma faseada. Ainda este ano entra em funcionamento a componente base, que pretende compensar encargos não específicos resultantes da deficiência ou incapacidade.


Uma escola mais inclusiva

Nesta entrevista, Humberto Santos anunciou ainda a publicação de legislação para o setor educativo, de forma a assegurar uma escola mais inclusiva.

O presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação prometeu um novo quadro legal para a integração das crianças com deficiência nos estabelecimentos de ensino, trazendo "um novo olhar sobre a forma como as escolas funcionam".

Embora não tenha adiantado mais pormenores, Humberto Santos afirmou que a medida deverá ser aplicada já no próximo ano letivo.

 

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[20.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Governo aprovou voto em braille e agiliza voto antecipado

São José Almeida | 14 de Abril de 2017
 

ADRIANO MIRANDA / PUBLICO
ADRIANO MIRANDA / PUBLICO


O voto antecipado vai tornar-se universal, sem ser preciso comprovar o motivo. Outra novidade é o voto em braille para os invisuais. O voto electrónico presencial é introduzido a título experimental.
 

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a introdução do voto em braille e do “voto em mobilidade”, que agiliza o processo de voto antecipado, tornando-o universal. Esta alteração integra o Programa Simplex+ 2016. Em simultâneo foi aprovada uma outra proposta de lei que altera o método de recenseamento eleitoral dos emigrantes, associando-o ao Cartão do Cidadão.

Todas estas medidas deverão estar concretizadas a tempo das próximas eleições para o Parlamento Europeu, em 2019, altura em que também funcionará, a título experimental, a colocação, em dez concelhos do território nacional, de mesas de voto onde poderá ser exercido o voto electrónico presencial, que contará para o resultado nacional. Afastada fica a possibilidade de o voto ser exercido pela Internet.

Facilitado recenseamento de emigrantes
As propostas de lei serão agora remetidas à Assembleia da República, por se tratar de um assunto de competência parlamentar exclusiva. Resta saber se a aprovação da medida será unânime ou se recolherá apenas os votos favoráveis da maioria de esquerda que suporta o Governo no Parlamento, PS, BE, PCP e PEV.

As alterações ao sistema de voto referem-se às eleições para a Assembleia da República e para a Presidência da República, mas, na prática, aplicam-se já - partindo do princípio de que não há crises políticas com implicações eleitorais - nas próximas eleições para o Parlamento Europeu em Maio de 2019, uma vez que a lei que regula estas eleições remete para a legislação sobre as eleições legislativas.

O novo voto em braille vai poder ser exercido pessoalmente pelos invisuais através do uso de um dispositivo de plástico onde é inserido o boletim de voto em papel. Esta caixa terá as indicações das listas concorrentes inscritas em braille. À frente de cada lista haverá um quadrado aberto, através do qual o cidadão invisual pode desenhar a cruz da sua preferência no quadrado do boletim de voto respeitante ao partido da sua eleição.

Escolha individual
Esta inovação no direito do exercício de voto pelos invisuais pretende aumentar a garantia de que a relação entre o cidadão e a sua escolha eleitoral é individual e pessoalizada, evitando-se assim o recurso a intermediários. A garantia de que o voto, enquanto direito universal, possa ser exercido de forma facilitada está também na base da alteração à lei eleitoral no que diz respeito ao voto antecipado.

O novo sistema vai permitir que quem quiser antecipar o seu voto por estar longe da sua zona de recenseamento se possa inscrever no site do Ministério da Administração Interna, indicando qual o local onde vai querer votar. As mesas de voto antecipado funcionarão nos municípios com mais eleitores de cada comunidade intermunicipal.

Essa inscrição terá que ser feita entre o 14.º e o 10.º dias antes do processo eleitoral. No 9.º e no 8.º dias, o MAI deslocará os boletins de voto de cada cidadão eleitor da respectiva zona de recenseamento para o local por ele indicado. O direito de voto será exercido no 7.º dia antes das eleições. Na última semana de campanha, os boletins de voto serão mantidos em envelopes fechados e enviados para as mesas eleitorais de origem de cada votante deslocado.

No dia das eleições, os votos antecipados serão inseridos nas respectivas urnas, depois de os membros da mesa votarem, de modo a garantir a sua confidencialidade. Assim, mesmo que hipoteticamente ninguém vote numa assembleia de voto, o facto de o voto entrar na urna depois dos membros da mesa garantirá que ele não seja identificável.

Aberto a todos
O objectivo desta alteração é assegurar que o voto antecipado possa ser exercido por todos que a ele queiram recorrer sem necessidade de apresentar documentação comprovativa, uma exigência actualmente em vigor para os grupos de cidadãos autorizados a usá-lo por estarem deslocados do local onde estão recenseados.

Ou seja, a alteração à lei assenta no princípio de que os cidadãos não têm de informar o Estado sobe as razões por que estão deslocados, apenas têm de requerer o uso desta prerrogativa eleitoral, podendo fazê-lo mesmo porque vão de férias ou de fim-de-semana no dia das eleições.

Pela actual lei podem votar antecipadamente os estudantes, os trabalhadores deslocados em serviço, os militares, os agentes das forças de segurança e da protecção civil, assim como os bombeiros. Mas também os membros das selecções nacionais no estrangeiro, os responsáveis por pessoas colectivas, como misericórdias ou cooperativas, ou os responsáveis por associações sindicais e de trabalhadores, bem como os membros de associações empresariais. E ainda os doentes internados em hospitais e em unidades de cuidados intensivos, os idosos internados em lares que não se podem deslocar e os reclusos.

Todos os que hoje requerem votar antecipadamente têm de apresentar ao presidente da câmara da área onde estão deslocados um documento comprovativo das razões da sua deslocação. Genericamente, o prazo para requerer este instrumento de voto junto do presidente da câmara é entre o 10.º e o 5.º dias antes do acto eleitoral.

Mas há categorias de cidadãos em que o processo é mais complexo. Os estudantes têm que se inscrever até ao 20.º dia anterior às eleições e enviar ao presidente da câmara o respectivo comprovativo de matrícula.

Até ao 17.º dia são-lhes enviados os documentos necessários e os estudantes devem exercer o seu voto junto ao presidente da câmara da área do estabelecimento de ensino entre 13.º e o 10.º dias antes da abertura das urnas.

Os prazos e o método para os estudantes são os mesmos que indicados no caso dos doentes internados. Mas, tratando-se de doentes, é preciso um atestado médico que esteja comprovado pela administração da unidade de internamento.

O mesmo calendário se aplica aos reclusos, sendo que aqui o documento comprovativo tem que ser emitido pelo director da unidade prisional.

No caso de doentes e de presos, o presidente da câmara da área da votação ou um vereador designado desloca-se para recolher os votos entre 13.º e o 10.º dias antes do dia das eleições.

sao.jose.almeida@publico.pt

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[8.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Três mulheres ficaram cegas após tratamento com células estaminais

Visao.sapo  | 17.03.2017
 


Christopher Furlong / GettyImages


O caso alerta para o crescimento deste tipo de terapias celulares não aprovadas pelas entidades de saúde

Três mulheres ficaram quase ou totalmente cegas depois de serem submetidas a um tratamento com células estaminais não aprovado, numa clínica do Sul da Flórida. Especialistas dizem que este caso pode servir como alerta para o perigo deste tipo de tratamentos e para a necessidade dos governos e dos médicos protegerem os doentes face a estas terapias.

Nos EUA, o número de clínicas que fazem tratamentos deste género tem crescido muito nos últimos anos, segundo conta o The Washington Post. A maioria delas faze publicidade a tratamentos experimentais ou a alegados ensaios clínicos para doenças como autismo ou esclerose lateral amiotrófica.

"Estas mulheres tinham uma visão bastante funcional antes do procedimento... e, no dia seguinte, estavam cegas", lamenta Thomas Albin, um oftalmologista que analisou o episódio, agora descrito num artigo publicado na revista New England Journal of Medicine. Uma das três mulheres ficou totalmente cega e as outras duas parcialmente, mas sem quaisquer perspetivas de melhorar.

Os especialistas que observaram estas três mulheres depois do tratamento dizem que é preocupante a forma como estas clínicas conseguem alistar os seus estudos experimentais em em instituições nacionais, dando-lhes credibilidade. Neste caso, a clínica da Flórida inscreveu o tratamento numa base de dados de ensaios clínicos dirigida pela National Institutes of Health, chamada ClinicalTrials.gov, fazendo pelo menos uma das doentes, e talvez mais, acreditar que estava a fazer parte de um estudo aprovado pelo governo.

Para poderem ser submetidas a este procedimento com células estaminais, cada uma das três doentes, entre os 70 e os 80 anos, teve de pagar 5 mil dólares. Thomas Albin diz que este foi o primeiro sinal de que este não era um ensaio clínico tradicional. O segundo foi terem tratado os dois olhos ao mesmo tempo, em vez de terem visto a resposta de um olho de cada vez. "Para nós, clínicos, é muito alarmante o facto de alguém fazer isto com os dois olhos, ao mesmo tempo", refere.

O artigo não identifica nem as doentes nem a clínica em questão, mas os tribunais do estado da Florida dizem que duas das três mulheres, na altura com 72 e 78 anos, processaram a clínica e algumas pessoas envolvidas no tratamento. Apesar de não poder dizer muito mais sobre o caso, Andrew Yaffa, advogado das duas doentes, referiu que a resolução satisfez ambas as partes. A terceira mulher, com 88 anos, procurou ajuda uma semana depois do procedimento, num instituto médico em Oklahoma.

 

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[8.Abr.2017]
publicado por MJA 



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Microsoft cria uma linguagem de programação dirigida a crianças com deficiências visuais

Leak | João Fernandes

28 Março 2017
 



Uma equipa de investigadores e designers ingleses da Microsoft criou uma linguagem de programação física, uma solução de programação sustentada na  riação de códigos de forma física ligando módulos para a construção de programas.

Denominado de Project Torino este sistema foi desenvolvido para que crianças com deficiências visuais ou que tenham problemas semelhantes possam ter uma participação ativa nas aulas de programação em conjunto com os seus colegas de turma. Cecily Morrison, uma das investigadoras que trabalha neste projeto, acredita que este sistema de programação seja atrativo e útil para todos os estudantes, tenham eles deficiências, ou não, visuais.

Os investigadores pretendem que este seja o primeiro passo para que crianças com deficiências visuais, dislexia ou autismo posam a vir a ter hipótese de ter uma carreira profissional ao se especializarem no desenvolvimento de software ou em cientistas da computação.

Refira-se que a Organização Mundial de Saúde estima que 285 milhões de pessoas no mundo sejam cegas ou tenham algum tipo de deficiência visual sendo que a grande maioria vive em condições com baixo rendimento social. No Reino Unido, por exemplo, o Royal National Institute of Blind People (RNIB) informa que apenas um de cada quatro adultos em idade produtiva, que são cegos ou portadores de deficiência visual, consegue ter um trabalho remunerado.

 

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[8.Abr.2017]
publicado por MJA 



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ACAPO e ONCE oferecem bolsa de estudos para curso de fisioterapia em Espanha

ACAPO

5 Março 2017

Decorre até 30 de abril o prazo para apresentação de candidaturas a uma bolsa de estudos no curso de fisioterapia na Escola Universitária de Fisioterapia da Organização Nacional de Cegos Espanhóis, uma das mais prestigiadas academias de Espanha. Podem candidatar-se a esta bolsa todos os associados efetivos da ACAPO que possuam as quotas em dia, um bom domínio da língua espanhola falada e escrita, os requisitos gerais de acesso à universidade espanhola, sejam eficazes na leitura e escrita em Braille, carateres ampliados ou em suporte informático com apoio de tecnologias de acesso, dominem adequadas técnicas de orientação e mobilidade e, não tenham outras deficiências, para além da visual, que possam impedir o exercício da função para a qual o curso de destina.

Para mais informações contacte o Departamento de Relações Internacionais para o telefone 213 244 50, fax 213244501 ou
e-mail relacoesinternacionais@acapo.pt.
 

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[17.Mar.2017]
publicado por MJA 



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Cáritas de Coimbra e ACAPO apoiam integração profissional

Cáritas


Em parceria com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal - a Cáritas Diocesana de Coimbra tem vindo a dar passos consistentes na área da integração profissional de pessoas com deficiência visual. Para além de atualmente acolher, sob a forma de estágio de inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, dois jovens com deficiência visual (baixa visão), realizou em março de 2015 um contrato de trabalho. Nas palavras de Ana Sofia Antunes, Presidente da Direção Nacional da ACAPO este é "um exemplo a seguir em matéria corporativa".

O percurso de Gorete Ferreira, associada da ACAPO, iniciou-se na Cáritas Diocesana de Coimbra em 2013, quando integrou a medida Contrato Emprego Inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, na área do atendimento telefónico. Após essa primeira oportunidade seguiu-se a realização de um estágio de inserção para pessoas com deficiência e incapacidade, durante mais 12 meses e agora novamente em parceria com a ACAPO, a Cáritas de Coimbra realizou um contrato de emprego protegido com a colaboração do Instituto de Emprego e Formação Profissional, de Coimbra. A Presidente da ACAPO salienta que "é de destacar este tipo de iniciativas que partem da sociedade civil e são um forte contributo para a promoção da inclusão social”.

A Cáritas Diocesana de Coimbra rege-se por uma política integradora no âmbito da empregabilidade e responsabilidade social. Além do caso já especificado de Gorete Ferreira, a organização tem neste momento em execução mais um Contrato Emprego Inserção com um associado da ACAPO, bem como uma nova integração ao abrigo da medida Estágio Emprego a iniciar em junho. Estão ainda integradas, com 60% de incapacidade de outro tipo, quatro pessoas com contratos sem apoios.

Dentro das especificidades dos postos de trabalho e com o tipo de serviços que é necessário assegurar e prestar aos utentes e à sociedade em geral, a Cáritas Diocesana de Coimbra procura proporcionar iguais oportunidades de emprego a todas as pessoas de igual modo.
 

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[17.Mar.2017]
publicado por MJA 



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Deficientes visuais do Porto criam tradução tátil de um quadro

Correio da Manhã | 17 Fev 2017

Fons Vitae. 1515-1517
Reprodução em quatro painéis táteis em gesso vai permitir "ver" a obra Fons Vitae (acima).
 

Alunos da Escola Comércio do Porto e deficientes visuais, do curso de operadores gráficos de braille da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP) estão a criar uma tradução tátil do quadro Fons Vitae que preveem concluir em abril. A reprodução em quatro painéis táteis em gesso, que vai permitir aos deficientes visuais "ver" a obra do século XVI exposta no Museu da Santa Casa, nasceu, segundo a diretora da escola Ana Mestre, "de uma proposta lançada por uma docente", no âmbito das escolas solidárias da Fundação EDP. "Este projeto vai permitir dar informação cultural a outro tipo de públicos", disse à Lusa Ana Mestre sobre a iniciativa da professora Teresa Mendes que, na escola profissional onde leciona, envolveu alunos provenientes do ensino secundário, com idades entre os 16 e 19 anos. Teresa Mendes explicou que na colaboração com o grupo de invisuais está a ser feita a "sintetização de uma proposta de quatro painéis de acessibilidade gradual à informação que a pintura quer transmitir, sendo que os três primeiros são uma desconstrução do último". "Adotar esta metodologia de acessibilidade gradual é importante", frisou a docente sobre a interação com os formandos do Centro Integrado de Apoio ao Deficiente (CIAD) da Santa Casa, procurando privilegiar as texturas escolhidas por estes em detrimento de outras que para eles "possam constituir ruído". Ao todo, serão utilizadas "nove texturas para representarem aspetos como o metal, a pedra, o sangue, o cabelo, a nuvem ou o céu", acrescentou, reiterando que as escolhas partem sempre dos "operadores gráficos de braille do CIAD" que, ao receber as propostas, "avaliam se se assemelha ao que imaginam está representado no quadro". Para a coordenadora do projeto Diana Monteiro esta iniciativa "melhorou a sensibilidade de alunos" que vêm de "percursos escolares complicados" e cujo nível de envolvimento, acrescentou a professora Teresa Mendes, fez até que "a turma traduzisse de inglês para português o dossiê para a preparação dos painéis". O projeto dura desde novembro de 2016 e decorre em horário escolar, representando para Ana Mestre "muita aprendizagem" para uma instituição com "tradição de trabalho na área da inclusão". Tiago Vidinha é um dos "consultores" que semanalmente "interpreta as texturas" que os alunos partilham com os formandos operadores gráficos de braille, tendo afirmado à Lusa ser este "um projeto de enorme importância". Considerando a obra Fons Vitae "muito importante", o jovem lembrou que "quem a vê consegue-a interpretar". E acrescentou: "nós, os cegos, para lá chegarmos, será sempre a partir de outros". "Estamos a dar a nossa opinião sobre como ficaria melhor o quadro, quais são as texturas mais indicadas", disse Tiago Vidinha sobre um projeto que "está a correr muito bem e que, com este desenvolvimento, está a ficar uma obra muito boa". Segundo Ana Mestre, uma vez concluída, "a obra ficará exposta no museu da Santa Casa, pois a ideia é que possa ser visitada por turistas com estas características ou por outras pessoas".
 

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[18.Fev.2017]
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Observatório para a deficiência pede mais sensibilidade às autarquias

TSF

Ana Sofia Freitas | 8 DE FEVEREIRO DE 2017
 


Terminado o prazo para a adaptação de espaços públicos a deficientes "há muito ainda para fazer". O observatório considera que "há falta de sensibilização, informação e fiscalização".

Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório para a Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) explica que "apesar de alguns avanços que ocorreram é frustrante que tantas pessoas com mobilidade condicionada ainda enfrentem inúmeros obstáculos para circularem na via pública, nos edifícios e nos transportes".

Foi determinado um período de dez anos para que todos os espaços públicos ou privados, turísticos ou comerciais, salvo algumas exceções, fossem modificados para serem acessíveis a todas as pessoas. O prazo terminou hoje mas "ainda subsistem muitos problemas" no que diz respeito aos direitos das pessoas com deficiência, desde logo, nos acessos aos "centros de saúde, repartições de finanças, espaços da Segurança Social, museus, etc."

Paula Pinto diz que as autarquias não estão a assumir responsabilidades nesta matéria

Para a coordenadora do ODDH esta matéria "tem sido descurada" lembrando que "as câmaras municipais têm uma responsabilidade muito grande, têm de estar mais atentas e dar o exemplo", e fiscalizarem o que é feito no espaço público para que sejam garantidos os direitos de todos, sem exceção.

O financiamento, não pode ser uma desculpa, porque "se há custos envolvidos em implementar soluções, há custos muito maiores se não forem realizadas as modificações uma vez que há um conjunto de cidadãos que são privados de viver em sociedade nas mesmas condições do que os restantes e que por isso mesmo se tornam um peso em vez de serem elementos que contribuem, com as suas competências, para a sociedade", avisa.

A coordenadora do Observatório defende que os custos não podem ser justificação

Ao contrário do que se possa pensar "as pessoas com algum tipo de limitação na mobilidade representam quase 20 por cento da população portuguesa", uma realidade que tende a aumentar com o envelhecimento da sociedade.

Paula Pinto recorda que é considerável o número de cidadãos portadores de deficiência

Confrontado com as críticas feitas às autarquias, o presidente da Associação Nacional dos Municípios, Manuel Machado diz que nunca lhe foi pedido um "levantamento sobre o que foi feito sobre esta matéria durante os últimos dez anos pelas câmaras municipais" e destaca que "os municípios têm feito um trabalho notável, colocando por exemplo, rampas de acessos onde é necessário".

Manuel Machado considera que os municípios têm feito um esforço

Manuel Machado refere que é "necessário não confundir as coisas" lembrando que por exemplo "os centros de saúde e os serviços de finanças são da responsabilidade da administração central e não das autarquias".

 

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[18.Fev.2017]
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Politécnico de Leiria cria biblioteca braille

Boas Notícias  | 22/01/2017

Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria


O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria (CRID) vai criar uma biblioteca em braille, que ficará situada na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. A biblioteca, com o mote “Mãos que leem” será única no país, pela particularidade de integrar obras de vários géneros. A biblioteca será dotada com novos títulos mensalmente.
por redação

“Queremos disponibilizar um espaço em braille que englobe não só obras técnicas, que é o que geralmente acontece nas biblioteca ditas ‘normais’, mas também romances e outras obras para que a comunidade cega possa ter uma verdadeira biblioteca, diversificada e com opções para todos os gostos e necessidades”, explica Célia Sousa, coordenadora do CRID.

O projeto conta com o apoio financeiro do Lions Clube de Leiria, uma ajuda que a professora e investigadora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria considera “essencial” já que “imprimir em braille é muito dispendioso”.

“Este será com certeza um dos impedimentos para a editoras editarem obras em braille, o que condiciona muito as opções das pessoas cegas”, acrescenta.


35 títulos em braille até ao final do ano

O CRID compromete-se a adaptar pelo menos uma obra por mês, para integrar a biblioteca, sendo que de momento já tem prontos para impressão 23 títulos. Até ao final do ano de 2017, o CRID espera ter 35 obras disponíveis na biblioteca.

Na perspetiva de Célia Sousa, esta iniciativa pioneira a nível nacional, que permitiu que “obras que todos conhecemos – e que temos possibilidade de ler – possam chegar a públicos diferentes, recorrentemente privados de as lerem”, foi o primeiro passo deste novo projeto da biblioteca de braille do Politécnico de Leiria.

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria tem vindo a fazer um trabalho pioneiro na inclusão das pessoas com deficiência, em particular na adaptação para braille. Já adaptou, autonomamente e numa iniciativa pioneira no país, oito obras para braille, como “Viver a vida a amar” de Fátima Lopes, “Desnorte” de Inês Pedrosa, “Navios da noite” de João de Melo, entre outras.

Todas passaram a integrar o acervo da Biblioteca Afonso Lopes Vieira, em Leiria, através de um protocolo com o Município de Leiria. Além disso, o CRID já editou dois livros infantis multiformato, e outro material informativo.

Numa iniciativa inédita, lançou o primeiro guião cultural inclusivo (braille, áudio descrição, língua gestual portuguesa e pictogramas) no mundo, para o Mosteiro da Batalha. Hoje, todos os espaços culturais de Leiria contam com guiões inclusivos, sendo o Museu de Leiria construído de raiz para pessoas com deficiência.

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[26.Jan.2017]
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Chinês cego e amigo sem braços, juntos já plantaram 10 mil árvores

Lasama

fotografia de Jia Haixia e do seu amigo Jia Wenqi.


Jia Haixia nasceu com cataratas hereditárias e perdeu um dos olhos num acidente de trabalho. O seu amigo, Jia Wenqi perdeu os dois braços aos 3 anos de idade.
 

fotografia de Jia Haixia e do seu amigo Jia Wenqi.


Juntos, há mais de dez anos, plantam árvores na região chinesa de Yeli com o único objectivo reflorestar a área e dar esperança à humanidade. Já alcançaram o número redondo de 10 mil árvores plantadas.

Cansados de lhes serem negados trabalhos, dadas as deficiências de que padecem, os dois homens conseguiram, com muito esforço, alugar um terreno ao governo chinês para tirarem dai o sustento das famílias e deixar um futuro melhor aos filhos.

Todos os dias saem de casa às sete da manhã, levam as suas ferramentas, uma barra de ferro e um martelo, e dirigem-se ao monte. Jia Wenqi leva o seu amigo cego sobre as suas costas.
 

fotografia de Jia Haixia e do seu amigo Jia Wenqi.


Dado não terem dinheiro para comprar árvores, resta-lhes recolher partes de outras que ali têm nascido. Para isso, Jia Haixia escala às árvores guiado pela a voz do seu velho amigo e procura partes de árvores que possam ser plantadas. Ao baixar-se faz um buraco, enquanto Wnqi fica encarregue de plantar os rebentos.
 

fonte: http://dioguinho.pt/
 

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[11.Jan.2017]
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ACAPO Coimbra quer deslocar-se aos domicílios

Diário de Coimbra

9 Jan. 2017

 

Identificar os cegos e amblíopes que - por carências, dificuldades de deslocação ou outros impedimentos - não conseguem ir até à sede da ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) em Coimbra, usufruindo das suas actividades de formação e do apoio à inserção profissional, é um dos principais desafios da direcção liderada por José Moreira, ontem empossada.

O novo presidente explicou ao Diário de Coimbra que o objectivo não é fazer da associação um destino, mas sim um elo de inclusão e integração. «Temos uma técnica que se dedica à angariação de emprego. E todas as actividades que promovemos têm em vista a aquisição de ferramentas para uma cada vez maior autonomia das pessoas», explicou, dando o exemplo das formações de braille, de informática ou em actividades de orientação e da vida diária. Estas últimas fundamentais para adultos que cegam de repente (casos de acidente ou, cada vez mais, de cegueiras por retinopatia diabética).

Depois da fase de adaptação - em que a ACAPO também ajuda -, há que encontrar novas maneiras de fazer as coisas, diz o responsável, cego desde os sete anos.

Leia a notícia completa na edição em papel.
 

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[11.Jan.2017]
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4 de Janeiro é o Dia Mundial do Braille



Jovens Heróis


4 de Janeiro é a data de nascimento de Louis Braille. O vídeo 'Jovens Heróis' dramatiza a vida de Louis Braille, incluindo o acidente que causou a sua cegueira. Ilustra a criação e desenvolvimento do sistema Braille, em 1824, com a idade de 15 anos, e como ele começou por ser rejeitado no Instituto Real dos Jovens Cegos em Paris, onde Braille estudou quando criança e mais tarde foi professor.
 

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[4.Jan.2017]
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Cartaz 3 de Dezembro - Prémio 2016

-marque a diferença . promova igualdade-

cartaz "Marque a diferença, promova igualdade"
Cartaz vencedor 2016


Com o cartaz "Marque a diferença, promova igualdade", Maria Bartolomeu de Trindade Ribeiro venceu a 9ª Edição do Concurso "Cartaz 3 de dezembro" 2016, promovido pelo INR.
 

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[2.Jan.2017]
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Serviço de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de Coimbra

Audiolivros para utentes deficientes visuais
 

imagem: "Quando a voz de um se torna os olhos de outros"


Desde 2011 que o Serviço de Leitura para Deficientes Visuais (SLDV) da Biblioteca Municipal de Coimbra, através de um projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, passou a deter os meios para a produção de livros áudio, ao abrigo do artigo 80.º do Código dos Direitos de Autor.

Estes livros, cuja leitura é feita por voluntários, são disponibilizados gratuitamente a pessoas portadoras de deficiência visual - para serem ouvidos nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis - sendo a sua transferência realizada via plataformas electrónicas (WE TRANFER e MEO CLOUD) ou através do envio postal das gravações em CD ou DVD.

Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.

link para consulta dos audiolivros disponíveis


CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial
Biblioteca Municipal de Coimbra
telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320
email: leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm

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[1.Jan.2017]
publicado por MJA 
 


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