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SOBRE A DEFICIÊNCIA VISUAL

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ϟ Cegos querem campanhas eleitorais inclusivas

N.N./Lusa

 (Reuters)


A Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, ACAPO, apelou aos partidos políticos para que as campanhas eleitorais sejam mais inclusivas, garantindo que as suas mensagens chegam a todos.

A propósito do Dia Mundial do Braille, que se assinala na sexta-feira, a ACAPO pede, em comunicado, campanhas eleitorais mais acessíveis, recordando que pela primeira vez os portugueses invisuais podem este ano votar de forma autónoma e secreta.

A 19 de julho do ano passado a Assembleia da República aprovou um pacote de medidas no qual se inclui o voto em braille.

No comunicado, a ACAPO afirma que este ano Portugal terá três atos eleitorais, em dois dos quais, Assembleia da República e Parlamento Europeu, os invisuais podem pela primeira vez votar de forma autónoma, graças à criação de uma matriz de voto em braille.

A matriz é uma réplica do boletim de voto escrita em braille, com recortes que alinham com os quadrados impressos no boletim, o que permite ao eleitor colocar a cruz no quadrado que se refere à sua preferência.

“A ACAPO saúda, por isso, o esforço da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna para concretizar a intenção do legislador e garantir um voto independente por parte dos eleitores com deficiência visual”, mas defende que “um verdadeiro voto independente é um voto informado”.

Comunicar com pessoas com deficiência visual “requer tão simplesmente vontade, e, em grande parte das vezes, nem há custos adicionais significativos”, diz-se no comunicado da ACAPO, citando o presidente da direção da associação, Tomé Coelho.

Na sua página oficial a ACAPO tem um conjunto de recomendações aos partidos políticos para que as suas mensagens sejam mais acessíveis, essencialmente propondo que o conteúdo de imagens ou filmes seja descrito, quer nas redes sociais quer em páginas na internet, em e-mails ou em panfletos. Nos comícios os deficientes visuais também devem ser apoiados.
 

O Dia Mundial do Braille assinala-se a 04 de janeiro, a data do nascimento de Louis Braille, que criou um sistema de leitura para invisuais que é usado em todo o mundo. Braille criou um sistema de seis pontos que, combinados, permitem a leitura, estando hoje acessível em livros mas também em locais públicos, em embalagens de medicamentos ou em teclas de multibanco ou de elevador. Louis Braille nasceu a 04 de janeiro de 1809 em França e terá ficado cego por acidente quando tinha três anos. Criou o sistema de pontos em relevo ainda adolescente.

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19.Jan.2019
publicado por MJA



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Companhia de tecnologia cria Kindle em braile para cegos

Redação, com Reuters | 15 de janeiro de 2019

 O Canute 360: leitor eletrônico em Braille - Foto: Reprodução da internet/Bristol Braille Technology
 O Canute 360: leitor eletrónico em Braille


Uma companhia britânica - Braille Technology - planeja lançar este ano um leitor eletrônico de livros em braile que promete melhorar a experiência de leitura para deficientes visuais. Desde que foi desenvolvido por Louis Braille no século 19, o alfabeto de pontos em relevo permitiu que milhões de pessoas com deficiência visual pudessem ler. Mas a forma impressa em papel da linguagem não é exatamente conveniente ou portátil: uma cópia da bíblia em braile pode tomar cerca de 1,5 metro de uma prateleira.

A companhia britânica Braille Technology espera mudar isso com o Canute 360, um aparelho chamado pela empresa de primeiro leitor digital multilinha de braile do mundo, capaz de mostrar nove linhas de texto por vez, ou cerca de um terço de uma página impressa. Qualquer texto que tenha sido traduzido para o braile pode ser utilizado no Canute, afirmou a companhia.

“Isso significa que você só precisa apertar o botão para avançar a cada 360 caracteres, em vez de a cada 20”, disse Stephanie Sergeant, cuja companhia Vision Through Sound fornece treinamento para pessoas cegas e tem trabalhado com a Bristol Braille. “O aparelho atualiza a linha sozinho, começando pelo topo. Então, enquanto leva um tempo para todas as linhas atualizarem, você pode começar a ler assim que pressionar o botão para avançar.”

O protótipo final do dispositivo vai entrar em produção em massa neste ano, com preço semelhante ao de notebook de alto padrão.

fonte: FORBES

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18.Jan.2019
publicado por MJA



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'A Shot in the Eye de Eduard Arbós'

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra | 12 Janeiro 2019

A imagem pode conter: texto


«A Shot in the Eye» é um projeto que parte de uma experiência traumática, um problema ocular grave que me manteve quase dois anos afastado do mundo, lutando para não perder definitivamente o meu olho direito.

Um projeto que, centrado na imagem e na sua construção, analisa e interroga os mecanismos da perceção e da representação.

Partindo de um relato, uma espécie de crónica deste período, escrito ao modo de um sintético guião cinematográfico, desenvolve-se um projeto estruturado através de uma série de propostas que giram em torno da escrita e do desenho, com claras referências à pintura, ao cinema e, incluso, a estilos como a Op Art.

Escrita e desenho devêm, assim, uma forma de «re-seguir» o processo, de fixar a dura experiência, funcionando ao mesmo tempo como catarse, como via libertadora. Desenhar, agora, é resistir. E ambos, desenho e escrita, se encontram aqui relacionados, sendo a grafite e o papel os elementos que simbolizam esta união entre texto e imagem. A grafite, por seu lado, tem uma característica ótica que faz com que, segundo a incidência da luz, se possa ver como um negro profundo, de aparência mate, ou como um cinza prata brilhante que chega incluso a dificultar a correta visão da obra, mostrando, assim, a própria trama, ou seja, os múltiplos traços que conformam o desenho. São o rasto do ato, da ação que constrói a imagem. A trama, o elemento aparentemente invisível que sustenta e conforma todo o ato da «re-presentação», é usada, aqui, como um jogo ótico entre o visível e o invisível que interroga o modo de percecionar e representar a realidade e, com isso, a própria construção da imagem.


***

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) inaugura no próximo dia 12 de janeiro 2019, sábado, pelas 17 horas, a exposição A shot in the eye, de Eduard Arbós. A exposição estará patente no Círculo Sereia, localizado no piso -1 da Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, e pode ser visitada até 23 de março, de terça-feira a sábado, das 14h00 às 18h00. A entrada é livre.

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9.Jan.2019
publicado por MJA



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Politécnico de Leiria e Grutas da Moeda lançam folhetos acessíveis no Dia Mundial do Braille

ANGELUS TV | 2018-12-27
 

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Os folhetos têm como objetivo principal promover a acessibilidade plena de todos os cidadãos
 

A partir de dia 4 de janeiro de 2019 será possível visitar as Grutas da Moeda, em São Mamede, concelho da Batalha utilizando folhetos acessíveis em braille, em português, inglês, e em linguagem pictográfica.

Estas serão as primeiras grutas, em Portugal, a oferecer este tipo de informação ao público, e ficarão agora acessíveis a novos públicos. Os folhetos foram desenvolvidos pelo Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria, sedeado na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em colaboração com a equipa técnica das Grutas.

Os folhetos têm como objetivo principal promover a acessibilidade plena de todos os cidadãos, contribuindo para que a região de Leiria se continue a afirmar na vanguarda da inclusão, e para uma comunicação mais acessível através de vários olhares e em diversos contextos, para que a sociedade atinja uma perspetiva holística do fenómeno inclusão. Os folhetos contam com texto aumentado, braille e imagens em relevo para pessoas cegas ou com baixa visão, e pictogramas para pessoas com incapacidade intelectual ou limitações de outra natureza.

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6.Jan.2019
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ϟ O Livro Braille - Linhas e pontos na Era Digital

ACAPO


 

O Seminário "O Livro Braille - Linhas e pontos na Era Digital" realiza-se no auditório do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra, no dia 11 de janeiro de 2019 no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Braille.

Pretende-se qualificar o pensamento sobre o impacto pedagógico do livro Braille na autonomia, participação e inclusão escolar, com as ideias e as boas práticas apresentadas por peritos de Espanha e de Portugal.

Este evento é reconhecido e certificado como Ação de Curta Duração, nos termos do Despacho n.º 5741/2015, alterado pela Declaração de Retificação n.º 470/2015, de 11 de junho.

Inscrições online​ aqui.

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5.Jan.2019
publicado por MJA



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Primeiro Dia Mundial do Braille destaca importância da linguagem escrita para os direitos humanos

NAÇÕES UNIDAS.ORG  | 04/01/2019


Segundo a OMS, pessoas com deficiência visual têm mais chances de vivenciar taxas mais altas de pobreza e desvantagens, que podem levar a uma vida afetada por desigualdades. Foto: ONU/Rick Bajornas

Para aumentar conscientização sobre a importância do Braille para aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas que vivem com alguma forma de deficiência visual, as Nações Unidas lembraram nesta sexta-feira (4 de Janeiro) o primeiro Dia Mundial do Braille

Reconhecido a partir de agora em 4 de janeiro, o Dia foi proclamado pela Assembleia Geral em novembro de 2018 como meio de alcançar plenamente direitos de pessoas com deficiências visuais e elevar a língua escrita como um meio essencial para a promoção de liberdades fundamentais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas com deficiência visual têm mais chances de vivenciar taxas mais altas de pobreza e desvantagens, que podem levar a uma vida afetada por desigualdades.

No mundo todo, 39 milhões de pessoas são cegas e outras 253 milhões possuem algum tipo de deficiência visual. Para elas, o Braille fornece uma representação tátil do alfabeto e de símbolos numéricos para que possam ler os mesmos livros e periódicos das versões padrões de texto.

Seis pontos representam cada letra, número e até símbolos musicais e matemáticos, permitindo a comunicação de informações escritas para garantir competência, independência e igualdade.

A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência cita o Braille como meio de comunicação, classificando-o como essencial na educação, liberdade de expressão e opinião, acesso à informação e inclusão social.

Para promover sociedades mais acessíveis e inclusivas, as Nações Unidas lançaram seu primeiro relatório sobre deficiência e desenvolvimento no ano passado, coincidindo com o Dia Internacional para Pessoas com Deficiência, no qual o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu para a comunidade internacional participar na redução de lacunas na inclusão.

“Vamos reafirmar nosso compromisso de trabalhar juntos para um mundo inclusivo e equitativo, onde os direitos das pessoas com deficiência sejam totalmente alcançados”, disse.
 

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4.Jan.2019
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ϟ App da Huawei permite que cegos possam “ver” as emoções de outras pessoas

ZAP | 3 Janeiro, 2019


Nas conversas cara-a-cara, é possível avaliar o humor da outra pessoa vendo as suas expressões faciais. Este é um desafio constante para os cegos e é por isso que a Huawei desenvolveu a app “Facing Emotions”.

A empresa chinesa criou uma aplicação que traduz expressões faciais em sons, para que pessoas cegas consigam “ver” as emoções daqueles com quem conversam. Criado em parceria com a Polish Blind Association, a app para Android foi projetada especificamente para uso no smartphone Mate 20 Pro da Huawei.

Quando o utilizador cego fala com outra pessoa, as câmaras traseiras do telefone fazem um scan ao rosto da pessoa. Utilizando algoritmos baseados em inteligência artificial, a app presta atenção especial a recursos como os olhos, nariz, sobrancelhas e boca, e suas posições em relação uns aos outros.

Com base nesses dados, o programa é capaz de discernir sete emoções básicas e permitir que o utilizador invisual saiba qual delas a outra pessoa está a exibir, representando essa emoção como uma das sete músicas correspondentes.

As músicas curtas, simples e não-intrusivas foram criadas pelo compositor cego Tomasz Bilecki, com participantes invisuais, que alegam que são fáceis de lembrar e entender. “Os sons que queria criar tinham de ser específicos para cada emoção e não distrair os utilizadores das suas conversas”, disse o compositor à plataforma Dezeen. As músicas podem ser ouvidas através dos altifalantes do telefone ou, mais discretamente, através de auriculares de ouvido.

Para facilitar a utilização, foi também desenvolvido um suporte para o telemóvel: uma pequena bolsa deve ser utilizada ao pescoço para segurar o telemóvel junto ao peito, fazendo com que este esteja apontado para o interlocutor sem que seja necessário utilizar as mãos.

A app “Facing Emotions”, que funciona totalmente em tempo real e offline, pode ser adquirida na loja do Google Play.

Esta não é a primeira app que pretende ultrapassar as barreiras com que as pessoas cegas se deparam. A Samsung, juntamente com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, já desenvolveu anteriormente apps de leitura de emoções. Em 2016, foi criada a Blind Tool, uma app que também utiliza a câmara fotográfica do telemóvel para descrever objetos a pessoas cegas.

Em 2018, investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do Inesc Tec criaram uma bengala eletrónica que, através da interação com uma aplicação, obtém a localização do utilizador, armazena informação geográfica, calcula rotas e comunica pontos de interesse.

Também a Google anunciou, para breve, o lançamento de uma nova aplicação pensada para pessoas cegas ou com deficiência visual: a Lookout. A app oferece informação relevante para a atividade do utilizador, através de avisos orais, que pretendem alertar para a existência de pessoas, textos ou pessoas no ambiente circundante.

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4.Jan.2019
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ϟ “Bird Box”: o thriller da Netflix que ensinou Sandra Bullock a ser cega

NIT  | 22/12/2018

Ricardo Farinha

Estreou esta sexta-feira, 21 de dezembro, na plataforma de streaming. John Malkovich e Sarah Paulson completam o elenco. É a nova grande produção da Netflix. “Bird Box” estreou na plataforma de streaming esta sexta-feira, 21 de dezembro, e é um thriller psicológico e distópico. Sandra Bullock é a grande protagonista do filme realizado pela dinamarquesa Susanne Bier.

A história tem algumas semelhanças com “Um Lugar Silencioso”, filme deste ano realizado por John Krasinski e protagonizado pelo próprio e pela mulher, Emily Blunt — só que, neste caso, em vez de não poderem fazer barulho, as personagens não podem ver.

Neste mundo há uma perigosa entidade, criatura ou vírus — ninguém sabe muito bem o quê — que faz com que as pessoas se suicidem. Basta olharem para ela para tirarem instantaneamente a própria vida. Por causa disso, os poucos sobreviventes souberam tapar todas as janelas de casa e quando estão na rua — não convém ser durante muito tempo — têm de andar vendados e fingir que são cegos, mesmo que não o sejam.

Sandra Bullock interpreta uma mãe guerreira, disposta a tudo para salvar os filhos naquele mundo cruel. Para fazer o papel, a atriz americana de 54 anos teve aulas com um coach cego, que trabalha com pessoas que acabaram de perder a visão e que se têm de adaptar à nova condição.

“O que ele nos deu foram as ferramentas e os truques que são usados, nem que fosse uma bengala. Quando fazes um som, consegues ouvi-lo a dispersar-se. Se estás num campo aberto, consegues ouvi-lo, senti-lo. Quando chegámos aos cenários de gravação, conseguíamos sentir tudo”, disse Sandra Bullock.

A atriz quis mesmo gravar várias cenas do filme vendada, sem poder ver nada, para que o comportamento fosse o mais natural possível. “Se eu caísse, dizia para me deixarem cair. Se acertasse nalguma coisa, dizia para me deixarem fazê-lo, a não ser que eu parasse. Só parei uma vez quando comecei a sangrar.”

Sandra Bullock diz que foi um “desafio” gravar este filme com tantas cenas de olhos vendados, sobretudo quando não conseguia comunicar com os outros atores pelo olhar. Os operadores de câmara foram instruídos para que se adaptassem aos movimentos dos atores, que poderiam variar já que estavam vendados em várias cenas.

John Malkovich, Sarah Paulson, BD Wong e Trevante Rhodes também fazem parte do elenco de “Bird Box”, que inclui ainda um papel do rapper Machine Gun Kelly. A história baseia-se no livro com o mesmo título do escritor americano Josh Malerman, publicado em 2015.

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3.Jan.2019
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ϟ Instagram cria ferramentas para pessoas com deficiência visual. Algoritmos automáticos vão descrever as fotografias.

KARLA PEQUENINO

Público | 29-Nov-2018

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O Instagram lançou duas novas ferramentas para ajudar pessoas com deficiências visuais a navegar na rede social. Uma das funções usa algoritmos de reconhecimento de imagens para criar descrições automáticas das fotografias na aplicação.

Actualmente, todos os smartphones (sejam iPhone, Android) vêm com leitores de ecrã já incluídos, que utilizam vozes sintetizadas para descrever os elementos. Quando se clica numa parte do ecrã, o telemóvel diz onde se está a carregar (“mensagens”, “73 por cento de bateria”).

Com notas para estranhos, Andy fez da positividade um trabalho a tempo inteiro Com a nova funcionalidade do Instagram, em vez de a voz sintética ler “fotografia”, ou o nome da imagem (em alguns casos, são nomes como "imagem 123" ou "blablabla.jpg"), passa a descrever a imagem.

“A funcionalidade permite gerar uma descrição das fotos para os leitores de ecrã, para que se possa ouvir uma lista de itens que podem fazer parte das fotografias”, explica a equipa do Instagram em comunicado. “Sabemos que há muitas pessoas que podem beneficiar de um site mais acessível.”

A Organização Mundial de Saúde diz que há cerca de 285 milhões de pessoas com problemas severos de visão em todo o mundo: 39 milhões são cegas e 246 milhões têm baixa visão. No total, equivale a menos de 4% da população mundial.

A rede social também está a introduzir uma caixa de “texto alternativo” que pode ser preenchida pelos próprios utilizadores quando carregam uma fotografia. O objectivo é ajudar o sistema de reconhecimento automático com uma descrição mais detalhada da imagem.

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2.Jan.2019
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ϟ Audiolivros para utentes com deficiência visual

Serviço de Leitura Especial da Biblioteca Municipal de Coimbra

imagem: "Quando a voz de um se torna os olhos de outros"
imagem: Quando a voz de um se torna os olhos de outro


Desde 2011 que o Serviço de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Municipal de Coimbra, através de um projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, passou a deter os meios para a produção de livros áudio, ao abrigo do artigo 80.º do Código dos Direitos de Autor.

Estes livros, cuja leitura é feita por voluntários, são disponibilizados gratuitamente a pessoas portadoras de deficiência visual - para serem ouvidos nos seus leitores de MP3, computadores ou telemóveis - sendo a sua transferência realizada via plataformas electrónicas (WE TRANFER e MEO CLOUD) ou através do envio postal das gravações em CD ou DVD.

Os utilizadores - nacionais ou estrangeiros - devem efectuar a sua inscrição, fornecendo, para o efeito, cópia digital do Atestado Multiusos de Incapacidade e os seus dados de identificação.

Link para consulta dos audiolivros disponíveis


CONTACTOS:
Serviço de Leitura Especial
Biblioteca Municipal de Coimbra
telefone: 239.702.630 - ext. 2322 ou 2320
email:
leitura.especial@cm-coimbra.pt
Web: http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b309.htm

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1.Jan.2019
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Cartaz 3 de Dezembro | Dia Internacional das Pessoas com Deficiência - Prémio 2018

INR


O Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. (INR, I.P.) promove, anualmente, um concurso destinado a premiar o melhor cartaz alusivo à comemoração do dia 3 de Dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

O Cartaz de Ana Beatriz Gouveia e Costa e de André de Figueiredo e Silva 'Ser humano. Ser Único' obteve o Prémio 2018.

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11.Dez.2018
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Carta ao Pai Natal em braille

ACAPO | Dezembro 2018

Imagem relacionada

Os conhecimentos de Braille do Pai Natal estão cada vez melhores e chegada esta altura do ano ele quer pô-los em prática.

Se tens deficiência visual, idade até aos 12 anos, e tal como ele sabes escrever em Braille, ajuda-o a treinar. Temos uma ideia! Quando lhe escreveres diz-lhe qual foi o melhor momento que viveste em 2018 e porquê.

Queremos muito receber a tua carta, de preferência em Braille, ou então para o e-mail painatal@acapo.pt , até ao dia 21 de dezembro. Ah! Não te esqueças de nos dizer a tua morada, pois o Pai Natal gosta sempre de enviar uma pequena lembrança.

Um abraço (nosso e do Pai Natal).

ACAPO
 

A morada do Pai Natal:

A/C Pai Natal
ACAPO
Av. D Carlos I, 126. 9.º andar
1200-651 Lisboa

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10.Dez.2018
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Atribuição de grau de deficiência "deve ser repensada", diz Secretária de Estado da Inclusão

Diário de Notícias | Ana Mafalda Inácio | 4 Dez 2018

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência defende que a atribuição do grau de deficiência tem de ser repensado. O de agora, tem algumas injustiças. "Não faz sentido a cegueira ter uma atribuição de 90%, por exemplo, e a paralisia 75%."

Ao fim de três anos de mandato, Ana Sofia Antunes faz um balanço. Em relação às grandes prioridades que tinha, para as quais olha regularmente, está de consciência tranquila, sobretudo em relação a algumas áreas muito específicas, como pobreza, autonomia e trabalho. Para todas estas há legislação e medidas concretas que estão já a ser aplicadas para apoiar as pessoas com deficiência. Mas para trás deixa uma área que diz ter consciência de que se mexeu, mas pouco. Ou, pelo menos, "não como gostaria".

Ana Sofia Antunes refere-se ao modelo de atribuição de deficiência. Para ela, "este modelo tem de ser repensado". Segundo explicou ao DN, hoje temos um modelo de atribuição muito assente na incapacidade das pessoas, mas muitos países estão já a trabalhar esta atribuição com base na funcionalidade. A questão, salvaguarda, é que muitos destes países também estão a chegar à conclusão de que não é a melhor fórmula, alguns estão mesmo a desistir. Por isso, "vamos ter de encontrar um meio-termo entre o que são as incapacidades, as dificuldades da pessoa e a funcionalidade, o que é capaz de fazer".

O caminho, defende, terá de ser para um modelo misto, embora saiba que a reavaliação do modelo vai trazer alguma agitação ou polémica. Isto porque "quem perceba que sai beneficiado vai ficar satisfeito, quem perceba que pode ficar prejudicado, comparativamente ao modelo atual, vai contestar".

O trabalho a fazer terá de ser a nível interministerial, entre Segurança Social e Saúde, "não vai depender só de nós", mas, mais uma vez, afirma: "É algo que tem de ser feito. Eu sei que quem passa por um cargo destes não pode ter a expectativa de que tem de fazer tudo. Aliás, hoje olhamos para trás e percebemos que há coisas que podem ser ajustadas, melhoradas, mas há coisas que não podem ficar para trás."

De acordo com a secretária de Estado, o modelo atual de atribuição de deficiência "contém em si algumas injustiças na forma como estabelece valores muito díspares para diferentes tipos de deficiências".

Segundo explica, não faz sentido olhar para as tabelas e vermos que uma situação de cegueira é avaliada com mais de 90% de incapacidade, enquanto uma situação de paralisia cerebral é avaliada com 75%. "Não há razão para isto, não está estudado, mas não há nada que indique que isto tem de ser assim. Tal só acontece porque a questão em relação à cegueira surge da ideia que existia antigamente: nada poderia acontecer pior a uma pessoa do que ficar cega."

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8.Dez.2018
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Poderá a realidade aumentada ser os “olhos” dos cegos?

Tek.SAPO | Rui Parreira | 29 nov 2018

Poderá a realidade aumentada ser os â??olhosâ? dos cegos?


2018 será o ano do Magic Leap e da nova geração de realidade aumentada? Investigação utiliza o HoloLens da Microsoft para informar cegos dos obstáculos em seu redor através de voz.

Cães de companhia ou as simples bengalas são os auxiliares de pessoas cegas, na sua “luta” pela autonomia na deslocação. Mas a tecnologia poderá ter algo, literalmente a dizer, na ajuda a contornar obstáculos. Pelo menos é essa a ideia de um grupo de investigadores da Caltech que utilizou o sistema HoloLens para desenvolver um assistente cognitivo de realidade aumentada (CARA) em que basicamente fala com os utilizadores.

O sistema utiliza visão computorizada para identificar objetos num determinado lugar e diz o seu nome aos utilizadores. E para que não restem dúvidas, a tecnologia utiliza som espacial, para projetar as palavras da direção onde se encontram os objetos, soando mais alto quanto mais perto estiver dos mesmos.

Para que a informação não se acumule e baralhe os utilizadores, a equipa criou três modos. O primeiro condiciona a vocalização dos objetos apenas quando estão a olhar para os mesmos, o segundo servirá para um primeiro contacto com a sala e sentir o que existe em redor. Por fim, o modo “alvo” permite focar-se apenas em um objeto.

Ainda que o sistema esteja apenas numa primeira fase, já foram feitos alguns testes com cegos que se voluntariaram, alertando-os para a presença de escadas, onde necessitam agarrar o vão da escada ou onde mudar de direção.

Os investigadores estão a implementar novos esquemas para identificação em tempo real de objetos e pessoas, afirmando que o sistema poderá ser utilizado em bancos, mercearias, museus e outras localizações para ajudar os cegos a circularem em espaços que não estão familiarizados.

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8.Dez.2018
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